All language subtitles for Cold.Ground.2017.1080p]

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Original subtitles

tradu��o e revis�o: rui leite

- Boa noite. - Boa noite.

Voc� � o professor Herman?

Sou, prazer em conhec�-la.

O prazer � todo meu.

Desculpe o atraso, perdemo-nos no caminho.

� uma vila muito pequena, e n�o havia sinaliza��o.

- � verdade que n�o h� muita gente por aqui.

O problema � que � a �ltima paragem

antes das montanhas.

Mas, estou feliz por ter chegado bem.

Obrigado.

Voc� deve ser o David.

Sim, sou, prazer em conhec�-lo professor Herman.

Por favor, trate-me por Gunter.

Posso ajud�-la com as malas?

N�o, n�o � preciso.

- Tem a certeza? - Sim.

Okay, vamos pegar nas coisas e entrar,

est� um briasco do catano.

Obrigado por nos dar abrigo esta noite.

Eu � que deveria de agradecer.

Este � um caso muito incomum.

� �ptimo ter-mos a cobertura dos m�dia.

David, pe�o desculpa por n�o falar franc�s.

� um bocado embara�oso para um cientista ingl�s

a trabalhar na fronteira da fran�a com a sui�a mas,

n�o somos reconhecidos por falar v�rias linguas.

Entrem.

- Tudo bem, o David e eu falamos ingl�s.

Sim, eu percebo ingl�s, mas pe�o desculpa

pela minha m� pronuncia.

N�o faz mal, eu percebo tudo.

Este sitio � muito fixe, temos aqui investigadores

Sui�os, Franceses e Alem�es.

� um sitio cosmopolita.

J� h� uma semana que andamos a recolher amostras.

Ent�o, instal�-mos aqui o campo de investiga��o.

� bem no topo das montanhas.

Andamos a tentar descobrir porque � que a temperatura

desceu tanto nesta regi�o.

Acha que isso tem alguma coisa a ver

com o desaparecimento dos animais?

Sim, acho que sim.

Quero dizer, o problema destas condi��es clim�ticas extremas

� que, por vezes, podem at� afectar

o outro lado da montanha.

Podem transformar completamente o ambiente.

Tipo uma anomalia clim�tica.

� por isso que as pessoas andam a falar do alastramento deste virus?

J� ouviste falar do virus.

Bem, provavelmente s�o os glaciares a derreter,

para al�m das temperaturas estarem anormalmente baixas,

especialmente aqui, num sitio especifico.

Descobrimos este novo estirpe de bact�ria.

� muito diferente de qualquer outro tipo de bact�ria

que j� tenhamos visto no glaciar.

� da mesma esp�cie, isso � certo,

mas tem uma pequena diferen�a, e est� a transformar-se depressa.

Ainda n�o sabemos o que �.

Achamos que talvez seja um novo virus a desenvolver-se

� medida que o glaciar derrete, e agora at� j� dizem

que pode ser muito contagioso

especialmente quando as temperaturas est�o muito baixas.

E este novo virus est� a infectar os animais?

N�o h� provas de que a bact�ria seja maligna.

Mas, e se os animais j� a andam a inalar h� algum tempo,

sem termos conhecimento?

E a bact�ria for respons�vel pelo seu desaparecimento?

O pessoal anda no campo, a fazer tudo o que pode,

para descobrir porque os animais andam a desaparecer.

J� ouviu falar nas carca�as de cavalo?

Sim, sim, � assustador.

Ent�o, a suspeita de actos criminais n�o est� posta de parte.

E o que pensam os peritos?

Da descoberta de carca�as de cavalo, n�o acho

que tenha nada a ver com o nosso caso ou com os nossos estudos.

Acho que � um caso isolado.

Onde est�o os outros?

Quando � que vem o resto da equipa?

N�o sei.

J� deviam ter chegado h� uns dias.

N�o temos conseguido contactar com eles.

N�o conseguimos estabelecer contacto com a base.

- Melissa, David, deixem-me apresentar-vos

o Blake Turner.

Ele � um policia de investiga��o, do Colorado.

Prazer em conhec�-la Melissa.

Prazer em conhec�-lo.

David, como est�?

Prazer em conhec�-lo.

Chegaste mesmo a tempo do jantar.

Parece-me bem, o que � que temos para comer?

Okay?

Muito bom.

Tem queijo que chegue?

Sim.

Sim, � muito bom.

Porreiro.

Para o que est�s a filmar?

Estou a fazer um document�rio acerca do caso, para a TV francesa.

Sim, � o nosso primeiro grande caso,

e queremos recolher bastantes testemunhos.

Okay.

E o que iremos fazer se n�o houver ninguem para entrevistar

no refugio?

Boa pergunta.

Parece-me que vais ter que ir at� ao topo

da montanha se quiseres entrevistar alguem.

Okay.

Por alguma raz�o bem bizarra, algo os deve estar a obrigar

a ficar l� em cima.

E, se o r�dio n�o funcionar,

j� n�o os podemos contactar.

N�o sabemos se eles decidiram voltar

sem nos dizer nada, talvez tenha sido isso.

Ou, talvez tenham decidido ficar por l�

� espera de mantimentos.

Mantimentos?

H� um helic�ptero que faz a entrega de mantimentos

a cada duas semanas, comida, provis�es,

que tr�z e leva pessoal.

A �ltima viagem foi h� quatro dias.

O piloto disse que estava tudo a correr bem.

Alguns dos cientistas deveriam ter voltado

h� uns dias.

O piloto disse que n�o havia nada fora do normal.

S� perdemos o contacto esta manh�.

Ent�o, porque � que vamos para l� se eles v�m a�?

J� l� v�o quatro dias.

Ir de jeep s� demora um dia,

todos os jeeps est�o l�.

J� deveriam ter voltado.

Amanh� vais regressar ao terreno, n�o vais?

Certo, sim.

Vamos levar um bi�logo ingl�s e um guia de montanha.

Daniel.

Daniel, certo.

Ent�o, o que iremos fazer � contar-vos algumas partes

por r�dio.

L� em cima est� um briasco do cara�as,

� bem possivel que os circuitos do r�dio congelem.

Okay, talvez os consigamos apanhar.

Podiamos fazer umas filmagens bem porreiras pelo caminho.

Bem, okay, estou feliz por vires.

Quanto tempo demora at� l� chegar?

N�o sei, para a� uns tr�s ou quatro dias.

- Tr�s dias? - Sim.

E, tens a certeza que � seguro?

- Sim. - � seguro.

- Blake, Daniel, eles podem levar as tendas.

� claro que vamos ter que acampar no frio,

nas montanhas ventosas.

N�o, vais ficar bem.

V�o ser s� uns dias e umas noites na neve, nada de especial.

Tens casacos de inverno, para o caso de precisares.

- Hmm-mm. - Okay.

Fixe, alguem quer queijo sui�o?

Sim.

- Claro. - Adoraria um bocadinho.

Olha quem j� est� a filmar.

Dormiste bem?

Sim, dormi muito bem, obrigado.

� o primeiro dia de caminhada,

vamos ter um longo dia pela frente.

Bom dia.

- Bom dia. - Blake.

- Daniel. - Sou a Lori-Ann.

Prazer em conhecer-te. Prazer em conhecer-te, Blake.

Daniel.

N�o deviamos ir amarrados?

Caminhem atr�s de mim.

- Bem, Detetive Turner. - Sim?

O que est� um investigador americano a fazer

nas montanhas francesas?

A investigar.

Tem havido casos id�nticos, de animais a desaparecer

no EUA, durante os �ltimos dez anos.

Tenho vindo a investigar o caso Snoopy,

aconteceu no Colorado em 1967,

suponho que nunca tenhas ouvido falar.

J� alguma vez ouviste alguma coisa do caso Snoopy?

N�o, n�o, o que � o caso Snoopy?

O Snoopy foi um cavalo que desapareceu.

O dono reparou que ele tinha carne na sua ra��o di�ria.

Eles encontraram-no longe da fazenda.

Pele, dos ombros, pesco�o, craneo,

foi-lhe arrancada, o seu cr�nio estava exposto,

foi horrivel.

Os arbustos � volta da carca�a, eles descobriram

que foram aplainados.

Encontraram a juba dele a cerca de 50 metros.

Ent�o, queres chegar a que conclus�o?

Ainda n�o cheguei a conclus�o nenhuma.

A investiga��o continua em andamento.

Na verdade, todo o sangue, org�os, fluidos da espinha,

e tecidos cerebrais, desapareceu tudo.

A aut�psia, feita passado um m�s,

foi inconclusiva.

Os forenses disseram que n�o houve nada

de particularmente estranho sobre o desaparecimento dos org�os,

podem ter sido necr�fagos.

A s�rio?

Para ele, o sangue coagulou

e o tecido dos ossos decomp�s-se naturalmente.

Adoro aquele caso.

Sim, estou a ver que sim.

Sabias que encontraram a carca�a de um cavalo

aqui na �rea, h� alguns dias.

Achas que morreu sob as mesmas condi��es

que as do Snoopy?

Eu conduzi a aut�psia

e encontrei algumas semelhan�as com as do caso Snoopy.

A s�rio?

Sim, haviam sinais de infec��o

no flanco esquerdo do cavalo, tais e quais as do caso Snoopy.

E, a pele junto ao ombro foi fraccionada.

Acho que algu�m lhe deve ter cortado a garganta

para lhe parar com a agonia.

Jesus.

Sim.

Obrigado.

- Ei, Lori-Ann. - Ei.

�s uma bi�loga especializada

em biologia animal, n�o �s?

Sim, sou.

Aprendi algumas coisas acerca de biologia celular.

A minha especialidade � zoologia e psicologia animal.

Mas, tamb�m tenho interesse em neuroci�ncias e ecologia.

Achas que este � um caso criminal?

Bem, � bastante prov�vel.

A carca�a do Snoopy foi examinada por um veterin�rio particular.

Ele disse que o Snoopy foi alvejado e que se atirou

sobre o arame farpado.

Deve ter acontecido o mesmo aqui.

Interven��o humana, tem cuidado.

A interven��o humana foi �bvia no caso de 1967,

mas nunca conseguiram explicar

os vestigios � volta da carca�a.

Achas que foi algum homem verde que o fez?

Talvez tenhas algo.

J� vi casos de mutila��o animal

bastante estranhos, nos �ltimos dez anos.

No ano passado, Copper Cove, Texas.

Os locais afirmam ter visto um luz laranja muito brilhante

perto do local onde encontraram um gato mutilado.

Uma circunfer�ncia de 30 metros � volta do gato.

A vegeta��o foi aplainada, como se tivesse sido feito

por um avi�o, ou um foguete,

e haviam mais folhagens aplainadas

na vegeta��o, � volta da �rea.

Muito, muito estranho.

Sim, ouvi falar disso no mesmo ano, em Wisconsin.

Uma vaca foi encontrada morta numa �rea de vegeta��o aplainada.

O pesco�o estava partido e os org�os externos removidos.

A lingua foi arrancada.

Mas, n�o encontraram sangue nenhum.

Tira esta porcaria de cima de mim.

Socorro.

Sim, obrigado.

Obrigado, sa�de.

O que dizes de pararmos aqui para montarmos o acampamento?

Est� a ficar nebulado.

Tem raz�o Mr. Turner.

Vamos passar aqui a noite?

Sim, parece que sim.

Porreiro, j� n�o consigo sentir os p�s.

Sei bem ao que te referes.

Ficamos com a segunda tenda, quando estiver montada.

Segunda tenda, obrigado.

Obrigado.

Isso � inteligente.

A fric��o quimica aquece o saco.

N�o te calas com a ci�ncia, pois n�o?

Obrigado, aqui est�.

Que fixe.

�ptimo, obrigado!

Boa noite.

Espero que nos aque�a.

Ainda s� estamos na primeira noite e j� estou a congelar.

Sim, eu sei, e isto ainda � s� o come�o.

Vai ser pior em Cold Ground.

O que � o Cold Ground?

O Gunter n�o te disse?

N�o.

� o que chamam � zona l� de cima.

Porqu�?

A� est�.

Obrigado.

Porque � o sitio mais frio da montanha.

Ningu�m sabe o porqu�, mas o ch�o l�

est� sempre gelado e, segundo amostras recentes,

est� muito gelado para esta altura do ano.

Se eu fosse a ti David, desligava a c�mera

porque com aquele frio as baterias v�o ao ar

num instante.

Sim, � verdade.

V� l� se dormes.

Provavelmente � s� uma coruja.

A montanha est� cheia de vida, sabias.

Desliga essa porcaria e dorme.

Sim, vamos fazer isso primeiro.

O que � que tens a�?

Queres ajudar-me a segurar?

Bom dia.

Dormiste bem?

Sim, � um bocado dificil dormir com frio,

n�o achas?

Dormir como, tive tanto frio.

Bom dia.

Como est�s? Bom dia.

Tenho aqui o pequeno-almo�o, se algu�m quiser.

Sim!

Ei, venham dar uma olhada nisto!

Encontrei aqui qualquer coisa!

Venham!

Achas que foi um lobo que fez isto

durante a noite?

Parece um osso de veado.

Deve ter sido uma raposa que deixou aqui.

Est�s bem? Sim.

O que achas sobre esta estirpe de bact�ria

no glaciar?

Bem, deve de haver para a� uma estirpe de virus.

Mas acredito que a bact�ria � inofensiva.

Quero dizer, uma pequena anomalia numa bact�ria n�o desfaz

um animal, assim.

� para descobrir isso que estou aqui.

O governo franc�s pagou-te

para vires aqui, ou vieste at� aqui

pelos teus pr�prios meios, por curiosidade?

Sim, foi um pouco das duas coisas.

Eles ajudaram.

Mas, isto � parecido com alguns casos em que estou a trabalhar

em fran�a.

Ent�o, para mim � um pouco pessoal.

Paramos aqui por hoje. Okay.

Okay chefe.

F�nix, tenho a peida congelada.

Ainda tens algumas daquelas bagas m�gicas contigo?

Sim, obrigado.

Ent�o, Melissa, conta-me h� quanto tempo trabalhas

como jornalista?

Bem, formei-me no ano passado, e o David j� faz

isto acerca de dois anos.

Boa.

O teu cameraman � bom como o milho.

Sim, bem, j� estamos juntos � cinco anos,

e n�o poderia sonhar com um colega melhor.

E, n�o h� ningu�m para o som?

N�o, estamos a trabalhar com equipamento de ponta.

Estamos a filmar com esta nova c�mera de �udio.

Okay.

Ent�o, n�o h� necessidade de gravar o som � parte.

Okay.

Ei Lori-Ann, vem dar uma olhada.

Encontrei aqui algo.

Que tipo de animal � que fez isto?

Olha para aquilo, aquele corte no flanco.

� enorme.

Deve ter sido um objecto muito afiado,

ou garras muito afiadas.

De quem?

Os cr�nios foram esfolados.

As aves de rapina fazem aquilo?

N�o, estamos num sitio muito elevado, e os cortes

s�o muito precisos.

Tamb�m tem cortes no cr�nio.

O cerebro continua intacto, tira uma fotografia.

Sim. Est� um gelo.

Daniel, tens o detector de radioactividade.

EMF?

EMF, exactamente.

Achas que vai mostrar sinais de radioactividade?

Sim, eu encontrei alguns ao p� dos restos mortais do Snoopy,

0.5%.

Como � isso possivel?

Bem, n�o sei, diz-me tu.

Uma pequena leitura de radioactividade.

Consigo destinguir se vem do animal,

ou do ch�o.

N�o acredito, uma vaca morta radioactiva

no meio do nada.

Lori-Ann, o que dizes de levar-mos a vaca

connosco, quando bazarmos?

N�o me parece boa ideia.

Quando formos, j� vai estar congelada

e comida pelas raposas. Tens raz�o.

Os �nicos materiais que temos

s�o as fotografias que tirei.

As fotografias e a filmagem.

Tens raz�o.

De qualquer das maneiras, eu n�o ia

carreg�-la �s costas.

V�, em frente.

Obrigado.

Daniel para Pine Wood.

Daniel para Pine Wood.

Gunter, est�s a ouvir?

Sinceramente Daniel, acho que n�o vais ter

sorte nenhuma com esse walkie-talkie

aqui no meio das �rvores.

A melhor coisa a fazer �, de manh�, ir at� Cold Ground

e utilizarmos o r�dio deles para contactar Pine Wood.

Como queiras chefe.

Achas que o frio fez aquilo � vaca,

e ao cavalo?

Bem, seria preciso estares maluco

para fazeres algo do g�nero a animais inofensivos

mas, na maior parte dos casos, as feridas s�o cicatrizadas

e os cortes extremamente precisos

ent�o, pode ter sido trabalho de um animal.

Tamb�m ouvi acerca dumas minas de ur�nio,

em testes nucleares, para norte.

Sim.

Achas que pode haver uma explica��o para tudo isto?

Com todo o lixo que t�m andado a enterrar,

quero dizer, n�o me admira que a m�e natureza retalie.

A vida animal � preciosa, sabias,

e o homem tende a esquecer-se disso.

N�o, n�o abras a tenda.

N�o sabemos o que �, se for um animal

n�o nos vai ver se ficarmos aqui.

Desliga a luz e manda a comida fora.

Manda a comida para longe.

Talvez o cheiro os atraia.

Depressa.

Se ficarmos em perigo, se houverem ursos,

se houverem lobos, as nossas vidas correm perigo.

Para mim voltamos para as tendas.

Ficamos caladinhos durante a noite.

Ningu�m quer ser comido por um animal.

Mas � humano.

O qu�? S�o restos humanos.

Tens raz�o.

O que raio poderia ter feito isto?

Meu Deus!

Merda.

Estamos, oficialmente, perante uma investiga��o criminal.

Encontr�mos uma vaca despeda�ada, e agora uma mandibula humana.

Temos que chamar a policia.

Okay, a primeira coisa a fazer amanh� de manh�

� ir para o acampamento e ligarmos a sirene.

Ligamos �s autoridades locais para fazerem uma busca.

Isto � muito mais do que um bezerro mutilado.

Est�s contente, j� tens a tua filmagem sensacional?

Daniel para Pine Wood, Daniel para Pine Wood, est�o a ouvir?

Est�o a ouvir?

O teu walkie-talkie n�o funciona aqui na floresta.

J� te tinha dito.

Qual � o problema, est�s bem?

Sim, estou bem, olha.

Outra vez.

Olha, olha para isto.

Nada de pegadas, nem de animais nem humanas.

Como � que raio veio para aqui?

Completamente sem pele.

Parece-me ser recente.

Sim.

Primeiro o osso, depois a vaca,

depois uma mandibula humana.

O que raio se est� a passar?

Vamos, estamos quase l�.

- Fixe. - Vamos.

J� n�o era sem tempo.

Estou farta de andar.

Isto � cansativo.

Oh, corram!

David!

David, David!

David!

Fala comigo, fala comigo.

D�-me a m�o.

Fala comigo.

Como te sentes?

David!

Vamos tirar a neve de cima dele.

Olha para mim, olha para mim!

Quando foi a �ltima vez que viste o Daniel?

Ele estava al� em cima, mas a perna dele ficou presa.

Eu chequei aquela zona toda.

N�o consegui encontr�-lo.

Ele est� soterrado na neve.

Tivemos sorte de ter visto a tua mochila.

Est�s bem?

D�-me a m�o.

Vamos puxar-te.

Temos que te tirar da neve.

Pronto?

Um, dois, tr�s!

Um, dois, tr�s!

D�i?

Consegues andar?

O que � que ele disse, o que � que ele disse?

O meu tornozelo.

Agarra-te a mim!

Para cima.

Devagar.

Aquilo foi, n�o acredito que ainda est�s a filmar.

Estou bem.

Andar vai fazer-me aquecer.

Os meus p�s doem-me, mas vou ficar bem.

� espantoso a c�mera n�o se ter estragado.

Mau demais para o Daniel, n�o teve tanta sorte.

Foi tr�gico.

Temos mesmo que ir para o acampamento.

Talvez eles consigam encontr�-lo.

Parem, por favor, perdi a minha orienta��o.

N�o tenho a certeza de onde estamos.

A avalanche de neve alterou a topografia.

N�o conhe�o esta floresta.

Mas, vai correr tudo bem.

Vamos continuar por aqui.

Se n�o encontrarmos o acampamento dentro de uma hora,

montamos a tenda.

O Daniel tinha a outra tenda e o resto do equipamento,

mas tenho mantimentos que cheguem para esta noite,

n�o se preocupem.

Est�s a dizer que nos perdemos

no topo da montanha? � o que estou a dizer!

E n�o sabes onde fica o acampamento?

� isso que estou a dizer, mas vamos ficar bem.

Vamos por aqui, vamos para norte.

Espera, olha, acho que encontr�mos.

Ent�o, o que vamos fazer agora?

O acampamento desapareceu, mas nem tudo se perdeu.

A neve cobriu as nossas pegadas,

mas vamos seguir a corrente.

Vamos chegar a Pine Wood pela manh�.

Vamos montar a tenda entre as �rvores,

e passamos aqui a noite.

David, tens que te aquecer, especialmente

por causa do tornozelo magoado.

N�o sobrou nada para comer ou beber.

Isto � um pesadelo.

Estou a congelar.

P�ra de tentar combater o frio.

Liberta a mente sobre os pensamentos do frio.

Concentra-te num sitio quente.

Como numa ilha deserta com sol quente.

Isso mesmo.

Mataria para estar numa praia,

com os p�s ao sol.

Esta puta desta avalanche.

Nem sequer sabemos o que aconteceu.

Quero dizer, a explos�o provocou a avalanche,

mas o que ter� provocado a explos�o.

E, para onde foi a equipa?

Provavelmente est�o congelados debaixo do gelo.

O que foi aquilo?

Algo me puxou para fora.

O que est�s a fazer?

Ver dar uma vista de olhos.

Est�s maluco?

N�o.

David!

Eles est�o malucos, eles est�o malucos.

T� tudo bem.

Eles v�o voltar, certo?

Sim, vai ficar tudo bem.

Temos que nos acalmar.

N�o sei o que andam a fazer l� fora.

Okay.

Okay.

O que � aquilo?

O que se passa?

O que � que ele disse?

N�o sei, ele queria filmar qualquer coisa.

O qu�?

N�o sei, eles est�o loucos.

Porque � que est�o a fazer isto?

Aquilo n�o aconteceu durante a avalanche.

N�o estamos sozinhos, e tamb�m n�o estamos seguros.

Blake, tens uma arma?

N�o.

Encontraste alguma coisa?

Viste alguma coisa?

Volta para tr�s, fica na tenda.

Porqu�, o que se est� a passar?

Parece um homem.

Talvez algu�m tenha sobrevivido.

Volta para a tenda, por favor, okay?

Vamos ver o que se est� a passar.

Pessoal, voltem para dentro.

N�o, n�o, eu vou contigo.

Sim, eu tamb�m vou.

N�o vou ficar aqui.

Ent�o fica por perto e n�o fa�as barulho.

Aguenta a�.

Est� al� alguem.

Cum catano!

A cara dele, arrancaram-lhe a pele.

Jesus Cristo.

David!

Est�s bem?

O que foi aquilo?

N�o temos armas.

Vamos morrer aqui.

Temos que continuar a andar.

N�o sei o que era aquela coisa.

Mas n�s...

David, mata a luz?!

Ali.

As nossas pegadas da noite passada.

Eu disse-te que era por aqui.

Vamos arrumar as coisas, e vamos bazar daqui rapidamente.

Lori-Ann...

Ela foi-se.

Ela iria querer que acontecesse connosco a mesma coisa.

Continuemos a andar.

Vamos sair daqui.

� aquela besta novamente.

� um lince.

David, segue as pegadas da minha bota, com calma.

Tens a certeza que vamos no caminho certo?

N�o a 100%, mas pelo menos estamos a descer, certo?

Nem sequer sabemos se estamos a ir para sul.

Podemos estar a ir para qualquer lado.

O Daniel � que tinha o mapa, mas temos que descer por aqui.

Estamos a afastar-nos do territ�rio da besta.

Isso j� � bom.

Quando chegarmos l� abaixo, descansamos.

Estou com muita sede.

Eu estou esfomeado.

N�o, n�o.

Vai acelerar a hipotermia.

Bebe a �gua da corrente.

Quando l� chegarmos, vamos comer um bom jantar,

prometo.

Sim, cordeiro assado com batatas e cogumelos,

bem quente.

Vai estar t�o quente que nos vai queimar as bocas.

Sim, vou-te abra�ar por isso.

Sim.

O que � que achas que foi, na noite passada, Blake?

O que � que eu acho?

N�o sei.

A esta altitude, h� uma porrada de criaturas estranhas.

Isto aqui � t�o isolado.

Achas que isto � sui�a ou fran�a?

N�o sei.

Talvez seja o Bigfoot.

O que � o Bigfoot?

� uma creatura que vive nas florestas da Am�rica do Norte.

Algo tipo o abomin�vel homem das neves, ou o yeti.

Alguns dizem que � real, outros dizem que � uma lenda.

Bem, o que vimos ontem era bem real,

e era carnivoro.

Sim, h� muitas criaturas arrepiantes a viver por aqui.

Ser� que vai voltar?

Acho que n�o.

Acho que j� and�mos muito, j� n�o estamos no seu territ�rio.

� uma criatura nocturna, isso � certo.

� por isso que ainda ninguem a tinha visto.

Um lobisomem.

N�o, n�o acredito em contos de fadas.

Achas que foi aquela besta que provocou a avalanche,

e a explos�o antes?

Francamente, isso agora j� n�o importa.

Tudo o que importa agora � manter-vos em seguran�a.

Quanto mais cedo come�armos a andar, mais cedo vamos l� chegar.

E, vais ficar a dever-me um cordeiro assado,

seja l� qual for o prato.

Sim, com cacau e croissant quente.

N�o te vais escapar.

Est�s bem?

Sim, estou fixe.

Obrigado.

Okay.

Hoje � domingo.

Saimos na quarta-feira.

L� por casa, os meus filhos devem estar a esquivar-se

aos servi�os na igreja.

Okay, concentra-te nalgum sitio quente.

Amanh� vamos estar sentados em frente � lareira,

quando chegarmos l� abaixo.

Espero que sim.

Espero que a perna dele fique boa.

Vai ficar.

Tenho que ir buscar alguma lenha para a fogueira.

Foda-se, n�o tenho isqueiro.

Sabes como fazer faiscas com as pedras?

Sim, n�o vai ser f�cil, mas vou conseguir.

Okay, eu vou contigo.

S� temos uma lanterna.

Tenho aqui alguma lenha.

Vai procurar algumas pedras.

Vou pegar nestes galhos.

Blake?

Blake!

Blake!

Que foi?

Melissa!

Temos que pirar-nos daqui!

Para a direita!

Melissa, Melissa, p�ra!

P�ra!

P�ra!

P�ra!

Calma!

Calma, vais fazer com que nos percamos!

Pega na c�mera.

Leva a c�mera, eu tenho a lanterna.

A tenda est� l� atr�s.

Vamos.

Aguenta.

Blake?

Blake, Blake!

Blake.

Vamos, levanta-te.

Levanta-te!

Vai.

Baza.

tradu��o e revis�o: rui leite

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