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Original subtitles

- Art Subs - 14 anos fazendo Arte para voc�!

Legenda - JuLima -

- Sim? - Boa noite, doutor.

- Doutora, como estamos? - Nas indeniza��es ainda.

Mas tive uma ideia, voc� tem um minuto?

Tenho.

Alberto, vamos sair deste impasse.

Vamos fazer um spin-off

e excluir a funda��o canadense da opera��o.

- Sem alterar o pre�o? - Sim.

Quanto � cl�usula de indeniza��o,

n�s aceitaremos, mas com uma redu��o gradual

do montante m�ximo da base anual.

E as declara��es e garantias contratuais?

Eliminaremos as obriga��es fiscais,

ambientais e criminais, se estiverem inclusas na 231.

� um acordo aceit�vel?

Mas justo essa noite? Estou aqui h� doze horas.

Amanh� eles ir�o embora. E n�s vamos nos divertir.

- Quem vir� al�m de De Groot? - Seu s�cio, o Van Der Meer.

A empresa que eles indicaram n�o � ruim.

Falei com um dos dois s�cios, o pre�o � bom.

- Mas? - O problema � o outro s�cio.

O irm�o. Os dois se odeiam, n�o se falam h� anos.

Precisamos descobrir como abord�-lo.

E se fiz�ssemos duas negocia��es separadas,

cada uma por 50 por cento?

- Voc� est� brincando? - Nem um pouco.

Camilla, voc� est� louca? Pense nas indeniza��es.

Se os dois contratos dialogassem seria uma confus�o.

Se eles n�o querem se sentar na mesma mesa, o que faremos?

Faremos de tudo para que se sentem.

Diga ao Dennis para verificar as refer�ncias cruzadas, certo?

- Sim, mas devemos te esperar? - Irei assim que terminar.

- Certo, at� mais tarde. - Tchau.

Podemos contat�-lo diretamente no nome de voc�s.

Obviamente sem dizer que falamos com o irm�o

e posso chegar no consultor de neg�cios dele.

J� conversamos sobre isso.

E se virar uma guerra entre os dois?

Faz mais de dez anos

que eles n�o entram em um acordo.

E se...

consider�ssemos duas negocia��es separadas?

Cada uma de 50%.

Duas ofertas e dois contratos separados.

- Voc� acha isso vi�vel? - Claro.

Duas negocia��es paralelas feitas de maneira sigilosa.

O que voc� acha? J� fizemos isso antes, n�o?

Claro. Acho uma �tima ideia.

Se ela diz isso, voc�s podem confiar.

Com a nossa Camilla cuidando de tudo,

voc�s n�o t�m com o que se preocupar.

- S�rio? - Sem d�vidas.

Como dizemos aqui:

"Por ela eu ponho minha m�o no fogo."

- Significa que est�o seguros. - � mesmo?

Vamos fazer um brinde!

- O que foi, que cara � essa? - E ainda pergunta?

Voc� n�o est� feliz? Sua ideia ganhou.

Voc� percebe o que fez ou devo explicar?

Eu s� usei a carta certa no momento certo.

Eles confiam em mim e fechamos o neg�cio.

Claro.

"Nossa Camilla cuidar� de tudo,

por ela eu ponho minha m�o no fogo."

Voc� disse isso!

Acha que sou sua assistente de palco?

Que drama! Eu vendi sua ideia, n�o uma noite com voc�.

V� se foder.

Camilla, sem ofensas, mas voc� tem um g�nio de merda.

E se pergunta por que ainda n�o virou s�cia.

Pare, vou descer aqui.

Pare com isso.

Pare, por favor. Mandei parar!

Aonde voc� vai? Volte aqui!

Escroto.

Al�? Lisa, estou a caminho. Sim, uns dez minutos.

Senhora! N�o se mova, como voc� est�?

N�o foi nada, s� meu bra�o est� doendo muito.

Vou chamar uma ambul�ncia.

- Quebrou mesmo? - N�o � nada.

- Tem certeza? - Voc�s dois ficaram sozinhos?

Giulio saiu �s tr�s.

Eu tentei, mas n�o conseguimos

entrar num acordo ainda.

- Ele volta �s sete e meia. - Voc� adiou, �timo.

Ele insiste que o spin-off seja registrado no Canad�

antes de fechar o acordo.

Certo, imprima para mim o mark-up do contrato.

- J� est� na mesa. - E tamb�m os anexos.

Ent�o...

Tem certeza que n�o quer ir para casa?

N�o, vamos terminar primeiro.

- Por aqui. - Obrigado.

- Bom dia a todos. - Bom dia.

- Ol�. - Ol�. Bom dia.

- Tudo bem? - Sim, obrigado.

- Bom dia. - Bom dia, doutora.

- O que fez no bra�o? - Nada, uma queda est�pida.

- Aceita um caf�. - Sim, obrigado.

- Bom dia. - Por aqui.

Meu voo � �s 14h e n�o posso perd�-lo.

Hoje ainda?

Vejo que est� �tima, apesar de tudo.

Nada como a assinatura de um contrato para se animar.

Deitei s� um pouco e apaguei.

Voc� parece quase boazinha quando dorme.

Falou o anjinho!

O que voc� fez no bra�o? O que houve.

Ontem � noite, dois idiotas me atropelaram de moto.

Por que n�o me contou? Poderia ter me ligado!

� mesmo?

E voc� correria para o hospital no meio da noite?

Boba! Eu te traria flores ou chocolates.

- Claro. - Uma bolsa de �gua quente.

� um telefone fixo.

- Al�? - Delegacia de Mil�o.

- Voc� � Camilla Corti? - Sim, sou eu.

Gostaria de informar que o rapaz do acidente faleceu.

O hospital acabou de nos avisar.

Mas como?

Preciso te fazer algumas perguntas.

- � s� uma praxe, ser� r�pido. - Mas eu...

- J� disse tudo no hospital. - Voc� pode vir pela manh�?

- N�o, eu n�o posso de manh�. - E hoje � noite?

- Que horas esta noite? - �s 21h.

Est� bem, combinado.

Nos vemos na delegacia. At� logo.

Sim, at� logo.

- Ele faleceu. - Quem?

Um dos dois rapazes da moto.

Caramba! N�o achei que fosse algo t�o s�rio.

Eu tamb�m n�o.

S� o vi sendo colocado na ambul�ncia.

- Querem falar comigo de novo. - Quando?

Em uma hora.

Queriam que fosse amanh� cedo, mas eu n�o posso.

Droga...

Bem, pelo menos voc� se livra logo disso.

Lamento n�o poder te acompanhar.

Meu Deus, que dia!

N�o se preocupe, deve ser algo simples.

Quer tomar uma ta�a de vinho?

Eu trouxe uma garrafa.

- Quer? - Pode ser.

Delegada.

- Entre, por favor. - Boa noite.

- Camilla Corti. - Prazer. Sente-se.

J� recebi o seu depoimento, s� preciso fazer umas perguntas.

Certo.

Voc� disse que eram dois rapazes.

E que quando voc� estava ca�da, um deles gritou algo em �rabe.

Sim, mas n�o tenho certeza, j� que n�o sei �rabe.

Lembra de mais alguma coisa? Voc� n�o viu a placa...

- Sabe o modelo da moto, a cor? - N�o, foi tudo muito r�pido.

Estava chovendo, eu estava atravessando,

mal deu tempo de ver a moto chegar.

- E eu j� estava no ch�o. - Voc� passou no sinal verde?

Sim, estava verde.

Al�m da pessoa que te socorreu, havia mais algu�m presente?

- Um ve�culo, um pedestre? - N�o, eu n�o vi ningu�m.

Certo. Agora s� preciso que voc� assine aqui.

- Isso � tudo? - Sim, avisei que era s� praxe.

Voc�s j� falaram com a fam�lia dele?

N�o, n�s n�o o identificamos. Ele estava sem documentos.

Podemos enviar quaisquer comunica��es

para o endere�o que voc� forneceu no hospital?

Que comunica��es?

Abriremos uma investiga��o e esse � o protocolo.

Assine no canto inferior esquerdo. Aqui est� a caneta.

Voc�s t�m certeza que ele morreu por causa do acidente?

Ainda temos que aguardar o resultado da aut�psia

que vem do necrot�rio.

Adele!

Adele?

- Voc� est� em casa. - Sim, mas vou sair.

- O que voc� fez no bra�o? - Nada, um acidente.

Quando?

Ontem � noite, enquanto atravessava a rua,

uma moto me atropelou.

Caramba, mas est� quebrado?

N�o, s� tenho que ficar com essa coisa por duas semanas.

Os fones de ouvido...

- Voc� vai sair com o Paolo? - N�o.

Com alguns amigos.

Desculpe estou atrasada.

Vai dormir aqui ou na casa do seu pai?

N�o sei.

Tchau.

- Oi. - Oi, querida, tudo bem?

Tudo. Eu n�o esperava falar com voc� a esta hora.

- Onde voc� est�? - Na garagem.

- Como foi na delegacia? - Foi r�pido, ainda bem.

S� que...

Me perguntaram se o sinal estava verde e eu n�o sei.

- Voc� disse isso a eles? - N�o, disse que estava verde.

Voc� fez o certo.

Se estivesse vermelho, voc� lembraria.

Voc� acha?

Sim, pode ser.

Ele era estrangeiro, n�o tinha documentos,

- n�o sabem quem ele �. - Deve ser um clandestino.

Ao menos n�o h� risco de te denunciarem.

Agora v� dormir, descanse e n�o pense mais nisso.

- Eu te ligo amanh�. - Certo.

- Tchau. - Boa noite.

Bom dia.

- O que houve com seu bra�o? - Um golpe de carat� deu errado.

- N�o sabia que fazia carat�. - Agora sabe.

Ainda est� brava comigo? Voc� sabe como s�o essas coisas.

- Quer desculpas formais? - Pare com isso.

Ali�s, queria te dizer na outra noite...

Sugeri voc� como Melhor Advogado Corporativo

no Pr�mio Revela��o Jur�dica deste ano.

Espero que voc� goste.

Obrigada.

Eu convenci todo mundo a n�o indicar mais ningu�m.

Voc� � o cavalo no qual todos apostaremos.

- Ou devo dizer "�gua"? - N�o, cavalo est� �timo.

Depois decidiremos sobre a conversa

com os holandeses.

- Certo. - Tchau.

Doutora, se me der seu telefone, eu transfiro os dados.

- J� estou com o novo. - J� levo para voc�. Obrigada.

De nada.

Carta de confirma��o do PFN,

verifica��o de satisfa��o das condi��es anteriores.

Tem tamb�m a ata da reuni�o e o Conselho de Administra��o.

Certo. Por onde come�amos, voc� tem prefer�ncias?

Camilla?

Por onde quer que comecemos?

Continuem com o rascunho do relat�rio...

Deixarei voc�s sozinhos por uma hora, certo?

Mas na quest�o da demiss�o dos administradores atuais

voc� disse que queria inserir...

Deixe isso em aberto. Cuide das previs�es de Malleva.

- Com licen�a. - Pois n�o?

Eu queria...

Um conhecido desapareceu

e eu queria saber se ele poderia estar aqui.

- Qual � o nome da pessoa? - N�o sei...

Ele � estrangeiro, �rabe, talvez.

- Quantos anos ele tem? - N�o sei.

Eu o via todos os dias no bar, perto do meu escrit�rio.

Ontem � noite trouxeram um rapaz

que pode ser do Oriente M�dio.

Mas ainda n�o o identificaram.

Posso v�-lo?

Sim. Pode lev�-lo para a dois?

Mas voc� precisa preencher isto primeiro.

Sim, claro.

O que aconteceu com ele?

Acidente de moto.

� ele?

J� verificou os hospitais?

Foi feito um boletim de ocorr�ncia?

Mo�a? Tudo bem?

Com licen�a.

Pode entrar.

� quase meia-noite, se n�o tiver mais nada,

- n�s j� terminamos tudo. - Sim, podem ir. Obrigada.

- Boa noite. - At� amanh�.

Me espere aqui. Obrigada.

Merda!

- Meu Deus, que susto! - O que voc� est� fazendo?

Nada. Por que j� foi para a cama?

Agora tem problema at� se eu durmo?

Foi s� uma pergunta. Como foi seu dia?

Bom.

J� descobriu se conseguir� fazer aquelas provas?

Olha, m�e, eu estava dormindo. Voc� me acordou.

Desculpe, pensei que n�o estivesse em casa.

- Beleza. Boa noite. - Boa noite.

- Silvano, bom dia. - Bom dia, doutora.

- Aqui est�. - Excelente!

S� vou transferir os dados e j� devolvo.

Ali�s, minha filha perdeu o PIN do celular, o que deve fazer?

J� tentou tr�s vezes e o bloqueou?

- Sim. - Ela tem o PUK?

N�o, perdeu tamb�m.

Se voc� quiser, eu dou uma olhada.

Ou podemos lev�-lo at� a loja onde foi comprado.

O que voc� tem?

Fui ao necrot�rio.

Ao necrot�rio?

Continuo pensando nisso. Ainda n�o se sabe quem ele �.

Camilla, voc� sabe que n�o tem nada a ver com isso.

- Ele era um moleque. - Sim, mas n�o foi sua culpa.

Voc� n�o passou no sinal fechado.

Garanto que lembraria se tivesse.

Sabia que achei um celular? Talvez fosse dele.

- Onde? - No local do acidente.

Voc� voltou l�?

O que deu em voc�? Mas para que foi at� l�?

N�o sei.

Eles corriam como loucos, sabe-se l� quanto tinham bebido!

Eles teriam ca�do de qualquer maneira.

Quem garante? Voc� virou um sabe-tudo agora?

Eu n�o sou o problema aqui.

O que quer dizer com isso?

Eles poderiam ter te matado, voc� entende isso?

- Mas ele morreu, n�o eu. - Ainda bem!

Perd�o, mas voc� est� fazendo uma tempestade num copo d'�gua.

E se o celular fosse dele, a pol�cia teria encontrado, n�o?

Estava escuro, chovendo, n�o dava para ver nada!

Acha que voltaram l� depois porque um imigrante morreu?

N�o estou te reconhecendo. O que deu em voc�?

N�o sei.

Encontrei no local do acidente.

N�o sei se o rapaz tinha um, mas achei que poderia ser �til.

- Obrigada. - Ou voc�s j� o identificaram?

Vamos ver se entendi,

voc� voltou ao local do acidente?

Sim, quer dizer, eu estava passando por l�.

Encontrei-o no ch�o perto do sem�foro.

Achei que poderia ser dele ou do rapaz que fugiu.

Ou de algu�m que n�o tem liga��o com o caso.

Sim, claro. Ent�o ainda n�o o identificaram?

- N�o, ainda n�o. - E o outro? Voc�s o acharam?

Lamento, mas n�o podemos dar esta informa��o.

- Voc� o ligou? - N�o, precisa do PIN.

Ent�o voc� o ligou.

- Oi! - Oi!

Como vai?

Voc� est� �tima! O que andou fazendo?

- Voc� cortou o cabelo? - N�o. Na verdade, pus silicone.

- N�o! - Sim.

Quando foi isso?

Amor, voc� nunca est� presente nos momentos importantes.

Voc� tem raz�o,

h� anos s� saio com gente do trabalho, coisa de louco.

- Que bom ver voc�. - Sim. Isso a� d�i?

N�o, n�o foi nada.

Imagino que precise ir embora em cinco minutos.

- Vinte. - Nossa, vinte. �timo.

Isto foi tudo o que achei. Mas primeiro uma promessa.

- Jantaremos juntas este m�s. - Eu prometo.

Est� assumindo um compromisso com uma promotora, lembra?

Sim, Vossa Excel�ncia.

Consegui arrancar algo do colega que segue o caso.

Voc� deve saber que o pedestre nunca � pun�vel por lei,

mesmo que cruze o sinal vermelho.

Sim, mas n�o � isso.

- Desculpe. - Pode atender.

� o Massimo. Ligarei para ele mais tarde.

Voc�s t�m se falado? Como ele est�?

S� conversamos sobre a Adele. Ele casou de novo.

Sim, eu soube.

E voc�? Est� com algu�m?

Sim.

- � uma rela��o secreta. - S�rio? Ele � casado?

- Obviamente. - E quais s�o as inten��es dele?

Nenhuma. Eu tamb�m n�o tenho nenhuma.

N�o tenho tempo para algo s�rio.

Ou n�o quer ter.

Voc� est� feliz?

Esses dias brigamos pela primeira vez em dois anos.

Quem � ele? O que faz da vida?

Eu o conheci quando fomos assinar um contrato

nos odiamos respeitosamente logo de cara.

Depois ele me convidou para um aperitivo e...

Acabamos num quarto de hotel.

Parecia uma hist�ria cl�ssica que terminaria ali mesmo.

Vamos voltar para n�s, diga o que arrancou dele.

Ele n�o estava registrado,

n�o acharam nada com as impress�es digitais,

apesar de existir milh�es delas no banco de dados.

Os pertences pessoais tamb�m n�o foram achados.

Sobre a aut�psia...

Origem Iraque, Afeganist�o, S�ria.

Idade entre 17 e 20 anos. A morte foi causada

por hemorragia cerebral causada pelo acidente.

Ele morreu na mesa de cirurgia.

O que fugiu estava usando um t�nis vermelho, todo sujo.

Acabei de lembrar.

N�o sei quanto possa ajudar. esse detalhe.

- Eles est�o procurando por ele? - N�o fa�o ideia. Duvido muito.

Voc� descobriu se ele tinha um celular?

N�o, ele disse que levaram tudo ao necrot�rio junto com o corpo.

Posso fazer uma pergunta? O que voc� est� procurando?

- Al�? - N�o retorna mais as liga��es?

Massimo, n�o tive tempo. O que foi?

- Voc� n�o sabia? - Sabia o qu�?

Sobre sua filha.

Ontem est�vamos na casa dos Lombardi,

Luca tamb�m estava l� e disse que nunca viu Adele

- na faculdade, sabia disso? - N�o estou entendendo nada.

Sabe quantas provas ela fez em um ano e meio?

S� uma, a de Ingl�s.

- Quem te disse isso? - Ela.

N�o � poss�vel! E todas as outras mat�rias?

Tudo mentira! Entendeu? Eu quase dei uns tapas nela.

- E onde ela est� agora? - Tomando banho.

Como � poss�vel que voc� n�o tenha notado nada?

Voc� notou, por acaso?

Ela mora com voc�, n�o comigo!

Massimo, vou desligar.

Adele?

Por que n�o me responde?

Voc� est� atrasada, vou sair em cinco minutos.

- Como �? - Combinamos �s oito horas.

Voc� entende o trabalho que eu fa�o ou n�o?

Desde crian�a s� ou�a falar disso.

Mas agora tenho compromisso.

- Que pena que vai faltar. - N�o posso.

Mas da faculdade voc� pode. Estudar n�o � um compromisso?

Voc� chegou tarde. N�o vou ouvir outro serm�o.

- Quando voc� ia me contar? - Eu n�o queria fazer Economia.

- Voc� n�o sabia o que fazer. - Um ano sab�tico! Voc� sabia!

Essa foi a �nica coisa que negamos.

Mas voc� poderia fazer Direito, Medicina, estudar em Londres.

E acabar numa multinacional que incendeia a Amaz�nia?

Bela perspectiva.

- E o que gostaria de fazer? - N�o sei. Eu quero ir embora.

Arranjar um emprego e morar sozinha!

E n�o pode fazer isso depois como todo mundo?

Todo mundo quem?

Sabe quanto gastamos para bancar seus estudos?

- Eu n�o pedi nada disso. - Adele?

N�o, agora vamos conversar.

Depois de vinte anos, voc� decidiu ser m�e?

Voc� ficou louca?

QUANDO AS VOZES DO CORPO SE CALAM,

COME�A O ESQUECIMENTO

O QUE SIGNIFICA RELA��O SANGU�NEA?

QUAL A MINHA LIGA��O COM MEU PAI,

COM MINHA M�E, COM MINHA IRM�?

Pode entrar.

- Estou atrapalhando? - Boa tarde.

- Lembra de mim? - Sim, claro. Pode entrar.

Eu queria... Voc� tem um minuto?

Sim, s� um minuto mesmo. Entre.

Eu menti para voc� aquele dia, sinto muito.

Fique � vontade.

Voc�s descobriram quem � aquele rapaz?

N�o, ainda n�o. Voc� sabe o nome dele?

N�o.

Eu o vi pela primeira vez quando estive aqui.

Eu sou a pessoa que...

estava atravessando a rua quando a moto apareceu.

Eles ca�ram para n�o me atropelar.

O que posso fazer para voc�?

Sabe dizer se h� um celular entre os itens pessoais dele?

Por qu�?

Encontrei um no local do acidente.

Eu o levei para a pol�cia, mas eles n�o disseram nada.

Acho que n�o, mas... vou dar uma olhada.

- Na verdade, n�o tem. - Posso ver?

Vou abrir essa exce��o para voc�.

Em alguns dias colocaremos tudo no site.

Qual site?

De cad�veres n�o identificados.

- � a m�e dele? - Pode ser...

Mas h� um nome aqui. Ahmed Hassan.

Parece ser falso.

Ele provavelmente estava aqui ilegalmente.

Eles nunca d�o informa��es verdadeiras,

assim ningu�m pode mand�-los para casa.

- E para que serve este cart�o? - � do centro social.

L� eles n�o pedem documentos.

- Iraquiano. Ser� que � verdade? - Talvez.

Fiz um relat�rio para a embaixada,

mas sem nome...

Mas se ningu�m o reconhecer, o que acontece?

Eles o enterram no cemit�rio, por conta da prefeitura.

Perd�o, mas eu preciso ir. Minha filha est� me esperando.

3/19.

Ele � o terceiro morto n�o identificado de 2019.

Posso te perguntar mais uma coisa?

Consegue descobrir se o celular que levei na delegacia era dele?

N�o � algo f�cil.

- Mas posso tentar. - Vou te dar meu cart�o.

Camilla, belo nome.

- Obrigada. - Meu nome � Bruno.

Nada de especial.

- Por que diz isso? - At� logo.

Sem problemas.

Jesus Cristo!

Quer me matar de susto?

- Surpresa. - J� chegou.

Sente-se.

- Espero ter acertado. - O que � isso?

Abra.

Estavam me encarando da vitrine do aeroporto de Frankfurt e...

S�o lindos, obrigada.

Me desculpe por aquele dia, eu estava um pouco nervoso.

- Foi um dia p�ssimo. - Eu sei.

N�o vamos mais falar disso. Eu tamb�m estava nervosa.

E ainda tem a Adele...

- Como ficou? - Ficou linda, olhe no espelho.

O que Adele aprontou?

Ela disse que sou uma p�ssima m�e.

Acho que nessa idade, tudo � p�ssimo.

O que achou?

O que achei?

Achei que voc� acertou em cheio como sempre.

Ent�o, o que faremos?

Temos que decidir se faremos duas ofertas desvinculadas

ao mesmo tempo ou n�o.

O primeiro irm�o j� est� pronto para uma oferta vinculativa.

Ele foi seduzido pela nossa proposta.

�timo! Mas n�o podemos fazer uma oferta vinculativa

antes de fazer uma oportunidade de neg�cios ao irm�o.

E tamb�m precisamos decidir se vamos propor

uma parte em dinheiro e uma parte em a��es.

NECROT�RIO

Precisamos consultar os outros s�cios.

Voc�s estariam mais propensos...

- Sim, eu vi sua liga��o. - Eu te liguei algumas vezes.

A pol�cia verificou, o celular n�o � dele.

Mas como � poss�vel? Ele estava sem celular?

� o que parece.

Ou talvez ele tenha ca�do,

a pol�cia n�o viu e algu�m pegou.

- Eu esperava que fosse dele. - Eu tamb�m, admito.

Mesmo que muitas vezes os chips estejam com nomes falsos.

Nos contatos � raro encontrar n�mero de pessoas reais.

O que voc� quer dizer?

Muitas vezes s�o nomes chineses inexistentes.

"N�meros amarelos", como a pol�cia os chama.

- Posso perguntar uma coisa? - Sim, claro.

Por que voc� se apegou tanto a esse caso?

Se ele n�o tiver nome, nunca v�o encontr�-lo.

N�o desanime ainda.

Se algu�m o reconhecer, eu te aviso.

Tenha uma boa noite.

Voc� tamb�m. At� logo.

Aonde voc� est� indo agora?

Para Liubliana.

Pode fazer o favor de abaixar o volume?

- O que vai fazer em Liubliana? - Um passeio.

- Com o Paolo? - N�o, com um amigo.

N�s terminamos.

- Quando? - H� tr�s meses.

Sinto muito, eu n�o sabia.

Achei que voc� estaria aqui no fim de semana.

Para nos estapearmos de novo?

N�o, para conversar um pouco.

Quem � esse amigo?

Cristian. Voc� n�o o conhece.

Claro que n�o o conhe�o, voc� nunca me diz nada.

E voc�? Voc� sempre me conta tudo, por acaso?

O que me contou sobre sua irm�? Nada!

Nem que ela fazia teatro, que adorava cantar.

Que n�o fez faculdade, mas queria viajar,

- ir para a Nicar�gua! - Quem te deixou ler? D� aqui.

Por que ela n�o gostava de voc�?

E como ela morreu?

Sei que foi um acidente. Mas que acidente?

Ela foi encontrada no Rio P�. Afogada.

Por que voc� nunca me contou?

Como aconteceu?

Nunca descobrimos.

Ela se suicidou?

Ela discutiu feio com seu av�

porque ia fazer um show na pra�a e ele proibiu.

Ela n�o se importou, como sempre.

Voltou �s tr�s da manh� e ele n�o a deixou entrar.

Ele a deixou para fora?

Sim.

E o que mais?

Onde voc� estava?

Dormindo.

CAD�VERES N�O IDENTIFICADOS

- Al�? - Sou Camilla Corti.

Amina ainda est� a�?

"No vento..."

"Deixar entre as �rvores..."

N�o � f�cil traduzir, parece �rabe antigo.

� um poema?

Talvez minha av� possa ajudar.

- Posso ficar com ele? - Sim, claro. Obrigada.

- Imagina. Bem, boa noite. - Boa noite.

Licen�a, com licen�a.

- Doutora Corti? - Sim, sou eu.

Prazer, Roberto. Siga-me.

Licen�a! Estou passando.

- Don Mario? Chegamos. - Sim.

- Continue. - Pode deixar.

- Bom dia. - Camilla Corti.

Seja bem-vinda. � sobre o rapaz, vamos verificar agora.

Voc� trouxe o cart�o?

- N�o, mas tenho uma c�pia. - Tamb�m serve.

Ahmed Hassan. Roberto, ajude-nos que ser� mais r�pido.

Um minuto.

Quando terminar esse a�, este deve ser levado primeiro.

- Achei. - Est� vendo?

Aqui est�o as entradas e v�rias atividades do usu�rio.

No dia 9 deste m�s ele pegou o cart�o,

tomou banho, pegou roupas e o almo�o.

Quando eles fazem isso � porque acabaram de chegar

- e precisam de tudo. - E ele n�o voltou mais?

N�o, n�o h� outras entradas.

Acha que posso falar com quem fez o cart�o?

Talvez possa me dizer algo que...

De ter�a sou eu que fa�o isso, mas n�o lembro dele. Lamento.

N�s fazemos muitos cart�es.

No �ltimo m�s registramos quatro Ahmed Hassan.

Ainda que eu lembrasse de algo...

- Aceita almo�ar conosco? - Obrigada. Estou com pressa.

Voc�s tamb�m d�o sapatos aqui?

- Sim, duas vezes por ano. - Que tipo de sapatos?

Depende do que encontrarmos,

podem vir de doa��es ou sobras de lojas.

Acho que encontramos algo.

Oi. Qual � o seu nome?

Seu nome?

- Denva. - Denva.

Eles dormiram juntos em um dormit�rio.

S�o Bas�lio. Camas pr�ximas.

Quando?

N�o sei, um m�s.

E ele disse como se chamava? O nome dele?

Ele s� perguntou... Quibla.

- Quibla? - Quibla � a dire��o de Meca.

Para rezar.

- Estou atrapalhando? - N�o, n�o se preocupe.

- Mas n�o tenho not�cias. - Mas eu tenho.

Encontrei um rapaz que passou uma noite com ele

no dormit�rio de S�o Bas�lio.

- E onde o encontrou? - No centro social.

Ele o reconheceu pela foto.

Infelizmente, n�o conversaram muito

e por isso ele n�o sabia seu nome.

- Mas j� � alguma coisa, n�o? - Sim, claro.

Estava pensando em ir l� um dia desses.

Talvez bem cedo, antes de todos sa�rem.

Esse dormit�rio � masculino. N�o gostaria que criassem caso.

Como assim?

Eles podem dificultar sua entrada nos dormit�rios.

N�o adiantou, ningu�m o reconheceu.

Mas disseram que a rotatividade � alta.

Coloquei uma foto dele no quadro de avisos,

talvez a gente tenha sorte.

Voc� tamb�m deu azar?

Nenhum sapato vermelho.

Eu estava pensando no rapaz que fugiu.

Duvido que fosse amigo dele, ele jamais o deixaria assim.

Talvez fosse um traficante.

Talvez os 200 euros que estavam no bolso dele,

ele usaria para ver um parente ou um amigo no norte da Europa.

Muitos fazem isso.

N�o � estranho n�o terem as impress�es digitais dele?

Provavelmente ele chegou por terra.

Se tivesse vindo num barco, eles o teriam registrado.

S�o pa�ses em guerra ou com muitos problemas.

Quem sabe como ele chegou aqui...

Deve ter levado anos, com certeza.

E deve ter sido um inferno.

As cicatrizes do corpo dele s�o sinais de tortura.

- Tortura? - Infelizmente acontece muito.

Ainda � poss�vel que algu�m o reconhe�a?

Vamos torcer.

Nunca vi ningu�m se apegar tanto a um morto desconhecido.

Se n�o tivesse cruzado comigo, ele n�o estaria morto.

Tamb�m estou na d�vida se atravessei no sinal fechado.

Sabe quantas pessoas recebemos que morreram

porque estavam no lugar errado e na hora errada?

� o destino.

Voc� trabalha com isso h� muito tempo?

Sete anos.

Eu j� trabalhava na prefeitura e fui promovido.

No in�cio, mais que uma promo��o parecia uma puni��o.

Passar os dias com cad�veres n�o era o meu sonho.

Mas agora... eu agrade�o por isso.

Lidar com a morte diariamente,

nos faz apreciar muito mais a vida.

N�s esquecemos de valoriz�-la.

De manh�, ao acordar...

� um papo muito zen?

Imagina, por qu�? N�o, n�o �!

Eu n�o achava que o diretor de um necrot�rio fosse assim.

Eu tamb�m n�o achava que uma advogada empresarial

fosse como voc�.

- Ficou 4,80 euros. - Eu pago.

- N�o! - � o m�nimo que posso fazer.

Faz uns 15 anos que n�o tomo chocolate quente.

Mais um motivo para eu pagar.

Talvez na pr�xima vez.

- Obrigado. - Obrigado.

Amanh� vou almo�ar com a minha filha.

O namorado dela � chef,

ele ainda est� come�ando, mas � talentoso.

Se voc� n�o tiver um programa melhorar...

E parece que estar� sol.

Perd�o, mas tenho que trabalhar amanh�.

� domingo.

Que palavra estranha, o que significa?

- Al�? - Consegui a tradu��o da carta.

- Qual carta? - Do rapaz.

Ah, sim, claro.

- Estou atrapalhando? - N�o, imagina. Aquela em �rabe?

O que est� escrito?

"Nuvens finas sobre o mar, como dobras de um v�u ao vento.

Um sopro distante entre as �rvores.

Quem tem voz, cantando uma melodia,

chega no jardim do rei."

Bonito, o que �?

Parece que � o verso de uma m�sica antiga.

Voc� ainda est� no escrit�rio?

Como est� o trabalho?

Uma chatice enorme.

Aquele convite ainda est� de p�?

Est�, claro.

Sem d�vida. Vamos te esperar.

A que horas?

Uma e meia? Vou te enviar o endere�o.

Certo. Obrigada. At� logo.

At� mais.

- O que foi? Que cara � essa? - Ela disse que est� vindo.

- Quem? A advogada arrependida? - Pare com isso, sua boba.

- Quando terminar, limpem tudo. - Sim, senhor.

- A sala tamb�m! - Sim!

Pai, coloque a camisa que o Mirko deu!

- N�o � exagerada? - N�o!

- Agora voc� confia em mim? - Devo confiar?

Claro, ficou perfeita!

- Perfeita para mim. - Saia j� do meu presente.

J� come�aram! N�s tamb�m brigamos por isso.

Imagina! Voc� usa bem mais, eu s� fico olhando.

Ela chegou. � quase pontual.

- Seja bem-vinda. - Obrigada.

Um vinho tinto e um branco para n�o errar.

N�o precisava.

Venha.

Vou te mostrar o caminho.

Camilla.

- Oi! - Oi.

- Prazer, eu sou a Giulia. - Camilla.

- Ele � Mirko, o grande chef. - Imagina. Prazer.

Mara e Sergio, rec�m-chegados do M�xico.

- Oi. - Oi.

- Encantado. - Encantada.

- Que tal uns aperitivos? - N�o, espere.

- Bruno precisa batizar a rede. - N�o...

- N�o nos fa�a implorar! - Nem sei se a amarraram bem.

- N�o quero quebrar um f�mur. - Quantos est� fazendo. Noventa?

� anivers�rio dele? Ele n�o me disse.

Ele tem vergonha porque est� velho.

- Ela precisa almo�ar conosco? - Ela trouxe o cozinheiro.

L� vou eu!

- � confort�vel? - Me deixem aqui, por favor.

N�s estudamos juntos no colegial.

- E continuaram amigos? - Infelizmente, sim.

Depois fiz curso para t�cnico de pr�tese dent�ria.

- E teve a sorte de me conhecer. - E ele abriu uma gr�fica.

- Uma gr�fica? - Sim, foi na Idade do Bronze.

E o que houve?

As coisas com meu s�cio deram errado.

O trabalho diminuiu, meu sogro falou do concurso da prefeitura.

Ele nem queria tentar, meu av� o convenceu.

- Eu tamb�m fiz a minha parte. - E entramos na Idade do Ferro.

- Voc�s dois trabalham juntos? - Sim, uma mistura letal.

- Antes ela dizia "fatal". - E tamb�m adoramos viajar.

- J� visitaram quase cem pa�ses. - Noventa e um, para ser exato.

- O objetivo � chegar a cem, n�o? - Parab�ns!

Parei em vinte e dois. Giulia nasceu e adeus viagens.

- � sempre minha culpa. - Eu nem chego em vinte e dois.

N�o acredito, com o trabalho que faz...

� s�rio, sempre vou aos mesmos lugares.

Londres, Paris, Frankfurt, no m�ximo Hong Kong.

Hong Kong � linda. J� viu a vista da Victoria Peak?

N�o!

Eu deveria podar, mas gosto dela assim.

� como uma cortina de folhas. Entre.

- S� n�o repare a bagun�a. - Imagina.

� aqui.

Obrigada.

- Al�? - Dr. Vigna, vi a liga��o agora.

Os custos s�o muito altos. Podemos desistir da oferta?

Sim! Se foi destacado nas duas resolu��es.

Voc� garante que n�o incorrerei

em responsabilidade pr�-contratual?

Fique sossegado. Me d� duas horas

que checarei tudo e ligarei de volta.

Ela est� terminando a especializa��o em Veterin�ria.

- Voc�s t�m uma bela rela��o. - Mas j� brigamos muito.

Na �poca do colegial ela n�o falou comigo por um ano.

Por qu�?

Ela me odiava por causa da separa��o.

Me culpava e tinha um pouco de raz�o.

Eu fiz uma grande bagun�a.

Voc� n�o parece ser esse tipo de pessoa.

Eu tive um caso com a esposa do meu s�cio.

Numa tacada, perdi o emprego e a fam�lia.

- Pode me julgar. - Nada mau!

Ser� que foi a crise dos quarenta?

Vamos dizer que sim. Chegou quatro anos antes, mas...

Voc� gostou mesmo do coelho?

- Gostei. - Gostou?

Ela tem vinte anos, voc� precisa ter paci�ncia.

Esse � o problema.

- Ver� que tudo muda r�pido. - Tomara.

Ela parece com voc�?

N�o, eu n�o acho. Eu sou como um soldado.

J� ela, parou de estudar sem me contar.

N�o sei com quem sai, o que faz.

E temo que possa fazer alguma besteira.

Que tipo de besteira?

N�o sei, se machucar, por exemplo.

Quando chega um corpo de mulher no necrot�rio,

sempre penso na Giulia.

Eu nunca tinha entrado em um necrot�rio.

Eu percebi.

- Como? - Pela sua rea��o.

Se ningu�m reconhec�-lo,

quanto tempo demora para ser enterrado?

- O Minist�rio P�blico autorizou. - J�?

Agora depende de n�s.

Nesses casos, agimos depois de dois ou tr�s meses.

Ent�o, obrigada pela carona. E pelo almo�o, claro.

- Eu me diverti. - Fico feliz em saber.

N�o achei que voc� apareceria.

Tchau.

- Na Su��a s�o tr�s. - �s vezes, na Fran�a tamb�m.

Desculpe.

Quer subir?

Antes que voc� mude de ideia.

O que foi?

Que casa bonita! Parab�ns.

O que est� fazendo? Vai ficar assim?

O que foi?

N�o sei.

Mas seja o que for, � lindo.

Achei que eu tinha virado uma pedra.

H� quanto tempo n�o sai com ningu�m?

Uma rela��o de verdade?

Uns seis, sete anos.

E voc�?

Eu tamb�m.

Faz muito tempo que est� separada?

Eu me casei com 22 anos.

Depois a Adele nasceu e aos 28 eu me separei.

- Eu tamb�m. - Tamb�m o qu�?

Comigo aconteceu o mesmo.

S� demorei mais para me separar.

J� voc�, fez tudo r�pido.

Bem, assim n�o perco tempo pensando muito.

Em coisas como quem somos, para onde vamos?

Imagina! Coisas menores, como...

H� quanto tempo n�o...

tiro f�rias ou...

Quando acharei tempo para aprender a fazer um bolo,

ou ler um livro deitada no sof�.

- Voc� nunca fez um bolo? - N�o.

- Nunca? - N�o.

E o que acharia de um passeio de bicicleta?

Legal. Eu tenho uma no por�o.

- Se n�o esqueci como se faz. - Sabe o que podemos fazer?

Passear pelas margens do Rio Adda.

Iremos at� o Castelo Visconti. Voc� j� esteve l�?

- N�o. - � lindo.

- Quantos quil�metros s�o? - Cerca de trinta.

Com licen�a.

Boa tarde, Dr. Vigna. Estava revisando as cl�usulas.

- J� ia ligar para voc�. - Posso confiar em voc�?

Claro, entrarei em contato com Willis.

O que voc� resolveu com Byson?

N�o, isso � um absurdo...

Voc� precisa explicar a situa��o ao seu cliente.

N�o � dif�cil.

Vamos entrar num acordo com as cl�usulas de "earn out".

� um compromisso aceit�vel para ambos.

Al�? Sim, acabamos de chegar.

Chegaremos em cinco minutos.

- Denis est� com o motorista. - �timo.

- Al�? - Oi. Como voc� est�?

Bem.

N�o � uma boa hora? Te atrapalhei?

N�o. Quer dizer, estou trabalhando, mas tudo bem.

Acabei de voltar de Londres e quis te dar um oi.

N�o nos falamos mais.

Certo, acho que liguei na hora errada.

Ou�a...

Desculpe, mas talvez seja melhor pararmos por aqui.

N�s somos muito diferentes.

E voc� precisou dormir comigo para entender isso?

N�o, voc� sabe que n�o � bem assim.

Como � ent�o? Sou toda ouvidos.

Eu n�o quero discutir. Deixa pra l�.

Temos outras prioridades

e outros valores, provavelmente.

� por causa da liga��o daquele dia?

Voc� entendeu o trabalho que fa�o?

Sim, � exatamente por isso!

N�o sou como seus amigos que rodam o mundo quando querem.

- N�o fale deles, entendeu? - Eles que se danem!

Voc� banca o fil�sofo, mas n�o entendeu nada de mim.

- Camilla, est� tudo bem? - Sim, vamos.

Depois tem as comiss�es e adiantamentos da ag�ncia.

Para o qual precisamos pedir uma redu��o.

E tem o artigo novo, lembra, Camilla?

O artigo 12.7.

N�s concordamos, mas pediremos para tirar...

Pare, vou descer aqui.

- Mandei parar! - Camilla?

- Camilla, aonde vai? - Podem ir, eu j� vou.

Mo�o! Mo�o, mo�o!

- Meias? - Sim, pode ser.

- Tr�s euros. Ou duas por cinco. - Uma est� �timo.

- Voc� tem uma moto? - N�o entendo.

- Voc� dirige uma moto? - Moto?

- Eu n�o entendo. - N�o? Certo.

Voc� e seu amigo. Acidente.

- N�o? - N�o entendo.

Voc� fala �rabe?

S� um segundo, por favor.

N�o, espere!

Amina, minha amiga. Ela � �rabe.

- Saiam do caminho, por favor! - Espere.

Um momento, por favor.

Amina, pode me ligar de volta o quanto antes?

Certo, minha casa.

- Trabalhar. - Sim, entendi.

Vou comprar todas as meias!

Vamos para minha casa, � aqui perto.

Voc� confia em mim? Ent�o vamos.

Fique sossegado.

Venha!

� aqui.

Pode vir.

- Vamos! Entre! Casa! - Trabalhar.

- Meias. - Venha! Eu te imploro.

Entre.

- Sim? - Est�o todos te esperando!

Ganhe tempo. Estarei a� em cinco minutos.

Certo, vou tentar.

Se estiver com fome...

Coma, certo? Pode comer o que quiser.

- Meias. - Sim.

Eu voltarei em uma hora, entendeu?

Com Amina, minha amiga que fala �rabe. Uma hora!

- Trabalhar? - Sim, n�o se preocupe.

Eu volto. Uma hora.

O banheiro � aqui.

Me perdoem, bom dia!

Bom dia, doutora! Que prazer receb�-la.

Me desculpe, Dr. Banfi.

- Onde estamos? - No artigo quatro.

Definimos as obriga��es informativas.

�timo.

J� discutiram sobre a determina��o da d�vida?

Sim, mas n�o chegamos a um novo acordo.

N�o � poss�vel.

N�o podemos engessar a empresa desta maneira,

sem fornecer mecanismos que permitam flexibilidade.

Doutora, j� falamos sobre isso durante a sua aus�ncia,

explicando ao seu cliente que o banco n�o faz concess�es

sobre a possibilidade de contrair mais d�vidas.

Entendo, mas ap�s a fus�o os par�metros financeiros

certamente melhorar�o.

Poder�amos calcular que os contratos financeiros...

do relat�rio PFN e BDA...

Ou�a, doutora. Estamos aqui h� uma hora.

Voc� chegou tarde, n�s j� discutimos isso.

Ainda estamos no artigo quatro, n�o podemos continuar assim.

O pr�ximo t�pico.

O pr�ximo t�pico s�o as cl�usulas de prote��o.

O artigo cinco prev� que a empresa mutu�ria

n�o pode conceder empr�stimos intragrupo.

- Mas aqui temos... - Com licen�a.

Temos necessidades relacionadas com a gest�o centralizada

da tesouraria do grupo.

- Nem sei como te agradecer. - Imagina.

O que aconteceu?

Foi ele?

O que est� fazendo parada a�? Me ajude!

Sim, claro.

- Voc� est� bem? - Sim.

� melhor voc� ir agora.

- N�o quer que te ajude? - N�o.

Volte para o escrit�rio, est� tarde.

Est� certo.

Amina? Se puder guardar segredo...

- Al�? - Como foi a reuni�o?

N�o muito bem.

- E o Banfi? - Est� furioso.

Disse que paga para ter voc� e n�o n�s.

E que se voc� estiver sem tempo para ele,

falar� com outra pessoa.

Ele tem raz�o. Eu fiz uma bagun�a.

Eu ligo para ele mais tarde.

Posso saber o que est� acontecendo?

Faz um tempo que notei que voc� est� estranha.

Conversaremos amanh�, certo, Lisa? Tchau.

Mas que diabos...

Oi, querida.

Eu sinto muito.

Imagino que tenha tomado um susto.

Pensei em vir aqui e te esperar, j� que sai cedo do trabalho.

Tudo bem.

Algu�m notou algo?

N�o sei.

O que diabos estavam procurando aqui?

Levaram alguma coisa?

Vamos fazer o seguinte.

Vamos sair daqui, eu cuido disso amanh�. Certo?

Camilla, eu estava pensando...

No final do m�s, minha fam�lia ir� para a casa dos av�s.

Se voc� conseguir folgar nesse fim de semana,

poder�amos ir a algum lugar juntos.

S� eu e voc�.

Vamos ver.

Esperava um pouco mais de entusiasmo.

Por causa deste grande passo?

Acho que voc� nunca me pediu estes grandes passos.

E voc� acha normal?

Entendi, foi um dia ruim, mas n�o vamos estragar a noite.

N�o pense mais nisso.

Para voc�, n�o pensar � a solu��o dos problemas.

O que quer dizer com isso?

N�o � verdade que ladr�es entraram l�.

Como assim? O que est� dizendo?

Fui eu que levei um imigrante para l�.

Achei que fosse o rapaz da moto.

Eu disse a ele que voltaria com um colega que fala �rabe

e o tranquei l� dentro.

Voc� levou um imigrante para casa e o trancou?

Voc� est� louca! Voc� percebe como quase me exp�s?

O contrato est� no meu nome! Voc� sabe!

Por mim voc� pode encerr�-lo amanh�.

O que est� dizendo?

Acabou, Maurizio.

Eu sinto muito.

Voc� � uma vaca.

A primeira impress�o � a que fica mesmo.

Voc� � uma vadia e eu sou um idiota!

Eu te encho de aten��o,

proponho um fim de semana juntos!

Como se voc� n�o entendesse o esfor�o que fiz

para tentar planejar um fim de semana juntos!

Como se voc� ligasse.

Voc� n�o merece porra nenhuma, essa � a verdade.

Por fim, permitam-me agradecer aos estagi�rios do escrit�rio

que diariamente assumem a parte chata do trabalho,

que significa cerca de 90 por cento.

N�o vamos agradecer demais, sen�o subir� � cabe�a deles.

Mas eles nem est�o aqui, est�o trabalhando!

Obrigada, Dr. Carnelli. E parab�ns novamente.

E agora � hora do t�o esperado reconhecimento

para o Melhor Advogado Empresarial,

que o nosso nobre j�ri decidiu conferir

a Dra. Camilla Corti de Glenville & Associados.

Acabe com eles.

Pela capacidade t�cnica e habilidade de negocia��o

pelas quais ela � bem conhecida por clientes e colegas.

Gra�as a profissionais como voc�, o setor corporativo italiano

est� adquirindo uma reputa��o de alto padr�o.

� realmente uma honra receber este reconhecimento.

Agrade�o ao j�ri, ao escrit�rio Glenville,

aos meus colaboradores, aos clientes...

Obrigada a todos.

Finalmente um premiado com o dom da s�ntese!

Parab�ns novamente.

Ent�o, voc� vai mesmo embora?

Sim, estou com muita dor de cabe�a.

Bem... eu preferia conversar tomando uma ta�a de champanhe,

mas j� que voc� vai fugir como a Cinderela...

- Conversar sobre o qu�? - Seu casaco.

Nada... Andei pensando que est� na hora

de te chamar para ser nossa s�cia.

O que voc� me diz?

Sil�ncio completo?

Eu n�o estava esperando.

N�o � melhor assim?

Ent�o falarei sobre isso na pr�xima reuni�o dos s�cios

em duas semanas.

Combinado?

- Tchau. - Tchau.

E n�s com �culos de sol

Observamos o c�u Mesmo com a chuva

Ainda que a �nica escolha A fazer

Seja entre morango, Creme ou lim�o?

E n�s com �culos de sol

Observamos o c�u Mesmo com a chuva

Oi.

- Aconteceu alguma coisa? - N�o, eu s� queria te ver.

Entre.

Ele � o Cristian. Ela � minha m�e.

- Oi, prazer, Camilla. - Prazer, Cristian.

- E eu sou F�bio. - Oi.

Eu sou o chefe aqui, mas desde que sua filha chegou...

- Pare ou ela vai acreditar. - Aceita uma bebida?

Quer que eu pegue?

Voc� quer sentar?

- Sim, ser� um prazer. - Por aqui.

- Essas mesas j� est�o prontas. - Obrigada.

- O que ela quer? - N�o sei.

Olha, m�e...

Vou falar de uma vez, estou bem aqui.

Moramos em cinco na casa do Cristian, mas estou feliz.

Se veio tentar me convencer a ir para casa...

Voc� canta bem.

Ent�o vai levar isso a s�rio?

N�o, n�o! � o Cristian que insiste.

Preciso te contar uma coisa.

N�o � verdade que eu estava dormindo naquela noite.

Eu estava na cama, mas ouvi tudo.

Minha irm� que esmurrava a porta...

Os gritos, as amea�as, mas seu av� nem respondeu.

E sua av�, nunca ousou ficar contra ele.

Ent�o a Valeria come�ou me chamar tamb�m.

Ela gritava, berrava como uma louca.

Por que voc� n�o abriu a porta?

Porque eu estava com medo.

E eu n�o aguentava mais.

Eu tinha 16 anos e ela era a irm� mais velha,

sempre em guerra com todos.

Seu av� era muito autorit�rio.

Quanto mais ele a punia, mais ela se rebelava.

E ele acabava descontando em mim tamb�m.

Ou voc� estava do lado dele ou n�o valia nada.

Ent�o fingi que estava dormindo.

E n�o a vi mais.

N�o consegui entrar no necrot�rio.

Se eu tivesse levantado, talvez ela ainda estivesse viva.

Nunca contei isso para ningu�m, nem para o seu pai.

INDIGENTE DO SEXO MASCULINO

INDIGENTE DO SEXO FEMININO

- Amanh�? - N�o, demora tr�s dias.

Amanh� eu o levarei embora.

- Oi. - Oi.

Pode falar.

Vi no site que ningu�m o identificou ainda.

N�o, ningu�m.

Queria saber se � poss�vel lev�-lo para outro lugar.

- Como assim, outro lugar? - Outro cemit�rio.

Para onde voc� gostaria de lev�-lo?

N�o sei, mas n�o para aquele.

N�o sei o que dizer, isso nunca aconteceu.

N�o com o corpo de um indigente.

Tentarei perguntar na prefeitura.

- O que foi? - Voc� fica bem com...

Sim! � uma aposta com a minha filha.

- Mande um "oi" meu. - Sim.

- Certo, ent�o vou embora. - Tenha um bom dia.

Oi, pai! Sergio j� chegou, servi uma cerveja para ele.

- O que voc� tem? - Nada, por qu�?

- Porque te conhe�o. - Voc� vai jantar fora?

- Devo me preocupar? - Por qu�?

- Mirko, o jantar iraniano... - Jantar iraniano, sim!

- Que horas vai voltar? - Vou dormir na casa dele.

Os par�metros devem ser ajustados.

Certo. Se precisar, est� tudo no seu e-mail.

Certo. Tchau, Denis.

- E este carro? - � alugado.

Agora vai me dizer para onde vamos?

Entre.

Ao menos diga se voltaremos amanh� ou depois.

S� peguei dois dias de folga.

N�o sei exatamente.

O que � isso a�?

Achei que poderia nos ajudar.

Tamb�m comprei uns lanches. O seu � de carne seca, n�?

N�o, eu n�o como mais carne.

Certeza que n�o dar� problema enterr�-lo em outro lugar?

Precisamos de uma declara��o do cemit�rio.

Se � que tem espa�o.

E se o reconhecerem no site?

Tomara. Assim o encontrar�o num lugar menos deprimente

que o cemit�rio de Mil�o.

E por que justo na Lig�ria?

Bem... eu pensei na m�sica.

O mar, o vento, o jardim do rei...

E sempre v�nhamos para c� quando eu era crian�a.

Minha av� tinha uma casa em Lerici.

Eu li num romance japon�s

que quando algu�m morre, um buraco se abre no mundo.

E se o luto n�o for celebrado, o buraco nunca mais fecha.

Bem, vou trocar meu lanche,

assim fecharemos o buraco do est�mago.

A presen�a de um CEO interno

afeta a rentabilidade do investimento, certo?

- Falaremos sobre isso amanh�. - N�o, Lisa, amanh� n�o posso.

- Marque para depois de amanh�. - Certo.

- Certo. Tchau. - Tchau.

Vou mandar mais um e-mail e vamos comer, certo?

- Est� com fome? - Estou.

Voc� sabia que os mu�ulmanos n�o usam caix�es?

Eles envolvem os corpos em len��is brancos,

tr�s para homens e cinco para mulheres.

E em seguida eles os colocam diretamente na terra.

Mas n�o poderemos fazer isso.

E nem crem�-lo, por causa do DNA que comentei com voc�.

De qualquer forma, o islamismo pro�be a crema��o.

Mas voc� deve enterr�-lo na dire��o de Meca.

A tia Valeria foi cremada?

N�o. Est� enterrada no jazigo da fam�lia.

Quer me contar um pouco sobre ela?

O que voc� gostaria de saber?

N�o sei, me impressionou ler aquele caderno.

Ela tinha a minha idade e isso me emocionou.

Havia um grande desejo de viver,

muita paix�o, curiosidade.

N�o parecia ter sido escrito por algu�m que queria morrer.

N�o sei, eu nunca entendi.

Ela tamb�m era o tipo de pessoa que se jogaria no fogo

s� para experimentar.

Talvez ela tenha ca�do, perdido a consci�ncia

e n�o conseguiu nadar...

Talvez estivesse t�o furiosa...

que quis descontar em todos n�s se machucando.

Voc� acredita em destino?

N�o sei.

Voc� acredita?

�s vezes � dif�cil pensar que ele n�o existe.

E o caderno? Por que ficou com voc�?

N�o queria que seu av� o encontrasse.

Eu sabia onde ela o escondia.

Quando vim fazer faculdade em Mil�o, eu o trouxe comigo.

Eu nunca tinha lido ele.

Como �? D� para ver o mar?

Quase nada.

Mas voc� gostou?

- N�o. - Nem eu.

Aquele com a igrejinha era melhor.

- Devagar! - Sim, m�e. N�o confia em mim?

N�o!

Veja s�!

- Veja s� que maravilha! - Mas olhe para frente!

- Vamos parar? - Onde?

N�o sei, numa praia.

Sabia que tinha uma praia de seixos por aqui?

Agora j� devem ter asfaltado tudo.

- Viu s�? - � incr�vel.

- Est� gelada? - N�o! Imagina!

Recebi uma proposta de me associar ao escrit�rio.

Como assim? Voc� tamb�m vai virar s�cia?

Sim.

Voc� n�o parece muito empolgada.

� que n�o � t�o f�cil.

Devo apresentar os resultados do ano passado, ser avaliada.

No fim, significa mais trabalho, mais responsabilidade.

- N�o sei se quero isso. - Por qu�?

Porque h� outras coisas.

Tipo?

Como estar aqui com voc� agora.

Ou... n�o sei...

fazer um passeio de bicicleta.

- De bicicleta? - Sim.

Eu tamb�m preciso te dizer uma coisa.

- Voc� n�o est� gr�vida, est�? - N�o, m�e, fala s�rio!

Meu Deus!

Fui aceita em um projeto de reestrutura��o ambiental.

Como volunt�ria. Viajarei daqui a tr�s semanas.

- Est� falando s�rio? Onde? - No Brasil.

No Brasil?

Voc� vai com o Cristian? Foi ideia dele?

N�o, ele n�o tem nada a ver. Ele precisa escrever a tese.

Quando decidiu isso? Quanto tempo ficar� fora?

Seis meses. Talvez ele me visite no final de setembro.

N�o estou acreditando nisso!

Por favor, m�e!

O que foi? Ficou preocupada?

Por que me preocuparia se voc� vai rodar o mundo sozinha?

O que est� dizendo? Eu n�o vou sozinha!

Irei com outros volunt�rios para fazer algo �til.

Com uma ONG!

- Seu pai sabe? - N�o.

Voc� chegou primeiro desta vez.

N�o sei. No fim voc� est� fazendo o que queria, certo?

Voc� � teimosa como sua tia.

Agora eu entendi.

- Estou com medo. - N�o precisa.

N�o tem motivo.

Depois te contarei tudinho.

Est� certo.

Eu gosto desse aqui.

Tem sol, vento, mar...

N�o � exatamente o jardim do rei, mas...

- Tudo bem. - Sim.

Tudo bem.

- Art Subs - 14 anos fazendo Arte para voc�!

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