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Tudo que o C�u Permite
Ressincronia para este Torrent E corre��es gr�ficas: Mangusto.
- Ol�, Cary. - Ol�, Sara
como sempre, Cary, se adiantou nisso.
Ainda nem pensei em podar as �rvores.
N�o � m�rito meu.
Mart�n chegou a um acordo com os jardineiros.
Ainda depois de sua morte seguem vindo constantemente.
N�o � por falta de tempo. Com meus filhos fora de casa, exceto nos fins de semana,
- Sobra-me tempo. - Sei, sei.
Mudemos de assunto. Almocemos. J� est� preparado.
Sinto muito, mas n�o posso almo�ar contigo
Deveria ter ligado, mas queria te devolver a baixela que me emprestou.
�s vezes penso que faz bem em n�o pertencer ao clube.
�s vezes tenho d�vida, mas essas coisas n�o s�o para mim.
- Espero que n�o tenha te incomodado muito. - N�o.
� George. Ligou dizendo que traz um convidado neste fim de semana.
No �ltimo momento, como sempre.
Com centenas de coisas para fazer, tenho que conseguir um casal para esta noite...
- Para este tal de Sr. Allenby. - Um casal?
Ver�, tem 40 anos, o que significa...
Que considera toda mulher com mais de 18 muito velha.
Devemos confront�-lo. Tenho de ir.
Oh, por que n�o vem jantar conosco no clube?
N�o, Sara. Acho que n�o deveria.
N�o seja tola. Chamarei Harvey para que te pegue �s 7:30.
- Harvey? - Pelo menos est� solteiro.
- Adeus, querida. - Adeus.
- Posso ajud�-la, Sra. Scott? - Sim. Obrigada.
- Ponha a� mesmo. - De acordo.
- Deseja tomar um caf� quente? - Sim, obrigado.
Gostaria de compartilhar meu almo�o?
Meu amiga n�o p�de ficar. Tenho frango, salada e p�ezinhos.
- S� um p�ozinho e um caf�. - Claro.
N�o quer se sentar?
Perguntava-me se tinha muito o que fazer.
- Tudo reluz t�o belo. - N�o muito.
Acredita que terminar� hoje ou ter� de voltar?
Provavelmente.
Freq�entemente penso que eu gostaria saber mais de jardinagem.
Acredita que deveria me dedicar?
S� se realmente gostar da profiss�o.
- Sou a Sr. Scott - Sim, sei.
- Eu sou Ron Kirby. - Oh, voc� � o filho do Sr. Kirby.
Encarrego-me do neg�cio desde que meu pai morreu h� 3 anos.
Vem aqui durante todo esse tempo?
Cada primavera e outono.
Pode ser que esse seja meu �ltimo ano.
Na escola agr�cola, comecei a me interessar pelas �rvores.
Assim comecei a cultiv�-las.
- Que tipo de �rvores? - De todos os tipos.
Abetos brancos, pinheiros de Oregon, p�ceas alvorada...
- Tem alguma dessas? - N�o.
Mas tem algumas igualmente interessantes.
Como este Koelreuteria.
Natural da China. L� chamam de "a �rvore da chuva dourada".
Precioso... verdade?
Dizem que s� pode crescer perto de uma casa onde h� muito amor.
� uma formosa lenda.
Tenho de voltar para o trabalho.
Obrigado pelo caf�.
Mam�e!
Estou aqui!
- Ol�, cora��o. - Ol�.
- Ned. - Ol�, mam�e.
N�o os esperava at� manh�.
Hoje n�o tive aula, ou seja, chamei Kay de Princeton...
Estava revisando alguns casos que tenho atrasados...
a cruz dos trabalhadores sociais...
- Assim que se veste - A que hora jantamos?
Convidaram-me para jantar.
- Onde vai? - Sara dar� uma festa no clube.
Tenho que me vestir. Harvey vir� me pegar a qualquer momento.
Harvey?
Sim. Vou preparar os coquet�is.
- Harvey gosta de meus martinis. - Ned, o mago dos martinis.
- Tem visto muito Harvey ultimamente? - N�o, querida. Esteve fora da cidade.
- Na Florida, acho. - Gosto de Harvey.
� agrad�vel, divertido e atua como uma pessoa da sua idade.
Se houver algo que n�o suporto, � a um 'velho verde'.
Como diz Freud,
"Quando chegamos a certa idade, o sexo se volta incongruente".
Acredito que Harvey compreende isso.
Em resumo, � surpreendentemente culto...
e o �nico solteiro por aqui.
Admito, tem seus defeitos.
Fala muito sobre sua sa�de,
mas na sua idade � compreens�vel.
� normal que com a velhice venham os chiliques.
Embora seja dif�cil de aceitar.
De qualquer forma, isso est� acostumado a preocupar mais �s mulheres que aos homens.
Bem, suponho que Harvey � suficientemente inteligente para...
Est� lendo isto?
O que, querida?
J� era hora que aposentasse esse velho vestido de veludo negro.
- Era? - � �bvio.
Pessoalmente, nunca estive de acordo com esse velho costume eg�pcio.
- Acredito que era eg�pcia. - Que costume eg�pcio?
A de emparedar � vi�va viva na c�mara mortu�ria de seu marido...
junto com suas demais posses.
A teoria dizia que ela tamb�m era uma posse dele.
Acreditava-se que ela devia viajar para a morte com ele.
A comunidade se encarregava de que assim fosse.
� �bvio, isso j� n�o acontece.
N�o? Bem, possivelmente n�o no Egito.
- O que quer dizer? - Nada. Vamos descer.
Carac�is, m�e!
Tenho ele faz tempo, mas nunca tinha utilizado-o.
- Voc� gosta? - Acho que est� bom.
N�o tem muito decote?
Espero que Harvey n�o se assuste.
- Uma t�pica rea��o ed�pica. - Uma o qu�?
Subconscientemente, um filho n�o gosta que sua m�e seja atraente para outros homens.
Isso � chamado de "complexo de �dipo".
� muito comum.
- Boa noite, Harvey. - Cary, querida. V�!
- E Kay! - Ol�, Harvey.
- Tomar�o um coquetel antes de irem? - Temos tempo.
Preparou especialmente para voc�.
- Sentemos, Harvey - Obrigado.
- Sentimos saudades - Fico feliz.
- Gostou da Florida? - Perfeita, Kay. Perfeita.
Cary, descobri um dos doutores mais maravilhosos l�.
Curou-me de meus eternos resfriados em um instante!
- Mam�e, Harvey, o "especial do Scott". - Obrigado, Ned.
Obrigado.
Excelente, filho, excelente!
O gim n�o � t�o bom como a marca que costumo usar...
mas o vermouth n�o esta ruim.
Quer dizer essas duas pequenas gotas que coloquei?
Meu pobre f�gado! Kay, espero que tenha contado errado.
Cary, est� divina esta noite.
- Essa cor te real�a. - Obrigado, Harvey.
Ned temia que o vestido te assustasse.
Tolices. Seria necess�rio mais... ou possivelmente devo dizer, menos, para me assustar.
N�o, obrigado, Ned. Um coquetel � meu limite.
Sabe, comecei a me formar...
no dia que seu pai ganhou este trof�u.
Encheu-o de champanhe e nos obrigou a beber tudo.
Ainda me lembro.
- Quantos de voc�s estavam pressentem? - N�o todos.
Querida, dever�amos ir saindo, n�o acha?
Sim, Harvey.
CLUBE DE CAMPO DO STONINGHAM Exclusivo para S�cios
- Cary! Ol�, Harvey. - Ol�, Bill.
- Ultimamente n�o t�nhamos te visto! - Cary, querida, quanto tempo sem te ver.
Divert�amo-nos tanto. Na outra noite r�amos recordando a noite quando Martin...
Aqui est�. Venha, querida.
Cary, minha garota favorita! O que querem tomar?
- Tomamos um Martini em casa. - Nunca ter� de mudar.
- O mesmo para voc�? - Nada para mim. J� tive minha conta.
Necessitar� mais de um para sobreviver a esta festa.
- E ficaremos todo o fim de semana. - George! Cale-se!
Tom. Cary. Apresento-os � Srta. Frisbee e ao Sr. Allenby. A Sra. Scott.
- Sra. Scott. - Como est�o?
Ol�. Dizia ao Sr. Allenby...
que tem um encanto irresist�vel.
A atra��o parece m�tua.
- Sara! - Ol�, Sara, Cary.
Viu? Os Norton chegaram juntos. Depois de tudo o que se disse...
- O que disseram? - Sabe muito bem o que se dizia.
N�o sei, mas tenho certeza de que voc� sim.
Cary, Oh, querida! Que maravilha te ver. Sabe? Quase n�o te reconhe�o.
� indecente ter dois filhos t�o crescidos e estar t�o jovem como voc�.
Claro que n�o h� nada como o vermelho para atrair a aten��o, n�o � mesmo?
Acho que � por isso que t�o poucas vi�vas os usam. Teriam que ter muito cuidado.
- Ol�, Howard. - Ol�!
- Que tal um baile, Cary? - Adiante.
Certamente eu adoraria.
S�o coisas horr�veis para dizer, Mona.
Mas Sara, o que insinua?
S� tratava de anim�-la lhe dizendo da beleza que se v�.
- Mas n�o parece precisar. - Vamos beber algo, senhoras.
- Como est�o Mary e o meninos? - Todos gripados.
Que pena.
A casa parecia um hospital. Tive de escapar.
Agora, fico feliz em ter feito isso.
� muito bela Cary. Muito bela para estar sozinha.
N�o sei se a esposa de Howard � Santa ou somente tola.
fica em casa sozinha noite ap�s noite.
- Sim, mas tem os meninos. - Embora n�o tenha Howard?
- O que significa isso? - N�o se zangue. Por acaso mencionei Cary?
Estou come�ando a pensar que tem uma mente perversa.
Certamente!
- Est� muito melhor aqui, n�? - Sim.
A� � onde v�o construir a nova piscina.
Oh?
� um lugar fant�stico para uma piscina.
Quando pensa que eles...?
por que n�o nos vemos em New York? Conhe�o um lugar.
Howard, esque�amos o que disse.
Perd�o, Cary. N�o sabia o que fazia.
Sei que voc� n�o � dessas. Desculpe-me pelo que disse.
N�o se preocupe, Howard.
Mas n�o me desculpo por te desejar.
por que Ned n�o tinha me falado antes de voc�?
Pensa em todo o tempo que perdemos.
Escapa-te pela tangente. Confunde seus princ�pios.
N�o entendo.
Os princ�pios b�sicos da atra��o sexual entre homem e mulher s�o...
Mam�e e Harvey.
tentarei explicar isso, mas n�o aqui.
chegamos.
- Quer uma ta�a? - N�o, obrigado Cary.
� muito tarde. Esta noite foi selvagem para mim.
Desfrutei demais. Sempre desfruto de sua companhia.
Obrigado. A mim acontece o mesmo.
- Est� com a chave? - Sim.
Compreende melhor agora?
Sinceramente n�o, mas...
Est� bem. Tentarei novamente.
Cary...
N�o sei se estar� pronta para pensar em se casar outra vez.
N�o... n�o acredito que esteja.
� obvio, sei que n�o sou nem rom�ntico nem impetuoso...
mas n�o acredito que queira isso.
Tenho certeza que pensa como eu.
Que a amizade e o afeto s�o as coisas mais importantes.
E eu poderia te dar ambas as coisas, Cary.
Bom... n�o te pressionarei por uma decis�o agora.
- Boa noite, querida. - Boa noite, Harvey.
Na re�lidade, voc� n�o queria ser jogador de futebol. Queria amor.
- Sim. - N�o, nada dessas tolices rom�nticas.
Quero dizer, amor b�sico. O desejo de sentir-se querido.
O futebol era o meio, n�o o fim.
� �bvio, tem o f�sico apropriado.
Como pode algu�m t�o pequenina ser t�o inteligente...
...e t�o bonita?
- Nos veremos nas ter�as-feiras. - Bom, quanto mais durar� isto?
Oh, refere-se � poda?
Devia ter retornado h� duas semanas para termin�-lo.
- J� estava dando por perdido. - � do tipo independente, n�o?
- Adeus, querida. - Adeus, Sara.
Ol�.
Ol�.
Pensei que tinha nos abandonado.
- tive uma semana ocupada. - Duas semanas ocupadas.
- foi comprar mais �rvores? - Como adivinhou?
Bem, eu... Estava para fazer o caf�.
- Quer um pouco? - N�o, obrigado, j� terminei.
Isso significa que n�o nos veremos at� a pr�xima primavera.
N�o retornarei na pr�xima primavera.
vou deixar a jardinagem.
A arboricultura leva muito tempo.
pelo menos, do modo que eu quero trabalhar.
N�o se preocupe. Arranjarei pra voc� outro jardineiro.
Obrigado.
Bem, suponho que isto � uma despedida. Desejo-lhe muita sorte com suas �rvores.
Lembra-se das p�ceas alvoradas das que falei no outro dia?
Sim.
Pensei que, se n�o estiver muito ocupada,
possivelmente gostaria de vir a minha casa v�-las..
Sinto muito, mas creio que hoje n�o posso.
Oh, bem, � obvio, se n�o puder...
- Sr. Kirby? - Sim, Sra. Scott?
Bom, estava pensando que talvez...
Mudou de opini�o?
De acordo! Vamos!
Est� em pleno bosque!
- N�o era o que esperava? - Pensava que morava aqui.
Moro aqui.
Entendo caso n�o goste, mas � ideal para mim.
Gosto de viver em uma casa de cristal.
� noite, posso ver as estrelas da minha cama.
E tem seu novelo.
- Que cor t�o bonita! - � uma coleus.
E a do outro lado � uma dracena.
Quando crescer parecer� uma �rvore.
- Onde est�o as �rvores? - Aqui fora.
Depois de voc�
� obvio, s� t�m 5 anos, mas...
Cinco anos para crescer isso? Alguma vez nunca ficou sem paci�ncia?
Se for impaciente n�o deve se dedicar ao neg�cio da arboricultura.
Algum dia demolirei o velho moinho e plantarei mais p�ceas l�.
- O que h� no velho moinho? - Nada.
Podemos entrar? Adoro bisbilhotar edif�cios velhos.
Essa � a velha pedra onde meu av� mo�a o trigo.
Cuidado com as aranhas.
L� em cima � onde armazenava o gr�o.
Oh!
Oh, olhe.
Oh! Wedgewood! Se pud�ssemos encontrar todos os peda�os...
O que faria com eles?
Roub�-la-ia. Adoro a porcelana de Wedgewood.
Certamente a jogaram a� porque estava incompleta.
Melhor a deixarmos onde estava.
Viu o suficiente?
N�o, acabo de come�ar.
Suponho que estas vigas estejam podres.
N�o, s�o de carvalho. Duram por mais de cem anos.
E estas escadas? O que h� l� em cima?
N�o sei. N�o subo desde que era menino.
- Est� bastante sujo. Cheio de aranhas. - N�o me importa.
O p�ssaro a assustou, Sra. Scott?
Bom... Assustaria qualquer um.
Uma chamin�! Vamos, isto � perfeito.
Perfeito? Para qu�?
Bem, um lugar perfeito para voc� morar.
Precisa de muito trabalho, mas valeria a pena.
- J� tenho onde morar. - Oh.
N�o pensa em viver nesse quarto por toda a vida.
- Nunca pensei nisso. - Pois ter� de pensar algum dia.
- Algum dia conhecer� uma jovem... - J� conhe�o muitas jovens.
Belas e n�o t�o belas.
Bem, n�o s�o apropriadas.
Mas quando for... Ou acha que n�o � suscet�vel?
N�o. N�o penso nisso.
Bem, est� ficando tarde.
Sinto muito. N�o pensava em me intrometer em sua vida.
depois de tudo, n�o � assunto meu.
VIVEIRO KIRBY Especialista em �rvores
Vou pra fora do estado a comprar umas �rvores para alguns amigos.
Estarei fora por algumas semanas.
Irei te ver quando retornar.
- N�o, eu... - At� l�.
- Ol�, Cary! - Ol�, Sara.
S� vim te convidar para jantar esta noite. Mona e Mark tamb�m vir�o.
- Mona!? - J� sei, mas os devo um jantar.
Mona � engenhosa, a n�o ser o branco de seus coment�rios.
Acho que deveria aceitar. Depois de tudo n�o sa� desde que Harvey se foi.
Mas Mona... N�o foi minha inten��o ser descort�s.
N�o pode ficar aqui sentada sem nada pra fazer.
Deveria ao menos comprar uma televis�o.
- Oh, n�o! - por qu�?
Porque � o �ltimo consolo das mulheres solit�rias?
Isso foi muito doce de sua parte, mas n�o quero uma televis�o.
Concordo. Mas j� falei pra voc� do homem da televis�o,
esse encantador Sr. Weeks.
- Seriamente, deveria comprar uma. - Desculpe-me.
- Ol�. - Ol�.
Estou indo visitar uns amigos.
Pensei que possivelmente voc� gostaria de vir.
Aceita?
Obrigada.
Certamente nos convidar�o para jantar.
Agora mesmo tenho uma convidada. Poderia esperar?
- Cary? - Sim, Sara?
- Sra. Warren, o Sr... - Kirby.
Como est� Sr. Kirby? N�o posso ficar. Vejo-te esta noite.
Sara, se chatearia se n�o fosse?
� �bvio que n�o! Compreendo que n�o esteja de humor para as intrigas de Mona.
Venha jantar na semana pr�xima. Adeus, Sr. Kirby.
Adeus, Sra. Warren.
Vir�?
Ah... Sim.
Far� frio quando retornarmos. Melhor levar um casaco.
VIVEIRO ANDERSON
Mick!
Agora mesmo volto. Mick!
- Ol�, Rum. Ol�.
- Ol�. - Ol�.
Cary, eu gostaria de te apresentar a Mick e �lida Anderson.
Como est�o?
- Ol�. - Ol�, Cary.
Que surpresa t�o agrad�vel. Subam.
- Chegaram bem a tempo para o jantar. - Bem!
- Entrem. - Obrigado.
- Aqui dentro faz um pouco de frio. - Acenderei a chamin� num segundo.
D�-me seu casaco.
- Ou�a, Ron, acende voc�. - Certo.
Prepararei um "especial Anderson", um talento que devo a minha �lcera.
Refere-se ao neg�cio da publicidade.
N�o acreditar�, mas em New York era uma pessoa muito importante.
Mas foi voc� quem o ensinou a ser uma pessoa muito independente.
A �nica coisa que me ensinou � como abrir uma garrafa de vinho com os dentes
Escutando como o dizem, pensaria que a guerra chegou ao fim.
Arrastando-se de adega em adega...
- Assim foi. - Fa�a com que Cary se sinta a vontade, pode ser?
De acordo. Sente-se.
- O que dizia de mim l� fora? - Quando?
Quando ele olhou e sorriu pra mim.
Disse que jamais tinha visto pernas t�o lindas como as suas.
- Aqui est� o "especial Anderson" - Pesa muito.
Ponha a panela no fogo, pode, velho?
- Est�o convidados a um jantar mar�timo. - Espero que gostem.
- Sim, eu gosto. - �timo!
- Aqui tem, Cary. �lida. - Obrigado.
Um brinde pelas pessoas que nos desejam o melhor,
e os que n�o, que v�o ao inferno.
Sa�de.
- Voc� gosta? - Maravilhoso. O que �?
Primeiro um pouco de gelo, dois pingos disto, um daquilo...
Basta, Mick!
- Pode me ajudar com o vinho? - Retornamos em seguida.
- Quantos convidados vir�o? - Nunca se sabe...
� a pura verdade. Nunca se sabe com esse mo�o.
O que significa que devo p�r m�os � obra.
- Ajuda? - Oh, n�o. N�o se preocupe.
"A massa humana vive uma vida de ang�stia silenciosa.
por que apressar-se t�o desesperadamente por triunfar?
Se um homem n�o anda ao mesmo passo que seus companheiros,
talvez seja porque ou�a um compasso diferente.
Deixem-no andar ao compasso da m�sica que ou�a, por lenta...
ou distante que esta pare�a. "
- Isto � bel�ssimo. - � a b�blia do Mick.
Cita-o constantemente.
- Por favor, me deixe ajudar. - Est� bem. Vamos.
Pesa um pouco.
Tamb�m � a b�blia de Rum?
N�o acredito que Rum tenha lido isso. Somente o pratica.
Estou fazendo uma mesa. Colocou-os l� no centro?
Claro.
Obrigado.
�lida?
O que quis dizer quando disse que Rum ensinou ao Mick?
Bom, �... um pouco dif�cil de explicar.
Acredito que hoje em dia todos procuramos seguran�a.
Ver�, Mick pensava... Igual a muitas outras pessoas...
que tinha dinheiro e um posi��o importante, teria seguran�a.
Ent�o conheceu Rum, que n�o tinha essas coisas, nem parecia precis�-las
e se desconcertou por completo.
A resposta era muito simples, mas a Mick demorou muito at� ach�-la.
Qual � a resposta?
"Seja fiel a si mesmo". Esse � Rum.
Ver�, a seguran�a de Rum vem de seu interior.
Nada nem ningu�m a poder� tirar.
Rum se nega absolutamente a que as coisas sem import�ncia se voltem importante.
Isso � o que acontecia a Mick e a mim. � verdade.
De fato, as coisas pioraram tanto entre n�s...
que mesmo antes deles terem ido � Cor�ia, pensamos em nos separar.
Oh, n�o! Parecem t�o felizes!
N�o nessa �poca Ent�o n�o fomos felizes.
Toda nossa vida fomos fi�is em manter as apar�ncias.
Mas quando Mick foi ferido, teve muito tempo para pensar,
e decidiu sair desse carrossel.
Ao retornar, n�o andou indo a nenhum rodeio.
- �lida! - Sim?
Meu quarto est� muito bagun�ado mas n�o se incomode. Vou indo.
- Espera, venha aqui. - Chego tarde. At� manh�.
- Mary Ann! A que horas? - N�o sei. Acredito que a tarde...
- Rum! - Mary Ann!
- N�o sabia que viria. - Claro.
- Agora estou contrariada. - por qu�?
Pensei que era outra reuni�o de Mick e �lida.
Se tivesse sabido... Quero um passe de sa�da
Quando quiser.
- Vamos de novo a essa lacuna a nadar - N�o, n�o. Faz muito frio.
- por que n�o sa�mos de navio, ent�o? - Bem.
- Antes que fa�a mais frio. - N�o importa, tenho um bom casaco.
- E eu o qu�? - O seu estar� bastante quente.
Nunca leve a s�rio.
Dirige com cuidado, Mary Ann!
Minha jovem sobrinha. Passa o inverno conosco.
Nossa festa pareceu aborrec�-la. Decidiu ir � casa de uma amiga.
- Acha que acabar� com isto? - Sim.
Mick, pode me dar uma m�o, querido?
O que estavam fazendo? Pensei que j� tinham terminado com o trabalho pesado.
- Deixa a� as garrafas. - Acha que 16 garrafas ser�o o suficiente?
- Com essa multid�o? Brinca. Obrigado - Quer apostar?
Oh n�o, obrigado cora��o, mas as toalhas est�o a�.
- Chegaram as lagostas! - Pegue-as com cuidado.
Ol�, Manuel! Obrigado!
Apanhei-as eu mesmo esta manh�!
- Este � Manuel, o rei das lagostas. - Ol�!
� um prazer. � muito bonito. Minha esposa Rozanne.
Como voc� est�?
Margarida � muito boa cozinheira. Fez este p�o de milho.
Hey, hey, hey! Tira suas m�os!
- �lida! - Como est�? Alegra-me te ver de novo.
Adorar� as lagostas. Mick, deixe-me te ajudar.
Bom, av�! Como vai? D�-me seu casaco.
Cary, te apresento ao av� de Adams. Ele � apicultor e artista.
- Deve ver sua exposi��o no pr�ximo m�s. - Bem, espero ir.
� obvio, n�o sou um artista abstrato. Estritamente primitivo.
- J� conhece todo mundo. - Entre, v�.
Edna, que bolo t�o bonito!
Cary, apresento-te � Sra. Pidway, a diretora da Sociedade Audubon,
e uma sensacional observadora de p�ssaros.
Como est� voc�?
- Uma ta�a de vinho, Manuel? - Duas ta�as para o Manuel!
- Arrumado U$S 1 que n�o pode. - Acrescenta isso a sua conta.
Nunca tinha visto nada igual.
- Eu n�o faria isso com minha dentadura nova! - Oh, n�o!
Obrigado.
Com uma piscada, cai fulminada.
Hey, Mick!
Mais r�pido, Mick!
Ou�am, todos! As lagostas!
Tirem do caminho!
- Sra. Scott? - Sim?
Sou o Sr. Week. Sua amiga, a Sra. Warren, disse-me que possivelmente queira uma TV.
A maior parte das mulheres me dizem que a TV lhes faz acontecer o momento.
A Sra. Warren cometeu um engano. N�o estou interessada na televis�o.
Estou terrivelmente apurada. Desculpa-me?
Posso chamar em outro momento, Sra. Scott...?
Disse-me que me apressasse, e me apressei.
Tem algo melhor pra fazer num s�bado � tarde?
N�o, de fato, meus filhos n�o vir�o este fim de semana.
Depois de voc�
Como o arrumou!
E a chamin�! � t�o acolhedor!
E p�s esta grande janela.
Que vista mais maravilhosa!
Pode-se ver em quil�metros!
O sol sai por aquela colina.
- Voc� gosta? - � incr�vel.
Vamos nos sentar
Claro que ainda falta muito trabalho. Mas valer� a pena.
- Tem os p�s frios. - Sim. Est�o congelados.
O bule do Wedgewood! Encontrou todas as pe�as!
Demorei v�rios dias.
Estas escadas sobem ao desv�o.
Colocarei o dormit�rio l�.
Estou tratando de converter a pedra em uma mesa.
Sabe por que comecei a reformar o moinho?
N�o queria te dizer nada at� que estivesse habit�vel...
Para n�s.
Compreende o que estou dizendo, Cary?
Sim.
Estou te pedindo que se case comigo.
Eu te amo, Cary.
Eu... n�o tinha pensado em casamento.
Por que acha que n�s estamos nos vendo?
N�o tinha pensado nisso.
- N�o v� que seria imposs�vel? - N�o.
Isso � a �nica coisa que importa.
N�o. Tamb�m h� outras coisas que importam.
Meus filhos... Como poderia diz�-los que os deixarei sem sua casa?
Sua casa est� onde voc� estiver.
Mas a forma de vida que voc� leva, eu... eu n�o conhe�o essa vida.
Como sei que isto dar� certo?
N�o sabe, Cary. N�o pode saber!
N�o v� que estaria dando as costas a tudo o que conhe�o?
- N�o � suficiente com que nos amemos? - N�o, Cary.
N�o, Cary. N�o � suficiente para nenhum dos dois.
Est� fugindo de algo importante porque tem medo.
Medo?
- Do qu�? - De muitas coisas.
Possivelmente tenha raz�o.
� absurdo pensar em nos casar.
- Est� fora de discuss�o! - Cary.
As horas que passou arrumando-a.
N�o importa.
Cary.
N�o esque�a suas botas.
Ajudar-te-ei. N�o deve se resfriar.
Amor, n�o chore.
Oh, Ron, te amo tanto.
No que est� pensando?
Que te quero desesperadamente.
N�o ser� f�cil.
Haver� muitas coisas que...
Ter� de me ajudar.
Ajudar-te-ei em tudo o que possa.
Est� ficando tarde.
Importa-se?
Levarei voc� at� a sua casa.
no s�bado, mandei o menino com a carne duas vezes.
Chamei-te por telefone at� �s 9 da noite.
Sinto muito, me esqueceu por completo.
- Ol�, Sra. Plash. - Ol�. Estava pensando justamente em voc�!
- Amavelmente, espero. - � �bvio.
Estava dizendo � Sra. Scott que n�o sabia onde estava neste fim de semana.
- At� chamei o clube. - Oh?
Meus filhos n�o nos vieram e fui durante o fim de semana.
- Levarei minha carne agora. - Fico feliz em voc� estar saindo.
- Aonde foi, querida? - Para o norte.
Adeus. Adeus, Mona.
� bom saber que n�o est� sozinha, Sr. Gow.
Mona Plash � t�o fofoqueira.
Temo que amanh� saber� tudo de todos.
Odiarei que meus filhos fiquem sabendo de n�s antes que eu mesma diga.
Ent�o, � melhor voc� dizer logo.
Deveria ser t�o simples.
Duas pessoas que se amam e querem casar-se.
Porque de repente � tudo t�o dif�cil?
N�o �, se n�o tiver medo.
Isso � o que Mick aprendeu contigo, n�o?
N�o. Isso n�o se aprende com ningu�m.
Mick descobriu sozinho que devia decidir por si mesmo.
Que devia ser um homem.
E voc� quer que eu seja um homem.
Apenas nesse aspecto.
Certamente, Mona n�o perdeu tempo. N�o �?
Acho que todas as pessoas est�o falando disso.
Bom, telefonou-me. Por isso vim correndo.
� �bvio. N�o acreditei numa palavra.
Deveria.
N�o pode falar estar falando s�rio. Seu jardineiro?
N�o � meu jardineiro.
Embora me podou as �rvores. Voc� o conheceu.
E embora tenha feito isso, estou apaixonada por ele.
E me vou casar com ele.
Est� bem, de acordo, possivelmente seja elitista.
Mas n�o � s� quest�o de que seja seu jardineiro.
O mexerico n�o se deter� a�.
Dir�o que � mais jovem que voc�...
- e que voc� � vi�va. - E o que isso importa?
- Que tem dinheiro. - Ron n�o d� importa ao dinheiro.
E que trabalhava em sua casa desde antes de Martin morrer.
As pessoas dir�o que tudo isto come�ou quando o seu marido ainda estava vivo.
- Mas isso n�o � verdade. Voc�...? - Eu n�o!
Mas, e Mona? Mona causar� estragos.
Achara o que as pessoas tamb�m achar�o.
Cary, sabe t�o bem como eu que situa��es deste tipo...
Deixam reluzir o lado mais raivoso da natureza humana.
Lembre-se que deve pensar em Ned e em Kay.
Na sua idade, o que as pessoas dizem � extremamente importante.
J� parou para pensar como esses rumores te afetar�o?
Quer que renuncie ao Ron porque as pessoas s�o mesquinhas e ruins?
- N�o disse isso. - Acho que � melhor...
para Ned e Kay � que me deixe abater por essa maldade?
N�o vou fazer isso.
Deixe-os que digam o que queiram.
E isso tamb�m serve para voc�, Sara.
Devo admitir, Cary, que � muito teimosa...
e muito valente.
Se quer jogar, n�o irei te culpar.
Pe�o-te desculpas. � o m�nimo que posso fazer.
N�o tem que se desculpar, Sara. S� tem...
s� siga sendo minha amiga.
Seria uma idiota se n�o fosse.
Olhe, tenho que dar um coquetel neste fim de semana para essa idiota da Jo-Ann.
Fisgou Tom Allenby.
Traga para Ron. Possivelmente se as pessoas o virem...
Se o reconhecerem... Aceitem-no.
Bem, irei cham�-lo
Boa noite, Sra. Plash.
Ol�, Ned. Vem passar o fim de semana?
Sim.
Espere ver sua m�e. Est� radiante.
- Quem dera soubesse seu segredo. - Obrigado, Sra. Plash.
Se me desculpar, devo me apurar.
Mildred! Como foi em Nova York?
M�e?
J� cheguei! Onde est�?
Estou no por�o, querido. Agora mesmo estou subindo.
- Ned? - Sim.
- Como est�, querido? - O que estava fazendo a� abaixo?
Estava guardando algumas coisas.
Havia tantos bens por aqui.
Onde est� Kay? Ela e Freddie vieram juntos.
Est�o l� acima. Est�vamos te esperando.
Por que foi t�o misteriosa quando ligou? Quem vem?
M�e, espero que n�o se incomode em me emprestar seu estojo de manicure.
Qual � melhor? "Neve p�rpura" ou "Sem�foro"?
Olhe. Desde quando se tornou t�o feminina?
- Esta bem! - Escutem, Kay, Ned.
Quero discutir com voc�s algo que lhes importam tanto quanto a mim.
Vai se casar.
Sim. Mas como sabe?
Tinha de acontecer.
Uma mulher t�o atraente como voc�.
Al�m disso, j� sabe o que penso de emparedar �s vi�vas em vida...
ao estilo eg�pcio.
Sabia que na teoria pensava assim.
A teoria e a pr�tica devem ser o mesmo.
N�o se preocupe, m�e, te apoiamos plenamente.
Oh, queridos.
Guarda esses para o Harvey.
Harvey?
Bom, n�o � Harvey, �... � Ron Kirby.
J� o conhecem. Ao menos saber�o quem �.
O �nico Kirby que conhe�o � o velho Kirby, o jardineiro.
- Morreu, conforme me contaram. - Ron � seu filho.
M�e, isso � uma brincadeira ou algo parecido?
- N�o, n�o � uma brincadeira. - Mas m�e, n�o pode...
De nada serve ser emocional. Tratemos de ser objetivos.
Este n�o � um de seus casos. Trata-se de n�s!
� o mesmo. Agora, m�e, o apresentou a seus amigos?
Sim, o que pensa Sara?
Bom, Sara nos convidou a um coquetel esta noite.
Queria que antes o conhecessem, pois disse a Ron que viesse mais cedo
pra tomar um de seus martinis especiais.
N�o � momento para martinis.
M�e, por que o manteve tudo em segredo?
Porque subconscientemente temia que n�o se integrasse a nosso mundo?
Ron n�o tem nenhuma inten��o de integrar-se, Kay.
Est� satisfeito com sua vida, do jeito que ela �.
- M�e, � totalmente imposs�vel. - N�o o conhecem.
- Sabemos que tipo de pessoa ele �. - E te conhecemos, m�e.
Acho que � ele.
Devem dar-se conta de qu�o importante � isto para mim.
Confio em que ambos sejam justos. D�em a Rum uma oportunidade.
Est� bem. Farei os martinis.
Por que n�o entra, Ron?
- Conhece Ned e Kay? - Sim, claro. Ol�.
- Que prazer te ver novamente - Obrigado.
Vamos pra sala?
Kay, como te contei, � agente social em New York.
D� para perceber que � isso que voc� gosta.
Pelo menos aprende a conviver com pessoas de todos os tipos.
- Ned, faz um Martini muito bom. - N�o est� muito forte?
- Ainda tem o viveiro, Sr. Kirby? - Sim.
Agora se dedica mais ao cultivo de �rvores.
- Isso d� dinheiro? - Poderia dar.
Somente sei das �rvores que d�o boa lenha.
- Agora poder� aprender mais. - M�e?
- O que aconteceu com o trof�u de papai? - N�o aconteceu nada.
Era um dos bens que estava guardando?
Ned.
Suponho que de hoje em diante haver� muitas mudan�as por aqui.
Ned, se pensar isso porque vou se casar com sua m�e, est� errado.
N�o tenho inten��es de viver aqui. Temos uma vida muito diferente.
Mas esta sempre foi nossa casa!
Este � o lugar onde nascemos!
Ned, eu gostaria que tratasse este tema com mais objetividade.
Sr. Kirby, voc� n�o conhece bem nossa m�e.
Ela na verdade � muito mais tradicional...
do que voc� possa imaginar.
Ela tem o desejo inato de ser aceita pelo grupo, como a maioria das mulheres.
Deixa de falar bobagens.
E se quer saber onde quer morar nossa m�e...
e, acredito, que n�s tamb�m vamos para o mesmo lugar?
- Em minha casa. - Em uma estufa?
Oh, n�o, n�o. vai remodelar o velho moinho.
M�e, me desculpe, devo ir a uma confer�ncia. Devo me arrumar.
Adeus, Sr. Kirby.
M�e, eu tenho de estudar.
O que aconteceu? Nunca os tinha visto se comportarem assim.
� normal, Cary. N�o me pare�o com seu pai.
E o que isso importa?
Seria diferente se fosse casar com o mesmo tipo de homem.
Um homem de neg�cios bem-sucedido, um pilar da comunidade.
Compreendo-os.
Talvez tenham raz�o.
Mas quando os fizerem ver que... J� vamos?
Cary realmente temos que ir?
Bom, Sara disse que... Em qualquer caso, quero te presumir.
- Podemos levar meu autom�vel. - O meu est� aqui.
- Importa-se tanto? - N�o deveria.
Jim, me traga outra, por favor. N�o quero me perder na chegada.
- voc� quer outra, Sra. Taylor? - Realmente, n�o deveria, mas...
Desculpem.
Se ver Cary antes que eu, por favor, me avise.
Ser� mais f�cil se eu os acompanhar.
- Conte conosco, Sara. Tem fogo? - Possivelmente v� precisar.
Tomo meu gole, querida. Um jardineiro?
por que n�o se dedica a algo que d� um dinheiro decente?
Acredita que o material � a �nico que tem valor?
- Doutor, o que tem de mau com o dinheiro? - Ter� de t�-lo para poder desprez�-lo.
Desculpem.
Acha que se atrever� a vir?
- A� est�o! - J� chegaram!
- Olhe que carro. - Olhe que homem!
Filha!
Sempre s�o as t�midas. N�o � assim?
Mas ela era a �ltima pessoa que esperaria...
Sempre pretendendo ser transparente e fina.
Bom, Howard te dispensou?
Alegro-me de que tenham vindo. Sou a melhor amiga de Cary.
- Tamb�m queria ser amiga dela. - Obrigado.
Venha, querida. George.
- Cary! Minha garota favorita! - George, te apresento Rum Kirby.
� um prazer conhec�-lo. Seu pai era um bom homem.
Obrigado.
Vamos saudar o Romeo e Julieta? Vamos, querida.
Ou seja que esse � o campon�s de Cary.
- J� conhece o doutor. - Ol�, Cary.
A Srta. Frisbee, o Sr. Allenby. Apresento-lhes o Sr. Kirby.
- Como est�o? - Muito prazer.
Esta festa deveria ter sido em minha honra,
mas a Sra. Scott est� monopolizando toda a aten��o.
Acho que estranha que uma mulher de sua idade se case.
Mas acredito que seu amigo foi terrivelmente afortunado.
Sabe, da Guerra de Sucess�o, em minha fam�lia ningu�m tem um centavo.
Ou seja, Tom ter� de conformar-se apenas comigo.
N�o se incomode, Cary...
Cary, querida. O que � o que escutei...
Oh! J� o vi antes em algum lugar?
Bem, Sra. Humphrey, provavelmente em seu jardim.
Fazem tr�s anos que cuido de suas plantas.
Oh, sim, claro.
- Ah, Sara, tenho de ir. - Desculpem.
Vamos ao bar. Merecem uma bebida forte.
- Veja, Ron. - Daqui a pouco estou de volta.
Claro.
- Howard. - Ol�.
Como est�?
- Mona, Mark. - Oh, querida, ele � fascinante.
E esse bronzeado! Deve ser de tanto trabalhar fora de casa.
� obvio, tenho certeza que tamb�m � muito �til dentro.
Mona realmente sabe como �.
E eu tamb�m.
Desculpa, Howard.
Como me enganou aquela noite no clube!
Fingiu ser uma senhora, me obrigou se desculpar.
Se soubesse o que sei agora...
- Ter�amos acabado. - Oh, Howard.
Mas ainda n�o � muito tarde, Cary? Fa�am fila � direita.
- Howard, est� b�bado! - Bem, Cary!
Um homem n�o � suficiente para voc�?
- Ser� melhor que fique onde est�.
O que aconteceu, Cary?
- Nunca pensou. - Pensar o qu�?
Que Howard fora t�o vulgar. Parece atrair esse tipo de homens, Cary.
- Podemos ir? - Sim.
- Desculpem. - Oh, George!
Bem, esse homem � potencialmente um assassino!
- Viu isso, Fred? - O que aconteceu?
Poderia ter matado o pobre do Howard!
E na ador�vel casa da Sara!
N�s somos os �nicos que importa.
Poder� lembrar-se disso?
Sim.
- Acompanho-te at� a porta. - N�o, Ron.
Obrigado, mas... boa noite.
Boa noite.
Ned, ainda est� de p�?
N�o se esque�a de lhe p�r a tela na chamin� antes de subir.
Mam�e...
Tenho algumas coisas pra te dizer, m�e.
Claro, Ned.
Quero que saiba que conhec�-lo n�o me fez mudar de opini�o.
Fizemos o que nos pediu.
Pedi-lhes que dessem a Ron uma oportunidade. N�o acredito que a tenham dado.
Diz isso porque n�o concordamos com sua decis�o.
Escuta, m�e, algu�m nesta fam�lia deve pensar logicamente.
E acha que eu n�o posso?
Acredito que a �nica coisa que v� � um monte de m�sculos.
Mas, Ned!
Isso � o que voc� acha, n�o?
Vai renunciar a casa da fam�lia que cuida h� d�cadas...
e que tem uma tradi��o a ser zelada.
E para qu�?
Por acaso n�o tem a no��o do que as pessoas dir�o?
N�o tem nenhum respeito � mem�ria de meu pai?
O que tem isso que ver com...?
Como pode se casar com Kirby tendo sido a esposa de meu pai?
- � o oposto a tudo o que papai valorizava. - N�o diga tolices, Ned.
M�e... tem certeza que pensa em seguir adiante com isso?
Sim.
Ent�o, n�o espere que volte a te visitar.
Como poderia levar meus amigos? Dar-me-ia vergonha!
Ned!
Ned, n�o devemos deixar que isto interponha-se entre n�s.
Se se referi a Kirby, j� fez.
E depois Ned, se por acaso o resto fosse pouco.
N�o, n�o sei nada dele. Chame-o.
Bem, Kay ficou.
Eu tampouco dormi.
Kay?
Sara, chamo-te mais tarde. Claro.
Kay, querida, o que est� acontecendo?
O que aconteceu hoje? Diga-me.
Nada. �...
Trata-se de mim, n�o?
Freddie e eu est�vamos na biblioteca...
E um dos meninos disse algo de voc�.
O que disse?
Que voc� e o Sr. Kirby eram... Ainda antes de papai...
Pare, Kay. Sabe que isso � mentira!
Claro que sei, e eu disse a ele...
Mas n�o parava de falar e me zanguei...
Voc� n�o imagina como foi desagrad�vel...
Ah, querida!
No caminho pra casa, Freddie e eu brigamos.
Disse-lhe que n�o me importava com o que as pessoas falavam.
Mas, mam�e, eu me importo! Importa-me muit�ssimo!
Kay, n�o sei o que fazer.
N�o suporto ver voc� e Ned brigados.
Mas... ver� Kay... amo Ron.
Ama-o tanto que arruinaria nossas vidas?
- Como pode pensar isso? - Que mais posso pensar?
Mas Kay, voc� sempre falou tanto das pessoas...
e das raz�es pela quais fazem o que fazem.
Trabalhou com elas, diz que as compreende.
Pois n�o as compreendo!
Pensava que sim!
Mas n�o entendo nada!
Cary?
- Oh, Ron, eu... - O que aconteceu?
Ned se foi...
Deixei Kay chorando.
Alguns de seus amigos foram muito grosseiros com ela.
Por minha causa?
Ron, teremos que esperar para nos casar.
- por qu�? - Bom...
Para dar a meus filhos a possibilidade de se acostumarem com a id�ia.
Mudar�o de opini�o quando te conhecerem melhor.
- N�o quer se casar comigo? - N�o estou dizendo isso.
Estou te pedindo paci�ncia. S� � quest�o de tempo.
S� de tempo?
Agora todos est�o falando de n�s. Estamos na boca de todos.
Bom, como disse Sara, se as pessoas acostumam-se a nos ver juntos,
possivelmente acabar�o por nos aceitarem.
Quer dizer que acabar�o nos convidando a todos as festas.
E, � obvio, Sara conseguir� que me aceitem no clube.
Howard e eu nos daremos a m�o e esqueceremos de tudo.
E voc� adular� Mona para que n�o fale mal...
Isso n�o � o que quis dizer.
E Ned e Kay estar�o contentes...
Porque viveremos como sempre viveu. Provavelmente em sua casa.
O que tem de ruim em viver um tempo em minha casa?
Ser� por pouco tempo. Facilitaria as coisas.
A voc� mudaria. Nada poderia te mudar.
Claro que poderia.
Estou dando conta de qu�o f�cil seria deixar que me mudassem.
- Quem te mudaria? - Voc�.
Sinto muito, Cary, mas n�o funcionaria.
Eu n�o poderia viver assim. Sabia desde o come�o.
Mas n�o posso arruinar a vida de meus filhos.
Tenho responsabilidades com eles.
Tem certeza que � s� isso?
Que insinua?
Acha que me importa a casa ou o que as pessoas falam?
Sim.
N�o est� conseguindo entender.
- Como pode dizer que me ama...? - S� Deus sabe o quanto te amo!
Mas n�o permitirei que Ned ou Kay ou quem quer que for mande em nossas vidas.
Cary, n�o v� que jamais poder�amos ser felizes assim?
Posso ver que s� quer escutar seus pr�prios pensamentos!
Posso ver que est� me obrigando a escolher entre voc� e meus filhos!
N�o, Cary. Voc� � quem exp�s isto como uma elei��o.
Ent�o, ser� voc� quem ter� de escolher.
Certo.
Terminamos.
Cary?
Depois de ter te conhecido, admito que Ron � encantador, mas...
Mas ainda acredito que tomou a decis�o correta.
Acho que sim.
Todos lhe receber�o com os bra�os abertos. Eu me encarregarei disso.
N�o sei o que faria sem voc�, Sara.
Sei pelo o que est� passando.
Est� sofrendo, mas ao menos tem seus filhos.
N�o tem que encher sua vida com festas e atividades do clube.
Oh, Sara.
Deve ser Ned. Eu o chamei.
- Disse a Kay? - Sim, ficou muito contente.
Ol�?
Sra. Scott?
Sim.
Um momento.
M�e, me chamou?
Sim, Ned.
Queria falar contigo. Decidi que...
Bom, decidi que n�o vou me casar.
Fant�stico.
Vir� este fim de semana?
Claro, mam�e. Mas agora devo ir para aula. Adeus.
Bom, Ned... Ned?
Est� feliz?
Sim, ele... Isso me pareceu.
- Ol�, querida! - Pensei que n�o chegaria nunca.
- O que tem para jantar? - Boa noite, Cary. Cumprimente seus filhos.
- Ol�, Cary. Que prazer te ver. - Ol�, Doutor, � um prazer tamb�m.
Estava pensando em cham�-lo para fazer umas an�lises.
Creio que n�o � nada s�rio, mas tenho umas dores de cabe�a terr�veis.
Quando quiser, Cary. Posso te levar pra algum lugar?
Estou esperando meus filhos.
- N�o demore em me chamar. - Claro.
Sra. Scott.
Ao que parece, seus meninos n�o puderam vir.
Imagino que estar�o muito ocupados antes das festas.
Uma �rvore de Natal, Sra.? Ol�, Sra. Scott.
- Feliz Natal! - Feliz Natal, Tom.
- Gosta deste? - Quero um pouco maior.
- Bem, gostou dessa? - Eu n�o gostei muito.
Ensinar-lhe-ei outro.
Ol�, Cary.
Ol�.
Eu... tenho de comprar uma �rvore para meus filhos, e vi essas.
Como est�?
- Que tal este pinheiro, Sra. Scott? - Estou bem.
N�o, esse n�o. Eu...
N�o sabia que estas �rvores eram suas.
N�o, s�o do Mick.
Estou ajudando-o a descarreg�-las.
- Como est�o Mick e �lida? - Muito bem.
Poder� cumpriment�-los de minha parte?
Devem estar por voltar. Est�o fazendo umas compras de natal.
Aqui tem uma de tamanho m�dio.
Ou possivelmente prefira uma p�cea?
- Uma p�cea alvorada? - Tenho uma preciosa.
Lembrou... Oh, Cary...
Ron! Ron?
Mick e �lida me mandaram para te buscar.
Oh, n�o sabia que estava com uma cliente.
E este, Sra. Scott?
N�o, me envie este!
Ron? Podemos ir?
Sim.
Deixa ao c�u e a natureza cantar
- Ol�, mam�e! Feliz Natal! - Feliz Natal.
- O trem chegou com atrasado. - Que alegria v�-los!
- Que �rvore t�o linda! - Olhe quantos presentes!
- Este � para mim? - Onde est� nosso presente para voc�?
N�o sei. N�o chegou nada. Mas n�o se preocupem com isso.
- T�-los aqui � suficiente. - Melhor do que os telefonemas.
daqui n�o, � um segredo.
- N�o abram nada at� que volte. - Claro.
Mam�e!
Olhe!
� precioso, Kay.
Freddie e eu vamos nos casar.
Em fevereiro, depois que se gradue.
N�o � muito jovem?
Seu casou aos 17 anos.
Mas... falta t�o pouco.
Pouco? Parece-me uma eternidade.
Oh, mam�e!
Lembra-se da tarde em que Freddie e eu brigamos tanto?
Foi ent�o que compreendemos que nos quer�amos. Mam�e, ele � t�o maravilhoso!
Sim, lembro-me.
Foi o dia em que me disse que minha vida acabaria se me casasse com Ron.
Isso foi um chilique. N�o deveria ter levado a s�rio.
� obvio, seu caso era distinto.
Realmente n�o o amava, certo?
M�e!
Seu presente est� a caminho.
Hey, estamos no Natal! Desfrutemos!
Certamente ser� qu�o �ltima passemos nesta casa.
O que quer dizer?
Kay vai se casar. E se n�o me recrutam agora,
estou na lista para a beca Walker, o que significa um ano em Paris.
E depois disso, ao Ir�, com a Companhia Dayton.
N�o diga isso at� ter certeza.
Hey, m�e.
Obrigado.
Sim, com o Kay e eu longe, acredito que dever�amos vender a casa.
A casa?
� muito grande para uma pessoa... Com os impostos...
J� chegou seu presente.
Mam�e?
Mam�e!
N�o compreende, Kay? Tudo foi em v�o.
Oh, mam�e, eu... sinto tanto.
Nunca quis te fazer mal.
Mam�e, se ele te quiser, ainda n�o � muito tarde.
- Por favor, Kay... - M�e?
Feliz Natal
Feliz Natal, Sra. Scott, e pr�spero ano novo.
S� pud�ssemos comprar o modelo port�til...
mas tem uma tela grande e � f�cil de usar.
Tudo o que tem de fazer � mover o dial e toda a companhia que voc� deseja...
Aparecer� na tela.
Drama, com�dia, a vida desfilar� ao alcance de sua m�o.
Busca, vamos! Busca, velho!
Est� ficando velho!
Por que n�o prova usando isso?
N�o serviria.
J� n�o tenho pontaria.
Ultimamente j� n�o sirvo para nada.
N�o serviu para nada desde que voc� e Cary se separaram.
- O que isso tem a ver? - Tudo, e voc� sabe.
N�o � o mesmo.
N�o � bom para mim, para voc� nem para ningu�m.
Est� bem. Ent�o, o que fa�o a respeito?
- Chame-a. V� v�-la... Pe�a desculpas. - Desculpas, por qu�?
Eu que sei. Inventa um motivo se for preciso.
Mas fa�a algo.
J�, bom menino. Bom menino. N�o est� mau, n�o?
Olhe Mick. Disse que a amava.
Pedi a ela que se casasse comigo. N�o posso obrig�-la. Deve decidir por si mesma.
Nenhuma mulher gosta de se decidir por si mesma.
Ela quer que voc� fa�a por ela.
- Venha, vamos voltar. - N�o, ficarei um pouco mais.
Devo ca�ar um fais�o pelo menos.
Hey... bom... j� sabe.
Qual � o diagn�stico?
Repassei os resultados.
Fisicamente, sua sa�de � perfeita, Cary.
Ent�o, por que me d�o estes dores de cabe�a?
N�o � minha imagina��o. E a cada dia s�o mais fortes.
- est�-se autocastigando. - por qu�?
Por fugir da vida. Os dores de cabe�a s�o conseq��ncia natural disso.
Pode-me receitar algo?
Por acaso pensa que posso lhe receitar algo para curar a vida?
Senta-se, Cary. Quero falar com voc�
Esque�a-se por um momento que sou seu m�dico.
E me permita um conselho como amigo. Case-se com ele.
N�o vale a pena falar disto.
- Terminamos. - Aparentemente n�o.
voc� ainda tem dores de cabe�a. - Que tolice.
Como poderia me casar com ele?
Foi algo imposs�vel desde o come�o.
J� sabe, Dan, em um lugar como Stoningham, n�o se pode ignorar as conven��es.
Ent�o renunciou ao homem que amava por causa de Mona e de outras pessoas?
E voc� tem a grande satisfa��o de ter sido aceita de novo.
Fiz isso por meus filhos!
Est� t�o s� como antes. Na verdade, mais s� ainda.
Kay se casou e Ned est� fora do pa�s.
Do que serve t�o nobre sacrif�cio?
Cary, case-se com ele!
Oh, �... � muito tarde.
E talvez j� tenha encontrado outra.
Al�m disso, se de verdade me amasse, teria voltado para mim.
N�o. Se voc� o amasse, n�o teria se separado dele!
A pesar do que dir�o, de seus filhos, de tudo.
Cary, sejamos sinceros. Voc� estava preparada para uma aventura, n�o para o amor.
Adeus, Dan.
- Cary! - Ol�, �lida!
Ol�!
- Que bom te ver! - Que bom ver voc�!
O que fazia no m�dico? Nada demais, n�?
- Oh, n�o. S� fiz uns exames. N�o encontrou nada demais em mim.
- Quer uma ta�a de ch�? - Eu adoraria, mas estou atrasada.
- Devo levar Mary Ann � esta��o. - Mary Ann?
- Vai se casar, j� sabe? - Casar?
Com um mo�o de Nova Jersey. S�o noivos h� um ano.
- Pensava que... - N�o acredito que ela o conhe�a.
Tenho pressa, mas venha nos ver, por favor. Sentimos sua falta.
Aprecio isso bastante. Adeus, �lida. - Adeus!
Cary!
C...
Cary!
Cary!
- �lida? - Ol�, Cary.
- Entra. - Pensei que seria melhor vir em pessoa.
- Houve um acidente, Cary. - � Ron!
- Acredito que deve vir comigo. - Est� muito grave?
N�o sei. O Dr. Hennessy e Mick est�o com ele.
- Oh, �lida. - Ponha seu casaco!
Contar-lhe-ei isso tudo pelo caminho.
Sra. Scott. Por favor, Sra. Scott.
- Como vai? - Ainda n�o sabemos.
- Onde est� o Sr. Anderson? - foi levar o doutor.
- Ele n�o... - Est� noite n�o podia fazer nada.
Voltar� na manh�.
Sinto muito, Sra. Scott. Tenho ordens estritas.
N�o lhe deve incomodar. Deve permanecer tranq�ilo.
D�-me seu casaco.
Por que n�o se senta? Trar-lhe-ei um caf�.
Quem dera Mick tivesse nos esperado.
Mas estou segura que o m�dico n�o tivesse ido se pensasse...
�lida.
Este quarto...
Ron encheu de tanta beleza...
E de tanto amor.
Nunca perdeu a esperan�a de que voltasse algum dia, Cary.
Disse-me uma vez que Tom tinha tanta seguran�a em si mesmo...
porque se negava a dar import�ncia ao que n�o a tinha.
Por que demorei tanto em compreend�-lo?
Lembra que te disse que n�s tamb�m demoramos muito.
N�o passa da noite para o dia.
Sinto-me t�o covarde.
Estava t�o assustada que deixei que outros decidissem por mim.
�lida, deixei que tantas pessoas se intrometessem entre n�s.
Meus amigos, os vizinhos, meus filhos.
E o mais estranho de tudo, tamb�m eu me intrometi.
N�o se preocupe pelo passado.
J� n�o tem import�ncia, verdade?
S� espero que n�o seja muito tarde.
Sra. Scott? Seu caf�.
Obrigado, mas agora n�o poderei tomar.
Por que n�o sobe para descansar um pouco?
N�o poderia dormir. Quero ficar aqui, caso Ron acorde.
Posso me sentar a�?
Claro.
- Dan? - Tem uma contra��o. E n�o deve se mover.
- � obvio que n�o. - Do contr�rio, devo lev�-lo ao hospital.
Demorar� um pouco para se recuperar.
Dan, o que posso fazer?
Pensa em ficar?
Sim. J� n�o fugirei mais.
Precisar� de repouso e cuidado. E precisar� de voc�, Cary.
Enfermeira.
Cary.
Sim, Ron?
Voltou para casa.
Sim, querido, voltei.
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