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Ali est� ela
Lilith.
Os meus velhos amigos,
os Shadowhunters.
O que voz traz a estas bandas?
Nova Iorque � fria demais nesta altura do ano?
Viemos impedir-te de matar o Magnus.
Voc�s?
Que engra�ado.
Agora, est�o no meu reino.
Essas espadas tontas n�o passam de brinquedos aqui.
Quem disse que precisamos de espadas?
N�o.
Ele est� a perder imenso sangue.
Aguenta, Meliorn, sim?
Tenta relaxar, est� bem? Respira devagar.
N�o estou preparado para morrer, mas se morrer,
ao menos ser� contigo.
Ningu�m vai morrer, Meliorn.
Na verdade, ele pode mesmo morrer.
Desculpa.
Ouve, vamos fazer de tudo para impedir isso, est� bem?
- Sab�amos que estariam aqui. - Izzy, est�s bem?
- O Meliorn est� bem? - O que lhe aconteceu?
- Onde est� a Lilith? - Ela desapareceu.
Transformou-se num dem�nio voador enorme.
Uma das asas dela apunhalou o Meliorn.
- N�s ajudamos. - Eu trato da hemorragia.
Eu j� vi a Lilith assim.
Quando tirou uma lasca da minha alma, estava t�o forte que matou o Ithuriel.
- Onde est� ela? - Foi atr�s do Magnus.
Ela quer reabrir a brecha.
Parece que me encontrou.
- Aquele visual n�o lhe fica bem. - Cheguem-se para tr�s.
- Izzy! N�o! - Izzy! Por favor, n�o!
Isabelle!
- Isabelle! - Izzy!
- Temos de fazer algo. - Magnus, cura-a.
- Estou a tentar. - Tenta mais!
- N�o est� a funcionar. - O fogo celestial est� a impedir-nos.
E se eu puser a runa de Alian�a na Izzy?
Podemos lig�-la a todos. Talvez absorvemos parte das chamas.
Como sabemos que n�o nos fritar�? Agora todos temos sangue de dem�nio.
Tamb�m temos sangue de Nefilim.
- O Alec tem raz�o. Vamos a isto. - Formem um c�rculo.
� perigoso demais.
Se for a �nica forma de te salvar a vida, morremos todos a tentar.
- O que fazes? - Temos de estar todos ligados.
Izzy.
Gra�as ao Anjo que est�s bem.
- Agradece � Clary. - Fomos todos.
A Isabelle pode estar bem, mas o Edom nem por isso.
O que se passa?
Parece que o fogo celestial destruiu a Lilith.
Mas a rea��o em cadeia est� a destruir o reino inteiro.
- Ent�o, dev�amos sair daqui. - Espera. N�o temos de fechar a brecha?
N�o h� raz�o para a fechar se o Edom j� n�o existir.
Vamos! R�pido!
- Vamos! - Vamos!
Sabes o que � estranho?
O qu�?
Que isto,
eu e tu, n�o seja estranho.
Eu sei. � o contr�rio de estranho.
O �nico problema � que
sou um zero � esquerda nisto.
Na verdade, eu n�o diria zero.
Refiro-me a isto, relacionamentos.
Todos os que tive
explodiram de forma magn�fica como a Estrela da Morte.
Eu sou ainda pior.
Porque n�o tentamos melhorar juntos?
Sim. Eu gostaria disso.
Bom dia.
Pois �. � mesmo um bom dia.
O que � isto?
"Est� formalmente convidado para o casamento de Alexander Gideon Lightwood
e Magnus Bane."
Esta noite?
Para qu� esperar mais um dia?
Ap�s tudo o que pass�mos,
quem sabe que crise se abater� sobre n�s amanh�.
N�o sei. Esperava podermos planear um pouco.
Quando quem planeia o teu casamento � um feiticeiro,
s� precisas de um pouco de magia e um gosto requintado.
Certo. Primeiro, o local.
Que tal o Taj Mahal?
Ou Machu Picchu, no Templo do Sol?
E que tal no Instituto?
Certo.
Porque quando penso em algo rom�ntico, penso no Instituto de Nova Iorque.
E Ladera em Santa L�cia?
Com vista para o mar tropical. Os convidados v�o de Portal e n�s...
Magnus, pensa bem.
A Clave teria de honrar e celebrar
uma rela��o entre um feiticeiro e um Shadowhunter.
Debaixo do pr�prio teto.
Pensa na mensagem que iria passar a outros como n�s.
Est� bem. Que seja o Instituto.
Eu envio os convites e come�o os preparativos.
Smokings?
Eu gosto de te ver de smoking.
Para qu� estragar a perfei��o?
O que foi?
� s� que, em centenas de anos,
nem acredito que nunca te casaste.
Nunca conheci ningu�m como tu.
Eles n�o v�o perder tempo. Vai ser esta noite.
N�o imagino um casal mais perfeito um para o outro.
Eu imagino um.
Queres ser o meu acompanhante?
Sim, Clary. Claro que sim.
O que foi?
Gostava que estiv�ssemos a celebrar sem o Jonathan ainda � espreita.
Pois, eu sei.
Mas haver� sempre dem�nios � espreita.
O Edom pode ter desaparecido, mas ainda h� muitos reinos do Inferno.
Isso n�o significa que n�o nos possamos juntar e celebrar um casamento.
� por isso que lutamos, n�o �?
Para podermos viver e amar em paz.
�s muito poderoso, n�o �s?
Se tiv�ssemos um filho juntos,
a nossa prole poderia ser facilmente
a criatura mais formid�vel que o mundo alguma vez viu.
Imagina isso.
Prefiro n�o imaginar.
Aonde vais?
Para longe.
Porqu�? Pensava que estavas bastante confort�vel aqui.
Deste-me um momento de prazer, sim.
Mas n�o me ofereces conforto.
Devo lembrar-te que fui eu que cuidei de ti enquanto recuperavas?
Que te ensinou a usares os teus poderes?
Tudo o que fazes � por ti.
Receias-me e fazes bem.
Queres ser uma aliada para n�o morreres como os restantes.
�s inteligente.
N�o percebeste bem, Jonathan.
Eu gosto de ti.
Claro que gostas. Queres que seja a tua arma.
Quero que sejas o meu rei.
Juntos, destruiremos os Shadowhunters
e reinaremos o reino terrestre lado a lado.
Eu prefiro reinar sozinho.
Por favor, Jonathan.
N�o te atreverias a magoar uma crian�a. S� misericordioso.
Miseric�rdia � para os humanos.
E eu j� n�o sou humano.
J� deves ter ouvido.
Senti-o muito antes de receber o convite.
Alec, parab�ns. Estou t�o feliz por ti.
Obrigado. O Magnus est� a tratar de tudo.
- Certo. - Mas tenho de fazer algumas coisas.
Como pedir-te para seres o meu suggenes.
- Outra vez? - Outra vez.
Sim.
Alec, claro.
E h� outra coisa que te queria dizer.
Vou mudar-me para o apartamento do Magnus.
- N�o � um problema, pois n�o? - N�o.
N�o h� nenhuma regra que dite que o l�der do Instituto tenha de viver aqui.
- Certo? - Certo.
Vai aparecendo.
Jace,
�s o meu parabatai.
Para onde quer que eu v�, estar�s sempre ao meu lado.
Ent�o, n�o achas estranho?
Est�s a brincar?
Duas das minhas pessoas preferidas s�o um casal.
- Estou felic�ssima. - Isso � muito importante para mim.
E v�o ao casamento juntos?
� esse o plano.
O Magnus e o Alec nunca tiveram medo de mostrar ao mundo como se amavam.
Eu planeio seguir as pisadas deles.
Izzy, o que tu fizeste, a coragem que foi precisa...
Ir ao Edom sozinha, arriscar a vida para salvar o Magnus, foi mais que hero�smo.
Podia dizer o mesmo de ti.
Salvaste-me a vida, Clary.
O que foi?
Tenho uma pergunta para ti. E n�o tens de responder j�.
O que �?
E se a resposta for n�o, prometo que n�o ficarei ofendida.
Agora est�s a preocupar-me.
Isabelle,
considerarias ser a minha parabatai?
Eu pensava pedir-te o mesmo.
Sim?
Sempre achei que n�o precisava de um parabatai,
que era melhor quando estava sozinha.
Mas isso foi antes de te conhecer.
Clary,
n�o h� nada que queira mais do que ter-te como a minha parabatai.
Espera.
- Pensava que eras um lobisomem. - E era.
O antigo alfa da alcateia de Nova Iorque, se n�o me engano.
N�o est�s enganado.
- Ent�o, o que raio... - Luke!
Ol�.
Underhill, est� tudo bem. � o meu pai. Ol�.
Luke, o que aconteceu?
O Praetor obrigou-me a injetar-me com a cura do Mundo � Parte.
Mas em vez de ficar mundano, tornei-me no que era antes de me Transformar.
Um Shadowhunter.
Pois. A boa not�cia � que estou de volta a onde perten�o.
A trabalhar ao teu lado e a ajudar mundanos e os do Mundo � Parte.
- Luke, nem acredito. - �, n�o �?
Ouve, tenho de apanhar um Portal para Alicante para uma inquiri��o,
mas queria vir c� dizer-te que estou bem.
Est�s melhor do que bem.
Diz isso ao Alec. Tenho de lhe dizer que vou faltar ao casamento dele.
- Boa sorte. - Obrigado.
Luke, est�s a ver aquilo?
O qu�? Est�s bem?
Sim, pensei ter visto... N�o � nada. Esquece.
Falamos quando eu voltar.
M�e?
Ol�, querida.
�s mesmo tu?
M�e...
Estou t�o orgulhosa de ti, Clary. Da mulher em que te tornaste.
M�e, tenho tantas saudades tuas.
E eu tuas. Mais do que imaginas.
Mas n�o foi por isso que vim.
O Anjo Raziel enviou-me.
O Raziel?
Porqu�?
Ele acredita que se ouvir�s algu�m, que serei eu.
H� milhares de anos, ele deu ao Jonathan Shadowhunter
cada uma das suas runas angelicais com um objetivo espec�fico.
Clary, o facto de poderes criar as tuas pr�prias runas,
sem a ben��o do Raziel...
Ele n�o gosta muito disso.
Mas as runas que desenhei, m�e, elas ajudaram pessoas.
Ajudaram Shadowhunters.
Isso pode ser verdade, mas tens-te aproveitado dos teus dons.
Sentiste a resist�ncia dos anjos, mas ainda assim continuaste.
Quando desenhaste a runa de Necromancia no Valentine,
quebraste um princ�pio fundamental.
"Os mortos devem continuar mortos."
E agora, esta runa de Alian�a, unir Shadowhunters com sangue de dem�nio.
E para o Raziel, isso foi a gota de �gua.
Fi-lo para salvar a vida dos meus amigos.
Eu entendo.
Clary, a tua compaix�o � um de muitos dos teus grandes atributos.
Mas os anjos veem isso de modo diferente.
Veem-no como uma interrup��o da ordem natural das coisas.
Ent�o...
Enviaram-te para me repreenderes?
N�o.
Foi para te dizer para n�o voltares a desenhar mais nenhuma runa.
O qu�?
Se o fizeres, assim como recebeste os teus dons,
eles ser-te-�o retirados.
Mas, m�e...
M�e?
Nada mau.
N�o comeste no Edom?
O que posso fazer por ti, Lorenzo?
S� vim buscar algumas das minhas coisas.
For�a.
Aqui est�. Esta maravilha pertence ao meu ch�teau em Maiorca.
E parece-me que este misturador de bebidas de prata tamb�m � meu.
Lorenzo,
quero agradecer-te. Por arriscares a tua vida para ajudar a salvar a minha.
S� cumpria a minha parte como membro da comunidade de feiticeiros. Mais nada.
O Alec disse-me como foste prest�vel e o apoiaste.
Ele � muito importante para mim.
De facto, a viagem ao Edom acabou por ser uma inspira��o.
Eu nunca tive uma fam�lia.
Nunca pensei sequer que seria poss�vel ter uma.
Mas a forma como os teus entes queridos lutaram por ti, uns pelos outros,
mostrou-me que uma fam�lia n�o tem de ser algo no qual nasceste.
As fam�lias podem ser criadas.
Um dia, espero ter a tua sorte e ter a minha pr�pria fam�lia.
Fica bem, Magnus.
Lorenzo...
Gostaria que aceitasses isto.
Um convite?
- Esta noite? - N�o quisemos perder mais tempo.
H� tanta coisa para preparar. Como ser� poss�vel...
O Magnus tem tudo controlado. Est� a tratar de tudo.
Nesse caso, ser� perfeito.
O que vou usar? Tenho de ir �s compras.
Em rela��o a isso, quase me esquecia.
O Magnus queria que te desse isto.
Alec...
... � maravilhoso.
Eu queria perguntar-te outra coisa.
Claro.
Queria convidar o pai para o casamento,
mas antes de o fazer, quero garantir que n�o te importas...
Alec, independentemente do que aconteceu entre mim e o Robert,
ele ser� sempre teu pai e estar� t�o orgulhoso de ti quanto eu.
O INSTITUTO DE LOS ANGELES
Tenho tentado contactar o Instituto de Istambul toda a manh�.
Algu�m em Londres falou com eles?
Isso � estranho.
Liguem-me se souberem de algo.
Terminei os invent�rios das armas que pediste.
Obrigado, Max.
Os fios dos arcos longos estavam muito largos. Apertei-os um pouco.
Bom trabalho, filho. Esta manh�, recebi a tua avalia��o.
Ap�s tudo o que passaste, ainda �s o melhor cadete da tua turma.
Aquilo s�o as barreiras do per�metro.
Fica aqui.
Boa tarde.
Por favor, para a matan�a.
Porque faria eu isso?
O que quer que queiras, leva.
Vejam s� quem est� todo crescido.
Pensei que te tinha dito para esperares.
Shadowhunter, achas-te muito duro?
Chega-te para tr�s, Max.
N�o �s t�o duro como eu.
Chega-te para tr�s.
A� est�s tu.
- O que fazes aqui? - Estava s� a pensar.
A pensar no qu�? O que se passa?
Est�s bem?
N�o.
Acab�mos de ser informados que uma s�rie de ataques demon�acos
ocorreram em 13 Institutos por todo o mundo
com imensas baixas, de mundanos e Shadowhunters.
Quem ou o que quer que esteja por detr�s destes ataques, n�o parou.
E n�o h� not�cias de v�rios Institutos.
E o de Los Angeles? Tiveste not�cias deles?
Ainda n�o.
Eu vou j� para l�. Clary, podes abrir um Portal?
Esperem. Vejam isto.
Est� a� algu�m? Ouvem-me?
Pai, sim. O que aconteceu?
O Jonathan Morgenstern atacou o Instituto de LA h� alguns minutos.
- Eu senti que era ele. - Quantas baixas?
Ele matou toda a gente exceto eu e o Max.
Pelo Anjo.
S� nos poupou porque queria que entreg�ssemos a mensagem dele � Clary.
Ele vai atacar todos os Institutos do mundo inteiro
e guardar o de Nova Iorque para �ltimo.
Porqu�?
Porque ele quer que a Clary veja o mundo a desaparecer,
sabendo que � tudo culpa dela.
O que se passa?
Ele n�o mostra quaisquer sinais de estar a abrandar.
Denver e Chicago j� foram atacados.
Centenas de Shadowhunters e pelo menos 80 mundanos j� foram mortos.
A imprensa chama-lhe uma s�rie de ataques com armas qu�micas.
Disseram �s pessoas para n�o sair de casa.
Eu e o Lorenzo temos a comunidade de feiticeiros de prontid�o.
Detet�mos uma forte presen�a demon�aca na baixa de Toronto.
A mesma assinatura energ�tica que vimos nos outros ataques.
- Ele vai para o Instituto de Toronto. - Eu re�no uma equipa.
Ainda n�o. N�o envio ningu�m numa miss�o suicida.
Este n�o � o mesmo Jonathan de antes. Est� mais poderoso do que nunca.
Eu posso par�-lo. Vou sozinha.
Isso n�o vai acontecer.
Ele n�o hesitar� matar-vos. A mim n�o me matar�.
- Tens mesmo a certeza disso? - Eu conhe�o o meu irm�o.
- E se estiveres enganada? - � um risco demasiado grande.
Quantas mais pessoas t�m de morrer?
Eu sou a �nica que pode acabar com isto. Deixem-me faz�-lo.
E o que acontece se chegares l� e n�o o conseguires parar?
- Ele agora � quase invenc�vel. - N�o contra mim.
- Estaremos mesmo atr�s de ti. - Iremos dar-te apoio.
Se se aproximarem dele morrem todos.
Eu vou e vou sozinha.
Ent�o, vigiamos-te pelos monitores. Se algo acontecer, intervimos.
Magnus, tens de me abrir um Portal.
Eu nunca fui a Toronto.
Claro que sim, biscoito.
- Ouve. - Sim.
Tens a certeza disto?
Sim.
M�os na cabe�a! Parado!
No ch�o, j�!
- Demoraste imenso tempo. - Estou desarmada. S� quero falar contigo.
Eu sabia que acabarias por vir.
� um pouco ir�nico,
tendo em conta todos aqueles anos em que precisei de ti e tu n�o estavas.
Agora estou aqui para ti.
- Por favor, para com a matan�a. - Afasta-te, Clary, ou mato-te tamb�m.
Falo a s�rio.
Jonathan, n�s sempre estivemos ligados.
Quando estavas no Edom a gritar por mim,
eu sonhava contigo.
Sonhavas comigo?
E quando descobri que tinha mesmo um irm�o,
n�o me senti t�o sozinha.
Eu nunca te conheci, mas senti que tinha uma fam�lia a s�rio.
E depois viraste as costas a essa fam�lia.
Tentei n�o o fazer.
Eu queria acreditar em ti, Jonathan.
Desde pequena,
que tu eras o menino na torre com que sonhava.
O menino que eu sempre quis salvar, mas que achei que nunca conseguiria.
Acho que tinha raz�o.
Porque, Jonathan, sabes t�o bem como eu
que a nossa fam�lia � a nossa maior fonte de desgostos.
Apesar de tudo o que fizeste e do que pass�mos
ou do quanto eu quero lutar contra isso ou esquecer,
irei sempre amar-te.
Sempre.
Eu tamb�m te amo, Clary.
Clary?
Clary! Clary, est�s a magoar-me.
- Clary, est�s a magoar-me. - Est� tudo bem.
- N�o consigo respirar. - Est� tudo bem.
Est� tudo bem.
- Deixa-me. - Estou a deixar.
Ave atque vale.
Adeus, Jonathan.
Adeus.
N�o.
O amor que sinto por ti...
... � um amor que n�o tem fronteiras.
Na alegria e na tristeza...
Na doen�a e na sa�de...
Irei amar-te sempre como meu igual.
E proteger-te acima de tudo.
Irei partilhar contigo os meus sentimentos verdadeiros.
E quando falares, irei ouvir.
Irei apanhar-te quando ca�res.
E quando te elevares, irei ajudar-te a chegar ao topo.
Magnus Bane...
Alexander Gideon Lightwood...
Sou e serei sempre o teu adorado marido.
� minha honra declarar-vos um s�.
N�o te estou a pisar, pois n�o?
Como poderias? � como se estivesse a flutuar.
Nunca vi o meu irm�o t�o feliz como com o Magnus.
Eu sei o que isso �.
Amigos.
Raphael.
Que bom ver-te, Raphael.
Fico feliz por estarem juntos.
N�o poderia pedir um homem melhor.
Como vai a vida como mundano?
� fant�stica.
Posso finalmente seguir uma voca��o que tinha desde mi�do.
Chef de tamale para celebridades. Alfaiate de homens?
Pois, n�o.
Entrei para o semin�rio.
- Vais ser padre? - Um dia.
Primeiro tenho de voltar a encontrar o meu Deus.
Fico feliz por ti, Raphael.
Tenho muito de que me arrepender.
Ol�, pessoal.
- Ol�. - Clary, est�s absolutamente linda.
Vejam s� quem fala.
- Simon, posso roubar-te por um minuto? - Sim, claro.
S� quero que saibas que ter-te como meu melhor amigo,
em mi�dos e durante a nossa aventura no Mundo das Sombras...
N�o sei o que teria feito sem ti.
Obrigado, Fray. Eu sinto o mesmo.
Porque � que isto me soa a um adeus estranho?
Uma mi�da j� n�o pode ser sentimental?
Claro. � vontade, s� sentimental.
- Pronto, vai atr�s dela. - Est� bem.
Porque n�o podemos ambas usar vestidos de noiva?
Ou pod�amos usar smokings.
- Pois. A Jia ia adorar isso. - Pois ia.
Olha para ti. Sabes dan�ar.
Ela n�o � a �nica que sabe dan�ar.
Um Shadowhunter a elogiar um feiticeiro?
Andrew Underhill.
Lorenzo Rey.
� um prazer.
Ent�o, o que te chamo?
O que quiseres, Max.
Que tal irm�o?
Parece-me bem.
Visto que estamos todos juntos, h� algo que vos queria dizer.
Eu admito que � um pouco estranho.
- � sobre o Luke. - Que voc�s andam juntos?
Pois, tem sido bastante �bvio.
- Sim? - Sim. Achamos fant�stico.
Todos achamos.
Fico muito feliz que sintam isso.
Maryse, tu e o Luke foram... Foram feitos um para o outro.
Obrigada. Isso � muito importante, Clary.
Clary, quero que saibas que para o Luke nunca ningu�m substituir� a tua m�e.
Maryse, achas que os anjos s�o capazes de perdoar?
De que se trata isto? Do Jonathan?
Como a minha m�e costumava dizer:
"Os anjos agem de forma misteriosa."
Suponho que tudo seja poss�vel.
Ol�. Posso roub�-la?
- Claro. - Obrigado.
Estar neste casamento fez-me pensar...
Eu fui criado a pensar que tinha de ser perfeito.
O guerreiro perfeito,
o soldado perfeito, o filho perfeito.
Mesmo quando vim viver com os Lightwood,
acreditava que se n�o fosse perfeito,
que me mandariam embora.
Nunca pensei que algu�m me pudesse amar incondicionalmente,
apesar dos erros que cometera.
Depois apareceste tu
e mandaste ao ar tudo aquilo em que eu acreditava.
Eu lamento.
N�o lamentes.
�s a melhor coisa que me aconteceu, Clary Fairchild.
Todas as c�lulas no meu corpo te amam.
E quando essas c�lulas morrerem e nascerem novas,
essas ainda te ir�o amar mais.
Portanto, Jace, aconte�a o que acontecer,
o meu amor por ti nunca morrer�.
Ent�o. Est�s bem?
Eu amo-te.
Eu... vou apanhar um pouco de ar, sim?
Sim, est� bem.
Tamb�m te amo.
Quando leres esta carta,
as minhas mem�rias de ti e do Mundo das Sombras ter�o desaparecido.
Foi o pre�o que os anjos me fizeram pagar pelas runas que criei.
Mas n�o me arrependo de nada.
Mesmo n�o me lembrando de ti, estar�s sempre no meu cora��o.
UM ANO DEPOIS
Entra.
Sr. Inquiridor?
Como estava o Brasil?
H�mido.
A minha m�e odeia humidade.
Mas adora as praias.
J� viste a tua m�e a fazer paddleboard?
- � uma vis�o. - Luke, obrigado.
Nunca pensei que isto acontecesse.
Habitantes do Mundo � Parte delegados para trabalhar com Shadowhunters?
� fant�stico.
A Clave evoluiu muito.
Gra�as a ti.
Eu tive uma pequena ajuda.
Reparar barreiras? Estou com a agenda cheia,
mas talvez o consiga encaixar.
Est�o todos a recalibrar as barreiras para permitirem os do Mundo � Parte.
Que tal na ter�a-feira �s 15h00?
At� l�, senhor.
- Como est� o Feiticeiro-Mor de Alicante? - Muito melhor agora que aqui est�s.
- Tens sede? - Leste-me a mente.
Mais ocupado do que nunca, estou a ver.
Tem tocado sem parar o dia inteiro.
Mas eu tenho coisas melhores para fazer.
A n�s.
A n�s.
- � demasiado rico? - N�o, � muito bom.
Temos 17 variedades de sangue no menu.
S� queria algo que empolgasse os vampiros
de modo a virem a um antigo ponto de encontro de lobisomens.
Sem d�vida. Ent�o, tu... Agora o s�tio � teu?
Sim, recebi a papelada agora.
Esperava que fosse mais cedo,
mas, ao que parece, ser alfa de uma alcateia nova
n�o deixa muito tempo para abrir um restaurante.
Uma coisa eu sei.
Os Seelies ir�o adorar isto, guppies numa cama de nen�fares.
Quer dizer, acho que sim.
E se n�o adorarem, eu arranjo algo que adorem.
O objetivo deste s�tio
� juntar vampiros, lobisomens, Seelies e feiticeiros,
para que possam p�r de lado as diferen�as e apreciar uma boa refei��o.
Pois.
Mas ainda n�o entendo o nome. Porqu� "Tacki's"?
Eu tinha um golden retriever chamado Taki...
- "Taki." - ... quando era mi�da,
e ele comia de tudo.
E tu? Como vai o livro?
Finalmente arranjei um t�tulo.
Mundo Nunca Visto: Os Implementos Divinos de Ezekiel J. Russo.
Belo pseud�nimo.
Quem me dera poder usar o meu nome.
A Clary iria ficar muito empolgada por ver
que a novela gr�fica que come��mos juntos h� tanto tempo est� finalmente terminada.
Aposto que ela tamb�m ficaria empolgada com isto.
SALADA DE BURRATA FAIRCHILD
Quem me dera que ela pudesse experimentar, dizer-me o que acha.
Simon, tenho o teu pedido.
Juntei um dos biscoitos caseiros da Maia. S�o do melhor.
Obrigado.
Isso lembra-me que tenho de ir. Vou chegar atrasado.
Est� bem.
E os dem�nios Shax em Chelsea?
Foram banidos sem incidentes. Cinzas �s cinzas, p� ao p�.
- E os Drevaks em Long Island? - A ca�ada continua.
N�o parem at� eles desaparecerem.
- Entendido? - Sim, senhora.
O jantar chegou. Desculpa o atraso.
�s mesmo querido.
Tem cuidado. Se algu�m v� a l�der do Instituto
a beijar um dos seus delegados do Mundo � Parte, pode haver problemas.
Eu arrisco. E tu, � melhor ires andando.
Sabes que o teu treinador n�o gosta quando te atrasas.
E l�der do Instituto ou n�o, n�o posso puxar mais cordelinhos por ti.
Est� bem.
Se pudesse usar velocidade de vampiro. Derrotava-te pela primeira vez.
Primeiro, tens de aprender a lutar corretamente.
N�o se trata apenas de velocidade.
- Quando posso usar espadas a s�rio? - Quando me derrotares com paus.
Est�s a falar de hoje?
Talvez n�o.
Tenho de admitir, todo este trabalho est� a compensar.
Se fosse outro Shadowhunter qualquer a treinar-te,
j� o terias derrotado.
O que foi?
Voltaste a sair � noite �s escondidas para a ver, n�o foi?
- N�o. - Jace, eu j� te vi.
- O qu�? Viste-me a fazer o qu�? - A ir ao apartamento dela, � escola.
Tenho velocidade de vampiro, lembras-te?
Ouve, n�o � um problema.
Ela j� n�o tem a Clarivid�ncia e eu uso sempre uma fantasia.
N�o, Jace, � mesmo um problema. Quantas vezes temos de falar disto?
Custa-me mesmo muito
n�o a poder ver eu mesmo.
Mas n�o podemos fazer nada.
As mem�rias dela do Mundo das Sombras desapareceram. N�o se lembra de n�s.
Leste a carta que ela deixou. Tudo o que fizermos para alterar isso,
ser� contra a vontade do Anjo e pode piorar ainda mais a situa��o.
Eu rezo todos os dias...
... aos anjos para que eles vejam
que o nosso amor � mais forte que o despeito deles.
Eu sei que est�s a sofrer imenso.
Mas ela iria querer que avan�asses, que encontrasses outra pessoa.
N�o h� mais ningu�m.
Tens de a deixar em paz, Jace.
Tens mesmo.
ACADEMIA DE ARTE DE BROOKLYN
Adoro isto.
- Todas as tuas obras s�o abstratas? - A maioria.
� como se sentisse emo��es e hist�rias a tentarem sair de dentro de mim,
mas n�o sei o que s�o.
Portanto, o mais aproximado que posso fazer � pintar o que sinto.
O que quer que estejas a fazer, continua.
Obrigada por vires.
Desculpa. N�o te queria assustar.
Consegues ver-me.
Claro que sim.
Ouve!
Estou a falar contigo.
N�o te conhe�o de qualquer lado?
- N�o me parece. - N�o, conhe�o, sim.
Conhe�o mesmo. Eu...
Chamas-te Jace, certo?
- Sim. Sou o Jace. - Sim?
Eu sou a Clary.
O que s�o essas tatuagens no teu pesco�o?
Legendas: Carlos Alberto Silva
Resync: Missy
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