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The Name of The Rose Episode 5
Est�s segura. Eu trato de ti.
N�o precisas ter medo. Est�s s� e salva.
Dormiste o caminho todo.
Assustaste-me.
Parecias uma crian�a.
Quem fez isto?
Est� infectado.
Os meus ancestrais ensinaram-me tudo.
- N�o te percebo. - N�o tenhas medo.
Est� tudo bem.
Obrigada.
Aben�oai-nos, Senhor, a n�s e a estes dons
que da Vossa liberalidade recebemos.
- Por Cristo, Nosso Senhor. - �men.
Meus queridos irm�os,
nesta ocasi�o t�o importante.
dispenso a todos de seguirem a nossa regra do sil�ncio.
N�o estou a ver o Arcebispo de Zaragoza.
Fiquei a saber que ele pediu mirra ao Severinus.
C�lica?
Agora, o nosso irm�o despenseiro
vai dizer-nos o que os cozinheiros prepararam.
Obrigado, Reverendo abade.
Hoje, a cozinha servir� guisado de pombo,
bem como coelho,
arroz com am�ndoas das nossas colinas,
tarte de borragem, azeitonas recheadas,
queijo frito,
carne de carneiro, feij�o branco
e uma selec��o de vinhos e licores de ervas.
Esperamos que gostem do jantar.
N�o se esque�am do meu gr�o-de-bico!
Por Cristo, Nosso Senhor...
Reverendo Bernard,
acredito que conhe�a o irm�o William.
A fama de Bernard tem sido uma li��o para mim.
e um aviso para muitas decis�es importantes
que inspiraram a minha vida.
Parece que agora, a pedido do abade,
tenho de lidar com tristes eventos
em que o mau cheiro do dem�nio � evidente.
Mencionei isto consigo porque sei
que, em tempos remotos, encontrou-se nesta �rea
onde as for�as do bem lutam contra as for�as do mal.
� verdade, mas fui para o outro lado.
N�o tinha coragem para investigar
as fraquezas dos perversos porque descobri
que eram as mesmas fraquezas dos bondosos.
Pode dizer algo �til acerca dos crimes?
N�o, infelizmente.
Um pequeno presente de Sua Santidade para a abadia.
Eu agrade�o a si e � Sua Santidade.
� um presente para o abade.
Cristo na cruz, com uma bolsa de moedas.
� um s�mbolo.
Devem saber o que o s�mbolo �.
Aqui, Cristo autoriza o uso do dinheiro
para fins religiosos.
Estou ciente da pouca estima que t�m pelos Franciscanos.
Todos, nas nossas vidas,
comunicamos atrav�s de s�mbolos.
At� palavras s�o s�mbolos.
Os meus s�mbolos?
Os meus s�mbolos tamb�m foram feitos
por um artes�o talentoso, mas eu usei-os.
Andei quil�metros
a entregar a mensagem de Cristo aos pobres e humildes.
Agrade�o ao nosso querido Reverendo abade
pela espl�ndida hospitalidade que nos ofereceu.
E pela absolvi��o que, sem d�vida, nos dar� hoje
pelos pecados dos excessos que estamos todos a cometer.
O Inquisidor conhece-o. Ele conhece-o.
Sou apenas uma barata para ele.
Ele n�o est� interessado em baratas.
Vamos fugir! Vamos fugir agora.
Se o Inquisidor o reconhecer... Lembrar-se de si...
Eu falei com um oficial.
Houve um banho de sangue em Pietranera.
Anna.
Irm�o William.
Dizem que n�o est� sozinho, que veio acompanhado.
De facto, tenho um aprendiz.
Espero que seja do tipo que honre o seu mestre,
em vez de envergonh�-lo.
Adso.
Franciscano, imagino.
Era um aprendiz Beneditino na abadia de Melk.
- Um alem�o. - Sim, Reverendo Padre.
Onde conheceu o seu mestre?
Em Floren�a.
A s�rio? O que um aprendiz Beneditino
alem�o fazia em Floren�a?
Queria conhecer a It�lia.
Visitar o cora��o da cristandade.
E aprender o significado da beleza.
Sente-se, jovem.
- Reparei que n�o bebeu vinho. - N�o, senhor.
- Nem o meu mestre. - � verdade.
J� conhecemos as vossas muitas virtudes.
Querido irm�o...
Sua Santidade est� grata pelas suas mensagens.
Ele agradece por o manter informado
dos acontecimentos daqui.
A nossa abadia, Excel�ncia, � um terreno neutro.
Mas a minha devo��o ao Papa Jo�o
precede a minha neutralidade.
Alguma ideia de quem seja o assassino aqui, abade?
O seu assistente estava entre as v�timas.
Sim.
A mais cruel das nossas perdas,
meu Reverendo.
Ambos William de Baskerville e o abade
suspeitaram injustamente dele.
A s�rio?
E v�s? De quem suspeita?
De ningu�m.
De verdade, Reverendo, ningu�m.
Mas tudo come�ou com a chegada dos Franciscanos.
- Est� a sugerir que... - N�o.
- Aqui? - N�o.
Na abadia?
Acha que a presen�a dos Franciscanos
permite a projec��o do assassino?
N�o sei.
Honestamente, n�o sei.
E o abade?
Ver� por si mesmo se o abade � digno
da confian�a do Papa, se � moralmente adequado
para governar tal lugar sagrado.
O que mais me pode dizer?
T�m havido movimentos estranhos
� noite na abadia, ultimamente.
Tenho a impress�o de que quando fecho a torre,
h� algu�m escondido l� dentro.
De facto, recentemente, encontrei
sinais claros de invas�o da biblioteca.
O que sabe sobre Remigio de Varagine?
Porque pergunta?
Porque a cara parece-me familiar.
Remigio de Varagine est� na minha mem�ria...
Por alguma raz�o.
Remigio?
Remigio?
O que quer de mim?
Eu imploro. Por favor. Por favor, grande mestre.
N�o destrua o pobre Salvatore
- e o bom Remigio. - Salvatore!
Salve-nos do diabo Inquisidor. N�o diga...
Pare!
Juro que n�o contarei os seus segredos a ningu�m.
Agora, v�. Durma um pouco, Salvatore.
Obrigado. Muito obrigado. Obrigado.
O abade aceitou Remigio de Varagine
h� cerca de 15 anos.
Ele estava com esse monstro, Salvatore, que fabrica papel.
N�o fa�o ideia de onde vieram.
Mas ent�o, um dia,
Remigio deu-me uns envelopes lacrados
e pediu-me para guard�-los em seguran�a na biblioteca.
E o que fez?
Jurei fech�-los na Finis Africae.
Onde?
Na sala mais secreta da biblioteca.
A Finis Africae.
Claro que n�o lhe disse o conte�do dos envelopes.
- Claro que n�o. - E nunca espreitou?
Nunca.
E se eu lhe pedisse para mos mostrar?
Jurei n�o os mostrar a ningu�m enquanto Remigio estiver vivo.
Estou a entender.
Tenha uma boa noite, irm�o.
Para si tamb�m, meu Reverendo Padre.
Se acha que h� dois inimigos aqui dentro,
� melhor confiar em algu�m que n�o esteja armado.
Acredite em mim.
Eu ainda era um Franciscano quando conheci Dolcino.
Acreditei na prega��o dele, assim como muitos outros.
N�o sou um homem estudado.
N�o sou movido por ideias.
Tentei rebelar-me contra os Senhores Supremos,
agora, sirvo-os.
Trair ou rebelar.
N�s, pessoas simples, temos escolhas limitadas.
Veio deter-nos.
Poderia ser t�o presun�oso
para se convencer de que deteria Dolcino?
Ou o ex�rcito do Papa?
Ou Bernard Gui?
Estavam prestes a lan�ar-lhe uma lan�a,
mas a Marguerite...
impediu-o.
Foi voc� essa pessoa?
N�o sei como dizer como foi,
uma Festa de Loucos.
Um magn�fico carnaval.
Saiam todos!
Reverendo.
V�o � cela de Remigio de Varagine
e tragam-no aqui.
Ponham um guarda na porta da torre.
Quem tentar sair esta noite, ser� preso.
Saiam todos!
Saiam todos!
Havia milhares de n�s nas montanhas com o Dolcino.
Ent�o, lentamente,
fomos levados a comer a carne dos nossos companheiros
mortos em batalha.
Mas mesmo naqueles momentos,
havia uma atmosfera de liberdade!
Sim!
Antes n�o sabia o que era liberdade.
Sentimo-nos livres.
Sentimos que aquilo era a verdade.
Tudo que est�vamos a fazer era certo.
Era l�
que tirava as noites para sair com mulheres?
Seu mongezinho.
Quem vem de um castelo e acaba feliz numa abadia?
Achas que estes pensamentos s�o inspirados pelo Diabo?
N�o � verdade.
� um modo de vida.
O que fazem no quarto do Remigio?
- Onde � que ele est�? - N�o sei.
Mas, Remigio � um bom homem.
Deixem-no em paz. Por favor.
Estou a dizer,
foi uma experi�ncia nova e �nica.
Onde n�o havia mestres.
E o Deus que nos prometeram,
estava connosco.
Temos profetas, Adso.
E aqueles preparados para morrer pela verdade.
Como regra, fazem muitos outros morrerem com eles,
algumas vezes antes, e, �s vezes...
no lugar deles.
Sim, isso � verdade.
N�o estou a dizer que Dolcino estava certo.
Na verdade, se estou aqui,
� porque os abandonei h� muito tempo.
Eu disse-lhes, foi um grande carnaval.
E na �poca do carnaval,
tudo � feito...
ao contr�rio.
N�o, Remigio, espere.
Bernard colocaria guardas
para que ningu�m entre na torre � noite,
ou saia.
Tentem pensar como o vosso inimigo pensa.
Ent�o, como sa�mos?
Pelo oss�rio.
- O oss�rio? - O oss�rio.
N�o tem medo de caveiras, pois n�o?
Senhor,
Jesus Cristo...
A minha carne n�o � digna
de receb�-lo.
Jesus.
Jesus Cristo.
Tenho uma coisa para lhe dizer,
e n�o s�o boas not�cias.
Dois antigos Dolcinianos vivem na abadia.
O que est� preso e a criatura que faz papel.
Se Bernard descobrir pode us�-los contra n�s.
Qualquer coisa ser� suficiente para nos acusar de heresia.
Estamos a enfrentar o pior Inquisidor nascido de Satan�s
e o Papa mais vergonhoso que j� governou.
Quero fazer um acordo com ele.
S� vou pedir a ele que conceda
uma interpreta��o justa da Escritura.
Viemos defender S�o Francisco.
S� queremos ser livres para testemunhar
a necessidade de uma nova era.
Uma era de liberdade, de caridade e espiritualidade.
E viemos para ter o nosso direito de declarar
que esta mudan�a s� pode surgir
se for sustentada e protegida pela Igreja.
A Igreja deve mudar.
Homens devem mudar o seu modo de viver,
de pensar e respeitar um ao outro.
Em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo
�men.
Esta tarde, entre o meio-dia e v�speras,
a nossa confer�ncia come�ar�.
Que o Esp�rito Santo
ilumine cada um de v�s.
Uma nova justi�a!
Uma nova igreja!
Quando era jovem, traduzi do grego
um poema que ainda me lembro.
Era chamado, O Mal.
"Zeus enviou
"o mal eterno, a velhice,
"que te deixa t�o gelado,
"como a morte.
"Aquela velhice s�rdida e sombria
"onde a escurid�o � uma gaiola.
"Onde todo dia �, e todo dia ser�
a cegueira dele".
Parem de rir.
Mas � um poema de Mimnermo, Sua Sublimidade.
S�o Jo�o Cris�stomo disse
que Cristo nunca riu.
Mas ele disse isso quase quatro s�culos depois da Sua morte.
Jesus nunca contou com�dias ou f�bulas.
Ele s� falava por par�bolas claras.
E nunca se deve rir da bondade.
Acredito que o riso � um bom rem�dio, como os banhos.
Os banhos s�o bons,
restauram o equil�brio do esp�rito.
Em vez disso, o riso sacode o corpo
e distorce as caracter�sticas faciais,
torna o Homem mais parecido com o macaco.
Macacos n�o riem. O riso � pr�prio do Homem.
� um sinal da sua racionalidade.
Nem tudo que � pr�prio do Homem
� necessariamente bom.
S�o Louren�o, na fogueira, disse aos seus executadores
para o virarem, dizendo que daquele lado,
ele j� estava assado.
Constru� a minha casa.
- Casa? - Casa.
Experimenta isto.
� bolo. � muito bom.
- Gostas? - Obrigada.
Fica com ele.
N�o tenhas medo.
Eu quero isto.
Eu quero.
Estou feliz em v�-lo aqui, Emin�ncia,
e contra todas as probabilidades!
Ouvi dizer que o povo de Bolonha o tentou matar.
N�o estou inclinado a morrer t�o cedo.
Chegou na hora certa!
A confer�ncia est� prestes a come�ar.
S� preciso lavar o meu rosto.
Por favor, acompanhem sua Reverenda Emin�ncia,
Cardeal Du Pouget aos seus aposentos.
Por favor, envie-me uma garrafa do vosso famoso vinho tinto.
Alto!
Qu�o bonito pode ser o mundo?
Remigio de Varagine...
Reverendo Padre.
Ando � sua procura para termos uma conversa.
Mas n�o estava na sua cela.
N�o. De facto n�o estava.
Quando estou com dores de cabe�a, preciso andar
e vou sempre para a floresta.
- Com os lobos? - N�o!
Tenho medo de lobos, Reverendo Padre.
Levo comida no bolso, caso tenham fome.
Ent�o d� esmola aos lobos.
Venha sentar-se comigo para rezarmos.
Tenho a certeza que j� nos conhecemos, mas de onde?
N�o, Reverendo Padre.
Tenho a certeza de que nunca nos vimos.
Onde � que estava antes de vir para esta abadia?
Estive em muitos mosteiros.
Na B�lgica, no convento de La Verna, na Toscana...
No convento Franciscano de La Verna?
Sim, Reverendo Padre.
Senhor. Era um antro de pensadores perigosos.
Havia muitos estudiosos...
Mas sempre fui um humilde servo.
Apenas um humilde servo. Trabalhei no campo.
Usei p�s, n�o ideias.
Uma �ltima coisa. J� conhecia William de Baskerville?
N�o. Nunca.
S� aqui.
Posso ir?
V� em paz.
Sou sempre um seu humilde servo, Reverend�ssimo Padre.
- Irm�o. - Reverend�ssimo Padre.
Diga-me. O que sabe
sobre o aprendiz de William de Baskerville?
Enviei um pombo-correio para a abadia de Melk.
Adso � filho de um General do Ex�rcito Imperial.
Um alem�o intrometido!
Ent�o o William trouxe-nos um espi�o.
Conto consigo para garantir
que o intrometido e todos os Franciscanos
n�o usem pombos-correio.
- Onde est� o seu aprendiz? - Deve chegar em breve.
Espero.
N�o, n�o! Est� tudo bem. Ele � bom.
- Quem �s tu? - Quem �s tu?
- O que est�s a fazer aqui? - Est�s ferida?
Ela est� bem. Est� muito melhor.
Ela salvou-me a vida. Quem � ela?
� uma fugitiva da guerra.
Consegues perceb�-la?
Sim.
Ent�o diz-lhe que agrade�o muito,
e para ela me mostrar as ra�zes que usou na minha infec��o.
N�o disse que falo o idioma dela, s� a entendo.
Consegues entend�-la da maneira como eu a entendo.
- Como te chamas? - Adso.
- E o teu? - Anna.
- Anna, porque est�s armada? - Ando a ca�ar.
Ent�o magoaste-te a ca�ar.
Tens as tuas raz�es para estares aqui e eu tenho as minhas.
A que dist�ncia fica a abadia?
Uma hora pela estrada, dez minutos pela floresta.
Sejam todos bem-vindos
a este Debate, que, como sabem,
� essencial para o futuro da nossa Igreja
e da nossa religi�o.
Sobre a quest�o da pobreza.
A Igreja deve escolher renunciar a toda a riqueza?
Os nossos irm�os da Ordem Franciscana,
sob a lideran�a do Padre Geral Michael de Cesena,
votaram em Perugia, em 1322,
a sua cren�a na ren�ncia
da posse de todas as coisas materiais.
Depois disso, foi necess�rio que o Papa Jo�o
emitisse a bula "Cum inter nonnullos",
em que a doutrina Franciscana foi condenada como her�tica!
N�s n�o podemos aceitar essa decis�o.
Sou o aprendiz de William de Baskerville.
A bula do Papa Jo�o diz, textualmente:
"Qualquer afirma��o acerca da pobreza da Igreja,
"a partir deste momento
"dever� ser considerada err�nea e her�tica,
porque claramente contradiz as Sagradas Escrituras".
� mal at� pensar contra as Sagradas Escrituras!
O Imperador est� a us�-los, Franciscanos.
Ele quer desacreditar o Papa
e chama-o de "inimigo da paz".
- Nem por isso. - Na sua subst�ncia, sim.
Reverendo abade!
N�s, Franciscanos,
afirmamos que o sacrif�cio,
a ren�ncia privada ou p�blica
da posse de todas as coisas, � louv�vel
e sagrada.
Cristo ensinou-nos isso com os seus discursos.
E confirmou com o seu exemplo,
demonstrando o caminho para a perfei��o!
Como S�o Paulo nos diz, temos o necess�rio para comer,
temos o necess�rio para cobrir a nossa nudez.
E isso � o suficiente.
Estamos satisfeitos.
Contradizer isto, � heresia!
Como se atreve?
Todos os direitos humanos com base nos bens materiais
est�o contidos nas leis!
Cristo, como um homem mortal
desde a sua concep��o, era dono de todos os bens mundanos.
E como Deus, Ele recebeu do Pai
o controlo universal sobre tudo.
O Papa � seu herdeiro!
Lucas, cap�tulo 6,
diz que Cristo rejeita qualquer propriedade e dom�nio.
E em Mateus, cap�tulo 19,
Pedro diz que para segui-Lo, eles deixaram tudo.
A vida de Cristo deveria ser um modelo para a Igreja.
Seguimos Cristo e achamos que temos o direito
de possuir coisas, ou ent�o acumular terras,
joias, constru��es e dinheiro?
Como se a nossa salva��o n�o estivesse
no esp�rito do amor e justi�a
e paz para todos os homens.
Mas no poder mon�tono
conferido por posses �queles que os reivindicam.
V�s, Franciscanos, atacaram conventos Dominicanos
e despiram os monges para impor a pobreza!
H� trinta mil Franciscanos na Europa.
N�o podemos controlar os excessos de alguns fan�ticos.
Deus olha para as m�os limpas, n�o para as cheias!
Acusam-nos de ter m�os cheias e sujas como agiotas!
N�o, v�s � quem est� a comparar Cristo
a um prelado da vossa corte!
- Seus bandos de merdas! - Segure a l�ngua, por favor.
Estes s�o exemplos dos vossos escritos her�ticos
que inspiraram o Imperador!
Ele n�o � inspirado pelos vossos escritos
porque v�s � iletrado.
Eu? Iletrado?
S�o Francisco era letrado? Ele falava com gansos!
E o que tem a dizer sobre
a "taxe sacre penitentiarie"?
Ou o Papa explora os pecados dos religiosos
para extorquir mais dinheiro.
Olhe l� como fala!
- Porco! Filho de prostituta! - Isto � o que o seu Papa diz.
At� um eclesi�stico comete pecados. O pecado da carne.
Com uma freira, um familiar ou qualquer mulher
ele pode ser absolvido se pagar
67 pe�as de ouro e 12 pences.
E se cometer bestialidade,
ter� de pagar mais de 200 pe�as!
Mas se cometeu pecado
s� com crian�as ou animais e n�o com mulheres,
a multa � reduzida para 100 pe�as.
Isso � uma cal�nia vergonhosa!
- Como se atreve, bastardo? - N�o, n�o, n�o.
N�o, n�o, n�o... Por favor, irm�os!
Por favor! Por favor!
Vener�veis irm�os, por favor!
Vener�veis irm�os!
Vener�veis irm�os.
Regressaremos aos nossos trabalhos
amanh� de manh�, depois das preces.
Mas ou�am-me! N�o tolerarei outra cena como a de hoje!
Qualquer um que passar dos limites ser� expulso!
N�o h� melhores argumentos
para provar ou refutar a pobreza de Cristo?
A quest�o n�o � se Cristo era pobre,
mas que a Igreja deveria ser pobre.
N�o � uma quest�o de bens materiais ou de pobreza.
Mas sobre o direito de legislar sobre os assuntos da terra.
Vai dizer isso quando for falar?
Se conseguir falar antes que se matem.
Estou preso entre duas for�as conflituosas,
como um burro que n�o sabe qual dos dois sacos comer.
Funciona!
Minha bela armadilha. Estou a ir, rapariga.
Que cheiro bom!
Suco doce da f�mea... "Eu amo-a".
Boa! Boa rapariga.
- Salvatore a ama! - N�o, n�o, n�o!
- "Ensine-me" amore. - Est� a magoar!
Me deixe ir.
Deixe-me ir!
N�o, vai amar-me.
Rapariga.
Gostaria de me confessar.
Estava � espera disso.
At� ontem, tinha de confessar um desejo.
Hoje tenho de confessar algo mais s�rio.
Tive rela��es carnais com uma rapariga.
Eu sei que pequei
porque escolhi a vida de monge.
- Escolheu? - Sim.
Acho que sim.
Adso, pecou, isso � certo,
contra o mandamento que ordena que n�o se fornique.
Em sua defesa, tem o facto
de se ter encontrado numa destas situa��es
onde at� mesmo um padre no deserto ter-se-ia condenado.
N�o deve fazer outra vez.
Mas n�o � monstruoso que tenha sido tentado.
Al�m disso,
� bom um monge ter, pelo menos uma vez na vida,
experimentado a paix�o carnal.
Para que um dia, ele seja indulgente e entenda
os pecados que ele consolar�.
A minha raz�o diz-me que h� ocasi�es para pecar.
Mas o meu cora��o
percebe isto...
como o recept�culo de toda a gra�a.
Chegar� a hora em que estar� pronto para decidir.
Nada como uma ora��o para acalmar o esp�rito.
Eu absolvi-o, mas nunca se sabe.
Ent�o v� pedir confirma��o ao Senhor.
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