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- Voc� trabalhou semana passada? - N�o.
- Voc� est� procurando emprego? - Sim.
- Voc� recusou algum trabalho? - N�o, senhora.
- O seu endere�o � o mesmo? - Sim.
Ok, assine isso. Pr�ximo!
Pr�ximo!
- Voc� trabalhou semana passada? - N�o.
- Voc� est� procurando emprego? - Sim.
- Voc� recusou algum trabalho? - N�o, senhora.
- O seu endere�o � o mesmo? - Sim.
Ok, assine isso.
Pr�ximo!
Chegue mais perto, por favor!
O nome dele � Philip Cass. Sua ocupa��o: fugir.
Sr. Cass?
- Como vai? - Bem, eu acho.
- Ol�, senhor. Cass. - At� mais, Frank.
OK. Entre.
Sente-se, Phil.
Perdoe-me por ter perdido todas aquelas reuni�es.
N�o sei o que h� de errado comigo.
N�o sei.
Estou todo confuso, como sempre. E...
- Ainda est� muito confuso? - Desculpe, n�o sei onde...
Desculpe.
Eu me sinto t�o idiota. Que beb�!
Como se voc� estivesse gritando e
gritando e ningu�m o ouve, me entende?
Sentindo-se sozinho no mundo.
Sim, � exatamente assim que me sinto. Estou sozinho.
� verdade, eu tenho meus amigos, mas nem consigo mais falar com eles.
Eles n�o me entendem.
E meu pai. Esse cara n�o est� em lugar nenhum.
�s vezes eu olho para ele, sabe?
E eu penso comigo mesmo: Esse � meu pai.
N�o sei o que h� de errado com ele, Ele nunca soube como...
como lidar comigo. Nunca me senti, n�o sei, seguro.
Quer dizer, eu nunca me senti seguro. �s vezes eu queria...
Sim?
Isso � loucura.
Gostaria que Dobbs fosse meu velho.
- Um amigo do ex�rcito? - Sim.
Se Dobbs estivesse aqui, ele poderia fazer
qualquer coisa. Eu n�o estaria nessa confus�o.
Mas ele n�o est� aqui.
Ou�a, minha cabe�a d�i e n�o quero mais pensar nem falar.
- Posso ir agora? - Tudo bem, Phil.
Seu filho est� em casa.
Qual � o problema? Ele n�o � seu irm�o?
Estou dentro!
Voc� n�o me beija mais.
N�o consigo ouvir voc�. A �gua est� fluindo.
O que voc� disse?
Nada.
Bom dia.
Voc� foi embora antes que eu me
levantasse, ent�o eu n�o tive chance de..
agradecer pelo cart�o de anivers�rio.
Est� um dia muito quente. Tive que me deitar um pouco.
Agora que voc� est� em casa, podemos ouvir
o jogo no r�dio ou onde voc� quiser.
O que houve, filho?
Por que voc� n�o p�e sua cama na cozinha? L� � mais frio.
Sua testa est� quente.
O que h�, filho? Voc� est� com dor de cabe�a novamente.
Vou lhe dar uma aspirina e um bom copo gelado de suco de uva.
- N�o! - O que?
Parece que voc� n�o quer.
Mam�e?
Desculpe, m�e.
Mais tarde trago um suco para voc�.
Dobbs!
Para o ch�o!
OK, levantem-se, r�pido!
- Aqui est�o seus refor�os, Dobbs. - OK. Vamos!
- Qual o seu nome? - Boone.
Boone?
- Cass. - Cass?
Mushnik, mas todos me chamam de Cheyenne.
Cheyenne.
- Precisamos ver o Sargento Dobbs. - Eu sou Dobbs.
Larguem esse equipamento. e v�o comer alguma comida quente.
Staten Island? Balsa de Dobbs.
Peguei os tr�s fardos de lenha.
OK.
Ol�, como est� tudo l� na Am�rica?
N�o sei. N�o vamos l� h� 5 semanas.
Seria hora de umas f�rias, n�o �?
Que bom ver voc�s. Estaremos com quase 40% de energia agora.
- O que vamos comer? - Ensopado quente.
A primeira refei��o de verdade que n�s tivemos em um longo tempo.
Ei, que rel�gio bonito voc� tem. Quanto quer por ele?
Nada. Eu ganhei como presente de despedida.
Bem, se voc� mudar de ideia, lembre de mim.
OK.
Ei, garoto. Ei, voc�. Venha c�.
Sente-se em algo macio.
- Muito obrigado. - Tudo bem.
Temos que ficar de olho em voc�s, novatos.
Tome, coma um pouco de p�o de verdade. Tenho
guardado isso desde que conquistamos esta cidade.
- Vamos, vamos! - Obrigado.
Olha, n�o fa�a isso de novo. Essas pessoas est�o com fome.
Eu n�o fiz isso de prop�sito. Sou novo aqui.
Ok, tudo bem.
Ei, garoto!
Venha, tenho algo para voc�.
Olha s�!
Com licen�a, eu gostaria de...
trocar por comida. Voc� entende?
Querida, entendo como nunca entendi antes. Sente-se.
N�o, obrigado. Prefiro ficar de p�.
Querida, onde voc� aprendeu a fala americano t�o bem?
N�o � americano, � ingl�s.
Aprendi na escola.
Eles aprendem ingl�s aqui na escola?
Aqui n�o. Em Bolonha.
Bem, querida, essa troca, Que tipo de troca voc� tinha em mente?
Ah, voc� n�o entende... Quero negociar por comida.
Teresa!
N�o � uma pena como tratam suas mulheres aqui?
�.
Ei Cass, vamos l�, est�o chamando voc�!
Sou o Sargento Brown. Voc� est� na minha unidade.
Vou mostrar onde voc� vai dormir.
Alguns do meu pessoal dormir�o aqui.
Voc�s t�m companhia hoje � noite.
Se esses italianos est�o lhe dando problemas, Deixe-os dormir no ch�o.
Senhores, meus amigos t�m apenas uma cama no andar de cima.
Se voc�s quiserem us�-la, deixe-os pegarem suas coisas primeiro.
Ah, n�o, tudo bem. Dormiremos aqui no ch�o.
Ei, voc� ouviu o que o Sargento Qual-�-O-Nome-Dele disse?
Se algu�m vai dormir no ch�o ser�o eles!
Por que voc� n�o fica quieto? Tem um sof� aqui para voc� dormir.
N�o se preocupe, senhor. N�s dormiremos aqui embaixo.
Muito obrigado.
Olhe para isso. Como vou dormir nisso?
Queixas, queixas.
� verdade estou reclamando! Voc�s dois s�o uns ot�rios.
E o que voc� est� olhando, garoto?
Isso � tudo o que eles t�m.
Se isso n�o for suficiente, a signora lhes dar� as coisas...
de suas pr�prias camas.
N�o, obrigado. Isso ser� suficiente.
Sim, somos dur�es.
- Adeus, Maria! - Adeus, professor.
- Boa noite! - Boa noite.
Sim, sim. Boa noite.
Ei, ei!
- O que �? - Ainda quer isso?
Voc� est� louco? Por que n�o esperou at� de manh�?
Eu quero uma d�zia de latas de ra��es.
Cara, voc� pegou r�pido!
Eu ia ver aquela garota pessoalmente.
N�o pensei que fosse voc� o Casanova. Isto � para dar sorte.
Obrigado!
Ok, pessoal, vamos l�.
Levantem. Tenho um trabalho para voc�s.
Antes do caf� da manh�?
Eu darei treinamento avan�ado. Parece que voc�s precisam.
Chame um t�xi para n�s.
- Isso � de verdade? - Claro que sim.
� assim que Brown sempre quer.
OK. Voc�s dois v�o e voc� cubra ele. Vamos!
- O que h� com voc�? - Como assim?
- Voc� n�o est� armado. - E da�?
Por que voc� n�o me ataca? Eu deveria ser um alem�o!
O menino bonito acabou de estragar seu traje novo.
Voc�s universit�rios me deixam doente.
Aposto que os alem�es fugir�o da It�lia quando
eles descobrem que voc� veio para nos ajudar.
Ei, bonit�o, estou falando com voc�!
Eu estava tentando.
Ele tentou.
Uma medalha de bom comportamento para um homem bonito. Ele caiu tentando.
Vamos, garoto, levante o traseiro e lute!
Tom.
Por que voc� quer humilhar o garoto na frente de todos?
- Escute, Doug, o que voc� acha...? - J� chega.
Voc�, venha aqui. Qual � o seu nome?
Cass.
Cass. Venha comigo.
- Voc� n�o gosta de brigar, n�o �? - N�o.
N�o. Tudo bem.
Li��o um: como permanecer vivo.
Sabe, Cass, alguns caras lutam melhor quando s�o frios.
Outros caras, se n�o est�o bravos, n�o sabem lutar. Ent�o eles morrem.
Ou�a, Cass, vou tentar algo que n�o est� nos livros. OK?
- OK. - OK.
- Bata em mim. - O que?
- Me bata, vamos. - Voc� est� brincando?
N�o, n�o estou brincando.
Voc� � uma daquelas pessoas que precisam ficar
com raiva e eu vou ensinar a voc� como.
- Ent�o, me bata, vamos l�. - N�o posso.
N�o tenho motivo para bater em voc�.
Certo, agora voc� entendeu.
Veja, Cass, voc� n�o entende? Voc� tem que ficar com raiva por nada.
Voc� tem que lutar. Voc� tem que matar.
Mesmo que voc� n�o veja o porqu�,
s� porque estou lhe obrigando. Se n�o fizer isso, voc� estar� morto...
e voc� n�o ser� �til para ningu�m, nem para si mesmo.
Ent�o fique bravo. Vamos!
Voc� est� chorando agora, tudo bem. Todos n�s fazemos isso aqui.
Somos todos loucos aqui, mas estamos aqui.
Me solte!
Ok, � isso, agora v� pegar sua arma.
V� pegar sua arma!
Vamos, saia e volte para dentro.
Ok, garoto, ok... Tudo bem, garoto!
Guarde um pouco para o inimigo.
- Dif�cil, n�o? - Tudo bem.
Espere um minuto, amigo. N�o vejo uma mulher h� um m�s.
Ei, olhe, mulheres!
Esperem a�, garotas! Desceremos imediatamente.
Agora, senhores, n�o esque�am as palestras que ouvimos.
Qual � o problema, j�nior?
Nada.
Voc� n�o quer ir com eles?
N�o sei. Tenho algumas cartas para escrever.
Est� falando s�rio?
N�o.
V�, divirta-se. Volte �s nove.
Cowboy.
- Voc� quer um pouco de chocolate? - Obrigado.
Voc� fala italiano?
Claro: minestrone, ravioli, espaguete!
Mas eu gostaria de aprender.
- Aprender? - Sim.
Os verbos s�o muito dif�ceis.
Agora tenho que ir com a �gua.
Estou feliz por ter conhecido voc�.
Posso carregar o balde para voc�?
- Eu consigo. - N�o, voc� � muito jovem.
Por que voc� n�o fica aqui por um tempo?
Poder�amos dar uma volta ou algo assim.
Dar uma volta?
Pode ser terrivelmente solit�rio sentar com
um monte de gente que que nem conhe�o.
Gostaria que voc� viesse comigo.
Voc�s, americanos, fazem tudo muito r�pido.
�s vezes � meio necess�rio. Eu acho.
Tenho que perguntar � minha m�e primeiro.
S� para dar uma volta?
- Qual o seu nome? - Philip Cass.
Filipe? Ah, Filippo. Filippo, esta � minha m�e.
Como vai?
Venham.
- Meu irm�o M�rio. - Livro.
Professor Crocce da Universidade de Bolonha.
- Prazer em conhec�-lo. - Obrigado, senhor.
- Meu irm�o M�rio. - Ol�.
Algu�m quer um cigarro?
Ah, Chesterfield. Obrigado.
O menino est� amargurado, voc� deve perdo�-lo.
Um brinde a um soldado que veio de uma terra distante,
que nos trouxe comida,
e que nos devolveu a cama.
Obrigado.
Fim.
� um �timo vinho, muito obrigado.
Voc� vai perguntar para sua m�e agora?
Boa noite. Muito obrigado por tudo.
- Boa noite. - Boa noite.
Eu nunca cumprimentei tanto na vida.
Na It�lia, apertamos as m�os o tempo todo.
Ei, qual � seu nome?
Teresa.
- Ol�. - Ol�.
Ent�o, para onde estamos indo?
Venha, eu vou lhe mostrar.
Vamos sentar?
- Onde voc� mora na Am�rica? - Nova Iorque.
- Em um pr�dio alto com, uh...? - Elevador?
N�o, eu moro em um pr�dio pequeno. N�o h� elevador.
- N�o, voc� est� brincando comigo. - N�o, � verdade.
Sou o �nico soldado em todo o ex�rcito
americano que admite que � pobre.
- Voc� sente falta de casa, Filippo? - N�o sei, talvez um pouco.
E seus pais, voc� sente falta deles?
Sinto falta da minha m�e.
- Voc� est� com medo, Filippo? - Ainda n�o sei.
- Filipe! - Desculpe.
- Voc� sente falta da sua namorada? - Minha namorada?
Aquela da foto que voc� carrega.
Todo soldado carregam uma foto de uma garota. Deixe-me v�-la.
Por que?
Porque eu quero.
Voc� se acha muito inteligente, n�o �?
- Sim. Vamos. Mostre-me. - N�o.
Por favor!
- Ah, n�o tem foto. - N�o h� nenhuma garota.
- E voc�, Teresa? - Eu?
Voc� n�o est� apaixonada?
Voc� n�o est� noiva ou algo assim?
N�o h� mais rapazes aqui.
Bem, voc� n�o quer se casar?
Casar com um homem que n�o amo,
n�o acho que seria bom.
Acho que eu seria muito ruim.
- Ruim? Voc�? - Oh sim, acho que sim.
- E se voc� estivesse apaixonada? - Acho que seria muito bom.
- Por que? - Porque sou muito capaz de amar.
Mas voc� � praticamente uma crian�a.
E voc� tamb�m, Filippo.
Vamos.
Boa noite.
Agora dizemos "arrivederci".
Como se diz "arrivederci" na Am�rica?
Adeus.
Adeus? Adeus.
- Vou entrar agora. - Teresa.
- Voc� vai me dar um beijo? - Um beijo?
Teresa?
Ei!
- Onde voc� esteve? - S� dando uma volta.
Voc� est� atrasado e sabe disso. Eu deveria arrancar suas orelhas.
- Desculpe. - Esta � uma patrulha de combate.
Se voc� n�o estivesse se divertindo, voc� teria descoberto.
Coloquem seus pertences pessoais aqui.
- � s� isso? - Sim.
Pule. Vamos ver se h� ru�do.
- O que � isso? - As chaves do meu carro.
Ok, pessoal. Vamos!
Onde est� meu outro batedor?
- Dobbs. - O que �?
At� onde estamos indo?
- Voc� v� aquela montanha? - Sim.
� a montanha de Adonai. Os alem�es est�o l� em cima.
Vamos armar uma emboscada l� embaixo,
pegar qualquer patrulha que tente passar.
Relaxe, garoto.
- Como voc� est�? - OK.
- Por que voc� est� tremendo? - Estou com frio.
Voc� tamb�m est� tremendo.
Estou com medo.
Obrigado!
- O que foi isso? - N�o sei.
Um animal pisou em uma mina.
Vou avisar os outros caras.
Fique comigo.
- Certo, voc� abre fogo quando... - Sim, sim. Eu sei de tudo isso.
- Tenho um trabalho para voc�. - OK.
Deite-se aqui e observe. Quando voc� os vir chegando, espere.
Quando o �ltimo deles passar, atire este
sinalizador acima das cabe�as deles.
Voc� sabe como usar essas coisas?
OK.
- Dobbs? - O qu�?
- Onde voc� estar�? - Na outra ponta.
Posso ficar com voc�?
Pare de ser crian�a. Brown est� perto.
- Dobbs! - O que?
Estou com medo. Acho que n�o consigo matar ningu�m.
D� uma chance a si mesmo, garoto. Voc� ficar� bem.
Brown!
Brown!
Ei, Brown! Onde voc� est�, Brown?
- Volte para sua posi��o! - N�o sei o que est� acontecendo.
Voc� tem que me dizer. Quantos alem�es h� na patrulha?
Volte para l�. Eles podem estar chegando.
Quantos?
- N�o sei. - Onde est� Dobbs?
- Volte para o seu lugar! - Tenho que encontrar Dobbs.
Dobbs? Dobbs!
Dobbs?
Dobbs!
Mais uma fadiga de batalha, Capit�o.
B-6.
Eles devolver�o quando voc� for embora.
Acorde! Acorde!
M�e? Pai?
Aqui est� seu caf� da manh�.
- Voc� sabe onde est�? - - Em um hospital?
- Qual deles? - N�o sei.
- Qual o seu nome? - Cass.
Exatamente.
- Ol�. - O que aconteceu?
Bem, est�vamos indo bem, � a �ltima coisa que me lembro.
- Estou ferido? - N�o.
Dobbs est� bem?
- Est� tudo bem? - Ele est� morto.
Diz aqui que todos d�o bebidas gr�tis aos soldados em Nova York.
Aqui est�, soldado. Bebida gr�tis.
- Viva a paz. - Sim. � isso.
Sou eu.
- Ol�, Teresa. - Philip.
Bem, posso entrar? Est� um pouco �mido aqui fora.
Ol�, Filippo!
Voc� est� de volta.
- Quanto tempo? - S� at� amanh�.
Seu rosto est� t�o branco.
- Ol�, M�rio. - Ol�, Filippo.
- O que? - Ele pergunta como voc� est�.
Melhor.
D�-me seu casaco.
Sente-se.
Vou destruir a cadeira.
N�o importa. Sente-se.
- Onde est� sua m�e? - Est� dormindo.
Acho que n�o deveria ter vindo t�o tarde.
Ele disse que voc� pode ficar aqui hoje � noite e dormir no sof�.
Obrigado, M�rio.
Posso ajudar?
O que �?
- Voc� est� acordado. - Voc� tamb�m.
- N�o consegui dormir. - Nem eu.
N�o v�.
Eu s� queria ver se voc� estava dormindo.
N�o v� embora. Venha aqui.
Voc� recebeu minha carta?
Sim. Mas voc� deve que esquecer isso agora, Filippo.
Voc� pensou em mim enquanto estive fora?
Sim.
Eu tamb�m pensei em voc�. Bastante.
Voc� � t�o magra. Como um pequeno pardal.
- Voc� � muito engra�ado. - Eu sei.
Estou muito magra?
Muito fina.
Muito jovem?
Muito jovem.
Sua m�o � t�o grande.
Philip Cass...
Sim.
Ei, magrinha!
Ei, magrinha.
- Por que demorou tanto? - Eu queria estar bonita para voc�.
Mas voc� j� � linda.
- Filippo! - Sim?
O que voc� est� pensando?
N�o importa.
N�o sou mais uma garotinha. Me diga.
Voc� n�o tem medo de ficar sozinha comigo no escuro?
Eu te amo, querida.
Filippo!
Seis horas, est� na hora.
- T�o cedo? - Tenho que ir.
Mas � muito cedo.
Ou�a. Eu escreverei para voc� todos os dias...
Estou com medo, Filippo.
N�o fique assim.
Ou�a, eu tenho que ir ou... vou perder o navio.
Por que voc� tem que ir para a Am�rica?
N�o seja boba, pequeno pardal.
Ou�a, estaremos juntos novamente. Em breve.
O ex�rcito cuidar� de tudo.
Eles lhe informar�o o que fazer e para onde ir. E voc� vai.
E haver� um monte de outras noivas de guerra assustadas como voc�.
- Mas voc� me ama? - Sim.
Diga-me como eu te ensinei.
Eu te amo. Eu te amo para sempre.
Cale-se. N�o me responda.
Agora me diga, eu n�o estou...
Voc� est� brincando, voc� est� brincando.
N�o estou brincando.
Mam�e!
pr�dio antigo.
E pr�dios antigos sempre cheiram a salada de repolho.
Bom, � muito pequeno. Quatro pessoas em dois quartos.
O que devo fazer? Viver em uma janela com um peixinho dourado?
Este lugar parece um zool�gico.
H� 20 anos eu disse � sua m�e: vamos nos mudar para Toledo, Ohio,
voc� pode respirar l�.
- - Claro, claro. Vinte anos atr�s. - Odeio ter Walter na cozinha.
Ent�o leve-o ao aqu�rio.
Voc�s dois sabem nadar. Em um c�rculo como as sereias.
Agora coma. Vamos, vamos!
Por que voc� n�o compra um pano novo um dia?
- Quem ser�? - Eu vou.
- Phil! - Ol�, Sue.
Olha quem chegou em casa!
Phill!
Deixe-me ver voc�!
Est� tudo bem, m�e, tudo bem.
- Sauda��es, soldado. - Ol�.
Estou feliz que voc� esteja em casa.
Est� tudo bem, m�e, tudo bem.
Eu n�o acredito nisso. Eu n�o posso acreditar,
Eu n�o acredito.
Eu j� amei aquele homem?
Voc� nunca saber�, filho.
Nem a metade.
Voc� era muito jovem quando partiu. e n�o � certo..
falar sobre isso com seus filhos, mas...
Mas voc� � tudo que eu tenho. Estou t�o perdida que eu poderia...
Uma mulher precisa de algu�m... algu�m que possa...
N�o uma �gua-viva.
Algu�m forte. Como voc�, filho.
�s vezes acho um milagre voc� ter crescido do jeito que cresceu.
Passei noites preocupada.
Ela estava preocupada que voc� se envolvesse com algu�m,
com uma mulher de l�.
N�o.
Nunca pensei que voc� faria isso. Mas ainda assim...
Oh, escute.
Voc� tem tempo, muito tempo. Divirta-se por mais um tempo.
Ent�o, quando chegar a hora de se estabelecer, ser� com a pessoa certa.
Voc� est� em casa. Sem pressa.
N�o h� nada com que se preocupar. Voc� est� em casa.
Voc� est� dormindo?
Voc� est� dormindo?
Boa noite, meu filho.
O que voc� quer com isso, geleia ou mel?
Eu posso fazer isso sozinho.
Ele n�o � uma crian�a. Deixe-o fazer isso.
Estou feliz que ele esteja de volta. Eu sei que ele n�o � um beb�.
- Vamos, Phil. Conte-nos mais. - Oh, Sue.
Oh, deixe-o em paz. N�o precisa mais pensar sobre isso. Acabou. Passado.
Vamos, coma, filho.
N�o estou com fome.
Voc� sabia que est� perdendo cabelo?
Ele est� apenas ganhando uma testa inteligente, como eu.
- Mas voc� ainda � bonito. - Pare com isso, Sue, sim?
S�rio mesmo. Eu posso ser objetiva. agora que amadureci.
Estou surpresa que voc� n�o tenha sido fisgado.
- Que horas s�o? - Oito e meia, por qu�?
� melhor eu sair e procurar um emprego.
No seu primeiro dia?
Se eu n�o fizer agora, nunca mais farei.
O que quer dizer com "nunca far�"? Claro que sim.
D� a si mesmo uma chance de se acostumar
com as coisas. O trabalho pode esperar.
Acho melhor fazer isso agora.
E roubar o prazer de ter voc� em casa novamente?
Eu diria que n�o.
Bem...
- Ainda posso te beijar? - Voc� vai se atrasar para a loja.
Acho que vou ter que desempacotar...
Deixei a gaveta de cima livre para voc�.
Obrigado.
Diga, onde est� o rel�gio que lhe dei quando voc� foi embora?
- Eu perdi. - Voc� perdeu? Como?
- Filho? - O que?
Apresse-se e volte para falar comigo.
Estou indo.
VOC� FOI AUTORIZADA A VIAJAR PARA NOVA YORK NO USS MERCY DE N�POLES
O MERCY PARTIR� DE N�POLES EM 26 DE MAIO
DE 1946. CONTATE EMBAIXADA EM ROMA...
PARA MAIS INSTRU��ES. JOSEPH LABELLA, ESCRIT�RIO DAS ESPOSAS DE GUERRA.
- A hora est� correta? - Sim, por qu�?
- O correio chegou? - N�o sei se algu�m olhou.
- O que voc� est� fazendo a� em cima? - Estou tirando o p�. Por que?
Achei que voc� ia pegar as cartas.
- Eu vou. - N�o.
Ei! Qual � o segredo?
O que �, Phil? Por que voc� n�o me conta?
Maridos esperando suas noivas de guerra...
se apresentar�o quando ouvirem o nome de sua esposa ser anunciado.
Sra. Maria Allen.
Sra. Theresa Cass.
Filippo!
Aqui estamos. Decepcionada?
- Onde est�o todas as pessoas? - Eles dormem mais aos domingos.
Bem, n�o tenha medo. Vamos.
D�-me sua m�o, Filippo.
Tem algu�m em casa?
Vamos, me d� seu casaco.
Ol�, Teresa. Eu sou a Sue.
Como vai? Estou muito feliz por conhecer voc�.
Fiquei feliz em conhecer voc� tamb�m! Quero dizer...
OK. Todo mundo est� feliz. Venha, vou lhe mostrar a mans�o da fam�lia.
- Teresa, este � meu pai. - Bem-vinda, Teresa.
Quero que voc� fa�a meu filho. o homem mais feliz do mundo.
OK. Venha. Onde est� a mam�e?
M�e?
Eu estava apenas ajeitando meu cabelo.
- Quero que voc� conhe�a... - Esta � Teresa.
A senhora est� decepcionada?
Ah, como posso ficar decepcionada, querida?
Voc� � t�o linda. Muito mais bonita do que nas fotos.
Obrigada, Sra. Cass.
N�o seja t�o formal, quero dizer, voc�s s�o praticamente m�e e filha.
Por que voc� n�o a chama de...?
- Clara. Pode me chamar de Clara. - Obrigada, Clara.
Venha, vou lhe mostrar nosso cantinho do para�so.
N�o � muita coisa...
Ei, essas s�o roupas de mam�e! O que � tudo isso? Ei, m�e!
N�o fa�a uma cena. Mam�e achou que Teresa ficaria mais confort�vel...
no quarto comigo.
� a coisa mais absurda que j� ouvi na minha vida.
Ok, n�o grite comigo! V� com calma. Mam�e est� muito chateada.
A mam�e est� chateada? M�e!
A porta est� aberta.
Qual o sentido de mudar tudo depois de termos preparado tudo?
Bem, pensei que voc� gostaria que Teresa ficasse
confort�vel depois de uma longa viagem.
N�o temos muito, mas pensei que voc� iria querer o melhor para ela.
Bom, eu quero, m�e. Mas isso n�o faz sentido.
Quero dizer, ficaremos confort�veis l�.
Tenho certeza de que ficaremos bem.
- Eu s� estava tentando ajudar. - Tudo bem, m�e, eu sei.
- Quero ficar com voc�, Filippo. - OK.
Como eu disse, � s� uma ideia. Eu s� estava tentando ajudar.
Voc� n�o pode me culpar por isso. - Ningu�m a culpa por nada, m�e.
Viu? Tudo vai ficar bem.
- N�o pare�o rid�cula? - Me beije de novo.
- Responda primeiro. - Voc� n�o parece muito engra�ada.
Apenas muito magra. Precisamos fazer voc� engordar.
Ah, Phil, voc� � como minha m�e. Ela sempre quis que eu ganhasse peso.
� isso mesmo, sou como sua m�e.
Mas diferente.
N�o � maravilhoso que n�o precisamos
mais ter pressa? Voc� quer um cigarro?
O que �?
Nada.
Veja a lua.
Voc� est� muito falante hoje, mocinha.
Vamos, me diga o que �. Sem segredos.
Filippo. Teremos nossa pr�pria casa?
Nossa pr�pria casa?
- � poss�vel? - Claro.
E um carro, um casaco de pele e ingressos para a �pera.
Gostaria de encontrar um lugar, mas n�o posso sem gastar muito dinheiro.
Voc� precisa de um emprego para isso.
Voc� n�o tem emprego?
N�o.
Estou tentando encontrar.
O que �? Eu tentei, juro!
N�o importa. Eu tenho voc�.
O que est� incomodando voc�, Filippo? Por que voc� est� diferente?
Diferente?
- Acho que � por causa das roupas. - N�o.
Eu estou igual.
- Voc� est� feliz por eu estar aqui? - Claro que estou feliz.
- Quanto? - Assim.
Vamos descer.
Espere um minuto.
Essa coisa sempre fica presa.
Ol�.
O jornal que estou lendo � muito interessante.
Eu realmente gostaria de ser um pato.
Voc� n�o gostaria de ser um pato tamb�m?
Poder�amos nadar todos os dias ao sol e apenas resmungar um para o outro.
Eu n�o teria que continuar procurando trabalho e n�o encontrar nenhum.
Voc� s� teria que chocar os ovos. E nossos filhos teriam p�s palmados.
Ei, vamos l�, ria!
- O que foi, querida? - Estou muito infeliz, Filippo.
- Infeliz? Por que? - N�o sei.
Bem, � por causa de Nova York, por minha causa ou o qu�?
N�o sei.
Aposto que sou eu. Acho que falhei com voc�.
N�o sei o que h� de errado comigo.
Sinto que estou sufocando o tempo todo. � como se
eu estivesse preso e n�o conseguisse me libertar.
- N�o sirvo mais para nada. - Ah, voc� vale, Filippo.
Desde que cheguei em casa � como se eu ainda fosse um estudante,
e os �ltimos tr�s anos nunca teriam acontecido.
�s vezes eu acordo, sabe, e olho para voc�.
E por um momento n�o sei quem voc� �.
Ent�o me lembro que sou casado e que voc� est� aqui.
Quero que sejamos felizes.
- Eu realmente quero muito isso. - Oh, eu tamb�m, Filippo.
Ent�o por que n�o podemos ser?
Podemos alugar um quarto pequeno. N�o um grande. Pequenino.
E ficar longe de todos. Longe dela.
Como assim? Ficar longe de quem?
- De quem? - Voc� sabe quem.
N�o, vamos l�, me diga. O que ela tem a ver com isso?
- Ah, Filippo! - N�o, s�rio. O que ela tem a ver?
- Nada. - Voc� come�ou, agora termine!
Nada, Filippo. Voc� n�o entende.
Vamos, vamos para casa.
Vamos.
Filho!
Eu n�o sabia que voc� ainda estava acordada.
Voc� n�o vai vir me dar boa noite?
Boa noite, m�e.
Voc� est� acordada?
Posso chegar mais perto?
Oh, minhas flores!
Comprei a edi��o da noite. Achei que dever�amos procurar outro emprego.
- Onde est�o os procurados? - N�o s�o os procurados, as ofertas.
N�o ria de uma imigrante.
Vendedor, vendedor, vendedas.
- Somente como vendedor! - Eu, um vendedor?
Eu preferiria ser um equilibrista ou algo assim.
Sinto muito pelo que aconteceu antes.
Eu tamb�m.
Diga-me, senhora: quando voc� cozinha seus vegetais, voc� serve a �gua...
ou a despeja na pia?
Eu jogo na pia. Por que? Isso � ruim?
Ruim? Senhora, se a sua pia tivesse cora��o, pulm�es e intestinos,
voc� seria a pessoa mais saud�vel desta casa.
Voc� precisa esfregar um pouco mais forte, querida.
� verdade! Voc� sabia que 85% das pessoas neste pa�s...
sofre de desnutri��o?
60% t�m dentes ruins. Fatos, senhora, fatos!
Mas tudo isso pode ser curado com a
Panela de press�o do Instituto Americano.
Bem, parece que conhe�o o texto. Voc� j� ouviu uma m�sica assim antes?
Todo mundo tem que fazer isso.
Voc� nunca ser� um vendedor, filho.
Ah sim, eu sei que ser�, e ser� bom.
Bom, n�o sei por que voc� est� pressionando ele, Teresa.
Pressionando, pressionando...
M�e, voc� quer deix�-la em paz? Ela n�o est� me pressionando.
Bem, quero dizer, n�s sobrevivemos com o que seu pai ganha,
e seu seguro-desemprego. Voc� tem muito tempo.
N�o temos tempo.
- � melhor eu ir, querida. - Boa sorte, Filippo.
Philip.
- Voc� est� com dor de cabe�a? - N�o.
- Voc� est� se sentindo bem? - Eu acho que sim.
Voc� n�o esqueceu nada?
N�o tenha medo, Filippo. Voc� vai conseguir...
Voc� vai se sair bem hoje.
Voc� est� tremendo toda.
- O que �? - A dona da casa est�? Eu gostaria...
- Vendedor? - Bem, eu...
- N�o queremos nada. - Por favor, � muito importante.
Estou passando aspirador.
Quem �?
Um vendedor, Sra. Lawrence.
- O que � t�o importante? - Eu sou de, da... da...
Desligue isso.
- Sim? De onde voc� �? - Do Instituto Americano de Sa�de.
Sim?
Bem, a senhora j� deve ter ouvido falar
dessas panelas de press�o que eu vendo.
E eu pensei que talvez voc� pudesse, quero
dizer, a senhora poderia estar interessada...
em comprar uma para sua casa.
Raramente estamos em casa, acho que n�o vale a pena para n�s.
Bem, talvez se eu mostr�-las para a senhora...
Veja, elas preservam toda a �gua que se usa para cozinhar.
Quer dizer, na maioria das vezes ela � simplesmente jogada na pia.
Sinceramente, se eu comprasse, n�o saberia o que fazer com ele.
Temos t�o pouco espa�o em nossos arm�rios.
Mas s�o apenas dois d�lares por semana.
As pessoas que moram neste bairro n�o precisam comprar em parcelas.
Voc� n�o sabia disso?
Oh. Bem, acho que a senhora n�o a quer.
Sinto muito por incomod�-la, senhora.
N�o incomodou.
Obrigado novamente.
De nada.
- Adeus. - Adeus.
N�o creio que aquele jovem se importasse.
se ele vende alguma coisa ou n�o.
� bem poss�vel. Na verdade, � perfeitamente poss�vel.
- Eu? - Voc�.
Oh. Acho que n�o consigo fazer isso.
Por que n�o? Voc� se sair� muito bem.
Agora cuide-se. Vejo voc� em 3 semanas, ok?
- Sim. Devo contar ao meu marido? - Claro.
Voc� n�o quer manter algo assim em segredo, quer?
Al�m disso, n�o conseguiria manter isso em segredo por muito tempo.
Sim, mas Philip � t�o jovem para ser pai...
Por que ele teve que escolher chegar atrasado esta noite?
M�e, voc� pode parar de reclamar?
Talvez possamos deixar um bilhete para ele nos encontrar.
No meio de Jones Beach?
Voc� e suas ideias brilhantes!
Ol�, Philip.
Bem. Vamos, vamos.
Eu pensei que seria preciso encontrar um novo namorado.
Cuidado com os ovos cozidos.
Como est�o as vendas?
Ganhei um milh�o de d�lares.
Voc� parece estranha. Voc� est� doente?
Vamos, crian�as. Entrem, entrem!
Por que n�o ficamos aqui?
O que voc� est� falando? Estaremos juntos. Vamos, m�e.
E sentar naquela roda novamente? Oh n�o.
N�o, � assim que me sinto mal no carro.
Philip.
Vamos l�.
Bem, aqui vamos n�s.
N�o acredito que sa� daquela cozinha.
Comida, crian�as. Venham pegar!
Philip.
Tenho que lhe contar uma coisa.
Filho, saia da �gua. Voc� vai enrugar como uma uva passa!
Vamos, Teresa. Coma sem ele. Se ele quer ficar de mau humor, deixe-o.
Voc� quer ficar quieta?
Coma seus cachorros-quentes. e n�o fa�a discursos.
Noite em estilo buffet, querida. Sirva-se.
Tem algum sem maionese Sra. Cass?
O que voc� acha que eu sou, uma lanchonete?
M�e, voc� sabe que ele n�o pode comer maionese.
- Ah, cale a boca! - Desculpe, desculpe.
Coloque as reclama��es na caixa de correio. D�-lhe um tomate.
O que voc� tem? Voc� est� louco?
N�o.
Eu gosto de maionese. Mas meu treinador
quer que eu diminua um pouco.
Ele diz que estou ficando com uma b�ia em volta da cintura.
Coloque uma toalha em volta dos ombros, querida.
Segredos?
"N�o creio que aquele jovem se importasse
se ele vendeu alguma coisa ou n�o."
Voc� nunca ser� um vendedor.
"Tentei..." "Uma medalha de bom comportamento para um homem bonito."
"Ele caiu tentando."
- O que houve, Phil? - Voc� n�o quer brigar, quer?
"N�o, eu n�o posso..." "O que est� te incomodando, Filippo?"
Vamos, pirralho, levante traseiro e lute!
"D� uma chance a si mesmo, garoto. Voc� vai ficar bem."
Seja um vendedor.
- Eu n�o posso... - Me bata!
- Eu n�o posso... - Vamos, me bata!
"N�o consigo!..." "Eu n�o sirvo mais."
Eu sei que voc� �, voc� � bom...
"Vamos, me bata..." "Pare de ser um beb�..."
N�o posso, n�o posso. Me solte.
"Por qu�? Por qu�?" "Uma mulher precisa de algu�m."
N�o uma crian�a, algu�m forte.
"N�o � como ele, filho, n�o � como ele. N�o como ele, n�o como ele..."
Como ele! Eu sou como ele!
Filippo!
Filippo, aonde voc� vai?
Espere!
O que �? O que �?
Por que voc� est� bravo comigo, Filippo?
Phillip. Meu nome � Phillip! Voc� n�o est� mais na It�lia.
- Por favor... - Ou�a, fique longe de mim.
Volte!
Filippo!
Ol�, pardal. Onde voc� est�?
Teresa?
Teresa!
Oh, desculpe, querida. Desculpe!
Voc� pode me chamar de Filippo a qualquer hora, em
qualquer lugar. Quando voc� quiser, eu n�o ficarei bravo.
Voc� sempre se arrepende.
Ei, estou b�bado. Deixei voc� abandonada, querida.
Voc� est� com raiva de mim?
Philip, eu s� queria conversar. Por que voc� n�o me ouviu?
Oh, me perdoe, querida. Vou ouvir voc� agora.
V� em frente, fale. Vamos.
Philip. Quero que voc� me leve para longe daqui.
- O que voc� quer dizer? - Agora mesmo. Essa noite.
- Por que? - Estamos nos perdendo, Philip.
O que voc� quer dizer?
Estamos perdendo um ao outro. Cada dia mais!
N�o podemos sair daqui.
Ou�a, eu fiz duas malas. Uma para voc�, uma para mim.
- Podemos ir embora. - Como podemos?
Agora, antes do amanhecer, enquanto eles dormem.
Como faremos isso, como?
Sabe, vamos descer silenciosamente e j� estamos na rua.
- N�o podemos. - Por que?
N�o podemos sair daqui, eu lhe digo. Esque�a!
- Por que? - Porque eu disse.
- Voc� n�o quer sair daqui, n�o �? - Isso mataria a mam�e.
M�e.
Escute, Teresa, ela est� velha e doente. Ela precisa de mim agora!
Eu preciso de voc� tamb�m. Vou ter um beb�.
- Voc� o que? - Vou ter um beb�, sim.
- Tem certeza? - Sim.
Escute, querida. Voc� n�o pode.
Quer dizer, voc� n�o pode ter um beb�, Voc� n�o entende?
- O que eu n�o entendo? - � assim que as coisas s�o.
Voc� tem medo que sua m�e n�o goste.
N�o diga isso. Nunca mais diga isso.
Voc� tem medo de ser pai.
Cale-se. Cale a boca e me deixe em paz!
Escute, no que me diz respeito voc� pode ir e ter seu filho.
- V� e perca-se na cidade. - Filippo!
D� � luz na rua ou no parque, ok? Deixe-me em paz!
Tudo bem. Voc� n�o sabe o que est� falando.
Como est� sua dor de cabe�a agora, querido?
Passou.
� por isso que eu nunca consegui fazer nada.
Porque papai nunca conseguiu fazer nada
e eu ainda acredito que sou como ele.
Isso faz sentido?
Isso porque voc� sempre achou que era uma c�pia do seu pai.
Voc� sentiu que nunca conseguiria ter sucesso.
Sim. E minha m�e tamb�m ajudou a me fazer assim.
Ela queria que ele continuasse crian�a, porque...
porque ele sabe que � a �nica maneira de me reer.
E parece que � isso que eu tamb�m quero.
Quer dizer, eu n�o quero. Mas eu n�o consigo...
ela continua me tratando como uma crian�a de dois anos.
N�o vejo sentido em dividir a culpa. Eles fizeram o melhor que puderam.
Claro que cometeram erros comigo, mas tudo bem,
talvez eu mesmo tenha me deixado ficar paralisado.
Talvez...
Talvez tenha sido eu. muito dependente deles.
Agora voc� percebe que talvez tenha sido muito dependente?
Sim. Bem, eles s�o apenas pessoas, quero dizer...
Bem, eu nunca falei assim antes.
N�o sei, acho que estou come�ando a sentir que consigo fazer as sas.
Estou come�ando a me sentir maior.
N�o sei, ainda estou confuso.
Talvez esteja come�ando a crescer?
Vou sentir sua falta.
- Voc� est� indo embora? - Sim, m�e.
- Vai viajar para algum lugar? - M�e, pare...
Quieta, Suzy.
Voc� vai viajar?
N�o, m�e. Consegui um emprego na YMCA.
Estou saindo de casa.
- Est� saindo de casa. - Sim, m�e.
- Por que? - Acho que � o melhor.
O que eu fiz?
Eu fiz alguma coisa para voc� fugir da minha casa?
Por que voc� n�o pode me explicar?
Olha, m�e. N�o transforme tudo em um drama.
N�o � por causa de algo que voc� fez.
Por que, ent�o? Por que voc� est� me deixando?
Por que voc� est� me matando assim?
M�e, eu queria... Voc� est� me confundindo completamente.
Voc� n�o quer ir embora. Estamos nos divertindo aqui. Esta � sua casa.
Que tipo de absurdo � esse? Voc� n�o tem 12 anos.
Voc� n�o est� fugindo para se juntar ao
circo. Eu sou sua m�e. Esta � sua casa.
Vamos, filho. Saia desta casa. V� agora.
Adeus, m�e. Te ligo amanh�.
O que voc� fez com ele?
O que voc� fez com ele?
SIL�NCIO HOSPITAL
Veja as flores que aquela garota chinesa ganhou.
Aquele canalha com quem me casei. nunca me traz flores.
Ela � muito bonita.
Oh, ela � uma verdadeira bonequinha.
Eu queria ter uma pele como a dela.
- Voc� j� teve seu beb�? - Oh, claro.
Parece algo que ela comprou na Tiffany's.
Sabe o que � estranho? Ela n�o gritou.
N�o?
Voc� deveria ter me ouvido quando tive meu primeiro filho. Eu uivava!
- S�rio? - Ah, eu sim. Minha nossa!
DFevem ter me ouvido em Chicago.
Voc� tem uma fam�lia grande?
Eles n�o est�o neste pa�s.
Na It�lia, hein?
Isso � ruim. �s vezes uma fam�lia grande � um inferno, mas...
� �til quando voc� est� tendo um beb�.
Bem, aposto que seu marido est� roendo as unhas.
N�o sei onde meu marido est�.
Homens. Eles n�o t�m limite. Um � pior que o outro.
O gordo com quem sou casada � eslavo. Bem, seu povo �.
Tem aquela van de comida no centro da cidade...
Ei, enfermeira! Calma, querida.
J� est� come�ando.
Ol�, filho.
- O que houve? - Teresa precisa de voc�.
Ela est� no Hospital Bellevue.
Ei, Jack, vamos l�, sim?
Estou ligando para hospitais a semana toda. Ningu�m sabia nada sobre ela.
Ela s� internou esta tarde.
- Est� tudo t�o quieto. - Calma voc� tamb�m.
Teresa lhe contou onde ela esteve?
Ela est� trabalhando em uma pequena loja italiana.
Ela mora em um quarto de alguns amigos em algum lugar, sabe.
Eu queria que tudo corresse t�o bem. E tudo deu t�o errado.
Aposto que se ela soubesse que isso est�
me matando, ela se apressaria um pouco.
- Onde est� o beb�? - Voc� o ver� amanh�.
Parab�ns, filho!
Charutos. Voc� ter� que aprender a fum�-los.
Obrigado, pai.
Voc� n�o quer voltar para casa hoje � noite?
N�o.
Quero ficar aqui por um tempo.
- Ok, boa noite. - Boa noite.
- Boa noite, pai. - Boa noite, filho.
- Todos os beb�s est�o na enfermaria? - Sim.
Certo, deixe-os entrar.
- Cad� seu passe, garoto? - Eu n�o tenho.
Bem, voc� tem que descer, no balc�o de informa��es e pegar um.
Com licen�a.
- Para que serve isso? - S�o ordens e regras.
Certo, vire-se.
OK.
Um momento. Voc�s podem me dizer seus nomes?
McDougal.
- Moleiro. - Mart�nez.
Cass.
Esperem aqui.
McDougal e Miller.
Ei, mo�a, voc� n�o � pai, saia daqui.
Escute, minha sobrinha est� l� dentro!
Por aqui, por favor.
Ol�, magrinha.
- Obrigado. - De nada.
Eu o vi.
Voc� n�o poderia ter feito isso mais bonito.
- Qual o nome dele? - Philip.
Veja. Com mob�lia e tudo.
- Ei, pardal. - Sim?
Venha c�.
Como � ser m�e de algu�m?
Como � ser pai de algu�m?
Nossa! � uma sensa��o muito boa.
TRADU��O: MARINO spa / ptBr J Sampaio
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