All language subtitles for The Name Of The Rose - 1x08 - Episode 8.WEB.ION10-METCON-AMRAP-NTb.pt

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Original subtitles

The Name of The Rose Episode 8

Quem matou este homem, senhor Bernard?

J� que encontrou e aprisionou os assassinos?

N�o me pergunte. N�o disse que tinha

prendido todos os criminosos, que vagueiam nesta abadia.

Deixo os outros � severidade

ou a indulg�ncia excessiva do meu senhor, o abade.

Quanto a mim, vou queimar a bruxa.

Ent�o vamos deix�-los.

Mais uma coisa.

O Papa,

e s� o Papa, decidir� o destino dos Franciscanos.

Que Deus esteja convosco.

PAL�CIO PAPAL AVIGNON, FRAN�A

Bernard poderia receber a mensagem em...

Menos de tr�s horas, Sua Santidade.

Muito bem. Escreva:

"Saia rapidamente.

"Aquele c�o alem�o quer eleger um novo Papa.

"Um tal de Peter, um Franciscano.

"Ele vai ser coroado em S�o Pedro, em Roma.

"Vou fazer isso desaparecer dos livros de Hist�ria.

"Disse-me que a abadia

"esconde hereges assassinos, encorajados pelos Franciscanos,

"que interpretam a vida de Cristo contra mim.

"Ou os Franciscanos v�m curvar-se diante mim,

ou ser�o silenciados para sempre".

Michael, n�o deve ir a Avignon.

Jo�o quere-lo sozinho, sem garantias.

Devo ir. O Papa tem de me ouvir.

Arriscaria a sua vida.

- Melhor que trair a minha alma. - Ent�o saia imediatamente.

Bernard vai tentar impedi-lo de chegar a Avignon.

Encontraremos o seu cad�ver

e ele culpar� os dem�nios de Remigio.

- N�s vamos consigo. - N�o.

Irei sozinho.

Esperem por mim em Pisa no acampamento do Imperador.

Ao entardecer, saia pela porta perto do matadouro.

Ela n�o � vigiada.

Venha connosco, irm�o William.

Sim, est� em maior perigo.

N�o � poss�vel. Tenho trabalho para terminar aqui.

Bernard levar� os prisioneiros para Avignon?

Ele queimar� Remigio como um herege.

Como uma tocha propiciat�ria,

a pira vai iluminar o encontro entre Michael e o Papa,

para decidir o destino dos Franciscanos.

E Salvatore?

Ele ter� de testemunhar no julgamento.

Talvez em troca dos seus servi�os,

Bernard poupar� a sua vida.

Ou vai deix�-lo escapar antes que seja morto.

E a rapariga?

A rapariga...

Pode falar por ela.

Sabe que n�o � uma bruxa.

N�o os pode deixar queim�-la.

E pelo qu�?

Ela ter sido violada n�o chega?

Quanto mais precisa ela pagar?

E para quem?

Talvez nem tudo esteja perdido.

O que quer dizer?

Adso...

Tu, �s eu.

Venha aqui.

Vai assumir as tarefas do Remigio.

Vai fornecer as necessidades imediatas

da cozinha e do refeit�rio.

Nomeie algu�m para ficar no seu lugar nas forjas.

Est� isento dos servi�os. Agora v�.

J� que na �ltima noite,

foi nomeado assistente do Malachia...

Hoje, ap�s a liturgia, abrir� o Scriptorium,

e garantir� que ningu�m entre na Biblioteca sozinho.

Ainda n�o fui iniciado dos segredos do labirinto.

Ningu�m disse que ser�.

Vai garantir que o trabalho no Scriptorium seja feito.

Cada monge trabalhar� nos livros j� lhes dados.

Por agora, ningu�m entra na Biblioteca. Ningu�m.

Agradecemos ao Senhor.

Com o alem�o morto, h� o risco

de termos um bibliotec�rio ainda mais b�rbaro.

Quem acha que ser� nomeado no lugar dele?

Depois de tudo o que aconteceu nos �ltimos dias,

o problema j� n�o � o bibliotec�rio,

mas o abade.

Malachia falou de escorpi�es.

A quinta trombeta.

A sexta trombeta fala de cavalos em chamas.

Encontraremos a pr�xima v�tima nos est�bulos?

Partimos esta noite.

Depois de queimarmos a bruxa.

Muitas calamidades afligiram este lugar,

pelo qual o meu cora��o bate no meu peito.

Todos n�s, sem excep��o,

deve fazer um severo exame de consci�ncia.

Eu, mais do que ningu�m.

Todos n�s pensamos que as nossas almas

est�o limpas porque

todos, excepto um, somos inocentes

das cinco mortes que atingiram esta abadia.

� nisto que acreditamos.

� por isso,

que decidi n�o falar mais neste dia.

Foi dito

que quando o fim estiver pr�ximo,

o Oeste ser� governado por grandes impostores.

Assassinos de homens,

desonestos,

com sede de ouro.

Especialistas em truques.

E entre os povos,

espalhar� a descren�a,

dureza do cora��o, roubo,

assassinato, e todos os outros v�cios.

Pobreza,

compaix�o...

E o presente das l�grimas...

Tudo vai desaparecer.

A hora do Anticristo aproxima-se.

Eu vi a sua cabe�a de fogo ardente.

Eu vi navios de guerra por todos os lados.

Os jovens v�o morrer.

As raparigas ser�o feitas prisioneiras.

Judeia usar� as suas roupas de luto.

E na S�ria, o infort�nio vir�

e as pessoas ir�o chorar pelos seus filhos.

E todas as cidades do mundo

ser�o abaladas por terramotos.

Tempestades de vento destruir�o as terras.

Os campos ficar�o sujos.

E no Inverno...

O calor ser� intenso.

Remigio!

Remigio.

Queres ficar com o Salvatore?

Eu sou um prisioneiro, �s um prisioneiro.

Vou ouvi-lo, William,

mas primeiro, responda a uma pergunta.

Porque aconselhou Michael a fugir?

N�o sabia que ele era um prisioneiro.

Talvez ele quisesse falar com o Papa antes de si.

Ele vai ser excomungado.

Voc�s Franciscanos, est�o acabados.

Sabe...

Apesar de tudo,

eu respeito-o, William.

Portanto, vou ouvi-lo.

A rapariga que prendeu n�o � uma bruxa.

Como pode ter a certeza?

Cruzei-me com ela quando vinha para a abadia.

� uma exilada banida do seu pa�s.

Preocupa-se com ela.

Assim como me preocupo consigo, irm�o.

Ela j� sofreu o suficiente.

Vai proteger uma bruxa?

N�o.

� a si quem estou a proteger.

Vi-o a cometer um acto...

Que at� o seu amigo Papa Jo�o n�o pode perdoar.

Queimem esta prostituta!

D�em-se isso. Arde no Inferno.

Arde!

� o autor do Manual do Inquisidor

Para Investiga��o de Heresias.

Tomou o lugar do bra�o secular

e matou com as pr�prias m�os.

Est� a tentar amea�ar-me?

Confesso que para mim...

Condenar algu�m � fogueira

e acender o fogo v�s mesmo � a mesma coisa.

Mas n�o para si.

Nem para o seu Papa.

� a si quem estou a proteger,

ao n�o contar a verdade.

Sil�ncio!

H�

anjos brancos,

que levam a luz.

E h� anjos negros,

os anjos da noite.

Fala a minha l�ngua!

- Eu n�o fiz nada. - Os anjos negros

n�o s� t�m a apar�ncia do gato

Eu n�o matei o gato.

tamb�m t�m a apar�ncia da serpente.

E a serpente � esmagada

pelos p�s da Virgem.

Sim, da Virgem.

Eu posso rezar.

Quer ouvir-me?

Muito bem.

Pai-nosso que estais no c�u,

santificado seja o Vosso nome.

Venha a n�s o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade,

assim na terra como no c�u.

Quem tentou libert�-la quando foi presa?

- Ningu�m. - Adso de Melk.

Enfeiti�ou esse novi�o com prazer ven�reo?

Eu n�o fiz nada.

E n�o farei nada consigo.

Esta noite ser� libertada.

Obrigada, senhor.

Deixe-me ir!

Reverendo?

Queimem-na.

Enquanto os outros est�o na igreja.

Para os italianos, Malachia era visto como um fantoche.

Colocado aqui por algu�m com a cumplicidade do abade.

Sem perceber, entrei nesse conflito.

O livro foi um pretexto.

William, encontr�mos o livro mas Malachia est� morto na mesma.

- N�o sei. - Ontem era o dono do mundo.

Se nos tivesse ajudado ontem, ter�amos evitado o �ltimo crime.

Deu a Malachia o livro que o matou.

Diga-me uma coisa.

Teve o livro em m�os? Tocou nele?

Leu-o? Se sim, porque n�o est� morto?

N�o sei. Juro que n�o toquei nele.

Mas toquei quando peguei nele.

Dei o livro ao Malachia

quando ele me chamou para ser assistente.

- Nem sequer o abriu? - Sim, abri-o.

Antes de o esconder.

Come�ou como um manuscrito em �rabe.

Depois outro em s�rio, penso.

Em seguida, outro em latim e outro em grego.

- Tocou nele e n�o morreu. - Ent�o o toque n�o mata.

O que me pode dizer do texto em grego? Leu-o?

Tentei ler a primeira p�gina, mas o meu grego � pobre.

O pergaminho era estranho.

Nem parecia um pergaminho.

Parecia mais suave, como tecido.

Charta lintea. Papel de linho.

As p�ginas eram dif�ceis de separar.

Obrigado, Benno. N�o se preocupe, n�o est� em perigo.

Temos de falar dos �ltimos eventos,

os quais tenho reflectido h� um tempo.

Muito tempo, talvez.

Confesso, irm�o William, que esperava mais de si.

Desde a sua chegada

cinco monges morreram, dois foram presos pela Inquisi��o

e a reuni�o que estava a presidir

deu resultados dolorosos por causa das circunst�ncias.

Vai concordar que esperava

um resultado melhor quando lhe pedi para investigar.

� verdade. N�o atendi as suas expectativas, Sublimidade,

mas vou-lhe explicar porqu�.

Estes crimes n�o v�m de lutas ou vingan�a ou inveja,

ou do amor proibido entre os monges.

Por favor!

Tudo gira em torno do roubo e da posse de um livro

escondido na Finis Africae,

e que regressou ao seu lugar gra�as a Malaquias.

No entanto, os crimes n�o pararam

com o regresso do livro.

N�o, n�o � poss�vel!

Como � que sabe sobre a Finis Africae?

Desobedeceu-me e entrou na Biblioteca?

Crimes foram cometidos

para evitar que muitos descubram algo

que eles n�o deveriam descobrir.

Aqueles que sabiam os segredos da Biblioteca,

por direito ou por engano, est�o mortos.

S� uma pessoa permanece.

V�s!

- Quer insinuar... - N�o me entenda mal.

Mais algu�m sabe e quer que ningu�m saiba.

� o �ltimo e pode ser a pr�xima v�tima.

A menos que me fale sobre este livro proibido

e quem na abadia sabe o que v�s sabe.

Venha aqui.

Olhe...

A turquesa simboliza alegria.

A sard�nica, os serafins; o top�zio, os querubins.

Jasper, tronos; Cris�litas, as posses.

A safira evoca as virtudes.

O rubi evoca os arcanjos e a esmeralda, os anjos!

Poderia continuar para sempre.

A linguagem das pedras n�o � maravilhosa?

De joelhos.

Quer entrar na Ordem mais nobre de todas.

Desta Ordem, eu sou o abade.

Aqui est� sob a minha jurisdi��o.

Ou�a a minha ordem.

Ter� de esquecer o que ouviu destes dias.

Que os seus olhos e l�bios sejam selados para sempre!

- Jure. - O que ele tem a ver com isto?

Eu fiz-lhe uma pergunta, avisei-o, pedi-lhe um nome.

Tamb�m quer que beije o anel e esque�a as minhas suspeitas?

Levante-se!

V�s!

Deveria saber que um mendigo frade n�o entenderia

a beleza da nossa tradi��o.

Contou sobre uma hist�ria estranha.

Uma hist�ria incr�vel, sobre um livro proibido

que desencadeia uma s�rie de assassinatos,

de algu�m que sabe coisas que s� eu deveria saber.

Conto de fadas... Acusa��es sem sentido.

Fale disso se desejar.

Ningu�m vai acreditar em si.

A sua miss�o aqui acabou.

Acho que � esperado pelo Imperador.

Autorizo-o deixar a abadia.

Amanh� de manh�. Cedo, com a delega��o papal.

Irei despedir-me ao amanhecer.

Naturalmente, n�o precisa continuar a sua investiga��o.

Por favor, n�o incomode mais os meus monges.

V�speras! Podem ir.

Esse metido com um anel como o fundo de uma garrafa.

O abade sabia de tudo e pensou que n�o descobriria.

"Obrigado, irm�o William, o Imperador precisa de si".

"Viu o meu lindo anel? Adeus."

N�o deixarei este lugar at� encontr�-la.

Ele quer que v� embora amanh� de manh�, n�o �?

Muito bem.

At� amanh� de manh�, preciso saber.

- Precisa? - Preciso.

A miseric�rdia divina d�-nos uma certeza luminosa.

- O que quer dizer? - Que William de Baskerville

que passa a impress�o de ter entendido tudo,

n�o sabe como entrar na Finis Africae.

Porque a resposta tem de estar l�.

Irm�o William.

- Tertius equi. - O qu�?

Nada, estava a lembrar-me do pobre Salvatore.

Ele falou sobre magia com um terceiro cavalo,

mas com o seu latim engra�ado, ele disse "tertius equi".

- O que corresponde ao "u". - O "u"?

Sim, porque "tertius equi" n�o significa o terceiro cavalo,

mas o terceiro do cavalo.

E a terceira letra da palavra "equi" � o "u".

Roger Bacon tinha raz�o. As l�nguas s�o a prioridade.

Deus o aben�oe, Adso.

Como sou tolo.

"Primum e septimum de quattuor"

n�o significa primeiro e s�timo do quarto, mas do quatro.

A palavra "quatro".

As palavras do espelho: super thronos viginti quartet.

V� �s celas e traga as lamparinas, r�pido.

Sempre me perguntei

se havia outro acesso a Finis Africae

nestas torres cheias de passagens.

- Quem est� a�? - Uma segunda pessoa.

Um est� na Finis Africae, o outro est� a tentar ir l�,

- como n�s. - Ent�o vamos!

Por aqui!

Pressione a primeira e a s�tima letras do 4.

- N�o vejo o 4. - Mas eu consigo.

Sim, sim. N�o, � esquerda.

� esquerda, mais � esquerda.

N�o. Sim.

- Mais para cima. Para cima. - N�o consigo.

� direita, � direita.

Pressione.

� esquerda. � esquerda. Mais, mais.

A�, pare!

Pressione.

Sim!

Boa noite, vener�vel Jorge.

Sabia que viria, William de Baskerville.

� o abade que est� preso na escada secreta?

Ainda est� vivo?

Pensei que j� tivesse sufocado.

Gostava de o salvar. Pode abrir deste lado.

N�o, � tarde demais.

Minha santa m�e. Minha santa m�e.

Minha santa m�e.

Ajudem-me!

Ajudem-me! Quem est� a�?

Jorge!

Jorge, eu sou seu abade!

Liberte-me.

Quando ouvi o abade a chegar por baixo,

puxei a corda que segura os pesos.

A corda arrebentou.

Agora, a passagem est� fechada dos dois lados.

E o dispositivo n�o pode ser consertado.

O abade est� morto.

Porque � que o matou?

O irm�o William explicou-me tudo.

Agora, vai explicar-me o que eu n�o sei.

Que tesouros est� a tentar proteger?

Vou abrir a Finis Africae a todos.

� o que os italianos querem.

Se for a Finis Africae durante as v�speras,

encontrar� l� o meu cad�ver.

Ent�o, pode trazer o mundo inteiro � Biblioteca.

Ent�o, contei-lhe sobre a outra passagem.

Ainda � a �nica que conhe�o.

A que eu usei durante tantos anos.

Porque era mais f�cil no escuro.

Ent�o, f�-lo vir aqui com a inten��o de o matar.

J� n�o podia confiar nele.

Ele ficou com medo.

Durante 40 anos controlou essa abadia.

Quando percebeu que estava a ficar cego

e que j� n�o poderia controlar a Biblioteca,

tinha um homem de confian�a, o abade,

e como bibliotec�rio, tinha Malachia,

que nunca deu um passo sem o consultar.

� assim que os italianos queriam que acabasse.

Isto era o que Alinardo dizia, mas ningu�m o ouvia

porque ele era considerado louco, estou certo?

Desde o primeiro dia, sabia que entenderia.

Pela sua voz,

pelo jeito que me fez falar apesar de eu n�o querer,

� melhor que os outros.

Sabia que encontraria uma solu��o de uma maneira de outra.

Quando Severinus contou-lhe sobre o livro,

tive a certeza de que estava no meu caminho.

Mas tentou levar o livro para longe de mim.

Foi ver o Malachia, que n�o fazia ideia da situa��o.

O tolo estava obcecado com a ideia de que o Adelmo

tinha-lhe roubado o seu amado Berengar,

que agora queria carne mais jovem.

Deve ter dito a Malachia

que Berengar se tornou �ntimo do Severinus.

Louco de ci�mes, Malachia foi at� Severinus

pelo livro que ele imaginou que Berengar deu a ele

como recompensa pela sua intimidade,

e matou-o.

Mas n�o teve tempo para procurar o livro

porque o despenseiro chegou. Foi isto que aconteceu?

De facto, mais ou menos.

N�o queria que o Malachia morresse.

Disse-lhe para encontrar o livro a qualquer custo

e vir aqui sem o abrir. Mas pela primeira vez

o louco quis tomar uma iniciativa.

Descobrindo o que era t�o proibido do objecto

que o tornou um assassino.

Mostre-me o livro que roubou para esconder dos outros.

N�o est� destru�do. Um homem como v�s

n�o destr�i livros.

Quero ver o segundo volume da Po�tica de Arist�teles.

Aquele que fala do valor do riso.

O que todos pensamos que se perdeu

ou que nunca foi escrito e do qual v�s,

talvez, possa ter a �nica c�pia.

Que brilhante bibliotec�rio

teria sido, William!

Aqui.

Aqui est� a sua recompensa.

Leia.

Folhe-o.

� seu.

Mereceu-o.

Venceu.

Mente quando diz que me acha inteligente.

N�o v� mas eu uso luvas.

Com os dedos dessa maneira n�o consigo separar folhas

como faria com as minhas pr�prias m�os a molhar

os meus dedos at� que uma dose suficiente de veneno

passasse para a minha boca. Estou a falar sobre

o veneno que h� muito tempo roubou

do laborat�rio do Severinus.

Continue.

Ent�o Adelmo chegou muito perto do assunto deste livro.

Ele pagou caro pela sua curiosidade.

Um pecado capital por um livro

que ele nem teve tempo para abrir.

Mas Venantius teve.

Ele vasculhou ansiosamente,

com uma voracidade quase f�sica.

Ele logo se sentiu mal e correu para a cozinha.

O resto � simples.

Berengar encontrou-o na cozinha.

Temendo uma investiga��o, pegou no corpo

e atirou-o no tanque de sangue � espera

que todos acreditassem que Venantius se tinha afogado.

Ent�o Berengar desapareceu, com o livro

que tamb�m despertou a sua curiosidade.

Logo temos uma explica��o para todos os cad�veres.

Que tolo...

- Quem? - Eu.

Por causa do Alinardo, fui convencido de que a s�rie

de crimes seguiu a sequ�ncia das sete trombetas do Apocalipse.

O facto �:

� um assassino.

Eu n�o matei ningu�m.

Todos morreram de acordo com o seu destino

e os seus pecados, fui s� um instrumento.

� meu dever proteger a Biblioteca.

Um momento atr�s estava pronto para me matar,

e at� a este rapaz.

� mais subtil.

Mas n�o melhor que os outros.

Diga-me porque � que queria proteger este livro?

Com�dia � um assunto comum, porqu� temer este?

Porque � escrito por um fil�sofo.

Como adivinhou

que era o segundo volume de Arist�teles?

A ideia imp�s-se a mim.

Poderia contar-lhe sem ler as p�ginas

que deveriam envenenar-me.

A com�dia fala sobre criaturas rid�culas

e n�o termina com a morte dos protagonistas.

Ela chega ao rid�culo mostrando os v�cios dos homens.

Isso for�a-nos a observ�-los melhor.

Diz-nos as coisas de maneira diferente e faz-nos dizer:

"� assim que as coisas s�o".

"E eu n�o sabia".

Cada um dos livros que esse homem escreveu, foi destru�do

parte do conhecimento que a cristandade acumulou

ao longo dos s�culos. Se tivesse sido dito

que eu riria de Deus n�o ter�amos armas

para combater tal desastre.

Aplicou a pomada no escuro.

Mas agora...

os meus olhos v�em melhor que os seus.

Foi uma boa ideia, n�o foi?

Demorou muito tempo para entender isto.

� o Diabo.

- Eu? - Sim.

� o Diabo e como ele vive na escurid�o.

Se queria convencer-me falhou.

Eu odeio-o, Jorge.

E se pudesse,

deixava-o l� em baixo, nu,

com penas de p�ssaros no rabo e o rosto pintado

como um bobo da corte para que todo o mosteiro

risse de si e n�o tivesse mais medo.

V�s... � pior que o Diabo.

� um palha�o.

Como o santo que o deu � luz.

Diz que sou o Diabo, mas isso n�o � verdade.

Eu sou a m�o de Deus.

A m�o de Deus cria, n�o esconde.

Eu encontrei-o.

E encontrei o livro.

Os outros morreram em v�o.

Para garantir que n�o morreram em v�o,

mais uma morte n�o ser� demais.

Encontre-me agora.

Eu sou o que v� melhor.

Ele fechou-nos!

R�pido, ilumine!

Ele est� a comer o livro.

Impe�a-o.

Agora selei

o que n�o pode ser dito.

Do Inferno!

Eu amaldi�oo-o!

- Eu quero o livro! - Mestre!

O livro, o livro.

D�-me, d�-me.

Fogo!

Vem connosco.

Cala-te.

Anda, aberra��o.

Anda!

Vem, anda, bruxa!

R�pido.

P�ra de te debater, bruxa.

Vais arder esta noite.

Mestre, vamos!

William!

Vamos!

Fa�am agora.

Solte a rapariga e n�o lhe corto a garganta.

Quem � para me dar ordens?

Uma mulher. O saco de merda e pervers�o que o aterroriza.

� um dem�nio. Como posso confiar em si?

N�o tem alternativa. J� fiz a minha.

Entre a sua vida e a de uma mulher inocente.

E a sua vida?

J� a levou.

Deixem-na ir.

Vai! Vai!

Queimou a minha m�e e o meu pai vivos.

Ent�o � voc�.

Matou o meu marido e o meu filho.

Eu sei que n�o cumprir� a sua promessa.

Reverendo!

- A Biblioteca! - Tragam �gua!

O m�ximo que conseguirem! R�pido!

R�pido!

Remigio!

Remigio, n�o!

Remigio!

N�o...

Remigio!

- Remigio... - Por aqui.

R�pido, padres.

Parta-a.

N�o h� �gua suficiente aqui no po�o.

Mandem gente ao rio!

William!

A Biblioteca!

A Biblioteca...

Livrai-me, Senhor, da morte eterna,

naquele dia a tremer;

quando os c�us e a terra forem abalados;

quando vires a julgar o mundo pelo fogo

Ela est� viva.

Ele n�o o conseguiu queimar junto com os seus livros.

Est� tudo aqui, William.

A B�blia est� aqui.

O resto dos livros do mundo

podem arder.

Arder com a Gl�ria de Deus.

Remigio! N�o, Remigio!

Volte! Volte!

N�o!

N�s ca�mos num buraco negro!

O Apocalipse

est� nos nossos cora��es!

A abadia ardeu durante tr�s dias e tr�s noites.

No terceiro dia,

quando os corpos foram enterrados,

os monges deixaram a abadia ainda a arder,

e consideraram o lugar amaldi�oado.

Louvaram a Deus...

e aquela noite...

n�o teve fim...

Ela foi o �nico amor da minha vida.

E n�o pude, na altura, nem depois,

chamar esse amor pelo nome.

Mestre!

Mestre!

Porque est� a seguir-me?

Porque nunca conheci ningu�m como o senhor.

Essa n�o � uma boa raz�o para seguir algu�m.

A remexer nas ru�nas,

juntei peda�os de pergaminhos.

Enchi dois sacos para a viagem,

e coloquei numa mula que estava a fugir.

Estava a carregar comigo

uma Biblioteca feita de fragmentos de hist�rias,

frases sem final...

Fantasmas de livros.

Foi a maior Biblioteca da cristandade.

Agora, o Anticristo est� mesmo pr�ximo.

Porque nenhum conhecimento vai segur�-lo mais.

Viu o rosto dele.

N�o h� raz�o para se sentir culpado.

Fez o seu melhor.

Para um ser humano, � muito pouco.

Onde est� toda a minha sabedoria?

Agi com teimosia,

� procura de algum tipo de ordem, quando deveria saber

que n�o h� ordem no universo.

A ordem que todos imaginamos

� como uma escada, feita para alcan�ar um objectivo.

Mas depois de usar, devemos deit�-la fora,

porque, mesmo se for �til, � descart�vel.

Talvez a miss�o daqueles

que amam a humanidade � fazer com que riam da verdade.

Para fazer com que riem de verdade.

Vou voltar para Melk.

E vou fazer os meus votos l�.

Depois viajarei pelo mundo.

� procura de livros e espalhar conhecimento.

Quando a beleza

a cor e o perfume de uma rosa se esvai...

s� uma palavra permanece.

O seu nome.

imfreemozart geeks

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