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Original subtitles

Vai, vai, vai!

Precisamos chegar no carro agora!

Precisamos entrar e ir antes das garotas...

Johnny.

Johnny.

- Johnny! - J� estamos mortos.

Mortos.

Johnny.

Mate-me.

Acorde!

Meu nome � Kurt Matheson.

Eu tenho 35 anos.

APOCALIPSE: SOM E F�RIA DE GUERRA

Vivi 12.787 dias.

Tive o mesmo pesadelo nas �ltimas 5.475 noites.

Sobreviver sempre foi algo em que sou muito bom.

Mas n�o sei o quanto mais quero aguentar.

Mate-me.

Eu sei o seu nome.

Kurt.

Equipe inSanos apresenta:

Legendas: LexJT | Darrow

Legendas: JuMascarenhas | LeilaC | Amy

Legendas: LucyLo | Sk@llTow | curiango4�

Legendas: Lu Colorada | Tati Saaresto

Legendas: GoDo | KetchSketch

Legendas: sk�ad | Lika

Revis�o: Zett

O �LTIMO HOMEM

Milhares de anos de progresso,

e bastou apenas 30 dias para destru�-lo.

O mundo que eu conhecia se foi.

Dois.

Desastres ambientais e uma queda econ�mica global...

- Quanto? - Cem.

Tornaram tudo um caos.

Est� bem.

Popula��es diminu�ram. As pessoas fugiram das cidades.

A civiliza��o ocidental entrou em colapso em cerca de 30 dias.

Chamaram de "M�s Negro".

N�o entendo o que diz.

Cinco?

Deite no ch�o!

Cale a boca e deite no ch�o!

Est� me ouvindo, seu filho da puta?

Cala a sua boca!

Steve, pegamos tudo.

Anda! Precisamos ir!

Ent�o houve a guerra.

Longa e sem objetivo.

Quando acabou,

n�o consegui reconhecer onde eu estava.

Havia muita destrui��o.

Agora, nesta poeira que era uma cidade,

acho que se eu pudesse encontrar uma lembran�a,

s� para provar que o mundo estava aqui.

Voc�s veem o mundo ao seu redor.

Todos voc�s sabem o que acontece t�o bem quanto eu.

N�o sou um profeta.

N�o sou um messias.

Sou apenas um homem que v� a verdade.

- E n�s somos os culpados. - Est� bem?

A culpa � nossa. N�s somos o c�ncer.

A met�stase que corr�i nossa M�e Terra.

O mundo foi explorado.

O fim da vida na Terra � agora...

Eu vi as melhores mentes da minha gera��o

desesperadas, destru�das pela loucura!

Procurando a picada furiosa das drogas!

Voc� tamb�m v� a verdade.

Sentamos em um arsenal de armas at�micas controlado por loucos.

Sufocamos a natureza com polui��o e radia��o.

Destru�mos a vida em nome do progresso.

Somos uma vergonha.

Temos apenas um lugar para viver no cosmos,

e n�s o estamos envenenando.

Temos um menu completo de destrui��o.

Holocausto nuclear.

As bombas s�o antiquadas.

Derretimento das calotas de gelo,

Que pode causar um ligeiro desvio no eixo da Terra.

Um ligeiro desvio, que por sua vez,

ir� desencadear uma tempestade el�trica apocal�ptica

que ir� queimar todo o oxig�nio da atmosfera.

Sim! � o fim do mundo!

Todo mundo est� fodido!

Vamos! Todo mundo est� fodido!

N�o me toque.

- Saia daqui. - Queremos ouvi-lo.

Voc� voltou?

- N�o brinca! - Ot�rio!

Ele voltou.

12.790 dias.

O homem criou o tempo.

E por isso,

n�s sofremos um medo paralisante

que nenhum outro animal suporta.

O medo do tempo se esgotar.

Lembro-me de quando era crian�a.

Meu pai deixava uma jarra de bolas de gude

na estante da sala de estar.

Dizia achar que havia uma para cada m�s de vida que tinha.

No primeiro domingo de cada m�s,

ele retirava uma.

S� continuo a contagem na minha cabe�a.

Posso te ajudar?

- Pode. Ela n�o funciona. - Nada aqui funciona.

Talvez devessem ter um aviso ou algo que dissesse isso.

Est� vendo aquele aviso?

SEM GARANTIA EM ITENS USADOS SEM REEMBOLSOS

N�o podemos vender equipamento militar funcional.

� tudo de amostra.

O governo n�o quer esta merda caindo nas m�os erradas.

D� um reembolso a ele.

Sim, d�-me um reembolso.

Por que n�o escolhe um livro?

- O qu�? - Pegue um livro.

� de gra�a.

N�o preciso de um livro.

Experimente este.

GUIA DE SOBREVIV�NCIA - Eu mesmo escrevi.

Que legal. Meus parab�ns.

Obrigado.

Mas isto n�o tem utilidade para mim.

N�o preciso de um manual.

� mais do que um manual. � um livro da mente.

Preciso de suprimentos

- que funcionem. - Certamente

meu empregado disse que temos estoque limitado.

Quem? Hippie Hansen? Falou mesmo.

Tudo bem.

Posso recomendar fornecedores, se quiser.

Leve meu cart�o.

Muitos acham que o mundo est� chegando ao fim.

Eu n�o acho.

Eu sei disso.

O povo fala e n�o faz nada a respeito.

Mas ele est� vindo, e estaremos prontos.

Vou garantir que os melhores da nossa esp�cie sobrevivam.

Juntamente comigo, � claro.

Engra�ado.

Ligue se gostar. Ajudo a achar coisas que funcionam.

V� em uma de nossas reuni�es.

N�o se preocupe, n�o � um culto. Somos s� sobrevivencialistas.

J� te vi l� fora antes com todas aquelas pessoas.

Eu sei.

Acho que vou passar.

Se mudar de ideia, sabe onde me encontrar.

D� para consertar isso, � s� uma veda��o quebrada.

N�o deveria deixar um peda�o fr�gil de borracha ser seu fim.

Precisamos aprender a consertar coisas n�s mesmos.

Estude-o.

O livro.

Obrigado.

S� tem porcaria velha aqui.

Onde achou toda esta velharia?

N�o gosto de coisa velha.

Por que ele parece familiar? Parece familiar para voc�?

Olhe, cara, outro sobrevivente.

E conhe�o o esquisit�o.

Como conhece aquele cara?

Estava na loja que roubamos outra noite.

Venha, covarde.

- O que foi? - O que foi?

- Qual � o problema? - Isto tudo � necess�rio?

Tudo bem. Est� tudo bem.

Voc�s t�m algo que � nosso.

N�o sei se est� sabendo,

mas para ficar neste lugar, voc� precisa pagar.

N�o tenho dinheiro algum, s� estou aqui para ajudar.

O dinheiro logo ser� in�til, de qualquer forma.

Eu vou te matar!

Vamos!

Belo chute, cara!

Isto o dar� uma li��o! Achou mesmo que iria sobreviver!

E ele tem uma m�scara de g�s.

Vamos, French. Levante-o.

Aonde quer ir?

�, French, acaba com ele.

Se dinheiro n�o ser� necess�rio, velhote,

por que est� vendendo toda esta tralha?

Precisamos de um pouco para sustentar tudo,

comprar suprimentos, preparar o abrigo nas montanhas.

Gastamos todo o nosso dinheiro.

Jesus Cristo.

Pode estar morto antes de conseguir gastar isso.

Ningu�m escapa daqui.

- Que porra � essa, French? - � s� um idiota!

N�o fa�a isso.

N�o se mexa, ou vou explodir seus miolos!

E ai, cara, o que vai fazer?

Vai acabar com a gente?

Vou atirar em mim mesmo,

se voc� n�o calar a porra da boca!

- Merda. - Melhor n�o fazer isso.

Jesus Cristo.

Impressionante.

Obrigado.

D� a volta aqui. Venha.

Vamos. Venha.

- Ele n�o vai viver dessa vez. - Covarde.

Venha!

Merda!

Levante-se, porra!

Somos civilizados. De verdade.

- N�s n�o... - Ande. Levante.

N�o queremos ferir ningu�m,

mas nunca se sabe

onde algu�m pode acabar e...

J� chega, por favor. Voc�s v�o mat�-lo!

- Sim, cara. - Mande-os parar!

- Vamos l�. - Vamos pessoal.

- Acabamos aqui. - Sim.

Dinheiro?

Amanh�? Tudo?

Hoje vai parecer um piquenique, certo?

- Sim, claro. - Certo.

Peguei voc�.

Peguei voc�.

Voc� � um traidor

a tempestade local atingiu os cinco condados...

Voc� est� morto.

Mate-me.

J� estamos mortos.

Mate-me.

...centenas de milhares de fatalidades

e bilh�es de d�lares em danos materiais

foram relatados.

Fa�a!

N�o. N�o diga nada.

Onde voc� est�? Nos ajude.

Venha e fique nesses cantos. Continue.

Fantasmas assombram estes corredores.

Falhas de energia el�trica, falta de �gua

e for�as policiais chegando ao limite...

12.792 dias.

As fam�lias n�o t�m nada. Uma morreu com o vento forte.

Estamos perto de uma implos�o na �rea de sa�de.

Temos que lembrar que n�o s� as casas

foram destru�das, mas os hospitais tamb�m.

Os servi�os de emerg�ncia entraram em colapso.

M�dicos lutam contra o tempo e os recursos limitados.

Est�o deixando as crian�as na mis�ria.

Eles n�o t�m eletricidade.

N�o t�m comunica��o exterior. Essa �rea est� devastada.

Mate-me.

Meteorologistas falam sobre um poss�vel tsunami

atingindo a costa leste,

novas tempestades e furac�es

est�o sendo descobertos de um minuto para o outro.

A previs�o do tempo prev� ventos de at� 129 km...

Temos que acordar. A tempestade...

A tempestade est� chegando.

Passei os �ltimos 20 anos viajando pelo mundo

preparando as pessoas para sobreviver.

Acredito que minha viagem termina aqui.

A atmosfera na qual confiamos nossa respira��o

tornou-se uma estufa de gases venenosos.

Existe uma camada entre a Terra e o espa�o.

A carga nessa camada chegar�

a 500.000 coulomb a qualquer momento.

Sim, isso mesmo.

O que isso quer dizer?

Uma tempestade el�trica apocal�ptica

destruir� a vida na Terra em um piscar de olhos.

Preciso de mais suprimentos.

N�o tenho mais o que trocar, ent�o preciso de dinheiro.

Acho que vou procurar um emprego.

A mesma merda,

at� no fim do mundo.

Ol�.

Voc� n�o est� morto, est�?

Eu acho que n�o. O que voc� acha?

� verdade que voc� era um soldado?

Meu amigo disse que voc� era um tipo de soldado louco.

Mas n�o acho que voc� era louco.

Garoto.

Como � o nome do seu amigo?

Quer que eu fale meu nome primeiro?

J� sei o seu nome.

Kurt.

Meu melhor amigo me falou tudo sobre voc�.

� mesmo? Como � o nome do seu amigo?

- Como voc� chama ele? - Ele � como voc�.

Sim, mas como � o nome dele?

O nome dele � Johnny.

Ele disse que voc� estava morto e que era um fantasma.

Mas eu n�o acredito em fantasmas.

J� sou crescido.

Preciso ir. Adeus.

- Informa��es do Chap aqui. - Est� bem.

O que foi isso, querida?

Ainda h� uma entrevista para o senhor Ant�nio.

- Ainda h� uma entrevista? - Sim.

- Certo. Esqueci disso. - Jessica, espere.

- Posso falar com voc�? - Sobre o qu�?

Muitas coisas. Talvez n�o agora, parece que est� meio...

- Meio ocupada. - Sim, ocupada.

Que tal mais tarde? Estou livre hoje � noite.

Hoje � noite? Tenho coisas para fazer.

- Coisas? - Sim. Mas, conversamos depois.

Claro.

Oi.

Lamento pela demora.

Est� pronto?

Ol�. Est� a�?

Sim.

Voc� � o Kurt?

- Sim. - Venha. Me acompanhe.

Precisa de gelo para isso?

- N�o. - N�o? Tem certeza?

Sim, n�o � nada.

Est� nervoso?

Estou bem.

�timo. N�o o deixe intimid�-lo.

Est� bem.

Venha.

Desculpe, papai.

O �ltimo candidato est� aqui.

Sente-se, garoto.

Jessica, pode ir.

Claro.

Vou direto ao ponto.

Li seu curr�culo e acho que � o que estou procurando.

Bons antecedentes, experi�ncia em engenharia.

Apenas preciso de algu�m para manter o lugar.

E acho que se sair� bem.

Garoto, voc� fala?

Sim senhor, quando � preciso.

Gosto disso. �timo.

Por um momento, pensei que fosse mudo.

E n�o suporto uma pessoa muda.

� muito esquisito. Entende o que quero dizer?

Sim, senhor.

Sim, �timo.

Ent�o,

o que eu n�o estou enxergando?

O que quer dizer?

N�o banque o tolo comigo, garoto.

Eu vi seu curr�culo, � �timo.

Mas sinto que est� deixando algo de fora.

Por que n�o me diz? O que �?

Nada.

Eu administro uma empresa de seguran�a.

Significa que tenho acesso a todo tipo de informa��o

sobre qualquer pessoa que entre por aquela porta.

Sim, claro.

Eu gosto do seu registro profissional.

Eu o vi.

Ou�a. Sei que a maioria das empresas

n�o querem contratar veteranos de guerra.

Mas pessoalmente, n�o acho m� ideia.

Na verdade, isso poderia me ajudar.

- � mesmo? - Sim.

Tudo bem.

Desculpe, papai.

Ningu�m bate na porta.

- O que foi? - Gomez.

Pediu para avisar que est� esperando para terminar

aquilo de que falamos mais cedo.

- Ele estava aqui. - Aquela coisa.

Como se fosse um segredo de Estado.

Jessica.

Por favor.

Claro. Desculpe, Pai.

Estou indo agora. Tenho coisas para fazer.

Sei que n�o � o lugar para uma garota,

mas pelo menos posso ter ela por perto.

Para mim, a minha fam�lia vem primeiro.

Tem fam�lia?

N�o, infelizmente n�o.

Lamento ouvir isso.

Enfim, como pode ver,

se n�o resolver os problemas, ningu�m resolve.

Se me trouxer solu��es, o emprego � seu.

- S�rio? - Claro. Temos um acordo?

- Com certeza. - � fant�stico.

N�o, � �timo. Obrigado.

V� com a Jessica. Ela ajudar� com a papelada.

Certo?

Certo. Obrigado.

Garoto.

Fa�a a barba. S� se mantenha limpo.

- Sim, sem problema. - Tudo bem.

- Certo. Obrigado de novo. - Sem problemas.

Mate-me.

Vou dormir e acordo debaixo da cama.

5.481 noites com o mesmo sonho.

O mesmo fogo, sangue e morte.

Se repetindo.

Porque sabem que este sistema pode cair!

Temos energia para lutar hoje, amanh� e no dia seguinte.

A d�vida p�blica gira em torno

de 73 bilh�es de d�lares.

Oitenta por cento da cidade est� coberta por �gua.

Quatro milh�es de pessoas morreram.

Uma falha sist�mica do governo.

Entramos em greve.

Participamos de atos de desobedi�ncia civil.

A economia est� estagnada por mais de uma d�cada.

Isso significa que n�o cresceu.

Os efeitos da tempestade,

n�o s� na geografia da cidade e na infraestrutura, mas...

Bom dia, querido.

Quantas vezes vai atirar em mim?

Queria leite para o meu caf�. Voc� tem?

� bom te ver, amigo.

Johnny?

A cozinha parece boa.

Precisa de manuten��o, mas � f�cil consertar.

- Droga! - Qu�? Estava brincado.

N�o, n�o pode ser.

N�o, pode sim. D� um abra�o. Bom te ver.

Certo, quem � voc�?

- Melhor responder r�pido. - Abaixe a porcaria da arma.

- Abaixe a arma. - A porta est� trancada.

- Como conseguiu entrar? - Olhe para mim.

Quero que abaixe a arma. Sou eu.

Sou eu.

� o Johnny.

- � imposs�vel. - N�o, n�o, n�o.

Abaixe isso.

Tudo bem. Agora vem aqui. Vem.

Cheguei na porta do carro

na hora que o marido chegou na porta.

Estava saindo,

e ele me perseguiu vestindo um terno de merda.

Isso � uma droga.

Odeio essa m�sica.

� um progresso.

Sabe o que aconteceu com essa cidade?

Fico fora um tempo, volto e de repente...

Nem posso falar ingl�s. � como a maldita Torre de Babel.

Um monte de gente foi embora.

Relaxa, velho. Que merda est� acontecendo?

N�o � o cara que chegou no topo de uma montanha?

Tr�s dias, tr�s noites, sem comer e beber.

Acabou de derrotar um batalh�o sozinho.

N�o entendo, cara.

Quero dizer,

como veio parar aqui?

N�o, cara. Voc� morreu.

Eu atirei em voc�.

Eu atirei em voc�.

Deixei voc� assim.

Consegui sair, cara.

Os m�dicos me acharam.

Acordei no hospital, ap�s tr�s dias

e dez transfus�es,

com a enfermeira mais feia que j� vi.

Ela parecia um cavalo. Juro por Deus.

Voc� tinha que estar l�.

Escuta. Quero que fa�a uma coisa.

� conselho s�rio, est� bem?

Quero que pare de choramingar.

Quero que v� l� fora. Quero que ache um rabo.

Deve ter alguma secret�ria gostosa, n�o?

Alguma peguete?

Voc� ao menos trabalha?

Vou dar o fora. Boa conversa.

Te vejo por a�?

�, te vejo por a�.

Voc� falou de mim para um garotinho?

12.793 dias.

Este � meu primeiro dia no trabalho novo.

SOS, Salvem nosso planeta.

- Quieta. Tenho que imprimir. - Fa�a agora.

- Est� pronto? - Estou terminando.

Milhares tomam as ruas exigindo uma economia

que funcione para o povo

- Preciso conferir. - e planeta.

Um mundo salvo das devasta��es, um mundo com bons empregos...

Parece tudo bem.

Ar e �gua limpos, comunidades saud�veis.

�REA RESTRITA

O que faz aqui no por�o?

Eu...

Ainda estou aprendendo sobre o pr�dio.

Mas n�o consigo descobrir para que � esse porta.

N�o pode ficar aqui.

V� o cartaz de N�O ULTRAPASSAR?

Sim, � que...

Essa porta n�o est� nas plantas, n�o consigo entender.

Isso � para mim e o Antonio. Est� bem?

V� andando.

V� andando.

Est� o alimentando?

N�o pode aliment�-lo. Tem que tir�-lo daqui.

Ele est� te incomodando?

� um mendigo.

Maldito Brit�nico!

� minha casa.

� meu maldito bairro.

E n�o quero isso por aqui mijando na cal�ada.

Est� me ouvindo?

Estou falando com voc�.

- Est� me ouvindo? - Kurt.

Escute-me.

Estou falando com voc�, seu bosta.

Conhecia seus pais. Eram boas pessoas.

Nunca tinha problemas com eles por aqui.

Agora tenho tudo isso para lidar.

Qual � seu problema, babaca?

Devemos construir um abrigo...

juntar comida,

nos armar.

Temos que desaparecer da sociedade.

Sem vest�gios.

Fechar contas em banco, cancelar cart�es de cr�dito.

Livrar-nos de todo bem material

que n�o � necess�rio em nossa vida real.

N�o depender de tecnologia ou energia el�trica.

S� assim seremos fortes para suportar o apocalipse.

Legal, n�?

Por favor! N�o v� que os peitos s�o falsos?

- Parecem reais para mim. - Mas n�o s�o.

Est� bem, vamos. Gomez vai nos matar.

Voc� � oficialmente um frouxo.

Ela � adulta, est� bem? Isso � legal.

Posso ser frouxo,

mas fico empregado e vivo, ent�o fechem isso.

Que olho est� usando? Olha esse corpo.

- Estou indo. - Vai, vai.

Saia daqui, frouxo.

Novato, venha aqui. Olha isso.

N�o seja maricas.

O que fazem no meu computador?

- S� est�vamos... - Meu Deus!

- S� est�vamos olhando. - Que porra � essa?

Sim, s� olhando.

Qual � o seu problema? Tire o seu rabo daqui.

Meu Deus, estou t�o envergonhada.

Essas fotos s�o um pouco antigas...

TEMPESTADE APOCAL�PTICA EST� VINDO?

O que � isso?

Acredita nessas coisas?

O que estamos ouvindo?

N�o h� p�ssaros.

� como se todos tivessem partido.

Nunca h� p�ssaros por aqui.

Posso te fazer uma pergunta?

Porque n�o um tri�ngulo ou um quadrado?

- Quer dizer... - Sim, o c�rculo no seu pesco�o.

Gosto de c�rculos.

Claro, eu tamb�m...

Mas o que significa?

Vazio.

� assim que mais me sinto.

Acho que a minha vida � bastante vazia.

Tamb�m � o n�mero zero...

Que � tipo um ponto de partida.

Sabe, o ponto zero, retrata potencial e crescimento.

� como um embri�o.

Sabe quem � aquele cara ali embaixo?

O que est� falando com o Gomez?

N�o.

Voc� deve ter cuidado com o Gomez.

Mesmo? Porqu�?

Ele faz o trabalho sujo do papai.

Ainda n�o ligou o gerador?

- Vou buscar um caf�. - �timo.

- Perd�o, o que voc� perguntou? - O gerador.

Temos um gerador?

A energia el�trica acaba, o gerador � ligado.

Sua fun��o � fazer isso acontecer, Sr. Manuten��o.

Entendido.

Tenha cuidado com a filha do patr�o.

N�o fique de m�s inten��es. Pode olhar, mas n�o pode tocar.

Estou de olho em voc�.

Sim, claro.

Vaza, espertalh�o.

A escurid�o espreita por todo o lado.

E cada sombra tem um rosto.

Quando se olha para a escurid�o, a escurid�o olha para voc�.

Eu te conhe�o, porra.

Voc� � o viadinho da �ltima vez.

Raspou a barba, mas continua o mesmo viadinho.

Tenho pensado em voc�.

E te procurado tamb�m.

Estava pensando em como...

Da �ltima vez, devia ter estourado seus miolos.

Deixei voc� viver.

- Sim, loucura do caralho. - Estou feliz por encontr�-lo.

Filho da puta com cara de nen�m. O que...

N�o, cara!

Parece o mesmo fogo, sangue e morte.

Tenho que estar preparado.

�REA RESTRITA N�O ULTRAPASSE

N�o duvide da sua for�a.

Se reprovar no teste, vou test�-lo novamente.

Todos devemos ser fortes juntos.

Um s� n�o funciona.

Como se pode repovoar o planeta sozinho?

Ol�.

Agora tamb�m est�o decorando, n�o �?

Preciso fazer algo sobre eles antes que seja tarde demais.

Pelo menos s�o consistentes.

Essa � a �nica forma que veem para chamar a aten��o.

N�o, isso � uma loucura.

Pessoas assim, voc� sabe, elas nunca mudam.

S�o como c�es famintos.

Elas podem estar em nega��o.

E voc�?

Voc� � o her�i relutante, � claro.

Eu entendo. J� passou pelo diabo.

E a autodestrui��o � mais f�cil do que assumir responsabilidade.

Recomponha-se.

Tente.

Partiremos em tr�s dias.

- Venha conosco. - N�o.

E encontre uma garota, pelo amor de Deus.

- Tem uma agora. - Bom te ver.

O que est� fazendo aqui?

Estava te procurando.

Estou brincando.

O que est� acontecendo? Estou interrompendo?

Noe, conhece a Jessica? Jessica, este � Noe.

Sim, conhe�o. � o pregador.

O que est� acontecendo?

De alguma forma, planejou isso, pregador?

N�o sou um pregador.

Voc� se importa se eu ficar?

Claro que n�o.

Veem o mundo ao seu redor?

Sabem o que est� acontecendo t�o bem quanto eu.

A �nica lei em tempos como este � a lei da sobreviv�ncia.

E sobreviv�ncia significa prepara��o.

Na tempestade que esta vindo haver�

os que ser�o presas de seus corpos,

outros que ser�o como animais aterrorizados.

Devemos permanecer l�cidos

e estarmos preparados para o pior da humanidade.

Uma guerra mundial nuclear ser� catastr�fica,

n�o apenas pelas mortes diretas que poderiam ocorrer

mas tamb�m devido ao colapso de certos...

Eu te avisei. Ele vai embora agora.

Se n�o cuidar disso, eu irei...

Pegue. Mantenha-o fora da minha propriedade.

Sinto que o fim est� quase chegando.

N�o consigo explicar, mas � quase um al�vio.

Muitos comentaristas de m�dia

est�o falando sobre a possibilidade

de uma guerra estourar

e previram o uso de armas nucleares

enviadas contra popula��es civis.

Muito obrigado pelo tempo que gasto conosco nisso.

Agora, milh�es marcham condenando a viol�ncia policial.

12.795 dias.

As pessoas n�o entendem o que est� por vir.

Ainda vivendo suas vidas em nega��o.

Preciso acabar meu b�nquer o mais r�pido poss�vel.

Bem, isso � uma loucura.

Quero dizer...

Que porra � essa?

O que diabos est� fazendo aqui?

Preparando.

Preparando?

Para qu�? O apocalipse?

Por que um velho mal-humorado diz isso?

A porra de um impostor?

Kurt, n�o pode dizer que � s� encena��o?

Sabe o que deveriam fazer? Dar a ele um Oscar.

Tem ideia de como toda essa merda parece louca? Cara.

Sei que as coisas t�m sido dif�ceis.

Eu sei. Mas eles est�o otimistas.

Voc� tem uma garota, um emprego.

Por que n�o v� como as coisas acontecem?

Voc� n�o entende.

Porra, claro que n�o entendo. Quem entenderia?

Escuta Kurt, est� destruindo a casa onde cresceu.

Est� me ouvindo?

Pare o que est� fazendo e me escute um pouco.

Escute-me.

Vendeu o sof� em que seu pai morreu.

Aquele em que ele te esperou voltar para casa

e todos diziam que tinha morrido na guerra.

Ele nunca acreditou nisso.

E, um dia, voc� aparece.

Quais as �ltimas palavras dele, Kurt?

"Corajoso".

"Voc� deve ser corajoso."

Nunca mais fale sobre meu pai de novo.

Est� entendendo?

N�o pode ignorar que voltou para casa da guerra,

perdeu seu pai e sua m�e logo depois.

� um fardo enorme para um garoto de 19 anos, n�o acha?

Se est� me perguntando, nada dessa merda faz sentido.

Acho que est� pirando, cara.

Realmente acho que est�.

Espere um minuto. O que � isso?

Uma bebida!

Vamos tomar uma bebida. Como nos velhos tempos.

Vamos fazer isso.

N�o. O que est� fazendo?

N�o! Kurt, est� de sacanagem comigo?

� oficial. Perdeu a cabe�a. � um lun�tico.

Na verdade,

as coisas est�o fazendo sentido.

Est�o?

Est�o.

Falando nisso,

qual seu lance com esse garoto que fica rondando minha casa?

Falou com ele sobre mim?

De que diabos est� falando? Que garoto?

Voc� sabe, um garotinho. Desse tamanho.

Estranho pra caralho.

Certo, tentarei ficar de olho nele.

Sim, fa�a isso.

Que diabos est� fazendo afinal?

Vai atender?

- Kurt, voc� est� a�? - Oi.

Fa�a-me um favor? Pare de fazer essa merda.

Qual �!

- Vai deix�-la entrar? - Kurt, sou eu, Jessica.

- Quer saber? V� se foder! - O qu�?

Desmanche uma das paredes, pinte,

e ter� um lindo apartamento de solteiro.

Kurt! Sou eu!

Abra. Sei que est� a�.

Caralho!

Posso te ouvir.

- Pelo amor de Deus. - Sim, cubra isso, com certeza.

Isso, assim mesmo. N�o est� esquecendo nada?

- Kurt, o que est� fazendo? - Isso a�. Normalmente,

pago um jantar para a garota antes de lev�-la ao matadouro.

Por favor, cara, cale a boca.

� uma piada de p�nis.

- Abra a porra da porta! - Tamb�m, um detalhe.

Melhor tirar essa m�scara bizarra.

Beleza. Agora v�!

- Certo, estou indo. - Por favor, Johnny, v�!

Caralho. Johnny, seja bonzinho.

Jesus, Kurt, sei que est� a�. Abra.

Jesus.

Onde voc� esteve?

Est� deixando meu pai nervoso.

Em casa.

Mas que merda?

Voc� dorme aqui?

Tem um problema, Kurt. Sumiu um dinheiro.

Muito dinheiro.

- E da�? - E da�?

Ouvi meu pai e Gomez.

Papai estava furioso, jogando acusa��es.

Foi muito dinheiro, Kurt. Muito.

E, no meio disso, Gomez mencionou seu nome.

Certo.

"Certo"?

- E da�? - E da�.

Jesus, Kurt.

Olhe para este lugar.

O que � isto?

Que porra � esta?

O que est� fazendo aqui? Est� construindo uma fortaleza?

Kurt.

Se voc� pegou o dinheiro,

podemos consertar isso.

Est� bem?

Eu n�o peguei o dinheiro.

Jure para mim.

Jure que voc� n�o pegou.

Vamos, Kurt. Preciso da verdade, entende?

Jure para mim. Preciso saber.

Jure para mim.

Sim, eu juro.

Eu prometo.

Promete mesmo?

Eu prometo.

Tem certeza? Sim?

Jure para mim.

Jure. Sim?

Sim, tudo isso eu mesmo paguei.

�? Tem certeza? N�o est� mentindo para mim?

N�o, nunca mentiria para voc�.

- O que � aquilo? - N�o � nada.

N�o?

Ent�o, quando foi a �ltima vez que esteve com uma mulher?

H� muito tempo.

Deu para perceber?

Sim, claro.

� que...

Voc� n�o � uma boa mentirosa.

N�o, s� foi muito...

muito intenso.

Gosto de ser desejada.

Mas isso parece diferente.

Tem medo de mim?

Bem,

voc� vendeu todos os seus m�veis,

gastou todas as suas economias,

e transformou sua casa em um b�nquer.

Voc� � muito especial.

Abra aquele arm�rio.

H� uma porta falsa atr�s daquela prateleira.

Abra a porta.

- � s�rio? - Sim.

Tem que abrir a escotilha.

O que � isso?

Est� tudo bem.

N�o h� monstros l� embaixo.

- E ent�o? - Ela est� l� h� uma hora.

Este garoto tem culh�es.

Comendo a filha do chefe depois de roub�-lo?

Acha que ela ajudou a pegar o dinheiro?

N�o sou pago para especular.

- O que fazemos ent�o, chefe? - Esperamos no carro.

� uma bela arma��o l� embaixo.

N�o h� �gua suficiente para dois.

Planeja se juntar a mim?

A n�o ser que queira que me defenda no deserto.

N�o, quero dizer...

N�o quero morrer sozinha.

N�o pode contar a ningu�m sobre isso.

- Claro, n�o vou contar. - Para ningu�m.

Absolutamente ningu�m.

N�o se preocupe. Seu segredo est� seguro comigo.

Ningu�m me d� ouvidos mesmo.

Sim.

Nem mesmo meu pai.

Ele n�o me leva a s�rio.

Sou apenas a bonequinha dele, sabe?

Obrigada.

Desculpe-me.

Estou despejando muito em voc�, n�o estou?

Problemas com meu pai devia ser no terceiro encontro.

Enfim.

Eu n�o disse a eles onde voc� mora.

Mas eles v�o encontr�-lo, Kurt.

E Gomez � muito perigoso, est� entendendo?

Eu dou conta dele.

Vou fazer uma pergunta. N�o leve a mal, est� bem?

Cale a boca, seu imbecil. Ela est� saindo agora.

- Certo, vou segui-la, chefe. - Espere.

Mantenha dist�ncia. Ela n�o � idiota.

Foi refor�ada.

- Verifique a janela. - Sim.

H� uma placa de metal atr�s do vidro.

O qu�?

� a porra de uma fortaleza.

Ou�a, garoto.

S� queremos fazer algumas perguntas.

S� isso.

Por favor, n�o torne isto pior do que tem que ser.

Escute-me, seu idiota de merda.

Sei que pegou o dinheiro, e vou recuper�-lo.

Isso pode ser uma conversa civilizada

tomando uma x�cara de ch�,

ou acabo cravando seus malditos joelhos no ch�o,

lembrando dos bons velhos tempos, certo?

- Volte para o carro. - Certo, chefe.

Ou talvez, apenas talvez,

farei uma visitinha � sua namorada.

Merda, eu sei. Ela � filha do chefe.

Mas a�, ele nunca saberia.

Eu poderia ter certeza de que ele nunca saberia.

Pobre papai.

As coisas que eu poderia fazer

com aquela pequenina,

talvez n�o t�o gostosinha.

Acho que est� na merda.

N�o me olhe assim. N�o fa�a essa cara.

Falei para n�o dar ouvidos �quele profeta.

Falei que construir um b�nquer era loucura,

sem mencionar o que isso faz com o valor de revenda da casa.

Voc� quer se proteger do mundo,

mas pode muito bem desenhar um alvo em seu peito,

porque esses caras s�o reais.

Kurt, me escute.

Est� trocando seus her�is por fantasmas.

� a frase de uma m�sica, n�o �?

Sim, achei que seria bom para um pouco de drama.

Mas ficou melhor na minha cabe�a.

Mas a m�sica � boa, n�o acha?

N�o, n�o. Onde est� indo com isso?

Ajudar um amigo.

Olha aqui, Kurt.

Preocupe-se com voc�, mano.

Precisa recuperar sua vida, beleza?

Estou falando s�rio.

� ir�nico vindo de voc�.

Brilhe, seu diamante louco.

Tenho um milh�o deles.

12.796 dias.

Tempestades s�o constantes.

Hoje � noite, Noe e seu bando

fizeram sua peregrina��o para as montanhas.

N�o posso ir com eles.

Estou sozinho.

Mas talvez possa ajud�-los a partir.

O ex�rcito pegou crian�as,

colocou armas nas m�os deles.

- Merda. - E disse no que atirar.

Cad� o velho arrombado?

Isto � diferente.

Vai para algum lugar, velhote?

Acho que isso n�o vai acontecer.

O que voc� quer? Dinheiro?

A noite chegou para voc�, velho.

Acha que viemos negociar agora? Agora?

Beleza.

Entreguem todo o dinheiro que voc�s tem no �nibus,

e talvez, s� talvez, se tivermos piedade,

n�o vamos tortur�-los antes de mat�-los.

Voc� acha

que sua su�stica vai tornar sua pele mais dura?

Vai sangrar quando cortada,

e vai congelar quando fizer frio.

Seu judeu de merda.

Sabia que ia falar dessa merda.

Vamos para o plano B.

Que � queim�-los vivos.

N�o!

Est� vendo, velho? Seu amigo de merda?

Viu? Nos entregue o dinheiro, velho de merda.

O que vai ser, judeu de merda?

Ningu�m vai te ajudar agora.

Anda, filho da puta.

Mas que porra?

Tem algu�m ali.

- Sai para l�. - Vigiem ele.

O que foi agora?

O que est� acontecendo?

- Ele voltou. - Cad� ele?

- Ele voltou. - Cala a porra da boca.

Vamos sair daqui.

Estou cansado de voc�, cara.

Tudo que voc� faz � errado.

Voc� n�o tem discernimento.

Nenhum.

Voc� nem sabe o que vai acontecer.

Vaza daqui.

Eu me assusto com um medo familiar.

Estou assustado.

E n�o � por causa das tempestades no horizonte.

E n�o � por rejeitar a salva��o do Noe.

E sim por causa do quanto foi f�cil matar de novo.

Ventila��o com mecanismo de limpeza por radia��o.

Tanque de �gua com sistema de filtro.

Pacote de hidrata��o de 2.5L.

Pacote de cloro.

Pacotes de carv�o ativado.

Fonte de luz limpa de um gerador de d�namo.

Bicarbonato de s�dio.

�lcool isoprop�lico.

Per�xido de hidrog�nio.

Suprimento esterilizado de gaze e bandagens.

Pomada antibi�tica. Grampeador cir�rgico.

Kit de sutura.

B�ssola Linf�tica.

R�dio de ondas curtas e telefone a sat�lite.

Comida com alta densidade de prote�na.

Nozes e carne seca.

Comida enlatada.

Fique longe de nozes salgadas ou com sabor forte.

A quantidade de sal presente nas nozes sem sal

j� � suficiente

para repor eletr�litos.

Voc� estava certo.

� uma tempestade apocal�ptica.

E � no mundo inteiro. � inacredit�vel.

Est� acordado?

� a primeira tempestade desde a guerra.

A maior de todos os tempos.

Se estivesse acordado, acharia isso hil�rio.

12.797 dias.

Kurt, por favor, abra.

Corajoso. Voc� deve ser corajoso.

Bem-vindo a sua nova vida.

Esta � sua nova fam�lia.

Carne fresca?

Carne fresca?

Carne fresca!

Voc�, cara novo!

Voc� me ouve? Voc� � meu!

Volte para a sua cela!

Volte para a sua cela!

Voc� � meu! Voc� me ouve? Voc� � meu!

- Volte para a sua cela! - Sua carne fresca!

Voc� � meu!

N�o pode escapar de mim!

- Cale-se! - Vou te pegar!

N�o sei quantos dias j� se passaram.

E isso � um problema para algu�m como eu.

Mas sei onde estou.

� aqui que as pessoas s�o colocadas

quando precisam ser esquecidas.

H� algo errado comigo.

Mas n�o acho que eu esteja louco.

N�o assim.

Mas ent�o sinto o calor

do sol.

Kurt, voc� est� ciente

da gravidade da sua situa��o?

Provavelmente n�o.

Seu arquivo demonstra uma longa hist�ria

de s�ndrome do p�nico,

tend�ncias suicidas,

poss�vel transtorno dissociativo.

Voc� estava em tratamento de stress p�s-traum�tico,

mas parou. E, agora,

acusa��es de homic�dio.

Sua casa foi revistada.

A pol�cia encontrou o seu

abrigo.

O que eles encontraram

n�o � a casa de um homem saud�vel.

Eu posso te ajudar, Kurt.

Mas voc� tem que trabalhar comigo.

O relat�rio policial indicou que voc�

se envolveu com um homem chamado Noe.

Que se autointitulou profeta do fim do mundo.

Seu verdadeiro nome � Allen Green.

Foi preso e condenado duas vezes

nos Estados Unidos por fraude

desde que se mudou para c�.

Ele � um vigarista, Kurt.

N�o � um profeta.

Voc� est� doente

e se apegou aos del�rios de um falso profeta

para refor�ar suas cren�as.

O mundo n�o est� acabando.

E as tempestades?

Sim, o escopo era hist�rico, quebra de recorde.

Mas estamos falando de registros

de apenas 100 anos.

Essa � uma gota no balde da hist�ria do nosso planeta.

Algo est� mudando.

Mas n�o h� mais evid�ncias para sugerir

que estamos � beira de um fim repentino e catacl�smico

do que h� para indicar que n�o estamos.

E as tempestades acabaram.

No seu caso, ap�s o trauma que experimentou,

esses tipos de del�rios s�o comuns.

Na verdade, s�o exatamente

do que homens como Allen Green se alimentam.

Agora vou fazer uma lista de verifica��o com voc�

e preciso que responda honestamente.

Primeiro.

Voc� j� experimentou alguma

alucina��o sonora ou visual?

Kurt,

voc� est� me ouvindo? � importante.

J� teve alguma alucina��o sonora ou visual?

N�o d� ouvidos a ele.

Est� fazendo essas perguntas s� para se ouvir falar.

Diga a ele o que voc� fez.

Conte a ele sobre as tr�s noites na montanha.

Diga a ele quantos homens voc� matou.

Diga a ele o que fizemos juntos.

Sou eu e voc� contra o mundo, amigo.

Tenho certeza de que j� deve saber disso.

Ele n�o vai ser f�cil de quebrar.

Porque ele � louco.

Fui roubado por um louco de merda.

Como diabos vou recuperar meu dinheiro agora?

Nosso pessoal est� virando a casa de cabe�a para baixo.

Se estiver l�,

n�s o encontraremos. D�-me um tempo.

Temos que usar uma for�a tarefa que n�o nos envolva.

Mortos n�o s�o �teis para mim.

Quero meu dinheiro primeiro.

Depois pode fazer o que quiser.

Eu j� disse que n�o tenho um advogado, porra.

Cala a boca, maluco!

Ele est� ali.

Como voc� est�?

O que foi? Parece que viu um fantasma.

N�o.

N�o um fantasma.

Allen Green.

N�o � um fantasma. Claramente, n�o � um profeta.

Nada de especial.

S� um golpista profissional, n�o �?

Allen Green.

N�o acredito que acreditei nas suas besteiras.

O que faz aqui, afinal?

Achei que j� estaria nas montanhas,

se escondendo em uma caverna ou algo assim.

Infelizmente, depois do incidente no parque,

a pol�cia confiscou nosso �nibus e todos os suprimentos.

Eu mesmo tive que me esconder.

Por isso o disfarce.

Bem, isso � terr�vel.

Sinto muito por isso.

O que vai fazer? Como vai sobreviver?

Certo, esqueci. Voc� � um sobrevivente.

Voc� salvou nossas vidas.

Infelizmente, o homem que matou trabalhava para poderosos.

Eles arrecadam dinheiro para o cara que voc� roubou.

E para eles sou t�o culpado quanto voc�.

N�o roubei dinheiro de ningu�m.

Quanto roubou das pessoas que acreditavam em ti?

Nunca roubei ningu�m, Kurt.

As tempestades acabaram, tudo bem?

Elas acabaram.

E estou aqui, preso em uma gaiola para doido.

Mas quer saber?

Esse lugar n�o � t�o ruim.

As tempestades n�o acabaram, Kurt.

Estamos no meio do furac�o.

Talvez seja um pouco cl�nico.

Mas o que falta em design

eles compensam em servi�o.

Escute-me.

As tempestades n�o acabaram. � a calma antes da tempestade.

� o fim dos tempos, Kurt, o fim dos tempos.

Foi destinado a mais que isso.

N�o fa�a isso consigo mesmo. N�o fa�a.

Que te contou isso? Quem te falou isso sobre mim?

Foi outra vida. Esque�a.

Acho que foi aquela garota, o pai dela.

Esque�a. � besteira.

Voc� salvou vidas, est� me entendendo?

Voc� salvou nossas vidas. Voc� se imp�s.

Voc� apareceu. Mostrou quem voc� realmente �.

N�o desista agora. N�o volte para aquele lugar.

Voc� � meu her�i.

Foda-se todo mundo. Foda-se eles.

Certo.

Tudo bem.

Vou te tirar daqui.

Vou te tirar daqui.

Tudo bem?

Acalme-se.

Vou me acalmar tamb�m.

Certo. Recomponha-se.

Recomponha-se. Vamos.

Recomponha-se.

Voc� � meu!

Est� me ouvindo, novato? Voc� � meu!

Est� me ouvindo, novato? Voc� � meu!

- Voc� � minha carne fresca! - Cala a boca!

Allen Green, cad� as tempestades?

O que est� fazendo?

1.000 volts, filho da puta.

Voc� matou Romhess, n�o foi?

Sim.

Gomez nos contou tudo, seu doente de merda.

Abaixe-se, porra!

De joelhos, porra! De joelhos, cara!

Merda!

Isso!

V� se foder.

Merda.

Thomas!

Thomas.

- O seu belo traseiro... - Vai se foder. Preto de merda.

- loirinho, - Vou matar voc�, porra.

- pertence a mim. - Puto maldito.

N�o sou nenhuma bicha, porra!

Voc� tem muita sorte.

O seu advogado mexeu os pauzinhos,

para eu te tirar daqui.

Mas o acordo s� � v�lido por hoje.

Ent�o, se eu te ver aqui amanh�,

voc� vai ser meu novo mimo!

Um nazista.

Sempre quis ter um de animal de estima��o.

Agora, saia j� daqui, porra!

Saia j� daqui, porra!

N�o! Espere.

Estou aqui para ajudar.

Os guardas da frente, v�o se alternar.

H� um lugar por onde pode sair, mas tem que se mandar agora.

Ent�o agora, voc� � um agente duplo?

Precisava de um novo tipo de emprego.

Aqui, para voc�.

- O que �? - � do pregador,

uma muda de roupa.

Nunca sair� daqui trajando o que est� usando.

� um telefone via sat�lite.

Algo sobre o sat�lite continuar operacional

por um tempo ap�s a tempestade final.

Mas tem que se mandar agora, beleza? Por favor.

- Depressa. - Est� bem, obrigado.

N�o me agrade�a. Agrade�a ao pregador.

- Sabe onde ele est�? - Preparando-se para partir.

Ele disse que eu devia ir junto depois dele partir.

Mas, calma a�.

Bata em mim.

- O qu�? - N�o estrague tudo, beleza?

Conhece esses caras. Eles v�o me matar.

Caralho.

Encontraram meu abrigo.

Mas, o b�nquer n�o. Gra�as a Deus.

Est� brincando comigo, porra?

Como � que ele escapou da porra do complexo?

Diga a pol�cia para n�o agir at� eu mandar.

N�s cuidaremos disso.

Ou�a, Gomez, tem outra coisa.

Vou p�r voc� no comando da escolta da Jessica.

Estou preocupado com ela envolvendo-se nisso.

Mantenha esse lun�tico longe dela.

N�o me importa o que ela pensa sobre isso.

Fa�a o que eu mando.

GUIA DE SOBREVIV�NCIA

N�o posso simplesmente deix�-lo ir, sabe?

Olhe s� para voc�.

Talvez ela tenha se mandado.

Talvez tenha desistido de voc�. Sei l�.

Ou estivesse envolvida. Vai saber? Mas, quer saber?

Vai sair por a�, Vai acabar sendo morto, porra.

Esses caras s�o perigosos, Kurt. N�o v� isso?

Est� pondo-se em risco, e nem sequer olha para mim.

Olhe para mim!

N�o vista esse casaco, beleza? N�o vista-o...

Sabe o que temos de fazer?

Mesmo se o mundo n�o acabar, tirar umas f�rias.

O que me diz de n�s dois, irmos para as montanhas?

Dar um tempo a n�s mesmos, porra.

Desculpa, Johnny.

Lamento n�o ter conseguido te salvar.

Desculpa, n�o ter conseguido te salvar.

Adeus, Johnny.

Ou�a.

Nos vemos por a�?

Claro, na fase escura da lua.

Prev�-se ventos de at� 130 km/h

e 1,50 m de inunda��es nas pr�ximas 24 horas,

um recorde mundial.

Os servi�os emergenciais aconselham

abrigar-se e manter-se informados.

A condi��o meteorol�gica � completamente adversa,

e ainda haver� mais consequ�ncias.

Jessica me disse,

que n�o queria morrer sozinha no frio.

Eu tamb�m n�o.

O que est� fazendo aqui?

Voc� precisa ir!

Ele esperou por voc�.

Enquanto todos disseram-no que voc� foi morto na guerra.

Mas ele nunca acreditou.

At� o dia em que voc� apareceu.

Corajoso. Voc� precisa ser corajoso.

Meu pai me ensinou isso.

� quest�o de tempo, chefe. Ele � s� um puto solit�rio.

Sim. Se nos der mais um dia, n�s o pegaremos.

Onde est� a Jessica?

�timo pra caralho.

Eu paguei metade da cidade para procurar por voc�,

e voc� simplesmente aparece na minha porta, caralho.

- Olha. - Legal.

Gosto muito da sua filha.

Ent�o n�o quero atirar em voc�.

Entendi.

Voc� ama minha filha, n�o �?

Sim, senhor.

E preciso saber onde ela est�, agora.

Merda acontece.

N�o brinque!

Ent�o voc� est� aqui, seu doente do caralho.

Calma, Gomez. N�o atire.

Onde est� a Jessica?

Isso mesmo. Onde ela est�?

- Deveria estar vigiando-a. - Sim, sim.

Mas deixe-me matar esse maldito ladr�o primeiro.

N�o sou ladr�o, est� bem? N�o peguei seu dinheiro.

Vou p�r a m�o no meu bolso, est� bem?

N�o se mexa!

- Deixe-o falar. - Quero que escute seu amigo a�.

Talvez queira indag�-lo depois disso.

Ou talvez, apenas talvez,

signifique que vou fazer uma visitinha � sua namorada.

Merda, eu sei. Ela � a filha do chefe.

Mas a�, ele nunca saberia.

Eu poderia ter certeza de que ele nunca saberia.

Pobre papai.

As coisas que eu poderia fazer com aquela pequenina,

talvez n�o t�o gostosinha.

Por favor.

- Por favor. - Voc� me roubou, porra!

Por favor!

Voc� viu o v�deo da c�mera de seguran�a.

Ele estava na porta do cofre. Ele pegou o maldito dinheiro.

Espere! H� uma explica��o razo�vel para tudo.

E qual �? Diga-me. Vamos l�.

Foi apenas uma t�tica.

Eu o estava ludibriando.

Olhe para ele. Quer dizer, um cara assim...

Que porra est� fazendo...

Que merda.

Ei, garoto.

Encontre minha filha...

Voc� j� se perguntou como a vida seria diferente

se certas coisas nunca acontecessem?

Voc� sabe, as coisas que voc� n�o quer.

E voc� tem que aceitar

coisas que voc� n�o quer saber, mas precisa aprender.

Desde o in�cio, ficou claro que �ramos novos.

O poder que mantivemos e ele cresceu.

At� que ficou fora de controle.

E agora estamos deslizando em dire��o ao fim.

Tudo o que fiz foi sobreviver.

Talvez seja apenas isso que todos fazem.

At� que voc� n�o faz mais.

E ent�o, que sonhos podem vir?

"Vis�es, press�gios,

alucina��es, milagres, �xtases,

desceram o rio americano.

Sonhos, adora��es, ilumina��es, religi�es.

Todo o carregamento de besteiras sens�veis.

Avan�os pelo rio.

Reviravoltas e crucifica��es, descendo o dil�vio.

Altos, epifanias, desesperos.

Dez anos de gritos de animais e suic�dios.

Mentes, novos amores.

Gera��o louca nas rochas do tempo.

Uma verdadeira risada sagrada no rio.

Eles viram tudo.

Os olhos selvagens, os gritos sagrados.

Eles se despediram.

Eles pularam do telhado para a solid�o,

acenando, carregando flores.

Descendo para o rio, para a rua."

"Em meus sonhos, voc� anda pingando de uma jornada mar�tima

na rodovia atrav�s da Am�rica

em l�grimas na porta da minha cabana

na noite ocidental."

Est� tudo bem.

Est� tudo bem.

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