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Anteriormente, em "Happy Face"...
Eu sou Gillian, a namorada dele.
O Shane não me contou que estava namorando.
Do Shane, não. Do Keith.
Eu comprei esse em uma butique em Miami.
Ele tem um nome muito legal, "Extravagância Carmim".
Ela é uma daquelas seguidoras do meu pai.
- Alô? - Oi, é a Hazel.
Hazel!
Quando eu viajava, tinha um lugar que eu ficava a caminho de casa,
chamava Pioneer Falls.
Eu tinha um álibi.
Estava trabalhando no depósito do cemitério na hora.
Eles mudaram a história, disseram que ela morreu às 20h00.
Ela ia ficar famosa. Se vencesse o medo do palco.
Ela descobriu que fumar meio baseado ajudava nas apresentações.
Você sabe que a chave inglesa te deixa nervoso.
O DNA vai mudar completamente essa história.
Vai mesmo apoiar que o caso seja suspenso e tenha uma audiência?
O DNA da Heather está na chave inglesa!
Callaway chamou a imprensa!
O estado do Texas agora acredita que Elijah Carter e Keith Jesperson
agiram juntos como conspiradores no estupro
e assassinato de Heather Richmond.
INSPIRADO EM UMA HISTÓRIA REAL
Está bem.
Eu estou com meu pai no telefone. Vou te pôr no viva-voz, está bem?
Repita o que falou para mim.
Não tem muito o que contar, eu não conheci o Elijah,
nunca na vida, o Callaway é um mentiroso.
Ele só está tentando salvar o próprio rabo.
Diria isso para uma câmera?
Eu falo.
Aquele homem não vai mais cuidar da minha filha,
não vou mais cuidar dele.
É o seu pai no telefone?
Senhor Jesperson, aqui é a Denise Richmond.
Você matou minha filha?
Sim, senhora.
E onde você está agora?
Estou na penitenciária do estado de Oregon, é...
trabalhando na cozinha.
Mas eu tenho um vigia, então podemos conversar.
Então, você tem um emprego, amigos.
Sim, senhora.
Não é o paraíso, mas estou bastante confortável.
Bem, nós vamos corrigir isso.
Obrigada por ligar, eu sei que você não queria.
Obrigada por fazer isso.
Você recebeu o presente que eu te enviei?
A foto do Brandon?
Eu não te pedi para fazer aquilo.
Ninguém nesse mundo machuca a minha garotinha.
Eu vou desligar.
Oi, matadora.
Você me assustou!
É, essa era a intenção.
Esse esconderijo é bem legal.
Eu nem sabia que existia.
Valeu. Quer ver o que ele mandou?
Quero.
É, Nós conseguimos uns 250 por esse.
Ela é uma das vítimas.
É sério? Então dobre o preço.
Está vendo os brincos?
Ele disse que guardou em um duto de ar
em um hotel chamado Pioneer Falls.
Ele disse que guardou uma coisa de todas elas.
Pois queria devolver para as famílias.
Você sabe onde fica o hotel?
Fica perto de uma cidade chamada Hermiston, Pioneer Falls.
É, hotel Pioneer Falls.
Fica em Hermiston, Oregon!
São umas quatro horas de distância.
É...
Enfim, nós devíamos ir lá. Vamos depois do almoço amanhã.
Depois do almoço?
Mas e a escola?
Foda-se a escola!
Vamos.
Você está linda, Denise.
Eu me arrumo bem quando eu preciso.
Se arrume sempre.
Beleza. Tudo certo.
Vocês já estão prontos?
Sim, tudo pronto.
- Está bem. - Você olhar para Ivy agora.
Na verdade, você pode olhar para Melissa.
Mesmo se eu fizer uma pergunta, fique olhando para ela, sim?
Denise,
pode nos dizer quem é você e por que está falando conosco?
Meu nome é Denise Richmond.
Minha filha, Heather, foi morta em 1995.
Até alguns dias atrás,
eu confiava no promotor de justiça Craig Callaway,
acreditava que ele tinha condenado o homem certo.
Mas agora que o sangue da Heather
foi encontrado na chave inglesa do Keith Jesperson,
eu acho que isso mudou tudo para mim.
Agora,
eu acredito que o Keith Jesperson provavelmente matou minha filha.
Sozinho.
Então, ou o Callaway sabe alguma coisa que eu não sei.
Ou é só mais um homem que não admite quando está errado.
ESTÁ PRONTA?
Oi.
Você não trocou de roupa?
Vão saber que matamos aula.
Vá mais para lá, Eva.
Foi aqui que ela começou a cantar de verdade.
A voz dela era mágica, mesmo naquela época.
E quem é esse furacão?
Essa é a minha mãe.
A vovó Lorelai.
A Heather a idolatrava, ela herdou o talento musical dela.
E o nome do meio, não é?
Isso mesmo.
E a tatuagem da Heather é em homenagem à vovó Lorelai, então?
É.
Bem, ela tinha o mesmo símbolo gravado no violão dela,
como o do pescoço.
Era como o logo pessoal dela.
Meu Deus!
Essa aqui, eu amo os dentinhos dela. Adoro.
Ela parece tão feliz.
É.
Acho que você a chateou.
Não.
Não, estou bem, é que...
Seria o aniversário dela essa semana.
Quer saber?
Por que nós não cortamos aqui? Já temos o bastante.
Você foi muito generosa, Denise.
Denise, sinto muito por chatearmos você.
Não, tudo bem, é que às vezes essas coisas me pegam desprevenida.
Você se importa se escanearmos umas fotos?
Depois vamos embora.
Sim, é claro.
Que tal um chá?
- Por favor. - Está bem.
- Qual... - Essa aqui é ótima.
- É. - Pode pegar.
- Adorei essa. - Certo.
- Pegue, Ivy. - Obrigada.
Quem é Ziggy?
Aqui diz, "novembro de 94, no Ziggy".
Esse seria o porão do Ziggy.
É um bar de música em Dallas,
eles faziam noites de microfone aberto.
O Tyler e eu vamos para esse lugar, o porão do Ziggy,
para gravar um rolo B.
Eu vou junto.
A Gabriela está ligando.
Oi, Gabriela, estamos ouvindo, o que foi?
Foi concedida uma audiência para o Elijah.
Meu Deus! Finalmente!
O DNA na chave inglesa com certeza fez a diferença!
E a suspensão da execução?
Não tem, mas adiantaram a audiência,
é em dois dias, vou apresentar tudo que temos.
Essa audiência é uma vitória enorme,
significa que temos a chance de um novo julgamento
graças a vocês duas.
Olha, eu tenho que ir. Nos falamos em breve.
Está bem, certo. Obrigada, tchau.
- Toque aqui. - Graças a Deus.
- Bom trabalho. - Você também.
Eu faço um toquinho.
Senhor Jesperson.
Eu sou o promotor Craig Callaway.
O supervisor Valeri foi gentil e nos deixou usar o escritório dele.
Pode sentá-lo ali e tire as algemas para ele poder comer.
Acha que um sanduíche pode me fazer esquecer
que você disse para o mundo todo que eu sou um mentiroso?
Sem vidro.
O próprio supervisor aprovou.
Por que não se senta lá fora, senhor? Faça uma merecida pausa.
Ele sabe que eu podia quebrar essa garrafa
e cortar sua garganta antes que ele possa voltar para cá.
Mas...
não quero perder meu privilégio de ver TV.
Porque você é um homem que vê as coisas de forma prática.
Então, como foi?
O Elijah a matou e você deu fim no corpo, ou foi o contrário?
Sabe, normalmente, eu prefiro a de sour cream e cebola,
mas essa está ótima.
Me ajude a entender uma coisa.
Você deixou o senhor Carter apodrecer por quase 30 anos,
e aí você acordou um dia e...
O quê? Teve um ataque de consciência?
É a idade.
Ela faz coisas curiosas com um homem.
Eu preciso que escreva uma confissão atualizada.
Se escrever o que eu preciso,
pode viver o resto dos seus dias aqui,
onde tem a sua TV, seu trabalho,
ar fresco e guardas que te dão celulares.
Se não,
vou ficar feliz em te transferir para o Texas
e te acusar formalmente de crime capital.
Homens no corredor da morte
ficam em uma caixa 23 horas por dia.
Sem ar fresco, sem emprego.
Sem celular nenhum.
A maioria dos homens enlouquece.
Você vai passar os próximos 30 anos ouvindo os gritos deles.
Olha, não vou ficar lá por 30 anos, porque eu tenho uma...
agulha a caminho do meu braço.
O que é isso, um desejo de morte?
Execuções levam tempo para entrar no calendário,
e eu sou amigo do cara que marca as datas.
A sua vai levar décadas para chegar.
Se eu mudar minha história
minha pequena Missy não vai gostar.
Você acha que ela vai até o Texas para te ver
quando isso acabar?
Só vou ofertar uma vez, senhor Jesperson.
O que, é só...
Mas que grosso.
Esqueci completamente de te perguntar sobre sua filha, a Madison.
Acho que ela está no segundo ano na Universidade de Austin, não é?
É melhor deixar a minha família fora disso.
Você acha que sabe tudo sobre mim.
Não, eu te conheço.
O seu segredo
é que prendeu o homem errado, e você sabe disso.
E eu já saí desse negócio de guardar segredos.
Esse lugar é literalmente uma cena de crime.
Achei que estivesse aberto.
A Hazel não deve nem ter confirmado.
O número do quarto é 17.
ESCRITÓRIO
Você está bem?
Parece que está brava.
Acho que eu estou.
Comigo?
Por quê?
O que está acontecendo?
Nada. Vamos embora logo.
Hazel!
Achamos uma coisa!
Esse lugar é muito nojento.
Não, é legal. Tem muita vibe de assassinato.
O 17 não está aqui.
Ótimo. Que bom que nós dirigimos por quatro horas para porra nenhuma.
Estou morta de fome. Podemos ir comer?
É, eu também estou com fome.
Espere, olhem.
Viu? Muita vibe de assassinato.
Ele só dormiu, não matou aqui.
Não que você saiba.
Acha que é nesse duto?
Acho que está preso.
Querem ajuda?
Não.
De onde tirou o bolinho?
Do escritório.
Sabe que está vencido, não é?
O bolinho? Não, bolinhos sobrevivem ao apocalipse, são que nem baratas.
Só que são comida.
Não tem nada aqui.
Vai ver outra pessoa encontrou antes.
Ou, vai ver está em outro quarto.
Isso foi há 30 anos, ele pode ter confundido.
Oi. Tem um minuto?
Sim, claro.
Vamos conversar.
Está bem, o que houve?
Sinto muito, Ben, mas vou retirar minha recomendação,
e a corporação concorda.
Você não se encaixa como gerente regional.
Eu não me encaixo?
Baseado em quê?
Você anda distraído.
Saiu correndo no meio da reunião, tirou vários dias de folga, Ben.
William, tem muita coisa acontecendo em casa.
E é exatamente por isso que não é uma boa hora
para colocar mais responsabilidade nas suas costas, está bem?
Então, vai recomendar outra pessoa?
Sim.
A Judy.
A Judy?
Eu contratei a Judy, William.
Eu ensinei para Judy tudo o que ela sabe.
Isso não importa, Ben.
Não importa?
E importa que você estava comendo sua assistente
quando estava no meu cargo? Eu achei que sim.
Achei que sim, mas guardei segredo por anos.
Tem sorte de ainda ter um cargo, a diretoria quer você fora.
Fora? Por quê? Por...
Por causa do seu sogro!
O que ele tem a ver com tudo isso?
Bastante.
Pensamos que a história já teria acabado, mas ela continua aumentando.
As pessoas seguem falando disso, é um problema.
Sabe o que nossos clientes querem de nós, Ben?
Querem algo seguro e algo entediante.
Eles não vão querer investir as economias
com a porra do genro do Ted Bundy.
Eu sinto muito.
Sinto mesmo.
Bom, parece com aquele da foto.
Ótimo, porque a Adele já marcou um horário com o Ziggy, então...
Vamos gravar o rolo B e ficar bêbados.
Droga! O lugar está podre, cara.
- Vamos. - Não. Me dê outra chave.
- É, eu vou com você. - Está bem.
Não tem duto nesse aqui.
Como pode ter raiva de mim?
Puta merda!
- É um passarinho? - É. Não, essa é minha deixa.
Eu vou lá olhar o último quarto.
Vir aqui foi totalmente inútil.
Bom, sei lá, não precisa ser.
O que está fazendo?
Tentando te beijar.
Está fedendo aqui.
E daí?
Eu gosto de você.
Isso não é, óbvio?
Não, se gosta de mim, por que sua namorada está aqui?
Não, qual é, a Summer é minha ex, não é minha namorada.
Então por que você as trouxe?
Eu sei lá, eu...
São suas amigas, tipo...
Não, são suas amigas.
Está bem.
Você acha que eu vim até aqui, no meio do nada,
caçar o tesouro de um assassino pela Summer?
Pode me beijar agora.
Nossa!
Aqui está vazio.
É.
Acho que tem alguém ali atrás.
Olá? Como vai?
Vocês devem ser do "Doutor Greg".
Sim, sou a Ivy, é um prazer. Você deve ser o Ziggy?
O primeiro e único.
Então, a garota no telefone
disse que estão cobrindo um assassinato antigo.
Sim, o nome dela era Heather Richmond.
Ela era uma aspirante a cantora de Jefferson.
E acham que ela cantou aqui?
Não temos certeza, mas pensamos em ver se você a reconhecia.
Essa é a foto dela.
É.
Sabe, rostos vêm e vão.
Mas, se eu ouvi a voz dela, disso sim eu ia lembrar.
A Heather nunca gravou, infelizmente.
Vocês sabem quando ela esteve aqui?
Novembro de 1994.
Nesse caso, vamos dar uma olhada.
Venham ao meu escritório.
Tiveram sorte?
Não. Nós olhamos tudo.
Fazer o quê. Vocês já querem ir?
Sim. Vamos comer, por favor?
Sim.
Tinha um saco de joias. No escritório, em um armário.
Os brincos meio que pareciam com os do desenho.
O quê? Por que não falou antes?
Porque não estou nem aí para isso.
Está falando sério, Summer?
Onde estava o armário?
Eu volto já.
VADIA
Ei! Esperem! Esperem!
Está bem.
- Santo VHS! - Nossa!
É.
Eu sempre tive problemas em viver nesse século.
Eu gravo o microfone aberto desde 89, e eu continuei.
Nunca se sabe quando a próxima Dolly vai ser descoberta, não é?
Então, 94.
- É. - Como era o nome dela mesmo?
Heather Richmond.
Sinto muito.
Nenhuma Heather Richmond.
Bom, valeu a tentativa.
- Ziggy, se importa... - Espere.
Tem alguma Lorelai?
Me deixe ver.
Mas olha só!
Lorelai.
- Você é demais! - É. Ela foi o segundo ato da noite.
Não, você fez isso.
- Desculpa. - Que nojo.
Foi nojento.
- É a Hazel. - Não, que se foda. Desligue.
SEM CONEXÃO
Caramba!
ADAPTAÇÃO REVISÃO SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A NÓS? loschulosteam@gmail.com
Aqui é o Keith.
Alô?
Vovô?
Eu preciso de ajuda.
Ela era tão boa.
Era boa mesmo.
Agora eu me lembro dela. Ela ficou ainda melhor.
Espere, ela voltou?
Sim.
18 de fevereiro, 1995!
- A noite do assassinato. - 95, 95.
Está bem, três, três, três, quatro, quatro, quatro.
A Heather não tinha um baseado no bolso naquela noite,
ela só tinha meio.
A Jackie disse que a Heather fumava meio baseado antes de um show.
- Como nós não juntamos as peças? - Pois é.
Olha ela aí.
Ela estava vestindo isso na noite em que morreu.
Essa é a noite em que ela morreu.
Sou a Lorelai.
Eu acabei de escrever essa, espero que gostem.
Ela anda por aí fingindo
Que não sabe quem eu sou
Então ela escreveu mesmo.
O medo que ela sente de mim...
Ela tinha algo especial, com certeza.
Então ela viu o Elijah, ela veio aqui cantar.
E depois?
Pegou carona para casa, e foi aí que o meu pai a sequestrou?
Está bem, sim. Mas como ela chegou aqui?
Talvez ela veio dirigindo e o carro quebrou a caminho de casa?
Mas o carro estava no estacionamento, por que ela voltaria para o parque?
Bom, que horas foi...
Meu Deus. Pausa. Por favor, pausa.
Ziggy, esse é o horário real?
É, sim.
Microfone aberto, todo sábado, das 21h00 às 22h30.
Isso é o bastante?
Eu acho que é.
Eu perdi alguma coisa?
O Elijah bateu o ponto no trabalho às 21h01 e ficou lá a noite toda,
depois das 21h01, ele tem um álibi incontestável.
Esse foi o motivo da polícia fazer a linha do tempo
com a ideia de que ela devia ter sido morta entre 20h00 e 21h00.
Mas agora sabemos que ela estava viva às 21h33,
o que quer dizer que o Elijah não pode tê-la matado.
Conseguimos!
Você é o amigo do Keith?
Entre aí.
Então, o que você estava fazendo lá? Buscando os fantasmas do Keith?
Pois é.
Meus amigos e eu viemos para ver se ele deixou umas coisas lá, mas...
Eles me largaram.
Que putaria.
E você vai fazer alguma coisa?
Alguma coisa? Tipo o quê?
Estou só falando.
O Keith vai perguntar.
Ele não gosta de fraqueza.
Como o conheceu?
Estou escrevendo um livro sobre ele.
Você já leu "A Sangue Frio"?
Vai ser tão grande quanto.
Aqui.
"Desmascarado: A verdadeira história do assassino Happy Face".
Por Ennis Breeze.
Você é o Ennis?
Terminei o rascunho.
Estava pronto para começar a mandar para as editoras, agentes e tal?
Aí ele vai e me aparece com essa "nova vítima".
Eu quero te entrevistar para o livro.
Sua mãe também.
Você me deve pelo menos isso.
Não acha?
Ao anjo no meu ombro
Por favor, não me incomode
Valeu a pena?
Meu amor, isso depende
Ela falava de novos começos
Oi. Como foi com a Eva?
Me deixe em paz!
O quê? Hazel.
Ei, Hazel! O que está acontecendo aqui?
Por favor.
Me deixe em paz!
Meu amor, abra a porta, por favor.
Ei.
Aconteceu alguma coisa com a Eva?
Meu amor, por favor, abre a porta, me deixe entrar.
Ei, você está bem?
ENNIS BREEZE - AUTOR DE CRIMES REAIS
"DNA DO DIABO: FILHA DE ASSASSINO FAZ UM ABORTO"
Conte como vai ser com o Elijah.
A audiência é amanhã,
e eu espero apresentar todas essas novas provas,
aí o Elijah tem um novo julgamento e é declarado inocente.
Você acha que tem chance de ele ficar livre com o que temos?
Só existem dois cenários
em que alguém sai livre de uma audiência:
O primeiro é ter o DNA que, com certeza,
descartaria o Elijah, o que nós não temos.
Ou o promotor admite que prendeu o acusado de forma errônea,
e o juiz concorda, então os dois assinam uma absolvição.
Mas isso é improvável.
O Callaway é o que chamamos de "negador de inocência",
e eu gostaria de dizer que ele é a exceção à regra, mas...
Esse não é o caso.
Perdão, mas qual seria o pior cenário?
O pior cenário é se não conseguirmos um novo julgamento.
Então o Elijah seria executado em 41 dias.
Está bem, vamos fazer uma pausa.
Tudo bem.
Eu preciso de bateria.
Eu pego.
Já trago uma bateria cheinha.
Valeu.
O que é isso?
Eu não sei, é um batom?
É, Ele chama "Extravagância Carmim",
você só o encontra em uma pequena butique em Miami,
mas achei debaixo da sua mesa no quarto de hóspedes.
A Gillian veio aqui?
É melhor você começar do começo.
Joyce falando.
Oi, Joyce.
Quem fala?
O seu irmão, Elijah, está preso por um crime que eu cometi.
Me chamam de "Happy Face".
Eu matei a Heather Richmond, e estou pronto para confessar.
Quando foi isso?
Uns três meses atrás.
Meu Deus.
Tudo bem.
Por que ele te ligou?
Ele disse que precisava de ajuda.
- Para fazer o quê? - Ele não disse no começo,
só disse que alguém viria aqui e explicaria tudo para mim.
E foi assim que isso veio parar aqui.
Joyce.
Eu sou a Gillian.
Meu coração se parte só de te ver.
Eu posso entrar?
Não ligue para ele, ele é que te liga.
E onde você entra em tudo isso?
Eu acredito que tenho a oportunidade de desfazer um grave erro.
Mais uma coisa: Você tem algum arquivo do caso para me mostrar?
Nossa!
Se importa se eu tirar umas fotos?
Se foi ele, então, por quê...
A morte da Heather foi há muito tempo.
O Keith matou muitas mulheres,
e às vezes, ele confunde os detalhes.
E se ele errar alguma coisa, a confissão não teria valor.
Meu Deus. Eu sinto muito.
Então meu pai mentiu!
O quê? Não! O Keith matou a Heather.
Isso não muda nada.
- Está de brincadeira, não é? - Certo, vamos com calma.
Joyce, além de mostrar os arquivos,
você fez alguma outra coisa para o Keith ou para Gillian?
Eu fiz uma carinha feliz em uma árvore no rio.
Você o quê?
Ele ligou uma noite
e disse que precisava um chamariz pra mídia.
Mas parecia antigo!
Ele me disse para usar um negócio, óleo de tungue.
Disse que ia envelhecer.
E ele explicou exatamente quais ferramentas usar,
e eu só fiz o que ele pediu.
Era só uma marca em uma árvore, eu não machuquei ninguém.
Eu não fazia ideia do programa, de vocês.
Achei que ele fosse confessar para polícia.
Está bem, eu preciso saber o que mais você fez para ele.
O que mais ele pediu.
Foi só isso, eu juro.
Eu fiz a carinha feliz, eu mostrei os arquivos para Gillian.
E foi só.
O Elijah sabe?
Não.
E nunca vai saber, não é?
Joyce.
Isso é muito, muito sério.
Vocês viram contra o que estou lutando!
O que eu deveria ter feito?
Eu disse que ele estava mentindo desde o começo.
Está bem. Melissa, nós não temos certeza.
Não sabemos o que ela escondeu, temos que contar tudo para Gabriela.
- Não temos! - Temos, sim!
- E se a surpreenderem na audiência? - Está bem, não! De jeito nenhum.
Nós não chegamos tão longe para morrer na praia.
Sim, a Joyce fez merda.
Mas o outro lado não joga limpo, por que temos que jogar?
E nada do que ela fez
muda o fato de que a Heather foi assassinada
quando o Elijah estava no trabalho, ponto.
E a beleza desse álibi em vídeo
é que não tem nada a ver com seu pai, nem com você.
Só envolve o Elijah, a vida e a morte dele,
e eu não vou estragar essa porra, e você também não, está bem?
Está bem.
Está bem.
Sim?
Eu me chamo Ben Reed. Você sabe quem eu sou?
- Deveria? - Eu sei quem você é.
Você é um marginal que escreve merda sobre as pessoas na internet.
Você está falando da Melissa?
Não, sobre você assediar minha filha, seu filho da mãe.
Aí, eu não assediei ninguém, ouviu?
Se está procurando algum furo para outra história patética,
não fale com uma menor, tem regras sobre isso, seu maldito abutre!
Então tudo bem, da próxima vez, eu a deixo lá, na beira da estrada,
no meio da porra do nada, no escuro.
Do que você está falando?
Pois é, os amigos a largaram,
está sabendo disso?
Mas ela ligou para você, "senhor pai do ano"?
Não, não ligou.
Está dizendo que ela te ligou?
Isso foi há dois dias?
Alô?
Alô?
Porra!
Está bem, sente-se. Eu te encontro. Daqui a pouco, está bem?
Está bem.
Oi.
Oi, Melissa.
Como você está?
É bom te ver de novo.
Você também.
Doze!
Muito bem, abram a doze!
Te deixaram vê-lo?
Não deixaram.
E não o deixaram colocar a roupa que eu trouxe para ele.
Eu não quero que o juiz o veja assim.
Tudo bem. Não se preocupe, está bem?
Está bem.
Eu estou bem.
Obrigado.
Todos de pé para o excelentíssimo juiz Wilkins.
Neste momento, nós iremos dar início a uma audiência
pelo tribunal de apelação criminal da parte de Elijah David Carter.
Ambos os lados estão prontos para proceder?
O requerente está pronto, Excelência.
O estado está pronto, Excelência.
Muito bem. Vá em frente, senhorita Moreno.
Obrigada, Excelência.
Como sabe, eu apresentei vários mandados
durante as últimas semanas
com as várias provas que vamos apresentar para o tribunal.
Mas hoje, apenas duas dessas provas importam.
Aqui o senhor verá Heather Richmond se apresentando no porão do Ziggy,
um clube de rock em Dallas.
O senhor vai notar que o horário é 21h33,
e a data é 18 de fevereiro de 1995.
Ambos, hora e data, autenticados por especialistas forenses.
A senhorita Richmond fica no palco por volta de cinco minutos, e depois
ela sai do vídeo e encontra sua morte prematura
em um momento entre às 21h45 e às 5h00 do dia seguinte,
quando seu corpo foi encontrado no rio Chicory.
E nesse vídeo,
também são 21h33 do dia 18 de fevereiro de 1995,
e essa pessoa aqui é o requerente, Elijah Carter.
Enquanto a senhorita Richmond está em Dallas, cantando,
o senhor Carter está a mais de duas horas
de distância em Jefferson, iniciando seu turno de 12 horas
no centro de distribuição de alimentos.
O supervisor do senhor Carter,
o guarda de segurança em serviço naquela noite,
e dois colegas de trabalho testemunharão que ele não saiu
do local até às 9h00 no dia seguinte,
depois de seu turno, aliás.
Ele permanece nesse vídeo pelas próximas 12 horas
catalogando um inventário,
sem contar duas pausas para o banheiro
e sua pausa de meia hora.
Mas adivinha, a sala de descanso tinha câmeras.
Eu devo deixar o vídeo rodar por 12 horas
para estabelecer totalmente o álibi do meu cliente, Excelência?
Eu acho que já entendemos.
Também vou apresentar a prova do DNA
e uma confissão que identifica um outro suspeito,
Keith Jesperson, um serial killer condenado.
Mas, eu creio que esses dois vídeos sozinhos
já mostram que meu cliente é inocente,
que a sua prisão é um gravíssimo erro judicial,
e que ele merece um novo julgamento.
O estado deseja responder à declaração inicial da defesa?
Sim, Excelência.
Excelência,
nós apoiamos o pedido da defesa de um novo julgamento.
Silêncio!
A promotoria pode apoiar um novo julgamento, mas eu não.
Eu gostaria de terminar esta condenação.
Eu acredito que essa evidência é prova real de inocência,
e se a promotoria concordar,
eu gostaria de libertar o senhor Carter com uma suspensão condicional.
Sr. Callaway, se opõe à libertação?
O estado não se opõe, Excelência.
Senhor Carter,
os tribunais superiores vão precisar oficializar,
e eu vou me certificar de que o façam.
O tribunal lhe deve mais do que um pedido de desculpas.
O mínimo que posso fazer é deixar que saia daqui
como um homem livre.
Eu...
Você está livre.
Desculpe.
O que eu faço?
É só você assinar.
É sua libertação, você assina bem aqui.
- Está bem. - E estará livre.
Só isso?
É isso?
PLANO DE CELULAR FAMILIAR
PAINEL DA HAZEL VISUALIZAR REGISTROS DE LIGAÇÃO
MEMBRO DO PLANO CHAMADA EFETUADA
Aqui é o Keith.
Alô?
Quem é?
"Elijah! Elijah! Elijah! Elijah!"
Como se sente, Elijah?
É, eu acho...
Sabe, eu não acredito.
Eu me sinto abençoado.
Eu me sinto grato.
Você se sente reparado?
Sinto.
A justiça foi feita.
Eu me sinto abençoado
por poder começar esse novo capítulo da minha vida.
O que você vai fazer agora?
Eu acho que vou...
Eu não sei, cara.
Eu vou...
Eu vou para casa com a minha irmã e...
Talvez fazer um churrasco.
- Obrigada. - Obrigado.
Callaway!
Espere.
Melissa, veio tripudiar?
Não, eu queria te agradecer
por fazer a coisa certa.
Eu fiz o que tinha que ser feito.
E quanto ao meu pai? Ele vai...
Ele vai parar no corredor da morte?
Não vou prestar queixas.
O quê? Por que não?
Eu decidi que vou me retirar das próximas eleições.
Está na hora de dar lugar para sangue novo.
O que isso quer dizer?
Meu sucessor vai decidir se vai ou não acusar o seu pai.
Apesar de que eu aposto que o novo promotor
não vai querer começar
com um lembrete dos erros passados desse gabinete.
Seu pai vai ficar em prisão perpétua de todo jeito, não é?
Ele vai morrer lá.
É o lugar dele.
Oi.
Adivinha!
O Elijah saiu, eles acabaram de libertá-lo,
e ele saiu do tribunal como um homem livre.
Que ótimo, eu fico muito feliz por ele.
Ben, eu sei que isso foi difícil para todos nós, e...
Foi por isso que fizemos, não é?
Foi por isso que fizemos, e deu certo.
Então eu vou para casa agora.
- E nós vamos... - Melissa, não, pare.
Temos um problema.
A Hazel tem conversado com o seu pai.
ADAPTAÇÃO REVISÃO SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A NÓS? loschulosteam@gmail.com
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