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* Tradu��o: RobOpen *
Qual � o problema?
Que pena.
� um bom carro.
Por qu�?
Eu lhe disse, Majeski.
Uma brincadeira, s� isso.
Voc� n�o vai me colocar em problemas, vai?
Pare de se preocupar, sim?
Nada disso.
Voc� j� terminou?
N�o.
Ah, que pena.
Um carro t�o bom.
Me deixa triste.
Agora voc� n�o ter� que se preocupar com isso.
Veja isso. Aqui.
N�o, aqui embaixo.
A� est�, vamos. Bom menino.
Ele n�o � a coisa mais linda que j� se viu?
A segunda mais linda.
Veja, ele gosta de mim.
�, bem, ele n�o � o �nico.
N�o h� nada mais querido no mundo inteiro do que um cachorrinho.
Eu, eu gosto de garotas.
- Oi. - Oi.
Por um minuto, pensei que eu tinha sido jogado para fora do canil.
Adivinhe onde eu o encontrei?
Tomando uma rapidinha no bar?
Vagando na portaria.
Provavelmente tentando pegar o dinheiro dele de volta.
A mo�a da portaria o encontrou em um saco de papel.
N�o � um lugar horr�vel para um cachorrinho?
Edie, n�o existe uma lei contra c�es em restaurantes?
Voc� � a �ltima pessoa de quem eu esperaria ouvir isso.
O que eu disse?
O que voc� quer que eu fa�a, jogue-o na rua?
Claro que n�o.
N�o se importa com as coisas horr�veis que podem acontecer com ele l� fora?
Eu me importo, eu me importo.
Ah, claro que voc� se importa, seu pobre cachorrinho.
Edie, seus instintos maternais est�o aparecendo.
N�o critique.
A solu��o masculina para todos os problemas.
N�o critique.
- Pete. - O qu�?
Por favor, n�o na frente do cachorrinho.
Obrigada, Sra. Freud.
Entre.
Para o Sr. Gunn, enviado por um velho amigo.
Um velho amigo extremamente preocupado, devo dizer.
Obrigado, Leslie.
Ei, querido, cachorrinho.
Vem pra Edie.
Ah, seja bonzinho.
- Uh, querida... - Ah, n�o se preocupe comigo.
Tenho companhia.
Se voc� chegar cedo, passe por aqui.
Voc� pode lev�-lo para passear.
Oh, meu cachorrinho.
- Isso � corte. - Movimento pendular, Pete.
�, bem, j� faz um tempinho.
Jogue mais, quero que isso pare�a um li��o.
O que voc� disser.
N�o sei por qu�.
Ganhando tempo, eu acho.
Estupidez, o clube logo vai saber.
Todo mundo vai saber.
Ent�o por que n�o me conta?
Voc� conhece um tenente chamado Jacoby?
Muito bem.
Ele veio me procurar.
Sobre um atropelamento e fuga ontem � noite.
A alguns quil�metros do clube.
O homem foi morto.
Jacoby queria ver meu carro, ent�o o levei at� ele.
Um para-lama foi todo destru�do.
Luz quebrada.
O laborat�rio da pol�cia levou embora.
Na pr�xima viagem, serei eu.
Voc� gostaria de desacelerar um pouco, Gil?
Veja, meu carro est� sempre na �rea de estacionamento.
Qualquer um poderia pegar.
Voc� est� dizendo que algu�m fez isso?
N�o fui eu.
Eu estava aqui ontem � noite dando uma aula.
Ent�o voc� tem um �libi.
N�o, nenhum �libi.
Ele era um aluno novo.
Homem que eu nunca tinha visto antes.
Disse que se chamava Smith.
Deu um endere�o falso.
Bela arma��o.
Voc� tem alguma ideia de quem iria querer lhe incriminar, Gil?
O Tenente queria saber isso.
N�o pude dizer a ele tamb�m.
Pete?
Por favor?
Vou dar uma olhada.
Voc� est� reclamando.
Vamos, Tenente.
Voc� consegue sentir o cheiro de uma arma��o a kms de dist�ncia.
Se for uma, deve ser de profissional.
� boa assim?
O que, voc� quer dizer?
Quero dizer que recebemos um telefonema.
Um homem, quer permanecer an�nimo.
Palm Road � o para�so dos amantes.
E l� estava ele, dedicando-se a essa atividade prazerosa.
E da�?
Da� ele viu o atropelamento.
E ele conseguiu a placa do carro.
O carro est� registrado em nome de Gil Manson.
Completo, com farol quebrado.
De acordo com as preliminares do laborat�rio,
pode ser o carro do assassinato.
Quem � o homem morto?
Janos Majeski.
Ele tinha uma pequena garagem a alguns kms de onde morreu.
Veja, Tenente.
Eu sei.
Gil � um velho amigo e um �timo professor de golfe.
Mas?
� cedo.
N�o vou me mover at� receber o resultado final do laborat�rio.
Mas daqui, pode ir para qualquer lado.
Uma s�lida arma��o para Gil o pato, ou Gil realmente fez isso.
Ah, tem que ser uma arma��o.
Gil n�o � capaz de atropelar e fugir.
Ningu�m nunca � at� que o p�nico se instale.
Nenhuma venda.
Tente isto.
Gil tem um �timo emprego em um clube de campo muito chique.
Uma coisa dessas poderia mand�-la para o ralo.
E n�o faria muito efeito em um casamento.
Casamento? Que casamento?
Voc� n�o acompanha as p�ginas da sociedade?
Eu chamo isso de falha da minha natureza.
Qual � o ponto?
Nosso profissional de golfe est� prestes a ganhar na loteria.
Ele vai se casar com Laura Barclay na semana que vem.
A Laura Barclay?
Os dois com esse dinheiro podem equilibrar o or�amento.
Obrigado.
Posso lhe poupar uma viagem, j� falei com ela.
Ela est� toda despeda�ada, mas n�o vai recuar.
Eu j� gosto dela.
Tenho muito poucos talentos,
mas fa�o um bom martini, me disseram.
Pelo menos Gil gosta do jeito que os fa�o.
Gil.
Isso n�o pode esperar?
Laura, voc� devia estar descansando.
Voc� n�o est� em condi��es.
N�o, est� tudo bem.
Estou bem.
- Laura, entre isso e os sedativos... - Mark, por favor.
D�-nos cinco minutos.
Um irm�o que se importa.
Duas pessoas que se importam.
S�o muito poucas.
Voc� acredita em Gil, n�o �?
Quem iria querer incriminar Gil, Srta. Barclay?
Tem que ser algu�m.
Um homem, Sr. Gunn.
S� um.
E ele est� morto.
Meu pai.
Isso lhe choca, Sr. Gunn?
Esqueletos de fam�lia lhe embara�am?
N�o.
J� fui exposto a eles antes.
Bem, parece que voc� ainda vence, n�o �, pai?
Srta. Barclay?
Robert Barclay.
Em uma palavra, for�a.
Acumulou uma fortuna com transporte mar�timo.
E depois outra, e depois outra.
At� que a vida se tornou um mar de dinheiro.
Ningu�m nunca disse n�o a ele.
Ningu�m.
Ent�o como ele ainda vence, Srta. Barclay?
Sou apaixonada por Gil Manson desde que me lembro.
Padr�o cl�ssico, Sr. Gunn.
A filha do homem rico e o belo carregador de tacos sem dinheiro.
O pai n�o aprovava o casamento do lado errado da cerca.
N�o houve casamento.
E ent�o o pai faleceu.
E n�o havia mais barreiras.
At� isso.
Voc� fez isso.
De alguma forma voc� estendeu a m�o e fez isso.
Srta. Barclay, certamente voc� n�o acredita nisso.
Por favor, me desculpe.
- Pete? Pete, onde voc� est�? - Aqui em cima.
N�o consigo respirar.
N�o suporto esses c�modos.
Venha, voc� vai se acostumar.
N�o consigo respirar, eu lhe digo.
N�o consigo respirar.
Eu tamb�m tenho um pouco de dificuldade para respirar.
Vamos falar um pouco mais sobre seu parceiro de treino.
Vou esquec�-lo logo.
Ele era um homem muito grande, voc� disse?
- Com um leve mancar? - Sim, e batia forte.
Muito forte.
Voc� est� se gabando?
Comparando.
Apesar de qualquer ideia que o capit�o possa ter,
meu escrit�rio raramente perde tempo.
Quando chegar a elei��o, votarei em voc�, mas por enquanto...
Tente isso.
Majeski, a v�tima do atropelamento, o dono da garagem.
O que tem ele?
H� pouco tempo, visitei a esposa dele.
A garagem � um daqueles lugares do interior, com alojamentos nos fundos.
Sim?
Ela se lembrou de algo muito interessante.
Gevaga, Tenente.
N�o consigo respirar, eu digo.
N�o consigo respirar.
N�o chore.
Aqui.
Obrigado, obrigado.
Assim � melhor.
Majeski mantinha a folha de chamados na garagem.
Sabe, quando ele tinha que sair para um reboque,
qualquer chamada externa estaria naquela folha.
Ele n�o recebeu nenhuma chamada ontem � noite.
Nada, ele estava trabalhando na garagem.
Ainda assim, ele foi encontrado morto a 7 kms da garagem.
Isso tem um pouco de cor.
Sim, agora adicione isso.
Mais cedo ontem � noite, ele saiu da garagem.
S� meia hora para pegar uma pe�a de motor.
E enquanto ele estava fora, um cliente apareceu.
Disse que voltaria mais tarde quando Majeski estivesse l�.
E?
E esse cliente era um homem muito grande que mancava um pouco.
Isso faz dele o fort�o mais ocupado da cidade.
Voc� quer olhar os livros de bandidos?
N�o, n�o tenho tempo.
Melhor eu seguir meu caminho.
Ah, diga al� para seus amigos.
O importante � o que eles me dizem.
- Oh, obrigado. Obrigado. - Sim.
Puxa, vou chegar aos cem, e n�o pego o jeito disso.
Bem, talvez voc� esteja colocando
muita a��o de pulso nos arremessos.
Se eu colocar muita coisa, posso acertar na parede de um celeiro.
- Estou esperando. - Pelo qu�?
Pelo qu�? Pelo qu�?
Pelo meu pedido.
Segure minha onda, segure meu barato.
Fale portugu�s, ok? Fale portugu�s!
Idiota, voc� n�o consegue se lembrar de nada.
Conseguiu fazer meu n�mero tr�s, sem derrubar?
Com tudo em cima?
Com queijo!
Como voc� imagina?
Voc� faz uma limpeza interna, sai e tudo mudou.
H� uma linguagem totalmente nova.
Tudo � dif�cil.
Pegue!
Corky, uh, vamos acalmar as coisas um pouco.
Depende do que voc� est� comprando.
Puro m�sculo, eu acho.
Cara grande. Anda mancando um pouco.
Esquece, Pete.
Corky.
Pete, voc� est� comprando problemas.
Contanto que tenha um nome.
Quer que eu seja visto como o traidor Benedict Arnold?
O cara � um assassino, vamos Corky!
Certo.
Rua Glenvin, 27, apartamento 5.
E Pete, espero que ele n�o esteja em casa.
O nome � Cal Weaver.
Cal Weaver? Isso n�o me diz nada.
Ele � um bra�o forte aut�nomo.
A �ltima vez que ouvi, ele estava trabalhando
para o maior jogador da cidade.
Johnny Wade?
Voc� tem tudo.
Obrigado, Corky.
Ei, Pete.
Algumas panquecas, por conta da casa?
Fica para outra vez.
�ltima vez, Gun.
Simples e bonito, ent�o?
N�o sei nada sobre atropelamento e fuga.
N�o sei nada sobre as pessoas de quem voc� est� falando.
J� terminamos?
N�o exatamente.
Por que voc� quer pegar no p� de um pequeno empres�rio?
Estou pegando no p� de um grande jogador.
Este lugar � uma fachada e n�s dois sabemos disso.
Se fica feliz pensarndo assim...
Voc� quer negar que Cal Weaver j� trabalhou para voc�?
N�o � segredo. Eu o usei em algumas ocasi�es.
Mas isso n�o me torna respons�vel por ele
ou por quem quer que o tenha matado.
Boa noite.
Por enquanto.
Est� bom, obrigado.
O que voc� est� construindo?
Um caix�o para Johnny Wade.
Voc� comanda um dos jogos ilegais de maior sucesso da cidade.
E eu conhe�o um tenente que est� morrendo de vontade de lhe pegar.
Vou lhe entregar a ele numa bandeja.
Prestarei queixa de que voc� contratou Weaver para me agredir.
Ah, vamos!
Faz sentido.
Voc� comanda um jogo de sociedade.
Muitos clientes ricos.
Eles n�o se importam com quanto dinheiro perdem.
Mas quando o Tenente Jacoby amarrar voc�
com um capanga como Weaver e sai nos jornais,
Adeus, clientes ricos.
Voc� vai voltar a jogar dados em becos.
Agora espere um minuto.
Veja, n�o tenho nada a ver com isso.
Eu nem sei o que est� acontecendo.
Juro que n�o matei o Weaver.
E nem o contratei para lhe espancar.
Voc� conhece o profissional de golfe Gil Manson?
N�o.
E os Barclays?
N�o a irm�.
O irm�o, Mark, que tal ele?
� um dos meus clientes.
Ele gosta de dados.
Ele perdeu $60 mil no ano passado.
A irm� deve ser generosa.
Voc� se importa em esclarecer isso?
Sim.
Todos os cheques tinham a assinatura dela.
N�o a dele.
Vou lhe dar uma coisa.
Voc� anda por a� � noite.
Isso � educado ou n�o significa nada?
Eu n�o disse isso.
N�o com tantas palavras.
Est� bem, mas onde isso ajuda?
Nos diz que o irm�o joga.
Diga-me uma fam�lia que pode pagar melhor.
Essa � uma boa indica��o de que Laura Barclay controla o dinheiro.
Sem discuss�o.
Como isso se liga a um falso atropelamento e fuga?
Assassinato?
Algu�m tentando incriminar Gil Manson?
Veja, tente assim.
Jacoby.
Entendo.
Certamente.
Certo.
Estarei a� em alguns minutos.
Vejo voc� a�.
Gostaria de dar uma volta no ar da noite?
E essa � a verdade, Srta. Barclay.
Voc� est� disposta a assinar uma declara��o para esse efeito?
Sim, sim, eu assino.
Eu dirigi aquele carro.
Eu matei aquele homem.
Me conte sobre isso.
Como voc� fez? Por qu�?
Bem, eu fui ao clube para ver o Gil.
E ele estava ocupado dando uma aula.
E eu tive que esperar e fiquei inquieta.
Ent�o eu peguei o carro dele e fui dar uma volta.
E foi quando aconteceu na estrada.
Continue.
De repente o homem estava na minha frente.
Simplesmente n�o havia tempo para parar.
Ent�o entrei em p�nico e fui embora.
Voc� saiu do carro em algum momento?
Sim. N�o.
Sim, sim, eu sa�.
E eu o vi deitado l�.
Ele estava t�o parado.
E foi por isso que fiquei t�o assustada.
Como ele era? Que idade tinha?
20? 80? O qu�?
A idade?
Voc� olhou, deve ter visto alguma coisa.
Bem, acho que por volta de...
Eu n�o sei.
N�o consigo lembrar.
Claro que n�o.
Voc� nem estava l�.
Fui eu.
Fui eu.
Boa tentativa, Srta. Barclay.
Boa tentativa.
Gil Manson � um homem de sorte.
Vou lhe contar mais uma coisa.
Acho que ele � um homem inocente.
Voc� acha mesmo?
Voc� acha Gil inocente?
Claro.
Isso ajuda muito, n�o?
N�o sobrou mais ningu�m que se encaixe.
De volta a correr atr�s do pr�prio rabo.
Ah, terei um caf� para voc�s em um minuto.
Oh, desculpe.
Perdoe-me, foi minha culpa.
N�o h� nada errado, h�, Tenente?
- N�o, nada. - Nada.
Na verdade, est� tudo bem.
Muito bem.
Pelo menos estar� se voc� n�o se importar
em ir at� a delegacia conosco.
Do que voc� est� falando?
Um homem chamado Weaver foi morto a tiros hoje � noite.
Veja, algu�m o contratou para incriminar Gil Manson.
Ent�o, obviamente, o matou, para mant�-lo quieto.
Quem matou Weaver era inteligente.
Muito inteligente.
Mas tamb�m um pouco azarado.
Outro inquilino do pr�dio deu uma boa olhada nele quando ele saiu.
Aquela testemunha ocular est� esperando na delegacia.
O que ele dir� quando o vir, Sr. Barclay?
Com licen�a?
E o que o laborat�rio vai dizer quando a bala nesta arma
for igual � bala que matou Weaver?
Isso � muito simples.
Assassinato � um caminho dif�cil para um amador, Barclay.
O que voc� esperava que eu fizesse?
Ningu�m gosta disso.
Um profissional de golfe?
Um carregador de tacos adulto se casando com os Barclays.
Voc� n�o entende.
Ele teria sido o chefe da fam�lia.
Administrando-a.
E ele n�o seria t�o generoso quanto Laura, n�o �?
O que voc� teria feito para ganhar dinheiro de jogo, Barclay?
Um carregador de tacos.
E o dinheiro dos Barclays.
Tire-o daqui.
Falando em facadas no escuro.
Que facada? Voc� mesmo disse que n�o sobrou mais ningu�m.
N�o � que eu n�o esteja grato,
mas era tr�s para um que voc� poderia estar errado.
Eu tinha chance melhor do que essa.
Eu senti a arma quando ele esbarrou em mim.
* Tradu��o: RobOpen *
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