All language subtitles for Aggie Appleby, Maker of Men (1933)Pt.BR

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Original subtitles

Treinando Homens - 1933

Tony, venha aqui! Veja o que acontece!

- Tony! - Que quer?

- Venha, tem uma briga l� embaixo! - Mam�e, eles est�o juntos!

Meu Deus, j� n�o se pode estar tranquila!

V� embora! Fora!

Pela porta dos fundos!

V� embora enquanto possa!

Aqui tem, para que saiba o que � se meter comigo!

- Espere, perdi um sapato. - Pois eu perdi um dente.

N�o.

� que vi tantos pelo ch�o, que pensei que havia algum meu.

Voc� viu como eu derrubei aqueles caras?

Ei, mas o que eu gostaria de saber � como come�ou.

- Por que motivo eu briguei? - J� n�o se lembra?

Brigava por mi honra.

- S�rio? - Sim.

Bem, pois � uma boa raz�o.

N�o sei � o que uma garota como voc� est� fazendo trabalhando em um clube como esse.

Voc� tem que trabalhar em algum lugar, certo?

Uau, que ideia estranha!

Fala como se n�o se pudesse viver sem trabalhar.

Eles usam minha gravata.

Mais dois hamb�rgueres, Sam. Como os de antes.

A casa convida.

� a quarta vez em uma semana, chefe.

V� o que lhe dizia? S� os burros trabalham.

Ei, essa saia � muito legal.

- Que insinua? - Nada, encanto.

Combina muito com voc�.

� uma boa quantia para gastar tudo isso em mim, senhor...

Branahan.

Mas quando uma garota fica louquinha por mim,

costuma me chamar Red.

Est� bem.

Red.

Tudo bem, isso foi quando voc�s se conheceram.

Mas, que lhe comprou desde ent�o?

N�o quero que me compre nada.

Olhe, Aggie, os homens s�o como as �rvores.

Quanto mais os sangra, sabe o que dizem, mais s�bio eles se tornam.

- Quem �? - A Sra. Spence, querida.

Entre, querida!

Como vai, Sra. Spence? Est� �tima, verdade?

Suponho que sabe a que vim.

Sim, claro.

Sinto muito, mas preciso do dinheiro ou do quarto esta noite.

Sim, sim, sim, claro. � como se j� o tivesse no seu bolso.

Muito bem.

Que encanto.

N�o h� nada de que se preocupar.

Red disse que traria a quantia hoje.

deixe-me que lhe empreste alguns d�lares caso voc� esque�a.

Ei, Angel, por enquanto meu trabalho parece est�vel.

Isso � muito gentil de sua parte, mas n�o precisa, � s�rio.

Nunca se esque�a quando promete uma coisa.

- Seria a primeira vez que... - Sim, j� sei.

N�o h� maus momentos.

N�o se preocupe comigo, com certeza que traz a grana.

Sabe, trabalhou uns dias de gorila em um antro.

Mas eles o demitiram porque ele foi longe demais.

� t�o forte, Sybby. Deveria v�-lo.

N�o, obrigada. Sou muito delicada.

Bem, espero que tudo corra bem com os clientes que voc� conquistou.

N�o me diga que Red foi trabalhar.

Pois sim, mais ou menos.

Tem alguns dados que s� d�o 7.

Ele mesmo os experimentou.

Bem, � melhor voc� ficar de olho com isso de lidar com dados viciados.

Mas tamb�m n�o vou bater em voc�. se n�o estiver preocupada.

Deus sabe o que me custa ganh�-los limpando esses quartos.

E que voc� diga.

J� sei que � dif�cil, com o seu Rosco desempregado e um filho para cuidar.

Mas, finalmente, � um trabalho.

Gostaria de encontrar um em que pudesse trabalhar sem me cansar.

Bem, por enquanto estou bem com isso.

Mas n�o � uma moleza. Eu tenho um hor�rio de loucos.

Tem muitos atores b�bados que s� se levantam � tarde.

Uau, isso pode ser divertido! N�o h� nada al�m de atores?

N�o, mulher, tamb�m h� pessoas decentes.

Mas sabe que o nome � o que atrai os atores.

O Bom Ton Chambers est� bem, certo?

Demais para meu corpo.

Bem, pois vou indo. Algum dos atores

deve ter se levantado. S�o quase 16 horas.

Normalmente ficam na cama at� que entro.

Eu acho que eles querem me fisgar pela minha beleza fatal.

- Ol�, querida! - Red!

Ol�, Sybby. Como vai a menina?

Bem, j� estou aqui. Eu tenho me divertido.

Como eu estou farto!

Olhe minhas m�os, sabe como fiz isso?

� uma marca de boca. A mordida de um policial.

Nem tive tempo de cont�-los, mas como os sacudi.

- Mas Red, olhe seu olho! - Que tem meu olho?

Que golpe! Veja que golpe.

Bem, isso n�o � nada. Voc� deveria ter visto a pol�cia.

- Havia 6, pode ser que 8. - Espere, Red, acalme-se um pouquinho.

Sente-se, deixe p�r algo frio no olho.

Vamos, cara, voc� me toma por uma borboleta?

Ou � que eu n�o estava em forma? Em plena forma!

Voc� nunca viu nada parecido. Eram 8 e os deixei pregados na parede.

Sim, eu imagino, como moscas. Uns 10.

- Pode ser que at� 12, e depois... - Digamos 13, est� bem?

Odeio lhe tirar de seus sonhos, mas me diga a verdade.

- A verdade de qu�? - Trouxe o aluguel?

Que lhe parece esta? Esqueci da grana.

E dos dados. Mas por Deus, esses tiras

entraram t�o r�pido que nem me deu tempo de...

Tenho que ir.

Deixarei isto aqui, Aggie. J� sabe, por se acaso.

Bem, at� logo, Sybby. Nos vemos por a�.

Sim, nos vemos por a�.

Voc� estar� em baixo e eu estarei em cima.

At� logo, Sybby. Muito obrigada.

Adeus, Aggy.

Que deixou?

Opa! Dois d�lares! �timo!

E sei onde conseguir que se transformem em 100.

� melhor n�o ser com estes, Red, a cabelos de anjo de baixo

seja s�rio, disse a ela que traria o aluguel esta noite.

Mas se eu tivesse, encanto. N�o foi culpa minha.

Cheguei a ter at� 50 d�lares diante de mim.

E ent�o apareceram os tiras.

Um dos caras agarrou o pano e saiu voando.

E a� eu fiquei com as m�os vazias.

Por que n�o saiu correndo antes?

Quem? Eu? Correndo?

Oh, Aggie! Essa foi boa!

Red Branahan ficando com medo de alguns policiais.

De uma forma de merda!

Muito legal, ent�o voc� n�o � idiota.

Sente-se, darei uma olhada nesse l�bio.

Se for um desejo.

Precisamos de iodo.

� melhor mascar tabaco.

- Ah, boneca! - Sim, Red? Que foi?

Acabou de me ocorrer.

Esses caras sem vergonha levaram meu dinheiro!

S�o uns trapaceiros! E ainda por cima, os tiras tentando me bater!

Em mim! O cara legal que acabam de limpar!

Droga, que pol�cia!

Que gentalha, deveriam dissolv�-la.

N�o fez o que p�de?

N�o � a miss�o de sua vida?

J� come�a outra vez a se meter comigo.

Agora me preguntar� por que n�o procuro um trabalho.

Que nada, n�o vou me meter com voc�.

Mas pensei que, com sua personalidade,

� um cara que poderia chegar muito longe.

Sabe o que aconteceria?

Que conseguiria que me nomeassem presidente, e n�o tenho tempo para isso.

- Esse da� � Branahan. - Sim, eu o conhe�o.

Branahan, desta vez lhe pegamos.

- Voc� vai se comportar? - Sobre o que, idiota?

Mas se n�o distinguiria a minha av� de uma Coca-Cola.

- Muito bem pessoal, vamos nessa. - Espere, deixe-me falar com ele.

Voc� leva embora, ou estes lhe dar�o.

Red, tem que ir com eles. S�o muitos.

Ou�a-a, Branahan. Voc� n�o tem sa�da.

Fui buscar estes rapazes especialmente para este assunto.

Sim? E de onde voc� tirou esses gordinhos?

Querida, esta noite jantaremos tiras grelhados.

Red!

- J� chega! Ouviu-me? - Caramba, Aggie, voc� me...

Ou vai com eles, ou terminou, ouviu?

Terminou para sempre.

Que pode fazer com esta?

Est� bem, eu vou.

Vamos, vamos antes que me veja acariciando voc�s.

Vamos!

� que n�o podia lhe ver ferido, Red.

S�rio, n�o poderia. Seria um crime.

- Suponho que tem raz�o. - E por favor, Red,

comporte-se bem para que lhe deixem voltar logo, est� bem?

Claro, vou tornar isso t�o dif�cil, que

adorar�o quando for embora.

- At� logo, querida. - At� logo.

- Muito bem, rapazes, levem-no. - Vamos, Branahan.

Vamos, n�o ponham as m�os nos bolsos.

- N�o v�o demorar muito, verdade? - Senhora, eu n�o o condenei.

O juiz ver�, hoje mandou 3 bons policiais ao hospital.

Deveria pegar uma boa por isso.

Claro, que azar que tem!

Suponho que ter� o dinheiro.

Bem, por que n�o chegamos a um acordo e vou lhe dando isto?

Ficarei como adiantamento, mas n�o � suficiente.

N�o vou reclamar com voc�, mas

imaginar� que n�o tenho onde dormir.

� que eu tamb�m tenho que pagar meu aluguel.

Isso significa que tenho que ir? Est� bem.

N�o me importava de dormir em garagens,

mas n�o podia dormir.

Por que os homens n�o nascem sem m�os?

Ainda est� em cana?

- Quanto tempo resta? - N�o sei.

Em todo caso, est� melhor que voc�. Ele ao menos come.

Mas se engordei ultimamente. Devo controlar minha silhueta.

De verdade, n�o sei que fazer, Aggie.

N�o posso lhe levar para casa por culpa de Rosco, j� sabe.

Mais m�os.

Sybby, que est� fazendo?

Estou falando sozinha!

Qu�? Outra vez? Acorde!

� a patroa, � melhor irmos para cima.

Aonde me leva? Ao telhado?

N�o sei, mas n�o podes continuar assim. Parece meio morta.

Com que me deixe 10 minutos e feche os olhos.

- Vou parecer uma princesa para voc�. - A ver...

Este cara foi embora para toda a tarde.

Esconda-se aqui e durma umas horas.

Enganei-me. Nossa, eu me pergunto...

- Bem... - Oh, garota. �timo!

Vou botar o despertador para 17:30

para que te d� tempo de fazer a cama.

Bem...

Vem algu�m!

Fique ali at� que eu lhe diga.

S� vim alisar um pouco os len��is.

Lembrei-me de que quando fiz a cama

devia estar pensando em algo e deixei uma ruga.

N�o suporto que tenha rugas. E voc�?

- Bem, eu... - Meu Rosco sempre diz que

se voc� n�o tem rugas para come�ar, por que vai p�r uma?

N�o � engra�ado?

Sim, bastante. Muito obrigado.

Passei para ver se tinha correspond�ncia, mas vou embora logo.

Quanto me alegro. Estar� fora muito tempo?

Bem, acho que sim. Estou procurando trabalho.

Espero que encontre um Estar� procurando at� as seis?

Bem, eu havia pensado at� as cinco.

� melhor que insista at� as seis.

Meu Rosco sempre encontra seus empregos por volta das seis.

Ou inclusive mais tarde. Passa o dia todo procurando.

E justamente quando ele n�o aguenta mais, ele os encontra.

Entre seis e sete.

Bem, ent�o � melhor que fique at� as seis.

N�o, n�o. Talvez voc� seja um daqueles que os encontra as 8.

O melhor � que v� e procure at� as seis, mais ou menos.

Acho que tem raz�o, obrigado.

E se chegar uma carta com letra de mulher...

Colocarei por baixo da porta. Boa sorte.

Sim. Sim.

Aggie?

Finalmente consegui expuls�-lo at� as seis.

Oh, Deus, n�o era mais que um passarinho.

E me pareceu como um p�ssaro bobo.

Finalmente uma cama.

A vida come�a e termina em uma cama.

Sim. Pouco mais.

Deus, que esc�ndalo!

- Quem anda a�? - O p�ssaro bobo.

Calma, encontra-se entre amigos.

Este � seu quarto, n�o?

Sim!

Voc� queria voltar a estas horas, claro.

Voltei antes do previsto porque estou esperando uma carta.

E se encontra com um cart�o-postal na cama.

Eu explicarei tudo, mas n�o conte a ningu�m,

poderia causar um esc�ndalo social.

Ainda que n�o pare�a, sou de uma das melhores fam�lias de Nova York.

J� ouviu falar dos Appleby?

N�o, parece que n�o.

Bem, � antiqu�ssima. Tanto que j� cheira mal.

Mas estou na rua.

- Na... - Sim, sem um centavo.

Sinto muito! � um problema, n�o?

- Estar sem um centavo? - Deve ser muito inc�modo.

Mas estou pensando nessa fam�lia t�o fina e t�o antiga.

Todo mundo espera tanto de voc�.

- Eu sei. - Vamos, voc�?

Sim. Meu sobrenome � quase uma institui��o do Estado.

- Qual �? - Schlump.

N�o sei se ouvi bem. Schlump?

Schlump.

Bem, em qualquer caso, estamos em sintonia.

Adoniram Schlump.

Sinto muito, mas n�o parece como deveria.

Diga-me, � verdade sobre o sobrenome?

Claro. Politicamente sempre fomos poderosos.

Senadores, governadores... Inclusive, meu pai provocou a elei��o

de um Presidente e seus dois irm�os foram � guerra.

Eram coron�is. Morreram em combate.

Foram confundidos com inimigos?

Morreram como her�is.

Muitos Schlump morreram como her�is.

Voc� n�o corre esse perigo. Para nada.

Esperavam bastante de mim, mas... Mas sou um pouco...

Tenho certeza. Tentou com estimulantes?

- Normalmente na primavera. - N�o leve a s�rio.

S� estava brincando. Eu nasci na rua.

Oh, isso � horr�vel! Sinto muito.

Que sente? N�o foi culpa sua!

De qualquer forma, obrigada por me emprestar o ber�o.

� melhor eu sair, ver se consigo algo quente.

Preferiria que n�o fosse, Srta. Appleby.

Sinto-me culpado por sair com esta chuva.

Ou�a, sente-se culpado porque chove e por onde eu nasci,

acabar� confessando que voc� provocou a Grande Depress�o.

Deixe, � in�til.

Mas n�o posso evitar pensar que � culpa minha.

- Poderia ficar para jantar. - Jantar?

- Alguns sandu�ches de carne. - Isso � melhor que um chiclete!

E h� uma garrafa de leite no parapeito da janela.

N�o � muito, mas tenho que economizar.

N�o me diga que tamb�m se arruinou.

N�o, n�o, para nada. Em absoluto.

Mas � que quero viver por minha conta at� que encontre um trabalho.

Mas me parece muito dif�cil. De fato, estou em meus �ltimos 500.

- D�lares? - Sim.

Bem, tenha cuidado, n�o v� morrer de fome.

Ou�a, por que n�o cozinha ali?

N�o sei cozinhar. Minha av� nunca me deixou entrar na cozinha.

- Quem? - A que me criou.

Veja, meu pai morreu antes de eu nascer.

Por qu�? N�o p�de lhe suportar?

E minha pobre m�e faleceu quando eu tinha um ano.

Nossa, toda sua fam�lia se rendeu sem condi��es!

E sua tia? � casada?

N�o, a v� nunca se ligou nisso de casamento.

Quer dizer que nenhum homem a ligou nisso.

Chega de roupa suja.

Os sujos acabaram com os Schlump.

Como?

Olhe, preste aten��o. Acredite em mim.

Nenhum vencedor foi criado por sua velha tia.

Eu esqueci!

Tinha que ir embora antes de que voc� voltasse,

mas isto foi uma sorte.

Tem um cigarro?

Desculpe, s� fumo cachimbo.

Nunca provei cigarros.

Deve ser uma das tradi��es familiares.

H� pessoas que chamam inibi��es mas acho que tradi��es soa melhor.

Por exemplo, a carta que estou esperando.

Essa � uma das tradi��es?

N�o, mulher, s� isso.

Ela se chama Evangeline. Estou esperando uma carta dela.

Estamos noivos. Sua fam�lia e a minha est�o t�o unidas...

J� sei. Como unha e carne.

Evangeline � a raz�o por que vim a Nova York.

De repente, pensou que seria melhor eu sair de casa.

- E de tia. - N�o, n�o, n�o.

- Ela e a tia se d�o muito bem. - Com certeza.

Posso imaginar roendo o mesmo osso.

Talvez eu devesse ter contado sobre Evangeline antes.

Suponho que haver� um homem em sua vida.

Claro, claro.

Por isso estou aqui. Est� fora.

Fora da cidade?

Bem, por que n�o deixarei de lhe contar mentiras?

- Est� na cadeia. - Na cadeia?

Sim, veja, � uma esp�cie de v�tima.

Um cara especial. Com ideais.

Entendo.

- Um m�rtir da causa. - Sim, isso mesmo.

� um homem reformador, quer transformar a pol�cia.

Lutar pela causa. Magn�fico.

Quanto gostaria de ser assim.

� famoso? Talvez eu o conhe�a.

Olhe, por raz�es de seguran�a, vamos cham�-lo de Doutor X.

Eu o invejo. � um homem de sorte se lhe inspira.

Imagino que esteja de acordo com seu trabalho.

Claro, claro.

Passei muitas noites acordada por culpa dele.

N�o ir� sair assim, com esta chuva.

Por que n�o?

Ficaria sentido se adoecesse por culpa de minha falta de hospitalidade.

Essas s�o grandes palavras. N�o entendo o motivo, mas se insiste.

�timo. Fique � vontade. Voc� est� em sua casa.

Est� bem, Schlumpy.

Alguns destes discos s�o divinos.

- Ouviu a Quinta de Beethoven? - Sequer cheguei � primeira.

Wagner, Mendelssohn, Mozart, Haydn...

Ou�a, n�o ter� um pijama a mais, verdade?

Qu�? Bem, eu...

Eu... Veja.

Um momento.

Tome, tome.

Que houve?

Estava me perguntando que

pensaria o Doutor se soubesse que se encontra aqui.

Bem, acho que ficaria feliz por eu ter um lugar para dormir.

As pessoas j� n�o s�o t�o bobas como antes para algumas coisas.

H� uma carta registrada para voc�!

- Acaba de chegar. - Obrigado, muito obrigado.

- Ol�, Sib. - M�e de Deus!

� de Evangeline!

- Espero que n�o se importe se... - N�o, homem, n�o!

N�o se preocupe comigo.

Eu dormirei aqui mesmo.

Talvez eu leia v�rias vezes.

Assim a luz n�o lhe ofuscar�.

Uma grande ideia, sim.

Esta noite tenho os olhos muito castigados.

- Boa noite. - Boa noite.

- Que tal anda? - Esteve muito ocupada.

N�o me diga. Tanto como voc�?

Muito mais. Horrivelmente ocupada.

Meu Deus!

"Meu Deus" N�o posso aguentar.

Pode cuidar dos quartos de Schlump.

- Bom dia, Schlumpy. - Faz uma manh� linda!

Sim, muito suculenta.

Veja que lhe faltam seis paus do bolso. Aqui est� o troco.

Perguntava-me aonde havia ido.

Ei, � melhor voc� vestir alguma coisa.

Parece um desses que vagueiam pelas florestas.

Meio homem, meio coruja.

N�o esperava que voc� tivesse tantos problemas.

Bem, tenho que comer, n�o? Vou embora assim que tomarmos caf�.

Suponho que dormiu com a carta debaixo do travesseiro.

- Como sabe? - Que importa?

A prop�sito, eu lhe trouxe um jornal para que veja os an�ncios.

Que gentileza!

Esta manh� tenho a impress�o que a deusa da sorte vai sorrir para mim.

Bem, n�o deixe qualquer pelancuda sorria para voc�, querido.

Porque n�o do tipo.

Ponha na cadeira.

- Que ponha o qu�? - Seu cabide, homem.

� que n�o compreende seu idioma?

Aqui tem o jornal. Agora feche os olhos.

e coloque o rabo no burro onde voc� acha que h� um.

- Quer dizer que... - Que procure emprego.

Voc� como pede trabalho? Que diz?

Pois n�o sei a verdade. Nunca me deixam acabar.

Quero dizer, sobre a fam�lia.

Talvez n�o queiram contratar uma fam�lia inteira.

Que dizem sobre voc�?

Normalmente, come�o me desculpando.

por lhes perder tempo.

Com isso com certeza que se sentem muito � vontade.

E depois falo da minha experi�ncia.

O homem de ontem precisava de um caminhoneiro.

Disse a ele imediatamente que n�o sabia dirigir caminh�o.

De verdade, n�o entendo como � que est� sem trabalho.

Talvez eu seja muito sincero.

Sabe, talvez se possa fazer algo com voc�.

Precisa se meter em algum lugar, n�o?

- Sim, seria conveniente. - Sabe o que lhe acontece?

- Mais ou menos, eu suponho. - Sim.

Primeiro, deixe de falar como um bobo.

Use palavras com garra, homem.

Ouve? Este � meu ritmo.

E o seu desde este momento.

- Quem lhe p�s esses �culos? - A tia.

Eu imaginava. Venha, ponha aqui, vamos.

Quantos dedos v� aqui, querido?

- Um. - Bem.

Olhe-se um pouco, olhe sua roupa.

Aonde acha que vai? A uma prociss�o?

Sabe o que vai fazer?

Vai investir alguma grana em um equipamento adequado.

E falar como qualquer cara.

- Appleby... - Afaste-se, temos grandes projetos.

A m�e que me trouxe... Ei!

Espere um segundo, deixe-me dar uma olhada.

Vire-se.

N�o, tire isso e o chap�u.

� isso, e n�o penteie o cabelo at� que haja ninhos.

Tire isto tamb�m.

N�o. Eu sei, espere.

Venha c�.

� isso, este � o toque.

Agora atravesse a rua e consiga esse emprego.

Um momento, acha que conseguir� um bom emprego chamando-se Schlump?

Mas se � meu sobrenome!

Eu sei, mas n�o lhe conv�m. Vamos a mudar.

Imposs�vel, meu av� se reviraria em seu t�mulo.

�timo, assim estar� entretido.

- Branahan! Est� �timo. - Branahan?

Sim. Branahan. Red Branahan.

Red Branahan?

- Mas eu n�o sou ruivo! - Supere seu cabelo!

N�o � por seu cabelo, � por sua atitude.

Red Branahan.

- Acha que servir�? - Com certeza.

Com esse nome voc� consegue em todos os lugares. Tente balbuciar.

Red Branahan. Que lhe parece?

Resulta que me d� autoconfian�a.

Tomara! Digo, �timo.

Vamos l�, eu falarei.

- Que querem? - Este senhor deseja um emprego.

N�o sabe falar sozinho?

� que quando ele fala, ele se mete em encrencas.

Como voc� se chama?

Red Branahan.

- Red Branahan? - Sim.

Entendo. Esperem um segundo.

Ei, chefe!

Sabe quem acaba de me pedir trabalho?

- Branahan. - Branahan?

Red Branahan, o cara que esteve derrubando policiais?

Acha que poder� manejar o time de brutamontes que temos?

Eu lhe digo. N�o tem que deixar ir embora.

- Branahan? - � este.

Preciso de um chefe de equipe. Acha que pode?

Que se pode?

Come�a amanh� de manh�. Pago 30 d�lares semanais.

- Bem, eu... - Bem. 35.

Est� bem, neg�cio fechado.

Muito obrigado.

Eu serei amaldi�oado.

Carta devolvida. N�o deixaram endere�o.

As galinhas n�o ficam quando o galo vai embora.

Tenho que sair daqui.

Mais alguns e me atrevo at� com �Mae West�.

Certamente t�m o seu efeito.

� o que precisa para lhe dar coragem.

Isso � algo no que sempre acreditei.

Coragem, valentia, coragem.

N�o me diga.

Schlump morreu.

Sim? Nossa!

Vamos, garoto, vamos tomar um ar.

Gar�om, a conta!

- Isto � para voc�. - Cinco Bonnies!

N�o prefere dar um e uma promessa?

- Schlumpy. - Sim?

- Que tal a cabe�a? - D�i um pouco.

Mas suponho que � parte da gra�a.

Esse � um modo de ver isso.

Tem que se divertir de vez em quando.

- Nunca se divertiu, verdade? - Diverti?

Claro que sim,

...com minha m�sica e com meus livros. - Sinto ter tocado no assunto.

Ei, isso � horr�vel. Ele me d� dor nas costas.

Que cadeira de rainha.

Sinto muito, n�o tinha percebido.

Obrigada.

Em que pensa?

Pensava se seria boa ideia ignorar essa chance.

- Que chance? - A da manh�.

Esse lugar na empresa de constru��o.

- Voc� est� brincando? - N�o, s�rio.

Depois do que organizei por voc�?

- � que... - Sim, eu vejo.

- Uau, essa � muito boa. - O qu�?

Pois estar com voc�, n�o sei nem para qu�.

Com certeza que se pode encontrar algo melhor no mercado.

E aqui estou, livre.

Livre e presa a um quatro olhos que n�o consegue atravessar um quarto

sem se bater nos m�veis que sempre existem

desculpando pelo que n�o fez.

Est� bem, comportou-se bem comigo na noite e n�o esqueci.

- Ei, Agnes, � que... - Que disse?

- Veja, ia dizer que... - N�o, como acaba de me chamar?

- Agnes. - Agnes.

Tinha esquecido que � meu nome de verdade.

Soa bem quando voc� diz. Diga outra vez.

Agnes.

Ei, talvez voc� devesse se tornar um poeta, Schlumpy.

Eu tentei, Agnes, mas

segundo Evangeline, minha noiva, esse � meu problema.

Voc� tem que ficar chateado! Mais que cara!

Retiro o de poeta. � um bobo.

- Mas Agnes, eu... - Um bobo. Volto a repetir.

Aqui estamos, em um lugar perfeito. N�o h� nem uma alma em nossa volta.

Sou a �nica garota que tem perto, querido.

E voc� falando de outra. Dessa que deixou atr�s.

Que ela tem que eu n�o tenho? Pode-se saber?

- Pois... - N�o sabe.

- E que � o que sabe? - Soube beij�-la?

Ou como peg�-la em seus bra�os?

Ou dizer a ela que voc� estava apaixonado?

Aposto um bom dinheiro que isso n�o acontece.

Aposto que se voc� me beijasse agora,

ganharia um beijo de vadia gorda.

- Bem, Agnes, eu... - Oh, Schlumpy.

Quando me chama Agnes, eu fico...

� um motim! Tire-nos daqui!

- D�-me um ajuda, vamos! - Vamos, abram, vamos!

Vamos, saiamos daqui!

Saiam do caminho, tiras! Eu adoro!

Vai saber o que � bom!

Muito bem, rapazes! Levantem as m�os!

Bom trabalho, Branahan. Isto lhe tirar� algum tempo.

- Tirar-me tempo? - Claro, nos ajudou muito.

Vamos, rapazes, levem-nos outra vez para as celas.

Ora, rapazes, pensei que eram tiras!

Vamos, crian�as, n�o vamos lanchar.

Assim que esse cara me descreveu Red Branahan.

E n�o pode ser aquele idiota.

Convenceu-me de que sempre teve raz�o.

� um impostor e um molenga, e eu vou provar isso.

Bem, deixe que combine com voc�.

- Que houve, de f�rias? - E que lhe interessa?

Mexa-se ou n�o vai durar muito no emprego.

E quem � voc� para dizer isso? Branahan?

Sim, Red Branahan! V� em frente ou vai descobrir.

Afaste-se, hesitante!

Machucou-se?

Nunca se meta com Branahan.

Vamos, voltem ao trabalho.

Sabidinho!

- Ol�, querida? - Red!

Seu olho! Voc� brigou?

Bem, n�o foi uma grande briga. Ele me chamou hesitante

e mais alguns se inscreveram, mas eu cuidei deles.

Eu dei a eles o que procuravam. Nos narizes de todos!

- Aconteceu isso. - Mas que incr�vel!

Droga, espere, vou colocar um pano frio no seu olho.

Ei, Red, fez muito bem.

Sente-se.

Mas se n�o foi nada.

Sabe, Agnes, tudo isto parece t�o extraordin�rio.

J� n�o tenho medo de nada. Sou um homem novo.

Agnes, quando penso em tudo o que fez por mim.

- Besteira, esque�a. - N�o, n�o posso esquecer.

Estive pensando nisso o dia todo.

E tamb�m estive pensando em outra coisa.

- Em qu�? - Temos que nos casar.

Ficou louco? Por que quer que nos casemos?

Pois, porque... Bem, porque...

Isso � um detalhe por sua parte, mas acho que se engana um pouquinho.

Sei o que pensa. Esque�a isso.

N�o, n�o, Agnes. N�o queria dizer isso.

Digo que quero me casar com voc�, porque eu...

Bem, porque... Porque eu...

Que acontece com a garota que deixou em casa?

Mas se j� nunca penso nela.

Bem, quase nunca.

Olhe, somos diferentes. Eu mudei muito.

Por exemplo, estive com o Doutor.

Mas isso n�o importa nada em absoluto.

Eu fui o que voc� chama de anjo,

talvez porque n�o tive a chance de ser outra coisa.

N�o pensemos nisso. Amanh� pedirei a tarde livre e...

Nem falar.

Que est� dizendo? Como que nem falar?

Se passo o dia todo pensando em voc�.

Quando n�o estou com voc� e n�o paro de lhe ver...

- Pensa em mim de verdade, Red? - Claro que sim.

Eu lhe vejo sentada em casa esperando que eu chegue e lhe d� um beijo.

- E em meu aspecto e em minha voz? - Tamb�m, e em como me abra�a.

E em como lavar�amos os pratos juntos e depois ir�amos ao cinema.

Ou se sentar aqui em meu colo. Penso mais nisso.

E em como me amaria ao abra��-lo com for�a.

� isso, sabia que compreenderia.

Sim.

Acho que compreendo.

Ent�o, Agnes, casar� comigo?

Bem...

Deve ser Sybby. Entre, n�o est� trancada.

Ol�, Sybby. Como vai?

- Bem, muito bem. - Que houve, Sib?

Que estou esgotada, como sempre.

Tenho unhas brancas e tenho menos energia que um molusco.

Talvez eu seja uma "eunuca".

Tenho todos os sintomas.

- Quer dizer uma "an�mica". - Sim, ser� isso.

D�-me o copo d'�gua?

Claro, agora mesmo.

Fa�a que v� embora.

Red, n�o poderia ir � farm�cia

para comprar para Sybby uns sais arom�ticos.

- Que h� de errado? - Comigo?

Acho que o cora��o me falha.

Muito bem.

Que aconteceu? � Branahan?

Sim, ele saiu. Deveria ter visto.

Chegou feito uma fera. Disse que n�o sabia nada de voc�.

Voltou �quele quarto.

Que vai fazer?

N�o sei.

Pode ficar aqui com Schlumpy tudo o que quiser.

N�o me diga que est� pensando voltar com esse bruto ignorante.

N�o diga essas coisas dele. N�o � mau sujeito.

Comigo se comportou bem. Sim, e � um homem.

Bem, n�o parece que Schlumpy seja uma mulherzinha de sua casa.

�s vezes fico a pensar na maneira

que Red tem de entrar em um quarto, como um raio.

Enorme e todo vermelho. N�o sei.

Escute, se n�o ficar com Schlumpy,

� que n�o sabe o que � bom.

� que n�o entende. Um segundo antes que chegasse,

ele me pediu que nos cas�ssemos.

Aggie! Ou seja, que n�o vai se casar.

N�o, por nada.

Mas Aggie, n�o seja rid�cula. Um dia desse chegar� a ser algu�m.

- E voc� estar� com ele. - Eu sei por que ele me perguntou.

Ele pensa que est� apaixonado por mim, mas n�o percebe.

N�o distingue.

Est� apaixonado por uma senhora de sua cidade.

Essa Evangeline. Bruxa corajosa.

Ent�o vai ter de deixar essa senhora para que se case com ele.

Bem, acho que isso � muito gentil da sua parte.

Mas se eu estivesse no seu lugar, diria: �Dane-se a, Evangeline�.

N�o me venha com essa. Estou pensando em mim mesma.

Bem, eu me caso e como voc� diz, chegar a ser algu�m.

Por exemplo, chegar a ser senador.

Que pare�o eu para ser mulher de um senador?

Seria a ru�na do pa�s. Ou seria sua ru�na em todo caso.

N�o tenho tanta cara.

Aggie, est� apaixonada por ele?

N�o sei.

Eu acho isso.

Ent�o n�o est� apaixonada por Branahan!

N�o sei.

Quer dizer que est� apaixonada pelos dois?

- � que n�o posso? - N�o, n�o pode.

Ou seja, uma mulher pode se apaixonar por dois homens,

mas n�o ao mesmo tempo.

Pode acreditar que sim, mas um deles n�o es mais que indigest�o.

Ei, notei que voc� toca muito essa m�sica legal.

Sim, cheguei a gostar.

- Ela me anima. - Oh, Aggie.

Est� enganando a si mesma,

na verdade, est� apaixonada por Schlumpy.

- Aqui est�o os sais arom�ticos. - Obrigada.

J� estou melhor!

Bem, tenho que ir.

- Muito obrigada. - De nada.

Que aconteceu com seu olho?

N�o � �timo? Est� aprendendo a usar suas patinhas.

N�o me parece que seja um emprego adequado,

se ele descobrisse que isso aconteceria com ele.

Ei, meu Rosco sabe onde h� um bom emprego.

- Gostaria de saber, Red? - Red j� tem um bom emprego.

Claro.

Sim, bem, mas este � especial. � �timo!

� em uma grande joalheria. Precisam de uma esp�cie de supervisor.

Supervisor? N�o lhe conv�m.

Bem, n�o � exatamente um supervisor.

� mais um vigilante. Veja, Rosco diz que � dif�cil para eles

encontrar algu�m, porque todos os que podem lutar

t�m o nariz chato ou as orelhas deformadas.

E os que t�m boa apar�ncia costumam ser delicados.

E pagam 50 por semana.

Digo que est� muito bem onde est�.

Sim, mas...

Quem pode ser?

- N�o pode ser Sybby. - N�o, n�o posso ser eu.

Tia! Evangeline!

N�o vai nos deixar entrar, Adoniram?

Eu... Sim, entrem.

- Ol�, Evangeline. - Ol�, Dom.

Bem.

- Esta �... - A empregada.

A empregada.

- E esta �... - A outra empregada.

Essa apresenta��o dos empregados servos � nova, n�o �?

Sim, � que isto � um pouquinho diferente.

- Estas senhoras n�o s�o... - N�o s�o.

Adoniram, seus olhos! Onde est�o seus �culos?

Bem, veja.

Veja, decidi que podia ver perfeitamente sem �culos.

Qu�? Onde est�o?

Dei fim a eles.

A s�rio? Quanto me alegro!

- Evangeline, por favor. - Perd�o.

Bem, Adoniram, eu posso assumir o fato de que n�o est� feliz em me ver.

Mas tenho certeza de que Evangeline espera que...

N�o espero nada. N�o t�nhamos que vir sem avisar.

Eu tive que convenc�-la a vir.

Espero que n�o tenham esquecido que est�o noivos.

- N�o vai dar um beijo? - Oh, pois sim. Sim.

- Claro. - N�o se incomode.

N�o, n�o � inc�modo. N�o � inc�modo.

Isso n�o o incomoda.

Por um momento, pensei que havia mudado.

Mas � o mesmo beijo fraterno de sempre.

Diga-me de verdade que aconteceu com seu olho?

� por ir sem seus �culos?

Por favor, diga-me que brigou!

Bem, n�o foi uma grande briga.

- Uma briga? - Um dos homens...

- Que homens? - Os homens que dirijo. Oper�rios.

Adoniram, n�o vai me dizer que est� em contacto com oper�rios!

Bem, este entrou em contato comigo,

ent�o eu tive que quebr�-lo.

Ent�o foi uma briga!

- Eu o deixei ca�do. - � �timo!

- � maravilhoso! - � horr�vel, querida.

Disse que aconteceria isso se viesse a Nova York

sem a influ�ncia protetora de uma mulher.

Adoniram, de onde saiu isto?

� da empregada.

Espero que seja verdade.

� um pano para limpeza.

Olhe, mais panos para limpeza.

O rapaz do interior passa bem na cidade.

- De onde tirou a coragem? - Adoniram, diga-me que n�o verdade.

� que h� muita poeira aqui.

Assim que � verdade. � verdade!

- Que � verdade? - O que Alice Wayne disse.

- Disse que se sa�sse de casa. - Que disse?

Que havia lhe visto em um antro, b�bado.

E al�m disso estava com uma mulher. Uma vulgar...

- Aggie! - Vou pegar uma p� de lixo.

Era essa a mulherzinha em quest�o? Acaso � v�tima de semelhante...

- Cale-se! - Adoniram!

Eu disse que se cale!

Sim, � essa mulher. E est� aqui h� semanas.

E eu tamb�m levo semanas. Semanas, compreende?

E quer saber por qu�? Porque eu a amo. Por isso!

Fez muito mais por mim que voc� ou qualquer outra pessoa no mundo.

Eu era como o pequeno pr�ncipe. Um tolo, um molenga.

Mas ela me transformou em um homem.

E isso � mais do que voc� fez. E por isso estava aqui!

E por isso eu tamb�m estava aqui.

E se acha que vou embora e deixar de am�-la,

...est� mais louca que... - Adoniram!

Boa digest�o, querida tia.

Evangeline, aonde vai?

Quero conhecer essa garota. Nos veremos no hotel.

�gua, Adoniram. �gua.

Est� l�, sirva-se voc�.

N�o sabia que fosse voc�, sinto muito.

N�o preste aten��o � tia. Ela est� estragando tudo h� muito tempo.

- Talvez agora ela esteja certa. - N�o.

E Adoniram � a prova.

N�o sabia por onde come�ar com ele.

fez um trabalho magn�fico.

Agora sei que vale a pena.

Sim, ele valer� a pena,

mas aquela sua tia eu sei no que ela acredita.

Suponho que � l�gico.

Mas ela n�o tem ideia, o rapaz � muito decente.

Eu sei.

Sim, com certeza.

Ele ama voc�.

- Disse isso? - Claro.

A gritos. E tamb�m disse que n�o ia lhe deixar.

- Disse isso? - E s�rio.

Se quiser fazer um favor a uma garota que perdeu um marido,

diga-me onde posso tomar um drinque.

- Quer dizer de... - Um drinque do que for.

Bem, em baixo, no Tony's. Diga que Aggie Appleby lhe envia.

- Obrigada. Adeus. - Adeus.

Voc� estava se tornando coleguinha da bruxa?

Ela � muito boa.

Uma garota magn�fica.

Agora sei que n�o serei a mulher de um senador.

- Aonde vai? - L� de onde venho.

Diga a Schlumpy que � melhor assim.

- Diga adeus a ele por mim. - Mas Aggie.

Aggie! Est� louca?

Adoniram, quando voltar a si, ligue para o hotel.

- Aonde Aggie foi? - Acaba de sair.

Sim, mas aonde? Quero saber aonde.

N�o perca a cabe�a, subia para lhe dizer.

Estava esperando que a velha mal-humorada desaparecesse.

- Sybby, por favor. - Ela falou do outro cara, n�o?

- Quer dizer, antes de voc�. - Sim, o Doutor.

- Saiu da cadeia? - Sim, est� fora.

Voltou com ele. Disse-me que lhe contasse.

Claro que n�o o culpo demais.

Nenhuma mulher fica com um cara que se abaixa e age como capacho.

- Aonde foi? - Bem, acho que...

Vai me dizer aonde foi?

Vamos, homem, n�o vai me bater!

Fa�a o que digo e diga-me aonde foi,

ou me esque�o que � uma mulher e lhe quebro a cara.

- Fale! - N�o me lembro do nome!

- � na rua que sai da pra�a. - Que n�mero?

- Parece que � o 521. - Que andar?

- Quarto 36. - Obrigado.

- Que vai fazer? - Fazer?

Ver� nos jornais.

Esse cara � um animal! Vai lhe matar!

Se reagir eu o derrubarei com um sopapo e o farei em peda�os.

Sei quem voc� �, Doutor.

Houve um tempo em que lhe respeitava, mas isso acabou.

- Onde ela est�? - Enganou-se, pirata.

Onde est�? Fale! Que fez com ela?

Olhe, sou um homem de muita paci�ncia, mas se n�o cair fora...

J� est� bem, corte o papo. Comigo n�o, amigo.

Mas que houve com voc�? Est� louco?

- A al�m disso, quem � voc�? - Red Branahan, nem mais nem menos.

Red Branahan.

- Voc� � Red Branahan? - J� ouviu.

Red Branahan. E agora, onde est�?

Deve ser minha consci�ncia.

Que fez com ela? Diga-me ou...

Um momento, diga-me uma coisa.

Se voc� � Red Branahan, quem sou eu?

Sei muito bem quem �. Sei tudo de voc�.

� minha consci�ncia.

N�o me interessam suas emo��es.

S� quero saber o que fez com ela.

E quero saber agora mesmo!

Um momento, essa garota de quem fala se chama...

- Aggie Appleby. - Eu sabia, eu sabia.

Mas olhe, Red, seja razo�vel. Eu n�o fiz nada com ela.

Nem sequer a vi. Desde que sa� da cadeia estive procurando.

Est� mentindo!

Sybby disse que vinha para aqui, ou seja, que deve estar.

Um momento. Ent�o que Sybby, hem?

Voc� sabe muito para ser uma consci�ncia.

Que quer de Aggie? Comece a falar!

Quero v�-la, isso � o que quero.

E n�o penso sair deste quarto at� que a veja, entendeu?

Sim. Creio que tem raz�o.

Creio que n�o sair� deste quarto at� que apare�a.

Na verdade, vou olhar voc� para que n�o se mova.

Sinto muito, voc� n�o vai me dar isso. Eu sei muito bem o que voc� quer.

E para lhe dar uma li��o, vou...

Um momento, fique aqui se n�o se importa, h� mais espa�o.

Aqui tem algo macio para voc� n�o quebrar o pesco�o ao cair.

- Um pouquinho � esquerda. - Pare com essa besteira, fanfarr�o!

Deixe-o comigo, n�o preciso que nenhuma mulher brigue por mim.

Voc� fique fora disto. L� atr�s, vamos.

Est� bem, garota, se voc� n�o disser besteira. Mas eu n�o entendo isso.

H� muitas coisas que n�o entende, mas n�o tem nada a ver.

Vai fazer o que lhe disser e sem perguntas, entendeu?

Est� bem, querida. N�o quero matar esse cara,

mas � que est� louco. Diz que se chama...

Est� bem, est� bem. N�o precisa ficar rouco.

Eu falarei. Escute, agora saia uns minutos

e deixe-me a s�s com esse cara.

Ei, querida, n�o sou uma tarefa f�cil.

Ou vai embora agora mesmo, ou juro pelo mais sagrado

que pego essa porta e nunca mais me ver� em sua vida.

- Voc� vai ficar comigo. - Vou contar at� 3.

E se voc� n�o tiver se mexido at� l�, eu desapare�o.

- Um. - Querida, n�o faria isso.

- Dois. - Est� bem, querida.

Farei o que quiser. O que acontece � que

n�o tenho dinheiro, acabo de pagar o aluguel.

e eu n�o quero andar por a�.

Tem 10 d�lares por a�?

Ei, n�o quero dinheiro desse cara, ouviu?

Ele me deve.

E agora voc� me deve.

V� ao Tony's, com certeza que encontra muito o que fazer.

- Vamos, v�! - Est� bem, j� vou.

Mas lembre-se que n�o sou t�o tolo.

E se eu descobrir que tem um gato no saco,

custar� o pesco�o de algu�m.

� muito forte, verdade?

Sim, � bastante forte.

Se �. Sim, parece isso.

Para que veio aqui?

Vim por voc�. Quero que volte comigo.

N�o tinha que ter feito isso. � um dem�nio com os punhos.

Bem, eu tamb�m tenho punhos.

Se ele ficar arrogante, eu vou derrub�-lo. Assim como derrubei Butch.

Schlumpy, n�o fale assim. E n�o tor�a a boca, mantenha-a reta.

Mas Aggie, voc� me disse. Estive treinando para fazer isso bem.

Eu sei, mas mudei de ideia entende?

E por que me chama Aggie agora?

Sinto muito, suponho que com toda esta excita��o

e ao ouvir que lhe chamavam assim. Perdoe, Agnes.

Quando digo Agnes, me faz pensar em n�s dois.

Mas Agnes, se est� chorando! N�o, querida, n�o chore.

� que estou ficando um pouco boba.

N�o, � s� toda esta excita��o.

Venha, voltemos juntos e amanh� nos casamos.

N�o, Schlumpy. Suponho que tenho que dizer.

N�o vou me casar com voc�. Vou ficar aqui.

N�o, n�o. N�o est� falando s�rio.

Mas se eu amo voc�, Agnes. E voc� me ama.

N�o. N�o sabe que � poss�vel sentir algo por uma pessoa,

mas amar outra.

Quer dizer que sente algo por mim, mas o ama.

Schlumpy, n�o deve se sentir destru�do por isso.

N�o lhe far� nenhum bem.

N�o estou destru�do, mas furioso.

Tanto que eu poderia despeda�ar aquele doutor ruivo.

E � isso que vou fazer! N�o � mais � do que um tolo molenga.

- Schlumpy, escute-me. - E vou ficar aqui

para sacudi-lo tanto que voc� nunca mais vai querer v�-lo.

J� est� bem, chega de conversa.

Vou fazer isso, vou cortar o f�gado e meter pelo nariz.

N�o me ouviu? Digo que j� chega.

E eu lhe digo que uma merda, se acha que...

Chaguei a pensar que era um cara decente.

Olha, acabei de falar sobre isso de um cara maluco.

Sabe uma coisa? Essa sim que � uma pergunta engra�ada, querida.

Sim, estou com tes�o. Voc� me olhou bem?

Voc� n�o vai me tratar desse jeito.

N�o me disse toda a verdade, nem sequer era sincera antes.

Est� bem, pois lhe direi a verdade.

Eu n�o queria. Queria que fosse embora sem saber.

Mas j� que insiste... Aguentar�?

Sim, aguentarei. Mas se � outra confiss�o absurda.

N�o h� nada absurdo em tudo isto.

N�o me caso com voc� porque n�o posso.

Eu j� sou casada.

J� � casada com ele?

Com o Doutor.

V� agora, Schlumpy, por que queria que fosse embora?

J� era casada quando se juntou a mim?

Perd�o, pensei que seu marido estava em casa.

S� queria lhe dar o recibo do aluguel.

- Estou esperando. - Sim, eu vejo.

Que coincid�ncia, eu lhe conto e ela lhe conta.

Estou um pouco confuso.

Sempre que houver uma mulher no meio, estar� confuso.

Por isso estou tentando lhe conduzir at� Evangeline.

Essa � a adequada para voc�.

Prometa-me que ir� busc�-la.

Ela est� lhe esperando no Tony's.

Meia d�zia de policiais n�o me param, nem mesmo oito.

- Perd�o. - Meu maior prazer �...

Voc� outra vez?

Quando eu me viro, voc� aparece na esquina!

Vamos ver se voc� vai me dizer que essa garota tamb�m � sua!

Esperam por voc� em casa, o melhor � que v� embora.

Bem, espere um momento. Talvez se me esperam em casa.

E talvez devesse estar l�.

Mas basta voc� me dizer para que eu possa comprar este antro

e que fique a morar aqui. Quem pensa que �?

Disse que � melhor que v� embora.

Que me disse?

Sabia que tinha que ter batido em voc� antes.

Eu sou forte, n�o sou? Bem, agora, querida,

vai julgar por si mesma.

Bem!

Por que n�o p�e os �culos?

Deixem-me com ele, que o mato!

- Deixe-o solto e o mato! - Soltem-me!

Vai se lembrar do dia em que nasceu!

Acabe seu drinque e vamos embora daqui.

Muito bem, querido.

Ol�, querida. Estou feliz que voc� est� de volta.

Ei, quem � esse louco que esteve aqui?

Est� louco!

N�o est� louco, Red.

Comportou-se muito bem comigo quando voc� esteve fora.

Comportou-se bem?

Sim, Red.

N�o tinha dinheiro nem aonde ir.

Enquanto voc� estava na cadeia, eu...

Qu�? E tem a coragem de sentar a� e me contar?

Maldita vadia, eu deveria pegar voc� pelo pesco�o e lhe expulsar daqui.

� engra�ado que os caras como voc� sempre pensem o pior.

De qualquer forma, estou indo embora.

Volta com ele, hem?

N�o, Red.

Eu o despedi.

Nunca voltarei a v�-lo.

E se se atrever a me dizer que minto, vai descobrir.

Est� bem, querida eu acredito. Sabia que voc� estava brincando.

Sabia que n�o ia voltar com ele.

Voc� n�o abandonaria o velho Red, verdade?

Voc� estava apenas me provocando.

Esta sim que � boa!

Se quiser saber por que vou embora, � porque voc� � um bruto!

Mas pensei que gostasse que eu fosse!

Gosto um pouquinho, mas n�o sabe se comportar como um cavalheiro.

N�o passa de um grosseiro.

Mas, querida, n�o pode me deixar assim.

Preciso de voc�, entende? Tem que me dar uma chance.

Para qu�? Teria que mudar por completo.

O que quer que fa�a?

Para come�ar, casar-se comigo.

Se isso � tudo que quer, d� por feito.

Bem, depois tem que conseguir um emprego.

Tirou-me da boca, amanh� cedo

vou ver Henry para que me ponha fixo de gorila.

Que est� dizendo? N�o me refiro a um trabalho de bruto,

falo de um trabalho respeit�vel. Conhe�o um �timo para voc�.

- E pagam 50 d�lares semanais. - 50 paus?

- Onde �, querida? - Em uma joalheria da 5� Avenida.

Em uma joalheria? E que quer que fa�a em uma joalheria al�m de assalt�-la?

Vai ser supervisor.

Supervisor?

Um momento, querida, teria vergonha. Algu�m poderia me ver.

- E n�o seria capaz de... - Muito bem.

- Espere um segundo, querida. - Aceita o trabalho ou n�o?

Sim, aceito.

- E h� outra coisa. - Qu�?

- Agora tem outro nome. - Outro nome?

Quem j� ouviu falar de um supervisor chamado Branahan?

Seu novo nome ser� Adoniram Schlump.

- Schlump? - Schlump.

� um nome de cavalheiro.

Oh, querida, isso n�o � um nome.

Parece mais o som de algo macio caindo.

Vai ser Schlump?

Serei Schlump.

Mas j� n�o serei um homem.

Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL - 2 2023

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