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Nos epis�dios anteriores...
O assassino Happy Face ligou para c�. Por qu�?
Ele � meu pai.
- Eu n�o ouvi a Melissa. - O que voc� quer?
Quando eu confessei, em 95, eu deixei uma de fora.
Qual era o nome dela?
Voc� ainda � a menininha que procura tesouro nos meus bolsos.
"Whiskey River".
Um bar no Texas.
Se continuar, saber�o que Happy Face � seu pai, voc� tem no��o?
"A cidade recorda Heather Richmond, em Jefferson, Texas."
O namorado dela, Elijah Carter, foi condenado pelo homic�dio.
- Ele aguarda execu��o. - Execu��o?
N�s vamos para o Texas desvendar essa hist�ria hoje mesmo.
INSPIRADO EM UMA HIST�RIA REAL
Ent�o, sabe que vai ter que contar tudo para advogada do Elijah, n�o �?
Eu sei.
June Jesperson?
- Sou eu. - Voc� tem um minuto?
V�o l� para baixo.
O pai de voc�s foi preso.
M�e?
M�e, espere! Por qu�?
Homic�dio.
O legista disse que a Heather morreu perto de meia noite,
mas eu tinha um �libi.
Eu estava trabalhando no dep�sito do cemit�rio naquela hora.
Quando a pol�cia ficou sabendo, eles mudaram a hist�ria inteira.
Disseram que ela morreu �s oito,
e isso foi ruim, porque meu turno come�ava �s nove.
Cara, eu n�o tive nem chance.
Eu n�o faria mal � Heather.
Eu n�o faria mal a ningu�m.
Eu gravei esse v�deo h� tr�s anos, quando assumi o caso do Elijah.
Se quiserem, fa�o c�pia de tudo para voc�s.
Depois de perder o �ltimo recurso de apela��o, n�s ficamos sem op��o.
Mas a confiss�o do seu pai vai mudar tudo.
Voc� tem certeza de que o Elijah � inocente, Gabriela?
Eu tenho certeza de que a confiss�o foi for�ada.
Ele fez uma retrata��o, que o juiz n�o acatou.
Eu tenho certeza de que a �nica prova material
era uma digital no volante do carro da Heather.
Um carro que ele sempre usou.
N�o tinha sangue, nem cabelo, nem DNA.
S� um jovem negro de 23 anos namorando uma garota branca.
Como podemos ajudar?
Voc� pode me ajudar, Ivy,
com um alvoro�o midi�tico dos grandes,
n�s vamos pedir uma coopera��o da promotoria para reabrir o caso.
Com a confiss�o, o pula-pula e a palheta do viol�o,
e com o depoimento da Melissa sobre esses elementos...
Mas eu tenho que depor no tribunal?
Quando eu conseguir uma audi�ncia, sim.
Acorde!
Vamos embora.
- M�e, o que foi? - Vista um casaco.
Temos que ir.
- Mam�e? - Agora.
Pronto. Vamos.
- Venha. - Para onde vamos?
O que ela foi fazer?
Abra o porta-malas.
M�e. O que est� acontecendo?
- Pra que os jornais? - Abra logo isso.
Ainda tem muita loja para ir.
CAMINHONEIRO KEITH JESPERSON, � O ASSASSINO HAPPY FACE
Oito?
N�o pode comprar todos os jornais do pa�s, m�e. Que rid�culo.
N�o pode ser verdade.
Mas �, ele confessou.
Agora temos que tocar a vida.
Se descobrirem que ele � seu pai, � isso que voc� ser� pra sempre.
Est� me entendendo?
Pra sempre.
Eu n�o sei se eu consigo.
- Melissa. - N�o, eu sei o que parece. Mas...
Meus filhos n�o sabem.
Ningu�m sabe.
Acho que eu vou indo.
Agora?
- N�o vai nem ouvir o que a... - Eu s� estou...
Oi. Adivinha quem acabou de me contar que vai se aposentar em dois meses
e que quer que eu assuma?
Eu estou pirando. Estou surtando completamente.
- Tudo bem, me conte o que foi. - Eu...
� claro que eu quero ajudar o cara no corredor da morte
que est� na cadeia h� quase 30 anos
por um crime que do meu pai, enquanto estou vivo minha vida.
N�o � culpa sua, amor.
- Entendeu? - E por que me sinto culpada?
Melissa, escute. Respire fundo. Est� bem? Respire.
Respire, meu amor.
- Pronto? - Est� bem, estou respirando.
Diga, quem est� se aposentando? � o William?
Esque�a. N�o importa agora.
Importa, sim.
E eu quero muito mudar de assunto agora.
Ent�o est� bem.
O William est� querendo me indicar para assumir como gerente regional.
Eu teria um sal�rio melhor, mais liberdade,
mais poder de decis�o.
Eu acho que tenho chance.
Estou orgulhosa, amo voc�.
Eu te ligo, t�? Tchau.
T�. Tchau.
WHISKEY RIVER
Comida ou bebida?
S� uma cerveja. Alguma local.
Uma local.
WHISKEY RIVER
Meu pai vinha muito aqui.
�? Em que �poca?
H� muito tempo. Ele era caminhoneiro.
Como ele se chamava?
Keith. Na verdade, eu tenho uma foto dele.
Ser� que voc� reconhece?
N�o. Eu n�o estou reconhecendo. Mas...
Pai!
N�o. N�o precisa.
Que isso. Ele adora falar dos velhos tempos, quando era o rei.
Ele est� incomodando?
N�o! N�o, eu n�o queria atrapalhar seu almo�o.
- Carl O'Neill. - Melissa.
Melissa?
O nome da maior can��o que Gregg Allman j� escreveu.
Cale a sua boca. � Whipping Post.
V� cuidar da sua vida.
Agora, quem � esse a�?
� o meu pai. Ele era caminhoneiro.
Ele vinha muito aqui nas viagens.
N�o me � estranho.
N�s sempre recebemos caminhoneiros atr�s de comida e boa m�sica.
� um trabalho ingrato. E solit�rio.
Espero que ele tenha parado.
Pode-se dizer que sim. Pois �.
Enfim, obrigada pela ajuda. Pode voltar para o seu almo�o.
- Foi um prazer, Melissa. - O prazer foi meu.
Voc� conhecia a Heather?
N�o. E voc�?
Com certeza. Estudamos juntos.
Ela era alguns anos mais velha. Depois trabalhamos aqui.
Ela era uma �tima pessoa.
Meus sentimentos pela perda.
Ent�o voc� vai engajar nas redes com minha amiga falecida?
N�o. Claro que n�o.
Mas se for, poste uma foto dele.
Vamos fazer um open bar no dia que ele morrer.
EXECU��O EM 59 DIAS
Cody! Mais uma rodada para n�s!
Quem ainda n�o apostou?
Pois �, agora � s� quest�o de tempo at� o Dr. Greg aparecer de novo.
Tenho certeza que v�o dedicar um epis�dio inteiro a mim.
�. No fim, fui eu quem entregou a v�tima n�mero nove.
E s� aqui entre n�s, tem muito mais de onde veio aquela.
Come�a no Dr. Greg,
a� v�m os outros, a� v�o ser os jornais, as revistas.
E eu fiquei sabendo de uns caras em San Quentin
que est�o fazendo um podcast.
- Podcast? - Isso a�, podcast.
Eu s� estou fazendo isso porque � a atitude certa, � claro.
�, sim.
Eu vou salvar a vida de uma pessoa.
- Vai? - Claro.
Se n�o fosse por mim,
ele ia ser executado antes do 4 de julho.
Ningu�m pode dizer que eu sou t�o mau assim.
DELEGACIA DO CONDADO DE CLARK VANCOUVER, WASHINGTON
O que foi, cara?
O que voc� anda olhando aqui?
Me devolva.
Olha s�, Eva.
A "tatura" est� de olho em um criminoso bonit�o.
Me devolva!
Devolva o celular para ela, Victoria.
Voc� me chamou de qu�? "Tatura"?
Da taturana a� embaixo.
Tchau!
Oi, voc� est� bem?
Por que n�s nos afastamos?
N�s somos amigas.
Quando n�s estamos no vesti�rio, d� para ver que voc� n�o depila.
V� no sal�o ou comece a raspar, fa�a alguma coisa.
Meu av� � um assassino em s�rie.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com
A alian�a.
Desculpa.
N�o. Eu � que n�o vi. Valeu, Tyler.
Claro.
�s vezes, eu me estresso por lembrar dos 72 mil d�lares
de empr�stimo estudantil da faculdade.
A� percebo a alian�a no cad�ver falso e penso, est� valendo a pena.
Senti um tom de sarcasmo.
Eu vivo a base de sarcasmo.
Bom saber.
�timo. Est� certo. Obrigada.
Pronto. Eu falei com a Gabriela. N�s vamos visitar o Elijah amanh�.
�timo.
S�rio? Eu achei que voc� nem ia querer ir.
D� para escurecer a tatuagem, por favor?
Pra que o L?
O nome do meio era Lorelai.
Tyler, vamos fazer mais uma tomada e n�s preparamos a pr�xima cena.
Sim. As imagens do que a Heather tinha no bolso, n�o � isso?
Isso. Um batom, dinheiro e meio baseado.
Pode ir, Tyler.
N�o entendi por que voc� est� brava.
Porque voc� podia se preocupar tanto com o negro no corredor da morte
quanto voc� se preocupa em ficar an�nima.
Est� sendo injusta.
Essa mat�ria vai muito al�m do que te diz respeito.
Pronto, Tyler?
Voc� quer que fique "bom" ou "assim est� bom"?
Por que eu insisti para o Dr. Greg mandar esse menino conosco?
CERA PARA DEPILA��O
E a�, mo�a?
Foi mal. O qu�?
Eu disse: E a�?
Tudo bem, eu estou � toa. Comprando umas coisas.
Legal.
Ali�s, meu nome � Josh.
Voc� � a Hazel, n�o �?
Eu sabia. Voc� � amiga da Eva, n�o �?
Eu te vi no refeit�rio hoje.
�. Pois �, � que eu como l�, ent�o...
Tchau, Hazel.
Ei!
Devolva j�!
Venha aqui para n�s tirarmos esse sangue falso.
N�o, eu mesma tiro. Eu j� fiz muito papel de cad�ver.
- Tem certeza? - Tenho.
T�. Use o quanto quiser.
Obrigada.
Voc� � uma guerreira. Muito obrigada mesmo.
Tyler, leve-a at� o carro.
Claro.
Obrigada.
Olha, Ivy.
Me desculpa pelo que eu fiz hoje.
- Com licen�a? - N�o precisa.
Voc�s s�o do Dr. Greg?
Eu sou Joyce. Irm� do Elijah.
- A Gabriela me falou de voc�s. - Minha nossa!
Oi! Eu ia ligar para voc� amanh�.
Eu sou Ivy, essa � a Melissa.
Eu passei quase tr�s d�cadas tentando ser ouvida.
Para as mulheres que finalmente me ouviram, um abra�o.
Venha aqui.
Obrigada.
E quanto a mim?
Eu sou o Tyler, estou por aqui.
Me d� um abra�o, Tyler.
Desculpa, eu estou agitada.
Eu ainda n�o acredito que isso est� acontecendo.
Outra pessoa confessou.
Eu estou t�o agradecida por voc�s terem vindo at� aqui.
Era o m�nimo que pod�amos fazer.
Eu sempre achei que,
se mais gente ouvisse nossa hist�ria, e soubesse o que n�s passamos.
As coisas poderiam mudar.
� um prazer mesmo te conhecer, mas me desculpe,
- me deem licen�a. - Tudo bem. Obrigada.
Oi, o que foi? Eu n�o posso falar agora.
O que foi?
O que foi � que pegaram a sua filha furtando coisa na farm�cia.
Eu j� falei mil vezes que eu n�o estava roubando nada.
O qu�? E ela pegou o qu�?
Espere, me deixe s�...
Pronto, fale para sua m�e o que voc� roubou.
Cera para depila��o.
Entendi. Voc� foi para delegacia?
N�o, o papai est� exagerando.
Sorte sua que a dona n�o exagerou.
Foi naquela farm�cia perto da escola dela.
A dona foi at� compreensiva.
Foi besteira. Foi um mal entendido.
Est� bem, n�s conversamos quando eu chegar.
Eu volto amanh� � noite.
Amanh� ainda? Isso aqui � s�rio, Melissa.
Eu sei, Ben.
Mas � que...
"� que" o qu�?
Melissa, o que �? O que foi?
Ben, eu vou desligar agora, est� bem?
Melissa, espere.
Ivy!
O qu�? Est� tudo bem a�?
Olhe.
Desligue essa c�mera.
Olha, � muito bonito, o empenho, e todo esse ar puro, Gabriela,
mas eu n�o sei o que isso prova.
� a prova de que o Jesperson veio aqui.
� uma prova que tem for�a para voc� pedir reabertura do caso.
O Jesperson tem marca registrada desse s�mbolo?
Porque � o emoji favorito da minha neta, vamos traz�-la aqui.
Sua neta tem um metro e oitenta? Porque aquilo est� bem alto.
E quem � voc�?
Eu sou Melissa. Melissa Reed.
Promotor de justi�a Craig Callaway, � um prazer.
Escute, isso � �timo para o programa de voc�s,
eu entendo, mas, para o caso, n�o vale nada.
Eu trabalharia com isso em uma audi�ncia,
junto com a grava��o da confiss�o de um assassino em s�rie condenado.
Aquele v�deo que me mandou?
Para mim, aquilo ali n�o passa dos del�rios de um lun�tico.
Voc� tem um pula-pula sem nota fiscal que confirme a data da compra
e uma palheta de viol�o de um bar que faz milh�es de palhetas todo ano.
Tenho seis dessas em casa, ent�o eu sou um assassino?
Tem uma testemunha que confirma.
� a filha dele.
A testemunha � a filha de Jesperson.
E se ela estiver disposta a depor?
Eu sou promotor de justi�a h� quase 30 anos.
Eu j� vi muitos crimes e muitas fam�lias.
Eu n�o conhe�o essa mulher, mas, pelo que j� vivi,
quem cresce com um monstro desses como pai
acaba virando um adulto completamente problem�tico.
Do jeito que a internet �,
n�o demora para acabarem descobrindo todos os problemas dessa mulher.
Independente de quais sejam, se usados contra ela,
o depoimento pode ser invalidado.
Tire essa fita de isolamento.
O que � isso?
Pare! Por favor!
Seu pai merece morrer.
Voc� tamb�m merece, vagabunda.
Ent�o voc� � infratora, agora?
Quem te contou?
Seguindo os passos do vov�?
Ent�o � verdade.
E se for mesmo?
Conhece o perseguidor da noite?
- Quem? - Era um maluco, que nem o seu av�.
Meu tio Rafa ajudou a peg�-lo em Los Angeles.
Por isso que eu fiquei obcecada.
Obcecada pelo qu�?
Eu virei f� de hist�rias de crime.
Nos encontre amanh� depois da aula que n�s te mostramos.
Est� bem.
N�s j� estamos a caminho, senhor.
Eu sei, eu entendo, mas n�o faz...
Ent�o n�o tem como?
Tudo bem. Entendi.
N�o. Tranquilo.
Um bom dia para o senhor. Eu que agrade�o.
Mas que merda.
Ei!
O pres�dio cancelou a visita. N�o vamos ver o Elijah.
O qu�? E podem fazer isso?
Foi o Callaway. Deve ser. Foi ele que pediu, n�o foi?
Voc� j� entendeu.
- Oi. - Oi.
Estou morta.
Oi. Fez boa viagem?
Tudo tranquilo.
E a Hazel?
De castigo.
Trouxe presentes do aeroporto para ela.
Ela ganhou um milh�o de presentes de anivers�rio.
Eu sei.
S�o uns chaveirinhos, essas coisas. Comprei para o Max tamb�m.
Enfim, eu tamb�m trouxe...
uma bomba.
O que ser�?
Eu...
pensei em abrir o jogo.
Falar sobre o meu pai.
No programa.
Hoje de manh�, eu conheci o promotor, e o cara � um babaca.
Ele n�o quer nem investigar o que o meu pai disse.
Ele nos impediu de ir ver o Elijah.
Parece que o que ele quer mesmo � executar um homem inocente.
Me desculpa, est� bem? Mas eu acho que eles sabem mais do que voc�.
Ou eles s�o s� homens velhos e brancos no poder
que n�o querem assumir que cometeram um erro enorme.
A advogada do Elijah disse que, se o promotor n�o colaborar,
nossa mat�ria vai ter que fazer mais barulho.
� o �nico jeito de convencer os ju�zes conservadores.
Voc� quer convencer ju�zes conservadores no Texas?
E eu tenho alternativa?
A mat�ria ainda vai sair, vai repercutir, mas n�o o bastante.
E depois, Elijah vai morrer e a culpa ser� minha!
Eu entendo, t�? Entendo queira ajudar esse cara.
- Mas, se as autoridades dizem... - Fodam-se eles.
Eles n�o ligam para gente como o Elijah.
N�o ligam para gente que nem eu.
Quem tem parentesco com assassino � uma pessoa ruim tamb�m,
foi basicamente o que o promotor me disse hoje mais cedo.
Ele n�o pode decidir sobre a vida das pessoas.
Ele fez eu me sentir um lixo.
Foi como voltar � adolesc�ncia. Como se eu fosse respons�vel.
Mas olha s�, eu n�o sou respons�vel pelas a��es do meu pai.
E eu j� me cansei de me sentir assim.
Eu fico tentando desesperadamente esconder esse segredo, mas de quem?
De mim, n�o.
Meu Deus. Hazel, o que voc� ouviu?
Eu j� sabia.
Ouvi o papai no telefone aquele dia.
- O qu�? Por que n�o disse nada? - Por que n�o me contou?
Voc� n�o estava aqui, m�e.
N�o pense que est� livre do castigo por causa disso.
Caramba!
Eu sei que eu estou de castigo! Que se dane!
Voc�s passaram anos mentindo pra mim, fizeram coisa errada tamb�m.
E n�o, eu n�o tentei roubar aquela droga de cera de depila��o,
n�o era para chamar aten��o, foi um mal entendido!
Tudo bem.
Calma.
Filha.
Desculpa n�s mentirmos para voc�.
Sim.
� que...
Foi o �nico jeito que eu achei.
Que seja. J� entendi.
Mas voc� devia ajudar o homem, se puder.
Voc� n�o entende, Hazel.
Deixe-a falar.
Ela n�o sabe o que voc�s passaram.
E n�o guardamos esse segredo � toa, Melissa. Foi para proteg�-los.
Mas n�s n�o estamos mais em 1995.
As pessoas gostam de crimes reais.
Eu contei para uns colegas e eles acharam maneiro.
- Maneiro? - Pra quem contou?
- O vov�. - N�o o chame disso.
- E como devo cham�-lo? - De nada.
Pode ser que eu venha a p�blico,
mas n�o � por isso que voc�s v�o ter algum relacionamento com ele.
N�o sou eu quem decide?
- Nossa. Viu? � isso que queria? - N�o, Hazel.
N�o � voc� quem decide, est� bem?
Ele � um homem perigoso. Um assassino.
Quem � assassino?
Maravilha. Ele tem 9 anos.
- S� nove. - Deixe que eu explico.
- Oi, meu amor, que saudade! - Oi, m�e.
Venha aqui.
Eu tenho que te contar uma coisa e �...
� uma coisa importante, sim?
Sim.
Lembra quando eu disse que meu pai morreu quando eu tinha 15 anos?
Era mentira.
A verdade � que o meu pai foi preso.
E ele ainda est� preso.
O que ele fez?
Ele machucou pessoas.
Pessoas ruins?
N�o, amor.
Quando ele vai sair da cadeia?
Nunca. Ele nunca mais vai machucar ningu�m.
Eu posso pegar sorvete?
Pode. Anda, vai.
Eu...
Eu n�o vou em frente
se voc�s dois n�o estiverem de acordo.
- Eu estou de acordo. - Voc� � crian�a.
- Ela vai ser afetada tamb�m. - Essa � a quest�o.
Ela n�o faz ideia nenhuma de como isso vai afet�-la.
Ent�o, mentir � melhor que dizer a verdade?
Isso � o oposto contr�rio de tudo o que me ensinaram.
Eu concordo.
N�s j� mentimos demais.
J� n�o est� fazendo mais tanta diferen�a.
Para voc�. Mas n�o � mais a �nica envolvida.
N�o � sobre mim!
Agora tem um homem inocente que est� com os dias contados,
e existem pessoas que podem reverter isso e...
E temos que pression�-las, � assim que funciona.
Agora voc� � especialista. � advogada agora?
Sabe, eu ca� de paraquedas nisso.
Estou tentando n�o me esborrachar. Entendeu?
Eu acho incr�vel, m�e.
Obrigada, filha.
Eu acho que voc� viajou muito tempo, ficou longe da fam�lia.
Ent�o voc� voltou trazendo presentinhos e agora,
quer ir na TV se mostrar para o mundo.
Isso descreve a pessoa que voc� quer ser?
Ou isso te lembra algu�m que voc� conhece?
O qu�?
- O que isso tem a ver? - Sua m�e te conta.
Eu vou dar uma corrida.
Ei, venha aqui.
O seu pai s� quer nos proteger.
Desculpe pelo roubo. Eu juro que foi um mal entendido.
Eu sei.
Eu acredito.
Eu vou sair do castigo?
� claro que n�o.
Arrase.
Est� pronta para ir?
N�o.
Beleza, pessoal. C�meras prontas.
Dr. Greg posicionado.
Se preparem para entrar ao vivo em dez segundos.
Vamos prestar aten��o nos cortes.
Tudo certo? Entrou a abertura.
Senhoras e senhores,
vamos receber com muito carinho e aplausos o nosso querido Dr. Greg!
MUSEU DA MORTE DE SEATTLE
Bem-vindas ao Museu da Morte.
Esse � Bob.
Ele adora receber visita.
E a�, Bob?
O nome � homenagem a Robert Pickton,
o assassino em s�rie mais famoso do Canad�.
Ele dava as v�timas para os porcos comerem.
Hazel,
achei que seu av� fosse o assassino em s�rie mais famoso do Canad�.
Quem � o seu av�?
O assassino Happy Face.
- Ele nasceu no Canad�, mas... - Matava aqui.
Eu sei. Tem obra dele exposta aqui.
Tem mesmo?
� por isso que n�s viemos.
N�s podemos entrar?
Heather Richmond foi obra minha.
Fui eu que a encontrei caminhando em uma estrada no Texas aquele dia.
Eu sempre amarrava as minhas v�timas no ch�o da cabine,
para elas n�o se mexerem enquanto eu procurava um lugar para desovar.
Mas eu n�o achei nenhum lugar naquele dia.
E eu me lembro dela batendo de l� para c�
que nem uma boneca de pano l� atr�s.
Enfim, eu deixei a Heather perto daquela ponte
perto do rio Chicory.
Peguei minha carga e voltei direto para Washington para ver meus filhos.
Nossa!
Melissa?
Antes de n�s falarmos dessa bomba que foi essa confiss�o,
e de tudo o que desencadeou dela no Texas,
eu acho que seria bom explicar
por que o assassino Happy Face ligou para o nosso programa, antes de tudo.
Eu quero s� explicar por que voc� est� aqui.
Eu...
Porque ele � meu pai.
Voc� n�o tinha ideia do monstro que morava com voc�?
N�o.
N�o.
Ele vivia fora, viajando.
E, quando ele voltava pra casa era...
o melhor pai do mundo.
Chilliwack na principal, c�mera "A", fica na Melissa.
- Pede para ela falar dessa foto. - Um pai normal, n�o �?
Me fale, onde essa foto foi tirada?
Em Chilliwack.
Em British Columbia.
N�s acamp�vamos l� nas f�rias.
O que voc� e sua fam�lia faziam l�?
N�s faz�amos trilha, nad�vamos, pesc�vamos,
n�s com�amos marshmallows, essas coisas.
- Como qualquer outra fam�lia. - Sei. Claro.
Sim, voc� tem lembran�as muito boas.
Eu n�o vim at� aqui para humaniz�-lo.
Ele � seu pai, Melissa.
Mas eu vim para falar do Elijah.
N�s vamos chegar nele. Com certeza.
Mas essa hist�ria � complexa.
N�s queremos ouvir sua experi�ncia.
Eles querem saber como foi ser criada por um assassino em s�rie.
N�o � isso?
Chilliwack era nosso lugar de paz.
A primeira lembran�a que eu tenho � de l�.
� s� um flash,
mas � minha m�e me segurando
enquanto meu pai sorri para n�s do outro lado do rio.
Voc� amava o seu pai, certo?
Amava.
- E ainda ama? - N�o.
- Melissa. - N�o.
Eu sei que isso � dif�cil para voc�,
mas n�s podemos falar dos crimes do seu pai?
S� o b�sico.
Ele pegava as meninas na estrada, em paradas no caminho.
Ele era agrad�vel, simp�tico.
Agia como uma pessoa confi�vel.
Elas eram mulheres da vida? Prostitutas?
Algumas eram profissionais do sexo, sim.
O sexo virava abuso, estrangulamento,
e ele desovava os corpos em �reas afastadas.
Muitas delas s� foram encontradas depois de muitos anos.
Entendi.
Podemos falar de quando seu pai foi pego?
Uma mulher chamada Louise Nelson.
Coloque a Louise no destaque.
C�mera "A", foco na Melissa.
Ele foi interrogado pela morte dela,
e isso acabou levando-o a confessar
que foram ela e outras sete.
O que fez a Louise ser diferente das outras v�timas?
Ele a conhecia.
Eles namoravam, falavam de casamento.
Eu gostei que ela ia ser minha madrasta.
Eu fui muito burra de acreditar nele.
N�o foi, Melissa. De forma alguma.
Voc� era jovem.
E voc� tinha uma conex�o ela.
Voc�s duas amavam um assassino.
CAMINHOS OBSCUROS
Voc� o achou.
Eu tamb�m desenho.
Nossa, que intenso.
Eu sei.
Ele me mandou um desenho esses dias.
No meu anivers�rio.
Por quanto voc� o vende?
Eu n�o sei se...
Eu pago cem d�lares.
N�o, eu n�o quero vender.
Se mudar de ideia, eu estou bem aqui.
Eu sempre procurei outra obra, mas...
Quando ele posta, vende muito r�pido na internet.
Ele vende?
Da cadeia?
E ele pode ganhar dinheiro desse jeito?
S� burlando o sistema.
Voc� sabe me dizer qual � o problema do promotor Callaway com voc�?
Ele deixou bem claro o que ele pensa.
E o que ele pensa?
No caso de monstros como o meu pai,
que filho de peixe, peixinho �.
Ele disse: "Eu sei que a filha dele
tem problemas que eu posso expor."
Usar.
Ele disse que usaria tudo contra ela em um julgamento,
para invalidar o depoimento dela.
Eu imagino que deve ter sido bem dif�cil para voc�.
Eu estou acostumada.
Na semana passada, um guarda da pris�o me encurralou
e me perguntou se eu era uma perturbada igual ao meu pai.
Que pena, Melissa.
� um dos...
motivos de eu querer vir aqui hoje para fazer a coisa certa.
Espere.
Pergunte se ela tem medo de ser igual a ele.
Que foi? Pergunta v�lida.
Olha, Melissa.
Eu tenho que te perguntar.
Voc� tem medo de voc� ser igual a ele?
Eu nunca machucaria algu�m.
Claro que n�o. Imagina.
Mas eu percebo que toquei em uma ferida.
A minha vida � completamente diferente da dele.
Tenho um casamento saud�vel, um marido que me apoia.
Eu cuido dos meus filhos de uma forma que...
Que meus pais nunca conseguiram cuidar de mim.
Voc� est� quebrando o padr�o do trauma.
Tudo o que eu quis foi uma fam�lia normal e...
Eu quero que meus filhos nunca se preocupem com passar fome,
ou ficar sem teto, ou com um dia terem que visitar o pai na pris�o.
Melissa, voc� se esfor�ou muito para dar para os seus filhos
tudo que te faltou na vida.
Para montar uma vida que parece ser perfeita.
Mas vista de fora.
Mas voc� n�o acha que parte do motivo
de voc� n�o falar do seu pai �, na verdade,
um medo de que, bem no fundo, voc� seja como ele?
Se preparem para as l�grimas.
Ei!
Pegue leve a�.
Voc� que deu a deixa, eu s� aproveitei.
A pessoa que mais amava,
a pessoa em quem voc� mais confiava no mundo,
era, na verdade, um monstro.
Isso fez voc� achar que n�o merecia ser amada,
porque o amor do seu pai por voc�
n�o tinha o poder de impedi-lo de matar.
Isso fez voc� acreditar que voc� foi burra,
porque voc� o conhecia bem, e ainda assim n�o sabia.
E a� v�m os colegas que te agrediam,
o promotor, o guarda da pris�o,
todos que diziam que era igual a ele.
Eles confirmaram uma coisa que voc� j� sabia.
Melissa, voc� tem uma fam�lia linda.
Uma carreira. Uma casa.
Tudo parece muito perfeito.
Mas, acredite, isso n�o vale de nada
se voc� n�o acreditar que � merecedora.
E se eu for igual a ele?
Voc� tem medo disso?
Eu...
Eu tenho medo, eu...
Eu tenho medo, porque...
Eu sou filha dele, e...
Ele parecia ser t�o normal, mas havia um lado dele que era t�o...
T�o obscuro.
E seu medo � de tamb�m ter esse lado?
�s vezes.
� por isso que n�o gosto de visit�-lo. Nunca.
Porque ele consegue ter um efeito sobre mim
que eu sinto que perco o controle.
� como...
� como se ele visse algo em mim que nem eu sabia que existia.
� porque o seu pai te manipula.
Ele conhece seus medos e seu constrangimento.
E ele sabe que voc� ainda o ama.
Mas, Melissa, eu tamb�m te conhe�o.
Voc� � compreensiva, inteligente, voc� � boa e altru�sta.
Se preocupa muito com as pessoas.
Voc� �, sim, filha do seu pai.
Mas voc� n�o � igual a ele.
E voc� nunca vai ser.
Eu sei.
Sabe mesmo? Ent�o voc� tem que falar.
Nunca serei como ele.
Voc�s tamb�m acham, n�o �? Voc�s n�o acham?
Como se sente?
Aliviada.
Que bom.
ASSASSINO HAPPY FACE ALEGA TER FEITO NOVE V�TIMAS
Um ma�o de blues, por favor.
Mais alguma coisa?
ASSASSINO HAPPY FACE ALEGA TER FEITO NOVE V�TIMAS
FILHA DE ASSASSINO HAPPY FACE SE ABRE EM REDE NACIONAL
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com
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