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Original subtitles

TORNADOS DE GELO

Controle. O enxame vibra

Repito. O enxame vibra

Controle. Confirma-se a forma��o de nuvens.

Repito. O algod�o est� em limpeza.

Recebido. H� vento m�nimo e tecto alto. Estamos bem.

- Gary. - Sim?

Basta de met�foras. Est�-nos a deixar malucos.

Percebido.

ZONA DE TESTES DE FSF, OREGON

CHARLIE PRICE EM PESSOA HOJE

HARRISFORD, OREGON

Sr. Price, os seus livros s�o baseados em ci�ncia ...

ou no sensacionalismo apocal�ptico?

Acho que a comunidade cient�fica v� apenas uma parte.

Se sou apocal�ptico? Talvez.

Mas isso � o que vende hoje. Correcto?

Lembre-me de escrever livros que atraem as mulheres

Algo sobre auto-ajuda c�es, ou ambos.

Podemos ir? Estou cheia de fome.

Tenho uma manicura para a entrevista televisiva.

V�o-me entrevistar a mim e n�o a ti.

A que horas ser�?

- 18:00. Porqu�? - Por nada.

Porqu�?

Tenho um compromisso.

Acabamos de chegar.

Lembras-te da empregada que nos serviu aqueles capucinos?

- Charlie. - Estou a brincar. � uma antiga colega.

- Aqui? Custa-me a acreditar. - A mim tamb�m.

Sr. Price. Li todos os seus livros.

Lamento.

Pois, eu tamb�m.

Eu pensei muito sobre isto. Nos seus escritos sensacionalistas ...

descobri que � t�o hip�crita...

como os cientistas e o governo que tanto critica.

S�rio? Como assim?

As solu��es oferecidas pelas personagens aos desastres...

ser�o melhores do que as j� implementadas? Funcionaria?

N�o sei. N�o sou cientista.

Sou um escritor que se d� ao luxo de imaginar cat�strofes.

As solu��es t�m de ficar para os ratos de laborat�rio.

Mas voc� era um rato de laborat�rio. Deixou a comunidade cient�fica.

A quem dedico o seu livro?

Pessoal, parece que chove.

Sim!

Est� a chover.

Conseguimos, Jo.

LIVRARIA

Venham ver isto.

N�o se v� disto todos os dias.

TEMPERATURA DESCIDA EXTREMA

Acho que deviam ver isto.

A 22 km daqui, em Harrisford.

ALERTA

TEMPERATURA DESCIDA BRUSCA

HARRISFORD ZONA DE TESTE

Isto n�o � nada bom.

Porque te demoras tanto?

Descansa.

Havia um WC no restaurante que passamos l� atr�s.

N�o tive vontade na altura.

N�o compreendes as mulheres...

Quando n�o temos vontade de ir, temos mesmo de ir.

N�o faz sentido.

Vamos? J� terminei.

Assim com a livraria se n�o nos apressarmos.

Est�s a brincar? Guias como a minha avozinha.

Estou a economizar.

Indo a 88 km por hora ganho mais 80 km em combust�vel.

N�o me interessa. S� n�o me culpes por chegar tarde.

Est�s a ouvir?

O Nosso trabalho era " Um dia na vida de Price".

Um dia, n�o 10 minutos, n�o uma hora, um dia!

Viste aquilo? Viste aquelas nuvens?

N�o s�o normais. Vou buscar a c�mara.

O que est�s a dizer?

N�o as viste?

Sabes o que vejo? Vejo o meu futuro quando chumbar a esta cadeira.

N�o � nada bonito.

Desapareceu.

Ent�o vamos.

AGENCIA FEDERAL DE SUPERVIS�O DE PROJECTO, WEST VIRGINIA

Analisaremos porqu� � que o primeiro trimestre...

n�o foi t�o bem sucedido como o terceiro...

Desculpem, senhoras e senhores.

- Senhor. - O que se passa?

O nosso sat�lite meteorol�gico detectou um sinal no radar.

- Do projecto " Dan�a da chuva"- - Que sinal � esse?

Veja.

� uma tempestade. O objectivo do projecto � cria-las.

O projecto foi efectuado a 22 km de distancia.

Liga-me com o Damon.

Desculpem a interrup��o. Onde ia eu?

Veja.

N�o pode ser. N�o pode ser.

N�o tiremos conclus�es precipitadas.

Gary, fala comigo.

Analisei todos os dados, Jo. N�o faz sentido.

- Radar, t�rmicos... - Sim e o scanner ULF e infra-vermelhos...

n�o apanhamos nada at� ter acontecido.

- E ent�o? - N�o sei. N�o h� dados.

- Alguma aconteceu. Continua a procurar. - Estou a procura.

Amplia a �rea de busca.

- Os dados n�o apontam para n�s. - Esperemos que n�o.

- De certeza que est�s bem? - Eu estou bem!

S� querem dar uma vista de olhos. O corte parece profundo.

- N�o vais deixar... - Tapem-lhe a boca. Est� a delirar.

Depois vou ter contigo.

IONOS-CAT�STROFE POR CHARLIE PRICE

Joanne Dyson.

Ainda tentas salvar o mundo uma gota de cada vez ou tens sede?

Charlie.

Sempre vieste a minha sess�o de aut�grafos.

Que atenciosa. Havia bebidas l� dentro.

Na realidade eu n�o...

Viste o que aconteceu aqui?

Voc�s conhecem-se?

Sim, Damon, apresento-te o Charlie Price.

Sim, j� ouvi falar de si.

Fui a sua ajudante de investiga��o na universidade...

- antes dele se converter em escritor. - N�o sabia.

Trocou a ci�ncia de factos pela ci�ncia de fic��o.

Ent�o e o que fazes aqui?

J� sabes, estou sempre onde est� a ac��o.

Desculpem.

� o Frank.

Sim, Frank, diz.

- Parece que o Frank � importante. - Sim.

O que aconteceu aqui Charlie?

S� uma enorme tempestade que apareceu do nada...

o c�u abriu-se como o Armaged�o e desapareceu logo de seguida.

E tu? O que fazes aqui? Chegaste depressa.

Detectamos a tempestade nos nossos radares. Vemo-nos logo que pudemos.

Radares de tempestade? Trabalham em alguma coisa do g�nero?

N�o.

Brinca comigo. Adoro isso.

Que queres que te diga? Sabes que n�o posso falar.

Acabamos de chegar.

N�o podemos confirma-lo ainda. Mas...

Tem calma, Damon. N�o tiremos conclus�es precipitadas.

Temos tempo para descobrir o que sucedeu.

Os serafins t�m um ciclo de 48 horas...

as pr�ximas 24 horas s�o vitais. Tu sabes isso.

Voc�s fizeram cair chuva, Damon. N�o se esque�a disso.

Sim, senhor.

E Damon, quando descobrirem o que aconteceu...

assegura-te de que n�o fomos n�s. Compreendes?

Sim.

� curioso que uma funda��o cient�fica governamental como a F S F...

est� aqui, no meio do nada, logo quando acontece isto.

Faz tr�s anos que estamos aqui. Tu sabias disso.

A fazer o qu�?

- Rob�tica. - Rob�tica? Ora, ent�o.

Desculpem a interrup��o. Damon Jarwell.

Li todos os seus livros, mesmo sendo delirantes.

A fic��o deve ser delirante.

Como uma mulher a recolher amostras de charcos com tubos de ensaio.

J� sei. Minhocas.

Experiencias com minhocas mec�nicas.

Ou talvez com drenos ou talvez se relacione...

com a estranha tempestade que passou por aqui.

Desculpa, mas estamos muito ocupados.

Claro. Acredito que sim.

Cancelamos os planos para esta noite?

Sim, desculpa. Talvez para outro dia?

Sem problemas.

Hoje tenho uma entrevista televisiva.

Ficarei encantado quando disser as coisas bonitas que a F S F est� a fazer aqui.

Rob�tica com minhocas e isso.

Qual � o apelido do Frank?

- Basta, Charlie. - N�o consigo evit�-lo.

- O que � que queres? - Quero saber o que est�o a fazer.

- Isso est� fora de hip�tese. - Ent�o, Damon. Ser� divertido.

- N�o, esta conversa j� foi longe de mais. - N�o sou nenhum g�nio...

mas vieste recolher amostras nos charcos...

a procura de ind�cios residuais.

Se eu recolher amostras estou seguro de que irei encontrar oxig�nio pesado...

talvez altos n�veis de nitrog�nio...

ou talvez encontre anti-depressivos.

Quer fazer bem a economia?

Cuidado. Est�s a ati�ar um ninho de vespas

Que analogia terr�vel.

� a verdade.

Ser�? Morreram pessoas aqui.

Isto n�o vai ser esquecido. Vou-me encarregar disso.

D�s-nos s� um momento?

Ouve Damon, conhe�o o Charlie. � como um c�o com o seu osso.

Vou enterra-lo com osso e tudo. Trata-se das nossas carreiras.

Esquece a comunidade cient�fica. Os m�dia devorar�o tudo o que ele descobrir.

S� controlaremos a situa��o se o tivermos por perto.

E? Qual � o veredicto?

ALERTA

N�o.

N�o. N�o. N�o.

Onde � que v�o buscar a energia?

Onde?

Formou-se outra tempestade.

Agora somos ca�adores de tempestade?

Entra no carro.

QUINTA OULETTE, 32 KM A OESTE DA ZONA DE TESTE

- N�o est� c� ningu�m. - J� sei.

Eles dizem que acabaram mais cedo

Tenho a certeza que sim.

Eles dizem que algo aconteceu, houve uma tempestade anormal

Agora a s�rio. N�o me vais falar durante o resto do dia?

Foi o teu intervalo para o WC que nos atrasou.

Como? Foi a tua mania de economia energ�tica.

- Olha, tanto faz. - �s t�o imaturo.

H� aqui muitos WC aqui. Queres ir?

N�o.

Bem.

E agora?

N�o falamos com o Charlie na livraria...

mas pod�amos espera-lo na esta��o de televis�o.

Est� bem assim?

Est� bem.

Deve ter havido algo a ver com aquelas nuvens estranhas que vimos l� atr�s.

- Algo aconteceu aqui. - Chama-se clima.

Acontece em muitos lugares como este.

Podemos ir e acabar com esta frustra��o de trabalho?

Est� bem.

- Toma. - Para que � isso?

N�o vou parar pelo caminho. Se queres ir ao WC, aqui tens.

Engra�ado,

Tens a certeza de que este � o lugar certo?

Foi aqui onde o Gary disse que se formaram as tempestades.

O que esperas encontrar?

Nada. Espero.

Viram alguma coisa?

N�o podemos correr atr�s de uma rajada de vento ou uma gota de �gua.

Claro que podemos. Pelo menos at� confirmar que n�o fomos n�s a causa disto.

Gary, chegamos. N�o h� uma nuvem no c�u.

O que poder� ter produzido estas c�lulas?

J� te disse que n�o sei. S�o como fantasmas.

V�o e vem sem raz�o aparente...

deslocam-se em �reas sem actividade frontal.

Talvez diga ao Damon que � uma tempestade fantasma.

E o Frank vai adorar ouvir isso.

Que queres que te diga? Tudo o que sabemos est� na mesa.

Continua a procura. Temos de perceber o que aconteceu.

Est� bem. At� j�.

O que � isto?

O que aconteceu?

A �gua est� gelada.

Charlie, d�-me isso.

Se vendesse isto na internet, fazia uma fortuna.

Devolve-nos isso.

O que � isto?

� uma experiencia nossa, o resultado de anos de investiga��o.

Lamento que termine assim.

N�o terminou. Existem mais 1999 a voar por a�.

N�o me reconforta muito.

- Para que serve isto? - Calma, lembra-te que � secreto.

Isto?

Encontrei-o, logo � meu.

Ent�o, temos coisas mais importantes para fazer.

Se algo aconteceu � porque nos escapou.

Dev�amos partilhar o que sabemos com um olhar exterior.

O Charlie � um dos homens mais brilhantes que conhe�o.

Estou de acordo.

N�o est�s a ajudar.

Precisamos de uma analise lateral. Ele poderia ser o nosso conselheiro.

Ele?

E porque n�o? Afinal sou um escritor.

Est� bem. Tanto faz.

Faz parte de um serafim.

� um gerador de iodeto de prata auto motorizado e auto-sustent�vel.

H� 50 anos que semeiam nuvens com iodeto de prata. Isso n�o � novo.

Antes de semeares as nuvens elas devem existir.

Como elas escassas nas zonas secas, a tecnologia da Jo produz as nuvens.

E depois semeia-as. � revolucion�rio.

Mas � incendiaria!

O qu�?

Esta coisa pode ser uma arma destrutiva se a usarem como tal.

Sr. conspira��o, alguns dos projectos governamentais n�o s�o destrutivos.

Diz o cego ao seu c�o surdo.

- O qu�?

- S� estou a dizer que n�o podes criar algo a partir do nada.

N�o � nada, Charlie, � apenas �gua e reac��es qu�micas criadas por ela.

Vamo-nos dividir e procurar a ver se mais algum saiu da forma��o.

Ol�.

Charlie? Sou eu.

Nora, j� tiveste alta.

Como est�s, querida?

Bem. N�o era nada. S� estou um pouco abalada.

Que al�vio.

Olha. Vou-me embora desta vila.

- Sou uma mulher da cidade. - Queres que te leve?

N�o, n�o. Deves ficar. Tu gostas disto.

Servir� para um livro novo, talvez.

Infelizmente, acho que j� escrevi este livro.

Lembra-te que tens de ir a entrevista. Vejo-te depois em Los Angeles.

N�o sei se poderei. Surgiu um imprevisto.

O qu�? � bom que valha a pena. Deves ir a essa entrevista.

Embora eu n�o goste deste lugar ...

nestas aldeias tens muitos leitores.

Sim, mas Nora...

Charlie. Promete-me. Regulei o despertador para as 18:00.

Prometo.

Adeus, Nora.

Charlie! Damon!

Caramba. Est� azul.

� muito grave.

Est� congelado.

Isto � envenenamento por prata.

Est� coberto de iodeto de prata.

Alguma ideia de como isto poderia ter acontecido?

Bem. J� chega.

Levemos o serafim para a base.

Damon, Liga ao Frank. Recomendarei o abortar do teste.

Espera. Abortar agora afectar� o futuro do projecto.

H� pessoas mortas, Damon. Vamos ter de lidar com isto.

Espera. N�o sabes o que est� em jogo.

Custou-me muito conseguir financiamento.

Compreendo as ramifica��es, mas

Sinto muito. Vou Recomendar uma interrup��o total.

- Ol�, Frank. - fala.

Houve outra tempestade. � obvio que fomos nos os causadores.

Alguma ideia sobre o porqu� disto estar a acontecer?

Ainda n�o. Encontr�mos um serafim ca�do...

Vamos leva-lo para o laborat�rio m�vel para o analisar-mos.

Informa-me dos resultados.

Frank, oi�a...

A Jo sugere uma interrup��o total agora mesmo.

Ainda n�o se completou o ciclo. Ides desperdi�ar todo o vosso trabalho.

E mais, n�o prometo que haja mais fundos com uma confus�o assim.

O que digo a Jo? H� v�timas confirmadas.

N�o lhe digas nada. N�o trabalhas para ela, trabalhas para mim,

H� demasiado em jogo para cancelar-mos tudo agora.

Tenho de ir.

Eric!

Oh meu Deus.

� um tornado?

Quero filma-lo.

Que queres fazer?

Filma-lo.

Segura-te!

Tendes umas instala��es muito boas.

� uma unidade m�vel, Charlie. Nunca viste uma?

- � um serafim? - Toma.

Gary...

- Phil! - Sim.

- Podes conecta-lo? - Agora mesmo.

- Gary... - Sim, eu sei quem �.

- Ol�. - Ol�.

Tenho trabalho para fazer.

O que � que lhe deu?

Est� ocupado.

Nem todos s�o f�s.

- Ash! - Sim?

- Est�s bem? - Acho que sim.

- Como assim? - Estou bem.

- Tens alguma coisa partida? - N�o, estou bem. E tu?

N�o. Estou bem. Acho eu.

Porque � que est� tanto frio?

N�o sei.

O que aconteceu ao outro carro?

N�o sei. Deve ter voado ou algo parecido.

N�o tenho sinal.

O carro est� preso. Que fazemos agora?

Caminhemos at� a esta��o de televis�o.

- O carro n�o nos vai valer. - Est� bem.

- Que dia. - Sim.

Merda. A c�mara.

Que vais fazer?

Lembras-te da �ltima vez que um tornado passou nesta zona?

H� uns 10 minutos.

- N�o, antes. - N�o.

Nunca.

Temos as an�lises das tempestades?

Aqui.

- J� as mapeamos? - Est� tudo ali, Jo.

Quer saber se come�as-te a fazer um perfil.

Como?

Ela est� a procura dum padr�o.

Podem pedir ao escritor de fic��o...

que n�o me diga como devo fazer o meu trabalho?

A primeira tempestade foi aqui, logo de seguida mais duas.

As tempestades aparecem em qualquer parte.

Foi ordenada uma evacua��o em cinco condados, incluindo este.

Parecem aumentar mas ainda n�o detectei nenhum padr�o.

Ou ser� pelo facto de que n�o existe um padr�o.

- Acabei de dizer isso. - Sim, ele disse.

- S�o g�meos?

- Tende calma. Estamos todos a tentar entender isto.

Jo, elas s�o totalmente imprevis�veis.

S� recebo indicadores quando elas j� est�o formadas e a� � tarde demais.

A� reside o padr�o.

Agora escreve quebra-cabe�as?

Onde queres chegar, Charlie?

No meu �ltimo livro...

o meu pequeno her�i resolveu o problema das emiss�es de carbono...

mas n�o o do aquecimento global. Os n�veis de carbono continuavam a aumentar.

Bolsa antigas de carbono acumulado...

sa�am dos glaciares derretidos e cotas polares.

As consequ�ncias traziam consequ�ncias

O meu her�i estava t�o enterrado na equa��o humana...

que deixou de ver o todo. � uma reac��o sist�mica.

- Continuo sem entender. - Ele diz que n�o procuramos no sitio certo.

- Tanto rodeio para dizer isso. - Escrevo fic��o. � o meu trabalho.

Os serafins s�o o f�sforo e as tempestades, o fogo.

Resta saber de onde vem o combust�vel.

Aposto que j� tens uma ideia sobre isso.

H� um grande boom s�nico durante a tempestade.

- S�o trov�es. - N�o. Foi outra coisa.

Disseram-me que os serafins produzem as nuvens e as semeiam com iodeto de prata.

Como � o fazem exactamente?

As pequenas turbinas e�licas alimentam o sistema de propuls�o.

N�o h� limite para a sua perman�ncia no ar.

Uma vez no ar, cada tem um vaporizador de humidade...

concebido para condensar o nitrog�nio l�quido da atmosfera superior.

Atmosfera superior? Pensei que estavam na Troposfera.

Sim. Est�o abaixo do tecto superior, sob a Tropopausa.

� in�til.

Os chips est�o queimados. N�o nos dar�o informa��es.

Uma pergunta.

Que leitura de temperaturas tinham durante o controlo de tempestades?

Eram normais. As tempestades n�o afectaram as temperaturas.

A s�rio? Houve um mudan�a brusca na temperatura em Harrisford.

E havia um charco de agua gelada quando apanhei aquela coisa do ch�o.

- Onde queres chegar? - Tendes um marcador? Uma caneta?

Atr�s de ti.

Bem.

Os serafins est�o aqui.

Apanham a humidade da atmosfera ...

e a transformam em nitrog�nio l�quido. Certo?

Deixando esta �rea extremamente seca.

Mesmo que as nuvens se formem aqui...

esta �rea est� pouco provida de humidade. Certo?

- Corrige-me se estiver enganado. - N�o, est�s certo.

Est� bem.

D�-se uma reac��o sub-at�mica.

Atrai a humidade da atmosfera superior...

e a consequ�ncia deste processo cria brechas de tempo verticais.

Sabes que n�o funciona assim.

N�o, n�o funcionava assim. Agora funciona assim.

O boom que ouvi devem de ser as pausas...

Separando as camadas da atmosfera enquanto s�o destro�adas.

Isso explicaria a descida abrupta da temperatura...

e o facto de n�o conseguirem prever de onde v�m as tempestades.

Isso � pura fic��o. Estamos neste projecto h� tr�s anos.

Mas voc� n�o consegue explicar o que aconteceu. Verdade?

Alguma ideia? A raz�o pela qual n�o conseguem detectar estas tempestades...

� porque n�o come�am aqui, mas porque come�am aqui e s�o empurradas para baixo.

J� ouvi o suficiente.

O qu�? Alguma coisa que eu disse?

Damon.

Temos um problema real nas m�os...

n�o vou ficar a ouvir este palha�o inventar o seu pr�ximo livro

Eu sei, vamos recolher os serafins, analisar os dados e ent�o saberemos.

O qu�? Tu deste a ordem, certo? O Frank vai traz�-los para baixo.

N�o, os serafins n�o descer�o.

S� agora � que mo dizes?

Tem calma. N�o nos compete a n�s decidir isso.

O Frank quer que completemos o ciclo. Se n�o, eliminar� o projecto.

- Sobre o meu cad�ver! - Jo.

Jo!

Senhor, tenho a Joanne Dyson em linha.

Senhor?

Anote a mensagem.

Diz-me que est�s a ver isto?

Ver o qu�? N�o sei o que est�s a dizer.

� como um c�rculo...

desaparece e, em seguida, escurece.

Sim, olha para aquela nuvem. Parece uma nuvem de circo.

E aquela parece um chihuahua a andar de triciclo.

N�o brinques.

Acho que o acidente afectou o teu c�rebro.

Continuas com frio?

N�o, j� passou. E tu?

N�o.

Parece estar mais quente. Verdade?

N�o te parece estranho?

N�o prestei muita aten��o. Antes tinha frio, agora n�o.

Quase gelado l� atr�s.

Normalmente dever�amos estar nos desertos da Mong�lia...

para termos estas mudan�as bruscas de temperatura.

- Isso aconteceu tudo numa hora. - Eric.

Est� frio novamente.

- Procuremos um abrigo. - Eric.

- O qu�? - Tenho medo.

Ficaremos bem.

N�o acredito que n�o mo tenhas dito antes.

Bem, Jo, respira,

isto � de loucos.

ainda � o meu projecto, Damon!

Creio que o Frank n�o pensa assim.

Porqu�? O que � que ele disse?

Ele disse que, se ele o financia, ent�o ele � quem manda.

Ele n�o pode ser assim t�o est�pido!

Sinto um conflito na cadeia de comando.

Este sujeito � muito perspicaz.

Tamb�m sinto que n�o gosta de mim.

Voc� roubou a minha ideia.

O qu�?

Roubou a ideia dele.

O seu livro, a sua novela, o seu best-seller, foi ideia minha e voc� roubou-ma.

Que diabos voc� est� falando?

Gary estava a escrever um livro maravilhoso sobre as emiss�es de carbono.

E?

E, depois

- Roubo-a! - Roubo-a!

Voc� assinou-o como se fosse seu.

N�o estou a compreender, amigos.

Gary, ainda temos comunica��o com os serafins?

Phil?

Sim, creio que sim.

Controlo tamb�m?

- Sim. Porqu�? - SINAL DE CONEX�O

Manda-os para baixo.

- Jo, est�s a jogar um jogo perigoso. - Manda-os para baixo!

- N�o podemos! - Porqu�?

N�o daqui. O comando para cancelar est� na central com o Frank.

- N�o temos esse poder. - Que estupidez.

Se n�o podemos baixa-los, podemos reprograma-los. Verdade?

Pensa bem no que vais fazer. � um caminho sem volta.

- Podemos reverter o processo. - O qu�?

Revertemos o processo de ioniza��o. Deixam de captar humidade.

- E a v�o redistribuir. - Nunca o fizemos antes.

N�o havia necessidade.

- Funcionar�? - N�o sei. Talvez.

Funcionaria num dos meus livros.

O "pensamento criativo" que procurava-mos.

Ou ser� o pensamento nulo.

Ou melhor, ser� o pr�ximo best-seller do Gary.

Gary, � poss�vel faz�-lo?

Eu o teria feito se ele n�o me roubasse a ideia.

N�o! � poss�vel reverter o processo de ioniza��o?

Teoricamente, vou tentar.

Depois, vou ter entregar alguns curr�culos quando procurar outro emprego.

Isto n�o � nada bom.

O que �?

Temos outra c�lula. � grande como tudo.

Onde?

Aqui.

A temperatura caiu a pique na zona de teste.

- Pessoal. - Desliga o sinal. J�.

TEMPERATURA: QUEDA REPENTINA

Quanto tempo levar� a reprogramar os serafins?

N�o sei, Jo. J� te tinha dito que n�o o tinha feito antes.

Despacha-te.

Vem a� um tornado!

Vem directamente para n�s.

Congela tudo por onde passa.

Vamos para os carros! Vamos!

Vamos!

Precisamos da informa��o, pessoal.

N�o, deixa ficar. Para os carros! J�!

Deixa-os. Vamos!

Vamos!

Vamos!

Espera.

Sal!

Phil!

Vamos.

- Conseguir�o? - N�o sei. N�o vejo nada.

Vamos. Estaremos a salvo ali.

Vamos. D�-me a tua m�o.

Abra�a-me.

Abra�a-me com for�a.

Aguenta.

A quanto tempo aconteceu isto?

H� meia hora, senhor.

- Tentaste contacta-los? - Sim...

mas as linhas fixas n�o funcionam e as antenas de telem�veis est�o desligadas.

N�o conseguimos comunicar. Perdemos todas as imagens.

OK, eis o que quero que fa�as: Daqui a uma hora sobrevoaremos a �rea

Se n�o descobrimos o que sucedeu desde a terra, vamos tentar a partir do ar.

- Est� bom. - Bom?

Sim.

N�o compreendo. O que poder� estar a causar tudo isto?

Testes do governo.

- Por favor. - Falo a s�rio.

H� anos que tentam controlar o clima.

Isto n�o � controlo, parece mais descontrolo.

Eu disse "tentar", A China est� sempre a faz�-lo.

No ano passado, a R�ssia acusou a China de lhe roubar a chuva.

Quase entravam em guerra.

A China e a R�ssia em guerra?

Agora parecias o Charlie Price.

Talvez devesse-mos eliminar este v�deo...

para que os EUA n�o entre em guerra com o Canad�.

� poss�vel.

N�o, n�o � poss�vel. O que � poss�vel � chumbar-mos a cadeira.

E se mudasse-mos o tema do trabalho?

Vamos at� a esta��o de televis�o...

editamos o v�deo e escrevemos um artigo.

Isto acontece. Cobres uma noticia mas aparece outra melhor, deixas a primeira.

Foi a melhor ideia que tiveste hoje.

Est�s a brincar?

N�o. Na verdade, � uma ideia excelente.

Est� bem.

Senhor, o avi�o sobrevoar� a zona de testes daqui a duas horas.

E os F S F? Conseguis-te contacta-los?

N�o. As tempestades aumentaram...

e causaram estragos nas comunica��es locais.

E os serafins?

Est�o a 18 horas no ar.

Est� bem.

Para onde foram? Estar�o bem?

N�o sei.

Ter�o tido tempo para reprogramar os serafins?

N�o acredito.

Eu tamb�m n�o.

Juro que se alguma vez me cruza com o Frank...

os governos e os cientistas n�o fazem um bom par.

N�o comeces, Charlie.

- Pensas que � f�cil? - N�o disse isso.

Achas que isto � mau?

Queres ver uma foto de como est� o Sud�o agora?

Darfur? Eti�pia?

Centenas de milhares de pessoas morrem.

Estamos t�o perto, Charlie.

- Compreendo os problemas do mundo. - E o que fazes para os resolver?

O que � que aconteceu contigo?

Eras um dos cientistas mais prometedores que conheci.

Podias ter feito grandes coisas, Mas agora escreves fic��o.

Sim, � verdade.

Cansei-me de perder tempo.

Sempre a espera do financiamento para solucionar problemas reais.

Essa � s� uma parte.

Cansei-me de suportar os caprichos dos governos...

tudo em nome da ci�ncia.

Obrigado, mas prefiro fazer algum bem...

que desperdi�ar o meu c�rebro a escrever novelas...

esperando que filmem o meu livro. A quem serve isso?

- A livrarias, ao cinema, a mim. - Ainda bem para ti.

- Tentemos manter-nos no mesmo lado. - Tamb�m nunca fostes de jogar em equipa.

E o abra�o?

N�s nos abra�amos. Eu sentia o teu calor.

Estava apenas a tentar sobreviver.

- Ol�. - Est�o bem?

Sim, e voc�s?

Onde est� o Phil?

Entrem.

Entra.

Nenhum sinal?

N�o.

Como corrigir isto?

Gary?

S� necessitamos de uma liga��o de banda larga.

Est�o a ver o que eu estou a ver?

WIFI GRATIS PEQUENO ALMO�O GRATIS

N�o tenho fome.

N�o, Gary. Refiro-me ao Wi-Fi.

Sim, vale a pena tentar.

Ol�?

Ol�!

N�o est� c� ningu�m.

- Devem estar escondidos. - Basta, Charlie.

- Lembras-te da ordem de evacua��o? - Desculpa, n�o sei onde tinha a cabe�a.

N�o me parecia que pensava sequer.

Que est�s a fazer?

A hospitalidade � um pouco lenta por aqui.

- Trazes a mesa, Damon? - Sim.

N�o h� linha.

Com os telefones desligados, como � que ficamos online?

O Wi-Fi usa modems por cabo subterr�neos.

Um pr�mio para o escritor. Podem ligar uma luz?

N�o h� electricidade.

Caramba. Isto � um hotel, deve ter um gerador algures.

Sem electricidade, n�o h� modem.

sem modem, n�o h� conex�o.

Deixemos os cyber c�rebros p�r-nos online enquanto procuramos o gerador.

E outras coisas mais.

Tens os discos?

Sim.

Vamos.

As chaves deve estar...

...ou podes fazer isso.

O gerador.

Se o escrevesse, n�o me sairia melhor do que assim.

- "Cyber c�rebro". - O qu�?

�s um "cyber c�rebro"?

- Ou talvez pudesse. - Que queres dizer?

N�o h� combust�vel.

O carro tem combust�vel. Podemos usa-lo.

Podemos.

KJ RX CANAL DE TELEVIS�O

- Onde est� toda a gente? - Foram evacuados.

As noticias nunca fecham.

N�o estamos em New York. Estamos numa cidadezita.

N�o desprezes as pequenas cidades. Os teus primeiros trabalhos ser�o a�.

Ser� que cancelaram a entrevista com o Price?

� prov�vel.

Para onde agora?

Para onde? Editarei o v�deo e escreverei o artigo. N�o ser�o eles a faz�-lo.

Est� bem. Vamos procurar uma maneira de regressar-mos a universidade.

Temos uma grande noticia. N�o h� tempo para isso.

- Compreendo, mas este lugar est� fechado. - Sim, mas estar� mesmo fechado?

N�o est�s a pensar em arrombar?

N�o ser� arrombar. Nos fomos convidados.

- Eric, est� fechado. - N�o vejo letreiros.

Talvez estas portas foram fechadas por engano.

N�o quero "invas�o de propriedade" no meu curriculum.

Est�s a brincar? Isto � jornalismo b�sico.

Meter-se sem que te apanhem faz parte do nosso trabalho.

� assim que se faz nesta profiss�o.

Olha para isto.

Se queres algo, o universo conspira contigo para o obteres.

Eu queria um p�nei quando era crian�a, mas nunca o consegui.

Se me ajudares nesta hist�ria, at� te darei dois.

E o Senhor disse:

Que se fa�a luz.

Espero que funcione.

tem de funcionar.

Bem. Tenho uma liga��o. � fraca mas tenho uma liga��o.

O sinal passar�?

Dever�.

Gary, quero ver o Doppler.

S�o cada vez maiores.

Est�o a chegar muito perto de Portland.

Quanto tempo falta?

Creio que n�o respondem.

Que est�s a fazer?

Vou enviar uma cyber bofetada por email.

FRANK, EMERGENCIA! PORTLAND ESTA EM PERIGO

DEVER�AS TEMER UMA AUDIENCIA NO SENADO.

ENVIANDO AO FRANK

Como te sentes agora?

Vou sentir-me melhor quando isto acabar.

FRANK, EMERGENCIA! PORTLAND ESTA EM PERIGO

DEVER�AS TEMER UMA AUDIENCIA NO SENADO.

Fala o Frank. Onde est� o avi�o?

Preciso de imagens. Estamos a cegas!

Parece que fomos bloqueados.

- Foi o Frank. - Continua a tentar.

- Nos estamos a perder a electricidade. - N�o pode ser. O gerador est� cheio.

O sinal est� a flutuar.

- Precisamos de energia! - N�o h�. Verei o gerador.

Esperem. Tenho liga��o.

� fraco, mas tenho.

E os serafins?

Seguem o padr�o. N�o respondem.

N�o respondem!

Temos de os anular. Continua tentando.

Temos problemas de press�o.

Perdemos um motor.

Perdemos altitude.

Mayday! Mayday!

Perdemos contacto com o avi�o.

Onde est� o nosso olho no c�u?

Como disse antes. N�o o escreveria melhor do que isto.

O tanque verte. Nem eu o consigo arranjar.

Estamos a ficar sem tempo. Os serafins n�o respondem.

Era isto, Damon que querias dizer. Que o Frank nos bloqueou?

Eu aposto nisso.

� uma possibilidade mas a liga��o era fraca.

O sinal pode ter tido interfer�ncias durante a transmiss�o...

proveniente de outro lugar...

ou ent�o os serafins o ignoraram.

Estas coisas t�m intelig�ncia artificial?

N�o, digo que preciso de um sinal s�lido...

preciso uma conex�o sat�lite local.

- E se o Frank nos bloqueou? - Ser� in�til.

N�o. Claro que n�o.

Mesmo que nos bloqueie posso entrar, posso pirate�-lo.

N�o pode manter-me fora. Que pensavam voc�s?

N�o h� linhas telef�nicas, estamos no meio do nada.

Como � que encontramos uma liga��o a um sat�lite?

ENTREVISTA 18:00

- Obrigado, Nora. - Quem?

E uma esta��o de televis�o?

Sim, funcionaria. Onde?

Vou-te mostrar. Deveria l� estar daqui a uma hora.

Isto � fabuloso.

Esta grava��o n�o tem pre�o.

Como vais com o artigo?

O que achas disto:

" O que seria um trabalho sobre a vida do pol�mico escritor Charlie Price...

"rapidamente resultou numa desoladora luta pela sobreviv�ncia...

"porque os mesmos desastres que o seu mais recente livro ficcionava...

materializaram-se fatalmente numa pequena cidade".

N�o est� mal.

- Sim? - Devias apura-lo.

- Como por exemplo? - N�o sei.

As palavras "ficcionar" e "materializar" juntas n�o soam bem juntas.

Sim, parece um trava-l�nguas.

E "Fatalmente" tamb�m n�o cai bem.

- Como? - Tu sabes. Usa outra palavra.

- Eric. - Sim?

Espero bem que n�o tenhamos problemas com isto.

Descansa. J� acabamos. Ningu�m vai preso por editar.

E no pior dos casos, cobram-nos o uso do equipamento.

C�us.

Olhem para isto.

Parece que um tornado passou por aqui.

Ol�!

Algu�m consegue ouvir-me?

Algu�m consegue ouvir-me?

Tenham cuidado.

Ol�!

Algu�m consegue ouvir-me?

Nora.

Nora!

Jo.

Jo!

Como � que perdemos o controlo todo assim?

Era suposto salvar-mos vidas.

Ningu�m queria isto.

- Como saber�amos que aconteceria isto? - � o nosso trabalho sab�-lo!

Como pudemos ser t�o est�pidos?

E tu deixaste que o Frank controlasse o nosso projecto.

Tu tra�ste-nos!

Deixaste roubar a minha pesquisa!

Mais ningu�m quis financia-lo. � pre�o que pagamos.

Olha a tua volta! Isto � obra nossa.

Somos assassinos!

E onde est� o Frank? Tenho a certeza que est� a ler o jornal no escrit�rio.

Jo. Jo!

N�o me toques!

Sinto muito, Charlie.

N�o sei o que dizer.

N�o � preciso dizer nada.

Ela n�o devia ter vindo.

- A culpa � minha. - N�o digas isso.

Porque n�o? � a verdade.

Devia ter ido com ela ao hospital...

em vez de estar aqui, acreditando que ainda sei jogar este jogo.

Voc� n�o pode controlar estas coisas.

O qu�? O clima?

Desculpa, Jo. Esta saiu mal.

N�o. Tu est�s certo.

Quando come�amos uma coisa assim...

nunca imaginarias que poderia acabar assim.

Mas eu sabia com quem estava metida,

quando pensei que podia lidar com a pol�tica e a burocracia...

mas n�o fui forte o suficiente.

O Damon age como se conseguisse...

mas l� no fundo, ele tamb�m n�o a suporta.

E Gary.

Gary � um menino prod�gio num mundo de adultos.

N�o.

Vamos l� outra vez.

Gary! Damon! Entrem no carro, j�!

Depressa!

Vamos!

Vamos! Vem a� um tornado! Vamos!

Senhor, ainda n�o sabemos ao certo o que aconteceu com o avi�o.

A Intelig�ncia fala de quebras de clima verticais.

Sim, quebras de clima verticais.

N�o temos a certeza, mas temos a certeza que n�o foram os serafins.

Sim, senhor.

- Quanto tempo at� finalizar o ciclo? - 39 horas.

Bem. Acho que j� temos todas as provas que precisava-mos.

Est� na hora de cancelar-mos o projecto.

- Senhor, h� um problema. - Que problema?

Os serafins n�o est�o a responder aos comandos.

N�o me importa.

Manda-mos para baixo nem que seja ao tiro.

N�o quero que as tempestades afectem �reas povoadas.

Est�o por todo o lado.

C�us

Meu Deus.

N�o temos a certeza de onde v�m estas tempestades...

- mas podemos dizer... - Olha para mim um minuto.

Est� bem.

Bem. Est�s preparada?

Creio que sim. Vamos faz�-lo.

Bem.

Maldi��o. Temos visitas. Esconde-te.

N�o disseste que ningu�m ia preso por editar?

Eu tenho d�vidas sobre a lei da "invas�o de propriedade".

N�o me vou esconder.

Olha. O carro diz " F S F"

For�as Federais Especiais... Devem ser do governo.

KJRX RECEP��O

- Parece estar fechado. - As noticias nunca fecham.

Ol�? Est� a� algu�m?

Esconde-te.

For�as Especiais. A s�rio?

Olha para o carro.

Acho que n�o est� c� ningu�m.

V�m?

Onde est� o encarregado?

N�o est� c�.

- Quem est� como respons�vel? - N�o sei.

Quem � o senhor?

Eric.

Voc� � o Charlie Price! Ash, � o Charlie Price.

Sim, � o Charlie Price.

Ol�. Espera. Quem s�o voc�s mesmo?

Somos da universidade. Ia-mos entrevista-lo...

mas o clima est� maluco e tivemos um acidente com o carro

Viram o que aconteceu?

- Nenhum de voc�s trabalha aqui? - Sim, conduzem os notici�rios.

- Experimenta os telefones. - N�o te incomodes. N�o funcionam.

Desculpe. J� o tentamos.

A liga��o ao sat�lite funciona.

- � isso que eu quero. - Vejamos as tempestades no Doppler.

- Que fazem os dois aqui? - Chegamos atrasados a livraria...

e tentamos apanha-lo aqui. Temos um v�deo incr�vel.

- Parece ter sa�do dos seus livros. - Gravaram imagens?

Sim e at� escrevemos um artigo para juntar a pe�a.

- Onde est� o v�deo? - Ali.

- Excelente. Obrigado. - Hei, o v�deo � meu.

- J� n�o �. - N�o pode fazer isso. Quem s�o voc�s?

- T�m raz�o. N�o podes fazer isso. - J� temos contacto.

Devolve-lhes a cassete. Manda os serafins para baixo.

Temos contacto mas n�o temos controlo.

Continuamos bloqueados.

- Quanto tempo ainda temos? - Parece que umas horas.

- Umas horas antes de qu�? - Nada.

Testaram algum programa de controlo clim�tico?

- Gary, consegues manda-los para baixo? - Tem calma. Estou a tentar.

N�o temos tempo. O que filmaste ao certo?

- Tenho raz�o. N�o tenho? - Em que est�s a pensar?

Podemos falar com o Frank? Recuperemos o controlo da situa��o.

Como pensas faz�-lo?

N�o sei. Improvisarei.

JOANNE CONVITE PARA CONVERSAR

Gra�as a Deus est�o vivos. N�o conseguia-mos comunicar convosco.

N�o estamos todos vivos. H� pessoas mortas. O Phil morreu.

Frank, se os nossos c�lculos estiverem correctos, daqui a duas horas...

grandes tempestades arrasar�o Portland e Seattle. Vai morrer muita gente.

- Sim, j� sabemos. - J� sabem?

Quando perdemos contacto tentamos abortar mas n�o conseguimos.

E o que vais fazer agora, Frank?

Tem calma Jo. Envia-mos a artilharia para os mandar para baixo.

Compreendo que tenham passado momentos dif�ceis...

Mas n�o temos outra op��o a n�o ser abortar completamente o projecto.

Sinto muito, Jo, Damon.

Sei que trabalharam muito.

Falaremos quando isto tudo acabar.

Maldito seja.

Acabou.

Ele est� a esconder alguma coisa.

Fala o Frank. O projecto " Dan�a da chuva" foi um �xito.

Vamos abortar a sequencia de tempestades.

Sim?

Sim. Est� feito.

Destru�ram-nos. Os serafins desapareceram.

O que � um serafim?

- Est�s bem? - Essa � uma pergunta est�pida.

Estive t�o perto, Charlie.

Eu sei.

Este sentimento a volta, � estranho,

Perdi tanto tempo com isto.

N�o foi desperdi�ado.

fizeste grandes progressos. Avan�as-te na especialidade.

Poder�s fazer grandes coisas.

Mas eu deveria saber. N�o?

N�o necessariamente.

Com todo o mal feito...

e sem me importar sobre o que pensas de mim...

a realidade � que o progresso n�o se financia a si mesmo.

N�o. � verdade, n�o �?

A pergunta �, ser� isto progresso?

Que queres dizer com isso?

O Frank n�o vos bloqueou por precau��o ou medida de seguran�a.

Queria saber algo. Queria saber o qu�o poderosas podiam ser estas tempestades.

Usaram-te

Piratearam a tua investiga��o e usaram-vos aos dois.

ALERTA

O Qu�?

N�o se est�o a dissipar.

- O qu�? - Como � poss�vel?

Est� a piorar.

Dirige-se directamente para Portland.

PORTLAND, OREGON

Como � que pode piorar?

O f�sforo foi-se mas o fogo continua.

- A reac��o repete-se sozinha. - Isso � imposs�vel

Sem os serafins, as tempestades tinham de se extinguir.

- E se n�o acontecer? - Como � que n�o acontecer�?

Do que est�s a falar?

- O olho de J�piter. - O qu�?

Preparem-se. Porque vem a� um "pensamento criativo".

N�o me importa o que tu pensas. As tempestades n�o v�o dissipar-se.

O olho de J�piter dura a 300 anos...

A sua fonte de energia parece igual a que voc�s criaram.

Se estiver errado, as tempestades v�o dissipar-se.

Se estiver certo, iremos deter algo...

capaz de matar milhares, ou talvez milh�es de pessoas.

Mas os serafins j� foram abatidos.

No quero alarma-los...

mas estas tempestades est�o a crescer rapidamente.

O que queres dizer com ainda n�o se dissiparam?

J� abatemos os serafins. Certo?

Por alguma raz�o, as tempestades continuam a crescer. Isto continua.

CONVITE PARA CONVERSAR

� o Frank outra vez.

As c�lulas est�o a piorar.

Como � que � poss�vel?

Estamos a tentar descobri-lo.

Ofere�o-vos toda a ajuda que precisarem mas preciso saber do que se trata.

Porqu� que n�o a ofereceu a umas horas atr�s?

Ol�, Frank. � o Eric que fala.

No livro aclamado pela cr�tica, Ionos-cat�strofe...

os mercen�rios apoderaram-se de uma antena de alta altitude...

e perfuraram a camada de ozono. O que � original.

Poder�amos afogar as tempestades assim?

Boa, Eric, � mesmo querido.

Tenho a certeza que o Sr. Price te agradecer� mas seria melhor se estivesses calado.

Na realidade, o rapaz tem raz�o.

Quem � que est� a falar?

Nos fomos juntando pessoas pelo caminho. Sou o Charlie Price, Frank.

O escritor?

N�o, o Homem de lata.

Teoricamente, era o que dever�amos fazer...

aquecer a atmosfera superior...

para expandir as massas de ar superiores...

e assim cortar a fonte de alimenta��o das tempestades.

Este tipo cada vez est� mais louco.

� poss�vel, Joanne?

Teoricamente.

- A antena de alta altitude existe. - Est� muito longe.

Est� no Alasca.

Na verdade a universidade tem uma antena dessas.

� uma instala��o pequena, mas penso que servir�.

Preciso saber se funcionar�.

Funcionar�? Jo. Charlie.

A antena penetraria no ozono, mas precisamos do elemento calor...

dum sat�lite reflector para canalizar a energia solar.

Levaria semanas s� para libertar os sat�lites.

A verdade � que n�o queres faz�-lo para que n�o te envolvam nisto.

Eu ofere�o toda a ajuda que posso dar.

Se a queres, aproveita agora.

- Ou o qu�? - Posso faz�-lo mais depressa.

Para que � que achas que estou aqui?

Frank, s� preciso dos c�digos para aceder aos sat�lites.

� s� um empr�stimo de curta dura��o.

Sabem onde ficam as instala��es?

A 48 km daqui, a sa�da de Beaverton.

Gary, eu dou-te os c�digos, mas preciso de garantias.

N�o te damos nada.

N�o faremos nada at� que a Jo regresse ao seu projecto.

O qu�?

Sabemos o que fizeste. Tu pirateaste o projecto.

Bloqueaste-nos quando pod�amos ter evitado tudo isto.

Temos provas.

Quando tempo temos at� que as tempestades atinjam as grandes cidades?

Cerca de uma hora.

Est� certo. � o que vemos aqui.

Quais s�o as minhas garantias?

Nenhuma. N�o tens op��o.

Porque se a tivesses, j� a tinhas aproveitado.

Est� bem. Vou dar-te o que queres. Agora detenham as tempestades.

Bem, temos umas tempestades para travar.

Quando isto tudo acabar, vou querer a cabe�a do Frank.

Vou ajudar-te nisso, mas agora temos um problema maior para resolver.

Esperem. Ol�?

Se v�o para a universidade, v�o directamente para o centro das tempestades.

- Adoro um desafio. - Adoras o suic�dio?

- Porque � isso que vais fazer. - Toma.

Sabem usar o equipamento de televis�o?

- Sim. - Sim.

D�em alertas sobre as tempestades. usem o v�deo, contactem todos os canais.

- Digam as pessoas para n�o sa�rem e que se dirijam para os abrigos.

- Vamos atear o fogo no c�u!

Tenho Portland. Come�a.

Estamos na KJRX. Fomos atingidos por uma tempestade de grandes dimens�es.

V�rios tornados arrasaram a cidade, destruindo edif�cios e deixando muitas v�timas.

Est�o a dirigir-se para voc�s. T�m de emitir alertas.

Vamos l� Frank. D�-me os c�digos.

RASTREIO DE �RBITA ACESSO

Aqui vamos n�s.

Alguma vez te disse que �s uma mulher bonita, Joanne Dyson?

O qu�?

Este � um bom momento para confiss�es.

TEMPERATURA: DESCIDA BRUSCA

Vamos l� Frank. D�-me os c�digos.

Sim.

IMPRIMINDO

D�-me essa impress�o.

S�o os c�digos de acesso?

Sim.

Posso fazer uma copia disto?

N�o.

Vamos. Vamos.

Maldi��o.

Estamos rodeados.

Que vamos fazer? Dev�amos parar.

Segura-te. Vamos atravessa-los.

- N�o podemos fazer isso. - Podemos sim.

Temos de entrar com o �ngulo certo.

- Vai-nos projectar como uma onda. - Est�s maluco?

S� descobriste isso agora?

- N�o vai resultar. - Funcionar�.

Para o meu livro, investiguei a f�sica.

Chama-se "momento de in�rcia". S� necessito da velocidade correcta.

Aguentem-se!

TEMPERATURA: DESCIDA EXTREMA

N�o.

O que se passa?

N�o v�o conseguir.

Vamos conseguir!

- Deus, vamos morrer. - Vamos conseguir.

Ol�, jeitoso.

Vamos jogar.

ANTENA DE ALTA ALTITUDE SUL DE PORTLAND

Vamos! Encontra o sinal!

S� pode estar a brincar.

Vamos. Depressa. Abrigue-se.

Damon!

N�o!

- Damon! - Para dentro!

- Joanne! - Damon!

Jo!

- N�o! - Damon!

N�o podemos fazer nada.

S� podemos impedir mais danos.

Est�o bem?

Infelizmente, n�o para todos n�s.

Estas instala��es est�o a funcionar?

Sim.

Bem. N�o temos muito tempo. Temos de nos despachar.

Sabia que vinham, s� n�o sei do que necessitam.

Vers�o resumida: estas tempestades cicl�nicas alimentam-se na atmosfera superior.

Devemos utilizar a antena para perfurar temporariamente o ozono...

para que os sat�lites cheguem a Mesosfera...

e dissipem as tempestades salvando milh�es de vidas. Compreendeu?

A sala de controlo � por aqui.

ANTENA DE ALTA ATITUDE

O que se passa?

Os c�digos est�o incorrectos.

- Como � que pode ser? - Gostava de o saber.

- Troca para min�sculas. - O qu�?

Talvez bloqueasses as mai�sculas.

A mim acontece-me muitas vez.

Porque n�o voltas para o teu canto, ali atr�s?

- S� estou a tentar ajudar. - Desaparece.

ACCESO ACEPTADO

Parece que entrei.

Quanto tempo leva a iniciar?

� r�pido. Qual � o seu plano?

Quero abrir uma brecha na camada de ozono.

Bem. J� come�amos.

Espero que Gary tenha os c�digos.

- Se o escrevesse... - N�o digas essa estupidez.

Acontece sempre alguma coisa quando dizes isso.

Tens de te apressar, Gary. Informaram-me de enormes tempestades nas cidades.

H� uma sobre a antena.

MOVIMENTO DE �RBITA INICIADO

O que dependia de mim est� feito.

Conseguiste?

- Sim - Sim?

Genial.

Bem feito.

�RBITA INICIADA

O Gary conseguiu. Tr�s minutos at� os sat�lites se posicionarem.

Ainda bem. Estaremos prontos nessa altura.

Esperemos que a tempestade n�o congele a antena.

Eles controlam os sat�lites.

Agora tudo depende deles.

E as tempestades?

Est� complicado.

Que Deus nos ajude.

O que aconteceu?

Passamos a utilizar o gerador.

Outro gerador! Ter� potencia para iniciar a antena?

Deveria ter.

N�o!

Estamos a ficar sem tempo.

A electricidade est� a regressar.

Estamos a 75%.

85%

PREPARADO PARA DISPARAR

Vamos. Disparem agora.

- Vamos. - Vamos!

95 %. Falta pouco.

� agora ou nunca.

Dispare.

DISPARANDO

OZONO PERFURADO

Aconteceu alguma coisa.

O que se passa?

Estas instala��es n�o foram concebidas para isto.

Estar� a funcionar?

O raio est� a esfriar.

PREPARADO PARA DISPARAR

Sim.

DISPARANDO

PREPARADO

O sat�lite disparou. Ser� que funcionar�?

Est� a funcionar?

N�o sei.

TEMPERATURA: ANALIZANDO

TEMPERATURA: NORMAL

Est�o a morrer.

Conseguiram.

- Sim! - Sim!

- C�us. Conseguiram. - Sim.

� inacredit�vel. N�o consigo crer que o conseguiram.

- Sim. Conseguiram-no! - Sim.

Senhor...

creio que funcionou, creio que conseguiram.

TEMPERATURA: NORMAL

Aqui est�o eles.

Afinal era tu. Eu disse-te que era o Charlie.

Porqu� tanta pressa?

Porqu� tanto segredo?

Disseram que o vosso trabalho era "Um dia na vida de Charlie Price".

- Sim era. - E se fizesse-mos algo melhor?

Sim. E porque n�o. O que tem em mente?

- Est�s preparada? - Suponho que sim.

Depois disto vou voltar a ser tua assistente de investiga��o.

Vou ser um sortudo.

Prepara a c�mara.

Est� bem.

Era suposto chover hoje?

N�o, Charlie. N�o escreverias melhor do que isto.

Eu n�o disse nada.

Senhor...

temos um problema.

A ATEN��O: FRANK O'NEIL

UM DIA NA VIDA DE CHARLIE PRICE

Porque � que tenho de me preocupar com isto?

Porque foram enviadas c�pias disso para a Comiss�o de Investiga��o do Senado.

BOA SORTE NA PRIS�O. COM AMOR, DAMON, JO + CHARLIE

Sim?

Senhor, est�o aqui dois agentes federais para falar consigo.

Tradu��o e sincroniza��o: MIROLHO Resinc: ppnog

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