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Original subtitles

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

ELENCO em ordem de aparição

Tio Gilbert

Rainha Branca

Rei Branco

Lebre

Rato

Dodô

Lagarta

Sapo

Peixe

Duquesa

Cozinheira

Gato de Cheshire

Chapeleiro Louco

Arganaz

Lebre de Março

Valete

Rainha de Copas

Rei de Copas

Grifo

Tartaruga Falsa

Rainha Vermelha

Tweedledum

Tweedledee

Carneiro

Humpty-Dumpty

Cavaleiro Branco

Alice

Posso sair agora, Srta Simpson?

- Parou de nevar? - Ainda não.

Se tiver parado quando sua irmã voltar pode ser que ela a leve.

Ai, ai.

Vem, bichano.

E se não parar nunca?

Imagine se quem faz nevar esqueceu como faz para parar?

Não acha que devia trabalhar no seu bordado?

Não, obrigada.

Ai, ai.

Olá, Senhor Tartaruga.

Precisa parar com isso, Sua Majestade.

Pare, já disse!

Parar o quê?

A Rainha Branca acabou de derrubar o Rei Branco.

Ela nunca olha para onde anda.

Alice! Sabe que não deve brincar com as peças de xadrez do seu pai.

Não estava brincando. Ela derrubou Sua Majestade de propósito.

Alice, tem certeza que isso é verdade?

- Mas eu vi. - Alice!

Sim, Srta Simpson.

Mesmo assim, Sua Majestade,

pare de dar encontrões no seu marido.

Podia ser um pouco mais gentil.

Um coelho branco.

Todo vestido de cachecol, sobretudo e sapatos de pelúcia.

Olha, acabou de entrar na sua toca aconchegadinha.

Fica tão engraçado todo vestidinho.

Alice, sabe muito bem que não existem

coelhos vestidos de cachecol e sobretudo.

Não deve falar o que não é verdade.

Mas não era bem mentira.

Melhor terminar seu chá.

Ainda falta comer um ovo.

Eu comi os dois.

Só que um deles eu colei todo de volta.

Alice!

Sim, Srta Simpson?

A Sala do Espelho...

Está vendo, Dinah, assim que te seguro,

a menininha na Sala do Espelho,

segura outro gatinho exatamente como você.

Oh, Dinah, não gostaria de ver como é a Casa do Espelho?

Sabe, Dinah, existe de verdade uma Casa do Espelho.

Primeiro tem a sala onde se vê através do espelho.

É igual à nossa sala de estar.

Só que é tudo ao contrário.

Você ia adorar morar lá.

Só não sei se o leite do espelho é gostoso.

Bem... aí se chegaria ao hall de entrada.

Parece muito com o nosso pelo que dá para ver.

Mas dali em diante pode ser bem diferente.

Oh, Dinah...

Não seria bom se pudéssemos atravessar?

Daqui dá para ver toda a Sala do Espelho.

Só falta um pouquinho.

Gostaria tanto de ver esse pouquinho bem atrás da lareira.

Dinah, será que se eu pressionar com bastante força...

e tentar olhar para baixo, eu consiga...

Ora... mas...

Bem, sabia que essa parte da sala seria diferente.

Mas bem que a cadeira podia ter mudado de posição depois que eu atravessei.

Acho que não tem outro jeito.

Quem dera eu pudesse cair sempre desse jeito.

AIDEAPOLCYCNE ACINNATIRB

Não pode ser inglês.

Claro. É a Sala do Espelho.

Ora, é titio e titia.

Sabia que se ficasse atrás da foto...

daria para ver as costas das pessoas.

Pobre tio Gilbert, suas calças estão todas remendadas.

Querida sobrinha, experimente passar vinte anos emoldurada

com as mesmas calças sem remendos.

- Deve ser muito difícil. - E é.

Mas, na verdade, o que conta mesmo é a frente da foto.

Claro.

É só.

Bong-bong-bong-bong. Oito horas.

O que foi que disse?

Bong-bong-bong-bong. Oito horas.

Mas seus ponteiros marcam vinte para as quatro.

Nunca deixo minha mão esquerda saber o que a direita está fazendo.

Essa parte do espelho está me deixando muito confusa.

Isso porque no seu lado tudo é ao contrário.

Bem, eu nunca...

Mãe, mãe...

- O que foi isso? - É a voz da minha filhinha.

Sua filhinha!

Oh!

Oh, minha preciosa Lily! Meu gatinho imperial!

Tenho que acudi-la!

Deixe-me ajudá-la.

Oh, pronto!

Ohhh!

Mãe, mãe...

Pronto, pronto, meu peão real.

Coitadinha...

Cuidado com o vulcão!

Uma vez ele me expeliu para cima. Suba pelo caminho de costume.

Não se deixe expelir!

Desse jeito vai levar horas para chegar em cima da a mesa.

Melhor se o ajudasse, não?

Não, não!

Os homens do Rei!

Alguém chame os homens do Rei!

Asseguro-lhe, minha cara, jamais esquecerei o horror deste momento.

Pois esquecerá, a menos que registre por escrito.

Se quiser que lhe lembre, seria um prazer.

Não haveremos de ser lembrados por um vulcão.

Não sou um vulcão.

E também não sou um ciclone.

Então ou é um ciclão ou um vulcone.

Bong, bong, bong, bong, bon bong, bong, bong, bong, bong...

e bong.

Que hora foi essa?

Não faço a menor ideia. Mas já é bem tarde.

Preciso correr, ou terei que voltar pelo espelho...

antes de ter visto como é o resto da casa.

Nossa! Que maneira mais estranha de andar pelo jardim.

A Duquesa, a Duquesa! Ela ficará furiosa se a deixar esperando.

Minha nossa! Minha nossa! Vou me atrasar.

Oh, pelas minhas orelhas e bigodinhos, como está tarde.

Bem, depois de uma queda dessas

nunca mais reclamarei de levar um trambolhão pelas escadas.

GELEIA

LAR DOCE LAR

Queria que a Dina estivesse aqui.

Que música bonitinha.

Ai, ai...

BEBA-ME NÃO VENENOSO

Ai! Ui!

Adeus, pezinhos queridos.

Como é que eu chegarei ao lindo jardim?

COMA-ME

Ei, Camundongo!

Sabe como sair desse lago, Camundonguinho?

Estou cansada de tanto nadar.

Talvez você não entenda inglês. Aposto que é um camundongo francês.

Où est ma chatte?

Isso significa 'Onde está minha gata?' em francês

Desculpe-me. Esqueci que você não gosta de gatos.

Espere, camundonguinho!

Ei, Camundongo!

Não gosto de gatos?

Você gostaria se fosse eu?

Não fique zangado. Gostaria de lhe mostrar nossa gata Dinah.

Você ia gostar dela. É um amor e tão sossegadinha.

E é óptima para pegar camundongos.

Ah, me desculpe.

Detesto você!

Detesto gatos!

Toda minha família detesta gatos. Bichos maus e vulgares.

Ai, ai!

Espere aí, camundonguinho!

Gatos! Gatos!

Gatos!

Guilherme o Conquistador, cuja causa era apoiada pelo Papa,

logo se rendeu aos ingleses, que queriam líderes,

e andavam há algum tempo acostumados a usurpações e conquistas.

Quem é você, se me dá licença?

Eu sou um Dodô.

Como vai? Meu nome é Alice.

E está encharcada.

É verdade. Mas não tenho como me secar.

História é a coisa mais árida que conheço. Que tal se secar com História?

Agradeceria muito se o fizesse.

Escute bem. Edwin and Morcar, condes de Mércia e Nortúmbria,

achando isso oportuno, foram com Edgar Atheling

ao encontro de Guilherme para oferecer-lhe a coroa.

A reação de William a princípio foi moderada, mas a insolência dos seus normandos..."

Como está se sentindo agora, meu bem?

Muito bem, obrigada!

Quer que a ponha para dormir?

Não, obrigada!

Então é melhor ir andando. Vou começar a recitar umas datas.

Sim, senhor. Obrigada.

Adeus.

1585, nasce Shakespeare. 1660, morre Shakespeare.

Quem é você?

Eu mal sei, senhor, neste exato momento.

Pelo menos sei quem eu era quando acordei hoje de manhã,

mas devo ter mudado várias vezes desde então.

Como assim? Explique-se.

Não posso me explicar, pois não sou eu mesma, como pode ver.

Não vejo!

Não posso ser mais clara. Nem eu consigo entender direito.

É confuso ter tantos tamanhos diferentes num mesmo dia.

Não é.

O dia em que tiver que virar uma crisálida e depois uma borboleta

também achará esquisito, não?

Nem um pouco!

Bem, você talvez não. Mas eu acharia bem esquisito.

Para você? Quem é você?

Acho que primeiro você é que devia me dizer quem é.

Porquê?

Bom dia, senhor.

Volte. Tenho uma coisa importante para dizer.

Sim?

Não se exaspere!

É só isso?

Não.

Quer dizer que você acha que mudou, é?

- Receio que sim, senhor. - De que tamanho você quer ser?

Gostaria de ser um pouco maior, se não se importa.

Oito centímetros é um tamanho horrível.

Eu tenho oito centímetros de altura!

É uma altura muito boa.

Com certeza, senhor, mas é que...

eu não estou acostumada.

Com o tempo você se acostuma.

Um lado a fará crescer.

O outro a fará diminuir?

Um lado de quê?

Do cogumelo!

Que lado me fará crescer?

O lado que faz crescer, claro!

Comerei um pouco dos dois para testar.

Ai, ai, agora fiquei grande demais, Lagarta.

Senhor Lagarta, onde você está?

Seja lá quem more aqui, não convém me aproximar deles deste tamanho.

Iriam ficar assustadíssimos.

Para a D... D... D....Duquesa...

um convite da Rainha para jogar croquet.

Meus cumprimentos à Rainha.

Meus cumprimentos à D... D... D....Duquesa.

Não adianta nada bater.

Por favor, senhor, como faço para entrar?

Vou ficar sentado aqui até amanhã.

Sinto muito que tenha batido no senhor, mas como posso entrar?

Vou ficar sentado aqui dias e dias.

Mas e eu?

Faça como quiser.

Cuidado com o neném!

Ela quase matou o coitadinho!

Se cada um cuidasse da própria vida,

o mundo giraria muito mais depressa.

Fale duro com seu nenezinho e espanque-o quando espirrar

Ele faz isso para provocar pois sabe que só vai irritar.

Uau! Uau! Uau! Uau! Uau! Uau!

Ele faz isso para provocar pois sabe que só vai irritar.

Tome. Pode niná-lo se quiser.

Agora preciso aprontar-me para jogar croquet com a Rainha.

Não grunha. Isso não é maneira de se expressar.

Que vou fazer com essa criatura quando for para casa?

Se vai virar um porquinho, meu querido,

não quero mais saber de você, hein?

Isso não deixa mais dúvidas. Você é um porco!

Quando crescesse seria uma criança terrivelmente feia,

mas como porco é até bem bonitinho.

Miauuu...

Porque está sorrindo, Gato?

Porque sou um Gato Cheshire, só por isso.

Bem, bichano Cheshire, pode dizer que direção devo tomar para sair daqui?

Isso depende muito de onde você quer chegar?

Não faz muita diferença.

Então não faz diferença que caminho tome.

Contanto que chegue a algum lugar.

Mas com certeza chegará. Contanto que ande o suficiente.

Vai jogar croquet com a Rainha hoje?

Gostaria muito. Mas ainda não fui convidada.

Eu estarei lá.

Precisa ir embora tão cedo?

A propósito, o que aconteceu com o bebê?

Ia-me esquecendo de perguntar.

Virou um porco.

Já imaginava.

Você disse 'porco' ou 'corpo'?

Disse porco.

Gostaria que parasse de aparecer e desaparecer tão abruptamente.

Dá até vertigem.

Muito bem.

Não gostaria de poder fazer isso?

Bem, já vi muito gato sem sorriso, mas sorriso sem gato...

CASA DA LEBRE DE MARÇO CASA DO CHAPELEIRO LOUCO

Não há lugar, não há lugar!

Há muito lugar.

Aceita um pouco de vinho?

Não estou vendo nenhum vinho.

Porque não tem.

Não foi muito polido da sua parte oferecer.

Seu cabelo precisa de um corte.

Não devia fazer comentários pessoais, é muito indelicado.

Porque um corvo é igual a uma escrivaninha?

Acho que posso matar essa.

- Está dizendo que sabe a resposta? - Exatamente.

Então deveria dizer o que pensa.

Que dia do mês é hoje?

Que dia do mês é hoje?

Quatro.

Errou por dois dias.

Bem que eu disse que manteiga não ia fazer bem ao mecanismo!

Oh...

Devem ter entrado algumas migalhas de pão junto.

Hmm... eu usei a faca de pão.

Era manteiga da melhor qualidade, sabia?

Que relógio engraçado. Marca os dias do mês mas não as horas.

Já decifrou a charada?

O quê?

Ah, não. Eu desisto. Qual é a resposta?

- Não faço a menor ideia. - Nem eu.

Deviam aproveitar melhor seu tempo do que desperdiçá-lo desse jeito...

com charadas sem resposta.

Não me fale assim do tempo. Aposto até que nunca falou com ele.

Acho que não.

Eu briguei com ele em março passado...

bem antes de ele enlouquecer.

Foi durante um concerto oferecido pela Rainha de Copas.

E tive que cantar "Pisca, pisca, ó morcego, que aqui eu quero sossego."

Conhece a música?

Conheço uma parecida.

E continua, assim:

"Pisca, pisca, ó Morcego, que aqui eu quero sossego."

Por sobre o mundo você adeja, qual chá numa grande bandeja

Por sobre o mundo você adeja,

Qual chá numa grande bandeja.

Pisca, pisca, pisca, pisca...

"Pisca, pisca, ó Morcego, que aqui eu quero sossego."

Por sobre o mundo você adeja,

Qual chá numa grande bandeja.

Por sobre o mundo você adeja,

Qual chá numa grande bandeja.

Pisca, pisca, pisca, pisca, pisca, pisca...

Bem, mal acabara a primeira estrofe quando a Rainha deu um pulo e berrou:

"Ele está assassinando o tempo! Cortem-lhe a cabeça!"

Desde então ele não faz nada que eu peço.

Agora são sempre seis horas.

Então é por isso que a mesa está toda preparada para o chá?

Sim, é por isso.

É sempre hora do chá e não dá tempo de lavar as coisas nos intervalos.

Tome um pouco mais de chá.

Como ainda não tomei nenhum, não posso tomar 'mais'.

Você quer dizer que não pode tomar 'menos'. É muito fácil tomar mais do que nada.

Quero uma xícara limpa.

Este foi o chá mais idiota que já vi na minha vida.

Que curioso!

Podia me dizer porque está pintando essas rosas?

Bem, na verdade, senhorita,

essa era para ser uma árvore de rosas vermelhas

e plantamos uma branca por engano.

Se a Rainha descobrir, nossas cabeças vão rolar.

Estamos fazendo o possível para que antes que ela chegue...

A Rainha!

A Rainha!

A Rainha!

Vamos, vamos, levantem-se!

Sua Majestade, a Rainha de Copas!

Sua Majestade, a Rainha!

Cortem-lhe a cabeça!

Cortem-lhe a cabeça!

Como se chama, filha?

Meu nome é Alice, Majestade...

Cortem-lhe a cabeça!

Cortem-lhe a cabeça!

Tolice!

Cortem-lhe a cabeça!

Cortem-lhe a...

Reconsidere, minha querida. É apenas uma criança.

Cortem-lhe a cabeça!

Cortem-lhe a cabeça!

Ademais, hoje os carrascos estão de folga.

Ah, é?

Pois também perderão suas cabeças!

Sabe jogar croquet?

Sim.

Então que se inicie o jogo imediatamente!

Rápido, rápido, rápido. Terei que degolá-los todos?

Tome, pegue!

Jogue!

Cabeças irão rolar!

Como bastão você está apontando para o lado errado.

Com licença, estou com dor nas costas.

Não olhe para mim. Estou tão confusa quanto você.

Esse jogo está muito devagar..

Cortem essas cabeças! Onde estão minhas vítimas?

Procurem pelas sebes! Vasculhem os arbustos.

Sacudam as árvores.

Que bom revê-la, minha coisinha preciosa!

Que tal o jogo?

Bem, foi muito divertido.

Claro que foi. E a moral de tudo é...

Seja o que você gostaria de ser.

Ou, resumindo:

Nunca imagine não ser diferente daquilo que pudesse parecer aos outros

que você fosse ou poderia ter sido...

não seja diferente daquilo que você tendo sido poderia ter parecido a eles ser de outro modo.

Entenderia melhor se fosse por escrito.

Não acompanhei muito da forma como ouvi.

Isso não é nada perto do que poderia dizer se quisesse.

E a moral disso é...

Que dia lindo, Majestade.

Brrrrr...

Já lhe avisei.

Ou você ou sua cabeça, fora!

Por favor, Majestade. Faça-o ir embora!

Rainha, Rainha, onde está a senhora?

- Que engraçado! - Qual é a graça?

A Rainha!

Nunca executam quem ela condena, sabia?

O Rei! O Rei perdoa todo mundo!

Fico muito feliz de saber.

Você já viu a Tartaruga Falsa?

Não... nem sei o que é uma Tartaruga Falsa.

É aquilo de que se faz sopa de Tartaruga Falsa.

Venha cá, Tartaruga Falsa, minha amiga.

Qual é o problema dela?

É tudo de mentirinha.

Ela não tem problema algum!

Nenhum problema, hein?

Minha tristeza é de fazer toda tristeza triste.

Meu tormento é de fazer qualquer tormento se atormentar...

Esta mocinha aqui...

quer muito saber sua história.

Contarei para ela..

Sentem-se vocês dois.

E não abram a boca até eu terminar.

Antigamente eu era uma Tartaruga de verdade!

Ai, ai!

Ai, ai.

Quando éramos crianças íamos à escola no mar.

O mestre era um um velho quelônio.

Nós o chamávamos de Tartarruga.

Porque o chamavam de Tartarruga se ele não era uma?

Chamávamos assim porque tinha tanta ruga.

Devia-se envergonhar de perguntar coisas tão óbvias.

Pode não acreditar, mas íamos à escola no mar.

Nunca disse isso.

- Disse sim. - Cala a boca!

Nós tivemos a melhor educação.

Na verdade, íamos à escola todo dia.

Eu também ia todo dia. Aprendia francês e música.

Eu só frequentava as aulas regulares.

E quais eram?

Lentura e estrita, por exemplo.

E diferentes ramos de Aritmética.

Ambição, Distração, Enfeiamento...

e Derrisão.

Quantas horas de aula eram prestadas por dia?

Dez no primeiro dia, nove no seguinte e assim por diante.

Como se trata de 'prestação' de aulas, cada dia era uma prestação a menos.

Então o décimo-primeiro dia deve ter sido feriado.

Claro!

E como é que fizeram com o décimo-segundo dia?

Bem... Chega de falar de aulas.

Vamos jogar alguma coisa?

Ou prefere que a Tartaruga Falsa cante?

Ah, uma canção, por favor! Se a Tartaruga Falsa fizer a gentileza.

Gosto não se discute.

Cante 'Sopa de Tartaruga' para ela, amigão.

Espere um pouco...

Sopa supimpa, mexe com o olfato, desbanca peixe, carne, qualquer outro prato

É de deixar a pessoa louca por uma colherada de sopa na boca

Uma colherada de sopa na boca. Sopa supimpa, sopa supimpa!

Sopa à noite, supimpa sopa!

Supimpa, suuuu...

Mais rápido, mais rápido!

Mais, mais, mais, muito mais!

Já estamos quase lá?

Quase lá? Ora, já passamos há dez minutos.

Mais rápido!

É igual a um tabuleiro de xadrez.

Claro que é um tabuleiro.

A vida é um tabuleiro e você é um peão da Rainha.

Você irá imediatamente para o quarto quadrado

onde deverá chegar em exatamente pouco tempo.

Fez algum comentário?

Não sabia que era para fazer.

Pois deveria ter dito como fui gentil de lhe contar-lhe isso tudo.

Nenhuma pergunta? Muito bem, então nenhuma resposta.

Abra bem a boca quando falar

e fale sempre em francês se não souber dizer alguma coisa em inglês.

Ande com os pés virados para fora

e diga sempre, 'Sua Majestade'.

E assim por diante.

TWEEDLE TWEEDLE

Se acha que somos bonecos de cera devia pagar ingresso, sabia?

Não se pode olhar bonecos de cera de graça, não.

Contrariamente, se acha que somos seres vivos, devia falar!

Lamento muito, de verdade.

Queria saber o caminho mais fácil para sair deste bosque.

Será que podiam me dizer?

Você começou mal!

A primeira coisa numa visita é dizer...

"Como vai?", e dar um aperto de mãos.

Espero que não estejam muito cansados.

Não, mas obrigado por perguntar.

Muitíssimo obrigado.

Gosta de poesia?

Sim. Muito até, de algumas.

Mas primeiro podiam me dizer que caminho tomar para sair do bosque?

O que eu devo recitar para ela?

A Morsa e o Carpinteiro é a mas comprida.

O sol brilhava no mar com raios certeiros, pujantes

Aplicava sua melhor arte a tornar as ondas coruscantes

E isso era estranho porque batera meia-noite pouco antes

A Morsa e o Carpinteiro andavam lado a lado

Choravam copiosamente ao ver o chão assim, tão de areia forrado

'Se ao menos fizessem uma faxina, ' diziam, 'ficaria em em bom estado.'

"Com sete criadas e sete esfregões, durante meio ano a esfregar, '

'Acha possível, ' a Morsa perguntou, "Que toda esta areia iriam tirar?'

"Duvido", disse o Carpinteiro, com lágrimas a derramar.

Ó, Ostras, venham dar um passeio!", disse a Morsa com ares suplicantes.

"Uma boa conversa, um bom recreio pelas praias verdejantes.

Mas apenas quatro de cada vez, que as mão não eram abundantes."

A ostra mais velha o relanceou, e nenhuma palavra se ouviu então

Piscou apenas e com a pesada cabeça disse não

A sugerir, "Deixar meu viveiro? Tentem, que será em vão."

Quatro ostrinhas porém acorreram, muito sôfregas pelo regalo

Vestidinhos limpos, rostos lavados, sapatos nos trinques e rabo de cavalo

E isto era estranho, pois pés em ostras, nunca vi, quanto mais cantá-lo

"É chegada a hora," disse a Morsa de falar de muitas questões

De sapatos, barcos e cera, de repolhos, reis e legiões

Porque o mar está tão quente e se há asas em leitões."

"Um naco de pão,". disse a Morsa, é o que vem a calhar

Depois pimenta e vinagre não são de se dispensar

"Já estão prontas," ostrinhas queridas, vamos dar início ao jantar

"Mas não se servirão de nós," gritaram as ostras, perdendo um pouco a cor

"Após tantas gentilezas, Ó, seria tão desolador!"

"A noite está linda", disse a Morsa. Apreciemo-la em todo seu resplendor.

"Eu sinto muito" disse a Morsa. "Compreendo o seu queixume"

Entre choros e soluços avaliou as de maior volume

De guardanapo em punho da iguaria já sentindo o perfume.

"Ó, ostras," disse o Carpinteiro, "Fizeram uma bela corrida!

"Que tal correr de volta?", mas nenhuma resposta foi ouvida

E não era de estranhar, ostra por ostra já tinha sido comida.

Ambos os personagens são muito desagradáveis.

Mas tenho mesmo que ir embora do bosque pois está fiando muito escuro.

Bem, adeus!

Não está vendo aquilo?

É só um chocalho.

Não!

É só um chocalho velho e quebrado.

A culpa foi dele!

Meu chocalho novinho!

Por certo você concorda com uma batalha?

Acho que sim.

Mas ela terá que ajudar a nos vestir.

Claro!

Tweedledee e Tweedledum decidiram batalhar naquele instante

Pois Tweedledee disse que Tweedledum tinha quebrado sua matraca ressonante

Um enorme corvo surgiu então num voo rasante

Tão assustados os gêmeos ficaram que até esqueceram o ânimo beligerante

Espero que leve jeito para alfinetar e dar laços.

Temos que vestir isso de um jeito ou de outro.

Isto é para evitar que me cortem fora a cabeça.

É a pior coisa que pode acontecer numa batalha...

ter a cabeça cortada fora.

Estou muito pálido?

Bem, um pouquinho.

Geralmente eu sou muito corajoso,

só que hoje estou com dor de cabeça.

E eu dor de dente. Estou muito pior que você!

Então é melhor não lutarem hoje.

Ah, temos que lutar um pouco.

Vamos lutar até as seis, depois jantamos.

Só há uma espada, mas pode usar o guarda-chuva, é mais afiado.

Mas temos que começar logo. Está ficando muito escuro.

Cada vez mais e mais escuro.

Que nuvem escura aquela. E como está vindo rápido!

Ora, acho que tem asas!

É o Corvo!

Posso ajeitar sua capa?

Não sei o que deu nela!

Acho que está de mau humor.

Prendi-a aqui, prendi-a ali, mas ela nunca está satisfeita.

Não vai cair direito se prender toda só de um lado.

Nossa, e olha só o estado do seu cabelo!

Ora, a escova ficou emaranhada nele.

E ontem eu perdi o pente.

Pronto.

Agora está melhor!

Oh, ah, meu dedo está sangrando!

O que foi? Espetou o dedo?

Ainda não, mas daqui a pouco irei.

Quando pretende fazê-lo?

Quando prender minha capa de novo o broche se desprenderá.

Cuidado! Está segurando-o errado!

Agora entende como as coisas acontecem aqui.

Porque não está gritando agora?

Já gritei tudo que tinha que gritar.

Que sentido teria fazer tudo de novo?

É verdade... Bem, agora clareou um pouco.

Ainda bem que o Corvo foi embora.

Espero que seu dedo esteja melhor.

Muito melhor!

Me-elhor! Me-e-e-lhor! Mé-é-é-é-lhor!

Méééé! Mééé!

O que você deseja comprar?

Gostaria de comprar um ovo, por favor.

Nunca ponho nada nas mãos dos outros.

Não estaria certo.

Precisa pegar você mesma.

Que ovo estranho!

Cresce muito mais rápido do que devia.

É cada vez mais curioso!

É maior que uma galinha!

Nossa, é o Humpty-Dumpty!

Não fique parada aí olhando para mim como se eu fosse um ovo.

Diga-me seu nome e o que a traz aqui?

Meu nome é Alice.

É um nome bem bobo. O que significa?

Nomes precisam significar alguma coisa?

Claro que sim! Meu nome significa meu formato.

E que belo formato.

Com seu nome você podia ter qualquer formato.

Porque está aí tão sozinho?

Porque não tem ninguém comigo.

Pensou que não saberia responder? Faça outra pergunta.

Não acha que estaria mais seguro no chão?

Esse muro é tão estreito.

Claro que não! Se algum dia eu caísse...

o que não tem a menos chance de acontecer,

mas se caísse...

se caísse, o Rei me prometeu...

Que mandaria todos os seus cavalos e todos os seus homens.

Ah, então você sabe. Todos os seus cavalos e todos os seus homens.

Eles me pegariam num minuto, com certeza.

Contudo, esta conversa está avançando um pouco depressa demais.

Voltemos ao penúltimo comentário.

Acho que não me lembro.

Então comecemos de novo e quem escolhe o assunto sou eu.

Quantos anos disse que tinha?

Doze anos e quatro meses.

Errado. Você jamais disse tais palavras.

Pensei que tivesse perguntado "Quantos anos você tem?"

Se tivesse querido dizer isso, teria dito.

Doze anos e quatro meses.

É uma idade bastante incômoda.

Meu conselho seria que parasse nos doze.

Mas agora é tarde demais.

Que lindo cinto!

Ou seria um lindo colarinho?

Como é exasperante não saberem distinguir um cinto de um colarinho!

Sei que é ignorância minha.

É um colarinho e, como disse, é lindo.

Foi um presente do Rei e da Rainha Brancos.

É mesmo?

Deram-me de presente de desaniversário.

Perdão?

Não me sinto ofendido. Não há o que perdoar.

Isto é, o que é um presente de desaniversário?

Um presente dado quando não é seu aniversário, claro.

Prefiro presentes de aniversário.

Não sabe do que está falando!

Quantos dias há no ano?

Trezentos e sessenta e cinco.

E quantos dias de aniversário você tem?

Um.

Se tirar isso de trezentos e sessenta e cinco sobra o quê?

Trezentos e sessenta e quatro, claro.

Então, há trezentos e sessenta e quatro dias para ganhar presentes de desaniversário.

Com certeza.

E apenas um para presentes de aniversário.

Diga se não é uma glória.

Não sei o que quer dizer com glória.

Claro que não, até que lhe diga.

O que quis dizer é, "Eis um argumento arrasador para você."

Mas 'glória' não significa isso.

Quando uso uma palavra ela significa o que eu quero que signifique.

Nem mais nem menos.

A questão é se você consegue fazer as palavras significarem coisas diferentes.

A questão é saber quem manda, você ou a palavra, nada mais!

Contudo, eu consigo dominar todas!

Impenetrabilidade. É o que eu digo!

Pode me dizer o que isso significa?

Com "impenetrabilidade" quero dizer que já esgotamos o assunto,

e seria bom que me dissesse o que pretende fazer em seguida,

pois imagino que não vá ficar plantada aí o resto da vida.

Não vejo como pode significar isso tudo.

O senhor parece ter muita habilidade para explicar palavras.

Podia me explicar o sentido de um poema chamado "Jaguadarte"?

Eu o li há muito tempo.

Posso mas não o farei, pronto. Até logo.

Até logo, até a próxima!

Não a reconheceria se a visse de novo.

Você é tão exatamente igual a outras pessoas.

Em geral é o rosto que conta.

Precisamente, Seu rosto é igual ao de todo mundo.

Dois olhos, nariz no meio, a boca logo abaixo.

Agora, se seus dois olhos fossem do mesmo lado do nariz,

ou sua boca em cima, já ajudaria um pouco.

Não ficaria bonito.

Não fale antes de experimentar.

Ahhhhh...

Cuidado!

Vou cair!! Socorro! Mande chamarem os cavalos e os homens! Socorro!

O que aconteceu?

Nós nos esbarramos, Majestade!

Óptimo. Imaginei que fosse isso mesmo.

Majestade, Humpty Dumpty caiu do muro.

Eu sei, eu sei. Dois mil duzentos e sete dos meus soldados estão a caminho!

Dois sem cavalo!

Se todos esses cavalos e homens do rei não conseguirem juntá-lo de novo,

ninguém consegue.

Que bom que Humpty Dumpty vai ficar bom de novo. Estava preocupada.

Pois não fique.

Olhe para a estrada e diga se vê qualquer um dos meus três mensageiros.

Ninguém na estrada.

Oh, quem me dera ter olhos assim.

Conseguir ver ninguém a tal distância!

Oh, mas que lástima.

Posso ajudá-lo, senhor?

Para montar ou desmontar?

Já está montado.

Mas daqui a pouco desmontarei de novo.

Eu sinto muito.

O senhor é o mensageiro do Rei?

Sou o Cavaleiro Branco.

Vejo que está admirando minha caixinha branca.

É uma invenção minha para guardar roupas e sanduíches.

Levo-a de cabeça para baixo para que não entre água de chuva.

Mas as coisas podem sair.

Sabia que a tampa está aberta?

Se tudo caiu para fora...

a caixa deixou de ter serventia para elas.

Sabe porque eu fiz isso?

Não posso imaginar.

Na esperança de que as abelhas usem como ninho.

Aí eu terei mel.

Mas já tem uma colmeia ou algo parecido amarrada na cela.

E é uma óptima colmeia, das melhores que existem.

Mas até agora nenhuma abelha chegou perto.

A outra coisa é uma ratoeira.

Acho que os ratos afastam as abelhas ou as abelhas afastam os ratos, um dos dois.

Não seria muito provável haver ratos em cima de um cavalo.

Talvez não muito provável.

Mas não quero saber deles correndo perto de mim.

Como vê, estou bem preparado para tudo.

Por isso o cavalo tem essas braçadeiras amarradas nas patas.

Para que servem?

Para se proteger de mordidas de tubarões.

Invenção minha.

Vamos andando. Acompanhá-la-ei até a beira do bosque.

Espero que seu cabelo esteja bem preso à cabeça.

Não mais que de costume.

É pouco.

É que o vento sopra muito forte aqui.

Forte que nem sopa.

Inventou algum plano que impeça cabelo de sair voando?

Ainda não.

Mas tenho um plano que impede o cabelo de cair.

Adoraria que me contasse.

Primeiro você pega um graveto bem reto,

e faça seu cabelo subir por ele como uma trepadeira.

A razão de o cabelo cair é porque ele fica pendurado para baixo.

Nada cai para cima, entende?

É minha invenção.

Pode experimentar se quiser.

Tenho muito jeito para inventar coisas.

Da última vez que me ajudou a levantar deve ter percebido como eu estava pensativo.

Estava meio compenetrado, sim.

Bem, naquele momento estava inventando

uma nova maneira de passar por cima de portões.

Gostaria de ouvir?

Gostaria muito.

Bem, vou lhe contar como me veio a ideia.

Pensei comigo mesmo,

a única dificuldade são os pés.

A cabeça já está a uma altura suficiente.

Então primeiro eu ponho minha cabeça em cima do portão...

aí ela já fica a uma boa altura.

Aí eu planto bananeira, e meus pés estarão a uma boa altura.

Aí eu passo por cima.

Senhor Cavaleiro!

Se houvesse um portão aqui embaixo, estaria em óptima posição para atravessá-lo.

Como consegue falar tão calmamente com sua cabeça na vala?

Que diferença faz onde meu corpo está?

Minha cabeça continua funcionando do mesmo jeito.

Na verdade,

uma vez inventei um pudim novo enquanto serviam a carne.

A tempo de assar até o próximo prato?

Hm... isso é que é trabalho rápido.

Bem, não até o próximo prato.

Na verdade, acho que esse pudim nunca foi assado!

De que ele seria?

Bem, para começar, levava papel de mata-borrão.

Isso eu acho que não seria muito gostoso.

Não seria se fosse só isso.

Mas imagine como seria bom misturado com outras coisas, como...

pólvora e lacre.

E aqui nos separamos. Chegamos ao final do bosque.

Só faltam mais alguns metros.

Desça a colina, atravesse aquele riacho,

e você se tornará uma Rainha.

Enfim!

Mas esperará para me ver partir, não?

Não vou demorar. Você espera?

Claro que eu espero.

Acho que me encorajará.

Muito obrigada por se desviar tanto do seu caminho.

Por isso, espero que chore muito quando eu partir.

Pobre Cavaleiro.

Até agora foi a melhor pessoa que conheci.

Bem, cheguei.

O que é isto?

Rainha Alice

Uma coroa!

Uma cruz dourada!

Sou Rainha! Sou Rainha!

Como ousa se dizer Rainha?

Que direito tem para autodenominar-se como tal?

Não pode ser Rainha até passar pelo exame de praxe.

E quanto mais cedo começarmos, melhor.

Sente-se.

Sim, Sua Majestade.

Estou pronta, Majestade.

Você sabe somar?

Quanto é um mais um mais um mais um mais um mais um mais um mais um mais um mais um e mais um?

- Não sei, perdi a conta. - Ela não sabe somar.

Sabe responder alguma pergunta útil?

Como se faz pão?

Isso eu sei! Pega um pouco de farinha...

Onde você colhe, no jardim ou numa sebe?

Não é colhida, é moída!

Mas moída em quantos grãos? São tantas coisas que você omite!

Ai, ai!

Sabe falar outras línguas?

Como se diz fiddle-de-dee em francês?

Fiddle-de-dee não é inglês.

Quem disse que era?

Se me disser em que língua "fiddle-de-dee" é, eu lhes direi a palavra em francês.

Rainhas não barganham jamais.

Ai, que sono!

Ela está cansada, coitadinha!

Acaricie seu cabelo.

Empreste-lhe uma touca de dormir e cante uma cantiga de ninar bem relaxante.

Não tenho nenhuma touca e não conheço cantigas relaxantes.

Então eu mesma terei que fazê-lo.

Dorme, dorme, senhora, sua bela sesta,

Há tempo de sobra até a hora da festa.

Depois as três rainhas irão se esbaldar

E pela noite adentro alegres bailar.

Agora que conhece a letra cante para mim.

Também estou com sono.

E agora, o que vou fazer?

Vamos, acordem!

Alice proclamou...

Com um cetro na mão

E uma coroa na cabeça, eu convido...

Todas as criaturas que o Espelho...

Entrada proibida até daqui a duas semanas!

Ora! Como se atreve?

Encham suas taças, duas se preciso for

Salpiquem a mesa com flores a desabrochar

Ponham gatos no café, camundongos no licor

E trinta e três vivas à Rainha Alice vamos dar.

Ponham gatos no café, camundongos no licor

E trinta e três vivas à Rainha Alice vamos dar.

De melado, tinta e grude encham todos os seus copos,

Ou de qualquer outra delícia que lhes agradar.

À cidra misturem areia, farofa ou lã em flocos

E noventa e nove vivas à Rainha Alice vamos dar.

À cidra misturem areia, farofa ou lã em flocos

E noventa e nove mil vivas à Rainha Alice vamos dar.

Perdemos a sopa e o peixe!

Sirvam o assado!

Parece um pouco embaraçada.

Permita-me apresentá-la a esta Perna de Carneiro.

Alice, Perna de Carneiro. Perna de Carneiro, Alice.

Como vai?

Aceita uma fatia?

Claro que não! Fere a etiqueta cortar alguém a quem foi apresentada.

Levem o assado!

Por favor, não me apresente ao pudim, ou ficaremos sem ter o que comer.

Posso lhes servir um pouco?

Pudim, Alice! Alice, Pudim!

Que impertinência!

Gostaria se eu cortasse uma fatia de você,

sua criatura?

Faça algum comentário!

É ridículo deixar toda a conversa nas mãos do pudim!

Bem...

Melhor se preparar!

Já vamos beber à sua saúde.

À saúde da Rainha Alice!

À saúde da Rainha Alice!

Rainha Alice!

Rainha Alice!

Rainha Alice!

Precisa fazer um discurso!

Um discurso.

É tão tímida! Um discurso! Um discurso! Um discurso!

Discurso! Discurso! Rainha Alice!

Ergo-me para agradecer.

Cuidado! Alguma coisa vai acontecer!

Alguma coisa vai acontecer!

Olha eu aqui.

Havia de verdade uma Sala do Espelho.

E você era a Rainha Vermelha.

Havia um país inteiro do espelho.

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