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Marius, recebemos umas chamadas a dizer que as vacas do Ørum voltaram a fugir.
Ligaste-lhe? Câmbio.
Não atende.
Vou dizer à tua mulher que estás atrasado. Câmbio.
Jytte, vou passar na casa do Ørum. Câmbio e desligo.
PATÊ DE FÍGADO QUEIJO
POLÍCIA
ILHA DE MØN, 1987
Ørum?
Ørum?
Ørum? As suas vacas fugiram de novo.
Ørum?
Calado.
Ørum?
Olá?
Raios. Caraças.
É o Marius. Da polícia!
Olá.
Olá…
Olá.
Polícia, fala a Jytte.
Sou eu. Manda uma ambulância para a quinta do Ørum.
- O que foi? - Tenho três vítimas mortas.
E um rapaz ferido que ainda respira.
- O rapaz mais velho? - Não, ele não.
É o mais novo. Um dos dois filhos adotivos.
Onde está a filha adotiva?
Manda tudo o que tens. E lança uma busca pelo Ørum.
Sai da casa.
Polícia!
Olá?
Isso… Não fales. Calma.
Pronto.
Não tenhas medo. Sou polícia.
Chamo-me Marius e estou aqui para ajudar.
És a Astrid, certo?
Sim. Vives aqui em baixo?
UMA SÉRIE NETFLIX
O HOMEM DAS CASTANHAS
COPENHAGA - PRESENTE
TERÇA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO
- Tens de sair já. - Sim, claro.
Até logo.
- O que queres na outra? - Chocolate.
Combinámos comer mais saudável, certo?
Começamos amanhã.
- Tens a mochila pronta? - Sim.
Lembra-te da cebola crocante.
Le, vá lá. Prepara-te.
Os professores irritam-se quando nos atrasamos.
- Tenho de entregar a árvore genealógica. - Sim?
- Não ajudaste. - O avô disse que tinhas acabado.
Faltam as folhas.
Devias ter pensado nisso antes. Vamos.
E olha para os lados quando vais para o clube extracurricular.
- A minha árvore está uma seca. - Não, está ótima. Para.
O Hassan tem muito mais fotos. Só te tenho a ti e ao avô.
- E o avô nem é o meu avô verdadeiro. - Cinco, se contares o Coelho e o Piu Piu.
- Os outros não têm animais. - Não, não têm tanta sorte.
E o Sebastian?
O que tem ele?
Sei que dormem juntos. Mesmo que penses que não sabia.
Sim, mas não estamos juntos.
Pronto. Então, convidamo-lo para jantar, se quiseres.
- Posso pô-lo na minha árvore? - Não.
Despacha-te. O avô vai buscar-te mais tarde.
E em breve vou buscar-te todos os dias.
- Está bem. Adeus! - Adeus!
É a primeira terça-feira de outubro, ou seja, o Parlamento abre hoje.
Mas o foco hoje não será a rainha ou a primeira-ministra,
mas sim a Ministra dos Assuntos Sociais, Rosa Hartung.
Regressa pela primeira vez desde o assassinato da filha no ano passado.
Toda a Dinamarca seguiu o caso, que levou a uma revisão
de salvaguardas e sentenças indefinidas…
Idiota.
… porque ele tinha cadastro.
- Tenho uma reunião com o Nylander. - Ele já está numa.
Outra vez, não! Já me cancelou duas vezes.
Desculpa. Não posso fazer nada.
Mas…
- Nylander! - Prometeram-nos mais recursos.
- Tem um novo funcionário. - O tipo que a Europol não quer? A sério?
- Tens tempo? - Agora não!
- Não faz mal. Já falámos. - Não, nós…
Quando resolvemos o caso Hartung, prometeram recursos ao departamento.
Se o dinheiro for para outro lado, o Comissário vai ler sobre isso!
- Diga-lhe isso. - Falamos noutra altura. Mais uma vez.
Bom dia.
Seja o que for, terá de esperar até à próxima semana.
Decidi candidatar-me ao NC3.
Porquê?
Publicaram um cargo ao qual gostaria de me candidatar.
- É por causa das horas? - Não.
Podemos falar disso. Ou é outra coisa?
- É? - Não, não é. Não.
És uma grande investigadora. Quero-te no meu departamento.
Podes juntar-te aos nerds de TI mais tarde e apanhar uma seca das 8 às 16 horas.
Já decidi.
Gostaria muito que me desses uma recomendação.
Teremos de ver… Não posso fazê-lo agora.
Toma este ficheiro por agora. Uma mulher morta em Husum.
Leva aquele tipo, o Hess.
O Hess?
O tipo da Europol que meteram cá até decidirem se o vão despedir.
Vai. O Genz está à espera. Tem perguntado por ti.
Vá lá.
NC3? Valha-me Deus, Thulin?
As bandeiras já estão hasteadas no Parlamento.
É sempre motivo de celebração
quando o Parlamento reabre na 1.ª terça-feira de outubro.
Em breve, as escadas atrás de mim estarão cheias de jornalistas e fotógrafos
para a chegada de todos os ministros e membros do Parlamento.
Mas hoje é muito diferente do habitual.
Hoje, todos esperam ver uma pessoa em particular.
Estou a falar da Ministra dos Assuntos Sociais, Rosa Hartung.
Rosa Hartung regressa ao seu lugar ministerial
após o rapto e morte da sua filha de 12 anos
por Linus Bekker há quase um ano.
Fala o Vogel.
Olá, é a Liv. Está tudo pronto para a chegada dela.
Fiz questão de termos o café favorito dela.
Parece ótimo, Liv.
- Quando achas que chegam cá? - Eu ligo-te do carro.
- Ainda não saíram? - Não, mas não faz mal.
- Está a demorar um pouco. - A ministra está bem?
Rosa? Querida?
Eles estão aqui. Estão à tua espera.
Rosa?
- Comeste? - Sim.
E estás pronto?
Vamos embora assim que a mãe sair.
Prefiro ir de bicicleta.
Não, eu levo-te.
Mas todos andam de bicicleta.
Vamos seguir a nossa rotina normal. A mãe?
Não sei.
Rosa?
O carro está lá fora. O Vogel está cá.
Já não me lembro do cheiro dela.
Querida.
Steen, não sei, se…
Tu consegues.
Ela teria orgulho em ti.
Sabes?
Vamos!
- Quando acabas hoje? - Vou buscar o Gustav.
- Um dia de cada vez. - Exatamente.
Um dia de cada vez.
- Olá. - Diz olá ao novo condutor.
Claro.
- Olá. - Olá.
- Sou a Rosa. - Jacob Rasouli. Entre.
Pai! Anda!
Quanto tempo ficas?
Talvez só uns dias.
- Está bem. És permanente em Haia? - Não, ando por todo o lado.
Faço parte de um grupo de trabalho em Amesterdão, Lisboa, Marselha,
Paris, Budapeste, aqui e ali.
- Há quanto tempo és destacado? - Cinco anos.
- Cinco? - Vou levar isto emprestado.
A maioria dos agentes de ligação só é destacada durante dois anos, certo?
Sim? Está bem.
Importas-te que eu saia a certa altura?
- Como assim? - Tenho de tratar do meu apartamento.
Claro, à vontade.
Podes parar aqui? Quero um café.
- Está bem, bebo no regresso. - Claro.
Deixa-me ligar ao meu parceiro.
Francois, é o Mark.
Este é o meu novo número.
A vítima é Laura Kjær, 37 anos.
Assistente dentária numa clínica no centro de Copenhaga.
Parece que foi para a cama e foi apanhada desprevenida.
A fechadura da porta da cave foi forçada.
O filho de dez anos estava a dormir em cima e acordou numa casa vazia.
Vestiu-se, fez o pequeno-almoço e esperou pela mãe.
Depois foi à casa da vizinha.
A vizinha foi à casa, que estava vazia.
Ouviu um cão a ladrar no parque, encontrou a vítima e chamou-nos.
A vizinha disse
que a vítima e o filho iam ao parque quase todos os dias.
O pai morreu de cancro há uns anos.
O novo parceiro dela está nas fotos. Hans Henrik Hauge.
Está numa feira de TI em Roskilde. Foi informado e está a caminho.
- Testemunhas? - Ainda não, mas vamos bater às portas.
- E o rapaz? - Está com a vizinha.
- Viu algo? Ou ouviu? - Duvido.
Tentámos falar com ele, mas não está em si. Não disse nada.
Está a ser avaliado.
CONSULTA AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO
- Queres falar com ele? - Não, depois. Garante que ele está bem.
- Roubaram algo? - Que saibamos, não.
Olá, Genz.
- Olá. - Como vai isso?
Nada bem. A chuva atrapalhou.
Hora da morte?
Começou a chover por volta da meia-noite, por isso, deve ter sido por volta daí.
Se havia pegadas na terra, a chuva lavou-as.
Queres vê-la?
Sim.
Quase não há sinais de luta na casa e os pés dela estão limpos,
por isso acho que foi drogada em casa e levada para aqui.
A julgar pelos ferimentos, ela acordou aqui e tentou defender-se.
- Até à amputação. - Amputação?
Aqui.
É bastante invulgar.
Daí achar que devias investigar.
Os comboios de carga passam a noite toda
e os vizinhos estão longe, o que explica ninguém ter ouvido.
- Encontraste-a? - A mão? Não, ainda não.
Pode ter sido um cão?
- A levar a mão? - Desculpa, quem é?
É o Hess, está cá por uns dias. O Genz gere o instituto forense.
- Olá e bem-vindo. - Obrigado.
Sim, podia ter sido um cão. É tudo o que temos, desculpa.
Que é aquilo?
Um boneco de castanhas.
Devemos interrogá-lo?
Trá-lo só por precaução.
SACO DE PROVAS
Vais falar com os ministros no pequeno-almoço
antes da missa e da abertura oficial.
Rosa?
Rosa?
Queria ver a Liv e os outros primeiro.
Vamos fazer isso antes da abertura.
E sei que também querias uma reunião com o Bukke?
Jacob, leva-nos para as traseiras.
Está tudo bem. Vamos parar aqui.
Mais vale despachar isto.
Rosa, como é estar de volta?
Ainda espera encontrar a sua filha?
Rosa, os crimes violentos devem ser mais punidos?
Como todos sabem, o último ano foi difícil.
A minha família e eu agradecemos todo o apoio que recebemos.
Mas é hora de olhar em frente.
Estou satisfeita com a confiança que a primeira-ministra me deu,
permitindo-me voltar a lutar por aquilo em que acredito
como Ministra dos Assuntos Sociais.
É nisso que me vou concentrar. Espero que respeitem isso.
Obrigada.
Aqui estamos.
Se me deres o teu casaco, vou buscar o café para começarmos.
Obrigada, Liv.
Só chegam flores. A primeira-ministra enviou um postal.
Espera-te mais tarde.
Sim, vai ser bom começar.
Redecorámos, mas ainda não pendurámos as fotos no canto.
Vão pendurá-las onde quiseres.
Primeiro, temos de alinhar as reuniões da tarde.
O meu e-mail de trabalho estava em baixo.
Ainda está. O Secretário Permanente está a investigar.
Porquê o Engells?
Vou deixá-lo explicar tudo.
Vou tratar do café.
Liv? O que se passa?
O que se passa?
Recebeste tantos e-mails adoráveis.
Não percebo porque alguém escreveria as outras coisas.
Que coisas?
Pelo que o Secretário disse, uma ameaça.
Sobre a tua filha.
Arranja os nomes das crianças no parque
e de pessoas a passear cães na zona. Obrigada.
Sim.
Verifiquem os contentores quando procurarem a arma do crime.
Não sei o que dizer.
Astrup, verifica os computadores, iPads e telefones.
Sim.
… mas o procedimento mantém-se.
Só estou aqui uns dias para pôr o apartamento à venda.
Quero voltar o mais depressa possível.
Envio-te SMS depois.
Desculpa. Tive outra chamada.
- Então? O que devo fazer? - Não sei. O que sabes fazer?
Deixem-me entrar, porra!
Preciso de falar com o Magnus!
Há quanto tempo conhece a Laura?
Hans Henrik?
O que fazem na garagem?
- Encontraram-na no parque? - Falamos disso depois.
Responda. Há quanto tempo a conhece?
- Cerca de um ano. - Sim.
- Mudei-me depois do Ano Novo. - Onde se conheceram?
Na Internet.
Vi o perfil dela e enviei-lhe um e-mail e…
Quando a viu pela última vez?
- Ontem de manhã. - Sim.
Antes de ir para a feira em Roskilde. Sou consultor de TI.
Falaram ontem?
Ontem à noite, depois do jantar…
Liguei-lhe.
- Nada fora do normal. - Certo.
Como morreu?
Porque não me dizem o que aconteceu?
De que falaram?
Nada de mais. Nós…
Falámos do Magnus.
Porque não voltou para casa?
Tinha de estar lá até amanhã à tarde.
- O meu chefe disse para ficar. - Então, havia outros?
Sim, estavam todos lá. Voltei para o motel por volta das 21 horas.
Alguém o viu no motel?
- Gostaria de falar com o Magnus. - Vamos acabar isto primeiro.
- Estavam noivos? - Sim.
Em que mão usava ela o anel?
- A esquerda, acho. Porquê? - Porque mudaram as fechaduras?
- Não mudámos. - Mudaram.
Os cilindros são novos e…
De acordo com a fatura do ferreiro na gaveta,
as fechaduras foram mudadas ontem às 13h30.
Porque é que a Laura mudou as fechaduras ontem à tarde?
O Magnus, ele…
Perde muito as chaves.
Estão a avaliar se tem autismo.
Quero falar com o Magnus já.
Onde está? Preciso de o ver.
Deixem-me vê-lo.
Sim?
- Ele está a esconder algo. - Quem? O Hess?
Hauge, o parceiro da vítima. Não conseguimos confirmar o álibi dele.
Ele não sabia que a vítima mudara as fechaduras antes de ser morta.
Está bem.
- Temos o suficiente para o acusar? - Ainda não.
- Não há provas e não tenho a certeza. - Trabalha nisso.
- Liga-me após a patologia. - E a recomendação?
Falamos depois!
Arranja uma amostra da boca e impressões digitais do parceiro.
Vê o carro dele também, sim?
Quero cópias de toda a comunicação entre ele e ela.
- SMS, e-mails, gostos no Instagram. - Sim.
Podes abrir a porta?
E tudo do site de encontros que usaram quando se conheceram.
Entendido.
- Qual era? - Não sei.
Vou passar pela patologia mais tarde.
Está bem.
Não tem pressa, pois não?
- Encontraram a mão? - Infelizmente, não.
Mas achas que foi o parceiro dela?
Não sei.
Naia? Quando é que vamos correr?
Liga quando houver notícias.
A ameaça foi recebida no teu e-mail de trabalho esta manhã.
Informei os Serviços de Informações (PET) e passei a manhã…
Quero ver.
- Não tens de… - Mostra-me!
Está bem.
Os PET estão a verificar os servidores.
Para ver se conseguem descobrir quem enviou, mas até agora…
As imagens também tinham uma mensagem a dizer:
"Espero que isto doa. Mereces morrer."
São fotos do Instagram da Kristine.
- Apagámos a conta dela depois… - Sim.
Esse é um dos fatores mais preocupantes.
Significa que quem o enviou está interessado em ti há algum tempo.
Já recebi mensagens de ódio. É uma pobre alma e não significa nada.
Os PET acham que precisas de guarda-costas.
Dispenso. Não quero o Gustav com medo de novo.
- Os PET acham que o remetente… - Resolve isso.
Se é tudo, vou agora à minha reunião com a primeira-ministra.
Claro.
- Obrigada. - De nada.
Ligou para Steen Hartung.
Deixe o seu nome e número e ligar-lhe-ei.
Desculpa, não fui à reunião. Ouvi algo sobre uma ameaça?
Usaram fotos da Kristine.
- Que fotos? - Do Instagram dela.
O quê?
Eu trato disso.
Vai à reunião com a primeira-ministra.
Rosa.
É tão bom ver-te.
Kristine?
Olá, querido.
Então? Como foi o treino?
Não me voltes a buscar.
- O carro tresanda. - Sim.
Gustav…
Desculpa.
- A sério. - Não és o único a sentir falta dela.
Conduz.
Ela levou cerca de 50 golpes por todo o corpo.
Usaram um objeto contundente com uma superfície granulada e áspera.
Como uma ferramenta de jardim ou…
Bem, não sei. Talvez.
- Algum sinal de agressão sexual? - Não.
A não ser que penses de forma sádica.
Ela foi muito maltratada
antes de o golpe no olho a matar.
A mão foi cortada muitos minutos antes.
Com o quê?
Uma espécie de serra. Serra circular, serra de vaivém…
Elétrica, tendo em conta o local. Com um disco de diamante.
E o parceiro dela? Encontraste algo dele? ADN?
- Indícios de que o tenha feito? - Gostaria de ajudar.
É um caso feio, mas não tenho nada.
Genz?
Podes passar por aqui? Tens de ver algo.
Já vou.
- Olá. - Olá.
Desculpa, demorei um pouco.
- Alguma novidade? - Porque te mandou para casa a Europol?
Mau policiamento, álcool ou outra coisa?
Só tenho de falar com o meu chefe.
Então, estás aqui preso até que te queiram voltar a ver.
Isto não significa nada para ti, por isso, estás aqui a fazer o mínimo possível.
Estou certa?
Sim, e tenho de vender o apartamento.
- Olá. - Olá, Thulin.
Então? O que tens?
Olá.
- Pensei que só vinhas tu. - Novidades sobre a mão?
- Tenho de saber que podemos confiar nele. - É como se nem estivesse cá.
Está bem.
Não há novidades da mão.
Mas…
Tirei impressões digitais do parque, caso ele tivesse tocado em algo.
Também verifiquei o boneco de castanhas.
E?
E…
Normalmente, procuramos dez pontos para identificar. Só encontrei cinco.
Mas…
- Ainda é suficiente para ser uma prova. - De quê?
De a impressão digital ser idêntica
à da Kristine Hartung.
- A Kristine Hartung? - Sim.
A filha da Rosa Hartung?
Pensei que era um erro.
- A Kristine Hartung está morta. - É esse o problema.
Deve ser um erro. A impressão não pode ser dela.
- Não, testei três vezes! - Quanto tempo têm as castanhas?
Segundo o perito, podem ter semanas ou vários anos.
Quem é a Kristine Hartung?
Não visitem a família Hartung! Esse caso está encerrado.
Então, como sabemos
como as impressões dela foram parar ao boneco em Husum?
Todos os miúdos fazem esses bonecos e as impressões duram muito.
Mas temos de perguntar aos Hartung se pode haver uma explicação natural.
A impressão está lá por coincidência.
- Sim. - Já sofreram muito!
Sim, sei pelo que passaram. Só estou a dizer…
Concentra-te no parceiro.
- Percebeste? - Sim, está bem.
Falamos depois!
- Então? - O Nylander disse que não.
- Porquê? - Não podemos ir lá hoje.
A Rosa Hartung voltou ao trabalho. É o primeiro dia dela no Parlamento, logo…
Temos de esperar.
E esperamos?
Do nada, a Lin levanta-se, a bonita que defende o horário das compras.
Enfim, levanta-se e começa a insultar a primeira-ministra.
Metade do auditório vaia…
Ela fica tão zangada que, sem querer, parte os óculos.
Não, obrigado.
Então, foi um bom dia? Vi a tua chamada perdida.
O dia teve alguns desafios, mas aguentei.
Vamos conseguir.
Não concordas?
É a Liv.
Olá, Liv.
Sim.
Sim, força.
Está bem.
Sim.
- Steen Hartung? - Sim.
Desculpe incomodar. Somos da polícia.
Podemos entrar?
O que se passa?
É melhor falarmos aí dentro.
- Façam favor. - Obrigada.
Talvez a sua mulher devesse estar cá.
Não, podem falar comigo só.
- Está bem. - O que querem?
É invulgar, mas hoje, numa cena do crime,
encontrámos um objeto com as impressões digitais da sua filha.
Como assim?
Que tipo de objeto?
A impressão foi encontrada num boneco de castanhas.
Mas é difícil dizer quão antigas são as castanhas.
Não tem qualquer peso na investigação sobre a Kristine.
Não temos a certeza, mas gostaríamos de encontrar uma explicação.
Desculpe, não percebo.
Reconhece o nome Laura Kjær?
Não.
Vive perto de um parque em Husum. Em Cedervænget.
Talvez a sua filha conhecesse alguém na área ou tivesse um amigo?
Não, não conhecemos ninguém em Husum. O que se passa?
- Posso beber um copo de água? - Claro.
Estamos a verificar uns detalhes.
- Como disse, pode não ser nada. - Se não é nada… porque estão aqui?
- Qual é a teoria? - Nenhuma.
Estamos a tentar determinar se é aleatório ou se está ligado
a uma investigação de homicídio em curso.
Homicídio?
Quem foi assassinado? Deixe-me ver se entendi…
A impressão da minha filha foi encontrada numa prova?
Deixe-me realçar que não muda nada no caso da sua filha.
- Só temos de perceber como… - Ela vendia-os na estrada principal.
Cada outono.
Com a Mathilde da turma dela. Tinham uma banca…
Faziam bolachas, limonada e vendiam os seus bonecos de castanhas.
Eram como este, com ramos em vez de fósforos?
- Sim. - Sabe quem os pode ter comprado?
Eram principalmente os pais ou os amigos?
Não, podia ter sido qualquer um.
Sim.
Não se lembram de a Kristine vender…
Foi o que pensámos. Ainda bem que confirmámos isso.
Muito obrigada pela ajuda.
- Sabem onde é a saída? - Sim. Obrigada.
Eu disse que tratava disto.
- São adultos… - Mas podias ser atencioso.
- Estás bem? - Sim.
Sim.
- Pronto para comer? - Claro…
Mas alguém foi morto…
E não entendo o boneco de castanhas.
Disseram que não tinha peso.
O Steen Hartung ligou.
Disse-te para não os visitares.
Eu sei, mas estávamos perto.
Conseguimos confirmar que a impressão deve ser coincidência.
Na minha recomendação, devo dizer que desobedeces?
A culpa é minha, mas isto com o Hess não resulta. Não consigo.
- Não podes fazer outra coisa? - Não.
Interroga o parceiro, arranja provas.
- Sim, mas… - Obrigado!
Sebastian?
Olá!
Desculpa…
- Não está ninguém em casa? - Claro, há alguém.
- Mas o cota não me deixou entrar… - Não. Típico do Aksel.
Olá.
- Olá. - Flores e gelado. Fantástico.
Esqueceste-te, não?
Não. Estava mesmo ansiosa por isto.
- Dá-me todos os teus noves. - Vai pescar!
- Olá. - Olá.
- Olá, mãe. - Olá, fofa.
Este é o Sebastian. A Le e o Aksel, avô da Le.
É um polícia reformado, por isso é um pouco…
Não queria ser indelicado, mas nunca se sabe.
Não, não há problema. Não se preocupe.
Olá. Deves ser a Le.
Obrigado pelo convite.
Vou guardar o gelado.
A tua mãe fugiu com o gelado.
Que tal concordarmos que as flores são para ti?
- Obrigada. - Aqui tens.
- Queres ver o meu quarto? - Adoraria.
- É por aqui. - Está bem.
Sei que estou atrasada, mas fui destacada para um caso especial.
Não me olhes assim. Falei com o Nylander.
- Deu-te uma recomendação? - A mão da vítima foi cortada.
- Alguma foto? - Não. Vemo-nos amanhã. Adeus.
- E a comida? - No congelador. Goulash.
Obrigada.
Rosa Hartung regressou hoje como Ministra dos Assuntos Sociais.
Estava de licença há um ano desde que perdeu a filha tragicamente.
Como todos sabem, o último ano foi difícil.
NOVIDADES?
NÃO. APROVEITA COPENHAGA. INFORMO-TE AMANHÃ - FRANCOIS
É hora de olhar em frente.
Estou satisfeita com a confiança que a primeira-ministra me deu.
- Sim? - Quem é o senhor? O que faz aqui?
Eu vivo aqui. É o meu apartamento.
Não se preocupe. Sou polícia.
Mark Hess.
Nehru. Sou o zelador.
O que tem o apartamento?
- Vigilância? - Não, só queria pintá-lo.
- E vendê-lo. - Parece-me boa ideia.
Já agora…
Tem papel de isolamento?
Sim, e se precisar de um agente imobiliário, conheço um.
Cinco minutos.
CORPO NÃO ENCONTRADO ONDE ESTÁ KRISTINE HARTUNG?
DESMEMBRADA E ENTERRADA
PARA ONDE A LEVARAM?
Acho que devo ter o labrador mais velho do mundo.
No final, tive de saltar atrás dele completamente vestido.
Ainda bem que o salvaste.
- Queres ver a minha árvore genealógica? - Agora não.
Então, mostro-te outra coisa.
Mau dia de trabalho?
Está tudo bem. Está quase a acabar, felizmente…
Fiz isto depois da escola. Podes ficar com ele.
Que engraçado. Bonecos de castanhas. Também fazíamos quando estava na escola.
É um labrador velho?
Não, é um cavalo, mas podemos fazer um cão.
Adoraria. Tens fósforos?
Corta a ponta para não terem mãos.
Pronto.
Mãe…
Mãe…
Mãe, junta-te a nós.
- Tenho de sair. - Agora?
A sério, mãe?
- Sim? Fala o Aksel. - Sou eu. Desculpa ligar tão tarde.
Podes cuidar da Le? Só por uma hora. Tenho de fazer uma coisa.
Está bem. Dá-me 15 minutos.
Não pode ficar aqui. Tem de ir embora.
Terei de chamar a segurança.
O que fazes aqui?
Diz.
Tenho de falar com o rapaz,
mas um idiota prometeu-lhe que não teria mais visitas.
Fui eu.
Ele já passou por muito hoje.
Naia Thulin.
Então, o que fazes aqui?
Seremos breves.
- Eu falo com o rapaz. - Claro.
Olá, Magnus.
Desculpa incomodar.
Somos da polícia.
Gostaríamos de falar contigo, pode ser?
- Podes desligar isso por um minuto? - É a fação chamada "Accursed"?
És bom nisso.
Magnus, podes fazer uma pausa?
Tenho uma missão para ti, tal como no jogo.
Preciso da tua ajuda para a resolver.
Ajudas-me?
Olha para isto, Magnus. Tenho aqui umas fotos.
Tens cinco segundos para me dizer
se algo nas fotos não está como devia.
Estás pronto?
É uma missão difícil. Precisas de todas as habilidades.
Vamos começar.
O que é?
Nunca o viste?
De certeza que o boneco de castanhas não estava no parque ontem?
- Magnus? - Tens a certeza de que não estava lá?
Pensa bem.
Magnus, vê outra vez.
A minha mãe não vai voltar?
Não, não vai, Magnus.
A tua mãe agora está num bom lugar.
No Céu?
Sim, no Céu.
Homem das Castanhas
Vem para dentro Homem das Castanhas
Vem para dentro Tens castanhas
Para mim, hoje?
Obrigado…
O Nylander tem de reabrir o caso Hartung.
Esquece lá isso.
Se o boneco de castanhas foi posto durante o homicídio,
a impressão não é coincidência.
Pode ser. Os dois casos podem não estar relacionados.
- Ainda achas que é o parceiro? - Não disse isso, mas não tem álibi.
… para mim, hoje? Homem das Castanhas
Obrigado Vem para dentro
Homem das Castanhas
Vem para dentro Homem das Castanhas
Para mim, hoje? Vem para dentro
- O caso Hartung foi investigado. - Foi?
O criminoso confessou. Ele está preso. Caso encerrado.
E basta para ti?
Não quero desfazer outro caso por não conseguir resolver este.
Vem para dentro Homem das Castanhas
Castanhas Para mim, hoje?
Tens castanhas Para mim, hoje?
Obrigado
Legendas: Helle Kaiser-Nielsen, Lara Brito
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