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Dedicado ao Esp�rito da Marinha Real de Sua Majestade
e especialmente aos oficiais e homens da Frota do Mediterr�neo
que colaboraram com a realiza��o deste filme.
MARINHEIROS DO REI
"Serei um her�i. . .
e com f� na Provid�ncia, enfrentarei todos os perigos".
Horacio Nelson, 1774
TRIUNFAREMOS
Para ele n�o h� problema. Total n�o tem que lutar, certo?
LORD KITCHENER DISSE: ALISTEM-SE HOJE Me d� um cigarro.
FERROVIA SUDOESTE
PRIMERA
- Eu quase perdi. - � assim.
- Se importa se eu fumar? - Claro que n�o.
O clima est� muito agrad�vel hoje.
Sim. Muito t�pico desta �poca.
Por acaso tem algum jornal ou revista para me emprestar?
N�o tive tempo de comprar na esta��o.
N�o, acho que n�o.
Se importa de conversarmos?
� um pouco desconfort�vel ficarmos sentados assim.
Dizem que este � o �nico pa�s
onde se pode sentar com algu�m por horas sem falar.
�s vezes acho que isso � bobagem, voc� n�o acha?
Talvez �s vezes seja.
- Vai para Londres? - Sim.
- Eu tamb�m. Licen�a de 5 dias. - Devia estar navegando.
Algo mais �rduo. Um longo curso de artilharia.
Bal�stica, mec�nica, matem�tica, explosivos
e desfiles - desfiles intermin�veis.
- Nos obrigam a fazer. - Isso � na Ilha Whale.
- Como voc� sabe? - Moro em Portsmouth.
Meu pai tem amigos no quartel da Marinha.
Estou vendo.
A artilharia deve ser muito importante, especialmente em tempos de guerra.
Sim. Entendo que � �til.
Estamos chegando em Hazelwood.
Faltam s� duas esta��es para o entroncamento Longmere e mudar de via.
� incr�vel. Sinto como se apenas sa�ssemos de Portsmouth.
Poderia interpretar como um elogio.
Sim, acho que sim.
ENTRONCAMENTO LONGMERE
ENTRONCAMENTO LONGMERE
Longmere. Entroncamento Longmere.
Passageiros com destino a Londres.
Longmere. Entroncamento Longmere. Passageiros com destino a Londres.
- Temos tempo para um ch�? - Tempo para um ch�, senhor?
Claro. O trem para Londres s� chega �s 22:20h.
- O qu�? - Mas faltam quase tr�s horas.
Sim, � devido a guerra, senhora. Tudo mudou.
S� usam o trem para tropas e alimentos.
Obrigado. E agora?
- Esperar aqui, eu acho. - Por tr�s horas?
Tenho uma id�ia. Deixamos a bagagem
e passeamos at� encontrar um lugar para jantar.
- N�o creio que. . . - Muito insolente?
N�o, n�o � isso. Foi muito gentil. � que. . .
As jovens n�o aceitam convites de estranhos.
Especialmente de marinheiros estranhos.
Estou longe disso. Contei toda a minha vida.
N�o podemos ficar aqui parados, certo?
Claro que n�o.
Proponho um brinde.
Pela Sra. Lucinda Bentley.
Pelo tenente Richard Saville.
Pensava. . . O que minha fiamilia diria se pudesse me ver agora.
- Inspiro t�o pouca confian�a? - N�o, n�o � isso.
Mas s�o muito rigorosos comigo.
Me conta sobre eles, Lucy.
Bem.
Meu pai � um comerciante.
Tenho dois irm�os que trabalham com ele.
Minha m�e morreu quando eu estava na escola.
E tive que cuidar da casa para eles.
Acho que isso � tudo.
Posso fazer. . . uma pergunta impertinente?
N�o, de jeito nenhum.
O qu�?
�. . . ?
Ou seja, tem. . . ? Tem algu�m que. . . ?
Se quer saber se estou comprometida, a resposta � n�o.
- E voc�? - Eu?
Comprometido? Por Deus, n�o.
N�o assumem compromissos s�rios com o que ganha um jovem oficial.
Consideram uma distra��o.
Assim pensa o meu pai.
Se eu fosse casar, n�o teriam quem cuide da casa.
- Me afastam muito da tenta��o. - Te deixam viajar para Londres.
S�o as primeiras f�rias que pego em anos.
Me deixaram passar uma semana com minha prima Carrie.
- Nisso n�o h� nenhum risco. - N�o?
Bem, quase nenhum risco.
N�o dever�amos irmos? J� deve ser tarde.
Temos bastante tempo. Vamos dar um passeio.
Foi uma noite encantadora. N�o quero que termine.
Poderia interpretar como um elogio.
Sim. Acho que sim.
- Pode trazer a conta? - Agora mesmo.
- Lucy? - Sim, Dick.
Sabia que voc� � linda?
� apenas a noite e o vinho.
Eu achei desde o momento que te vi.
E voc� � diferente.
Isso � porque venho de um mundo diferente.
Sim, mas posso falar com voc�.
Na verdade, n�o sou muito bom para falar com as mulheres.
Foi uma noite maravilhosa, Dick.
Nunca vou esquecer.
Eu tamb�m n�o.
Lucy, talvez n�o tenha outra chance para dizer. . .
Quanto foi importante conhec�-la.
Realmente n�o sei como dizer.
O trem. Est� tarde. Perderemos.
Meu Deus. S�o 22:15h. R�pido.
BAGAGEM Carregador.
- De onde sai o trem para Londres? - O trem para Londres? C�us.
- Saiu h� cinco minutos. - N�s perdemos.
N�o podem ficar esperando. N�o como faz�amos antes.
- Quando sai o pr�ximo trem? - Amanh� no mesmo hor�rio.
- Amanh� a esta hora? - S� um de passageiros por dia.
N�o creio que dure muito mais tempo. � devido o maldito Kaiser Bill.
Hoje s� transportam tropas e comida.
O que direi para a Carrie?
- Como explicarei? O que farei? - N�o se preocupe.
Diga que perdeu o trem e chegar� amanh�.
Sim, mas o que n�s faremos?
Ter� que levar a sua esposa ao Angel Hotel, senhor.
A Sra. Godliman hospedar� voc�s esta noite.
Aqui est� a sua bagagem, senhor. Ter�o que me perdoar.
Estou fechando.
Desde o in�cio da guerra, tenho que varrer e limpar.
Logo me far�o polir os trilhos.
- Boa noite, senhora. Senhor. - Boa noite.
Que tolice deixar isso acontecer.
Lucy, devo pedir desculpas.
- Foi culpa de ambos. - N�o, n�o � assim.
- Agora que passou, me alegro. - N�o, Dick, por favor.
Estou sendo ego�sta, n�o? Bem, � verdade.
Em Londres nos despedir�amos. Talvez n�o te visse mais.
Ent�o?
� doloroso encontrar algo e perder em seguida.
Lucy, n�o faz sentido.
H� tantas coisas que quero te dizer.
Se eu pudesse encontrar as palavras.
Dick, querido, o que quer dizer?
Bem, quatro mais um s�o cinco, mais dois s�o sete.
Sete libras, 17 e oito.
� isso. . . Sim, tudo bem.
Pena que devam ir. Esper�vamos que pudessem ficar alguns dias.
Mas ficaram cinco dias. E isso � alguma coisa.
Eu sempre digo que na guerra, a gente hoje est� e amanh� n�o.
Mesmo assim, � muito dif�cil, especialmente para os jovens. Aqui est�.
Seu troco, senhor.
- Obrigado, Sra. Godliman. - E seu recibo.
N�o vai com bom tempo.
O Sr. Godliman disse ontem que desde o in�cio da guerra
tudo mudou, at� mesmo o clima.
Desculpe.
O Bert desceu suas malas do seu quarto, senhor.
Poderia dizer para a jovem avisar quando estiver pronta?
- Claro. Obrigado. - Bert.
Entre.
Est� tudo arrumado.
Que dia deprimente.
Dick?
Quero falar sobre o que decidimos ontem � noite.
- Sim, Lucy. - Mudei de id�ia, Dick.
N�o acho que devemos casar.
O qu�? Mas est� tudo arrumado. Combinamos que n�s. . .
Eu sei. Mas pensei melhor.
N�o pode se arrepender, Lucy.
- N�o posso ir agora. - Olha, Dick.
O que fizemos est� errado. . . muito errado.
Mas o casamento n�o � um jeito de corrigir um erro.
- � muito mais que isso. - Claro que �. Eu sei.
Quando subiu no trem em Portsmouth, n�o tinha inten��o de se casar.
- Certo? - N�o, mas eu. . .
Na verdade, foi muito contundente a respeito.
Disse que era um obst�culo para um oficial jovem,
especialmente n�o sendo rico.
Estar� navegando por anos.
Retornar� para uma esposa que mal conhece.
Pensou nisso quando me prop�s casamento?
- Isso n�o � o importante, Lucy. - Sim, �.
Quero que admita.
Quero fazer o que acho certo.
Porque dificulta tanto as coisas?
Porque eu te amo.
E comecei a conhec�-lo.
Insiste porque acha que � sua obriga��o.
Acho que no fundo tem d�vidas e est� com medo.
Realmente n�o quer arriscar.
Lucy, eu disse que te amo. Isso n�o � suficiente?
N�o, Dick.
A menos que o seu amor seja t�o forte que decida arriscar.
E n�o �, certo?
Devo me trocar. O trem sai em meia hora.
Adeus, Dick.
- Nunca te esquecerei. - Adeus, Lucy.
O tenente Saville serviu at� o fim da Primeira Guerra Mundial
e durante os anos de paz subseq�entes.
No final do primeiro ano da Segunda Guerra Mundial
A Gr�-Bretanha e os Aliados enfrentaram
a amea�a da domina��o nazista.
Foi ent�o, no ano de 1.940, que Richard Saville
agora capit�o no comando de uma esquadra de cruzadores
teve que escoltar um comboio no Oceano Pac�fico.
Acordem, Stratford.
- O que acontece? - Talvez sairam para almo�ar.
Certamente descansam da bebedeira.
Finalmente.
- Aqui vamos, Pessimista. - Certo, Canad�, leia.
Do Amesbury. . . para o Stratford.
Castelo. . . de Dunferne.
Isso � tudo.
O Cambridge tamb�m envia uma mensagem.
Solicita o mesmo. Diga que recebemos a mensagem.
Bem. Pode ir.
Mensagens do Amesbury e do Cambridge.
- A resposta � sim para ambos. - Entendido, senhor.
Querem saber se acudimos o SOS do Castelo de Dunferne.
- Piloto. - Senhor?
Me d� a posi��o do Castelo de Dunferne.
H� 4 dias partiu do Panam� para Sydney levando m�quinas.
Deve estar perto do Equador. N�s estamos aqui.
Creio que est�o 1.100km a nordeste
e 1.600km a oeste das Ilhas Gal�pagos.
Estou vendo. Nosso comboio ainda est� 96km atr�s de n�s.
- Obrigado, piloto. - Senhor.
Sabe o que significa, n�o? � o navio de ataque alem�o.
- O Essen. - Podemos estar certos disso?
Acho que n�o h� qualquer d�vida.
Sabemos que um cruzador alem�o partiu de Valparaiso para o noroeste.
Qual � a �ltima posi��o do Essen?
Informaram que ia para o norte a 14 n�s. Isso foi h� 4 dias.
Sim. Combina perfeitamente. Deixe-me ver esse SOS.
"Sob ataque de cruzador inimigo. Estamos afundando".
Sim, � o Essen.
� o �nico com autonomia para operar nesta �rea.
Queria me ver, senhor?
Chefe, estamos perto do Essen. Vamos procur�-lo.
- Temos 55% do combust�vel. - Quanto dura isso?
- Oito dias nesta velocidade. - E na velocidade m�xima?
- Menos de quatro dias, senhor. - Estamos em apuros.
Se perdermos o Essen e alcan�ar o comboio
os aniquilirar� como se praticasse tiro alvo.
- Arruinaria a nossa reputa��o. - E se n�o perseguirmos ele?
Sim, est� certo. Tamb�m nos culpariam.
Se o perseguirmos, arriscamos o comboio. Se n�o
perdemos de destruir o navio mais poderoso do Pac�fico.
O Amesbury e o Cambridge est�o bem.
Abasteceram combustivel antes de nos acompanhar.
Sim, mas eu n�o posso perseguir o Essen. . .
N�o temos escolha.
O capit�o Ashley perseguir� o Essen com os outros navios.
- N�s protegeremos o comboio. - Entendido.
- Envie uma mensagem, por favor. - Entendido.
Aten��o. Aten��o.
O capit�o se dirigir� � companhia do navio.
Capit�o Ashley falando. Tenho not�cias para todos.
Finalmente, podemos entrar em a��o.
O navio de ataque alem�o Essen est� nesta �rea.
Nos ordenaram ir atr�s dele.
N�o vamos encontr�-lo antes de amanh� de manh�.
Nesse momento dever�o ocupar seus postos de combate.
Sei que faremos um bom trabalho.
Realizaremos exerc�cios de combate ap�s o jantar.
Entendido, senhor.
D� pra acreditar? Todos navegam tranquilamente, sem perturbar ningu�m
e os alem�es aparecem novamente.
Como se j� n�o fizesse bastante calor sem eles.
Chega, Mis�ria. Talvez nos d�o uma semana de licen�a por isso.
- O que acha, Brown? - Que precisamos um pouco de sorte.
Os canh�es do Essen atingem 4.500m mais distante que os nossos.
- Est� brincando, Brown. - N�o brinco.
Felizmente o Cambridge vem se divertir conosco.
Veja? � como disse a cigana que adivinhou o meu futuro.
"Fique longe da �gua", me disse. "Nunca ser� bom para voc�".
Pensei que se referia a �gua de beber.
- Ol�, Curly. - Ol�.
- Sub-oficial, para conv�s. - N�o est�o nervosos, espero.
- N�o. Quase n�o tem gente. - Aqui do conv�s.
- Que des�a o alabardeiro. - Entendido.
- Tem dois homens doentes. - Azar.
Preciso de mais um para codificar. Pode me emprestar algu�m?
- Agora? - Claro que agora.
- Temos que trabalhar. - Vai encurtar a guerra, sim.
- Te custar� uma grande risada. - Que barato.
- Que seja o canadense, Brown. - Espera.
J� fez antes. � inteligente e confi�vel.
Desculpe. Pega o Bishop, o Egham ou o Poynter
mas o Brown, fica no conv�s.
Wolverine. � um dos meus melhores homens. Vejamos o di�rio de bordo.
Eu n�o entendo, Brown, por que est� nas mensagens.
Quando no treinamento em Shotley, me pediram para fazer isso.
E a artilharia? Voc� queria fazer isso, n�o?
Disseram que precisavam de mensageiros.
N�o pode fazer sempre o que quer.
Que sentido de dever. Deve revisar sua cabe�a, amigo.
Na verdade, h� algum tempo, pensei em pedir uma transfer�ncia.
- Por que n�o fez? - N�o sei.
Me abaixariam o sal�rio e teria que come�ar de novo.
Era muito risco e decidi ficar.
Isso � t�pico. Aqui fica o tempo todo estudando
sobre navios, armas e tudo o que sua m�e lhe ensinou
quem possui mais medalhas por tiro que eu de noites livres.
O que voc� faz? Posiciona armas? Dispara torpedos?
Nunca. Acende l�mpadas e anota mensagens
e sobe e desce bandeiras coloridas pela verga.
E esperam que ven�amos a guerra.
- Earnshaw. - Sim, senhor?
- Quanto tempo tem na marinha? - Fez 12 anos em janeiro, senhor.
- � muito tempo para ser mensageiro. - Sim, senhor.
Quero saber que rela��o acha que h�
entre disparar um fuzil e a artilharia.
- Eu n�o sei, senhor. - N�o, foi o que pensei.
Deixe-me dizer, Earnshaw. Nada. Absolutamente nada.
Mas espero que saiba que em combate
as comunica��es s�o t�o vitais quanto a artilharia.
- E esse � o nosso trabalho. - Sim, senhor.
- Fa�amos bem. Est�o preparados? - Sim, senhor.
Quando o Poynter vier, diga para ir ao sub-oficial.
- Entendido. - Continuem, por favor.
Por que sempre acontece comigo?
Devia aprender fechar a boca.
Agora o meu salva-vidas n�o infla.
Entre, John. Pegue um pouco de gim e senta.
Obrigado, senhor.
Estou escrevendo o relat�rio das em minhas ordens ao Ashley.
- Sim, senhor. Quer uma bebida? - Obrigado.
Se n�o fosse moderado estaria afogando minhas penas esta noite.
Por que n�o? O gin � barato.
Felizmente se pode ficar b�bado r�pido sem gastar muito.
Acho que sim. Obrigado, John.
John, h� muito tempo trabalhamos juntos e somos amigos.
N�o me importo de dizer que atacar o Essen � o meu sonho.
� uma experi�ncia amarga mandar um navio menor para fazer o seu trabalho.
Sim, claro. Teve azar, senhor.
O servi�o de um marinheiro � o seu �nico monumento.
Queria comandar a esquadra contra o Essen
mais que tudo na minha vida.
Eu sempre perdi as grandes oportunidades.
Ou estou tomando de uma maneira muito pessoal?
N�o diria isso, senhor. N�o se aprendemos com Horacio Nelson.
- Nelson? - Lembra o que escreveu, senhor?
"Serei um her�i", disse
"e com f� na Provid�ncia, enfrentarei todos os perigos".
Sim. Fecha a passagem do inimigo. Fica de um lado.
Mas eu tive que enviar o Tom Ashley.
Do contrario arriscava o comboio, senhor.
Me pergunto se n�o devia ter arriscado.
Pegar o Essen, destru�-lo. . . n�o justificaria?
� discut�vel, senhor.
Os motivos para n�o ir eram l�gicos. Eu sei.
Mas n�o tem vez que o instinto � um guia melhor que a raz�o?
Deixa eu perguntar, John, como amigo.
Senhor?
Em meu lugar, teria arriscado?
- Senhor, como poderia. . . ? - Vamos, John. Diga.
Sim senhor, eu teria.
Eu sei. N�o � a primeira vez
que n�o sigo os meus instintos e fico lamentando, John.
Desculpe, senhor. Comandante. As rondas.
Certo.
O Amesbury e o Cambridge podem destruir o Essen, senhor.
Sim, claro. Mas desejaria estar com Tom Ashley agora.
- Continue, comandante. - Entendido.
Capit�o, senhor. Uma mensagem do Cambridge, senhor.
"Vimos sobreviventes do Castelo de Dunferne a frente".
Envie esta resposta.
Recolha sobreviventes e retome o seu curso, urgente. Ponto.
Reduzimos a velocidade para 15 n�s. Mantemos o curso atual.
- Entendido. - Reduza a velocidade para 15 n�s.
- Entendido. - Aos postos de defesa.
Comunique para irem aos seus postos de combate.
Entendido. Acelera��o, um-cinco-zero.
Acelera��o, um-cinco-zero.
Para aqueles que cuidam do controle de danos
e nunca combateram antes
esse mensageiro vai i�ar uma bandeira de combate.
Quando chegar ao topo, Ter� tr�s bandeiras balan�ando.
Isso significa que haver� combate.
Sempre i�am tr�s, porque se atiram numa
o inimigo n�o pode dizer que pensou que nos rendemos.
Na Armada Real, nunca nos rendemos.
Ent�o � melhor se tornarem her�is mesmo que n�o queiram.
Tire a m�o do bolso.
- Pode ver o Cambridge a estibordo? - N�o. Ainda n�o.
- Reduza a velocidade para 10 n�s. - Entendido.
Quero que nos alcance antes do anoitecer.
Acelera��o, um-cinco-zero. Acelera��o, um-cinco-zero. senhor.
Certo.
Curso do barco, verde-dois-zero, senhor.
Aos postos de combate, por favor.
Sim?
Um relat�rio, senhor. O Amesbury encontrou o navio alem�o.
- D� detalhes? - N�o. Apenas um breve informe.
- Certo. N�o responda. - Entendido.
� a grande oportunidade do Tom Ashley.
Juntos devem derrotar o Essen, apesar do seu armamento.
Se as coisas n�o mudam.
Ainda assim, que Deus o aben�oe.
Aqui vamos. N�o perdem tempo, n�o?
Est� fora de alcance dos canh�es.
J� sabem a que dist�ncia estamos.
Atiram muito bem.
Para ret�-lo at� que os outros chegem, devemos ir mais r�pido.
- A bombordo 10. - A bombordo 10, senhor.
Tenho o pressentimento que ser� perigoso.
O que esperam l� em cima?
Nos aproximar para atirarem flechas?
Vamos, bombeiros. Mexam-se. Vamos.
N�o h� sinal do Cambridge, senhor.
Apaguem o fogo l� embaixo. R�pido.
Entrem l� com isso. Mexam-se.
Puxem as mangueira. Parece que s�o aleijados.
Thompson. Chama a ponte urgente.
- Fogo no pai�l. - Entendido.
N�o podemos alcan��-lo. � muito mais r�pido.
Diga ao oficial para atirar quando tiver ao alcance.
Acertaram a torre.
- Dist�ncia 2-1-5. - Certo.
FOGO
- � isso. - J� era tempo.
Devem ter pensado que estavamos paralisados.
Imposs�vel. Est� muito longe.
- Logo vai escurecer, senhor. - Sim, mas ainda falta.
Se n�o podemos escapar, devemos fazer o oposto.
- A estibordo 20. - A estibordo 20.
- Tudo � frente os dois. - Os dois motores velocidade total.
O capit�o falando. At� agora, recebemos todos os golpes.
Agora vamos dar-lhes um pouco do seu rem�dio.
Avan�aremos para atacar com torpedos.
O Cambridge chegar� logo.
O Essen n�o deve, repito, n�o deve escapar intacto.
Vamos todos fazer o nosso dever. E boa sorte.
Preparem todos os tubos lan�a-torpedos.
Controle de Danos para Ponte. H� um inc�ndio no pai�l, senhor.
O fogo est� fora de controle.
- Inundem os pai�is X e Y. - Inundem X e Y.
Queria avan�ar mais 900 metros, mas n�o chegar�amos.
Preparem os torpedos.
Disparem o um.
Disparem o dois.
Disparem o tr�s.
- Disparamos os torpedos, senhor. - Vamos sair daqui. A bombordo.
Perde seu tempo, Brown. Destru�ram a ponte.
Acertamos ele, Pessimista! Acertamos ele!
Brown, o Cambridge.
O Cambridge, Brown. . .
� o Amesbury. Est� nos chamando.
O Essen
foi atingido.
Torpedo. . . a bombordo.
Ele afundou.
- Sabe o que acontece? - Nem id�ia. Algo acontece.
Queria me ver, senhor?
Sim.
Senhores, recebemos p�ssimas not�cias.
Afundaram o Amesbury.
O capit�o Ashley e sua tripula��o. . . est�o mortos.
Segundo o relat�rio o Essen foi acertado por um torpedo.
Acho que t�m duas alternativas:
encontrar um lugar para reparar o navio
ou entrar num porto americano e ser retido.
De qualquer maneira, n�o � mais uma amea�a para o nosso comboio.
- Chefe. - Senhor?
O Cambridge est� seguindo o Essen.
Embora falte combust�vel, quero ir � maior velocidade poss�vel.
Entendido, senhor.
Vamos atr�s do Essen, senhores.
Vamos atr�s dele e o encontraremos.
E o destruiremos.
Isso � tudo. Obrigado.
Almirante. Quero brindar pelo Essen.
- Pelo Essen. - Pelo Essen.
Entre.
Pode pegar algo quente?
- Sim, senhor. Obrigado. - Pode sentar-se.
Como se chama?
Brown. Andrew Brown.
- O que �? - Canadense.
N�o. O que faz? Qual � o seu trabalho?
Mensageiro principal.
Qual � o seu barco?
Eu disse, "Qual � o seu barco?"
Quer um cigarro, Brown?
Pegue.
N�o, obrigado.
Seu navio era o Amesbury, Brown. N�s sabemos.
O que fazia aqui. . . para onde ia?
N�o sei.
Trabalhava nas comunica��es, Brown.
Um cruzador n�o navega sem rumo pelo Pac�fico, certo?
Ficar� conosco por muito tempo.
Por que persiste em dificultar as coisas?
O Amesbury n�o estava s�, certo?
Pelo que sei, sim.
Depois de recolh�-lo, interceptamos uma mensagem de outro navio.
- Que navio era esse, Brown? - N�o sei.
Quer que acredite que s� um cruzador ligeiro veio nos atacar? Tolices.
- Nenhum capit�o ingl�s faria isso. - N�o saberia dizer, senhor.
Sabe muitas coisas, Brown. Se soubesse menos, falaria mais.
O Amesbury n�o estava sozinho.
Fazia parte de uma for�a maior enviada para nos destruir, certo?
N�o sei essas coisas, senhor.
Eu disse tudo o que podia dizer.
Certo, Brown.
N�o � muito inteligente, mas admiro a sua coragem.
Pode sair.
Ei.
� ingl�s?
Sim, o tempo. Sim, � muito bom para voc�s, homem.
� dif�cil nos encontrarem com este tempo.
Sim, sim. Igual na Inglaterra, eu acho.
- Ol�. - O que. . . ?
- Como se sente? - Bem. . .
d�i onde era a minha perna esquerda.
Tirando isso, s� preciso da minha esposa.
Me d� um pouco de �gua, sim?
- Claro. - Obrigado.
Obrigado, amigo.
Voc� � o Brown, n�o?
Sim, lembro quando atirava com o rifle em Portsmouth.
Voc� fez muito bem, amigo.
- Est� nas mensagens? - Sim.
Sim, foi o que pensei. Sou o Wheatley, suboficial foguista.
- Somos os �nicos? - Sim.
Me pergunto por que se incomodaram.
Por que n�o liquidaram todos n�s?
Acho que precisam de informa��o.
Assim que me tiraram da �gua, me levaram para ver o capit�o.
Acha que somos parte de uma for�a maior.
E somos?
- Talvez tamb�m seja interrogado. - Eu?
N�o sei nada. Trabalho na caldeira.
Mas queria que afundassem estes malditos.
Deve se recuperar logo, Foguista.
Talvez seja antes do que pensa.
Isso seria �timo.
Primeiro, os alem�es nos afundam.
Depois nos tiram da �gua.
E depois v�m os seus amigos para te afundar novamente.
Vou pedir que me coloquem uma perna de pau.
Talvez assim flutue melhor.
C�us. Preciso de alguma coisa para esta perna.
Ei, Fritz.
Fala alem�o? Voc� sabe?
Sim.
Trabalhei para a transportadora Norddeutsche antes da guerra.
Sim, entendo sua lingua, amigo. E entendo o seu povo.
S�o bons, mas n�o deixe que se aproveitem. Lembre disso, filho.
� prov�vel que te batam onde voc� menos gosta.
� assim, n�o, Fritz?
A� est�. Viu? Concordou totalmente comigo.
- Capit�o. - Obrigado.
Eu temia isso. � do Cambridge.
Pegou um mal tempo e perdeu o Essen.
- � complicado, senhor. - Sim. Veremos o que fazer agora.
- Piloto. - Senhor?
Segundo o relat�rio, o Essen ia para o nordeste?
Sim, senhor. Aqui, senhor.
Vamos ver.
Se continuam nesse curso, ter�o que se render.
N�o far�o. A pergunta �: aonde v�o?
Onde podem reparar o navio?
Acha que v�o para o norte? Que se dirige para Impala?
N�o. Tem muito tr�fego. Ficar�o afastados de l�.
Vejamos. As Ilhas Gal�pagos.
L� poderiam encontrar lugar para ancorar.
Certo, piloto. Me d� um curso.
Se minha intui��o n�o falha, o Essen leva muita vantagem.
Mas, com alguma sorte, talvez possamos alcan��-los.
- Alabardeiro. - Senhor?
Envie uma mensagem para o Cambridge.
Diga-lhe que nos encontraremos ao sul das Ilhas Gal�pagos.
D�-me uma posi��o, piloto.
Foguista.
- Foguista? - Ol�.
Ouve as bombas?
Sim. Toda a proa deve estar cheia d'�gua.
E t�m uma perda no anteparo de choque.
Perdemos velocidade. Estamos mais lentos que ontem.
Por mim, poderia afundar.
N�o afundar�, a menos que tenha outra tormenta.
Isso � o que dizia. � como constroem os barcos de hoje
com compartimentos estanques. . .
Sim, eu me lembro. Mas agora n�o, professor.
N�o quero me concentrar.
- Sim, sinto muito. - N�o tem problema, filho.
Sabe o que deveria fazer, n�o?
Devia te postular como almirante.
Sabe muito sobre t�ticas, anteparos e bal�stica.
Quem te ensinou?
Eu cresci na marinha, Foguista.
- Quem? Seu pai? - N�o. Minha m�e.
- Sua m�e? - Sim.
� uma mulher excepcional.
Sabe mais que a maioria dos almirantes.
N�o sabia que as canadenses se interessavam tanto pela marinha.
Minha m�e � inglesa. Meu pai morreu antes de eu nascer
e ela se foi da Inglaterra para o Canad�, para Montreal.
Acho que queria fugir de tudo e esquecer.
Ele tamb�m era da marinha, mas. . .
Ela nunca fala dele, nem sequer agora.
Deve ter sido dif�cil para ela, trabalhar num lugar desconhecido.
Me ensinou sobre a Marinha desde que me dava mamadeira.
Sim? Seja um bom garoto e me d� um pouco d'�gua.
Claro.
Que curioso.
Os motores est�o apenas funcionando.
Devemos estar em �guas calmas.
GAL�PAGOS RESOLU��O I.
Onde estamos?
N�o sei. N�o reconhe�o nada.
Parece ser uma esp�cie de lagoa.
O canal deve ser muito estreito. Est�o medindo desde a popa.
Ent�o o barco n�o pode virar.
Deve ter pouca profundidade em ambos os lados e n�o pode manobrar.
Que alvo perfeito seria se os nossos rapazes chegassem agora.
Eles acham que s�o seguidos.
O que disse agora?
Devem reparar o barco e zarpar imediatamente.
Disse que lhes d� s� 36 horas.
Se demoram mais, ser�o pegos.
Trinta e seis horas.
Se pud�ssemos fazer alguma coisa para ret�-los.
Daria a minha outra perna, se pudessemos fazer isso.
O que tentam fazer? Afundar esta banheira?
Est�o inclinando-o para reparar os danos.
N�o perdem tempo. Deveria v�-los trabalhar.
Melhor eles que eu. Faz muito calor.
Que lugar para estar avariado, n�o?
N�o tem ar fresco e nenhum bar perto.
C�us. Como eu adoraria tomar uma cerveja.
Ou�a, Foguista.
Acho que podemos fazer algo.
Fazer alguma coisa? Para que?
Para atras�-los. . . para n�o conseguirem a tempo.
Espera. E eu com apenas uma perna?
Claro que n�o. Mas voc� me deu a id�ia.
Lembra quando o capit�o falou e voc� disse:
"Se pud�ssemos fazer alguma coisa para ret�-los". Acho que podemos.
- Voc� est� bem? - Claro que sim.
N�o � o calor? Voc� n�o insolou?
N�o. � que desde que disse isso
estive observando e pensando.
- Tenho uma id�ia. - Espere um minuto.
Quer tomar o barco voc� sozinho. Certo?
- N�o tinha pensado nisso. - Deveria.
Mas, suponha que os retardamos.
Suponha que nossos barcos chegam at� n�s.
- O que aconteceria com voc�? - N�o estarei confort�vel, certo?
- N�o poder� parar. . . - Ou�a, filho.
Se eu sobreviver a isto, quais s�o as minhas chances
de retornar ao mar de novo, com uma perna e um toco?
Navego desde os 14 anos.
Deixar�o eu apodrecer na praia. E isso n�o me agradar.
Portanto, se n�o est� completamente louco. . .
Fa�a.
Certo, Foguista.
Contanto que voc� saiba, que tudo o que fizer
ser� muito arriscado.
Est� ciente disso, n�o?
Ser� muito arriscado.
Sim.
- Estou indo. - Certo, filho.
Oxal� pudesse ir com voc�.
- Tome cuidado. - Voc� tamb�m.
N�o gosto de deix�-lo sozinho.
N�o se preocupe comigo.
N�o esque�a o que fizeram com o Amesbury.
Boa sorte.
Brown.
Ou�a, Brown.
Vou te dar s� uma oportunidade.
Sabemos onde est�.
Se n�o entregar imediatamente
atirarei com os canh�es.
Saia e se entregue.
Ei, Fritz. Como v�o as coisas l� em cima?
� o melhor do dia.
Continue assim, rapaz.
Os locais mais prov�veis s�o tr�s ilhas, piloto:
Chatham, Barrington, Resolu��o.
- Primeiro vamos revist�-las. - Entendido.
- Temos pouco combust�vel. - N�o podemos ir mais devagar.
O melhor caminho � por esta passagem.
Ajuste a velocidade para chegar na Ilha Chatham ao amanhecer.
Vou enviar uma mensagem ao Cambridge, com o plano.
Fogo!
Acho que avariamos seu controle de fogo. N�o se aproximam.
- Suspenda o fogo. - Entendido.
- Preparem-se para o resgate. - Sim, senhor.
Vamos. Mexam-se.
Vamos. Des�a, amigo.
- Vamos. Mexam-se. - Sou um oficial.
Muito bem. Fique al�.
Quero informar algo. Tem um marinheiro ingl�s na ilha.
- Um marinheiro? - O resgatamos do Amesbury.
- Por que o deixaram na costa? - N�o fomos n�s.
Roubou um fuzil, escapou e esteve atirando em n�s.
Nos atrasou mais de 18 horas.
Tem um sobrevivente na ilha.
Pergunte ao capit�o se podemos ir busc�-lo.
Entendido, senhor.
� melhor contar para o capit�o.
Vamos. Mexam-se.
INVESTIDURA PAL�CIO DE BUCKINGHAM
Parab�ns, Brown. Parece bem novamente.
- Obrigado, almirante. Igualmente. - N�o tem fam�lia aqui?
N�o. S� tenho a minha m�e e vive em Montreal.
Estou vendo.
Me enviou um telegrama maravilhoso. � um dia muito feliz para ela.
- Para ela? - Sim, senhor.
Me treinou desde que aprendi andar.
Para a minha m�e, o mais importante era a marinha.
Me incutiu tudo melhor que um contramestre.
Parece que fez um bom trabalho, Brown.
Pedi para ser nomeado o meu mensageiro.
Obrigado, senhor. A ordem chegou esta manh�.
- Voc� � o Brown, certo? - Sim, senhor.
Sua Majestade chegar� a qualquer momento.
Ser� chamado 1� porque � o �nico que receber� a Cruz da Vit�ria.
Sim, senhor.
Os t�tulos de Cavalheiro ser�o outorgados em segundo lugar.
Obrigado.
- Se apresentar� amanh�. - Sim, senhor.
Bem. Escoltaremos um comboio no Atl�ntico Norte.
- Poder�amos passar por Montreal. - Esperava poder fazer isso.
Faz quatro anos que n�o a vejo.
Estamos chegando. Espero poder conhec�-la.
- Sim, senhor. - � uma pena que n�o veio.
Deve ser uma mulher extraordin�ria.
LEGENDAS : Laercio Tradu��o da legenda em Espanhol
FIM
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