All language subtitles for The.Grump.2014.720p.BluRay.x264.AAC-YTS

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Sempre que o tempo muda, o meu dia fica estragado.

As coisas nunca estiveram t�o m�s.

� verdade que tivemos um vizinho que queria expandir-se

e rece�mos pela nossa liberdade.

Depois da guerra, at� esper�vamos que as terras fossem convertidas em colcozes.

Mas o antigo atleta do triplo salto virou-se para os esquis e para o �lcool.

O Tratado de Amizade, Coopera��o e Assist�ncia M�tua.

Os esquis eram feitos de madeira, os homens eram de a�o.

Nunca foram precisos truques nem doping.

As mulheres eram rijas como o centeio. Cheirava a bolos na cozinha.

Os bancos ofereciam p�ezinhos quentes

e sab�amos que o nosso dinheiro estava a salvo.

Sorr�amos com sinceridade

e muitas vezes.

Constru� esta casa eu mesmo, com madeira maci�a.

Bem ventilada, sem bolor nem humidade.

A patroa queria aquecimento el�ctrico.

� mais moderno, dizia ela. E mais f�cil.

Mais caro, disse eu.

E desnecess�rio.

A primeira � sempre a melhor.

A casa, o carro, a patroa.

N�o havia tempo para conversas e serm�es.

T�nhamos de fazer filhos e reconstruir o pa�s.

Ter�amos tempo um para o outro quando f�ssemos velhos.

Pensei mesmo que estaria com ela at� ao fim.

Isto n�o � motivo para exalta��o.

Nunca deixo que uma coisa destas me estrague o dia.

O MAL-HUMORADO

J� t�nhamos falado sobre isto.

Porque temos de voltar a faz�-lo?

- N�o pode ir para o campo sozinho. - Que me dera ter ca�do no campo!

- O ch�o da cave � em cimento. - Fez uma rotura de ligamentos.

Tem de fazer uma resson�ncia.

E vamos tratar tamb�m da fisioterapia.

Os jovens � que precisam de terapia.

A lista de espera em Tampere � pequena.

Em Jyv�skyl� pode ser j�. Hels�nquia?

Sei bem no que d�o os s�tios estranhos.

Mesas de jogo e viagens a Mallorca com raparigas.

N�o est�s a exagerar?

Isto � grave.

- Temos de ver qual � o melhor s�tio. - � ficar em casa.

� comigo que o Doutor est� a falar.

O seu filho tem raz�o. A vida tem v�rias fases.

- O mais r�pido... - Tenho de ir.

- � hora de almo�o. - As enfermeiras v�o...

RESID�NCIAS ASSISTIDAS

Pai.

O meu irm�o morreu na guerra.

Eu ca� na cave.

Qual � o perigo?

Podes crer que n�o vou a Hels�nquia para ser massajado por raparigas.

Imaginas como foi saber que estiveste ali deitado v�rios dias?

Mais dois dias e j� estaria a arranjar o telhado.

A �gua infiltra-se pelos buracos dos pregos.

A m�e j� n�o percebe quem lhe d� comida.

Ela j� c� n�o est�.

Est� na hora de seguir em frente, pai.

As enfermeiras tomam conta dela.

Podias experimentar ficar connosco alguns dias.

A m�e iria gostar.

Eu fico a tomar conta da casa.

As batatas t�m de ser cavadas.

Amaciar a terra.

N�o sabes fazer isso.

Vou tentar.

Os pais � que cuidam dos filhos, n�o o contr�rio.

A Natureza � assim.

Porque n�o podemos parar?

Seguir em frente.

Vais ver a cidade e a tua nora.

A tia vive em Hels�nquia h� 40 anos.

Porque n�o podemos ficar onde estamos? Em casa.

N�o quero viver num pr�dio.

Ouve-se os peidos dos outros, espiam-nos.

Prefiro estar na minha casa,

com as botas cal�adas e o machado na m�o.

Ou acordar da sesta

com uma revista no colo.

E a camisa abotoada.

Porque � que as casas precisam de tantas luzes exteriores?

Limpa os algerozes. V�o enferrujar.

- Mandaram-me fazer fisioterapia. - Sim, o Hessu ligou-me.

Aquele degrau nunca prestou. Tenho de o trocar quando voltar para casa.

- � preciso pagar. - As batatas v�o para a cave.

- N�o temos cave. - Mas faz falta.

Tem uma boa casa.

� bom ter um marido que ganhe bem.

Eu � que ganho bem.

Ganhei 108 mil no ano passado.

� muito dinheiro para uma mulher.

Isto n�o faz sentido.

Atravessar o pa�s de t�xi s� por ter o tornozelo roxo.

Onde � a fisioterapia? E quando?

- � muito bom ter vindo. - Tive de vir.

Come�a na segunda-feira. N�o vou ao hospital antes disso.

J� est� tudo.

Adeus.

Tem a certeza que chega para o fim-de-semana?

Vi um preto na paragem dos autocarros.

Falava Finland�s.

Essa palavra � muito feia.

- "Preto." - Pois...

Hora do caf�.

Hora do caf�?

Caf� da manh�, caf� do meio-dia, caf� da tarde, caf� da noite.

Caf�, caf�, caf�...

N�o bebemos caf�. Nem sequer temos m�quina.

Comprei-vos uma em 2005.

A de exposi��o, a metade do pre�o. Pelo Natal.

Vinha numa caixa de contraplacado feita por mim.

Uma Mocca Meister!

Sim, era muito boa.

Que tal um ch�? Tenho Mate.

Meninas!

- Est�o com a av�. - Isso � que n�o est�o.

- Trouxe-vos prendas! - Est�o com a minha m�e, em casa dela.

Certo...

- Nunca entrei numa coisa dessas. - Numa banheira?

Lavei-me sempre na sauna desde que me cortaram o cord�o umbilical.

- Que cheiro � este? - Alfazema.

Usavam isso como g�s venenoso na I Guerra Mundial.

Isso...

Teria sido...

As crian�as acordam cansadas de manh� por ficarem a ver televis�o.

Ficam a passear na "rede dos fios".

� para a Mirkku, por causa dos exames. Para ver document�rios.

Bastava um r�dio.

T�nhamos r�dio nos anos 60, para os Jogos Ol�mpicos de T�quio.

Lembro-me bem de ver o Nevala ganhar.

As crian�as nunca tiveram quartos s� para elas.

Nem inf�ncia.

- Onde est� o aquecedor? - O term�stato � junto � porta.

Diz a Defesa do Consumidor

que se baixarmos a temperatura em dois graus,

poupamos 5 % nos custos com aquecimento.

Usamos aquecimento geot�rmico.

Assim est� bom ou quer outra?

Fique � vontade, como se estivesse em casa.

Para a patroazinha.

N�o era preciso.

A patroa j� n�o vai precisar disto.

Comprei-lhas em 1973.

Foram lavadas uma vez por ano.

Nunca tiveram de ser cosidas.

J� n�o as fazem t�o resistentes.

Respiram, deixam o suor sair.

Obrigada. J� n�o se encontram facilmente.

Talvez a nova gera��o volte a beber caf�.

As palavras cruzadas estavam feitas a l�pis.

Apaguei-as com uma borracha.

As de Outubro de 1985 eram muito dif�ceis.

Certo, que bom...

- Bom, s�o quase 20h30. - N�o � tarde.

N�o � tarde, mas s�o quase 20h30.

O que estar� a dar no outro canal?

Podias mudar.

Muda isso de canal, j�!

S�o as not�cias da YLE, boa noite.

O Arvi Lind � melhor apresentador.

- O R�nk� n�o � mau. - N�o confio nele.

� escritor.

Gosto dos romances policiais dele.

N�o deve fazer grandes mist�rios sentado no est�dio a noite toda.

E boas not�cias tamb�m n�o.

Passa o dia a inventar coisas horr�veis para escrever.

N�o acredito nos livros de fic��o.

O manual do Ford Escort � um bom livro.

Nunca me canso de o ler.

Quanto deves da casa?

N�o vejo h� algum tempo. Deve ser menos de cem mil.

Cem mil euros!

Ningu�m com ju�zo pede tanto dinheiro emprestado.

Patroazinha, est�s a tentar enganar-me.

Eu e a patroa nunca tivemos d�vidas.

Em nada.

- � preciso poupar. - � verdade.

J� vi o que acontece quando assinam os pap�is dos empr�stimos, b�bedos.

Na segunda, a minha carreira est� em jogo e qual � a tua ajuda?

Um aluno de interc�mbio idoso. Obrigadinha!

Como estamos a dar-nos? Estragamos as crian�as com a televis�o.

Sim, exactamente!

E acha que pedimos empr�stimos quando estamos b�bedos.

Ainda agora pensou que estava a tentar envenen�-lo.

Na banheira, com alfazema, claro.

Podias ter vindo com ele!

Ter uma enfermeira em casa n�o vai ajudar.

O t�xi devia t�-lo levado directamente para o hospital.

Desde quando? � isso...

�ptimo, fica a�!

Fica a jogar em casa do pap�!

Vais cavar as batatas?

Estou perfeitamente calma. Acalma-te tu.

Respira para dentro de um saco. Um saco de batatas!

Dizer a verdade � algo que estraga o dia, sem d�vida.

Na nossa fam�lia, falar n�o resulta.

Presenci�mos esse milagre duas vezes.

Da primeira vez, o av� abriu a boca �s portas da morte.

Toda a vida guardou tudo s� para si

e p�s tudo c� para fora de uma s� vez.

S� provocou l�grimas.

At� ralhou com o Taavi Mononen,

um homem decente.

O Taavi n�o aguentou. Tentou esfaque�-lo,

apesar de o av� j� estar a passar para o outro lado.

O Taavi virou-se para o crime.

J� se sabe o que acontece.

Da segunda vez, fui eu que falei demais.

A patroa n�o percebeu que, quando temos frio,

cal�amos outro par de meias.

Ou vamos esquiar.

Sinto muita falta dos momentos

em que eu e a patroa fic�vamos calados em rela��o a muitas coisas.

SAKKE INTONEN

N�MERO DESCONHECIDO

Sou eu.

Fala do servi�o de enfermagem ao domic�lio.

Hoje?

Tratar a perna hoje?

N�o, est� tudo bem.

N�o � preciso virem. Adeus!

Bom dia!

Tenho de falar com a Liisa.

N�o dou esmolas nem ou�o vendedores!

N�o ou�o, abra a porta! Tenho de falar com a Liisa.

- N�o quero c� religiosos! - N�o ouve?

N�o gosto de igrejas, n�o me vou transformar em hippie.

O qu�? N�o ouviu?

- Ent�o? Abra a porta. - O qu�?

Abra a porta, n�o quero estar aqui a gritar.

Ent�o, n�o grite.

Mas...

- O que foi? - Abra a porta.

- Rode isso. - Isto?

N�o abre.

Para que lado?

- Ser� assim? - Experimente para o outro lado.

- O qu�? - Para o outro lado!

- Bom dia. Tenho de falar com a Liisa. - Certo.

Com a patroazinha?

Espere aqui.

� fedelho...

Lissu, toca a levantar!

Porque n�o atendes o telefone? O Kuzkov est� a chegar.

Este fedelho entrou � for�a.

- Sabes que horas s�o? - S�o seis, est� na hora de ir trabalhar.

N�o, hoje estou em casa. O Kuzkov vem na segunda.

O problema � que segunda-feira � hoje.

� feriado l� e n�o havia mais voos.

Temos de tratar disto agora. Chegam ao aeroporto daqui a duas horas.

- O que disseste? - � melhor despachares-te.

Raios!

- Vamos no teu carro? - Oxal� pudesse ir.

Tenho de ir a Vanajanlinna receber um cliente. Um abra�o.

- Bonito. - Pronto.

Desculpe, tenho de ir.

Demoro umas cinco horas. N�o deve haver problemas.

A enfermeira deve estar a chegar.

N�o ligue o fog�o e n�o mexa nos aparelhos.

O contrato, o port�til...

Que raios est� a fazer?

- Tenho de limpar isto para n�o furarem. - Valha-me Deus!

- N�o tens uma vassoura? - N�o precisamos disso agora.

Podes ir, patroazinha. Eu arranjo uma.

- Tenho de ver as sarjetas a seguir. - N�o veja nada!

Fique quieto um bocadinho.

A enfermeira n�o demora.

Ela ligou. N�o vem hoje.

- N�o vem? - N�o.

Muito bem.

Tome as chaves do carro. Entre no carro e espere.

N�o fa�a nada, n�o se mexa.

Onde se p�e a chave?

No Escort, � aqui.

- Como � neste? - V�, saia. � do outro lado.

� melhor ser eu a conduzir.

Uma mulher a conduzir na cidade,

s� serve para amolgar chapa e dar not�cias aos jornais locais.

E um idoso a conduzir sem carta?

Ser� que fica bem ou mal no jornal?

Isso � o alerta da mulher ao volante?

N�o tem de fazer chichi?

Lembrou-se de fazer chichi?

Ponha o cinto de seguran�a, por favor.

J� est�.

Mais uma vez, n�o bebi caf� de manh�.

Podemos andar sem comer, mas os l�quidos fazem falta.

Pode beber o que quiser no aeroporto.

Durante a guerra, fic�mos sem caf� durante muito tempo.

Mas havia cevada.

Era melhor beber aquilo do que apanhar porrada.

Na semana passada, vi um document�rio na televis�o.

O caf� pode dar sintomas de absten��o piores do que as drogas dos mi�dos.

Mas n�o as vendem a pre�os de supermercado.

"Dois pacotes de droga pelo pre�o de um."

- "Revenda proibida." - Est� bem, est� bem...

Ol�. O que desejam?

"Latte", "macchiato", "Espresso"?

Escolha um qualquer.

- Um qualquer? - Um caf�.

- Quero um normal. - Um caf� para levar.

De filtro.

Caf� de filtro.

- Temos caf� de filtro? - N�o.

- Lamento, n�o temos. - N�o?

- O latte � o mais parecido. - Ent�o, pode ser um latte.

Preferia beber caf� de mate.

H� algu�m a atender?

Est� aqui algu�m?

Se n�o sabes esperar,

a tua vida vai passar num �pice.

- Ol�. - Ol�, Jenni.

O que deseja?

Certo... um caf�?

A hora do caf� j� l� vai.

Agora, s� daqui a tr�s horas.

E se for outra coisa?

Em casa, a esta hora,

comeria batatas fritas com doce de arando.

- E um copo de leitelho. - Leitelho.

Batatas fritas e leitelho, ent�o.

E um caf� para levar, � cautela.

Muda de ideias como os mi�dos.

- Tamb�m tens de comer. - N�o tenho tempo para isso.

As piores coisas acontecem quando as pessoas n�o comem bem.

- Lembra-te das guerras civis. - Uma salada de feta para levar.

Fartam-se de espremer.

Sei o que dizem daquilo.

Que � natural.

Mas h� anos que a humanidade luta

para se livrar destas coisas desinibidas e naturais.

Fazer coc� na rua, vingan�as...

E isto? � isso que pergunto.

N�o quer mesmo fazer chichi?

Ainda por cima...

Umas cal�as de 200 euros.

ENTRE COM O SEU S-CARD

- Ou�a. - Sim?

- N�o consigo entrar na casa de banho. - Sim, a porta est� trancada.

- Mas preciso de entrar. - Tem um S-Card?

Tenho, mas tiraram-me a carta de condu��o.

N�o precisa da carta, mas pode entrar na casa de banho com um S-Card.

Ir � casa de banho com o Escort?

Isso n�o vai ser bonito de ver.

Acho que � para obrigar as pessoas a terem mais S-Cards.

S� precisam de um.

� o meu filho que o tem.

Ainda bem que est� a salvo. Quer que lhe empreste o meu S-Card?

- Emprestar-me o seu Escort? - Sim.

Para que quero que me empreste o seu Escort?

Para entrar na casa de banho.

Adeusinho.

Pedir o Escort de uma mulher...?

O mundo est� cada vez mais pequeno.

Como assim?

Estava uma africana a vender as batatas. Nem sei de onde vir�.

Da zona leste de Hels�nquia.

- A Jenni e a Mirkku patinam juntas. - Certo, certo...

N�o admira que ela fale Finland�s t�o bem!

Uma preta patinadora?

Do leste de Hels�nquia.

N�o vejo mal nenhum nisso.

Acolho bem toda a gente nova...

do leste.

Precisamos de atletas novos.

Dizem que a mistura de genes produz filhas bonitas.

- S�o todas umas misses. - Pois �.

Tamb�m respeito as mulheres feias.

N�o t�m uma vida f�cil.

A vida de uma mulher feia � mais como a dos homens.

Sofremos e temos de nos esfor�ar.

N�o podemos simplesmente escolher um bom marido numa danceteria.

Nada � f�cil nem gr�tis.

Tamb�m n�o � f�cil para ti, patroazinha...

Espere aqui e n�o saia do carro.

Se vier a fiscal do estacionamento, mostre-lhe a perna.

Ainda me aguento bem nas duas pernas.

- N�o sou homem para... - N�o diga nada.

Demoro cinco minutos, quinze no m�ximo.

Pode esperar aqui durante cinco minutos?

Fico com o dia estragado quando as pessoas andam apressadas.

Os jovens t�m sempre de ir a algum lado rapidamente.

Para fazerem a pr�xima coisa � pressa.

Se posso esperar cinco minutos?

Uma vez, esperei dois dias por um autocarro

e ele nunca apareceu.

Porque cancelaram a rota em 1964.

E est�vamos em 1972.

Fui a p� at� � aldeia e comprei o Ford Escort.

Podem anular rotas,

tirar cabos telef�nicos, e o correio pode deixar de vir,

mas o Escort nunca falha.

Tamb�m esperei algumas d�cadas por um novo presidente.

E desde 1976 que estou � espera

pela medalha de ouro Ol�mpica nas corridas de fundo.

Vou ter de esperar por isso at� morrer.

- O que foi? - Tem autoriza��o para incapacitados?

- O qu�? - Tem autoriza��o para incapacitados?

- N�o sou nada disso. - Precisa da autoriza��o.

N�o � preciso ser inv�lido?

- Parou no lugar para incapacitados. - N�o fui eu que parei aqui.

- Quem foi? - A patroazinha.

- Tenho de o multar. - Mas...

Veja...

Porque � que isto est� em Russo?

E porque � que p�em uma laje numa casa destas?

Precisa da autoriza��o.

O tempo estava mau, por isso o voo saiu atrasado.

E o tr�nsito estava horr�vel. Espero que seja melhor aqui.

Obrigada.

Obrigado, digo eu.

Obrigado.

Desculpem, tive de trazer o meu sogro comigo.

N�o tive tempo para lhe arranjar uma enfermeira.

Sergei Kuzkov. Ol�!

Vadim Tarasenko.

Ludmila Tolstaja. Muito prazer.

Ele tem dem�ncia.

Rem�ncia? N�o tenho nada disso.

Cuidar dos idosos � uma quest�o de honra. N�s compreendemos.

Sim, para n�s tamb�m �.

Ponha o cinto de seguran�a, por favor.

- Tens a certeza que n�o s�o da KGB? - Tenho a certeza absoluta.

N�o lhes disseste o teu nome, pois n�o?

Se n�o fechar este contrato, sou despedida. N�o diga nada.

- Achas que � raposa? - Deve ser rena.

O que est�o a dizer? Traduz.

- Nada, s�o coisas deles. - Traduz!

- Queres que fale? - N�o!

Estavam s� a perguntar de que tipo de pele � o seu chap�u.

Troquei-o por batatas com o Holttis-Pentti,

no mercado em 1951.

� urso.

� pele de urso.

� um belo chap�u.

� importante cobrir a cabe�a.

Sen�o, perdemos o ju�zo.

Os jovens s�o a prova disso.

Diz que os jovens finlandeses n�o prestam.

Os senhores da guerra do Kremlin tinham grandes chap�us.

Usam chap�us grandes no Kremlin.

Vi as armas nucleares no desfile sovi�tico.

- Com os chap�us de lado... - Pare com isso.

Em cima do Muro.

- N�o gostei nada do desfile sovi�tico. - Certo.

- Quem veio depois do Gorbatchev? - Pare de falar de pol�tica.

Gorbatchev, Perestroika, Glasnost, Democracia.

- Ele adora Hist�ria. - Chernenko, Gorbatchev?

Cale-se, raios.

Com todo o respeito, n�o diga nada.

N�o se mexa, n�o fa�a nada.

Gostava de dizer umas coisinhas aos sovi�ticos.

� claro que gostava. N�o! Nem uma palavra.

Lembras-te como se chamava aquele tipo grande,

que andou em cima do blindado? - Estou a falar a s�rio!

- N�o era o Brezhnev. - Veja.

- Ele nunca conseguiria. - Pode brincar com isto.

Est� a ver?

Pois... Seria o Chernenko?

- Os nomes esquecem-se facilmente. - Adeusinho...

Primeiro foi o Estaline.

Adeus ao Estaline, Timoshenko, Kalinin.

Televisores LCD de 42 polegadas.

Podem pedir comida para os chal�s ou comer nos restaurantes locais.

Um milh�o e 600 mil.

Desculpe?

A nossa proposta � um milh�o e 600 mil.

N�o negoci�veis.

Tr�s milh�es e 200 mil.

T�nhamos um acordo preliminar.

A situa��o mudou.

Um milh�o e 600 mil.

Puseram as tomadas el�ctricas nos s�tios errados.

N�o percebem nada disto, hoje em dia.

Est� tudo mais facilitado.

J� nem se pode p�r um parafuso na parede.

Se cortarem a electricidade, morremos � fome.

Os jovens n�o v�o conseguir ligar o micro-ondas.

Compramos um novo amanh�.

Pe�o desculpa.

N�o � preciso traduzires.

Ela fala Finland�s.

Sabemos bem que os sovi�ticos n�o confiam em ningu�m.

Trazem uma rapariga bonita como decora��o,

mas ela v� e ouve tudo.

Ele descobriu que falo Finland�s.

A jogar �s cartas, aprendemos a ver quando algu�m est� a fazer bluff.

Ele � mestre a jogar �s cartas.

- Como est� a correr? - O qu�?

Quanto ofereceram?

- 1,6 milh�es. - Quanto pediste?

3,2 milh�es.

� sempre assim, para c� e para l�.

Umas coisinhas sobre a Uni�o Sovi�tica.

Primeiro, nunca gostei do Yeltsin.

Ele n�o gostava do Yeltsin.

Estava b�bedo quando dan�ou em cima do panzer.

Dan�ou b�bedo em cima do blindado.

Segundo, gostava de visitar a Sib�ria.

Aquilo por l� � bonito e fresquinho.

Quer ir a um s�tio onde possa usar o chap�u de pele.

Terceiro, quando dizemos que uma coisa custa 3,2 milh�es,

temos raz�es para isso.

Obrigada, sogro. Eu trato disto.

Usamos madeira de qualidade para construir os chal�s.

A ventila��o funciona, n�o h� bolor nem humidade.

A estrutura n�o apodrece. Passamos recibo de tudo.

O isolamento era muito fraco em Leningrado, nos anos 60.

Agora, t�m de tirar o estuque das paredes.

N�s constru�mos bem para as casas durarem!

N�o � preciso pagar luvas a ningu�m aqui.

J� pensaram nisso?

Sergei...

Gosta da floresta?

� o direito do povo.

Uma especialidade finlandesa.

Finski spezial.

Toda a gente pode apanhar bagas e cogumelos onde quiser.

A juventude finlandesa j� n�o d� valor ao trabalho a s�rio.

Criam institutos de ocarina.

Tenho um filho.

S� o vejo sorrir quando ganha um videojogo novo.

Sabemos como �.

Isso leva ao excesso de velocidade,

ao crime, tiroteios da Pol�cia.

� a Gera��o Pepsi.

Bebem e ficam gordos.

A minha mulher...

A minha mulher estraga o meu filho.

As patroas fazem isso aos rapazes.

Para fazer neg�cio, temos de ser amigos.

Vai-te embora.

Que tenhas uma longa vida.

SEMANA DO URSO

� nossa sa�de!

Brindem connosco, para termos sa�de.

- Aguardente. - S� bebo duas vezes por ano.

J� bebi as duas.

N�o faz mal, beba uma do ano que vem.

Ningu�m sabe se estar� c� daqui a um ano.

Sobretudo os empres�rios russos.

Beba, eles querem que beba.

Direitos do...

Povo.

Direitos do povo!

Na zdorovie!

Sa�de!

Sergei, o que est�s a fazer? Larga isso!

- N�o podes fumar aqui. - Est� bem.

Foi incr�vel. O av� apanhou um coelho no meio da cidade.

Isso � carne de porco?

O porco n�o foi t�o bem concebido como o Ford Escort.

Ele diz que os porcos n�o s�o rival para o Ford Escort.

Criamo-los, ficamos a conhec�-los,

e, no Natal, pomo-los no forno.

Desculpem, n�o podem falar com as mesas do lado.

Desculpe, n�o volta a acontecer.

Uma vez, um porco ficou meu amigo.

Grunhia com muita do�ura e a patroa fazia-lhe sempre festas.

- Fazia festas ao porco? - Como se fosse um gato.

Tenho uma fotografia dele. Cham�vamos-lhe Simo.

Chamava-se Simo.

Que giro.

Tentei acertar-lhe em cheio com o machado.

No c�rebro.

Vamos ao bar.

Eu sabia.

Temos de conseguir matar os animais que comemos.

Obrigado pela visita. N�o � preciso voltarem.

Voc�s, finlandeses, parecem ser...

um pouco empertigados.

Cumprimos as regras.

� por isso que vale a pena fazerem neg�cio connosco.

Dois milh�es...

e 400 mil euros.

Dois milh�es e meio. � o m�nimo que podemos fazer.

� barato, por isto.

Deixa-me ver.

Segura aqui. Vejam.

N�o faz sentido constru�rem a laje.

Ficar assente em pilares adequa-se ao terreno.

Esta vai rachar quando o ch�o gelar!

De que adianta uma casa com o ch�o rachado?

Vai apodrecer.

E as �guas do degelo?

Com as cheias,

v�o ter de ir buscar os chal�s ao rio.

N�o se deve misturar �lcool com trabalho.

Sabes disso.

Nunca se faz neg�cios com os sovi�ticos.

O Yrj�n� sabia disso.

Ele perdeu 400 marcos dos antigos,

num jogo de p�quer a bordo do Georg Ots.

� um navio.

O sovi�tico mudava as regras conforme lhe apetecia.

Eles mudam sempre as regras a seu bel-prazer.

Merda.

N�s sabemos fazer as coisas.

- N�o � preciso dizeres asneiras. - Certo.

O Hessu h� de vir busc�-lo para o levar... a algum s�tio.

Tenho de ficar uns tempos convosco.

- Para te ajudar. - N�o, n�o, n�o...

Ajuda-nos mais, ou a mim, se for para o hospital.

J� vimos como s�o os hospitais.

Transformam...

um homem numa crian�a.

N�o p�em sal na comida.

Sou mais �til em casa.

Ajudo as meninas com os trabalhos, ensino o meu filho a limpar os algerozes.

- Podemos apanhar cogumelos... - Ou�a bem.

- Patroazinha. - N�o sou patroazinha!

Tenho nome, duas licenciaturas,

um cargo importante numa empresa internacional.

N�o cometo erros no trabalho nem na minha vida pessoal.

Tenho tr�s filhas. Sou m�e, n�o sou uma patroazinha.

Tudo menos isso.

Compro cogumelos e peixe na loja.

N�o vou para a floresta, sa� de l�.

N�o vai obrigar-me a isso. N�o vai.

Maldito!

Estava tudo a correr bem at� ter conseguido estragar tudo.

Tem no��o do que fez?

Se n�o fosse voc�, estaria agora a brindar ao neg�cio.

Seria s�cia e seguiria em frente!

N�o andaria �s arrecuas na maldita floresta.

Ou numa visita hist�rica, a recordar Gorbatchev!

O teu pai � imposs�vel. Vem busc�-lo imediatamente.

Como?

N�o me interessa como. Numa ceifeira ou a p�.

Sei que ele pode ser dif�cil,

mas o pai s� precisa da televis�o e das not�cias.

O pai, o pai... Eu � que preciso da tua ajuda.

Lembraste-te de comer?

Ficas muito temperamental...

quando n�o comes. - J� comemos.

E s� para que saibas,

o Sr. Aluno de Interc�mbio do Chap�u de Pele fica connosco.

- Sim, fal�mos sobre isso. - Fal�mos?

- Temos um quarto vago. - Isso � uma loucura.

Ele teria algum objectivo na vida.

� a ideia mais descabida e idiota que j� ouvi.

Se n�o voltas para casa rapidamente, vais buscar as tuas coisas � reciclagem.

Certo.

"Twisted Sister."

Muito bem.

Ainda vou a tempo de os apanhar no hotel.

Est� a chover. Apanhe um t�xi e v� para nossa casa.

Ligue-me se precisar de alguma coisa.

Um homem raramente sabe o que � melhor para si.

Tentei saber o que era melhor para a patroa

e para mim.

Durante 53 anos, tivemos uma divis�o clara das tarefas.

Eu tratava das coisas da rua e do carro,

a patroa tratava das coisas da casa e dos mi�dos.

A minha barriga fazia parte da casa.

Mas n�o o aquecimento.

Quando somos novos, n�o pensamos

que um dia o outro n�o estar� ali ao nosso lado.

E que as responsabilidades passam a ser nossas.

Estrag�mos tudo com os rapazes.

Um foi para a B�lgica,

o outro nunca vai acabar a universidade.

A imitar os rapazes dos filmes.

Achas que fumar d� estilo?

Certo, obrigadinho.

Nome?

- Stinde. - Stinde?

�s um sueco da costa?

- Na verdade, � Timo. - Timo?

Timo � um bom nome.

Gostei de falar consigo. Tenho de ir procurar comida.

Timo, quero fazer-te uma proposta.

Dou-te trabalho e pago-te com comida e dinheiro.

Claro que sim. A comida � sempre bem-vinda.

Batatas plantadas por mim.

- Eu e o Sergei apanh�mos cogumelos. - Foi o senhor que plantou isto?

Bestial. Adoro a auto-sufici�ncia.

- Tens esposa? - Sou solteiro.

Onde est�o os teus pais?

Divorciaram-se quando eu era adolescente. Vejo a minha m�e �s vezes.

As pessoas n�o deviam divorciar-se.

Quando encontramos algu�m, n�o adianta tentar arranjar melhor.

Eu sei, tu n�o.

- Perdi as not�cias outra vez. - Como assim?

Passou da hora.

Ent�o, na "rede dos fios", podemos ver as not�cias quando quisermos?

Passamos � meteorologia.

Na Pol�nia, est� a decorrer a cimeira da ONU sobre o clima.

R�nk�... Nunca confiei neste tipo.

N�o!

Cuidado! N�o!

Foi por um triz.

As pessoas podem ficar amolgadas.

O Escort n�o.

Certo. A embraiagem est� estranha.

Tudo est� estranho.

Como os sovi�ticos.

Est� a generalizar sobre uma grande...

- Carregaste no pedal? - O qu�?

Tens de carregar no pedal para encontrar a segunda e a terceira.

Cavaste as batatas?

- Bom... - N�o acabaste?

Vim porque a Lissu ligou...

- Estava tudo congelado. - Tem de se fazer at� estar feito.

A terra ainda n�o congelou.

- Mas trouxe batatas. - Vai p�-las na cave.

- N�o temos cave. - Mas deviam ter!

- J� posso descer? - Sim.

Ele � o Tinte. Ele era...

- O que eras? - Socialmente exclu�do.

O Tinte era exclu�do.

- Estiveste a beber? - Foi um brinde � amizade.

Com o Sergei, o Tarasenko e a mulher mais bonita do mundo.

Falei com eles sobre porcos.

Lembras-te do Simo, o porco?

Ol�.

O trabalhador ganhou o seu sal�rio.

V� se poupas metade.

O meu pai e eu continuamos amanh�.

Agora, uma cama para o trabalhador.

Porque n�o est� ele no hospital?

Deves lembrar-te que estamos a perder...

O meu pai e eu temos uma grande diferen�a de idades.

Entre n�s, perdemos a gera��o construtiva.

- Li um artigo interessante sobre isso. - Mas qual gera��o?

- Aquela, durante 1960... - Tu n�o percebes?

Ele � a gera��o destrutiva. Olha o que ele fez!

O meu pai est� numa situa��o dif�cil, com a perna assim...

N�o tarda a tua situa��o ser� bem pior.

- Acho que te est�s a comportar... - Cala a boca!

N�o me venhas com serm�es! Nunca me viste agressiva!

� mais passiva-agressiva...

Diz-me por favor porque est� um drogado a dormir nos meus len��is

e a espalhar hepatite? O velho est� senil!

Li um artigo sobre isso. Est� a ser um pai substituto.

- Cheirava a bebida. - O que est�s a dizer?

Podes ir dizer ao Rei dos Macacos

que ele est� c� como h�spede. Consegues fazer isso?

- Bem... - Consegues faz�-lo?

Ia dizer que ele estava a dormir, mas j� deve ter acordado.

Santo Deus!

Aquece-lhe um copinho de leite, para o ajudar a adormecer.

"Desculpe, velhote. N�o consegui resistir."

Ent�o?

Queres que prepare para ti...

e para o Tintin, o pequeno-almo�o?

O Timo foi-se embora.

Certo.

Acho que aqui est�s um bocado aborrecido.

Posso levar-te a algum lugar com mais coisas para fazer.

Tenho coisas para fazer.

Agora estou a pensar.

At� me surgir algo melhor.

Certo.

Pensar tamb�m � importante.

Aonde � que ela foi?

Talvez � loja.

Ou foi trabalhar.

N�o se deve conduzir nervoso.

A �rvore est� demasiado perto da casa.

Temos de a cortar.

Eu n�o o faria.

A Lissu est� muito zangada.

Zangada ao estilo Margaret Thatcher.

Comprei-a no Natal de 2006.

Todos os homens a s�rio devem ter uma motosserra.

Certo, mas nunca precisei de uma.

A �nica coisa que corto � o p�o para as meninas.

Passa-me a chave de fendas. Tenho de arranjar a corrente.

N�o tenho a certeza

se a Liisa vai gostar da ideia. Aquela �rvore...

As patroas comunicam de maneira diferente.

O sil�ncio zangado � como se estivessem a gritar muito alto.

Prefiro esperar que ela venha.

- Depois, decidimos juntos... - Est� vazio.

Certo.

J� sei, a embraiagem.

- A Shell � aqui perto? - O qu�?

Conseguimos poupar muito se virmos onde metemos gasolina.

Certo, a Shell.

Violam os Direitos Humanos e destroem o ambiente.

- A Shell? - Sim.

- A bomba de gasolina viola os direitos? - Bem, sim.

- No Delta do N�ger... - Ouve-me.

Estou certo de que foi Estaline quem violou os humanos.

A patroazinha � que te leva de carro �s compras?

- Prefiro ir de bicicleta ou de trotineta. - O qu�?

- Uma trotineta. - Troti-qu�?

Como o brinquedo das crian�as, mas maior.

O meu filho adulto vai num brinquedo �s compras.

N�o � gas�leo. O motor � a dois tempos.

Se n�o sabes, pergunta.

Um corte direccional.

Come�a por cima, inclinado. Depois � a direito at� ao fundo.

Mais f�cil � imposs�vel.

- Com estas correias... - Vais fazer um turbante?

Vi um programa sobre lenhadores.

- O qu�? - Temos de orientar a �rvore...

Um programa sobre lenhadores?

Andaste 17 anos na escola e n�o aprendeste nada.

Certo, tenho muitos cr�ditos acad�micos.

Mas estas correias deviam... Algu�m devia subir � �rvore.

� mesmo uma vida de lenhador.

Bem...

Come�a pelos ramos grandes.

A� n�o, vai cair...

Merda!

N�o grites! N�o ficaste sem perna!

� um carvalho raro.

Na primavera, os esquilos-voadores devem ter a� as crias.

Criaturas de fantasia.

Tem de pedir licen�a � C�mara.

- Foi s� o susto. - Quase me cortaste a perna.

� s� um arranh�o.

H� quem se assuste facilmente.

Pai, vou contratar um profissional.

N�o �s homem suficiente para cortar uma �rvore?

Eu...

Uma vez, vi um document�rio do National Geographic.

Os nativos sul-americanos abatem �rvores desta maneira,

h� milhares de anos.

Pelo menos p�e os �culos!

As correias controlam a forma como a �rvore cai.

Se n�o v�s onde ela vai cair...

Porque n�o acreditas em mim, para variar?

O que devia acontecer... era o filho acreditar no pai.

Os jovens usam capacetes para irem ao frigor�fico.

Capacetes de seguran�a e roupa almofadada at� nos cemit�rios.

Est�o a cometer um crime ambiental!

Vou chamar a Pol�cia.

For�a.

Esqueceste-te do capacete para a estufa dos tomates.

Ainda bem que pus os �culos.

N�o sei o que pode acontecer.

� s� um espelho.

� s� o elefante na sala.

Mas que raio?

Antigamente, era tudo melhor.

Mas o que passou n�o volta mais.

Porque n�o dizes nada? Participa! Isto � de loucos!

Saio por um instante e a minha casa transforma-se no Afeganist�o!

Eu � que nos sustento! O meu emprego est� em risco!

Para esta gente moderna, o ontem � uma Era muito diferente.

O que � ontem para mim � Hist�ria para eles.

"Fui-me embora.

"O manual est� no porta-luvas.

Lembra-te da embraiagem."

O mundo n�o � aquele que outrora conheci.

N�o � como pensei.

Os tempos do acorde�o acabaram.

Agora, os instrumentos e as casas funcionam com electricidade.

N�o consigo mudar o mundo nem as pessoas.

N�o saberia como.

Um carro armadilhado fez dezenas de mortos em Hama, na S�ria.

A bomba explodiu num posto de controlo � hora de ponta matinal.

� f�cil morrer de botas cal�adas,

mas eu tenho gota, entende?

O �cido �rico, que � o mijo, cristaliza nas articula��es.

D�i como a porra.

S�o caro�os dolorosos debaixo da pele.

Tomo injec��es de cortisona dia e noite, mas n�o ajudam.

Gostava era de beber um copo, mas foi assim que come�ou.

Uma dose forte de morfina era a melhor maneira de ir.

- Havia um gato. - Sim.

Era mesmo pequeno e fofinho.

Est� ali o av�. Vai mostrar os teus desenhos.

- Ol�, av�! - Ol�.

Pronto, pronto...

- Como est�s? - O qu�?

- Est� tudo bem? - Tudo bem.

- Olha o que eu desenhei. - Passou o dia a desenhar.

A patroazinha est� a trabalhar outra vez?

Meninas... Mia e Melissa.

H� um tabuleiro de xadrez e cartas para jogarem.

H� papel e l�pis de cor.

Vou desenhar o tigre.

Bem...

A Lissu...

Est� cheia de trabalho.

Ela foi para um hotel h� uns dias.

Porqu�?

� uma maneira de ver isto.

- De certa forma, �... - E tu deixaste?

N�o � assim t�o simples.

� do mais simples que h�.

Nada no mundo � t�o simples quanto isto.

N�o deixamos as patroas sa�rem.

Felicidades, Helminen.

Nunca raches com os olhos fechados.

Primeiro, alinhas. Depois � que d�s o golpe.

Isso mesmo! � trabalho de homem.

N�o temos trabalhos diferentes para homens e mulheres.

Como � que isso resultou para ti?

Foi t�o permanente como a Jugosl�via.

N�o bebo caf�.

Desta vez, vais beber.

N�o como carne.

� presunto.

O que queres provar?

Se uma mulher diz uma coisa,

n�o acredites nela. Tens de saber o que ela quer.

O homem constr�i a casa.

E ela quer falar sobre isso.

Se a tua patroa diz

que n�o quer nada pelo Natal, o que fazes?

- N�o lhe compro nada. - N�o.

D�s-lhe uma prenda t�o cara

que no ano seguinte ainda te custa pensar nela.

Se ela diz que quer conversar mais contigo,

o que fazes? - Converso.

Leva-a para o quarto.

Porqu�?

De certeza que nem tu �s assim t�o est�pido.

Era isso que fazias com a m�e?

Sentado n�o rachas lenha alguma.

N�o precisamos de uma lareira, pai.

Tenho as minhas d�vidas quanto ao aquecimento geot�rmico.

N�o � isso que ela odeia.

Qual � o problema ent�o, se n�o � o frio?

Ol�, Sergei!

Fala a Liisa.

Sim.

Tenho estado a pensar...

Est�o limpos!

Claro que est�o! O Timo limpou-os.

Tens de treinar para quando voltarem a ficar sujos.

H� uma empresa que vem limp�-los sempre no outono.

Uma empresa. E tu, o que fazes?

Ficas sentado no sof�. N�o admira que a patroazinha se tenha ido embora.

Ela n�o se foi embora por eu n�o limpar os algerozes!

Isto n�o faz qualquer sentido! Est�o limpos!

Um bom condutor transmite a ideia de seguran�a.

Deves conduzir de forma segura.

A patroazinha gosta. Abre-lhe a porta, ajuda-a.

Faz todas as coisas que nunca fizeste.

- Constr�i uma lareira! - N�o precisamos!

As de tijolos s�o as melhores. Vamos compr�-los primeiro.

N�o precisamos de uma lareira!

Se sempre conduziste com seguran�a, qual foi o problema com a m�e?

- Problema? - Ela mentiu-nos.

Mas o carimbo dos correios denunciou-a.

O que se passou com ela?

O que vos aconteceu?

Fic�mos com frio.

Frio?

Quanto tempo esteve fora?

Cerca de seis meses.

Mas acredita que n�o fui a chorar atr�s dela.

O frio tr�-las de volta a casa.

- Seis meses. - Mais ou menos.

Foram 168 noites.

Porque ela tinha frio.

� isso que provoca as discuss�es todas.

Ou 17 ou 23 graus Celsius. N�s sabemos isso!

� isso que provoca as discuss�es?

Talvez ela se tenha zangado

quando eu disse...

que ela vos mimava demais.

A n�s?

A ti e ao teu irm�o!

Metia-vos cubos de a��car na boca! Deixava o vosso cabelo crescer!

N�o tinha coragem de vos acordar para a ordenha da manh�!

Ia faz�-la sozinha.

O Pekka est� �ptimo.

Eu estou �ptimo!

Estamos ambos incrivelmente bem!

N�o sabias limpar os algerozes.

Usas um capacete para atravessar a relva.

O Pekka foi para a B�lgica.

Podes dizer-me porque � que algu�m se muda para a B�lgica?

Ele � f�sico nuclear!

Um dos melhores! Aqui n�o tinha grandes ofertas!

Os jornais escrevem sobre ele!

Aposto que a revista "SK" n�o.

N�o publicam hist�rias sobre f�sicos nucleares!

Ele nem sequer sabia mudar o �leo ao Escort!

Seu velho merdoso!

A loja de ferragens n�o tem casa de banho.

Se tiveres vontade, vai agora.

Nem usei a embraiagem.

Meninas! O jantar est� quase!

Meninas! Para a mesa!

Vamos comer!

Pai, v� o que encontrei.

Ol�, av�.

Ol�, av�.

Obrigado.

Estava bom, n�o estava?

Bolonhesa de soja.

- Soja? - Sim.

� melhor do que nada.

Porque � que o teu carro est� na �rvore?

� um carro velho.

- Os carros velhos trepam �s �rvores? - Sim.

Todos os carros velhos fazem isso.

Vamos fazer bolos, av�.

Tamb�m vens?

J� l� vou.

Muito bem. Enrola assim.

Redondos e bonitos.

E fazemos aqui um buraquito.

- Parece a letra da av�. - S�o as receitas antigas da av�.

Ela deu-mas.

Quando o av� andava a fazer as coisas dele,

n�s faz�amos bolos em casa.

Mais tarde podem decidir quem fica com qual receita.

- Ol�. - Ol�.

Fui horr�vel.

Desculpa.

Fui uma est�pida.

Est� tudo bem.

Estiveste a fazer bolos?

- Sim, com as meninas. - Vou chorar.

Certo.

O Sergei mandou cumprimentos.

Obrigado.

Muito bem. O que se passa?

� uma f�brica de bolinhos.

Quando eu estava errado, ficava com o dia estragado.

E estragava o dia aos outros.

Um bolinho.

O in�cio de muitas coisas boas na vida.

Bebemos caf� com a vizinha do lado e limitamo-nos a olhar.

N�o nos atrevemos a falar.

E ganhamos bolinhos!

O a��car espalha-se pelo prato e temos vontade de rir.

O a��car entra-nos no sangue e sentimo-nos bem, por um instante.

Ganhamos coragem para a olhar nos olhos.

Ela sorri e apetece-nos sorrir tamb�m.

Um sorriso que vem l� do fundo.

O casamento � dali a um ano.

O baptizado � nove meses depois.

Quando o beb� se p�e de p�,

come�amos a preparar as funda��es.

Constru�mos a nossa pr�pria casa.

S� a deixamos com o mesmo machado com que a constru�mos.

Depois, observamo-la a fazer bolos.

A maneira como as m�os dela trabalham

e como as ancas baloi�am um pouco.

Fingimos que temos tanta fome que nem queremos sair da cozinha.

Mas ela sabe que estamos a observ�-la.

Mais tarde, usamos os bolinhos para lhe dizer

que ela � a mesma rapariga por quem nos apaixon�mos.

Mesmo que o rabo dela tenha crescido um pouco.

Dizemos, sem palavras,

que n�o importa que cres�a mais.

Aqui estamos.

Gostava muito que voltasses.

Agora tenho uma vida de rufia.

S� fa�o asneiras.

Todo o tipo de palha�adas.

E agora as not�cias. Boa noite.

A ind�stria mineira e a pol�tica do pa�s vizinho.

S�o as not�cias deste domingo.

Este R�nk� afinal n�o � assim t�o mau.

O MAL-HUMORADO

Realiza��o

Argumento

Produ��o

Tradu��o e Legendagem Paulo Montes / Cl�udia Nobre

Ripadas por: guardiao Sincronizadas por: RicardoB/2021

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.