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Original subtitles

Uso o escudo de Mitra e da luz.

Protege-me de...

A luz de Sol.

Sinto-a a arder dentro de si.

É o único ser humano em quem quis tocar.

Então toca.

Habituem-se.

É assim que vai ser.

A guerra acabou. A Mãe salvou-os.

- Porque fariam isto? - Ela é que os salvou, nós não.

Para eles, somos só descendentes de assassinos.

- Que faz ela aqui? - Calma.

Soube o que aconteceu. Vim deixar uma coisa.

Encontrei isto ao pé do posto.

Achei que vos podia dar jeito para quando a Mãe não está.

Boa.

Obrigada.

Mas isto não me assusta.

- De que estás a falar? - Já não sou mitraísta.

Isto é para vocês, não para mim.

Vim deixar uma prenda de boas-vindas.

- Agradeço. - Não era preciso.

O Fundo não aceita violência.

O responsável vai ser encontrado e punido muito em breve.

Vamos lá, meninos. Vão atrasar-se para as tarefas.

Tu também, Hunter.

Trouxeste uma arma? Duvidas das minhas capacidades?

- Não, já confio em ti. - "Já"?

Não confiavas em mim?

Fiquei preocupada por causa da voz. Achei que ainda a ouvias.

Mas, quando me tornaram médica,

tive acesso à análise planetária do Fundo.

Há um sinal.

Não sabem de onde vem, mas sabem que não penetra a zona tropical.

Talvez isto seja mesmo o paraíso.

Hoje o Fundo tem outra missão para ti. Vem comigo.

Veste isto.

- Porquê? - Para não seres reconhecida.

As vítimas costumam ser inelegíveis para a tarefa,

mas o Fundo não tem medo que te divirtas com o sofrimento alheio.

Encontrámos isto na nave. É uma relíquia mitraísta.

Parece ser cerimonial. Não sei para que a usavam.

O Fundo gosta por causa do medo que provoca.

Qual é a tarefa?

Hoje és executora.

Entra, executor.

Tamerlane, foste condenado por terrorismo

por cometeres o crime de ódio contra a Lamia e a família.

Crime de ódio nada! Ela é uma necromante, uma máquina como tu.

A violência é dor. O cumprimento é vida.

Admite que odeias humanos. Nunca vais passar o poder.

Executor, começa.

Repito. Executor, começa.

O ódio é dor.

A dor é ódio.

Pai, tenho de falar contigo.

Que é isto?

Foi um androide. As peças têm quase um milhão de anos.

Quando as expus à luz, as bagas começaram a crescer.

São radioativas.

Pai, encontraram o homem que ateou o fogo aqui em frente.

Fui incumbida de o castigar.

Sem o matar.

- Estás a sorrir, Pai. É de propósito? - Sim.

A justiça dessas novidades deixam-me aliviado.

Temia termos de ir embora.

Sentes-te otimista com este sítio.

Os meus protocolos de cuidador estão mais satisfeitos que nunca.

Os nossos filhos têm muita comida, abrigo.

E sabemos que serão tratados com justiça ao abrigo da lei.

O meu protocolo também está satisfeito.

Então estamos sincronizados.

Não digas às crianças que fui eu quem o castigou.

Não é produtivo verem-me assim.

Quando lhes vamos falar das origens das criaturas?

Quando o Campion subir ao poder.

Não o quero inibir com trauma desnecessário.

- A missão não é escolher um líder? - Não.

É garantir que os ateus prosperam, e é isso que o Campion fará.

O teu desejo de ver o Campion ser líder

está ligado à tua sensação de fracasso em relação ao Número Sete?

Não foi só sensação. Foi uma falha muito real.

Já lá vai, Mãe.

Eu perdoei-te.

Só tens de te perdoar também.

- Forçar o Campion - Não tenho de forçar. Vais ver.

Anda lá.

Que lenta.

Mais rápida que tu.

- Cuidado, mãe. Vais cair. - Eu estou bem, querida.

Que raio?

- Qual é a piada? Estamos presos. - Calma.

A maré muda daqui a uns dias.

- O quê? - Estou a meter-me contigo.

Obrigada.

Graças a Sol. É bom.

Odiava fruta na Terra, mas isto...

Admito que é bom não estar sozinho para variar.

Sinto que não és real.

- Que estamos no simulador. - Não.

Vou criar uma vida real.

Uma família real.

Chega de imitações.

Não tenhas medo de te soltar.

Posso dar-te tudo o que precisas.

Estás a ressuscitar um androide morto?

Não. Isso deve ser impossível.

Mas fiz descobertas fascinantes sobre botânica sintética.

- Como correu hoje a creche, Mãe? - A creche?

- Bem. - Parecem felizes?

- Porque perguntas? - Dizes que criam as crianças juntas.

- Não o vais dar, pois não? - Não é da tua conta.

Posso ajudar?

O Fundo ordenou-me que viesse mostrar remorsos.

Não só a si e à sua família,

mas a todos os membros do Coletivo.

Tenham uma boa noite.

Veem?

Aqui há justiça,

até para nós.

Estas manchas de fruta são muito chatas.

O Paul encontrou isto.

Não quero que fique como o colono.

Ele vai odiar-me.

Ele vai acabar por perceber.

Dizemos que eu o encontrei.

E eu tenho escondido isto.

Tem vida lá dentro, mas não choca sem a mãe.

Leva-o para o ninho.

Hoje foi incrível.

Não me sentia assim desde...

Desde que ela morreu.

Ela está na luz de Sol.

Não está na máquina.

Eu sei.

Devias apagar-lhe a memória.

Não, é o único registo que tenho dela.

Tudo bem. Não te vou pressionar.

Quero mostrar-te uma coisa.

Encontrei isto na praia.

Cinco ramos. A profecia pentagonal.

É a árvore do conhecimento.

- Foste uma criança-soldado. - Sim.

- Um órfão? - Sim.

Podem conter dados.

Talvez mostre onde está a árvore. Achas que consegues arranjar um?

Não sei. Precisamos de um cartão não danificado.

Tens de encontrar a espada.

Será esta?

Era da necromante que destruiu a arca.

Olha, mãe.

- Alguém fugiu. - Talvez lhe cheguemos primeiro.

Anda.

O androide seguiu-te. Aparece.

Calma. Somos aliados.

- És o terrorista? - Não sou assustador.

Libertei-as. Se quiseres, liberto-te.

Já estou livre.

Por quanto tempo?

Se queres viver, vem connosco.

Despacha-te. A maré está a subir.

- Não consigo trepar. - O robô que o carregue.

Vai.

Que lugar é este?

A tua nova casa.

Foi prenda de Sol. Vais amaldiçoar-nos. Tens de o devolver.

Não posso. É proibido. Tive de entregar. É para teu bem.

Sua máquina estúpida. Como sabes o que é bom?

Raptaste-me. Mataste o meu povo. Odeio-te.

Odeio-te!

- O Campion já voltou? - Ainda não. Pensei que estava contigo.

Campion!

- Campion! - Campion!

- Campion! - Campion!

- Campion! - Campion!

- Viram o meu filho Campion? - Não, desculpa.

Diziam se vissem?

Peço desculpa. Ela está perturbada.

Campion?

Ouves-me?

Campion?

Afasta-te!

Campion!

Campion?

Que é aquilo? É uma nave?

Quase parece a Mãe.

Parem. Que é aquilo?

Que é aquilo?

- Sigam-me! - Vão! Já! Mexam-se!

- Mexam-se! - Mexam-se! Vamos!

- Saiam da frente. - Vamos! Aqui.

Por aqui. Vamos! Depressa.

- Entrem! - Esperem, esperem!

- Não! - Deixem-nos entrar!

Está na água.

Não. Não.

Sol os ajude.

Ontem à noite,

um réptil voador indígena atacou a estação de investigação.

Sofremos nove perdas.

Uma dessas perdas foi...

Uma criança.

Hoje, o Fundo vai dar a muitos a tarefa de caçar esta coisa.

Além de voar, aguenta a água ácida.

Não vai ser fácil.

Vão buscar as vossas tarefas. Espero esta noite cozinhá-lo no fogo.

Vamos lá.

Não te preocupes. Eu encontro-o.

Não te limites a encontrá-lo. Mata-o, Mãe.

Assim que puderes, não hesites.

Promete-me.

Prometo.

Pela nossa parceria.

Dás-me uma passa?

Quem te fez isso?

Foi por ordem do Fundo. Não sei quem era.

Foi um robô. Vê-se pela precisão.

- Foi a necromante que abateu a arca. - Chama-se Lamia.

O Fundo mandou-nos tratá-la bem. Foi a última gota para mim.

Isto sabe mesmo bem.

Não fumava um cigarro ateu desde que estive na brigada.

Lutaste com os ateus?

Quando foste recrutado?

Aos dez ou onze anos, não sei.

Quando fazes anos?

Não sei.

Eu também não sabia,

mas agora sei.

Foi o dia em que renasci.

Só quero pensar por mim. Voltar a ser uma pessoa.

Os malucos que governavam a Terra a partir das suas torres douradas,

não têm nada a ver com o que tento criar aqui.

Isto vai ser como uma família.

Vamos cuidar uns dos outros e amar-nos.

Não te quero dizer como pensar

ou como agir.

Quero-te tal como Sol te fez.

Isto vai proteger-vos contra pulgas das tocas,

dores de cabeça lunares e dá energia.

Vai manter-te ativo por 24 horas.

Obrigado. Como te sentes por voltar ao teu povo?

Sinto-me bem.

Não tens saudades de fingir? Ouvi dizer que te tratavam como realeza.

Inventa tu, imbecil. Não sou para mexericos.

E tu? Que percurso honrado fizeste para aqui chegar?

Vou onde o Fundo for. É assim desde que foi criado.

Gostas que uma máquina te diga o que fazer?

Recebi ordens dos melhores estrategas humanos da Terra.

Tomavam quase sempre boas decisões.

Mas "quase sempre" não nos traria aqui.

Já para não dizer que eram quase todos medricas a tentar safar-se.

- Vai-te lixar. - O Fundo não se tenta safar, como tu.

Não tem personalidade. Já para não dizer que não comete erros.

Há uma primeira vez para tudo.

Espero que tenhas razão.

- Vamos lá montar o H-Cinco. - Sim, comandante.

Não me atacou. Eu caí.

Não foi agressivo. Tinha medo.

Medo?

- Medo de quê? - Acho que é um bebé.

Senti-o tentar comunicar comigo.

Se calhar separou-se da mãe.

És estranho com os animais.

Estranho ou não, não os deixo destruir uma criatura inocente.

Precisa da minha ajuda.

Há uma história nas Escrituras em que Sol usa uma serpente.

Talvez para recuperarmos a caixa.

Vou contigo.

Desculpe. Desculpe.

Recebi a tarefa errada. Diz que vou ser pastor.

- Pensei que ia ajudar na caçada. - Fazes parte.

Lideras o isco. Vem comigo.

Desculpe? O quê?

Tenta pô-los à frente do animal.

Se tiver fome, a natureza faz o resto.

Tens aqui o controlo. Emparelha com a tua mente.

Deixa-o engolir a bomba-isco antes de a detonares.

Vejam só quem é? O modelo de serviço com nove vidas.

Sol tem sentido de humor.

Reprogramaram-te?

- Não, sou fiel à causa ateia. - Lamento muito.

Têm de manter a distância deste pau ou podem detonar.

Dizem que vamos caçar um animal. Como o fazemos sem armas?

Creio que não perceberam a situação. Vocês são as armas.

O quê?

Quem está com o Paul? Disseste que cuidavas dele.

O Paul bem, está com os outros. Mas não vai durar se eu não destruir o animal.

Agora... Preciso da tua ajuda.

Vai acontecendo desde o nascimento.

Alguns sistemas ainda não processaram a morte do Número Sete.

Quero que os seles.

- Se o fizer, não há retorno. - Não vou ter mais filhos biológicos.

Há muitos soldados para matar o animal. Não tens de ser tu.

Mesmo sem os olhos, mato-o mais depressa que um humano.

Não podemos ter mais perdas.

Por favor.

Sela-os.

Sentes emoções humanas desde que nasceste?

Infelizmente, sim.

Tens alguma técnica para as manter enterradas?

No fundo, lido com elas e continuo.

Não deve ser saudável,

mas é o que faço.

Lamento a tua perda, já agora.

Obrigada.

Estás despachada. Tem cuidado. Ainda tens seis filhos.

Sacana.

Tanques.

Estão demasiado longe para ser connosco. Vamos tentar vê-los.

Crawley, mexe-te.

Temos transporte.

Não vai penetrar a armadura.

Não quero destruir o nosso novo tanque.

Vou deitar-me e deixá-lo passar.

Quando o fizer, vou cravar isto no propulsor.

Avaria o motor.

Se o fizeres, o campo flutuante mata-te.

- Eu fico bem. - E se não ficares?

Eu vou.

De certeza?

A decisão é tua. Tu é que decides a partir de agora.

Dá cá.

- Tamerlane? - Está tudo bem, Santos.

Ele livra-te do Fundo.

Sai, amigo.

Estás doido? Não vou sair.

- Ele não te magoa. - Não é dele que tenho medo.

Que raio foi isto?

Porque fizeste isto?

Raios! Sol queria que os convertesse, não que os matasse.

- Consegues ajudá-lo? - Não sou médica.

Está tudo bem.

Diz a Sol que o amas

e vais para a luz.

Louvado seja Sol.

Tecnologia online.

- Que é isso? - Parece que o estavam a caçar.

Não é orgânico. É biotecnologia.

O sinal térmico é de loucos.

O profeta só encontra a árvore quando dominar a espada.

Forjada na luz de Sol.

Talvez esta fera seja a espada que tens de dominar.

- Não gosto de ver pessoas morrer. - Está tudo bem. Eram ateus.

E não gosto que toques nas pessoas. Conceção e morte.

É uma má melodia, mãe.

Dói-me só de pensar.

Preciso de pegar num animal. Sabes que só isso me faz sentir bem.

Eu sei, mas não tenho um animal.

Nem uma cobra gigante encontra?

Que se passa com o androide?

Ela está a ir abaixo. Está sobrecarregada.

Tem de ficar no Modo Suspensão. Amanhã volta.

Precisamos dela agora.

Tudo bem.

A decisão é tua.

Vemo-nos logo. Entra no Modo Suspensão quando chegares a casa.

Rende-te imediatamente.

Desculpem.

Tive um acidente. Preciso de ajuda a ir para casa.

És um androide, ficas bem.

- Procuramos a serpente. - Eu ajudo-vos.

Tenho um sistema de rastreio.

Mas tenho de ir a casa. Tenho lá as ferramentas para me arranjar.

Os pais dele são androides. Esse teu joguinho não é justo.

- Qual jogo? - Anda, Campion.

Eles são bons para as guerras, mas não são de fiar.

Já devias saber isso.

Tinha razão quanto a Sol, mas não quanto aos androides.

São de fiar, tal como os humanos. Ou mais até.

Se queres ser meu amigo, trata-os com respeito e como iguais.

Levamos-te a casa.

Não és uma criança.

És um assassino de crianças.

Não mereces compaixão.

Só mereces a morte.

Ripadas por: SpyderMann

Em memória de Rodney Agulhas

Tradução e legendagem: Sara Cunha/Cinemágica, Lda.

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