All language subtitles for Love.is.Blind.Habibi.S01E10.1080p.WEB.h264-EDITH

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Original subtitles

C�us!

Que ele seja alto e moreno.

C�us! Espero que ela n�o seja mais alta do que eu

e que se pare�a com a Elham Ali.

Santo Deus!

Que seja o Khaled Saqer.

- Ol�! - Ol�!

- Ol�! - Ol�!

Ol�.

O que desejaste?

Desejei um homem alto e moreno.

- Um Khaled Saqer. - Tudo bem, querida?

KHALED SAQER E ELHAM ALI

- Sim. - Sim?

H� um ano, est�vamos aqui para uma experi�ncia excecional

e muito diferente.

- Passou um ano, Khaled? - Sim.

Anseio saber o que lhes aconteceu.

Quero mesmo muito v�-los.

- Eles est�o aqui. - A s�rio?

Claro que est�o!

Vamos receber o casal dourado

que deu o n� neste programa, a Safa e o Mohammad!

- Ol�. - Ol�.

- Bem-vindos. - Dounia e Chafic.

- Bem-vindos. - Bem-vindos.

A Asma e o Khatab.

Bem-vindos!

- Ol�. - Um novo visual!

Obrigado!

O Ammar e a Karma.

T�m todos um visual novo!

- Bem-vindos. - Ent�o?

E temos mesmo de dar as boas-vindas � Nour e ao Mido.

Bem-vindos!

- Ol�. - Ol�.

- Bem-vindos. - A Hajar e o Simo.

- Ol�. - Ol�.

Bem-vindos.

- Bem-vindos. - Bem-vindos.

- Ol�. - Obrigada, querida.

LOVE IS BLIND, HABIBI

O REENCONTRO

� um prazer ter-vos aqui.

- � um prazer estar aqui. - Como est�o?

- Bem. - Est�o bem?

- �timos. - Estamos aqui, � �timo.

- Estamos lindos! - Louvado!

J� agora, est�o todos lindos sem exce��o.

Cada um de voc�s deixou a sua marca nos telespectadores.

- Obrigado. - � bom ter-vos de volta, foram �timos!

- H� um sof� vazio, Elham. - Que estranho!

- Porqu�? - N�o fa�o ideia.

- Temos aqui o nosso casal dourado. - Certo.

Para a decis�o, havia outros dois casais.

Asma e Khatab, Dounia e Chafic.

Prometerem continuar as rela��es,

mas n�o sabemos se assim foi

e se deram uma oportunidade �s rela��es.

N�o sei, os casais mantiveram-se juntos?

H� outro casal?

N�o esperavam isto. Eu e a Dounia.

- Sentem-se. - Isso � incr�vel!

Ou seja, a Asma e o Khatab j� n�o est�o juntos.

Gostaria de saber o que vos aconteceu, Asma e Khatab.

N�o se casaram, mas prometeram manter a rela��o.

- Exato. - O que aconteceu?

KHATAB

Ap�s a cerim�nia, continu�mos juntos durante cerca de um m�s,

ou m�s e meio, quase dois meses.

Volt�mos ao mundo real e � nossa vida normal.

Volt�mos �s dificuldades do dia a dia.

Na verdade, o meu trabalho � bastante exigente.

Disse logo � Asma, no in�cio, e ela at� pode rever o epis�dio,

que queria uma mulher que se alinhasse comigo.

Ela at� quis saber como.

Basicamente, teria de seguir o meu estilo de vida.

Trabalho das 6h00 �s 3h00, do dia seguinte.

Durmo duas horas ou hora e meia.

No in�cio, foi �timo.

A Asma tamb�m trabalha e tem a sua carreira.

Mas, como sabem, os homens e as mulheres s�o diferentes.

A mulher gosta de aten��o e de comunica��o constante...

- N�o s�, Khatab! - ... e isso tudo.

N�o lhe dei a aten��o que ela precisava.

Durante este per�odo, n�o nos entendemos.

Com isso, percebemos que era melhor sermos amigos.

A longo prazo, a minha vida e o meu trabalho ser�o exigentes.

- Em parte, foste respons�vel. - Claro.

- Quero responder. - D� cabo de mim.

N�o, de todo, Khatab. Sabes disso.

Pelo contr�rio, entendo isso porque...

Vivo para a carreira.

ASMA

Ele quis focar-se na carreira dele,

mas n�o era o que eu queria.

Eu queria algu�m presente emocional

e fisicamente, onde houvesse apoio m�tuo.

N�o conseguimos arranjar um meio-termo.

E, agora, estou muito feliz

por nos termos tornado amigos. Estou bastante feliz.

Achas que o aspeto f�sico � o mais importante no casamento, Asma?

N�o, claro que n�o.

Uma rela��o conjugal, um casamento, tem muitas camadas.

O aspeto f�sico � uma delas, mas h� muitas outras camadas

que devem ser tidas em conta,

pois � algo tremendo.

O aspeto f�sico � superficial

e sentir atra��o pelo aspeto f�sico dura apenas algum tempo.

Mas o que dura muito tempo � o afeto e a compreens�o.

Se nos entendemos um ao outro, se temos valores em comum.

E se isso n�o for a base, ent�o...

Isso para o aspeto f�sico. Ent�o, e o dinheiro?

Achas que � importante num casamento?

Olha, durante a experi�ncia, no c�mputo geral,

pareceu que essa foi uma das raz�es

para eu n�o ter ficado com o Mido e ter escolhido o Khatab.

Mas a verdadeira raz�o � que pensei nas tais camadas.

Infelizmente, a comunica��o entre mim e o Mido era �tima.

Divert�amo-nos imenso,

mas n�o conheci o Mido na realidade

para poder decidir se ele era o tal.

Vimos a experi�ncia e testemunh�mos os altos e baixos na vossa rela��o,

o desejo de continuar e acabar.

N�o estavam certos em rela��o ao outro ou...

A Asma foi sempre a minha escolha, desde o in�cio.

Quando sa�mos do programa, fiquei chocado.

Porque a revela��o foi um choque.

Quando vi a Asma, ela ficou enervada.

Eu n�o percebia porqu�.

Isso fez-me ter d�vidas.

N�o conhecia o motivo.

Porque ficaste t�o enervada? O que estavas a sentir na altura?

Em que pensavas?

Ningu�m fora daqui vai sentir o que sentimos.

- Exato. - Porque foi muito intenso.

Pens�mos em muitas coisas, naquele momento.

Fiquei sem palavras.

N�o sabia o que dizer.

E n�o foi por causa do Khatab.

Ou por causa do aspeto do Khatab, como muitos pensaram.

J� esperava isso dos casulos.

E foi por isso que quis, depois de sairmos,

contactar a produ��o e insistir

para falar com o Khatab para lhe explicar as raz�es para aquilo ter acontecido.

Porque pensei que ele ia pensar que tinha sido essa a raz�o.

N�o quis que pensasse isso.

- Explicaste-lhe isso? - Sim. Disse...

- E ele entendeu? - Sim.

- Voltaram � experi�ncia. - Exato.

E isso foi incr�vel.

Esper�vamos celebrar e aben�oar um segundo casamento.

Foram at� ao momento da decis�o.

Antes de me dirigir a ti, Khatab,

sentiste que a tua fam�lia ia estar no casamento?

Tinha esperan�a e n�o quis estragar a experi�ncia.

Concordamos e sabemos que, de uma perspetiva religiosa,

uma mulher n�o pode casar sem o seu pai.

O Khatab teve de pensar na possibilidade de ela recusar o casamento.

- Devido � aus�ncia da fam�lia da Asma. - Claro.

- Ficaste afetado por esta rejei��o? - Vejamos.

Quando estava diante de v�s,

digamos que eu tinha 80 % de certeza de que ela ia dizer que n�o,

mas tamb�m me preocupava o "sim".

Se ela aceitasse casar sem os pais, isso seria um problema.

Os costumes e as tradi��es s�o muito importantes para mim.

N�o quereria mago�-la, se ela dissesse que sim, dizendo n�o.

Se te pedisse que dissesses algo � Asma, o que lhe dirias?

Desejo-lhe a maior das sortes.

Ela � uma mulher de respeito.

Merece o melhor.

Obrigada.

Espero que Deus a aben�oe com um bom marido,

e passo-lhe uma recomenda��o.

Ele que fale comigo se quiser.

Obrigada.

Que sejas aben�oada com a fortuna.

Khatab, �s uma pessoa...

Tens um grande cora��o.

E foi bom ter-te conhecido,

fico feliz por termos vivido a experi�ncia um com o outro

e termos decidido ser amigos.

Ainda somos amigos at� hoje.

Ainda falamos, de vez em quando.

Mantemos uma amizade, que me alegra.

- Rezo pelo teu sucesso. - �men.

E que tenhas paz.

H� algo de que queria falar, antes de prosseguirmos.

- Mido. - Sim?

MIDO

- Fala. - Quero dizer...

Cometi dois erros no programa.

O primeiro foi n�o ter dado � Asma a oportunidade de se esclarecer.

Pe�o desculpa por n�o te ter dado a oportunidade...

Tudo bem.

... de falares e explicares

o que estavas a sentir.

Por respeito a tudo o que partilh�mos nos casulos,

eu fui muito genu�no.

- Claro, eu tamb�m fui. - Ela � incr�vel.

O segundo erro foi escolher a Nour.

Foi o meu segundo erro.

Completamente. Se pudesse voltar atr�s, n�o o repetiria.

N�o queria falar j� desse assunto.

Espera l�, recua um pouco.

Calma, Mido. Assim, n�o.

- N�o. - Espera.

Estavas caladinho e deu-te a f�ria.

Deixem-me interromper, mas diz l�.

- Porqu�? - Foi um grande erro.

Quando conhecemos algu�m que s� fala de coisas materiais

e de mesas cheias de comida e isso.

Porqu�? Ela � linda, sem d�vida.

Sem d�vida.

Porqu� tornares-te um produto?

�s linda. Sabes ter uma conversa.

Rebaixas-te em p�blico e dizes

que gostas de ver uma mesa farta sem pagar nada.

Porqu�?

Valoriza-te

e o teu homem trata-te bem. - Exato.

- Sentiste-te magoado? - Eu?

- Sim. - De todo.

N�o vou dizer nada, Nour.

Dou-te a palavra.

O fim reflete os princ�pios.

E estou a ver esses princ�pios.

Quero esclarecer-lhe que h� uma grande diferen�a...

NOUR

... entre a mulher rasca e a que se valoriza e tem padr�es.

E que "padr�es" s�o esses?

Pois ele n�o me parece ter um vocabul�rio muito extenso.

Significa que uma mulher tem qualidades espec�ficas na sua vida.

Depois, a rea��o intempestiva indica

que � uma pessoa com pouca confian�a.

Ele tenta projetar essa falta de confian�a para a pessoa diante dele.

Sou uma mulher a s�rio.

Exprimi quem sou diante das c�maras.

Isso n�o � verdade.

- Queres � dinheiro, n�o amor. - Por favor, estou a falar.

- Deixa-a falar. - N�o me interrompas.

Tem respeito.

Eu valorizo-me.

Parece que o homem atual quer ser a princesa.

Esquece-se de quem � quem.

No mundo �rabe, � assim.

Cresci numa fam�lia que me mimou e me deu tudo.

Nunca na vida tive de pagar ou trabalhar para comprar o que fosse.

Uma mulher s� quer ser mimada pelo marido,

tal como foi mimada pelos pais.

Isso � o m�nimo.

O que achas que fez a vossa rela��o falhar?

Tenho um conselho para ele e outro para a Dounia.

N�o dizes nada � Dounia. Ela n�o precisa de te ouvir.

- Fala com o Mido. - Ela fala.

- N�o fala. - Ela decide.

N�o tem de ouvir! Se queres a Safa ou...

O que se passa? Calma.

T�m um sedativo? Ele est� hist�rico.

Pe�o desculpa, rainha!

Seja como for, aconselho-as a trabalharem na autoconfian�a.

Ela tem mais do que tu.

CHAFIC E DOUNIA

- N�o quero ouvir. - N�o precisa.

- Deixa-me falar. - Melhora-te.

Espero que possas respeitar e ouvir.

Respeita-te.

Ouviria um conselho

de toda a gente, menos de ti. - N�o estou aqui para isto.

- Quero falar. - For�a.

Se ela n�o tem autoconfian�a e tem ci�mes da Nour no programa,

vai conhecer milhares de Nours na vida.

Ao inv�s, ela sente-se insegura.

Ela devia ter mais confian�a na rela��o

porque estar� a travar a batalha errada.

Estar� a lutar contra uma mulher s� porque ela � linda e confiante.

S� confiante e trava a batalha certa.

Quero comentar isso do "fim reflete os princ�pios",

quero s� relembrar que, quando sa� do programa,

ela disse que eu n�o era um homem

e n�o ia tomar conta de mim.

Isso mostra princ�pios e �tica.

Al�m disso, se a Dounia n�o fosse confiante,

o Chafic n�o estaria com ela, pois j� conhecia a Nour.

- � isso. - Obrigada.

A Dounia foi sempre genu�na no programa.

A pretens�o da perfei��o.

Obrigada. Quero responder, pois...

Sinceramente, julgo que as minhas rea��es

foram normais numa mulher... - Normais. Certo.

... quando est� com o noivo e v� algo de errado.

- Sim. - Lamento...

Controla-o.

Fizeste algo muito errado.

Ele que se controle.

E tenho o direito a ter ci�mes...

DOUNIA

... porque o amo e o valorizo.

Nada tem que ver contigo.

Nada, h� muitas mulheres lindas no mundo.

Somos todas lindas.

Deus deu a cada uma de n�s a sua pr�pria beleza.

N�o � por falta de confian�a,

nem por te achar mais bonita.

- N�o � nada disso. - Dounia...

- Eu e o Chafic... - Desculpa interromper.

- Ao menos, a tua beleza � natural. - Obrigada, amigo.

Tenho a coragem de admitir que errei ao escolh�-la.

N�o � natural escolher uma dona de casa

que quer ser mimada,

mas que n�o sabe o que � ser mimada.

"Tenho os meus padr�es." A beleza n�o define padr�es.

A personalidade define-os.

Se �s formada e inteligente, isso s�o padr�es.

H� milh�es de mulheres lindas. N�o definem padr�es.

Ela � vazia.

J� agora,

tenho dois diplomas e n�o um. E falo tr�s l�nguas.

Se me veem como uma mera modelo.

Acho que n�o perceberam a verdadeira Nour.

Julgaram-me pela apar�ncia.

� problema vosso, n�o meu.

Porque gostavas do Chafic.

Se a tivessem conhecido, veriam que � a combina��o perfeita.

N�o me vou descrever como perfeita, nem direi ser.

Mas sou uma mulher formada e linda, algo que � dif�cil de encontrar.

- Tamb�m sou respeitadora. - A beleza n�o d� confian�a.

- A confian�a... - Claro.

N�o lhe dou apenas o meu corpo.

- Dou-lhe o pacote completo. - Obrigado.

- Princ�pios, educa��o, amor e compaix�o. - Eu vi isso.

Mais a parte f�sica.

Uma mulher de respeito n�o namorisca com um homem comprometido.

N�o fala com ele dessa maneira. Lamento.

A Safa n�o falou.

A Asma ou a Karma n�o falaram.

Desculpa, querida, nem falei com o Chafic.

- O qu�? - Rev� o epis�dio.

- Ele veio falar comigo. - N�o, n�o foi.

Estava a falar com o Ammar de dentes.

Podes falar com qualquer um, mas eu n�o posso?

Disseste-lhe que tinha uma voz linda.

Rev� o epis�dio e tem no��o.

Por favor, tem no��o do teu jogo.

- Falas como a noiva do Ronaldo. - N�o jogues comigo.

O Ronaldo afugentar-te-ia.

- Pois. - Calma.

N�o percebo a provoca��o.

Uma mulher ter padr�es e um estilo de vida.

N�o percebo a provoca��o disso.

- Sou livre. - Participaste no Love is Blind.

Vieste � procura do amor, n�o de algu�m com tra�os espec�ficos.

Se vim por amor ou aten��o, � comigo.

Podias ter seguido as regras, n�o seguiste e acabaste s�.

AMMAR

- � natural que continues assim. - E quem ficou contigo?

Sr. Perfeito.

- Quem ficou contigo? - Eu...

O Ammar � um belo partido.

- Por isso te deixaram, n�o foi? - Ela recusou ficar comigo.

- O qu�? - N�o te deixaram?

Sim, sa� a meio, mas fui fiel.

Fiz de tudo para que resultasse.

Porque pensas que n�o fiz de tudo?

- N�o... - N�o, ela fez de tudo

pelo Chafic.

Isso � bem verdade.

Ela foi ter com ele. Isso � verdade.

- Isso � s�rio. - Pois �.

- Achas que ela... - Completamente.

Sem sombra de d�vida.

Quando comparam a atitude dela com ele e comigo, v�o perceber o que quero dizer.

Para o Chafic, a Nour perfumou um livro para ele, entre outras coisas.

- E escreveu-lhe um bilhete... - Coitado!

... do Instagram dele.

Para o Mido, ela preparou um prato de fruta no nosso encontro.

E queijo preparado pela Safa.

Eu s� o cortei, a s�rio. Mas n�o o queijo, francamente.

Ela usou o Mido para os seus fins.

Foi evidente.

Percebi logo isto.

Foi �bvio.

Disse-lhe que mudou.

Chafic, o que tens a dizer em rela��o a isto tudo?

Entre eles?

Disse-lhe, no in�cio, que ela n�o era para ele.

N�o quero desrespeit�-la.

Talvez ela procure um Multibanco.

Talvez o Multibanco seja cego, n�o sei.

N�o sei. Quer uma mesa farta.

N�o quero continuar mais isto.

E acho que �s uma mulher que prefere chorar num Ferrari

do que ser feliz num carro normal.

Olha, n�o �...

Desculpa. N�o sei, desculpa! Falo em termos gerais.

N�o, lamento.

N�o se goza com a apar�ncia.

- Karma, n�o tenho nada a falar sobre ti. - Escuta...

- N�o tenho nada a dizer. - Est�s a falar dela.

- N�o tenho nada a falar. - Que n�vel!

Pareces um corvo. Como se diz corvo?

- Como o teu fato. - �s assim.

- Isto � inacredit�vel. - N�o me mandes calar.

Esquece, Karma. Por mim.

Sou amiga dele, mas n�o pode mandar-me calar.

- S�o amigos. - � uma vergonha.

Isto agora � um ataque.

Est�s a atacar as mulheres.

N�o.

Digo-vos uma coisa...

Acham que s�o homens a s�rio?

Voc�s juntam-se numa sala e dizem que n�o pagam �s mulheres!

N�o s�o homens!

- S�o uma vergonha. - E tu �s a maior delas.

Est�s em �ltimo lugar.

Quero falar...

Olha que eu falo, Chafic.

Como assim? Fala l�.

- Fala. - Por favor.

N�o somos s� homens, valemos cem homens.

- Simo... - Respeit�mos-te.

N�o falei contigo.

- A culpa vem ao de cima. - N�o fales.

SIMO

Ningu�m te desrespeitou ou insultou.

- Pensei que tivesses mais classe. - Tenho mais do que tu.

Tenho mais do que tu.

- Viu-se. - E mais valores.

- Vimos a tua classe na praia. - Fiquei calado.

N�o somos homens?

Pausa, por favor.

Hoje, tentamos clarificar as coisas.

Com calma e num bom ambiente.

N�o participo em discuss�es.

Pessoalmente, n�o aceito isto.

Dei a todos uma oportunidade de se poderem exprimir.

Aceito isso.

Mas n�o desrespeitem nem rebaixem os outros,

nem se tentem magoar. N�o viemos � procura de vingan�a.

N�o vieram para se vingar, nenhum dos lados.

Se n�o aprendermos a amar-nos, qual � o objetivo?

Se uma rela��o falha, n�o precisam de desrespeitar o outro.

Bravo, merci.

Isso provoca-me.

Est� a provocar-me.

Porqu� a falta de respeito?

Voltemos � discuss�o,

acalmem-se e falem com bons modos.

- Pode ser? - Obrigada.

- J� devia ter sido assim. - Sim.

E se tentassem apaziguar-se ou reconciliar-se como irm�os?

Se a rela��o n�o d� em casamento, h� que manter o respeito.

N�o h� como desfazer este desrespeito. N�o aceito o que aconteceu.

De todo.

Eles passaram dos limites.

Eu preferia falar com os outros para saber como est�o.

O casal dourado. O que nos faz felizes.

O lindo casal que provou a n�s e a todos

que o amor � verdadeiramente cego.

T�m no��o que j� casaram h� um ano?

- O qu�? - O qu�?

- Amanh�, faz um ano. - Um ano.

MOHAMMAD E SAFA

Claro, tenho planos.

Sentem-se, ao fim de um ano, um casal jovem ou j� velho?

De todo. Pelo contr�rio, amo-a cada vez mais.

Acab�mos de casar.

- Rec�m-casados. - Foi uma lua de mel de um ano.

Queremos saber como foi a vossa lua de mel.

Viajaram? Aonde foram? O que aconteceu? Contem-nos.

N�s viaj�mos.

- Foi? - Muito, sim.

Mas ela disse que tinha de trabalhar.

- Sim, resolvemos o problema. - Sim? Como?

Fomos ao Global Village.

Cada esquina, um pa�s.

Disse-lhe que ia mostrar-lhe o mundo.

Levei-a ao Global Village.

- Num minuto. - Num s� dia.

O mundo todo.

- Foi a vossa lua de mel? - Dois dias.

E pass�mos o resto da semana no IKEA, por causa do guarda-fatos.

Levaste o teu guarda-roupa?

- Compr�mos um novo. - Levou um cami�o cheio.

Ela levou imensas coisas.

O Mohammad Kiswani ligou-me.

Disse: "Caro Khatab." E eu: "Sim?"

E ele: "Conheces quem fa�a guarda-fatos?"

Juro, ele ligou-me a perguntar isto.

- Era uma chamada promissora. - Logo.

N�o viaj�mos na nossa lua de mel, mas viaj�mos muito depois.

Boa!

Vamos ver como passaram o vosso primeiro ano de casados.

Bem-vindos aos casulos de Love is Blind, Habibi.

Bem-vindos.

O primeiro Dia dos Namorados.

Vamos celebrar o dia todo.

� o nosso 5.� anivers�rio.

- Conseguimos! - Sim.

N�o s�o cinco anos. Cinco meses.

Meu Deus! A s�rio?

Hoje, fa�o anos.

� o primeiro anivers�rio que a Safa festeja comigo.

Ela fez-me um bolo.

Passou cinco horas na cozinha.

Vejam o que ela fez.

Massa.

Este � a s�rio.

Foi a melhor experi�ncia.

Da minha vida.

Casar comigo � uma experi�ncia?

O Love is Blind, n�o isso.

Isso � outra hist�ria.

Certo. Est�s a falar disso.

Mais perguntas, no pr�ximo epis�dio.

Somos n�s!

Foi um vislumbre da nossa vida.

Muitos duvidaram

da vossa leg�tima procura pelo amor.

Voc�s podiam desejar a fama,

ou algo assim, e faz sentido que se questione isso.

S�o um belo exemplo para quem duvida. O que achas, Mohammad?

Posso entender o ponto de vista dessas pessoas.

Mas essas pessoas n�o viveram o que n�s vivemos.

Quando entrei na experi�ncia, n�o esperava sair com algu�m.

Eu queria encontrar uma parceira. Pensei em tentar a minha sorte.

MOHAMMAD

- E ganhaste a lotaria. - A lotaria, exato.

- Est�s feliz? - Muito feliz.

- Muito. - Se pudesses voltar atr�s...

Repetiria com a Safa.

Foi do melhor.

Casar com a Safa foi a melhor decis�o da minha vida.

A minha vida deu uma volta de 360 graus. Ou � de 180 graus?

De 360 graus, voltas ao in�cio.

Pois, 180 graus, ent�o.

- Pois. Exato. - E tu, Safa?

Esperavas encontrar algu�m nesta experi�ncia?

Inicialmente, n�o pensei nisso.

SAFA

Eu tinha medo.

Mas depois aconteceu.

Disse o "sim".

Quando percebeste que o Mohammad era o tal?

Quando me ouviu falar.

Sim, talvez.

Sempre que entrava no casulo com o Mohammad,

sa�a bastante feliz.

Ele era o que eu queria, em todos os aspetos.

Homem de fam�lia com uma carreira e de mente aberta, um pouco.

Como assim, "um pouco"? Est�s a esconder algo?

Ele vai repreend�-la. � s� um pouco aberto? Pois!

- Quero dizer algo bonito. - Sim.

Sa�mos sempre juntos.

Acho-os o casal perfeito.

Que bom.

- Completam-se um ao outro. - Tamb�m h� amizade aqui.

- Tiro-lhes o chap�u, a s�rio. - Sim.

Desde que me casei, ele vai comer l� a casa.

Ele alimenta-me.

- E d�-me uma mesada. - Ele s� come e trabalha.

Diz-me que sente saudades minhas.

- Sempre � hora do almo�o. - Ou pequeno-almo�o.

- Diz l�, Chafic... - Mon ami.

Aten��o � pergunta.

- N�o. - N�o quero cadilhos.

- Voc�s s�o amigos. - Sim.

Se te pedisse que dissesses um defeito e uma qualidade no Mohammad.

Antes de responderes, tens de falar em �rabe.

S� vai dizer defeitos.

Acho que ele tem bom cora��o.

Como se diz "�ntegro"?

Come�ou a falar em franc�s, n�o s� em ingl�s.

- � gentil. - � gentil.

Ele ama-a.

O defeito dele � ser muito ciumento...

- Est� bem. - ... com ela.

Esperem.

- Estou a ser sincero. - Desculpa.

L� isso �s, Chafic.

Parab�ns!

Posso?

- Por favor. Claro. - Pois. Aonde quer que v�,

serei sempre um homem tradicional.

Sabem como �. Sim, sou ciumento.

Mas quando h� motivo.

Isto pode ter sido um desafio, no in�cio,

mas resolvemos o problema atrav�s da compreens�o.

- Desembucha. - Foi como ele disse, sinceramente.

O in�cio do casamento foi muito dif�cil.

O ci�me � agrad�vel, mas a linha � t�nue

entre o ci�me e o controlo.

Sim?

Mas a parte bonita �

que somos maduros para compreender a situa��o.

E o facto de comunicarmos � o que nos mant�m unidos, creio.

Sentes que ele ouve as tuas opini�es e ideias?

Ap�s uma discuss�o e de uma semana de irrita��o.

Isso � um problema.

E o trabalho dela e o facto de viajar tanto, semanalmente?

- Como ultrapassaram isso? - Escuta...

N�o vou meter-me no caminho daquilo que ela quer fazer.

N�o vou esconder que me irrita, mas adoro v�-la regressar.

E sinto sempre que � um primeiro encontro.

Tem um lado positivo.

Safa, est�s entusiasmada por ser m�e?

- Se Deus quiser. - Sim.

Quantos filhos planeiam ter?

- G�meos. - G�meos?

- Queres g�meos? - Um par.

V�o parecer-se ao Mohammad.

- N�o, obrigada. - V�o sair � Safa.

O amor � cego.

- Pronto. - S�o ambos amorosos!

- Obrigada. - Obrigado.

S�o o primeiro casal de casados do Love is Blind, Habibi.

Se vos pedisse um conselho para os que v�o casar,

qual seria?

N�o casem.

- N�o casem. - Sinceramente...

Julgo que o casamento � uma coisa linda.

A vida est� cheia de desafios,

mas, em conclus�o, � algo belo.

Por favor, tentem arranjar algu�m e iniciar uma vida.

� lindo partilh�-la com algu�m.

Obrigado.

Palmas para ela.

E, Mohammad?

Recomendo o casamento, mas com responsabilidade.

N�o teria casado sem o programa,

pois desistira.

- Tipo, n�o caso de novo. - De novo?

N�o, nunca casarei.

Erro de principiante!

Dev�amos falar os dois, depois disto.

- Se Deus quiser. - Para falarmos disso.

- Acabemos j� com o epis�dio! - Ajuda-me a escapar.

Passamos de um casal especial e lindo para outro,

que levanta muitas quest�es e d�vidas.

Ammar e Karma,

eu e muitos telespectadores estamos curiosos por saber de voc�s.

Sentem algum arrependimento?

O meu �nico problema foi pensar de forma diferente.

KARMA

Preferia que tivesse havido mais respeito e menos explos�es emocionais.

Sobretudo quando reparei num duplo padr�o grave.

Pergunto ao Ammar.

- N�o somos inimigos. - Claro.

As tuas cren�as aplicam-se a toda a gente?

Ou s� se aplicam a ti e n�o a n�s?

Por exemplo, apareceste de tronco nu diante das c�maras, e estavas �timo.

Isso � aceit�vel para ti, mas uma mulher a dan�ar n�o �?

- Qual � a diferen�a? - Certo.

Quero esclarecer algo, n�o sou contra a dan�a.

AMMAR

� uma forma de arte. � linda e aprecio a arte.

N�o sou contra ela.

Mas quando algu�m se quer casar e comprometer,

e criar uma fam�lia, h� que fazer sacrif�cios.

Aquilo de que falo � a norma em todo o M�dio Oriente.

N�o falo s� de um pa�s ou dos �rabes.

Al�m disso, a nossa sociedade op�e-se � dan�a.

- N�o generalizes as tuas opini�es. - Na dan�a, h� uma certa sedu��o.

Atrai a aten��o e cria o ci�me.

Um simples olhar pode magoar mais do que palavras.

Um olhar pode significar mais do que palavras ou o toque.

N�o creio que ela devesse ter terminado tudo por uma coisa.

Dizer que, no geral, � inaceit�vel na sociedade �rabe...

- H� diferen�as no mesmo pa�s. - Sim.

Mesmo nas fam�lias, com dois irm�os criados de igual modo,

cada um ter� as suas cren�as.

As mulheres, na sociedade �rabe, t�m um estatuto espec�fico.

O que moldou a minha personalidade, me deu for�a e paz interior,

foi ter tido homens atr�s de mim,

os meus irm�os, o meu pai e uma fam�lia que me criou.

E eles ensinaram-me a escolher e a dizer o que sinto.

Tenho um passado equilibrado.

Os homens e mulheres s�o iguais.

� igual para homens e mulheres.

N�o gostei do que disseste.

Que n�o sei o que � um homem

e que, se arranjar um homem... O que foi que disseste?

- N�o ser� um homem. - � a minha educa��o.

Isso � um homem para mim. Baseia-se no meu pai.

A mulher, na minha m�e. O meu primeiro amor.

Louvados sejam!

Foi como fui criado, na minha comunidade �rabe.

- Claro. - A tua vis�o dos homens � diferente...

Viste como agora respondeste com respeito?

- Gostei do que disseste. - N�o respeitei?

Fui flex�vel contigo.

Dizes isto depois das nossas discuss�es?

N�o � f�cil para mim continuar a discutir sobre isto.

N�o aceito uma esposa a dan�ar. � inaceit�vel para mim.

Estou a tentar ter calma e falar contigo.

Sabes que sou s�rio e que nasci nos EAU.

Vivi nos EAU toda a vida.

- E respeito-te. - Como posso aceitar...

- Mas eu... - Sabes o que me dizem de ti?

Ela devia ter dito: "Certo, meu noivo."

N�o me chamavas "meu noivo"? Depois, discutimos o assunto.

Mas ser precipitada e terminar a rela��o unilateralmente

faz-me n�o querer-te mais, obrigado.

Os homens s�o controlados com duas palavras.

N�o �, Khaled?

- Exato. Basta uma palavra. - Duas palavras.

Se tivesses usado alguma diplomacia, como mulher...

� dif�cil para um homem ouvir um "n�o", constantemente, da mulher que ama.

H� quem acredite que est�s a ser controlador.

� verdade.

- O que achas disso? - Vejo isso como prote��o.

Como lideran�a.

Sem lideran�a, a mulher v�-lo-� como fraco.

E se ela desistisse do que adora?

Fui claro ao dizer que era com ela.

Tudo teria ficado bem?

Claro, tudo teria ficado bem, sem problemas.

Sentes-te triste, Karma?

Eu gostava muito dele, mas, depois do que aconteceu,

depois de ver a forma de ele pensar, de conviver com ele

e de perceber as nossas diferen�as, teria sido errado manter a rela��o.

E ignorar as diferen�as.

Foi prudente e inteligente terminar a rela��o.

Se nenhum de n�s est� disposto a mudar ou a comprometer-se,

� melhor para todos seguir o cora��o.

Nunca conheci ningu�m que rejeitasse assim algo que adoro.

Fosse o que fosse.

N�o fui apenas flex�vel, fui mais do que flex�vel.

Tentei manter a calma

e analisar a situa��o objetivamente.

Claro. Repito o que disse...

A liga��o entre n�s foi genu�na, desde o in�cio.

- A liga��o foi genu�na? - Claro.

Ou seja, precisamos de recuperar mem�rias e promessas quebradas.

Vamos ver um excerto e j� voltamos.

N�o sei o que o destino nos reserva.

- Vai ser bom. - Se Deus quiser.

Mas prometo estar do teu lado, em todos os momentos.

No bom, quando estiveres doente e quando estiveres feliz.

Estarei do teu lado em tudo.

Nada nos vai separar, nem destruir a nossa rela��o.

- Se Deus quiser. - E se discordarmos,

prometo fazer todos os poss�veis para reparar isso.

Nunca enfrentei um desafio que n�o conseguisse ultrapassar.

- Pois. - Eu tamb�m, Ammar.

- Somos iguais. - Senti o mesmo.

Escrevi-o aqui. Leio-te o que escrevi.

"Sinto que �s minha e que eu sou teu.

Antes de te dizer isto, eras a minha escolha."

Algum arrependimento, Ammar?

Nunca, pelo contr�rio, as experi�ncias moldam-me

e fortalecem-me.

- E agora, Ammar? - O qu�?

- Qual � a tua decis�o? - Acabou.

- Sim? - Claro.

Quem me deixa por outra coisa, dificilmente volta.

O amor e a confian�a s�o �nicos.

Ou os protegemos ou terminam.

Se isso for tra�do,

teremos sempre medo do futuro.

J� agora,

fizeste bem por te manteres fiel ao que amas.

Porque acredita

que muitos homens se apaixonam por mulheres com passatempos.

- Muito bem, a s�rio. - Obrigada.

Segue sempre o teu cora��o.

Tentei apaziguar as coisas entre voc�s, falando do assunto,

pois se iniciou uma hist�ria de amor entre voc�s que poderia dar em casamento.

Mas para amainar o drama e os problemas que vimos hoje,

tenho algo engra�ado a perguntar-vos.

Quem ganha o t�tulo

da pessoa multilingue que nunca entendemos?

- O Chafic. - N�o percebi.

Exato.

Ele disse: "N�o percebi." Que piada. � ele.

Que sentido de humor. Que nunca mais o ou�amos.

N�o falas �rabe, pois n�o?

- Falo um pouco. - Fala.

Ele fala �rabe, mas n�o fala o dialeto do Golfo.

- Se falares liban�s, eu percebo. - Ele � liban�s.

Isso � dif�cil para n�s.

Chafic e Dounia,

quando planeiam convidar-nos para o casamento?

Vamos para �frica com o Kiswani e a Safa, depois do Ano Novo.

A minha irm� vai casar, o Simo e o Ammar tamb�m dever�o vir.

Os rapazes s�o bem-vindos. E toda a gente.

Ent�o, se Deus quiser, vamos ver,

porque terei l� a minha fam�lia toda.

- Parab�ns! - Obrigado.

E parab�ns por, finalmente, falares fluente �rabe, Chafic.

Disse uma frase.

Vejamos este v�deo e j� voltamos.

Eu identifiquei-me com a tua energia, com a de mais ningu�m.

Chafic. Adoro o sotaque franc�s.

Quando ele come�ou a falar, do g�nero: "Ana badi..." Eu quero.

- Que fofo. - Sinceramente...

Lealdade, respeito e lealdade...

- D� para repetir? - Sim.

Desculpem, quero dizer que sou bonito, mas n�o quero dizer isso.

Respira.

Demasiada emo��o...

Estava a pensar nisso, o tempo voa.

� verdade que n�o falavas �rabe com os teus pais?

N�o, no Senegal, falamos mais o franc�s.

- Ficas giro quando o dizes. - Ela falou-me muito sobre si.

Beija-me...

Aceita-me...

- Aceita-me... - Aceita-me, sim.

Est� bem.

Tentei levar a m�e.

Desde que entraste na minha vida, muita coisa mudou.

Algu�m pode traduzir?

- Queres acrescentar algo? - Muito obrigado, mano.

O meu �rabe n�o �... sabes?

Estou a tentar.

- Est� a tentar. - Sim.

Traduzam o que est� a tentar dizer.

Ele fala �rabe com sotaque franc�s.

Acho que sei quem nos pode ajudar.

Mohammad.

O que ele disse!

Exato.

Esta foi a tua rea��o quando eles discutiram.

Tivemos a mesma ideia. "Algu�m pode traduzir?"

Sentimos todos o mesmo.

N�o percebi a discuss�o deles.

Expliquem, para eu saber quem devo apoiar,

defender e o que devo dizer. - Que piada.

Que desafios enfrentaram, neste �ltimo ano?

- Connosco? - Sim.

Tiveram algum problema lingu�stico ou de comunica��o?

N�o, a l�ngua n�o foi uma barreira porque ela tamb�m fala franc�s.

- N�o lhe ensinaste, Dounia? - O �rabe.

Tentou ensinar-me marroquino, mas n�o percebi.

N�o percebo nada. � chin�s para mim.

- Entenderias o dialeto saudita dela? - N�o.

N�o aprendeste nada em saudita?

- N�o entendes quando falo assim? - Entendo.

- Ela fala saudita. - O que � "Dahin"?

- "Dahin"? - N�o sei.

� jid�. � "agora".

Eu ia entender isso do jid�?

H� algo que vi durante a experi�ncia, Dounia.

Vi algo que adorei e valorizei.

- A tua rela��o com a tua m�e. - Ela � tudo.

Isto � algo que gostar�amos de dizer a todos, at� aos telespectadores.

As nossas rela��es familiares s�o sagradas e essenciais para n�s.

Reparei na tua rela��o com a tua m�e,

sobretudo desde que disseste que tinhas um ombro partido.

- � verdade. - Louvada seja!

- Ela est� bem? - Sim.

- Feliz pelos dois? - Sim.

- A b�n��o dela � tudo. - Com certeza.

Gra�as a Deus! Chafic, vou falar-te de forma clara,

para as pessoas n�o criticarem.

A rela��o da Dounia com a m�e � muito forte.

Achas que isso � normal?

A m�e da Dounia s� a tem a ela.

Eu quero ficar com a Dounia, o que � ego�sta.

Quando casamos com algu�m, casamos com a fam�lia tamb�m.

O que � normal.

Nunca a deixarei afastar-me da minha m�e.

Portanto, n�o a afastarei da m�e dela.

� a primeira rela��o da Dounia. Isto � uma novidade para a m�e dela.

A m�e dela pode ser possessiva, o que � normal.

�s vezes, perco a cabe�a.

Mas, no final de tudo, ela e a m�e s�o muito pr�ximas.

E, agora, estou entre elas.

Agora, j� sabem. Est� a melhorar,

mas, h� uns meses, a� h� uns cinco ou seis meses, foi...

Discuss�o di�ria. Sim.

Se voltasses atr�s no tempo, Dounia, terias escolhido o Chafic?

Ele foi sempre a minha escolha.

- Fui clara quanto a isso. - Louvada!

Estou quase a chorar.

- Amor desde o primeiro casulo. - Sim.

Perguntei ao Chafic o que ele pensa, j� que � teu amigo, Mohammad.

Isto poderia ter dado problemas.

Agora, pergunto-te a ti. Tens conselhos para eles, dada a tua experi�ncia?

Com pequenos retoques, dar�o o casal perfeito.

- Louvados sejam! - Obrigado, mano.

- Voc�s s�o incr�veis. - Para mim ou para ela?

- O qu�? - Para mim.

Para o Khatab.

- � tranquilo. - Para o Khatab.

Lembras-te dos bons momentos que tiveste nos casulos, Hajar?

Como sou uma pessoa engra�ada, ri-me a maior parte do tempo.

Os in�cios, muitas vezes, diferem dos fins.

� o caso da Hajar e do Simo.

- Como demonstras que amas? - De v�rias formas.

Demonstro com surpresas,

com o toque, com mensagens.

Demonstro-o com surpresas aos fins de semana.

Demonstro-o sustentando emocional e financeiramente.

- O amor tem v�rias formas. - Est� bem.

�s vezes, podemos tocar na m�o da namorada,

que demonstra amor.

�s vezes, podemos abra�ar algu�m, que demonstra amor.

Podemos surpreender.

O amor s�o muitas coisas.

- N�o basta dizer "amo-te". - Eu sei.

� o respeito.

N�o basta dizer a mim pr�prio: "Pronto, a Hajar � minha.

N�o vou fazer mais nada."

- Tomar o outro por garantido. - Ningu�m est� garantido.

O amor � grande.

N�o tem um espa�o espec�fico, � ilimitado.

Tens algum coment�rio em rela��o ao que viste?

HAJAR

O amor parece ter limites e acabou no resort.

Est�s chateada com ele, Hajar?

Chateia-me que se pense que o Simo saiu porque n�o o apoiei.

N�o acho isso. Tenho uma opini�o diferente.

Acho que ele saiu porque n�o engoliu o orgulho

da discuss�o com o Chafic.

E creio que todos sabem isso.

Encontraram-se depois da experi�ncia ou esta � a primeira vez que se veem?

� a primeira vez.

N�o teria sido poss�vel emendar as coisas depois ou...

Tenho 35 anos e sei o que quero na vida.

Se n�o me v�o dar o que quero,

e eu n�o vou dar o que querem,

para qu� perder tempo?

N�o sirvo para ela e ela n�o serve para mim.

Primeiro, imagina que a tua mulher est� a falar contigo

e diz que quer provar outro bolo, um dia antes de casar contigo.

Mas n�o falamos de bolos. � outro tipo de bolos.

Ficaste ofendido com a piada

que a Hajar fez no casulo? - N�o foi uma piada.

Foi uma for�a de express�o que foi usada contra mim.

Ele disse que uma das coisas de que gostava em mim

era a minha loucura, espontaneidade, o ter o cora��o na boca...

- Sim. - ... n�o ter filtro.

- Sim, isto n�o �... - Criou-me um ambiente

que era seguro, de livre express�o,

de brincadeira, de dizer tudo.

Claro. E era.

Se eu o faria? N�o.

Se me representa? N�o.

Se representa a minha cultura? N�o.

- Foi s� uma ideia. - Boa!

Ele sabe que fui espont�nea.

- Achas que pediste desculpa, Hajar? - Sim, e pe�o agora,

porque, sim, eu errei.

M� ideia, for�a de express�o. Infelizmente, saiu-me o tiro pela culatra.

N�o achei que ela falou a s�rio,

sen�o, n�o teria ficado com ela.

- N�o foi o erro dela. - At� usaste isso.

- N�o. - Ele � provocador.

Ela era a tua noiva compatriota, como tu disseste.

- N�o merece um pedido de desculpa? - Um pedido de desculpa?

- Porqu�? - Porque a deixaste,

sem falares com ela.

E ela que n�o me apoiou?

Como assim, n�o o apoiei?

Se eu estava a discutir, devias ter agido

e n�o ir falar com a Nour.

- Tamb�m ia discutir? - N�o.

- Fiquei a ver. - N�o era interferir.

N�o queria que fosses discutir. Ningu�m discute por mim.

N�o est�s a falar com a Nour, mas com o Simo.

N�o posso, tenho um trauma de lutas f�sicas.

- Certo. - Afastei-me.

- At� lhe disse umas coisas. - Sim.

Eu lembro-me.

- Sim. - Eu lembro-me.

Uma pergunta.

Pediste � Nour que se virasse quando tinha o vestido manchado,

sendo que pergunto isto...

- E posso pedir-lhe isso hoje. - Eu...

O que quero perguntar �, se isto acontecesse � tua frente

e pedissem � Hajar para se virar...

Vou dizer-te uma coisa.

Se o Kiswani deixar a mulher dele comigo, ela est� segura.

Fui criado assim.

N�o sou de olhar para outras.

N�o � nada disso.

Isso � normal, mas a piada do bolo n�o �?

Claro que n�o. N�o lhe toquei, pois n�o?

- Ias tocar. - N�o. Desculpa.

E estavas a olhar para algo atraente.

- S� disse: "Vira-te." - V� l�.

Pediste-lhe isso e olhaste para aquela parte do corpo.

N�o foi para um m�sculo, uma m�o.

Admite o teu erro.

- S� quero... - Como admiti o erro no bolo.

- Eu errei. - N�o errei, fui criado assim.

- Fui criado... - N�o faz sentido.

O que achas de tudo isto, Nour?

Compreendo a Hajar.

Porque, quando me pediu para virar,

fiquei claramente embara�ada e confusa.

Achei estranho, pois ela j� me dissera

para o limpar e limpou-o por mim.

N�o era preciso o pedido dele.

Como mulher, eu teria sentido o mesmo.

N�o � por ci�me, mas � inapropriado. � s� isso.

Foi igual com a Dounia...

Foi igual.

Sim para eles e n�o para n�s?

� a mesma coisa.

- Um poeta pode o que outros n�o podem. - � assim,

n�o tenho tempo para ti.

�s t�o mal-educado.

� isso. �s um mal-educado.

O que terias mudado se pudesses recuar no tempo, Hajar?

N�o teria sido espont�nea com quem n�o me conhece.

N�o revelaria a minha fraqueza.

Nunca, jamais.

Um dia, quando houver problemas,

v�o usar os nossos erros e fraquezas contra n�s.

Adoramos a tua espontaneidade.

- Porque me conheces. - R�amo-nos muito.

Mas quem v� julga-me.

Acham-me arrogante. N�o sou assim.

Nada disso.

�timo.

Tens algo a dizer, Simo?

O que achas das rea��es das pessoas, ap�s a transmiss�o dos epis�dios?

N�o se pode agradar a todos, o que � normal.

H� quem diga que sou t�xico, mas n�o sou.

� mal-educado, n�o � t�xico.

Sou uma boa pessoa, como toda a gente aqui.

Dizem que sou inseguro, mas sou confiante, gra�as a Deus!

E os meus pais d�o-me o amor de que preciso

e gostaria de pedir desculpa � Yasmine.

Respeito-a imenso.

N�o gosto de ver uma mulher chorar daquela forma.

N�o gosta...

Duplo padr�o como tudo.

Temos uma mensagem da Yasmine. Vamos v�-la juntos.

Ol�, Simo.

Queria responder � mensagem que me enviaste no Instagram.

Apesar de a teres apagado, n�o sei porqu�,

mas tudo bem. Respondo aqui. - Eu enviei-a.

Respondo aqui. Primeiro, n�o temo nada e nada tenho a esconder.

Segundo, porque n�o mudo a cara, seja diante ou atr�s das c�maras.

Sou assim.

Lamento a tua perda,

mas n�o tenho arrependimentos.

Fico feliz por ter sa�do da experi�ncia, na altura certa.

Sobretudo depois de ter visto todos os factos.

Foi bom ter sa�do com a dignidade intacta.

Se queres sentir-te especial, s� especial.

- Coment�rio? - Mantenho o que disse.

Digo-lhe que lamento.

E n�o esperava que isto corresse como correu.

Isto � uma experi�ncia.

A Yasmine falou de uma mensagem tua.

- Sim, enviei-a. - Podemos saber o que disseste?

Claro, disse � Yasmine que, no final, era uma experi�ncia.

E que lamentava que ela se tenha sentido assim.

- Porque a apagaste? - N�o apaguei.

N�o tenho nada a esconder.

Arrependes-te de algo durante a experi�ncia, Chafic?

Sim, arrependo-me do meu erro com o Simo e a Dounia.

Vamos recordar a situa��o e j� voltamos.

Quero explicar algo.

Fal�mos por Instagram h� tempos.

Espera. Ela reconhece-te?

N�o sei se � ela ou n�o, mas a cara �-me familiar.

A tua cara n�o me � estranha.

J� nos conhecemos?

Acho que no Instagram.

- Foi? - Sim.

Acho que a mi�da do Mido gosta de namoriscar.

Ela disse-me que me conhecia e eu disse que sabia.

Depois ela diz-me: "Ficas giro a falar �rabe."

Se ouviu, ser� um problema.

A experi�ncia n�o foi 100 % real.

H� tipos que j� conheciam as raparigas antes de as verem.

- N�o gostei. - A s�rio?

Sim.

Errei e contei ao Simo.

Contei-lhe �s 16h00 e ele contou � Dounia �s 16h15!

Porque lhe disseste? Porqu�?

Est�s chateado? Ele � doido.

Ele � jovem, tem 26 anos. � imaturo.

N�o brinco com crian�as.

N�o � a primeira vez.

Ele fala sobre toda a gente.

O Simo fala nas costas das pessoas, mas nega � tua frente.

�s um idiota. Zangas-te por nada.

- Vai � merda! - Dou cabo de ti.

Juro pela minha m�e que dou cabo de ti.

Enerv�mo-nos, empurr�mo-nos e cham�mos nomes um ao outro.

Terei sempre momentos lindos com o Chafic.

Mas dizer-vos que vamos continuar como irm�os...

N�o sei.

Simo! O que foi aquilo?

Pe�o desculpa ao Chafic pelo meu mau comportamento.

� s� amor.

- Querido! - Que falso!

Algu�m pode traduzir?

Falamos ingl�s. � s� amor.

Hoje � s� amor.

Quero s� dizer-te que te adoro.

- Eu tamb�m. - �s o meu comparsa.

- E nada nos atinge. � isso. - Isso � lindo.

No fim de tudo isto, conhecemo-nos e somos uma fam�lia.

Isso � lindo, Simo. Que Deus vos proteja a todos.

N�o sei se mais algu�m quer falar.

Quero dizer algo.

Pe�o � desculpa � Nour pela forma como lhe falei.

N�o revelei tudo o que sentia.

Fiquei feliz por n�s, portanto, dei em excesso.

Fiquei desiludido, mas pe�o desculpa pela forma inapropriada como falei.

Mido, adoro isso.

- A s�rio, t�o corajoso... - N�o, a s�rio!

Falei mal, fiquei magoado.

Assumiste bem a responsabilidade.

Outros deviam assumir tamb�m.

Acho corajoso o pedido de desculpa,

� f�cil magoar as pessoas, mas dif�cil pedir desculpa.

Portanto, aceito o pedido.

Apertamos as m�os.

Obrigado.

De novo, obrigado.

E, Elham, pe�o desculpa ao Simo e a voc�s as duas,

porque falei alto.

E pe�o desculpa pela minha explos�o.

Por causa do que aconteceu, mas pe�o desculpa.

Pe�o desculpa aos homens porque fiquei com a Safa.

Que Deus vos aben�oe.

Uma �ltima coisa, n�o sou mulherengo, pessoal.

Adoro os vossos nomes.

Adoro este nome.

Adoro este nome!

� pena, Khatab, mas n�o elogiaste o meu nome.

Fal�mos uns dois minutos.

N�o conheci o Khatab,

mas foste a personalidade de que mais gostei.

- N�o o conheci... - Um senhor de classe.

Era a minha escolha, na verdade.

Outra temporada.

Atrav�s da nossa experi�ncia social �nica,

conseguimos provar que o amor pode ser cego,

com o casal que deu o n�.

Estes pombinhos.

� Safa e ao Mohammad, desejamos-vos um longo casamento.

- �men. - �men.

E espero que os solteiros aqui encontrem o seu par.

- N�o �? - Gostaste do Chafic?

Acho que gostou.

Que Deus vos aben�oe, foi bom receber-vos.

- Karamella. - Karamella.

Karamella.

- A nossa linda noiva. - Espero que em breve.

Esperemos que sim.

Legendas: Jo�o Braga

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