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POL�CIA
J� n�o sei o que fazer.
Primeiro, temos de arranjar-vos a todos cuidados m�dicos adequados,
longe de Yoorana.
A Dra. McKellar tem tratado de n�s.
A Dra. McKellar est� a mentir-vos.
Porque faria isso?
Se for ela a descobrir porque voltaram,
� a descoberta cient�fica mais valiosa da hist�ria.
Mas n�o podemos partir, h� uma barreira. Ela diz que n�o podemos pass�-la.
- J� a viu? - N�o, mas os outros sentiram-se mal
e o James disse tamb�m.
O James n�o ia mentir.
Mas aquela m�dica � esperta.
Pode ter sido ela quem vos p�s doentes.
De quem era a campa?
Da minha filha Anna.
Ela morreu no acidente comigo.
Tinha dez anos.
Demasiado jovem.
Mas se os m�dicos e cientistas descobrissem porque voltaram,
talvez pudessem fazer com que ela voltasse.
Trazer a Anna de volta?
Podemos tentar, n�o �?
Sim.
Podemos.
Ent�o, temos de encontrar os outros e lev�-los �s pessoas certas
e vemos o como �.
Tenho de falar com uma pessoa.
- Est�s bem? - Parece um bombardeamento.
� s� uma festa, parvalh�o.
Anda.
Vamos beber.
� uma festa no cercado.
- Como est�s? - Como vais?
Posso beber qualquer coisa?
Serve-te.
Ol�.
Adoro esta can��o.
Boa.
O que � isso?
N�o.
Como queiras.
- Queres um gole? - � a tua namorada?
N�o.
Mas � um bocado puta.
Queres uma cerveja?
Tenho muita no carro.
E tenho erva.
N�o.
Kirstie?
Baza, amigo.
Kirstie.
POL�CIA
Est�s bem?
Sim.
Somos casados.
Queres entrar?
� tarde, tenho de ir.
Claro.
A Kirstie. Perdi-a.
N�o h� disto na cidade.
Sim, �s da cidade?
Sou de Yoorana, nado e criado. Devo morrer aqui.
Eu tamb�m.
Nunca te tinha visto.
Boa ideia.
Vamos.
- Vamos. - Queres que fa�a isto?
Sim!
Olha!
- Para! Afasta-te! - O que estavas a fazer?
Sua peste.
Sai daqui, Charlie!
J� chega! Baza!
Anda c�.
O que se passa?
Juro que foi ela que me pediu.
- Treta! - J� chega, Charlie.
- Deixa-o ir. - Kirstie, � verdade?
Muito bem, sai daqui. Vai!
- Deixa-me ajudar-te. - Deixa-me em paz.
Volta para casa da Elishia. J�!
Vai, Charlie.
Mas que raio foi aquilo?
Fui assassinada.
Por quem, Kirstie?
Algu�m conhecido?
N�o me lembro.
Se aconteceu uma coisas dessas,
haver� registos na Pol�cia e posso procur�-los.
Podemos tentar descobrir quem �s e procurar a tua fam�lia.
A s�rio?
Farei tudo o que puder, prometo.
O John partiu.
Partiu?
- Deixou-o ir embora? - N�o, tentei impedi-lo, mas n�o consegui.
- Devia ter-me ligado. - Estava com a Kate, n�o estava?
Vou tentar descobrir o que puder sobre a morte da Kirstie.
- Mas agora? - Ela acha que foi assassinada.
- Talvez haja algo. - Acha que � relevante?
A Maria desapareceu. O John partiu. N�o fa�o ideia onde est�o.
CEREAIS AUNTY
LEITE
Ol�, amigo. O que est� a fazer?
Tenho sede.
Saia, j�!
Saia!
- Pensei que estavas a dormir. - � de manh�.
� quando costumo acordar.
- Outra direta? - N�o, foi uma quest�o dom�stica.
Demorou a resolver.
O Vic esteve c�, ontem � noite.
- Esteve? O que queria? - Queria falar contigo.
- Estava muito estranho. - Foi do acidente, bateu com a cabe�a.
- Acho que ficou abalado. - Sim, tens raz�o.
- Falou em algo do cemit�rio. - O qu�?
Disse que algu�m mexeu nas campas.
- Tenho estado a tratar disso. - Que campa foi?
De uma Kirstie qualquer coisa. Morreu nos anos 80.
- Kirstie? - Sim, era nova, tinha uns 19 anos.
A Kirstie Darrow?
- Conhece-la? - Ouvi falar dela.
Foi assassinada. Foi uma grande confus�o.
- Ent�o? - Ela foi estrangulada.
Foi encontrada nua no lago. Foi horr�vel.
- Sabes se apanharam o culpado? - Sim, acho que sim.
Credo, � horr�vel que tenham mexido na campa dela.
Sim, � horr�vel.
- Espero que resolvas isso. - Sim.
- Olha. - Sim.
Hoje tenho a �ltima ecografia com a Dra. McKellar.
- Achas que podes ir? - Sim, l� estarei.
E depois queres vir para casa
e conversar?
Ent�o, n�o viste sinais nenhuns?
Beau.
Abriste a porta e entraste?
Tens sorte porque os Fitzgerald n�o v�o apresentar queixa.
- Est�pidos. - Beau.
N�o tens cadastro, mas se te armares em atrevido
podes acabar numa casa de corre��o, percebes?
Gostava de falar com o Beau sobre outra coisa.
A s�rio? O que � que ele fez?
O supermercado foi assaltado na quarta-feira.
O Beau l� esteve.
O homem que procuramos tem cerca de 50 anos.
Se o Beau nos disser o que sabe sobre esse tipo.
- N�o sei porra nenhuma sobre ele. - A s�rio?
De acordo com a videovigil�ncia,
posso pensar em considerar-te como c�mplice neste caso.
E isso significaria ficar numa casa de corre��o.
N�o vai acreditar em mim.
Experimenta.
Sabe aquela velha est�tua de Clarke Street?
- A das cagadas de pombos? - Sim.
Bem, � ele.
Obrigado.
- Pensei que estavas de folga. - E estou.
Vim tratar de uma papelada.
- O Vic n�o te larga? - N�o � isso.
- Ainda est� na cidade? - Sim, pensei que tinham falado.
- Ele levou um carro, ontem. - Est� bem.
- H� mais alguma novidade? - Bem...
Esteve aqui o Beau McCrea e levou um aviso s�rio.
- Porqu�? - Andou a fazer porcaria
na casa dos Fitzgerald. - Dos Fitzgerald?
Sim, e j� que o tinha c�
perguntei-lhe sobre o supermercado no outro dia.
- Sim. E? - O puto armou-se em esperto.
Porqu�? O que disse?
Que o criminoso � o Patrick Fitzgerald, o primeiro presidente de Yoorana.
- Pelo menos, o tema era o mesmo. - Pois.
E ele disse onde anda o velho presidente da c�mara agora?
Bem, n�o est� no gabinete dele.
Est� a acampar no velho ribeiro de Dodson Road.
Bem, vou l� ver isso.
- Vais? - Vou.
- Isso � �timo. - Certo.
Chegaram cedo.
Leon. Meu amor.
Tenho de te dizer uma coisa.
Desculpa.
N�o devia ter pegado no carro, naquela noite, n�o estava preparada.
Mas estava t�o zangada.
Acusaste-me de coisas horr�veis.
N�o sabia que a Anna estava no banco de tr�s.
Eu n�o a vi. Deve ter entrado sem eu ver.
Tens de compreender.
- A Anna? - Sim.
Sim, a nossa Anna.
Podemos traz�-la de volta. Este homem vai ajudar-nos.
- Todos partiram. - N�o.
Eu estou aqui.
Anna tamb�m pode ter outra oportunidade.
- A culpa n�o foi tua. - Desculpa, Maria.
Temos de ir embora. Temos de encontrar os outros.
Volto assim que puder.
E vou trazer a Anna comigo, vamos voltar a ser uma fam�lia.
Est� bem?
Ol�.
Est� aqui algu�m?
Diga ao que vem.
Patrick Michael Fitzgerald?
- Que tem a ver com isso? - Sou o James Hayes. Estava no cemit�rio
na noite em que voltou. N�o vim prend�-lo.
- Ent�o, o que quer? - H� outras pessoas como o senhor.
Estou a ajud�-las.
- Outras? - Sim.
- Porque est� a ajud�-los? - A minha mulher � uma delas.
- A sua mulher? - Sim.
- Os meus familiares morreram todos. - Ou�a, amigo, n�o � seguro
estar sozinho. Temos um m�dico. Gost�vamos que o visse.
- O Beau chibou-se, n�o foi? - Ele pode ir para uma casa de corre��o.
Ele sobreviver�.
- Ele � um mi�do. - Pois.
- Vamos... - N�o lhe toque!
O que tem a�?
Os meus escr�pulos.
Vamos.
Paddy, esta � a Dra. McKellar.
- Santo Deus, uma mulher. - Sim, ela precisa de examin�-lo.
Quero verificar os sinais vitais e fazer testes.
- Porqu�? - Porque esteve morto
uns cem anos.
Sim, senhora, pode verificar os meus sinais vitais � vontade.
Ser� que tem uma arrecada��o?
Nas traseiras.
Muito obrigado.
Quero falar com a Kirstie.
Bom dia.
- Quem � o senhor? - Patrick Michael Fitzgerald.
- O presidente da c�mara? - Certo.
Deve ser a mulher ressuscitada.
Chamo-me Kate.
Kate, n�o estamos cheios de sorte?
- Estamos? - Sim, se soubermos fazer as coisas.
O seu marido � que � um sortudo.
Quem me dera a minha mulher.
O teu nome completo � Kirsten Margaret Darrow.
- Sim, lembro-me disso. - Certo.
E o ficheiro policial confirma que foste assassinada.
Tamb�m sabia isso.
Sim, mas o que te vou dizer a seguir � mais complicado.
Foi assassinada pelo seu namorado.
O Kev.
Sim, Kevin James Brunner.
- Porque faria isso? - O ficheiro policial diz
que houve uma discuss�o que se complicou.
E menciona ci�mes como o motivo poss�vel.
- Ele deu-se como culpado? - N�o deu,
mas parece que havia uma prova f�sica clara e avassaladora.
Onde est�?
Cumpriu 18 anos de pris�o e foi libertado em 2006.
Quero ver isso, por favor.
Kirstie, s�o fotos da cena do crime.
N�o as queres ver.
� o meu ficheiro.
� o meu corpo.
Quero v�-las.
Est�s bem?
Quero ver o filho da m�e e quero olh�-lo nos olhos.
N�o pode sair daqui.
Ent�o, prende-o e obriga-o a enfrentar-me.
Kirstie, eu percebo o que sentes, mas ele j� cumpriu a pena
e aos olhos da lei, j� pagou as suas d�vidas.
Disseste que me ajudavas.
Eu disse que faria o que pudesse... E � o que farei.
Pode virar � esquerda para o hospital de Shepparton. Pode levar-me l�.
Vamos buscar os outros.
N�o, se h� hip�tese de trazer a Anna de volta, temos de ir j�.
Eles v�o fazer-vos uma s�rie de exames e testes...
Ent�o, temos de come�ar o quanto antes.
Viu o meu Leon. Ele n�o tem muito tempo.
Ent�o e os seus amigos?
- Merecem ser ajudados. - O James que os ajude.
Ligue ao James.
Porque n�o lhe liga?
Quero falar com o James.
- Quero ajud�-la. - N�o est� nada!
� como a doutora. Quer guardar isto para si, n�o �?
Leve-me para casa da Elishia.
- Vou para Rochester. - Encontrar o John e a Maria
tem de ser a prioridade.
- V� � procura, n�o a impe�o. - E se o pol�cia os encontrar?
Eu ligo-lhe, mas ou�a,
o ex-namorado a Kirstie � a minha primeira pista de jeito.
Tenho de segui-la. Ele pode saber algo.
Saber o qu�?
O Alexandro morreu antes de falarmos.
O marido da Maria n�o est� bem. � a primeira pessoa, para al�m de mim,
que tem uma liga��o verdadeira com estas pessoas.
Tenho de sair outra vez. Prometi � Kirstie.
- Est� bem. - E depois falo com a Sarah.
N�o podemos evitar isto.
Disse que trataria e tratarei.
Pode parar aqui.
Porqu� aqui?
Ela morreu aqui.
A minha linda menina.
Morremos ambas.
N�o � o caminho para casa da doutora.
Est� a jogar um jogo parvo, Maria.
O James e a Kate foram simp�ticos para mim.
Foram todos.
Pe�o-lhe pela �ltima vez.
Leve-me para casa da doutora.
O Leon que plantou isto.
Depois de tudo.
Para nos recordar.
Da primeira vez que fomos dan�ar, ele deu-me rosas.
Ele era t�o bonito.
LIMPEZA A SECO VICTORIA NICE 'N' CLEAN
Kevin Brunner?
Sim?
Queria ter uma conversinha consigo, se puder ser.
- Onde esteve na noite de quarta-feira? - Na quarta, fiz um trabalho em Epsom.
Fui limpar um quintal.
Consegue provar que esteve em Epsom?
- Qual � o assunto? - Responda � pergunta.
- Tenho mantido o nariz limpo... - Responda � pergunta.
Tenho os pap�is no carro. Eu mostro-lhe.
Tenho uma fatura.
Com a descri��o do trabalho e as horas que trabalhei.
Tome. � este o tipo.
O telefone dele.
Ligue-lhe. Ele vai dizer-lhe.
E diga-me. Qual foi a �ltima vez que esteve em Yoorana?
� sobre a Kirstie Darrow.
- Mant�m contacto com algu�m de l�? - J� n�o.
- Sabe onde est� sepultada? - Sim, claro que sei.
- E visitou a campa dela? - N�o, nem quero visitar.
J� desejou ver a Kirstie outra vez?
- N�o tem nada a ver com isso. - Tenho tudo a ver com isso!
Vai prender-me? N�o?
Baze!
Andei � tua procura.
Est� cheio de coelhos.
Uma praga, estraga a terra.
Desculpa o de ontem � noite.
N�o � preciso.
Descobri como morri.
E foi mesmo horr�vel.
Queres ajudar-me?
No qu�?
A ajustar contas.
Estou?
Kevin?
Quem fala?
Algu�m que pensaste que n�o voltarias a ver.
- O qu�? - Lembras-te da minha voz, Kev?
Quem fala?
- Foi o pol�cia que te mandou? - Tenho uma mensagem para ti.
Queres saber qual �?
Qual �?
N�o gostavas de ver-me e ouvi-la da minha boca?
- Onde? - Tu sabes onde.
O s�tio tranquilo.
Sim, ao p� do lago?
�s dez em ponto.
Esta noite.
Vem sozinho.
N�o ter�s outra oportunidade.
Ele parecia assustado.
�timo.
O que est� a fazer?
A tentar arranjar esta velha mota. Tinha uma igualzinha.
N�o funciona, morreu.
Vamos ver.
H� uma coisa que quero fazer.
N�o o fiz quando vim para aqui e depois fiquei doente.
- N�o pode sair de Yoorana. - Sim, eu sei.
- N�o vai fazer uma parvo�ce, pois n�o? - Pode deixar-me em paz?
O que quer de n�s?
Ol�. Desculpa.
- Ol�. - Ol�.
Ol�.
E aqui est� o cora��o.
Um batimento forte.
� um beb� perfeitamente saud�vel.
N�o querem saber o sexo?
- N�o, queremos que seja surpresa. - Eu gostava de saber.
A s�rio? Estavas t�o decidido a esperar.
- Sim, mudei de ideias. - Est� bem.
Tudo bem, por mim pode ser.
� uma menina.
Uma menina.
- Acho que j� termin�mos. - Obrigada, Elishia.
Muito bem. Vamos l�.
Obrigada.
Est�s bem?
Obrigada.
Falei com o Kevin Brunner, o assassino da Kirstie. N�o sabe de nada.
Isso n�o me interessa. Onde est�o o John e a Maria?
N�o sei. E o Vic n�o atende o telefone. Passa-se alguma coisa.
E a Kirstie?
- E a Kate? - Ela est� bem.
Dra. McKellar.
- Sim. Est� bem. - J� tens tudo?
- Vou levar-te a casa. - L� estarei.
Em que estava a pensar?
N�o me lembro de nada.
Nem sei quem sou.
Isso n�o � raz�o suficiente.
N�o h� nada para mim, aqui.
- Vamos. -N�o quero ficar com os outros.
N�o vamos para l�.
Quero mostrar algo.
Estava sepultado fora do cemit�rio,
o que significa que se suicidou ou era um assassino.
Procurei nos registos e encontrei isto.
� o John,
Havia muitos condenados fugitivos na d�cada de 1830.
Tr�s deles foram ao mato.
Viveram como foragidos.
Foram apanhados, a�oitados e enforcados.
Sepultaram-nos em Yoorana.
- O que fizeram? - Mataram e roubaram muita gente.
Ent�o, sou um assassino.
Trataram-no com brutalidade.
- Est� a tentar justific�-lo? - Est� zangado
porque as suas mem�rias n�o voltam. Comece de novo, fa�a a sua hist�ria.
Decida que tipo de pessoa quer ser.
Est�s bem?
N�o querias falar sobre uma coisa?
Passa-se algo com a beb�? Porque tu e a Dra. McKellar
estavam a falar sobre algo... - N�o, est� tudo bem com a beb�.
Ent�o, o que �?
� sobre a Kate.
Eu sei que � dif�cil,
mas estamos quase a ter um beb�, juntos.
E vamos ter uma menina.
E esta � a primeira noite que temos juntos, sozinhos,
h� muito tempo.
Em breve, seremos tr�s.
Por isso, vamos entrar, relaxar, jantar e ir para a cama.
Podemos falar de manh�.
LAVANDARIA
DESCULPE, ESTAMOS FECHADOS FOMOS A UM FUNERAL EM MELBOURNE
REABRIREMOS AMANH�
HIST�RICO JAMES - JAMES - JAMES - CAROLINE
Kevin.
Quem �?
Kirstie.
Eu voltei, Kev.
N�o pode ser verdade.
�s...
�s um fantasma?
Tenho uma pergunta.
Porque me mataste?
O que te fiz?
Nada.
- Tu estrangulaste-me. - N�o.
- Afogaste-me no lago. - N�o.
N�o fiz nada disso.
Mas deves saber isso.
Eu n�o sei nada.
Credo.
�s mesmo tu.
Est�s bem?
N�o foi o Kev. N�o foi ele.
Tenho de ir atr�s dele.
N�o dev�amos fazer isto.
Tem de ser.
O que se passa?
Quando me disseste que n�o me tinhas matado...
N�o me lembrava, mas agora j� me lembro.
Certo.
Naquela noite fui para o lago porque n�s discutimos.
Merda, Kirstie. Desculpa n�o ter ido atr�s de ti.
A culpa n�o foi tua.
- Eu disparei. - Sim, eu sei.
Isso j� n�o importa.
Importa, sim.
Porque est�s inocente.
Ningu�m acreditou.
Os pol�cias, o juiz, a tua fam�lia.
Nem sequer os meus pais.
S� alguns anos depois � que comecei a acreditar em mim.
�s um bom homem, Kevin.
Mas passei metade da minha vida na pris�o, Kirst.
Aquilo que havia de bom em mim, est� esgotado.
Nunca devia ter acontecido.
N�o.
Mas aconteceu.
� demasiado tarde.
E o meu verdadeiro assassino?
Achas que devia escapar? N�o � muito justo.
O mundo � assim.
- N�o. - Sim.
Morreste muito jovem n�o aprendeste isso.
N�o h� justi�a.
Nada � justo.
S� vives a tua vida.
Ficas de cabe�a baixa, percebes?
N�o podes olhar nos olhos das pessoas.
N�o falas com as pessoas porque elas cospem-te na cara.
Posso dizer a todos que est�s inocente.
- Sim. - Iam acreditar em ti.
Sim, faz isso, Kirstie. � uma boa ideia.
E talvez possa voltar a ter 21 anos.
Talvez possa recuperar a vida.
Talvez possamos casar.
Talvez possamos ter aqueles filhos
e tudo ficaria bem.
N�o, eu...
N�o consigo fazer isto.
Kev.
Por favor, para de chorar.
Por favor, para.
Adeus, querida.
Kev.
N�o h� not�cias da Maria.
- Onde acha que ela est�? - N�o sei.
N�o vou conseguir manter-vos a todos aqui.
J� n�o sei o que fazer.
S� piorei as coisas.
LAVANDARIA
Espero que n�o tenha esperado muito.
Sim, � um dos nossos. Mas um pouco antigo.
A Sra. Wright. Ela morreu h� uns cinco anos.
Depois disso, o marido cortou amarras.
A casa est� abandonada?
- Sabe a morada? - Sim, posso dar-lhe as indica��es.
Eu...
Desculpa, eu...
Eu abandonei-te.
Tens a Pol�cia.
Eu denunciei-te.
Eu mere�o.
Quem est� a�, m�e?
N�o sei.
Chama-se Paddy.
Patrick Michael Fitzgerald.
� uma honra conhec�-la.
Desculpe, o que quer?
Bem, eu...
Mostrar-lhe isto.
Foi isso que tiraste da casa? Um vestido velho?
N�o � um vestido velho, Beau.
� o vestido que eu dei ao amor da minha vida, a Kalinda.
Kath. Olha para isto.
- � a tua av�, n�o �? - � a Kalinda.
� a minha Kalinda.
A tua av�.
Kalinda Nyini Winyarr.
O que se passa?
O que est� ele dizer?
Est� a dizer que � nosso pai.
A Kalinda era a mulher dele.
RODA DE �GUA DE YOORANA
Ol�, querida.
Ela voltou.
Ol�?
Ol�, Sarah.
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