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- N�o cresceu em Garfield Park? - Cresci.
Aqui � onde minha m�e mora.
Est� com o cabelo diferente.
Acho que j� faz tr�s anos.
Ter� uma arrecada��o de fundos aqui na quarta � noite.
Vamos falar sobre seu trabalho o m�nimo poss�vel.
Minha m�e e meu pai tiveram um caso de uma noite.
A fam�lia da minha m�e desaprova.
Meu pai me criou sozinho.
M�E PATRICIA
Kiana, isso est� ficando fora de controle. Atenda.
Oi.
- Entre a�. - Oi.
Desculpe, ainda estou me acostumando.
N�o precisa mesmo ficar me dando carona.
Vai dizer isso toda vez?
Voc� n�o � inconveniente.
- Est� tudo bem. - Valeu.
E s�o s� mais seis semanas e voltar� 100% ao trabalho.
- Sim. - Vai passar voando.
M�E PATRICIA
Ela liga muito, n�o �?
Sim.
E se for uma emerg�ncia?
Se Patricia Dixon estiver com problema,
vou ouvir da Guarda Nacional. Sabe como �?
Unidades no 9� distrito, recebemos liga��es
de tiros na Joalheria Ahmed. Randolph e Maypole.
Poss�vel assalto � m�o armada.
O alarme foi ativado.
� perto da gente.
- N�o. - N�o, v� l�.
Vou ficar no carro.
S�rio, te dou cobertura.
5021 King. Central, vamos para l�.
Respondendo a um poss�vel assalto na Randolph.
10-4, 5021 King.
Aten��o unidades,
temos policiais � paisana indo � ocorr�ncia.
Dante, n�o posso vasculhar e te proteger.
Trabalho limitado, vou ficar aqui.
5021 King.
Cheguei � cena do assalto � m�o armada.
A chamada � leg�tima, estou entrando.
Mande as viaturas.
Pol�cia de Chicago!
Pol�cia! M�os! Mostre suas m�os!
Pol�cia de Chicago!
Pol�cia de Chicago!
5021 King.
H� duas v�timas em �bito.
Poss�vel agressor ainda na loja.
Preciso de refor�o.
Entendido, 5021 King. Refor�o a caminho.
Chicago PD!
Grite!
Pol�cia!
M�os! Mostre suas m�os!
5021 King!
Infrator fugindo pelo beco sul.
Homem branco, jaqueta marrom, cal�a preta.
Pare! Pare a�!
Pare!
Eu o pego, Dante.
Levanta! Levanta.
M�os para cima.
- Qual � o seu nome? - Louis.
Louis. Sou o Louis.
O que estava fazendo l�, Louis?
- Est� armado? - N�o.
Nunca toquei numa arma.
Por que estava na loja?
- Eu s�... - Voc� s� o qu�?
S� invadiu o lugar?
- Atirou no funcion�rio? - O qu�? N�o.
Estava aberto. N�o invadi o lugar.
A porta estava aberta. Entrei l� depois.
Tinha tr�s caras, t�? Estavam com m�scaras.
Eles eram humanos, mas com m�scaras assustadoras.
Parece que tenho uma m�scara?
N�o assaltei o lugar.
S� vi uma oportunidade e aproveitei.
Vamos.
CHICAGO P.D. ~ S12E19 "Nome, Imagem, Apar�ncia"
Tradu��o & Sincronia LikaPoetisa
@LikaPoetisa fb.com/LikaPoetisa
- O que tem? - Furto qualificado.
Quadrilha de tr�s homens. A loja tinha c�meras.
O roubo foi filmado.
Parece que o drogado que encontramos dizia a verdade.
N�o vamos liber�-lo ainda.
O viciado estava saqueando a loja.
Infratores mascarados, com luvas,
e com altura e peso semelhantes, cerca de 1.90m.
Fugiram em um sed� cinza batido com uma calota faltando.
Ele n�o viu a placa.
A v�tima?
� o dono, Dev Ahmed.
A c�mera mostra ele tentando fechar �s 19h15
quando a quadrilha entrou.
Um infrator apontou a arma para o Dev
enquanto os outros dois quebravam tudo.
Isso levou tempo.
Nesse tempo, poderiam carregar as joias.
S� levaram algumas pe�as, colocaram em uma mochila
e o Dev sacou a Glock.
um dos infratores entrou em p�nico, atirou tr�s vezes,
mas Dev conseguiu disparar uma bala antes de cair.
As impress�es digitais s�o de Amir Jackson.
Falei com a universidade.
Ele � um aluno exemplar da Cole.
Ele tinha bolsa integral.
Por que apareceram as digitais dele?
Foi pego dirigindo alcoolizado h� uns meses.
Falei com o escriv�o do condado.
Terminou o servi�o comunit�rio e foi �s reuni�es do AA
antes do prazo final do tribunal.
E ent�o acabou em um furto qualificado.
N�o tem res�duo de p�lvora. N�o � o atirador do Dev.
Investiguem-no.
Descubram como ele acabou aqui, com quem ele est�,
e encontrem o carro da fuga.
Entendido.
Encontrei.
Toyota Avalon, ano 2000, sem uma calota.
Passou no vermelho na Ashland com Grand,
a dois quarteir�es da Ahmed tr�s minutos ap�s chegarmos.
- Tem que ser esse. - Podemos ver dentro?
Janelas com pel�cula, mas a c�mera pegou a placa.
Espere um pouco.
Aqui est�. O carro est� registrado para uma Ruby Rios, 25 anos.
- Mora em Pilsen. - Ela tem passagem?
Sim, algumas passagens por posse de drogas, uma agress�o.
Tudo fora do clube de strip onde trabalha,
Clube Cavalheiros de Cetim.
- Em Little Village. - J� esteve l�?
Uma vez, obrigado. O lugar � um lixo.
- Todos eles t�m 1,90m. - Ela n�o se encaixa.
Mas tamb�m n�o denunciou o carro roubado.
Analisei os detalhes.
Dois assaltos nas �ltimas duas semanas,
um em Cicero, um em Maywood.
Tr�s infratores armados, m�scaras, luvas,
altura e peso similares, furto qualificado,
usaram tinta em spray, n�o levaram quase nada.
E o carro de fuga?
N�o, mas ainda estamos vendo as c�meras.
Parece nossos infratores.
Em todos os tr�s roubos, n�o levaram muita coisa.
Est�o mais interessados na emo��o que nos itens.
Tr�s nas �ltimas duas semanas,
ent�o n�o v�o esperar muito para atacar de novo.
Kim, Kev, v�o falar com Ruby.
Ruzek, investigue os outros roubos.
O resto de n�s, continuamos investigando Amir. Vamos.
N�o vejo nenhum Toyota.
Posso ajudar?
Boa tarde, senhora, desculpe, somos da pol�cia de Chicago.
Da pol�cia? Por qu�?
Temos algumas perguntas para Ruby Rios. Ela est�?
� a minha neta. Mas o que ela fez desta vez?
Quem �, vov�?
Uma policial gringa perguntando por voc�.
Vov�, sua comida est� pronta, vai esfriar.
Anda, eu fa�o com eles.
Se tivessem um mandado, n�o estariam a�
como uma dupla de testemunhas de Jeov�.
Distintivos. Quero v�-los.
Aposto que saber espanhol como mulher branca
te deu pontos extras para se inscrever.
Onde estava ontem � noite?
- Trabalhando. - Cad� seu carro?
Toyota Avalon, ano 2000,
cinza, quatro rodas, um motor.
Sei como � meu carro. Por que se importam?
Foi usado em um assalto � m�o armada.
Onde ele est�?
Algu�m o roubou.
E n�o, n�o sei quem ou por qu�.
Por que n�o fez um B.O.?
Carros sempre s�o roubados aqui.
E s� descobri h� uma hora que meu Avalon sumiu.
Estou me preparando pro trabalho.
- N�o tive tempo de fazer nada. - Certo.
- Algu�m mais usa seu carro? - S� eu.
- N�o emprestou a ningu�m? - N�o.
Amir Jackson, j� emprestou para ele?
Amir o qu�?
Sei que est�o fazendo seu trabalho,
mas estou me atrasando pro meu.
Mais perguntas, agentes,
passem no Cetim em Little Village.
Perguntem por Ruby Diamond.
N�o ficar�o decepcionados.
O �libi dela confere mas acho que ela est� mentindo.
Parecia que conhecia Amir.
Talvez n�o bem, mas ela tinha uma liga��o.
Investigamos a fundo as redes sociais do Amir.
Vi basicamente coisa de universit�rio.
� ele e a Ruby.
H� v�rias fotos tiradas nas mesmas noites dos assaltos
horas depois das lojas assaltadas.
Eles assaltam e depois comemoram.
- Sim. - Ela est� envolvida
ou sabe mais do que diz.
Algu�m nas fotos bate com os infratores?
N�o, mas ainda estamos vendo.
Quando foi a �ltima passagem por posse?
Seis meses atr�s.
O Narc�ticos est� de olho no clube.
Acham que as garotas vendem para os clientes l� dentro.
Se a Ruby n�o quer falar, tudo bem.
Vamos peg�-la por venda, a� ela vai falar.
Ruzek, voc� e Cook cuidam disso.
Beleza.
Obrigada. Isso a�!
- Oi. - Oi.
Me d� dois Jameson e uma cerveja tamb�m?
N�o, n�o posso beber mais.
- Pode sim. - N�o posso.
Comemoramos n�o ter sido despejado.
Quero duas doses, duas Pilsen,
e se vir ele tomando uma dose,
- expulse-o daqui. - Sim.
- Beleza. - Cara.
N�o seja rude.
Ela est� no palco.
Muito bem, vamos saudar a Ruby Diamond.
E essa a�?
Agora temos a Coco no palco um.
Vamos prestigi�-la, Coco no palco um.
- Vamos ver uma dan�a dela. - Querida.
- Amei ela. - Ruby!
� ela.
Com licen�a, com licen�a.
Quanto � uma dan�a privada com ela?
- Com ela? - Sim.
Espere. Ruby!
Para de fazer essa cara de triste?
Vamos l�, se anima.
Estou animado.
Estamos aqui porque ele quase perdeu a casa,
e a� acabou arranjando a grana e at� mais.
Isso � bom.
Voc� deveria comemorar.
Viu? Eu te falei, devemos comemorar.
Sabia que ela concordaria.
- Sua vez? - Sim.
Mas preciso de mais bebidas.
N�o, n�o posso. N�o posso beber mais.
Preciso equilibrar, algo diferente.
N�o tenho mais nada. Ent�o vou pegar umas doses.
Espera, pode nos ajudar, por favor?
Sabe algu�m aqui perto que tem algo?
Talvez.
- O que voc�s querem? - O que voc� sabe que tem?
Sei de todos os tipos.
S� precisamos de uma agitada.
E n�o vamos pagar demais.
Vim aqui quando a Sydney trabalhava, e ela...
Cala a boca.
- Voc� nem paga. - Eu pago.
Que diferen�a faz?
Voc� tem algum?
Esperam que eu caia nessa?
S�rio? De onde voc�s s�o? Da Vice? Narc�ticos?
Est�o com os policiais
que fizeram a inquisi��o espanhola do meu carro?
Eu convidei eles para c�, n�o os amigos deles.
Ruby, sabemos que conhece Amir Jackson.
Mentiu sobre isso, precisamos saber por qu�.
Est� bem.
Voc�s querem algo ruim de mim,
ent�o, vou entrar no jogo,
se e quando me disserem o que vou ganhar com isso.
E o pre�o vai ser bem alto.
A� os policiais tentaram pegar minha amiga Mari
com acusa��es de cumplicidade.
Conhe�o a Mari desde a quinta s�rie.
A garota poderia ser um dos sete an�es da Branca de Neve.
- Ela � min�scula, entendeu? - Sim.
Sim, entendi a refer�ncia.
Mas Mari consegue derrubar caras do dobro do tamanho dela.
S�rio. Vi com meus pr�prios olhos.
Ent�o nem sonhando a pol�cia ia assust�-la para dedurar,
n�o sem uma compensa��o justa.
E quanto sua amiga Mari recebeu?
20 mil.
- Certo. - Isso n�o foi uma piada.
Foi isso que aconteceu. Juro.
O que voc� tem, Ruby?
N�o falo nada at� saber que serei paga.
Meu pre�o � 20 mil.
Bom,
acho que houve um pequeno mal-entendido.
Como assim?
Voc� mentiu para meus agentes.
Voc� conhecia o Amir.
Sabia para que ele usava seu carro.
Posso te fichar agora por cumplicidade de homic�dio.
O qu�? N�o, voc� n�o pode.
Isso � circunstancial,
no seu mundo, significa que n�o tem nada.
Garota, se conhecesse meu mundo,
saberia que levo as acusa��es � promotoria
baseado em provas circunstanciais o tempo todo.
Ruby,
voc� � uma stripper com tr�s passagens,
uma montanha de d�vida,
e � malcriada.
Acha que bons advogados de defesa v�o fazer fila para te ajudar?
Estou aqui para te falar uma coisa.
Voc� vai passar anos no xadrez.
Entendeu? Anos.
Sua abuela, ela vai ficar sozinha.
Vou te falar mais, garota.
Enquanto estiver em Shawnee,
vou fazer uma varredura naquele seu clube atr�s de drogas,
e pode ter certeza que vou dizer ao dono
que voc� � o motivo do mandado,
e voc� sabe que ele vai contar aos amigos dele.
Ent�o, quando voc� finalmente sair,
n�o vai restar trabalhos ou amigos para voc�.
Devo continuar?
Agora, voc� emprestou seu carro para o Amir?
- N�o. - Ent�o para quem?
- Damone. - Quem � Damone?
Cliente.
Empresta seu carro a todos os seus clientes?
S� para os que estou pegando.
Qual � o sobrenome do Damone?
- Russell. - Russell.
Sabia para o que ele usava seu carro?
N�o.
Havia tr�s infratores.
Quem � o terceiro?
- N�o sei. - Quem � o terceiro?
Eu n�o sei. N�o sei nada do assalto.
S� emprestei meu carro.
Aquilo n�o era necess�rio.
Como �?
Aquilo ali dentro, o jeito como falou com ela.
- Aquilo n�o era necess�rio. - Um homem morreu,
um homem com esposa, filhos,
um neg�cio que passou a vida construindo.
Ele morreu porque uns garotos queriam emo��o.
- Sim, mas eu a teria feito falar. - R�pido assim?
N�o era necess�rio.
Temos um suspeito.
Est� de brincadeira. Esse � o Damone Russell.
� aluno da Cole. Um super astro do basquete.
Chamam-no de o pr�ximo Steph Curry. Kev, olha isso.
Damone, Cole Hoops, ele � suspeito?
A foto dele est� no quadro.
Est� garantido para a 1� rodada do draft.
Faz furtos qualificados?
Ele corresponde �s caracter�sticas e tem o depoimento
de que Ruby deu o carro dela para ele.
- Podemos coloc�-lo na cena? - N�o.
N�o tem nada novo da per�cia ou c�meras.
Nada no celular dele aponta para os infratores,
a bal�stica n�o bate, nada do carro de fuga em si,
e processamos quase todos os conhecidos do Amir.
Nenhuma pista tamb�m.
Ent�o vamos apostar.
Vamos traz�-lo antes que ele se recomponha.
Assustamos ele por 48 horas. Fazemos falar.
Voc�s dois, vamos.
Kim, me manda o endere�o?
- E mais o que conseguir. - Sim.
Legal. Lance livre.
Espera a�.
Este � um treino fechado, n�o podem ficar.
Somos policiais.
Damone, precisamos que v� a delegacia conosco.
- Por qu�? - Precisamos conversar com voc�.
N�o vou a lugar algum com a pol�cia.
Ficaria mais � vontade aqui?
Podemos te interrogar aqui
na frente dos seus colegas.
Queremos falar do assassinato
no qual voc� � uma pessoa de interesse.
Vamos.
Temos o direito de mant�-lo por 48 horas.
Se n�o te processarmos ap�s essas 48 horas,
n�s liberamos voc�. Entendeu?
Mas Damone veio aqui por conta pr�pria,
- ent�o faremos perguntas. - N�o far�o.
Meu advogados, vadia.
Temos todo o direito de manter Damone por 48 horas.
Meu cliente est� preso, Sargento?
Voc� sabe que n�o.
Senhora, estou perguntando ao Sargento Voight.
- Com licen�a? - E ela respondeu.
Ele n�o est�.
Mas podemos falar com ele. Pode ficar ao lado dele.
Ele n�o vai chegar perto do seu interrogat�rio.
Se lev�-lo l� para cima, ligo pro prefeito.
Ele foi ao jogo do Cole na semana passada.
Passou uma hora conversando com Damone
sobre como � inspira��o � juventude de Chicago.
Esse garoto est� acima da lei porque joga basquete?
O nome, imagem e apar�ncia do Damone
valem US$4 milh�es para mais.
Esse nome, imagem e apar�ncia n�o v�o
a lugar nenhum perto da pol�cia.
A menos que queira continuar, fazer eu ligar pro prefeito,
ou come�ar a indiciar, o que sei que n�o vai fazer,
terminamos aqui.
- Sim. - Alguma novidade?
Aparentemente esse garoto � a prova de balas.
Dinheiro.
E a Ruby?
O que tem ela?
A imagem de Damone Russell � intocada,
ainda assim ele furta e sai com a Ruby.
Ele est� ganhando algo com isso.
Ele n�o gosta do mundo dele. Ele n�o gosta da imagem dele.
- E como a Ruby se encaixa nisso? - Eu a transformo em informante.
Consigo convenc�-la a trabalhar conosco.
Ela fala com o Damone,
oferece uma divers�o a ele, uma fuga,
acho que ele vai aceitar.
Ela trabalha com ele, tira uma confiss�o.
J� teve um informante antes?
N�o. Posso fazer isso.
Tudo bem, fale com ela.
Ei, leve o Ruzek com voc�.
Ele pode te ajudar.
Voc�s s�o meus cavaleiros em armadura brilhante agora?
Voc� queria trabalhar conosco.
N�o, eu n�o queria trabalhar com voc�s.
Podemos te dar dinheiro. Isso podemos dar.
- Se eu usar uma escuta. - Sim.
Sim, esse � o acordo.
Mas se sentir que vai dar errado, � s� se afastar, Ruby.
N�o posso te dar 20 mil, mas posso dar metade,
� o suficiente para dar tempo de descobrir seu pr�ximo passo.
O qu�? Porque n�o posso gostar do que fa�o?
- N�o falei isso. - Claro que falou.
S�o dez mil.
- � um bom dinheiro. - Livre de impostos.
Sei.
Posso me tornar valiosa com todos os meus dez mil.
N�o falei isso.
Tive que ligar para o seu pai
para confirmar que n�o estava morta.
Isso foi engra�ado.
Kiana, quer voc� queira admitir ou n�o,
- sou sua m�e. - Pronto.
E eu estou tentando virar...
� a sua m�e?
- Ela n�o desiste, n�o �? - N�o.
N�o quer saber se � verdade?
N�o, j� passei por isso.
Eu ia l� todos os ver�es quando era crian�a.
Passei dois meses tentando fazer tudo perfeito,
s� para ela passar cinco minutos comigo.
- E? - Ela nunca passou.
Aqui vamos n�s.
Oi, querido.
Est� festejando sem mim?
- Isso n�o � legal. - J� bebi um pouco.
Gosta de mim de novo?
Achei que estava brava comigo,
- n�o ia mais falar comigo... - Cara, s� fiquei brava.
Estou na sua desde a 1� fez que te vi.
Isso n�o � novidade.
N�o. N�o sei se acredito nisso.
N�o sei por que voc� me quer.
Anda, vamos para um lugar privado.
- Ela � muito boa. - Sim.
Vamos.
Voc� tem troco para dez?
Sim.
Ruby.
- Pode falar comigo. - Para.
Para!
Ruby, para!
Me escuta.
Disse � pol�cia que peguei seu carro?
- N�o. - Entendo se disse.
Me solta! Me deixa dan�ar.
- N�o deveria ter gritado. - Me solta.
N�o foi s�rio. N�o quero que dance.
Quero que fale se contou � pol�cia!
Contou para eles porque estava brava comigo?
- Atwater, consegue ver? - Por isso vieram at� mim?
Voc� disse que se importava. Parecia que me amava.
- Eu me importava. - Me escuta.
N�o foi s�rio. Eu te amo, Ruby.
Eu te amo.
Eu tenho...
O que aconteceu?
Kev, preciso que v� l�.
Primeira porta � direita.
Droga, aqui n�o � o banheiro?
Eles n�o est�o aqui, devem ter sa�do pelos fundos.
Ali eles.
� o carro do Damone.
Falei para ela n�o sair.
Podemos abord�-los agora ou segui-los.
Voc� decide.
- Vamos segui-los. - Certo.
Para onde eles est�o indo?
Por que ela entrou no carro, mandei ela n�o...
Para onde est�o indo?
- N�o posso entrar. - Eu vou.
- Corte-a no beco. - Sim.
Vamos l�, vamos l�...
Onde?
N�o vejo eles. Kiana?
N�o, tamb�m n�o vejo.
N�o vejo eles.
Droga, Ruby! Droga.
Que diabos aconteceu? Cad� ela?
N�o sabemos.
O Audi est� desaparecido h� uma hora.
Emitimos alertas.
- Telefone dela? - Deixou no clube.
Endere�os conhecidos?
Mandamos viaturas, nada deles ainda, Sargento.
- Ela est� em perigo? - N�o sei.
Damone a pressionava sobre falar com a pol�cia,
mas disse que a amava, e mencionou que brigaram.
- N�o sei. - Positivo no alerta.
Patrulha identificou o Audi em um motel em West Ogden.
Vamos.
Que diabos?
O que fazem aqui?
Voc� est� bem?
- Onde est� o Damone? - Ele foi embora.
Como assim se estou bem?
Leve-a para o 21�. Tudo limpo.
O que faz aqui, Ruby?
O que houve com sua escuta?
N�o aconteceu nada, est� aqui.
Falei para n�o sair de l�,
e com certeza n�o falei para vir a um motel,
dar pro cara ou mexer na escuta.
N�o mexi na escuta.
Por que est� brava?
Peguei tudo o que voc� queria.
N�o estava ouvindo?
Vista-se.
Estou falando, Damone estava em um.
N�o ia pegar tudo o que queriam com ele naquele estado,
ent�o o levei a um motel para fazer minha m�gica.
N�o � minha culpa se sua escuta � ruim.
Voc� deu um perdido.
- O que � dar perdido? - Tentou nos despistar.
Peguei um atalho.
Achei que os melhores de Chicago iam acompanhar.
Damone estava estressado.
Ficava se desculpando pela outra noite
quando me chamou de stripper de quinta,
ent�o eu o animei no motel. Eu o fiz falar.
- E? - Ele n�o falou de ningu�m.
Disse que foi um idiota chamado Clay Watson.
Clay Watson, gerente de equipamentos do time.
N�o sei.
Damone disse que o Clay age como um chef�o.
Clay anda fazendo os furtos,
atirou no dono no �ltimo assalto,
deu todas as joias para a namorada.
Devem encontrar provas disso.
� o Clay que voc�s querem.
Saia daqui, anda.
Pol�cia de Chicago! Mandado de busca!
Parado a�!
Est� trancado. Clay Watson!
Para!
- Parado! - Pare!
Volte! Pare!
Vire-se.
D� suas m�os e pare.
Este tratamento silencioso n�o vai ajudar.
Encontramos os itens roubados no seu apartamento
e na casa da sua namorada. N�s te pegamos.
S� pelos bens, s�o 12 anos.
Tamb�m encontramos a m�scara que jogou na lixeira.
Quando for periciada,
v�o achar res�duo de p�lvora, n�o �?
E temos uma fonte que testemunhar�
que voc� matou o dono, Dev Ahmed.
Sua melhor chance � falar.
D� o resto que precisamos.
- Entregue Damone Russell. - Quem � sua fonte?
N�o vou te falar isso.
N�o matei ningu�m.
Advogado.
Quero um advogado.
Encontramos as joias e a m�scara.
N�o tinha armas dentro da casa do Clay,
nenhum vest�gio de sangue.
Por que se livrar da arma do crime
- e guardar a m�scara? - Garoto bobo com ego.
Sem a confiss�o gravada com Damone,
n�o temos o bastante, n�o com os advogados dele.
Quero este caso fora da minha mesa.
Tornem isso incontest�vel agora!
Oi, o que foi?
Ruby mentiu para mim.
O que est� fazendo aqui?
Sua av� disse que tinha um turno mais cedo.
Tem coisa chamada celular.
N�o incomode minha abuela assim.
Voc� mentiu para mim.
Puxei as imagens do motel.
Chegaram l� dez minutos antes de chegarmos,
e pagou ao gerente para mentir sobre a hora que chegaram.
N�o estava dando pro Damone. N�o perdeu a escuta, voc� tirou.
Mulher, n�o sei quais fantasias passam na sua cabe�a.
Ruby, o que voc�s fizeram nessa janela de uma hora?
Contou ao Damone que a pol�cia estava atr�s dele?
Mandou ele esconder as provas?
N�o sei do que est� falando.
Sabe, n�o entendo.
Voc� disse que queria trabalhar conosco.
Queria ser minha informante para trabalhar no Damone.
Mas por qu�? Pelo dinheiro dele?
- O estilo de vida dele? - Vai se foder.
Ent�o o qu�? Porque n�o entendo.
N�o vou dizer o que quer ouvir,
ent�o essa conversa n�o faz sentido.
N�o �.
Ruby, voc� arrancar a escuta, contar a ele sobre a pol�cia
e o que fez naquela janela de uma hora,
isso � obstru��o de justi�a, � senten�a de pris�o.
Esta conversa � a �nica coisa que restou
para te proteger.
Fale o que voc�s fizeram.
Vou dizer que estava confusa.
Vou dizer que ele te amea�ou.
Vou te proteger.
E ele vai ser preso.
Ele vai de qualquer jeito, porque encontraremos provas.
- N�o, n�o encontrar�o. - Ruby.
N�o, ele n�o vale isso.
E sei que voc� sabe disso.
Sei que � por isso que trabalhou para n�s.
Voc� n�o precisa dele.
Voc� n�o precisa dele.
Acha que n�o quero que isso seja verdade?
Eu n�o quero am�-lo.
N�o quero ficar atr�s dele.
Mas n�o vou te falar nada.
Sim, veja todas as c�meras da West Grand at� a 54�
entre �s 22h at� 23h15.
Procure um Audi preto,
placa de Illinois, Zebra 126 Tom 50. Anotou?
- Fala. - Rastreamos a rota.
A �ltima parada de Ruby e Damone
antes do motel foi no Rio Chicago.
- Onde? - Lado oeste, na Broad.
O carro estava do outro lado do rio.
Um �ngulo mostra o que precisamos.
Encontro o resto da equipe l�.
O que temos?
Nove mil�metros, roupas com sangue,
e sapatos que batem com o tamanho do Damone.
Tem respingos do atirador?
Parece que sim.
A per�cia vai apressar isso e o calibre combina.
E Ruby contou ao Damone tudo no clube quando tirou a escuta,
e eles foram � casa dele,
e vieram para c� para descartar a prova.
- C�meras de rua confirmam tudo. - Certo.
E, aparentemente, ela o amava.
Kiana,
informantes sempre pertencem a algu�m.
Nunca � a gente.
Vamos.
- Ruby Rios. - Ela est� l� dentro.
Levanta.
Meu Deus.
- O que fazem aqui? - Voc� a ouviu, levanta.
Sabe que aqui � �rea VIP?
Levanta e venha para c�.
Voc� paga um bom dinheiro suado por uma sala privada e...
- Cook? - Des�a.
Des�a.
Olha, ele est� bravo.
N�o, n�o fa�a isso.
N�o tem nada.
Voc�s n�o t�m nada. Entenderam errado.
Meus advogados v�o me soltar em dias.
- M�os para tr�s. - Estarei na quadra em um m�s.
� mesmo? Mas olha s�,
encontramos as provas que tentou descartar no rio.
Ent�o, o jogo acabou.
- N�o, nada disso. - Isso mesmo.
Meus advogados v�o me encontrar l�.
V�o tirar seu distintivo, Cook!
Vai perder sua carreira e vou sair mais r�pido que pensa.
Vou voltar, voc�s v�o ver!
- Vou voltar. - Vamos.
N�o se preocupe, vou voltar.
Vejo voc� tamb�m.
Tive que ligar para o seu pai
para confirmar que n�o estava morta.
Isso foi engra�ado.
Kiana, quer voc� queira admitir ou n�o,
sou sua m�e.
E estou tentando virar uma nova p�gina com voc�.
N�o quero abrigar raiva. S� quero tentar.
Venha jantar no domingo.
Por favor, me liga.
M�E PATRICIA
Al�?
Oi, m�e.
Hora de enfrentar os pr�prios fantasmas...
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Contato ou pix likapoetisa@gmail.com
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