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* Tradu��o: RobOpen *
Abra.
Oh, Pete.
Pete, � lindo.
- Al�? - Oh, direto como sempre.
Peter, sabe que se pode ver o carater de um homem
pelo modo como ele atende o telefone?
Voc� bebeu, Luther?
A dose que sempre tomo.
Estou no Green Cap, apreciando meu copo de ch�.
Peter, acredite, sua presen�a aqui seria altamente desej�vel.
Se voc� estiver sem dinheiro, diga ao Charlie que eu cuido.
N�o � isso, � muito mais importante.
- E Peter, pressa � a palavra. - Luther...
Desculpe, querida, velho amigo. Parece que ele tem um problema.
Aquilo? isso.
- Achei que voc� tivesse gostado. - Adorei.
- Ent�o? - O que voc� fez errado?
Agora, v� com cuidado.
� tudo uma quest�o de equil�brio.
� uma quest�o de bourbon.
Pe�o desculpas.
S� � preciso paci�ncia.
Estou sem.
Luther, se � s� para isso que voc� me trouxe aqui...
N�o isso, Pete, aquilo.
Certo, Luther, qual � o nome do jogo?
Oh, Peter, voc� me decepciona.
Seu conhecimento sobre as pessoas,
sobre as coisas em seu habitat natural,
geralmente � excelente.
- Luther? - Uma mulher como aquela.
Toda vison e cashmere.
Perfume de $200.
Agora, o que ela est� fazendo neste para�so para vagabundos?
Quem sabe?
Talvez ela esteja s� se rebaixando.
Ou talvez seja uma bebedora que n�o quer beber onde � conhecida.
Ela n�o � bebedora.
Certamente voc� me ver� em meu pr�prio campo de atua��o.
Verdade, ela bebeu muito.
Mas a garrafa n�o � um prazer para ela.
Ela a usa como uma arma para apagar algo.
Todo mundo tem problemas, Luther, boa noite.
Peter, ela tem o olhar.
Est� nos olhos dela.
- Que olhar? - O olhar.
Eu vi no rosto de um velho, dois anos atr�s,
pouco antes dele pular da ponte.
Senhorita?
Voc� pode me ouvir?
O que foi, Senhorita?
Voc� precisa de ajuda?
Charlie, Charlie.
O qu�?
Aquela mo�a de vison, sabe?
Acho que ela se trancou no banheiro.
N�o consigo chegar at� ela.
Vamos, mo�a, abra.
Vamos.
Charlie.
Luther, pegue uma cadeira.
Vamos, senhorita, devagar.
Apoie-se aqui. Senhorita, chame um m�dico.
Continue.
Calma agora.
Recomponha-se.
Charlie.
Na porta, prateleira de baixo.
Pegue um pouco de �gua.
- O que aconteceu? - Um golpe, algo assim.
E ela nem esperou sua ajuda.
Deixe-a ir.
Sim?
Eu sou Virgil Considine.
Sim, eu sei.
Que doido.
Detetive particular.
N�o me lembro de ter mandado buscar um.
Foi o que seu irm�o disse.
E o que voc� disse?
Perguntei a ele por que, uh, a Sra. Considine
tentou cometer suic�dio.
Agora, vamos come�ar de novo?
Achei que est�vamos indo bem.
S� que n�o existe a Sra. Considine.
Minha m�e faleceu h� muitos anos.
Bem, eu tinha em mente uh, uma pessoa mais jovem.
Por volta dos 30.
Muito atraente.
Muitos visons.
Muita preocupa��o.
Uh, voc� mencionou uma tentativa de suic�dio.
Em um bar no Skid Row.
Ent�o ela foi embora no seu carro.
N�mero da placa AOV717.
Tenho certeza de que voc� cometeu algum tipo de erro.
Como quiser.
Vamos, uh, vamos deixar a pol�cia se preocupar com isso.
Sr. Considine.
Sr. Gunn.
Certamente isso n�o precisa envolver as autoridades.
Voc� passou por alguns inconvenientes.
Certamente um bom cheque resolveria.
Dinheiro, dinheiro.
Compra tudo, faz tudo. Boa noite.
Por que voc� insiste em se intrometer?
Ela � uma garota desesperadamente infeliz.
Tenho certeza que sim.
O que vai conseguir? Nome�-la? Envolv�-la?
Impedi-la de tentar de novo.
Duvido que voc� se importe.
Ela � Lisa Randolph, uma amiga muito antiga e querida minha.
Ela era uma top model, mas queria o mundo dos neg�cios.
Eu a apoiei no neg�cio de decora��o.
Decora��es Lisa Randolph.
A loja est� indo muito mal,
e ela deve estar deprimida.
Ela tem trabalhado muito, muito mesmo.
Voc� tem o endere�o dela?
Avenida Lakeview, 1211.
Sr. Gunn.
Seja gentil com ela.
Srta. Randolph?
Algu�m em casa?
Srta. Randolph?
Srta. Randolph?
O que foi?
Qual � o problema?
N�o.
Ah, n�o, n�o.
- Vamos, levante-se. - N�o.
Coloque seu bra�o em volta do meu pesco�o.
- N�o. - Vamos, tem que andar.
Ande. Vamos.
Mexa-se.
Ande.
Ande.
Solte-me, por favor.
Aqui, tente isso.
Vamos, � s� caf�.
Srta. Randolph.
Vamos.
Beba.
Um pouco mais. Vamos, aqui.
Um pouco mais.
Telefonista.
Emergencia, por favor.
Telefonista?
Telefonista, voc� est� a�?
Desculpe.
S� arranhou a pele.
Meu dia de sorte.
Quem era?
Eu s� vi a arma.
Srta. Randolph, do que se trata?
V� embora.
Por favor, v� embora.
Ent�o voc� pode tentar tudo de novo?
Veja, eu gostaria de ajudar.
Mas se voc� quiser que eu ajude, fale comigo.
Voc� n�o pode ajudar.
Ningu�m pode ajudar.
Voc� provavelmente est� certa.
� uma coisa que n�o se pode fazer a menos que algu�m queira.
Adeus, Srta. Randolph.
Mundo pequeno.
Boa noite.
- Voc� � Lisa Randolph? - Sim.
Tenente Jacoby.
Quando foi a �ltima vez que viu Vince Scott, Srta. Randolph?
N�o conhe�o ningu�m com esse nome.
Senhorita, h� duas maneiras de fazer isso.
F�cil e dif�cil.
Podemos conversar aqui ou na delegacia.
� muito melhor aqui.
Eu disse que n�o o conhe�o.
Melhor pegar seu casaco, est� frio l� fora.
Voc� por aqui!
Levou uma pancada?
O que est� vindo, Tenente?
De verdade, � importante.
Voc� conhece Vince Scott?
Bandido de quinta categoria.
Acabou de cumprir pena de um a dois anos por fraude.
E da�?
Da� que ele desapareceu.
Falamos com o senhorio dele.
O senhorio garantiu que ouviu tiros no quarto do Vince esta noite.
Encontramos sangue no ch�o e uma foto dela na c�moda.
Inscri��o muito cativante.
N�s a rastreamos por meio de um fot�grafo.
E?
Voc� ouviu.
De repente, ela nunca mais ouviu falar de Vince.
Ela vai ter que fazer melhor do que isso.
Problema?
N�o faz sentido.
Garota assim, pilantra como Vince.
O problema com voc� � um senso ultrapassado de sistema de classes.
� isso mesmo?
Voc� ficaria surpreso com a frequ�ncia com que a ponte � cruzada.
Por?
M�sculos, cabelos ondulados, conjunto de dentes brilhantes.
Obrigado, Dr. Jacoby.
Bang! Vince Scott.
Por favor, temos leis sanit�rias aqui.
Mentira, voc�s dois estavam juntos na pris�o.
Agora, o que voc� sabe sobre ele?
O que saber?
Quando voc� tem 30 anos, s�o damas. Quando voc� tem 40, � golfe.
Vince vai ficar com 30 at� os 100.
Ele j� mencionou alguma mulher em particular?
T�mido ele n�o era.
E uma mulher chamada Lisa Randolph?
Ah, �.
Ela realmente n�o era pouca coisa.
E Vince, um freelancer nato, sabe.
Ele ia dar um beijo de adeus nela.
Sempre quis saber o que aconteceu.
Acho que ainda h� uma d�vida.
Obrigado, Natie.
Pete, voc� tem certeza que...
Ela desmaiou duas vezes durante o interrogat�rio.
Simples assim.
Ela carrega p�lulas, diz que s�o para dor de cabe�a.
Ela est� presa?
Acusa��o em aberto.
Ela estava bem confusa sobre onde estava ontem � noite
quando Vince desapareceu.
Voc� n�o ficaria envergonhado se ele aparecesse vivo?
Jacoby.
Quando?
Certo. Certo, obrigado.
N�o preciso me preocupar em ficar envergonhado agora.
Vince Scott, acabaram de encontrar o corpo dele
em West Canyon, morto a tiros.
Doutor?
Alguma forma de amn�sia.
Isso � bem geral.
Voc� sabe quantos tipos de amn�sia existem?
Dez.
Verifica��o leva tempo.
Talvez possamos encurtar para voc�.
Sim, doutor.
Hum-hum.
Eu entendo, sim.
Certo.
Vou pedir para a enfermaria falar com voc�.
E obrigado novamente, doutor.
Vai ficar s� para voc�?
A garota est� com uma condi��o f�sica conhecida como s�ncope.
Quer simplificar, doutor? Ou s� descrever?
Ela tem apag�es.
Podem durar alguns minutos, �s vezes algumas horas.
- D� um nome para isso. - D� voc�.
Veja, sei que a garota est� doente, mas ela ainda � uma suspeita.
Ela tinha um motivo.
Essa mulher apagada?
Serve, por enquanto.
N�o funciona.
Algu�m atirou em mim na casa, mas com certeza n�o foi a garota.
Certo, mas vamos ficar com quem atirou em Vince.
Se n�o ela, quem? N�o h� mais ningu�m.
Escute, se voc� tem uma pequena ideia, por favor, esconda-a.
Voc� acabou de dizer a palavra, pequeno.
Estou ouvindo.
Hum-hum.
� melhor eu ir sozinho.
Se errar, voc� ter� o promotor nas suas costas.
Ah, excelente, meu caro anfitri�o.
Isso faz um vendedor de primeira classe.
Encantador.
Aprova��o do conhecedor maltrapilho.
Esfarrapado, mas ainda seu h�spede, a seu convite.
Digamos que seu telefonema foi divertido demais para ignorar.
Agora, vamos continuar.
O que exatamente voc� disse que viu em West Canyon na noite passada?
Muito bem.
Quando os fundos est�o baixos, a pessoa se apoia onde precisa.
Infelizmente, ontem � noite eu escolhi o Canyon.
Vinte minutos depois, voc� forneceu o show.
E, como eu fiz isso?
Ao dirigir um autom�vel muito caro,
preto, placa AOV717.
Voc� ent�o procedeu para se livrar de um cavalheiro muito morto
por, digamos, instig�-lo a descer c�nion abaixo.
Voc� gostaria da descri��o dele?
Veja, n�o estou sem contatos.
Consegui rastrear seu n�mero de licen�a,
discretamente, � claro, e aqui estamos.
Onde exatamente estamos?
Em um ponto, devo pensar, onde voc� produz $25 mil
e perco completamente a minha mem�ria.
Em dinheiro, claro.
Claro.
Oh!
Caramba, isso n�o se faz!
Por favor.
Por favor.
Foi por isso que voc� matou o Vince, Considine?
Voc� estava apaixonado por ela?
Sempre, passando por todos eles.
Padr�o cl�ssico.
Beleza e toda a sujeira que ela atrai.
Um homem como aquele,
barato, vulgar, um criminoso.
Ele disse que tinha terminado com ela.
Ela foi ao quarto dele para implorar.
Eu a segui, eu vi.
Ela teve um daqueles ataques.
Eu, eu o matei.
Mas depois, eu disse a ela que ela tinha feito aquilo.
Sem ele, ainda havia uma chance para n�s.
Talvez.
Ele ainda est� se aguentando.
O que voc� fez?
- Me seguiu? - O que mais eu faria?
Ei, Luther.
Deixe-me ajudar voc�.
Voc� est� bem?
Onde eu estava?
- Voc� se importa? - N�o, n�o.
Voc� mereceu.
Foi uma boa performance. Ficamos em d�vida com voc�.
Aqui � o Jacoby, ligue com o Davis.
Voc� encontrar� uma maneira de me retribuir, tenho certeza.
Luther, voc� foi contratado s� para fazer o papel de chantagista.
Agora, n�o se empolgue.
Davis? � o Jacoby.
Escute, chame uma ambul�ncia para o endere�o que lhe dei.
Seja r�pido.
O qu�?
Ah, �timo.
�timo, obrigado.
A garota acabou voltar a si.
Ela ter� boas not�cias chegando.
Ela ser� a �nica.
Amor.
Um neg�cio dif�cil.
Neg�cio caro.
Voc� adivinhou errado.
Custa caro.
* Tradu��o: RobOpen *
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