All language subtitles for The Name Of The Rose - 1x07 - Episode 7.WebRip.ION10-METCON-AMRAP-NTb.pt

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Original subtitles

The Name of The Rose Episode 7

Sou inocente! S� queria amar a rapariga!

Por favor! Por favor!

Salvatore � inocente, inocente!

Um gato preto.

Olhos arrancados.

Ovos e estrume.

N�o os reconhece, Irm�o William?

N�o era Inquisidor em Kilkenny h� tr�s anos?

Quando uma rapariga dormiu com o Diabo na forma de gato preto.

N�o precisa das minhas experi�ncias passadas

para chegar �s suas conclus�es.

De facto. Acontece que encontrei testemunhas mais confi�veis.

Reverendo abade.

O que �?

Bernard Gui prendeu o Salvatore com uma bruxa.

Aquele homem n�o foi morto em combate.

Um dem�nio, na forma de mulher, matou-o

antes de desaparecer na neblina.

Coloquem-nos em celas separadas.

Amarrem o monge � parede para olh�-lo nos olhos

quando o questionar.

Quanto a ela,

� in�til interrog�-la esta noite.

Se � uma bruxa,

n�o falar� facilmente.

Levem-nos.

N�o toquem na minha rapariga!

Entra a�, bruxa.

- O que � que fez? - Tentei salv�-la.

Salvatore amarrou-a. Violou-a!

Ele violou-a! Tentou estupr�-la.

Salvatore n�o � nada comparado ao homem que o prendeu.

- Quem o prendeu? - Bernard.

Ele levou-a? Porqu�?

Ela n�o fez nada de mal! � inocente!

Eu sei, mas ser�o homens como n�s

que ir�o rasgar, destruir e profanar

o que o Senhor queria protegido, honrado e bonito.

- Tenho de a ver. - Aonde pensa que vai?

Fique aqui, tolo.

Pare de fazer coisas que o levar� � fogueira.

Boa noite, meus amigos.

Estou acorrentado.

Salvatore est� livre?

Obrigado, obrigado.

Acabou tudo? Perdoado.

Obrigado, obrigado.

N�o! N�o! N�o!

N�o! Piedade!

Piedade de Salvatore!

Porque me gerou filho de amargura e dor?

Est�o a usar os meus ferros!

Voltem �s vossas ora��es.

Rezem para banir o mal deste lugar.

Magn�fico mestre Bernard...

Tenha pena do pobre Salvatore.

Sem mais dor, sem mais ferro quente

na minha pele. Por favor.

N�o estou aqui para o magoar. Estou aqui para o proteger.

Quero ajud�-lo...

para me ajudar.

Sim, sim excelent�ssimo frade. Sim.

Ajuda-me e eu ajudo-o.

- Sou o c�o de guarda de Deus. - Eu tamb�m.

Eu tamb�m. Eu era um c�o.

C�o, um bom c�o.

Eu guardo as vinhas do Senhor.

Hereges s�o raposas que querem destru�-las.

Salvatore, est� pronto para vir comigo?

Para ca�ar essas raposas?

Sim! Sim!

Remigio deitou-se com a bruxa?

Rapariga n�o � bruxa.

Ela tinha que me amar, mas eu sou m� pessoa.

Mas ela � linda.

Ela � linda! Como a Madonna.

N�o blasfeme.

Apenas linda. Linda

Mas a rapariga ama o rapaz.

Que rapaz?

O Irm�o William tem um rapaz.

Alem�o.

Ela ama-o.

Est� a dizer-me que o William est� envolvido nisto tudo?

� isso que est� a dizer?

Adso � maravilhoso e jovem.

E ela ama-o.

Eu quero que ela me ame.

Eu!

A bruxa deitou-se com o aprendiz de William de Baskerville.

Onde � que o Inquisidor dorme?

Est�s louca?

Segunda cela da galeria.

N�o, talvez a terceira. N�o tenho a certeza.

Nem penses nisso.

� voc�?

O anjo vingativo?

Espere.

� a minha vez?

Eu sei que o fim est� pr�ximo.

N�o me abandone.

Se julgasse as nossas faltas, Senhor,

quem seria salvo?

Mas com o Senhor,

o perd�o existe.

Salve-a, Deus da Miseric�rdia.

Quem � voc�?

- Adso. - Que pecado

est� a cravar-te ao ch�o, meu filho?

Porco maldito!

Come, bruxa.

Diga-me, Remigio de Varagine,

j� ouviu falar de Fra Dolcino de Novare?

Ouvi sobre ele.

J� o viu pessoalmente? J� conversou com ele?

- Eu vi-o. - Mais alto.

Sim, eu vi-o e falei com ele, senhor.

Eu era frade Franciscano num convento

perto de Novara quando os Dolcinianos

se reuniram l�.

No come�o,

ningu�m entendia quem eles eram.

Est� a mentir.

N�o estava no convento, mas j� era um membro.

Como sabe disso, senhor?

Diga-me, Salvatore.

Como conheceu Remigio?

Eu era um c�o.

Remigio pegou numa espada e...

Bispo! Bispo!

Sangue e o patr�o...

O menino pontap� no c�o.

Ele bate no c�o. Eu vi tudo.

Um testemunho incompreens�vel n�o � v�lido.

Diga-me, Salvatore.

Viu Remigio assassinar um bispo?

Um dia,

Eu tinha uma corrente...

Responda s� sim ou n�o.

Sim, Excel�ncia, sim.

E lutou junto com o Dolcino?

E saqueou, matou, destruiu...

Grande montanha. Muitos. Milhares de...

- Sim ou n�o? - Sim, Magn�fico, sim.

Mulheres foram fornicadas livremente, sim ou n�o?

Sim, Excel�ncia.

At� a grande bruxa prostituta que esteve sempre com o Dolcino?

Chega!

Marguerite.

Sim, Excel�ncia.

Marguerite, muito linda.

Ele matou! Matar porcos!

Eu n�o mato. Salvatore nunca matou.

Jamais! Jamais!

Venha.

Venha.

Meu querido Salvatore...

Acredito em si, Salvatore, quando diz que nunca matou.

Ao contr�rio desta besta aqui,

admitiu,

porque jurou dizer a verdade.

Salvatore, n�o sangue, n�o.

Salvatore abomina viol�ncia!

Tem um bom cora��o.

E um bom cora��o sabe

que n�o pode amar um irm�o

que ainda tem alian�a com o Diabo.

Ent�o, meu querido Salvatore,

o que mais pesa na sua consci�ncia?

N�o, Salvatore, n�o.

Sim. Sim.

Dolcino, a serpente, antes de cair...

- Antes da derrota? - N�o, Salvatore, n�o fa�a isso!

Ele deu a Remigio cartas secretas.

E sempre as manteve seguras.

- Anda sempre com elas. - Andava com elas?

Est�o aqui, na abadia.

Porque algu�m as viria buscar.

Sua cobra! Traidor.

Fui seu pai, seu amigo, seu protector!

Ent�o, escondeu as cartas aqui na abadia,

� espera que algu�m as viesse buscar.

Quem, Remigio?

� assim que me agradece?

Senhor Remigio, se pudesse, eu seria seu.

Foi para mim muito querido.

Homem louco.

Espera conseguir salvar-se?

O que sei eu? O que � heresia?

Perdoe-me, amigo.

Perdoe-me. Perdoe-me.

S� h� uma coisa que desperta mais um animal

do que o prazer.

A dor.

Irm�o William, podia partilhar

os seus pensamentos connosco?

Com prazer.

Um homem n�o pode ser for�ado a crer,

apenas para dizer que cr�.

Isso estruturou-me durante a minha Inquisi��o,

e foi a causa da minha desist�ncia.

Sen�o, o que se tornaria o livre arb�trio

que seremos julgados no pr�ximo mundo?

Est� a sugerir que Salvatore mentiu?

Estou a sugerir que sob tortura,

um homem diz n�o apenas o que o Inquisidor quer,

mas tamb�m o que ele acha que vai agrad�-lo.

Porque um la�o foi criado entre voc� e ele.

E n�o � nisto que a verdade pode ser baseada.

A sua filosofia � her�tica.

A verdade n�o vem de uma barra de ferro.

S� h� uma verdade.

A incandesc�ncia da verdade

vem de uma chama completamente diferente.

E isso n�o pertence aos hereges nem �queles que os protegem.

A tortura � necess�ria.

Uma necessidade que causa a destrui��o de um homem.

Uma necessidade que n�o obt�m a verdade dele,

mas a sua.

Salvatore!

Agora v� e reflicta mais na sua cela.

Vamos considerar o seu testemunho com benevol�ncia.

Obrigado. Obrigado.

Parece que andavam consigo umas certas cartas

do Dolcino

e escondeu-as na biblioteca

� espera de algu�m ou de alguma coisa.

Isso n�o � verdade.

Tragam Malachia de Hildesheim.

N�o grite por ajuda.

Mostre que entendeu.

Onde fica a pris�o?

- Sob a forja. - Onde?

Pela porta, � esquerda.

Pergunto-lhe se recebeu,

do acusado aqui presente,

alguma carta.

Malachia, jurou n�o fazer nada para me magoar.

E n�o jurei falsamente.

Mantive as suas cartas em segredo v�rios anos.

Entreguei-as ao nosso Reverendo

irm�o Bernard s� depois de ter matado o Severinus.

Mas sabe que n�o matei o Severinus.

Sabe porque j� l� estava.

- Eu? - Sim.

Fui para a enfermaria depois de o terem descoberto.

Remigio, o que estava a fazer no laborat�rio do Severinus?

Ouvi o irm�o William

dizer ao Severinus para guardar alguns pap�is.

E pensei que eram as cartas.

Ent�o sabia sobre as cartas.

Reverendo Inquisidor, de que Remigio � acusado?

O facto de que ele, h� pouco tempo, foi um herege?

Ou na heresia actual? Ou na morte do Severinus?

Porque n�o diz qual a acusa��o que prefere rebater?

Tamb�m gostaria de saber, Irm�o William,

que trabalhos discutiu com o Severinus

na conversa que ele ouviu e aparentemente n�o entendeu.

Ele entendeu-me mal. O seu palpite est� correcto.

Discutimos sobre uma c�pia de Tratados da Raiva Canina,

de Ayyub al Ruhavi.

Livro excepcionalmente s�bio

que conhece perfeitamente bem.

Tenho a certeza de que teve de o atender frequentemente.

Acontece que a quest�o n�o se aplica ao caso.

Que caso estamos a discutir?

Se o Irm�o William estivesse mais interessado nos hereges,

em vez dos c�es da abadia,

talvez tivesse descoberto que um homem muito perigoso

se instalou nas paredes da abadia.

Essas cartas s�o provas de heresia.

E h� alguns na abadia prontos para matar por elas.

N�o tenho nada a ver com as mortes na abadia.

- Sil�ncio! - Sim!

Segurem as l�nguas.

Temam a quinta trombeta.

A dor do tormento � como

mil picadas de escorpi�es.

Meu senhor, deixe-me explicar o que houve.

Pensei que o Malachia queria livrar-se das cartas

e, portanto, pediu ao Severinus para as esconder.

Fui ter com o Severinus porque as queria destruir.

Mas encontrei-o morto e comecei a procurar.

Porque daria eu as cartas ao Severinus?

Eu nem conhecia o conte�do delas.

Malachia Hildesheim,

n�o est� aqui como acusado, mas como testemunha.

N�o tem nada a temer.

Como sou respons�vel pelo �nico lugar na abadia

que � proibido aos outros,

o Remigio perguntou-me � sua chegada

para salvar alguns documentos de conte�do secreto

confiada a ele em confiss�o.

N�o deviam cair em m�os profanas, disse ele.

N�o se atreveu a mant�-los sozinho.

Eu concordei,

n�o suspeitando da natureza her�tica de tais documentos.

Sem me informar?

A biblioteca n�o deve acomodar assuntos dos monges.

O caso pareceu-me de pouca import�ncia.

- Pequei sem mal�cia. - Claro.

Todos acreditamos que agiu de boa-f�.

Eram estas?

Sim.

As cartas s�o estas.

Isto � o suficiente.

V� agora, Malachia de Hildesheim.

Escondeu-lhe as cartas

e ele mostrou-lhe rabos de aprendizes na cozinha.

Sil�ncio!

Sil�ncio, disse eu!

Quem disse tal vulgaridade?

Vai ser punido, severamente.

Reconhece estes pap�is

como seus, Remigio?

Aqui est�o as cartas do herege Dolcino.

Cartas para seguidores.

Odiosas mensagens

para a vil igreja.

"E espero a chegada de um certo papa sagrado".

Ele diz aos adeptos para continuarem a lutar

e fala da sua filha, Anna.

Conhece essa Anna?

N�o, senhor, n�o sei.

N�o ouvi nada sobre nenhuma filha.

- O que quer de mim? - Confesse.

Mas o que devo confessar?

Que andava com o Dolcino,

que acreditou nas ideias e participou nas suas ac��es.

Sim, sim.

Acreditei nele.

Tivemos de provocar a renova��o da Igreja,

que perversos iguais a si destruiu.

Em poucos anos, n�s, pessoas pobres

e deserdados, derrot�mos quatro. Sim, quatro ex�rcitos

que lan�ou contra n�s.

Confesso que acreditei na verdadeira f�

com toda a minha alma.

Confesso que neg�mos todas as propriedades

e desde ent�o n�o aceitamos dinheiro de ningu�m.

E queimou e roubou.

Queim�mos e roub�mos, sim!

Afinal, a pobreza declarada era a lei universal!

A heresia daqueles que pregaram e professam a pobreza

inevitavelmente leva ao caminho do crime e do caos.

Esta � a li��o que todo homem de f� deve lembrar.

E por hoje acabamos.

Reverendo Inquisidor!

Est� a tentar provar que os actos dele

s�o da Ordem Franciscana.

N�s rejeitamos o �dio.

Condenamos qualquer tipo de viol�ncia.

Voc�, por outro lado, usa os m�todos dos hereges.

Mas como eu disse antes, n�o se imp�e f� com viol�ncia.

N�o cometer�s adult�rio. N�o matar�s. N�o roubar�s.

Est� a dizer, Irm�o William, que nosso Senhor Jesus Cristo

n�o considera os mandamentos coercitivos?

N�s matamos para punir e purificar pelo sangue.

�ramos os Ap�stolos de Cristo.

Todos os outros o tra�ram.

O nosso governo veio directamente de Deus,

n�o de v�s! Malditos c�es!

Falsos pregadores, carni�as podres!

P�ssaros do infort�nio da maldita Avignon!

J� ouvi o suficiente!

Eu acompanho-o.

Tenha cuidado consigo, jovem.

Tens...

Alguma coisa para me perguntar?

Tenho.

Bem, vai em frente.

Queria perguntar...

Quando cheg�mos � abadia, conhecemos uma rapariga.

- A bruxa. - Ela n�o � uma bruxa.

S� pe�o para que a aben�oe

e d�-lhe absolvi��o...

Antes que o Inquisidor a magoe.

�s um bom menino.

Talvez bom demais.

Abram a porta.

N�o sinto o Diabo ao seu redor.

Ajoelhe-se.

Ou�a, filha, olhe e d� ouvidos.

Esque�a o seu povo e a casa do seu pai.

� Pai eterno, toda a terra O adora.

Os anjos e os poderes dos c�us

cantam para V�s, e do universo...

Diga-nos...

Como � que matou os seus irm�os na abadia e porqu�.

N�o me fa�a confessar o que n�o fiz.

Ouviu-o.

Uma vez teve as m�os sujas de sangue.

E agora � inocente.

Venha.

Venha aos meus bra�os,

irm�o Remigio.

Posso consol�-lo

das acusa��es

que os homens maus apresentaram contra si.

Preparem os instrumentos de tortura.

N�o.

Evitem mutila��es.

Que a morte seja saboreada

e esperada, mas que n�o venha

antes de uma confiss�o completa, volunt�ria

e purificadora.

N�o, meu senhor, n�o. Tortura, n�o.

Sou um cobarde. Participei sem hesitar

da administra��o desta cena do Anticristo.

Ajudei a enriquec�-lo como a um porco.

Abade, encheu o seu cofre secreto,

indiferente ao destino dos pobres e aflitos.

�gua benta ser� suficiente para lhe lavar a alma?

Chega!

J� chega.

- � o abade. - Abade.

Qual � a pressa?

A m�e dele foi uma grande senhora,

mas quando ela ouviu o serm�o de S�o Francisco,

ela decidiu dar toda a fortuna aos pobres.

Ent�o ele declarou-a estar

sob influ�ncias diab�licas.

Consegue imaginar

as caixas de joias dele

dada aos pobres?

Dolcino e Marguerite s�o santos.

V�s sois dem�nios.

Ainda acredito neles.

- O interrogat�rio acabou. - N�o, ainda n�o acabou.

Quer um cad�ver.

E quer que assuma a culpa pelos outros cad�veres.

Ent�o ou�a atentamente.

Matei Adelmo d'Otrante

pelo �dio da sua juventude.

Matei Venantius de Salvemec

porque aprendeu demais.

Matei Berengar de Arundel

pelo �dio da sua biblioteca.

Matei Severinus de Sankt Wendel. Porqu�?

Porque ele juntava ervas,

quando s� t�nhamos cad�veres para comer.

E sim, claro, tamb�m poderia matar os outros,

incluindo o abade que alimentei,

mas sempre odiei.

Sob a amea�a de tortura, um homem confessa o que fez

e o que gostaria de fazer, mesmo que n�o soubesse.

Isto chega para si?

N�o.

Quer saber como os matei.

O Diabo age por si

se n�o comandar o Diabo.

Como � que comandou o Diabo?

Sabe como �, carrasco dos Ap�stolos.

Apanha um gato preto.

Est� certo? O monstro explicou-lhe como �.

Arranca-lhe os olhos

e leva-o para uma encruzilhada, � meia-noite,

e clama em voz alta:

"� grande L�cifer, Imperador do Inferno,

"ofere�o-lhe este gato em sacrif�cio.

"Entre no corpo do meu inimigo e leve-o � morte.

"Fa�a o que estou a pedir,

"em nome de todos os chefes das legi�es do Inferno.

"Adramelech, Alastor e Azazel!

"Abigor! Peque por n�s!

"Amon! Tende piedade de n�s!

"Belial! Liberte o mal.

"Samael! Haborym! Zaebos!

Focalor!"

Fa�am-no parar, por favor

Agora est� de facto acabado!

O acusado confessou.

Ser� levado a Avignon

onde ser� queimado na fogueira como herege.

Este epis�dio terr�vel

que fez um homem cometer crimes hediondos,

est� agora conclu�do.

A abadia, agora, pode viver em paz.

Mas o mundo...

O mundo ainda n�o encontrou a paz.

A fonte da vilania her�tica

nasce dos l�bios de muitos pregadores.

S�o respeitados e impunes.

Considero como amigos dos hereges

todos aqueles que ditam esses discursos

e leram esses livros.

S�o t�o perigosos como os assassinos.

Dolcino citou Jesus e o Evangelho.

Consideraria Jesus e os seus Ap�stolos

como hereges e assassinos

s� porque os Dolcinianos usaram a palavra deles?

Quero p�r as minhas m�os no livro proibido.

Esqueceu que querem queimar uma rapariga inocente?

N�o esqueci, acredite em mim.

Onde est� o livro?

- Qual livro? - Benno, n�o somos tolos.

O que o faz pensar que o roubei?

N�o reconheci o livro, mas reconheceu-o.

E voltou para o levar. Onde � que ele est�?

- N�o lhe posso dizer. - Vou falar com o abade.

Foi o pr�prio abade que me ordenou a n�o contar.

Hoje, Malachia ofereceu-me o lugar do Berengar.

O abade aprovou h� cerca de uma hora.

Benno.

Noutro dia, disse que estava a arder de curiosidade.

N�o queria que a Biblioteca continuasse com segredos.

Ele tornou-se guardi�o dos segredos que queria saber.

Ele guard�-los-� e ter� todo o tempo que quiser

para os estudar.

O nosso Malachia alcan�ou coisas bonitas hoje.

Se houvesse justi�a,

o Diabo viria para ganhar esta noite.

Malachia sabia que os seus homens teriam os melhores meios

para recuperar o livro,

e selou os l�bios do Benno. Esta � a lux�ria que falava.

N�o � s� o desejo carnal.

Bernard Gui tem desejos.

Ele tem um desejo distorcido de justi�a

que se funde com o desejo de poder.

Benno tem o desejo de livros.

A lux�ria n�o tem nada a ver com amor

nem mesmo com amor carnal.

Amor verdadeiro

quer o bem da pessoa amada.

Que dia horr�vel!

N�o se desespere, Adso.

Um monge oriental disse-me uma vez

que tr�s coisas n�o podem ser escondidas por muito tempo.

O Sol, a Lua e a verdade.

Remigio.

Espera por mim.

Temos de ir.

Esta n�o � uma corrente que pe�o que me libertes.

Eu quero as cartas do meu pai.

�s exactamente como ela.

- Eu quero essas cartas. - Porqu�?

- � tudo que me resta dele. - O Inquisidor est� com elas.

Eu era s� uma crian�a. Porqu�?

Esperava que se a Marguerite te visse...

ela mudaria de ideias.

- Marguerite. - Eu sou a Anna!

N�o contei nada � Marguerite ou ao meu pai.

N�o sou como ela.

Queria viver em paz com o meu filho

e com o meu homem.

Foi eu quem traiu o teu pai.

Prometeram-me que poupariam a Marguerite.

Faz.

Salvei-te precisamente por isto.

Para vingares o teu pai e a tua m�e. Faz, Anna! Agora!

Mata-me e vai. Faz!

Socorro! Socorro!

Ele atacou-me. Ele � forte.

R�pido! Para a pris�o.

Volta, vai.

Verifiquem todas as celas.

Tenham cuidado, ele pode estar armado.

Viu-lhe o rosto?

N�o, Excel�ncia. Mas era forte.

O seu bra�o era como pin�as de ferro.

E tinha um cutelo de duas l�minas.

A voz dele?

Um sussurro.

Quase feminino.

E o cheiro?

- Estava com medo. - Enxofre? Cabra?

Ovo podre?

Peixe podre, talvez?

Ou merda?

Absolutamente, n�o.

Mas, alm�scar.

� isso.

O cheiro de uma prostituta.

Ele contou-me.

� verdade...

Ele tem o poder

de mil escorpi�es.

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