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Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Ali está ela.

Lilith.

Os meus velhos amigos,

os Shadowhunters.

O que voz traz a estas bandas?

Nova Iorque é fria demais nesta altura do ano?

Viemos impedir-te de matar o Magnus.

Vocês?

Que engraçado.

Agora, estão no meu reino.

Essas espadas tontas não passam de brinquedos aqui.

Quem disse que precisamos de espadas?

Não.

Ele está a perder imenso sangue.

Aguenta, Meliorn, sim?

Tenta relaxar, está bem? Respira devagar.

Não estou preparado para morrer, mas se morrer,

ao menos será contigo.

Ninguém vai morrer, Meliorn.

Na verdade, ele pode mesmo morrer.

Desculpa.

Ouve, vamos fazer de tudo para impedir isso, está bem?

- Sabíamos que estariam aqui. - Izzy, estás bem?

- O Meliorn está bem? - O que lhe aconteceu?

- Onde está a Lilith? - Ela desapareceu.

Transformou-se num demónio voador enorme.

Uma das asas dela apunhalou o Meliorn.

- Nós ajudamos. - Eu trato da hemorragia.

Eu já vi a Lilith assim.

Quando tirou uma lasca da minha alma, estava tão forte que matou o Ithuriel.

- Onde está ela? - Foi atrás do Magnus.

Ela quer reabrir a brecha.

Parece que me encontrou.

- Aquele visual não lhe fica bem. - Cheguem-se para trás.

- Izzy! Não! - Izzy! Por favor, não!

Isabelle!

- Isabelle! - Izzy!

- Temos de fazer algo. - Magnus, cura-a.

- Estou a tentar. - Tenta mais!

- Não está a funcionar. - O fogo celestial está a impedir-nos.

E se eu puser a runa de Aliança na Izzy?

Podemos ligá-la a todos. Talvez absorvemos parte das chamas.

Como sabemos que não nos fritará? Agora todos temos sangue de demónio.

Também temos sangue de Nefilim.

- O Alec tem razão. Vamos a isto. - Formem um círculo.

É perigoso demais.

Se for a única forma de te salvar a vida, morremos todos a tentar.

- O que fazes? - Temos de estar todos ligados.

Izzy.

Graças ao Anjo que estás bem.

- Agradece à Clary. - Fomos todos.

A Isabelle pode estar bem, mas o Edom nem por isso.

O que se passa?

Parece que o fogo celestial destruiu a Lilith.

Mas a reação em cadeia está a destruir o reino inteiro.

- Então, devíamos sair daqui. - Espera. Não temos de fechar a brecha?

Não há razão para a fechar se o Edom já não existir.

Vamos! Rápido!

- Vamos! - Vamos!

Sabes o que é estranho?

O quê?

Que isto,

eu e tu, não seja estranho.

Eu sei. É o contrário de estranho.

O único problema é que

sou um zero à esquerda nisto.

Na verdade, eu não diria zero.

Refiro-me a isto, relacionamentos.

Todos os que tive

explodiram de forma magnífica como a Estrela da Morte.

Eu sou ainda pior.

Porque não tentamos melhorar juntos?

Sim. Eu gostaria disso.

Bom dia.

Pois é. É mesmo um bom dia.

O que é isto?

"Está formalmente convidado para o casamento de Alexander Gideon Lightwood

e Magnus Bane."

Esta noite?

Para quê esperar mais um dia?

Após tudo o que passámos,

quem sabe que crise se abaterá sobre nós amanhã.

Não sei. Esperava podermos planear um pouco.

Quando quem planeia o teu casamento é um feiticeiro,

só precisas de um pouco de magia e um gosto requintado.

Certo. Primeiro, o local.

Que tal o Taj Mahal?

Ou Machu Picchu, no Templo do Sol?

E que tal no Instituto?

Certo.

Porque quando penso em algo romântico, penso no Instituto de Nova Iorque.

E Ladera em Santa Lúcia?

Com vista para o mar tropical. Os convidados vão de Portal e nós...

Magnus, pensa bem.

A Clave teria de honrar e celebrar

uma relação entre um feiticeiro e um Shadowhunter.

Debaixo do próprio teto.

Pensa na mensagem que iria passar a outros como nós.

Está bem. Que seja o Instituto.

Eu envio os convites e começo os preparativos.

Smokings?

Eu gosto de te ver de smoking.

Para quê estragar a perfeição?

O que foi?

É só que, em centenas de anos,

nem acredito que nunca te casaste.

Nunca conheci ninguém como tu.

Eles não vão perder tempo. Vai ser esta noite.

Não imagino um casal mais perfeito um para o outro.

Eu imagino um.

Queres ser o meu acompanhante?

Sim, Clary. Claro que sim.

O que foi?

Gostava que estivéssemos a celebrar sem o Jonathan ainda à espreita.

Pois, eu sei.

Mas haverá sempre demónios à espreita.

O Edom pode ter desaparecido, mas ainda há muitos reinos do Inferno.

Isso não significa que não nos possamos juntar e celebrar um casamento.

É por isso que lutamos, não é?

Para podermos viver e amar em paz.

És muito poderoso, não és?

Se tivéssemos um filho juntos,

a nossa prole poderia ser facilmente

a criatura mais formidável que o mundo alguma vez viu.

Imagina isso.

Prefiro não imaginar.

Aonde vais?

Para longe.

Porquê? Pensava que estavas bastante confortável aqui.

Deste-me um momento de prazer, sim.

Mas não me ofereces conforto.

Devo lembrar-te que fui eu que cuidei de ti enquanto recuperavas?

Que te ensinou a usares os teus poderes?

Tudo o que fazes é por ti.

Receias-me e fazes bem.

Queres ser uma aliada para não morreres como os restantes.

És inteligente.

Não percebeste bem, Jonathan.

Eu gosto de ti.

Claro que gostas. Queres que seja a tua arma.

Quero que sejas o meu rei.

Juntos, destruiremos os Shadowhunters

e reinaremos o reino terrestre lado a lado.

Eu prefiro reinar sozinho.

Por favor, Jonathan.

Não te atreverias a magoar uma criança. Sê misericordioso.

Misericórdia é para os humanos.

E eu já não sou humano.

Já deves ter ouvido.

Senti-o muito antes de receber o convite.

Alec, parabéns. Estou tão feliz por ti.

Obrigado. O Magnus está a tratar de tudo.

- Certo. - Mas tenho de fazer algumas coisas.

Como pedir-te para seres o meu suggenes.

- Outra vez? - Outra vez.

Sim.

Alec, claro.

E há outra coisa que te queria dizer.

Vou mudar-me para o apartamento do Magnus.

- Não é um problema, pois não? - Não.

Não há nenhuma regra que dite que o líder do Instituto tenha de viver aqui.

- Certo? - Certo.

Vai aparecendo.

Jace,

és o meu parabatai.

Para onde quer que eu vá, estarás sempre ao meu lado.

Então, não achas estranho?

Estás a brincar?

Duas das minhas pessoas preferidas são um casal.

- Estou felicíssima. - Isso é muito importante para mim.

E vão ao casamento juntos?

É esse o plano.

O Magnus e o Alec nunca tiveram medo de mostrar ao mundo como se amavam.

Eu planeio seguir as pisadas deles.

Izzy, o que tu fizeste, a coragem que foi precisa...

Ir ao Edom sozinha, arriscar a vida para salvar o Magnus, foi mais que heroísmo.

Podia dizer o mesmo de ti.

Salvaste-me a vida, Clary.

O que foi?

Tenho uma pergunta para ti. E não tens de responder já.

O que é?

E se a resposta for não, prometo que não ficarei ofendida.

Agora estás a preocupar-me.

Isabelle,

considerarias ser a minha parabatai?

Eu pensava pedir-te o mesmo.

Sim?

Sempre achei que não precisava de um parabatai,

que era melhor quando estava sozinha.

Mas isso foi antes de te conhecer.

Clary,

não há nada que queira mais do que ter-te como a minha parabatai.

Espera.

- Pensava que eras um lobisomem. - E era.

O antigo alfa da alcateia de Nova Iorque, se não me engano.

Não estás enganado.

- Então, o que raio... - Luke!

Olá.

Underhill, está tudo bem. É o meu pai. Olá.

Luke, o que aconteceu?

O Praetor obrigou-me a injetar-me com a cura do Mundo à Parte.

Mas em vez de ficar mundano, tornei-me no que era antes de me Transformar.

Um Shadowhunter.

Pois. A boa notícia é que estou de volta a onde pertenço.

A trabalhar ao teu lado e a ajudar mundanos e os do Mundo à Parte.

- Luke, nem acredito. - É, não é?

Ouve, tenho de apanhar um Portal para Alicante para uma inquirição,

mas queria vir cá dizer-te que estou bem.

Estás melhor do que bem.

Diz isso ao Alec. Tenho de lhe dizer que vou faltar ao casamento dele.

- Boa sorte. - Obrigado.

Luke, estás a ver aquilo?

O quê? Estás bem?

Sim, pensei ter visto... Não é nada. Esquece.

Falamos quando eu voltar.

Mãe?

Olá, querida.

És mesmo tu?

Mãe...

Estou tão orgulhosa de ti, Clary. Da mulher em que te tornaste.

Mãe, tenho tantas saudades tuas.

E eu tuas. Mais do que imaginas.

Mas não foi por isso que vim.

O Anjo Raziel enviou-me.

O Raziel?

Porquê?

Ele acredita que se ouvirás alguém, que serei eu.

Há milhares de anos, ele deu ao Jonathan Shadowhunter

cada uma das suas runas angelicais com um objetivo específico.

Clary, o facto de poderes criar as tuas próprias runas,

sem a benção do Raziel...

Ele não gosta muito disso.

Mas as runas que desenhei, mãe, elas ajudaram pessoas.

Ajudaram Shadowhunters.

Isso pode ser verdade, mas tens-te aproveitado dos teus dons.

Sentiste a resistência dos anjos, mas ainda assim continuaste.

Quando desenhaste a runa de Necromancia no Valentine,

quebraste um princípio fundamental.

"Os mortos devem continuar mortos."

E agora, esta runa de Aliança, unir Shadowhunters com sangue de demónio.

E para o Raziel, isso foi a gota de água.

Fi-lo para salvar a vida dos meus amigos.

Eu entendo.

Clary, a tua compaixão é um de muitos dos teus grandes atributos.

Mas os anjos veem isso de modo diferente.

Veem-no como uma interrupção da ordem natural das coisas.

Então...

Enviaram-te para me repreenderes?

Não.

Foi para te dizer para não voltares a desenhar mais nenhuma runa.

O quê?

Se o fizeres, assim como recebeste os teus dons,

eles ser-te-ão retirados.

Mas, mãe...

Mãe?

Nada mau.

Não comeste no Edom?

O que posso fazer por ti, Lorenzo?

Só vim buscar algumas das minhas coisas.

Força.

Aqui está. Esta maravilha pertence ao meu château em Maiorca.

E parece-me que este misturador de bebidas de prata também é meu.

Lorenzo,

quero agradecer-te. Por arriscares a tua vida para ajudar a salvar a minha.

Só cumpria a minha parte como membro da comunidade de feiticeiros. Mais nada.

O Alec disse-me como foste prestável e o apoiaste.

Ele é muito importante para mim.

De facto, a viagem ao Edom acabou por ser uma inspiração.

Eu nunca tive uma família.

Nunca pensei sequer que seria possível ter uma.

Mas a forma como os teus entes queridos lutaram por ti, uns pelos outros,

mostrou-me que uma família não tem de ser algo no qual nasceste.

As famílias podem ser criadas.

Um dia, espero ter a tua sorte e ter a minha própria família.

Fica bem, Magnus.

Lorenzo...

Gostaria que aceitasses isto.

Um convite?

- Esta noite? - Não quisemos perder mais tempo.

Há tanta coisa para preparar. Como será possível...

O Magnus tem tudo controlado. Está a tratar de tudo.

Nesse caso, será perfeito.

O que vou usar? Tenho de ir às compras.

Em relação a isso, quase me esquecia.

O Magnus queria que te desse isto.

Alec...

... é maravilhoso.

Eu queria perguntar-te outra coisa.

Claro.

Queria convidar o pai para o casamento,

mas antes de o fazer, quero garantir que não te importas...

Alec, independentemente do que aconteceu entre mim e o Robert,

ele será sempre teu pai e estará tão orgulhoso de ti quanto eu.

O INSTITUTO DE LOS ANGELES

Tenho tentado contactar o Instituto de Istambul toda a manhã.

Alguém em Londres falou com eles?

Isso é estranho.

Liguem-me se souberem de algo.

Terminei os inventários das armas que pediste.

Obrigado, Max.

Os fios dos arcos longos estavam muito largos. Apertei-os um pouco.

Bom trabalho, filho. Esta manhã, recebi a tua avaliação.

Após tudo o que passaste, ainda és o melhor cadete da tua turma.

Aquilo são as barreiras do perímetro.

Fica aqui.

Boa tarde.

Por favor, para a matança.

Porque faria eu isso?

O que quer que queiras, leva.

Vejam só quem está todo crescido.

Pensei que te tinha dito para esperares.

Shadowhunter, achas-te muito duro?

Chega-te para trás, Max.

Não és tão duro como eu.

Chega-te para trás.

Aí estás tu.

- O que fazes aqui? - Estava só a pensar.

A pensar no quê? O que se passa?

Estás bem?

Não.

Acabámos de ser informados que uma série de ataques demoníacos

ocorreram em 13 Institutos por todo o mundo

com imensas baixas, de mundanos e Shadowhunters.

Quem ou o que quer que esteja por detrás destes ataques, não parou.

E não há notícias de vários Institutos.

E o de Los Angeles? Tiveste notícias deles?

Ainda não.

Eu vou já para lá. Clary, podes abrir um Portal?

Esperem. Vejam isto.

Está aí alguém? Ouvem-me?

Pai, sim. O que aconteceu?

O Jonathan Morgenstern atacou o Instituto de LA há alguns minutos.

- Eu senti que era ele. - Quantas baixas?

Ele matou toda a gente exceto eu e o Max.

Pelo Anjo.

Só nos poupou porque queria que entregássemos a mensagem dele à Clary.

Ele vai atacar todos os Institutos do mundo inteiro

e guardar o de Nova Iorque para último.

Porquê?

Porque ele quer que a Clary veja o mundo a desaparecer,

sabendo que é tudo culpa dela.

O que se passa?

Ele não mostra quaisquer sinais de estar a abrandar.

Denver e Chicago já foram atacados.

Centenas de Shadowhunters e pelo menos 80 mundanos já foram mortos.

A imprensa chama-lhe uma série de ataques com armas químicas.

Disseram às pessoas para não sair de casa.

Eu e o Lorenzo temos a comunidade de feiticeiros de prontidão.

Detetámos uma forte presença demoníaca na baixa de Toronto.

A mesma assinatura energética que vimos nos outros ataques.

- Ele vai para o Instituto de Toronto. - Eu reúno uma equipa.

Ainda não. Não envio ninguém numa missão suicida.

Este não é o mesmo Jonathan de antes. Está mais poderoso do que nunca.

Eu posso pará-lo. Vou sozinha.

Isso não vai acontecer.

Ele não hesitará matar-vos. A mim não me matará.

- Tens mesmo a certeza disso? - Eu conheço o meu irmão.

- E se estiveres enganada? - É um risco demasiado grande.

Quantas mais pessoas têm de morrer?

Eu sou a única que pode acabar com isto. Deixem-me fazê-lo.

E o que acontece se chegares lá e não o conseguires parar?

- Ele agora é quase invencível. - Não contra mim.

- Estaremos mesmo atrás de ti. - Iremos dar-te apoio.

Se se aproximarem dele morrem todos.

Eu vou e vou sozinha.

Então, vigiamos-te pelos monitores. Se algo acontecer, intervimos.

Magnus, tens de me abrir um Portal.

Eu nunca fui a Toronto.

Claro que sim, biscoito.

- Ouve. - Sim.

Tens a certeza disto?

Sim.

Mãos na cabeça! Parado!

No chão, já!

- Demoraste imenso tempo. - Estou desarmada. Só quero falar contigo.

Eu sabia que acabarias por vir.

É um pouco irónico,

tendo em conta todos aqueles anos em que precisei de ti e tu não estavas.

Agora estou aqui para ti.

- Por favor, para com a matança. - Afasta-te, Clary, ou mato-te também.

Falo a sério.

Jonathan, nós sempre estivemos ligados.

Quando estavas no Edom a gritar por mim,

eu sonhava contigo.

Sonhavas comigo?

E quando descobri que tinha mesmo um irmão,

não me senti tão sozinha.

Eu nunca te conheci, mas senti que tinha uma família a sério.

E depois viraste as costas a essa família.

Tentei não o fazer.

Eu queria acreditar em ti, Jonathan.

Desde pequena,

que tu eras o menino na torre com que sonhava.

O menino que eu sempre quis salvar, mas que achei que nunca conseguiria.

Acho que tinha razão.

Porque, Jonathan, sabes tão bem como eu

que a nossa família é a nossa maior fonte de desgostos.

Apesar de tudo o que fizeste e do que passámos

ou do quanto eu quero lutar contra isso ou esquecer,

irei sempre amar-te.

Sempre.

Eu também te amo, Clary.

Clary?

Clary! Clary, estás a magoar-me.

- Clary, estás a magoar-me. - Está tudo bem.

- Não consigo respirar. - Está tudo bem.

Está tudo bem.

- Deixa-me. - Estou a deixar.

Ave atque vale.

Adeus, Jonathan.

Adeus.

Não.

O amor que sinto por ti...

... é um amor que não tem fronteiras.

Na alegria e na tristeza...

Na doença e na saúde...

Irei amar-te sempre como meu igual.

E proteger-te acima de tudo.

Irei partilhar contigo os meus sentimentos verdadeiros.

E quando falares, irei ouvir.

Irei apanhar-te quando caíres.

E quando te elevares, irei ajudar-te a chegar ao topo.

Magnus Bane...

Alexander Gideon Lightwood...

Sou e serei sempre o teu adorado marido.

É minha honra declarar-vos um só.

Não te estou a pisar, pois não?

Como poderias? É como se estivesse a flutuar.

Nunca vi o meu irmão tão feliz como com o Magnus.

Eu sei o que isso é.

Amigos.

Raphael.

Que bom ver-te, Raphael.

Fico feliz por estarem juntos.

Não poderia pedir um homem melhor.

Como vai a vida como mundano?

É fantástica.

Posso finalmente seguir uma vocação que tinha desde miúdo.

Chef de tamale para celebridades. Alfaiate de homens?

Pois, não.

Entrei para o seminário.

- Vais ser padre? - Um dia.

Primeiro tenho de voltar a encontrar o meu Deus.

Fico feliz por ti, Raphael.

Tenho muito de que me arrepender.

Olá, pessoal.

- Olá. - Clary, estás absolutamente linda.

Vejam só quem fala.

- Simon, posso roubar-te por um minuto? - Sim, claro.

Só quero que saibas que ter-te como meu melhor amigo,

em miúdos e durante a nossa aventura no Mundo das Sombras...

Não sei o que teria feito sem ti.

Obrigado, Fray. Eu sinto o mesmo.

Porque é que isto me soa a um adeus estranho?

Uma miúda já não pode ser sentimental?

Claro. À vontade, sê sentimental.

- Pronto, vai atrás dela. - Está bem.

Porque não podemos ambas usar vestidos de noiva?

Ou podíamos usar smokings.

- Pois. A Jia ia adorar isso. - Pois ia.

Olha para ti. Sabes dançar.

Ela não é a única que sabe dançar.

Um Shadowhunter a elogiar um feiticeiro?

Andrew Underhill.

Lorenzo Rey.

É um prazer.

Então, o que te chamo?

O que quiseres, Max.

Que tal irmão?

Parece-me bem.

Visto que estamos todos juntos, há algo que vos queria dizer.

Eu admito que é um pouco estranho.

- É sobre o Luke. - Que vocês andam juntos?

Pois, tem sido bastante óbvio.

- Sim? - Sim. Achamos fantástico.

Todos achamos.

Fico muito feliz que sintam isso.

Maryse, tu e o Luke foram... Foram feitos um para o outro.

Obrigada. Isso é muito importante, Clary.

Clary, quero que saibas que para o Luke nunca ninguém substituirá a tua mãe.

Maryse, achas que os anjos são capazes de perdoar?

De que se trata isto? Do Jonathan?

Como a minha mãe costumava dizer:

"Os anjos agem de forma misteriosa."

Suponho que tudo seja possível.

Olá. Posso roubá-la?

- Claro. - Obrigado.

Estar neste casamento fez-me pensar...

Eu fui criado a pensar que tinha de ser perfeito.

O guerreiro perfeito,

o soldado perfeito, o filho perfeito.

Mesmo quando vim viver com os Lightwood,

acreditava que se não fosse perfeito,

que me mandariam embora.

Nunca pensei que alguém me pudesse amar incondicionalmente,

apesar dos erros que cometera.

Depois apareceste tu

e mandaste ao ar tudo aquilo em que eu acreditava.

Eu lamento.

Não lamentes.

És a melhor coisa que me aconteceu, Clary Fairchild.

Todas as células no meu corpo te amam.

E quando essas células morrerem e nascerem novas,

essas ainda te irão amar mais.

Portanto, Jace, aconteça o que acontecer,

o meu amor por ti nunca morrerá.

Então. Estás bem?

Eu amo-te.

Eu... vou apanhar um pouco de ar, sim?

Sim, está bem.

Também te amo.

Quando leres esta carta,

as minhas memórias de ti e do Mundo das Sombras terão desaparecido.

Foi o preço que os anjos me fizeram pagar pelas runas que criei.

Mas não me arrependo de nada.

Mesmo não me lembrando de ti, estarás sempre no meu coração.

UM ANO DEPOIS

Entra.

Sr. Inquiridor?

Como estava o Brasil?

Húmido.

A minha mãe odeia humidade.

Mas adora as praias.

Já viste a tua mãe a fazer paddleboard?

- É uma visão. - Luke, obrigado.

Nunca pensei que isto acontecesse.

Habitantes do Mundo À Parte delegados para trabalhar com Shadowhunters?

É fantástico.

A Clave evoluiu muito.

Graças a ti.

Eu tive uma pequena ajuda.

Reparar barreiras? Estou com a agenda cheia,

mas talvez o consiga encaixar.

Estão todos a recalibrar as barreiras para permitirem os do Mundo à Parte.

Que tal na terça-feira às 15h00?

Até lá, senhor.

- Como está o Feiticeiro-Mor de Alicante? - Muito melhor agora que aqui estás.

- Tens sede? - Leste-me a mente.

Mais ocupado do que nunca, estou a ver.

Tem tocado sem parar o dia inteiro.

Mas eu tenho coisas melhores para fazer.

A nós.

A nós.

- É demasiado rico? - Não, é muito bom.

Temos 17 variedades de sangue no menu.

Só queria algo que empolgasse os vampiros

de modo a virem a um antigo ponto de encontro de lobisomens.

Sem dúvida. Então, tu... Agora o sítio é teu?

Sim, recebi a papelada agora.

Esperava que fosse mais cedo,

mas, ao que parece, ser alfa de uma alcateia nova

não deixa muito tempo para abrir um restaurante.

Uma coisa eu sei.

Os Seelies irão adorar isto, guppies numa cama de nenúfares.

Quer dizer, acho que sim.

E se não adorarem, eu arranjo algo que adorem.

O objetivo deste sítio

é juntar vampiros, lobisomens, Seelies e feiticeiros,

para que possam pôr de lado as diferenças e apreciar uma boa refeição.

Pois.

Mas ainda não entendo o nome. Porquê "Tacki's"?

Eu tinha um golden retriever chamado Taki...

- "Taki." - ... quando era miúda,

e ele comia de tudo.

E tu? Como vai o livro?

Finalmente arranjei um título.

Mundo Nunca Visto: Os Implementos Divinos de Ezekiel J. Russo.

Belo pseudónimo.

Quem me dera poder usar o meu nome.

A Clary iria ficar muito empolgada por ver

que a novela gráfica que começámos juntos há tanto tempo está finalmente terminada.

Aposto que ela também ficaria empolgada com isto.

SALADA DE BURRATA FAIRCHILD

Quem me dera que ela pudesse experimentar, dizer-me o que acha.

Simon, tenho o teu pedido.

Juntei um dos biscoitos caseiros da Maia. São do melhor.

Obrigado.

Isso lembra-me que tenho de ir. Vou chegar atrasado.

Está bem.

E os demónios Shax em Chelsea?

Foram banidos sem incidentes. Cinzas às cinzas, pó ao pó.

- E os Drevaks em Long Island? - A caçada continua.

Não parem até eles desaparecerem.

- Entendido? - Sim, senhora.

O jantar chegou. Desculpa o atraso.

És mesmo querido.

Tem cuidado. Se alguém vê a líder do Instituto

a beijar um dos seus delegados do Mundo à Parte, pode haver problemas.

Eu arrisco. E tu, é melhor ires andando.

Sabes que o teu treinador não gosta quando te atrasas.

E líder do Instituto ou não, não posso puxar mais cordelinhos por ti.

Está bem.

Se pudesse usar velocidade de vampiro. Derrotava-te pela primeira vez.

Primeiro, tens de aprender a lutar corretamente.

Não se trata apenas de velocidade.

- Quando posso usar espadas a sério? - Quando me derrotares com paus.

Estás a falar de hoje?

Talvez não.

Tenho de admitir, todo este trabalho está a compensar.

Se fosse outro Shadowhunter qualquer a treinar-te,

já o terias derrotado.

O que foi?

Voltaste a sair à noite às escondidas para a ver, não foi?

- Não. - Jace, eu já te vi.

- O quê? Viste-me a fazer o quê? - A ir ao apartamento dela, à escola.

Tenho velocidade de vampiro, lembras-te?

Ouve, não é um problema.

Ela já não tem a Clarividência e eu uso sempre uma fantasia.

Não, Jace, é mesmo um problema. Quantas vezes temos de falar disto?

Custa-me mesmo muito

não a poder ver eu mesmo.

Mas não podemos fazer nada.

As memórias dela do Mundo das Sombras desapareceram. Não se lembra de nós.

Leste a carta que ela deixou. Tudo o que fizermos para alterar isso,

será contra a vontade do Anjo e pode piorar ainda mais a situação.

Eu rezo todos os dias...

... aos anjos para que eles vejam

que o nosso amor é mais forte que o despeito deles.

Eu sei que estás a sofrer imenso.

Mas ela iria querer que avançasses, que encontrasses outra pessoa.

Não há mais ninguém.

Tens de a deixar em paz, Jace.

Tens mesmo.

ACADEMIA DE ARTE DE BROOKLYN

Adoro isto.

- Todas as tuas obras são abstratas? - A maioria.

É como se sentisse emoções e histórias a tentarem sair de dentro de mim,

mas não sei o que são.

Portanto, o mais aproximado que posso fazer é pintar o que sinto.

O que quer que estejas a fazer, continua.

Obrigada por vires.

Desculpa. Não te queria assustar.

Consegues ver-me.

Claro que sim.

Ouve!

Estou a falar contigo.

Não te conheço de qualquer lado?

- Não me parece. - Não, conheço, sim.

Conheço mesmo. Eu...

Chamas-te Jace, certo?

- Sim. Sou o Jace. - Sim?

Eu sou a Clary.

O que são essas tatuagens no teu pescoço?

Legendas: Carlos Alberto Silva

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