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SPARTACUS: GUERRA DOS MALDITOS
HOMENS DE HONRA
Espadas nascidas de algemas.
Suas mãos fazem milagre, Attius.
Então talvez você as abençoe
com mais dinheiro em recompensa por tal divindade.
Saber que o esforço vale a pena basta.
Você mastiga barganha e engole merda.
Vá chupar pintos, cabeluda.
Ajude Gannicus a entregar a mais recente oferta para Crixus.
Se você permanecer em nossa cidade,
discutiremos os benefícios futuros.
Eu não confio naquele bastardo.
Você não confia em ninguém.
Você vem comigo!
Ainda mais quando são de Roma.
-Vá! -Silêncio, puto!
Lugo.
Como se saíram os nossos prisioneiros?
Eles se cagaram!
Um cheiro agradável ao olfato.
Veja se estão alimentados.
Para onde levamos os prisioneiros?
Eu me questiono se os mantemos algemados pelas ruas.
É tudo o que se questiona?
Estamos em guerra, Spartacus. Quero ver nosso inimigo morto.
Mulheres e crianças também?
São os mesmos sobreviventes da fuga da aldeia de Batiatus?
Ou os retirados desta cidade?
Da aldeia.
No entanto, os que restam não demonstram preocupação.
Se preocupam com o maldito estômago.
São atraídos por nossa comida,
que está se esgotando do Aedile, grão a grão.
Vamos verificar nossos suprimentos.
E nem pense em matança desnecessária.
Fiquem de olho em seu adversário.
Tentem transformar defesa em ataque.
Mais aço, forjado para tal propósito.
Ele recebeu o que Spartacus prometeu por ajudar a tomar a cidade?
Cinco mil denários.
Merecidos.
Então, por que ele ainda está por aqui?
Responda você. Eu não sou nenhum eco.
Para ajudá-lo em sua causa.
A promessa de reunir mais dinheiro
antes de tirar licença continua em consideração.
Naevia! Nasir!
Dê a arma adequada aos habilidosos.
Para a sua viagem.
Acordei com desejo de pau.
E você não está na cama.
Ela está bisbilhotando.
A menina me segue como um filhote,
desde que tirei a vida de seu mestre.
Libere o maldito caminho.
Continue andando!
-Contra a parede! -Sente-se aqui!
E cale a boca!
Sua esposa está grávida.
Ela não deve ficar com fome.
Grato.
Você confunde a intenção.
Eu não ofereço caridade,
eu ofereço trocas.
Pão,
por qualquer moeda que saiba ainda estar escondida.
Talvez em seu pequeno casebre?
Duas ruas a oeste do granário.
O nome Ulpianus está acima da porta.
No interior, a perna da mesa é oca.
Vai encontrar tudo o que tenho lá.
Mais ofertas?
Não?
Muito bem, então.
Espere.
O pão. Para minha esposa.
Desculpe-me.
Quem está com mais fome?
Você quer ver sangue?
Alguém vai morrer de fome!
Vagabundo!
Vocês querem sangue?
Sim! Sim!
Então façamos uma competição apropriada!
Tragam as espadas!
Eu conheço aquele. Ulpianus, um padeiro.
Ele não é lutador, nem um homem sem coração.
Nós lutamos agora?
Os romanos obrigaram você e Crixus, para a diversão deles.
Nós retribuímos favores.
Eu lhe imploro. Não tenho habilidade nisso.
Ele não tem habilidade para isso.
Esta é uma puta romana!
Que o vencedor reivindique sua recompensa!
E que veja o caído se juntar aos romanos mortos
que varremos desta cidade!
Não!
Comecem.
-Vai! -Comecem.
Ataque-o!
Tire sangue!
Ulpianus!
Ulpianus!
-Vamos! -Ataque-o!
Não, Ulpianus!
Uma luta digna de arena.
Mas a promessa foi feita.
Isso!
Festa sobre louros.
Você é um merda.
Ele ia pegar a espada para atacar quando você voltasse!
Ele ia pegar a comida, sua puta maluca!
Dobre a língua ou a veja arrancada de sua cabeça.
Acalme-se, irmão.
Attius está do nosso lado.
Ele é um maldito romano.
O homem nunca levantou a voz com raiva, para um escravo ou qualquer outro.
Como seus amigos diferem do maldito vilão que me tornaram?
Ele ia pegar o pão?
Eu acho que não.
E se você estivesse enganada?
O resultado seria o mesmo.
Um romano que nunca se levantará contra nós.
Eu nunca gostei de nenhum deles,
mas ele não representa ameaça.
Homens como ele são os melhores.
Intenção verdadeira, dissimulado em um rosto amável.
Você viu seu reflexo?
Antes de vir para as minas de Lucania.
Ele respondia pelo nome de Herius.
Marido. Pai de duas filhas pequenas.
Ele me alimentou e limpou.
Me fez sentir-me segura pela primeira vez desde que voltei
da Casa de Batiatus.
Quando sua família dormiu, ele veio até mim.
Segurou-me em seus braços.
Primeiro pensei que fosse um sonho.
Havia um lugar,
bastante parecido com sua aldeia,
onde vagões eram feitos e reparados.
Ele inseriu suas ferramentas em mim.
E com elas arrancou minha carne.
Eu queria ter o poder de agarrar a memória,
e com minhas mãos destruí-la.
Não é isso o que assombra minha mente.
O que vi na luz da manhã escureceu para sempre meu pensamento.
O próprio homem
cumprimentando sua esposa com um beijo e um sorriso.
Suas filhas sorrindo sobre seu colo.
A besta da noite anterior tinha se transformado
em um homem que não oferecia ameaça.
Eu não tenho palavras.
Você não precisa delas.
Saber que você está ao meu lado me conforta o suficiente.
Eu sempre estarei.
Todas as barracas tiveram o mesmo infortúnio.
E o restante?
Por quanto tempo nos alimentará?
Duas semanas.
Talvez mais se formos cautelosos e nossos números não aumentarem.
Que se danem os deuses.
Spartacus.
Os navios estão zarpando da costa.
Parece que atraímos atenção.
Sanus.
O que seus olhos veem?
Quatro homens se aproximam. Armados.
Um com um barril acima do ombro.
Romanos?
Improvável, pela aparência.
Levantem o portão.
Que merda é essa?
Bandidos da Cilícia.
Piratas?
Gostaria de falar com o homem que reivindicou esta cidade.
Suas palavras chegaram aos seus ouvidos.
Que negócios você faz?
Você é Spartacus?
Esse é meu nome.
O mesmo demônio que derrubou a arena em Cápua?
Que derrotou Glaber no Vesúvio?
Acarretando um sofrimento indescritível
sobre a República e seu povo?
Todos os fatos afirmados com orgulho.
Então, eu o chamo de maldito irmão!
Vamos compartilhar um vinho
e conversar sobre o inimigo comum!
Gaius! Há quanto tempo.
Ele tem sido cruel com você, velho amigo.
Pelo menos não uso essa merda de lã de cabra!
Crassus não quer me dar uma lâmina afiada.
E qual o motivo?
Uma questão pessoal,
que diz respeito apenas aos de sua confiança.
Infelizmente ninguém daqui.
Recebeu com antecedência a mensagem sobre nossa chegada, Mummius?
Estamos prontos para seguir ao seu comando.
Usem minha barraca até lá.
Venham!
Eu deixaria esses meninos com a trama deles e ouviria
as suas aventuras com Antonius.
Safado descarado.
Ele o deixa de lado por estar chupando Caesar.
Vamos rezar para que ele engasgue.
Adherbal! Abra o tonel para dividirmos.
Eu conversaria antes
enquanto estamos sóbrios.
Heracleo é seu convidado e eu estou a seu dispor.
É uma honra para mim estar em frente ao homem
que roubou toda uma maldita cidade!
Foram os malditos romanos que roubaram nossa liberdade.
Nós apenas aproveitamos o que é devido.
Eu compactuo com vocês, irmãos.
Alguns romanos ainda vivem em Sinuessà?
Poucos.
O Aedile está entre eles?
Não está.
Você tem certeza disso?
A aldeia dele agora é nossa.
Tomei posse dela com minhas próprias mãos.
Então eu também fui ferido.
Este homem fala com malditos enigmas.
Seja claro
ou suma daqui.
O Aedile e eu tínhamos um acordo.
Ele compactuou com um homem como você?
Abertamente, não.
No entanto, muitas coisas nascem da escuridão.
Os mares estão repletos de perigos especialmente para aqueles que
se consideram seu concorrente.
Em troca de seus "serviços"?
Conhecimento da rota de navios infelizes.
Todas as mercadorias a bordo são minhas
com o selo do Aedile
em um novo manifesto.
Que tipo de ladrão precisa de pergaminho e selo?
O selo oficial retira atenção indesejada
das aquisições comerciais em portos respeitados.
Vantagem roubada
por sua própria ação.
-Cale esse maldito vagabundo. -Agron.
Qual a ameaça dele?
Urinar sobre nós desde o mar?
Você ficaria surpreso com o alcance do meu poder, rapaz.
Vamos dar um tempo, então,
e parar com essa conversa acalorada.
Ainda há o que bebermos.
Voltaremos quando o sol der lugar à lua.
E descobriremos se ainda há razão para compartilharmos uma taça.
Como quiser, rei Spartacus.
Como quiser.
O homem rivaliza com o próprio Júpiter.
Feche o portão e suma com ele.
Ele pode ser útil.
Encontre o selo do Aedile e veremos as vantagens que ele traz.
Cilícios!
Merdas acontecem para calar a boca.
Você o viu ou não?
Eu forjo aço, não comercializo em malditos portos.
Para que me serviria um selo do Aedile?
Devia ter me dito mais cedo.
Era assim que era antes de ganhar sua liberdade?
Você foi feito para lutar como um animal, como fez com o pobre Ulpianus?
Eu não sugeri nenhuma competição.
No entanto, você não a deteve.
Em que destino você acreditou ao decidir ajudar a tomar a cidade?
Eu não tive escolha.
Todo homem tem, no fim das contas.
Attius, você não tem amor por essas pessoas.
Não alardeie preocupações agora.
"Essas pessoas."
Eu não sou romano como elas eram?
Como algumas ainda são?
Você se garante por si só.
Como eu fazia.
Então, você é a prova.
Que esse barro ainda pode ser moldado para se tornar algo de valor.
Esqueça o passado, olhe para novos horizontes,
longe deste lugar e do homem que você era.
Louve aos malditos deuses, eu encontrei homens de valor.
Que forma grosseira está sob nossos pés?
Sinuessà.
Spartacus tomou Sinuessà en Valle.
Convoquem Mummius.
Vinho.
Grato.
Pague o favor com o dom das palavras.
Eu tenho algumas importantes.
Nós achávamos que o portão era seguro.
No entanto, Spartacus é do submundo,
capaz de atravessar madeira e pedra.
Ele é apenas um homem.
Eu prestei atenção nele.
Banhado em sangue e violência. A cidade treme com seu rastro.
Spartacus não é um homem.
Ele é o Portador da Morte.
No entanto, você está vivo.
Sua habilidade em combate deve ser igual à da própria lenda.
O Aedile pagou-me para ajudar no toque de recolher.
Eu não sou nenhum soldado.
Deixe essas questões de lado.
Quantos homens Spartacus tem?
Eu não sei.
As ruas estavam cheias deles, massacrando a todos no caminho.
Eu mal consegui escapar para a baía antes de tomarem as docas.
Agora ficou claro.
Em vez de derrotar um herói, escolheu fugir.
E ser um covarde.
Você perdeu a cabeça?
O homem não tinha valor, em suas próprias palavras.
Você não está no maldito comando.
Desculpe-me.
Eu perco a razão quando apresentado às falhas de homens inferiores.
Vamos recolher o corpo e discutir...
O tempo de conversar acabou.
Levante acampamento
e leve as notícias de Spartacus para meu pai.
Ele deu a ordem de permanecer ao seu lado.
Eu sou a palavra e a vontade de Marcus Crassus.
Você não está do meu lado, Gaius.
Você serve abaixo de mim.
Eu obedeço ao comando.
Reúna o que resta de seus homens.
Vamos para Sinuessà en Valle.
Deixem-nos.
Esta era a minha casa.
Não mais.
Eu não implorarei por minha vida.
Eu não quero isso.
Só quero sua ajuda.
Você me roubou de meu marido.
Devastou a minha cidade.
E agora invoca ajuda?
Estamos em guerra.
Você e seu povo foram baixas.
Minhas fileiras estão poupando os que ainda respiram.
Eu dou chance para provar sua sabedoria.
Então viveremos nossos dias
como brinquedos para sua maldita diversão?
Como aconteceu com Ulpianus?
Ulpianus?
Seus homens o fizeram lutar por um pedaço de pão.
E tomaram sua mão apesar de ter sido vitorioso.
Isso é algo que eu não sabia.
Não acontecerá de novo.
Acreditei em suas palavras antes.
E agora fiquei viúva por isso.
Eu não me arrependo do que fiz.
Ele era um homem honrado!
Tirado deste mundo por você!
Você dá muito valor aos mortos.
Você não o conhecia.
Nem você, eu temo.
O nome Heracleo significa algo?
A praga sobre o mar.
Meu marido pagou muito por sua captura.
Ele pagou muito mais por um pacto secreto.
Você está mentindo.
Seu marido roubou selos do escritório
em troca de acabar com seus rivais.
Dado a mim pelo próprio Heracleo.
Saiba que eu não tenho prazer em manchar memórias estimadas.
Você destrói o mundo e oferece bondade.
Eu ofereço oportunidades.
Heracleo procura o selo do Aedile.
Com ele farei uma troca que nos alimentará.
Ele se esconde.
Sabe a localização do selo?
Ennius temia uma rebelião
e tomou medidas para proteger o que era dele.
Há muitos lugares escondidos em suas propriedades por toda a cidade.
Ajude a encontrá-los
e você e seu povo receberão igual porção
do que ganharmos com os cilícios.
Eu prefiro a liberdade.
Para todos nós.
Faça isso,
e você será libertada
quando deixarmos Sinuessà.
Posso confiar em sua palavra?
A razão é simples.
Você não tem escolha.
Dentro dos olhos estão os espíritos guardiões.
Não é uma maravilha que os deuses tenham entregado seu marido
e essa maldita cidade?
Vamos esquecer o passado e acertar as ofertas favoráveis.
E tomar a bebida tão necessária!
-Quanto você quer? -Não peço nada.
Após deixarmos a cidade, o selo é seu.
E até dito dia?
Um acordo de troca.
Dinheiro por comida.
O primeiro carregamento do que tiver a bordo de seus navios.
Você deixaria Poseidon sem nada!
Se ele ficasse na minha frente.
No entanto, ele não está.
Meu material é da melhor qualidade.
Dezoito mil denários se for vendido no porto.
Sem o selo do Aedile?
Você não é o homem que se espera.
Dez mil denários se a esposa do Aedile estiver no negócio, que tal?
Está me confundindo com um romano.
Eu não comercializo escravos.
Nem eu se tivesse uma puta madura como essa.
Doze mil denários.
Em uma hora antes do nascer do sol,
após atravessarmos os muros da cidade.
Além da cidade?
Terreno neutro, irmão.
Eu não velejaria até o porto só para ser atacado.
Além dos muros da cidade.
Uma hora antes do nascer do sol.
Combinado, então.
Agora podemos tomar uma maldita bebida, certo?
Que tipo de merda Heracleo oferta?
Absinto, se chama.
Uma vez tomei seis taças e me encontrei em uma discussão acalorada
com um gato imaginário.
Então tomaremos sete e terminaremos a discussão
antes de você atacar a costa romana.
Isso.
Coisa perigosa.
Tire os olhos do que não é seu.
Desculpe-me. Eu não quis ofender.
Você quer que ele a coma?
Diga, coisinha.
Nemetes, seu chupador!
Ele salvou minha vida.
Desejo apenas agradecê-lo.
Venha.
Eu não ligo para esses cilícios.
No entanto, são os preferidos dos romanos.
Meu pau é mágico.
Então suma com ele.
Mais vinho!
Você é um tolo.
Não confie em mentiras e enganos.
Eu conheço aquela espécie.
Eu também pensava assim.
No entanto, relembro cada momento.
Cada toque de meu marido.
Questionando a verdade por trás deles.
Os deuses me puniram por ter sido tão cega.
Deixaria Heracleo me levar para ver a sua ira completa.
Eu não acredito nos seus deuses.
Nem naqueles que castigam por crimes contra os indignos.
Ordenei que a deixem circular livremente pela cidade.
Em troca,
você ficará de olho para que as pessoas recebam dignas porções de alimentos,
e contará para mim se houver algum abuso.
É surpreendente
que um peso tão pequeno carregue um fardo tão pesado.
Uma verdade conhecida por todos que se rebelam contra Roma.
Você deve dormir onde está.
O meu povo se voltará contra mim se souberem que me abrigo sob seu teto.
Meu marido tem um estábulo na cidade.
Eu me abrigarei lá.
Procurei apenas proporcionar conforto.
Heracleo falou a verdade, pelo menos sobre um assunto.
Você não é o homem que se espera.
Desculpe-me.
Compartilhe a bebida e ela será aceita.
Minha taça fala por si.
Eu não busco reivindicá-la.
Somente deleitar-me com seu néctar.
Você é ousado com as palavras.
Passei muito tempo no mar com companhias agressivas.
Eu não agrado marinheiros.
Palavras de bocas como a sua
podem mover um homem para longe deles.
-Tire a maldita mão. -Ele não fez por mal.
Desculpe-me.
Não sabia que você estava atolado ao leste do Reno.
Esmague-o!
Agron!
Agron!
Desapareça.
A folia ultrapassou os limites.
Eu não abriria espaço para uma briga sem sentido entre nós.
Então mostre-me o dinheiro na hora marcada.
Vamos testar a firmeza de nossas relações.
Spartacus está descontente com o fim da celebração.
Não fui eu quem causou ofensa.
O ciliciano ultrapassou o limite, mas sua resposta foi...
Foi o que deveria ser.
O próprio Júpiter tremeria se colocasse a mão em você.
Enfrentaria um deus por mim?
Eu mataria a todos
que tentassem tirar você de meus braços.
Atacaria Júpiter e o ciliciano.
Eu não me preocuparia com eles, pois você detém o meu coração.
Você saiu sem avisar.
Houve uma luta.
Foi uma bagunça.
Eu saí para falar com a garota.
Certo.
E para trazer desejo.
Para você.
Venha.
Reúna as suas vestes e nos deixe.
Vá.
Ela não o agrada?
Ela é apenas uma criança.
E eu gostaria de ter uma mulher que atende às minhas necessidades,
por algumas horas antes de partir com Spartacus.
Desculpe-me.
-Eu gostaria de conversar. -Eu não.
Não me deu oportunidade para agradecer.
Eu ainda vivo por sua causa.
Seu Senhor foi morto pela guerra.
Ele foi morto por um herói enviado pelos deuses.
Um que nem sequer lembra seu nome.
Meu nome é Sibyl.
Sibyl.
E se sente em dívida, Sibyl?
Eu lhe devo tudo.
Então pague-a ficando longe de mim.
E de homens do meu tipo.
Você reivindicaria tudo o que ganhei?
Tudo que você roubou.
Eu não fiquei com os meus irmãos quando a cidade foi tomada,
arriscando a vida ao seu lado?
Como eu fiz na sombra do Vesúvio e em cada maldita batalha desde então?
Tudo pela causa.
Saiba que você não está sozinho no sacrifício.
E o que dizer do ferreiro?
Você confisca as moedas dele também?
Você confundiu o propósito da conversa.
Vá direto ao ponto.
-Você cuida do saldo? -Cuida.
Onde está Gannicus?
Ele está chegando.
Ou o que resta dele.
Totus!
Recomponha-se.
Estamos comprometidos.
Nasir, tome sua posição sobre o muro.
Eu quero ficar com você.
Vá.
Voltarei em breve.
Uma vez que o portão se feche atrás de nós,
não o deixe levantar sem que eu mande.
O passeio piora a cada minuto.
Fique atento para sinais de traição.
Eu rezo para que eles façam uma tentativa.
Se Heracleo e seus homens não se mostrarem honrados,
mate-os onde estiverem.
Levantem o portão!
Cilícios, pelo jeito.
Por que atracariam fora de Sinuessà?
Para procurar alianças.
Spartacus será um tolo se mantiver relações com eles.
Eles são ladrões de igual natureza.
E se chegarem a um acordo isso impediria o meu pai
de matar os rebeldes de fome.
Uma coisa que eu não deixaria passar.
Mummius, prepare seus homens para avançar.
Avançar?
Atente-se ao comando.
Tiberius, seu pai deu ordens para não travar combate com Spartacus.
Meu pai quer um lobo de batalha,
não um próspero cão.
E esta noite, o honrarei com sangue e morte.
Estamos muito expostos.
Spartacus e seus homens mais,
além dos muros de sua cidade.
Eles sumiram do portão.
Somente ao meu sinal.
Eu não duvidaria da intenção.
Nasir, o que você vê?
Merda e urina.
Eles estão muito longe na escuridão.
O que ela disse?
Seu romano guerreiro sumiu.
Ulpianus?
Com a esposa gorda e outros acorrentados a ele.
-Temos de fazer a varredura na cidade. -Não. Permaneçam aqui.
Pode ser distração para nos tirar do portão.
Aonde você vai?
Não se desviem do propósito!
O seu preço.
Conforme acordado.
Desculpe-me, não quero ofender, mas...
Abra-o.
Você continua um homem de palavra.
Uma coisa muito rara em um mundo assim.
Mais raro ainda cumprimentar meu igual.
Castus. Adherbal.
Dê aos nossos irmãos o que lhes é devido.
Você vai sair da cidade?
Sem se despedir?
Dei a eles tudo o que importa.
Se a relação com os cilícios acabar como desejado,
comprarei passagem para bem longe de você.
Vai comprar para seus amigos também?
Amigos?
-Diga-me onde estão. -Espere!
-Não sei do que está falando! -Dos romanos
e sua maldita traição.
Foda-se!
Você quer sangue? Então, venha
e enfrente um desafio maior do que um simples padeiro
acorrentado.
Essa é a soma de suas ofertas?
Fodam-se os deuses, não!
É uma simples amostra para sua aprovação.
O restante está a bordo de meus navios,
muito grande para transportar em esquifes.
Agora que o pagamento foi recebido, voltarei para o porto.
Esse não foi o acordo.
Desculpe-me se você se confundiu.
Fodam-se suas desculpas.
Parados!
No que está pensando?
Que eu fui enganado.
Por confiar em um homem sem honra.
Então chegou a hora de nos separarmos para sempre.
Fomos traídos!
Isso não é culpa minha!
Malditos piratas!
Avancem!
Romanos!
Onde diabos está Mummius?
Merda!
Eu tive minha cota de homens como você.
Mummius?
Spartacus!
Tem mais vindo!
Spartacus...
Ataquem!
Formação tartaruga!
Carregar!
Fogo!
Eu não o avisei do meu maldito alcance?
Eu avisei!
Isso!
-Continuem em posição! -Recuar!
-Continuem em maldita posição! -Recuar!
Recuar!
Totus!
-Nós devemos recuar. -Não.
Eu não vou vê-lo cair!
-Atrás deles! -Deixem-nos ir!
Devemos retornar para a cidade! Agora!
Recuar!
No que está pensando, rei Spartacus?
Pegue o dinheiro.
E leve seus navios para o porto.
Venham!
Vamos!
Achei que tivesse partido deste mundo.
Não me verá longe de seus braços tão facilmente.
Tentei ir ajudar.
Nemetes e os vassalos não abriram o portão.
Se o portão tivesse sido violado, mais teriam morrido.
Ele só seguiu o comando.
Estou confuso porque os romanos atacaram com poucos homens,
liderados por um garoto.
Não faz sentido.
A resposta está nos mortos.
E naqueles que erroneamente chamamos de amigos.
Ele me atacou
quando perguntado sobre ajudar Ulpianus e os outros em fuga.
Você não teve escolha.
Ele ajudaria na tomada da cidade, arriscando a vida em tal tentativa?
Ele só queria transformar o barro em algo de valor.
Temos preocupações mais urgentes.
Vasculhemos a cidade atrás de Ulpianus e dos outros.
Eu não subestimaria os romanos em causarem maiores danos.
-Agradecido. -Tem mais aqui.
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