All language subtitles for The Name Of The Rose - 1x06 - Episode 6.WebRip.ION10-METCON-AMRAP-NTb.pt

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Original subtitles

The Name of The Rose Episode 6

Vou � igreja.

Se a encontrar.

A mais alta qualidade de um homem

n�o � a sua virtude,

mas a sua luta

para transformar em virtude

o mal que est� nele.

Santa Maria, m�e de Deus, rogai por n�s pecadores,

agora e na hora da nossa morte.

Ave-maria, cheia de gra�a, o Senhor � convosco.

Bendita sois v�s entre as mulheres,

Bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus...

Reverend�ssimo padre.

Querido irm�o, junte-se a mim.

Mandou-me chamar.

Tem alguma coisa para me contar?

Ou�o vozes.

Muitas vozes.

Sobre o seu falecido assistente.

Os invejosos...

S�o sempre amargos e rancorosos nas suas mentiras.

S� merecem piedade.

Eles tamb�m o invejaram.

As vozes falavam dos dois.

Coisas que, se forem verdade,

poderiam mand�-lo para a fogueira.

Est�s a�?

Basilisco da caverna.

T�o cheio de veneno,

que at� o seu fedor o pode matar.

O que est� a fazer com um basilisco?

� coisa minha. � coisa minha, n�o � da sua conta.

Com todas as mortes e mist�rios aqui,

j� par�mos com os segredos. Mostre-me.

- N�o! - Vou contar ao meu mestre.

N�o, n�o, n�o!

- V� e n�o conte. Sim? - Sim.

Olhe.

Cheira mal. Merda de cavalo.

Merda de cavalo.

Terceiro. Terceiro cavalo.

- Para fazer amor. - O que est� a dizer?

Eu explico. Primeiro, mata o gato.

Arranca os olhos. Olhos.

Abre dois ovos.

E coloca os olhos nos ovos.

E depois, os ovos no estrume.

Merda de cavalo.

Depois, a rapariga deve cuspir. Cuspir. Cuspir.

Os ovos no estrume.

Depois ela ama-me. Ela ama Salvatore.

Salvatore!

Espere! Venha aqui

Ilustr�ssimo! Magn�fico bibliotec�rio. Maravilhoso!

O que est� a fazer aqui? Porque n�o est� a trabalhar?

Estou a ir. Imediatamente. Agora.

N�o! Espere.

O que leva nesse saco?

Nada. Nada.

Um gato. Maluco. Gato maluco. Gato preto.

Lev�-lo embora. Vou lev�-lo embora.

- O que trouxe? - Trouxe um pouco de carne.

- O que trouxe? - Ovos e legumes.

- O que trouxe? - Trigo.

- O que trouxe? - Estava com eles.

Queria v�-lo, mestre despenseiro.

Mas n�o a conhe�o.

Jure-me que vai proteger a Anna.

Continue.

�s tu.

Ela n�o voltou na noite passada.

Procurei-a. Mas ela desapareceu.

- Conheces? - Sim.

Vai agora. N�o podes ficar aqui.

Sabe quem os traiu?

N�o. Agora n�o faz diferen�a.

Salvei-te.

M�e!

Ela vai voltar.

A tua m�e obrigou-me a prometer.

Isso � tudo que importa.

Lamento pelo que aconteceu em Pietranera.

Diga-me onde o Inquisidor dorme.

- Est�s louca? - Diga-me onde ele dorme.

Segunda cela da galeria. Talvez a terceira. N�o sei bem.

Nem penses nisso.

- N�o vou embora. - Por favor!

Quero as cartas do meu pai.

D�-me as cartas do meu pai

e prometo-lhe que vou embora.

Ajoelha-te aqui e reza.

O Papa n�o procura media��o.

- Ent�o irei para Avignon. - E arriscar� a sua vida.

- Malachia! - O que � isto?

O pacote. As cartas que lhe dei. Quero-as de volta.

N�o. N�o as tenho.

Como � que n�o as tem? Onde est�o?

William! William.

William, tenho de lhe contar uma coisa.

Acho que o Berengar foi � enfermaria

antes de morrer na casa dos banhos.

- Como sabe? - Disse-me

que ele foi a outro lugar para esconder o livro.

- Sim, disse. - Encontrei

um livro estranho no laborat�rio, entre os outros.

Um livro que n�o � meu.

Um livro em grego.

- Traga-o a mim. - N�o posso, porque...

Explico-lhe depois. Por favor, descobri uma coisa.

Por favor, tem de vir.

- Devo mostr�-lo discretamente. - William.

N�o podemos esperar mais.

Por favor, volte de onde veio, tranque-se e espere por mim.

Fique na entrada da enfermaria.

- Preciso saber onde est�o. - Sil�ncio!

Garanta que os pap�is fiquem em seguran�a.

Para que n�o voltem de onde vieram.

Pe�o desculpa e imploro perd�o

pela minha parte na confus�o durante o Debate de ontem.

Tamb�m imploro o seu perd�o

pelo que a minha boca disse

que poderia ofender as suas almas, assim como as minhas.

Agora que podemos retomar num esp�rito calmo,

convido o Irm�o William de Baskerville

para apresentar o ponto de vista dos te�logos

que aconselham o Imperador.

Vou s� fazer algumas observa��es

sem pretender impor-lhes como verdade de f�.

Perd�o, o dia est� muito h�mido.

O Senhor deu a Ad�o e aos seus descendentes

autoridade sobre as coisas desta terra,

desde que obede�am �s leis divinas.

O Senhor tamb�m n�o foi contra a ideia

de s� em assuntos terrenos,

as pessoas sejam legisladoras

e a primeira causa efectiva da lei.

Pela palavra "pessoas",

seria bom ouvir "todos os cidad�os".

Mas isso inclui crian�as, idiotas e malfeitores.

Seria mais razo�vel

definir as pessoas como a melhor parte dos cidad�os.

N�o � apropriado pronunciar-se sobre esses

que o comp�e.

Parece sensato que as pessoas

expressem a sua vontade atrav�s

de uma assembleia geral electiva.

Porque se o legislador � o �nico a estabelecer a lei,

ele pode falhar, por ignor�ncia ou mal�cia.

Todos n�s temos experi�ncias disto.

Cristo n�o veio a este mundo para comandar,

mas submeter-se �s condi��es deste mundo.

Ele n�o queria que os seus Ap�stolos dominassem.

Parece a coisa mais s�bia que os sucessores dos Ap�stolos

sejam aliviados de todo o poder mundano ou coercitivo.

Tudo isso n�o limita

os poderes supremos do Pont�fice,

mas pelo contr�rio, exalta-o.

O servo dos servos de Deus est� nesta terra para servir,

n�o para ser servido.

Ouvi, nesta sala,

pessoas s�bias afirmarem que n�o poder�amos provar

que Cristo era pobre.

Parece-me mais conveniente inverter a demonstra��o.

Jesus n�o procurou nenhuma jurisdi��o terrena

para ele e os seus disc�pulos. Ou...

algu�m poderia sugerir que � isso que ele andava � procura,

mas ele perdeu tempo ou a habilidade

de dizer isso em tr�s anos de prega��o?

Isto � para mim um �ndice suficiente

que convida a pensar que pelo contr�rio,

Cristo preferiu a pobreza.

Ficaria muito feliz

se o irm�o William, t�o h�bil e eloquente

na exposi��o das suas pr�prias ideias,

fosse submetido ao julgamento do Soberano Pont�fice.

Convenceu-me, senhor Bernard.

N�o irei. Esta mudan�a que agrediu o meu peito

dissuadiu-me a fazer uma longa viagem nesta esta��o.

Ent�o porque falou tanto tempo?

Para testemunhar a verdade. A verdade liberta-nos.

N�o estamos a falar sobre a verdade,

mas a liberdade excessiva que quer ser verdadeira.

Isso tamb�m � poss�vel.

Perdoem-me, mas se os Franciscanos escolhem

ser pobres, n�o podemos impedi-los.

O seu desejo � virtuoso.

Querem impor isso a toda a Igreja.

Irm�os, � poss�vel

que esta discuss�o frut�fera seja retomada.

Um evento de imensa gravidade

obriga-nos a suspender esta sess�o.

Com a permiss�o do abade.

Aconteceu uma coisa.

Deixe-me ir!

Imploro-lhe, abade. Salve-me. Tenha miseric�rdia.

Tem de acreditar em mim.

Severinus j� estava morto quando cheguei. Eu juro!

Eu vi Severinus trancar-se por dentro

enquanto Remigio foi em direc��o � torre.

N�o fui eu.

Viu? Ordenei que o despenseiro fosse preso.

Ele j� estava morto!

O despenseiro procurava nas prateleiras

e atirou tudo no ch�o.

Tudo isso � evidente.

Remigio entrou,

atacou Severinus, matou-o

e depois come�ou a procurar a coisa pela qual ele matou.

Imploro-lhe, isso n�o aconteceu assim.

N�o foi assim!

Remigio de Varagine...

Tinha enviado

os meus homens � sua procura com base noutras acusa��es,

para confirmar outras suspeitas.

Agora, vejo que tinha raz�o

embora para meu pesar, � tarde demais.

Julgo-me quase respons�vel por este �ltimo crime

porque sabia que este homem teria de estar sob cust�dia.

Colocaria � minha disposi��o

uma sala onde pudesse confinar este homem?

Uma das celas sob a forja.

Felizmente, raramente s�o usadas

e est�o vazias h� anos.

Felizmente ou infelizmente.

Malachia, jurou! E eu tamb�m jurei.

N�o farei nada para o magoar, Remigio.

V� ao t�mulo de Abbas Agraphicus.

Diga-lhe para desaparecer.

Depois da nossa refei��o,

um tribunal reunir-se-� na Sala Capitular

para abrir, oficialmente, esta investiga��o.

Naturalmente, irm�o William,

conto com a sua presen�a.

Reverendo, ficaria muito agradecido se sa�ssem todos.

Quero examinar a sala mais minuciosamente.

Apenas o Adso e o Benno podem ficar.

- Todos devemos sair! - Abade, eu fico.

Severino era meu amigo.

O irm�o William pediu que sa�ssemos.

Viemos do mesmo pa�s, falamos a mesma l�ngua.

Quero ficar ao lado dele, n�o sairei daqui.

Irm�o, aqui n�o � a biblioteca, n�o pode reivindicar direitos.

Ent�o, pe�o que saia.

- Em sil�ncio. - Malachia, venha.

Cheguei logo depois de si, quando a sala estava meio vazia.

Malachia n�o estava aqui.

- Deve ter entrado depois. - N�o.

Estava perto da porta e vi pessoas a entrar.

Estou a dizer, Malachia j� estava aqui antes.

- Antes do qu�? - Do Remigio entrar.

N�o posso jurar, mas acredito que saiu por ali.

Quando j� havia muitos de n�s aqui.

Est� a insinuar que Malachia matou Severinus?

E escondeu-se atr�s daquela parede,

quando Remigio entrou?

Ou isso, ou testemunhou o que aconteceu aqui

da� de dentro.

Porque � que o Remigio imploraria ao Malachia para o n�o magoar?

Prometendo, em retorno, n�o lhe fazer mal tamb�m.

� poss�vel.

Mesmo assim, havia um livro aqui

e ainda deveria estar aqui.

- Benno! - Fique perto da porta.

- Ningu�m entra. - Deixe-nos entrar.

Adso, d�-me os livros do Severinus.

Sei que est� tudo contra mim, mas eu juro.

Juro, n�o matei o Severinus.

N�o o matei!

N�o tenha medo.

Est� nas m�os de irm�os,

que s� querem o que � melhor para v�s.

A quest�o � que n�o sabe o que � melhor.

Pense nisto,

j� n�o tem muito tempo.

Vamos ver se conseguir� libertar-se

do mal que fez.

De todo o mal que fez.

E o seu juiz...

olhar� com pena...

pena da sua alma.

Vai reduzir-me em peda�os.

Lentamente.

Reverend�ssimo?

Gostaria de dizer que esta manh�,

encontrei a criatura imunda do Salvatore.

Ele agia de forma estranha.

Ele tinha um saco com um gato preto.

Al�m disso,

tive a impress�o de que ele estava a tentar...

esconder ou destruir alguma coisa.

Algo que pode pertencer ao amigo dele, o despenseiro.

Devia enviar os seus soldados ao moinho de papel.

Venha, Benno, saia!

- Para tr�s. - Temos de lavar o corpo.

- T�m de esperar. - Mas, irm�o...

- Gloss�rio de ervas. - N�o perca tempo com isso.

Procuramos um livro grego.

Este aqui!

� �rabe, idiota.

Roger Bacon tinha raz�o.

A primeira li��o de um estudante � aprender idiomas.

- N�o l� �rabe. - Pelo menos, reconhe�o-o.

Pretensioso.

Ele deve estar aqui nalgum lugar.

- Remigio n�o o levou. - De certeza que n�o.

Quando ele me agarrou,

n�o tinha nada sob o escapul�rio.

Nem o Malachia. De contr�rio, n�o insistiria em ficar aqui.

O assassino n�o poderia ter atirado o livro pela janela

e esperado l� fora para o vir buscar depois?

V� ver.

O que � que o Remigio lhe sussurrou?

Ele pediu ajuda.

- Espere, espere - O que se passa ali dentro?

- E o Remigio? - Ele disse para partires.

- O Inquisidor prendeu-o. - Porqu�?

Um monge foi morto.

- Foi o Remigio? - Vem.

- Ele ia trazer-me... - O qu�?

Nada.

Eles v�o cometer outra injusti�a.

Como no meu tempo.

Vai agora.

Se a vires f�-la entender...

Que irei assim que puder.

Ovos! Ovos. Ovos.

Vai para o Inferno, tu e o teu gato!

N�o a vou magoar.

N�o lhe vou fazer mal. Ama-me...

Amor.

Benno, deixe-nos entrar!

Nada. Nenhum rasto, nenhum livro.

O livro n�o est� nesta sala,

ent�o, obviamente, algu�m veio aqui antes.

Remigio estava na cozinha.

Como ele faria o Severinus abrir a porta,

atac�-lo e mat�-lo.

E fazer toda esta confus�o em t�o pouco tempo?

Malachia poderia ter vindo antes de todos.

Convence Severinus a abrir a porta

e mata-o.

Mas se o Malachia procurava pelo livro,

ele o reconheceria sem toda essa procura,

porque � o bibliotec�rio.

Quem sobrou?

Benno.

N�o. Irm�o William, n�o.

Sabe que eu estava consumido pela curiosidade.

Se estivesse estado aqui e n�o pudesse sair com o livro,

n�o ficaria aqui a acompanh�-lo.

Examinaria o meu tesouro noutro lugar.

Um argumento quase convincente.

Mas tamb�m n�o sabe como o livro se parece.

Pode t�-lo matado

e agora quer saber qual � o livro.

- N�o sou um assassino! - Ningu�m � at� cometer o primeiro.

O facto � que o livro est� desaparecido.

Pobre Severinus.

Suspeitei at� de si e dos seus venenos.

Em vez disso, a morte veio at� si do c�u.

Pergunto-me porque escolheram essa arma em especial.

Este � um bom exemplo

da arte dos metais e da ci�ncia astron�mica.

E agora �...

- Santo Deus! - O que foi?

"E foi ferida a ter�a parte do Sol,

a ter�a parte da Lua

- e a ter�a parte das estrelas". - A quarta trombeta.

De facto. A tempestade, o sangue a �gua e agora as estrelas.

Se este for de facto o caso,

ent�o tudo tem de ser reexaminado.

O assassino n�o age por acaso. Ele segue um plano.

Imagine uma mente t�o maldosa

que s� mata quando pode seguir as palavras

do livro do Apocalipse.

O que acontecer� com a quinta trombeta?

A quinta trombeta promete

muitas coisas.

Do po�o vai levantar o fumo de uma fornalha e gafanhotos

sair�o para atormentar a humanidade

com uma picada semelhante � dos escorpi�es e...

N�o vamos fantasiar.

Vamos tentar lembrar o que Severinus disse.

Disse para ele lhe levar o livro,

- e ele disse que n�o podia. - Porque n�o podia?

Um livro pode ser carregado.

E porque usava ele luvas?

Algo no livro est� ligado ao veneno?

J� vimos que o veneno atravessa a boca.

Ele queria mostr�-lo discretamente aqui

ent�o ele cal�ou luvas. Ent�o o livro,

deve ser manuseado com luvas.

Isso tamb�m � bom para si, Benno,

se o encontrar, como espera.

J� que est� aqui a ser prestativo,

volte ao Scriptorium e fique de olho no Malachia.

- N�o o perca de vista. - N�o perco.

N�o h� mais nada a fazer.

Irm�o Wiliam.

N�o confia no Benno, pois n�o?

N�o lhe dissemos nada que ele j� n�o saiba.

Mand�-lo vigiar o Malachia, o Malachia tamb�m o vigiar�.

Como � que o Malachia prejudicou o Remigio?

Saberemos em breve.

Remigio certamente queria evitar um perigo que o aterroriza.

O livro desapareceu novamente.

Um momento.

Dissemos que n�o est� l� porque n�o o encontr�mos.

- Vimos em todos os lugares. - Vimos, mas n�o vimos.

Como � que o Severinuo descreveu aquele livro?

Disse que encontrou um livro que n�o era dele.

- Em grego. - Ele chamou de 'livro estranho'.

Severinus era um estudioso.

Um livro em grego n�o seria estranho.

O mesmo vale para o �rabe, mesmo que ele n�o leia �rabe.

Se ele o chamou de estranho, a apar�ncia deve ser incomum.

Uma apar�ncia incomum para quem n�o � bibliotec�rio.

E isso pode acontecer.

Em muitas bibliotecas, muitos escritos antigos

est�o juntos. Em grego, em aramaico.

E em �rabe.

Animal de Teuton!

Ignorante!

O livro com moldura de metal.

S� olhou para a primeira p�gina.

O mestre olhou e disse que era �rabe.

- N�o grego. - � verdade, Adso.

� verdade! Sou o animal. Corra! R�pido!

Quem entrou aqui depois de sairmos?

N�o sei.

- Malachia? - Benno.

Ele riu-se quando eu disse que o livro estava em �rabe.

Ele n�o riu de si, mas da minha ingenuidade.

Anda � procura desse texto grego h� tr�s dias.

� natural cometer um erro.

Errar � humano,

mas h� humanos que erram mais que outros,

e s�o chamados de idiotas.

Pergunto-me se valeu a pena estudar em Paris e Oxford

se sou incapaz de pensar

que �s vezes os manuscritos s�o agrupados?

Um facto que at� aprendizes sabem.

Mas n�o adianta chorar.

Se o Malachia est� com o livro, j� o aguardou na biblioteca.

E s� vamos encontr�-lo,

se soubermos como entrar na Finis Africae.

Ela n�o regressou na noite passada.

Procurei-a, mas ela desapareceu.

Vai amar-me.

Vai amar-me, boa rapariga.

Boa rapariga. Meu pequeno rouxinol.

Meu rouxinol.

- O que querem daqui? - N�o � da sua conta.

Ningu�m usa os meus ferros, excepto n�s.

- N�o, por favor! - Ainda nem come�amos.

- O que quer que eu diga? - O que o Rev. Bernard quer ouvir!

N�o direi!

De acordo com o C�none 37 do Conc�lio de Latr�o,

um acusado deve comparecer perante um juiz

que fique a menos de dois dias a p� de casa.

Aqui � o juiz que vem, e de uma grande dist�ncia.

O Inquisidor est� isento de jurisdi��es regulares.

N�o precisa seguir os preceitos da lei comum.

Ele goza de um privil�gio especial

e n�o � obrigado a ouvir advogados.

- Sim? - Sim.

Eu, irm�o Bernard Gui,

Inquisidor Dominicano,

enviado pela S� Apost�lica,

e investido com autoridade por Sua Santidade, o Papa,

vai proceder ao interrogat�rio do acusado

por dois crimes igualmente hediondos.

Um � �bvio para todos, porque,

o acusado foi apanhado a meio de um homic�dio.

Enquanto, ao mesmo tempo,

era procurado pelo crime de heresia.

Em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo.

�men.

Quem sois v�s?

Remigio de Varagine.

Nasci h� 52 anos.

Ainda crian�a,

entrei no convento das minorias Franciscanas.

Ent�o porque est� hoje na Ordem de S�o Benedito?

H� uns anos atr�s alguns monges...

Foram tentados pela heresia.

Que heresia?

Os Apost�licos.

Muitos deles andavam a falar.

E como...

estava com medo de ser contaminado pela heresia,

pensei que era melhor que a minha alma pecadora

se afastasse de todas essas tenta��es sedutoras.

Escapou das sedu��es da heresia.

Ou melhor, da investiga��o dos encarregados

de descobrir a heresia e de lha arrancar.

Mudar de h�bito n�o � o suficiente para

redimir a sua alma do mal da deprava��o her�tica.

A minha alma � inocente. N�o sei o que

quer dizer com deprava��o her�tica.

Est�o a ver? S�o todos assim!

Quando um deles � preso enfrenta o julgamento

como se a sua consci�ncia estivesse sem remorso.

Eles n�o percebem que esse

� o sinal mais �bvio da sua culpa.

A rapariga deve cuspir.

Ela ama-me. Ela ama o Salvatore!

Temos estrume. Merda de cavalo.

Ovos!

E agora.

Olhos de gato!

Cheira mal.

- Venha c�. - Deixa-me em paz!

Toca-me e o Adso acaba contigo!

Puta do Inferno! Adso. N�o � bom.

N�o � bom para si. Salvatore, bom.

Vamos fugir juntos.

Vamos para o mar. Onde est� o mar.

Sem padres, sem Inquisidores.

N�o mais...

Ou�a-me.

Cuspa. Cuspa aqui.

Depois, ama-me.

Por favor, cuspa!

Por favor.

Cuspa. N�o, n�o.

Aqui no ovo. Ovo.

Agora, neste aqui. Neste. Cuspa. Cuspa.

Cuspa.

Cuspa.

Venha aqui!

� minha!

Perguntemos-lhe se sabe

a raz�o pela qual ordenei a sua pris�o.

Conhece-a, Remigio?

Meu senhor.

Gostaria de saber pela sua boca.

A� est�.

A resposta t�pica do herege impenitente.

Escondem os seus rastos como raposas.

� muito dif�cil de os apanhar.

S�o suficientemente espertos para prender o Inquisidor

que j� teve de suportar o contacto

com estas criaturas desprez�veis.

Ent�o, diga-me.

No que acredita?

Acredito...

Em tudo que um bom crist�o deve acreditar.

Resposta sagrada.

Em que um bom crist�o acredita?

No que ensina a santa Igreja.

Mas que igreja santa?

A daqueles que se definem t�o perfeitos,

isto �, os novos Ap�stolos?

Ou a igreja

que eles comparam com a prostituta da Babil�nia?

Senhor, diga-me o que acredita ser

a verdadeira Igreja.

Acredito que � a Igreja Romana.

Una, Santa, Apost�lica,

governada pelo Papa e pelos seus bispos.

Eu tamb�m.

Admir�vel ast�cia!

Diga-me, acredita que a Igreja Romana

tem o poder de desligar

e ligar nesta terra

o que � ligado e desligado do C�u?

N�o deveria acreditar?

N�o perguntei o que deve acreditar.

Perguntei-lhe no que acredita.

Acredito em tudo que v�s e os outros bons m�dicos

me mandam acreditar.

Os bons m�dicos de que fala,

s�o os que comandam a sua seita?

� isto que queria dizer.

Quando falou sobre bons m�dicos?

� a esses mentirosos perversos

a que se refere conhecer os seus artigos de f�?

Est� a insinuar que se acredito

no que eles acreditam, vai acreditar em mim.

Caso contr�rio, s� vai acreditar neles!

N�o disse isso, meu Senhor.

V�s � quem me faz dizer isso.

Acredito em si.

Se me ensinar o Bem.

Que arrog�ncia!

Acusa-se com as suas pr�prias palavras.

Cuspa. Cuspir primeiro. P�o, depois.

Rouxinol.

N�o � assim...

N�o, n�o.

Est� a fazer a coruja, n�o o rouxinol.

Veja. Olhe a minha boca.

Isso � bom.

Lindo!

Vai ficar tudo bem.

N�o toques nele!

Andem! Mexam-se!

Cuidado!

Vamos! Vai!

Apanha-a!

Mate-a! Ela � o mal! Eu sou bom! Soltem-me!

Anda c�!

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