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Original subtitles

ESTA SÉRIE MOSTRA INVESTIGAÇÕES DA IRMANDADE ARIANA DO TEXAS

E INCLUI COMENTÁRIOS RACISTAS.

NÃO É RECOMENDADO PARA TODOS OS ESPECTADORES.

Eu sou Rich Boehning.

Sou agente especial da Agência de álcool, tabaco e explosivos,

cuja sigla em inglês é ATF.

Eu não imaginava quando fui designado para Houston

que investigaria um dos grupos extremistas mais violentos,

a Irmandade Ariana do Texas.

Estavam fora de controle.

Eles cometiam homicídios.

Tirem ele.

Eles sequestravam e agrediam pessoas.

Eles massacravam pessoas inocentes.

É uma quadrilha organizada racista.

Não pode transar com ninguém que não seja da sua raça.

É totalmente degradante para a nossa espécie.

Se mencionar a Irmandade Ariana do Texas,

- vamos te matar. - Okay.

AGENTES FEDERAIS DE ELITE

PASSARAM 6 ANOS

INFILTRADOS NUMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PODEROSA

Eles fabricavam e distribuíam metanfetamina.

Eles traficavam narcóticos para a máfia mexicana.

Eu ganhava muito dinheiro.

Muitas mulheres carros motos barcos.

Ela chorava

e parecia estar com muito medo.

A Irmandade Ariana do Texas

era a maior ameaça terrorista doméstica dos EUA.

Eles fizeram um exército,

então fizemos o nosso também.

IRMANDADE ARIANA: TERROR NOS ESTADOS UNIDOS

O maior caso de extorsão da história do Texas

começou com o desaparecimento de uma jovem no verão em Dallas.

OS INOCENTES

Mansfield é uma ótima cidade.

Tem dinheiro circulando, é uma comunidade muito boa.

É uma boa cidade.

A nossa infância, na minha opinião,

foi muito privilegiada.

A gente tinha uma piscina no quintal.

Os meus pais até hoje estão casados

e se amam muito.

Lembro de ouvir que era amada

e de ter natais felizes.

Olha o que eu ganhei de natal!

Breanna nasceu no dia 14 de fevereiro

de 1987.

- No dia dos namorados. - Foi nosso presente.

Sim.

A primeira vez que eu a segurei foi emocionante.

Eu nem sei descrever o amor,

o amor que eu senti.

Ela tinha uma personalidade muito doce desde muito pequena.

Ela gostava de sair para brincar com as amigas,

era só uma criança normal.

Ela era divertida.

Meu Deus, tem um carro na frente de casa!

Meu Deus!

Você tem que ver as luzes dessa coisa!

- Quer saber? - É muito legal!

Que reação mais exagerada, hein?

Eu vou entrar agora.

Ela era muito popular.

Ela era muito confiante

e tinha muito carisma.

E é claro que eu idolatrava isso na época.

Quando ela levava os amigos para casa,

ela era a alegria da festa.

Isso pode ter sido parte do problema.

Ela começou a cair na farra

e tudo mudou.

Primeiro ela só bebia.

Mas logo passou a fumar maconha.

E então, começou a usar cocaína,

e isso levou

a metanfetamina.

Ela passava a noite inteira na farra.

Ela achava que estava vivendo como uma estrela do rock,

porque podia fazer tudo o que quisesse, se drogar,

sem dar satisfações a ninguém.

Ela era jovem, não tinha nem 20 anos.

E passou a usar metanfetamina.

E ela se viciou.

A dependência a levou ao mundo das drogas e das gangues.

E foi assim que ela conheceu a Irmandade Ariana do Texas.

Ela gostava de metanfetamina, se você for um dependente

e encontrar alguém que tem exatamente o que você procura,

então é com essa pessoa que você ficará.

Ela se sentia especial com eles.

Eles diziam que ela era linda,

que era inteligente, uma princesa.

Era tudo que ela queria.

Ela era muito ingênua aos 19 anos.

Ela não fazia ideia de que as pessoas que a cercavam

podiam ser más.

Meu nome é Michael Bianculli, conhecido como Crash.

Eu fui membro da Irmandade por mais de 20 anos.

Fui capitão no norte do Texas.

Havia quase 200 pessoas sob o meu comando todo dia.

Também tinha um comércio de drogas lucrativo,

tinha vários pontos de craque e casas de prostituição também.

A vida era muito boa, muitas mulheres,

carros, motos, barcos.

Eu ganhava muito dinheiro,

não só para mim, mas para família

e para os outros irmãos.

Todos ganhavam dinheiro.

A Irmandade Ariana do Texas

é uma gangue de supremacistas brancos

formada no Departamento Criminal do Texas

no começo dos anos 80.

Foi logo depois da segregação.

Quando uma ordem federal

diminuiu o poder dos presidiários brancos.

Eles ficaram irritados e decidiram formar uma gangue.

Eles eram extremamente violentos.

Eles foram responsáveis por mais homicídios no sistema prisional

do que qualquer outra gangue.

O comando era a supremacia branca, com certeza.

A ideologia da Irmandade

era atraente para mim

por causa do jeito que fui criado.

A gente menosprezava pessoas negras.

Usávamos termos racistas com frequência

em qualquer lugar.

Apesar de ser minha criação, não quero me defender,

mas o meu avô era mexicano, os meus tios também eram,

os meus primos também eram mexicanos.

Ao se tornar um membro da Irmandade,

você tem que assinar um compromisso de fé cega.

Isso significa que você será um membro para sempre.

Seja dentro da prisão ou fora dela, não faz diferença.

Quando esses caras saem da prisão,

eles ainda são membros da Irmandade.

A gangue cresceu muito rapidamente,

não só no sistema prisional, mas fora dele,

nos nossos bairros e comunidades.

Cometeram crimes em todo o estado do Texas.

De tráfico de drogas, venda de armas,

a prostituição e tráfico de mulheres,

qualquer coisa que aumentasse seus lucros.

O grupo era muito organizado.

Assim como o país tem uma constituição,

a Irmandade também tem a sua.

Era chamada de C Note.

A constituição é o regulamento dos fora da lei,

é o jeito de chefiar a família, a hierarquia.

O general controla a sua vida.

Ele avalia seu sucesso ou fracasso na família.

Ele tem muita gente diferente à sua disposição.

Mas a constituição da Irmandade

diz como preservar a raça branca para mulheres e crianças.

O SUBLIME PRINCÍPIO DE SUPREMACIA BRANCA

Muitas vezes vemos membros da Irmandade tatuados

com os números 14 e 88.

O 88 é a oitava letra do alfabeto duas vezes,

e também significa Heil Hitler.

O 14 representa um lema

muito importante para a irmandade.

Temos que garantir a existência do nosso povo,

o futuro para as crianças brancas.

Essa era intenção, a raça branca ariana, a pureza.

Hoje em dia as raças estão todas misturadas.

Daqui a pouco, não teremos mais raça nenhuma.

TEMOS QUE GARANTIR A EXISTÊNCIA DO NOSSO POVO,

E O FUTURO PARA AS CRIANÇAS BRANCAS.

FEVEREIRO DE 2006

BREANNA TAYLOR COMEÇA A NAMORAR TROOPER, MEMBRO DA IRMANDADE.

Quando Breanna Taylor

começou a se envolver com a Irmandade,

ela conheceu o Trooper e se tornou sua namorada.

O nome real de Trooper é Jason Hankins.

Era um general da Irmandade.

Abaixo do general, estava Dale Jameton.

Era conhecido como Tiger na Irmandade Ariana do Texas.

Tiger Jameton era barra pesada, ele atirou no outro viciado,

ele usava muita droga e vendia também.

Enganou muita gente.

Ele morava com a namorada Jennifer McClellan

na rua Dugald, em Mesquite, Texas.

Durante a investigação,

descobrimos um problema na cidade.

Numa certa época, a nossa cidade foi eleita a cidade mais segura

dos EUA por dois anos consecutivos.

Mas descobrimos que Dale Jameton Tiger,

William Chad Williams e Jennifer McClellan

tinham ligação com a Irmandade Ariana do Texas.

Foi a primeira vez que tivemos contato com essa organização.

Eles não eram conhecidos na cidade de Mesquite.

Acho que naquela época, as forças policiais

não perceberam a gravidade das ações desse grupo.

Eu ainda não sabia com quem ela estava morando.

Deve ter sido quando ela se aproximou

dos membros da Irmandade Ariana.

Não fazíamos ideia.

Não sabíamos com quem ela morava.

Dale Jameton tinha fama de ser muito violento

e cruel.

Ele foi preso por roubo com 19 anos

e lá ele entrou para a Irmandade.

Tiger estava disposto a viver ou morrer pela Irmandade.

Ele faria qualquer coisa,

nada era violento demais, todos sabiam disso.

E dizem que ele sentia um certo prazer nisso,

ele se sentia poderoso.

Quando Breanna Taylor cruzou o caminho de Tiger,

as coisas não deram certo.

6 DE AGOSTO DE 2006

UM CORPO É ENCONTRADO BOIANDO NO RIO TRINITY,

NO SUDESTE DE DALLAS.

Alguém fez um grande esforço para esconder o corpo.

Ele estava enrolado em uma malha de metal

igual a que temos em cercas de arame.

Tinha pedaços de concreto dentro da lona

e foi jogada no rio.

Não fazíamos ideia de quem era a vítima.

Então emitimos um alerta de desaparecimento.

E o alerta tinha a foto de uma tatuagem.

Era uma tatuagem feita a mão, um desenho amador.

Recebemos a ligação de alguém que a reconheceu.

E foi assim que chegaram a um nome.

Anthony Ormill Clark, conhecido como Gino,

tinha uma certa ambição.

Ele queria se associar a Irmandade Ariana,

não era um membro,

mas andava com eles, queria entrar para o grupo.

Mas o Dale dizia que não confiava nele.

E as coisas que Gino dizia

deixavam Tiger cada vez mais nervoso.

Com essa informação, Dale "Tiger" Jameton

se tornou o principal suspeito de matar Anthony Gino Clark.

Em agosto de 2006,

recebi uma ligação do investigador Palmer.

Ele pediu a nossa ajuda para localizar e prender

Dale Jameton.

25 DE AGOSTO DE 2006

A POLÍCIA DE DALLAS VIGIA A CASA EM QUE DALE "TIGER" JAMETON

E SUA NAMORADA, JENNIFER MCCLELLAN, MORAM.

O Tiger era considerado de alta periculosidade.

Enquanto esperávamos a equipe da SWAT chegar,

Jameton e sua namorada saíram numa picape preta.

Seguimos Jameton até ele sair de Dallas.

Eu dirigia um veículo sem identificação.

Mas enquanto seguimos pela interestadual 45,

ele percebeu que estava sendo seguido

e fugiu em alta velocidade.

Enquanto ele estava dirigindo, começou a ingerir metanfetamina.

Foi ficando cada vez mais alterado.

Corria quase 140 quilômetros por hora na rodovia.

Ziguezagueando no trânsito.

Não sabíamos se ele faria a namorada de refém,

se faria um tipo de ameaça.

Então houve um impasse.

Os policiais gritavam para se entregar.

Mas ele não queria cooperar.

Mas no final ele cedeu.

DEPARTAMENTO DE POLÍCIA DE DALLAS

O INVESTIGADOR DE HOMICÍDIOS, JOHN PALMER,

INTERROGA JAMETON

O meu plano era

era tratá-lo como um prisioneiro de guerra.

Caso não se lembre, a gente acabou de se conhecer,

mas meu nome é John Palmer.

Mas todo mundo me chama de Palmer, até a minha mãe.

Ele estava bem motivo.

Talvez eles estivesse em abstinência.

Não ferre com a minha cabeça, cara.

Vá direto ao ponto,

faça perguntas certas, sem distorcer tudo,

você me entende? Eu não sou idiota.

Chegamos num acordo.

E ele começou a falar espontaneamente.

- Eu não vou mentir para você. - Ótimo.

Eu sei o que aconteceu, eu sei quem fez isso aí.

Eu peguei o Gino no hospital.

No carro dele, não é?

Eu levei para a minha casa, para o churrasco.

Ele estava destruído, eu dei uma surra nele.

Eu matei ele, entendeu?

Como você o matou?

Com uma faca.

Então eu perguntei o porquê.

Ele dizia várias mentiras,

todos achavam que ele era policial.

Anthony Clark não era membro da gangue.

Eles eram muito paranoicos

e pensaram que ele era um informante.

Já desconfiava que ele fosse da polícia.

- É mesmo? - Sim.

Acho que foi um momento decisivo para Jameton.

Foi nessa hora que ele começou a confiar em mim.

Ele começou a falar bem mais.

Tem um monte de problemas, cara.

Tem mais assassinatos?

Sim.

- Me fale. - Que droga.

6 DE AGOSTO DE 2006

TRÊS DIAS APÓS O CORPO DE ANTHONY CLARK SER ACHADO,

BREANNA TAYLOR FICA INCOMUNICÁVEL PARA A FAMÍLIA.

Eu dei um celular para ela.

Para podermos nos comunicar.

Eles só queriam ouvir a voz dela,

isso trazia alívio para eles.

Ela ainda estava viva, ainda estava bem.

Breanna Taylor era envolvida no mundo das drogas,

mas ainda ligava para eles.

E de repente, ela parou, ela sumiu.

Eu ligava para ela todos os dias.

E nada, nenhuma resposta.

Ninguém atendia o celular.

TRÊS SEMANAS APÓS O SUMIÇO DE BREANNA TAYLOR,

A POLÍCIA DE MESQUITE INVESTIGA UMA SÉRIE DE ROUBOS

A polícia recebeu uma pista que levava a um homem chamado

Devanrin Manuel.

Devanrin era conhecido por traficar metanfetamina

e usar drogas com frequência.

Mas ele foi interrogado durante a investigação de um assalto.

Mas ele achou que estava lá por causa de um assassinato,

e não de um assalto.

Então Devanrin começou a falar sobre o homicídio de uma jovem.

Ele decidiu contar. Confessou tudo.

Foi a primeira vez que soubemos que mataram alguém em Mesquite.

Devanrin começou a descrever um homicídio cometido

numa casa na rua Dugald.

Tinha ligação com a Irmandade Ariana do Texas.

Devanrin contou que ele,

um homem chamado "Youngster" William Chad Williams

e Tiger Dale Jameton

prenderam uma jovem chamada Breanna

na garagem da casa de Jennifer McClellan,

e que eles a torturaram e mataram.

A vítima era desconhecida.

Eles não sabiam quem era essa jovem.

Então eles reviram ocorrências de desaparecimentos.

E assim eles descobriram Breanna Taylor

estava desaparecida.

Dois investigadores vieram nos contar.

Nós ficamos escondidos um corredor.

Kate olhou para mim e disse: "Acho que a Breanna morreu".

Foi como se o mundo parasse.

A primeira coisa que eu pensei foi

que nada nunca mais iria ser como era antes.

DEVANRIN MANUEL, WILLIAM CHAD WILLIAMS,

JENNIFER MCCLELLAN E DALE JAMETON

SÃO ACUSADOS DE MATAR BREANNA TAYLOR.

Tiger confessou sua participação na morte de Breanna.

Não havia sinal de remorso, ele foi pragmático.

Para ele, ela tinha que morrer.

Tiger disse que ela falava coisas ruins sobre eles,

que ela iria até à polícia.

Eles disseram que ela falava demais e que iria denunciar

Dale pelo assassinato de Anthony Clark.

Era verdade,

ou era efeito da droga, dá paranoia?

O que aconteceu com Breanna Taylor

mostra tudo que queremos saber sobre a Irmandade Ariana.

Levaram Breanna para a garagem da casa de Jennifer.

Devanrin Manuel estava lá.

Dale Jameton estava lá,

William Chad Williams estava lá,

e Jennifer McClellan também.

Mas Dale Tiger Jameton era quem dava as ordens.

Eles a aprenderam com amarras de plástico.

E o interrogatório sobre a suposta traição começou.

Ele durou várias horas.

Rasparam a cabeça dela.

Usaram um carregador de bateria.

E a certa altura,

Dale Jameton Tiger

foi pra dentro da casa com a Jennifer, e quando ele voltou.

Youngster e Devanrin

estavam abusando sexualmente da Breanna Taylor.

Eles a forçaram a fazer sexo oral.

Dale Jameton o chamou de canto e disse

que tinham que matá-la.

Ele mostrou para eles como colocar as amarras

ao redor do pescoço dela.

E então começaram a sufocar Breanna

e assistiram ela morrer lentamente.

Na manhã seguinte, eles pegaram um barco.

Levaram o corpo para o Lago Ray Hubbard

e jogaram Breanna no lago.

O que aconteceu com Breanna foi tortura.

Eles a torturaram, e...

essa foi a coisa

mais animalesca e brutal

quem alguém pode fazer com uma pessoa.

Dale Jameton Tiger a tratou

com tanta violência, que não dá para imaginar

como qualquer ser humano poderia fazer isso

contra outro ser humano, seja pelo que for.

Quando eu fiquei sabendo que Breanna fora assassinada,

foi difícil de acreditar.

Eu fiquei chateado, claro.

As coisas pioraram, e eu não queria aquilo.

Cara, eles não iam deixar para lá.

Algumas coisas eu faço numa boa.

Outras coisas não tem como.

Não tenho como aceitar.

Quando olhamos os detalhes da morte de Breanna,

a brutalidade com que esse grupo tratou essa pobre garota,

foi algo terrível, foi tortura.

Por isso que decidi investigar a Irmandade Ariana.

Nasci no Queens, Nova York.

Quando criança, sempre quis entrar no exército.

Na faculdade, fui condicionado

como segundo tenente do exército.

A primeira missão foi na segunda divisão na Coreia.

Mas em 1990, tive um impasse na minha carreira.

Tinha sido promovido a major,

mas não tinha muita coisa acontecendo no mundo na época.

Pensei que era hora de fazer outra coisa na vida.

Sabia que se quisesse ser agente federal,

precisava fazer isso antes dos 37 anos.

Então em 1999, eu entrei no ATF

e fui designado para Houston, no Texas.

Quando eu comecei, sabia que havia várias gangues.

Havia as gangues dos latinos, as gangues das pessoas negras,

das pessoas brancas.

Mas eu não sabia muita coisa sobre a Irmandade.

Quando comecei a investigar esse grupo,

percebi que a morte de Breanna era só a ponta do iceberg.

Ao investigarmos os crimes cometidos pela Irmandade,

descobrimos mais dois homicídios ligados à Irmandade Ariana.

Em junho 2006, dois meses antes da morte de Breanna,

Robert McCartney, o estivador,

saiu com sua picape para um hipermercado no Texas.

A Irmandade resolveu roubar a picape dele.

Mas não pararam por aí.

Eles o sequestraram,

o levaram para um campo aberto

o deixaram nu, bateram nele,

cortaram a garganta e o deixaram agonizando.

Robert tinha uma picape similar a de um líder da Irmandade.

E o líder precisava de peças do carro.

Ele foi morto por causa dessas peças.

Isso serve para mostrar o nível de brutalidade

que esse grupo infligia sobre suas vítimas.

Eles podiam ter roubado a picape.

Eles não precisavam matá-lo, mas decidiram fazer isso.

É o que mais assusta na Irmandade Ariana do Texas.

Aí, comecei a investigar um terceiro homicídio.

NOVEMBRO DE 2005 LA BELLE, TEXAS

Tonia Porras tinha 29 anos e três filhos pequenos.

Ela tinha terminado com o namorado, o Cory Shuff,

membro da Irmandade Ariana.

Devido ao ciúme e ao boato de que ela era informante,

Shuff a matou brutalmente.

O legista disse que as lesões eram advindas de tortura.

Eram quatro pessoas inocentes assassinadas

pela Irmandade Ariana.

O grupo crescia como um câncer.

Eles roubavam, sequestravam, traficavam armas,

distribuíam narcóticos para o cartel por todo o Texas.

Estavam virando a maior ameaça terrorista doméstica dos EUA.

A morte da Breanna não faz sentido.

E...

arruinou vidas.

Quando eu dei meu depoimento sobre o crime,

eu devia ter uns 15 anos.

Eu disse ao Jameton que o perdoava.

Eu queria acreditar que tudo havia acabado.

E não acabou.

Se pudesse fazer uma pergunta a Jameton, qual seria?

É claro que eu gostaria de saber o porquê.

Eu ouvi de investigadores, dos meus pais,

muita gente me falou o porquê daquilo.

Mas eu gostaria que ele me falasse pessoalmente.

Por que teve que chegar aquele ponto?

Nos últimos quatro anos,

eu troquei cartas com Dale Jameton.

Ele me escreveu mais de 30 cartas.

No começo, ele era muito desconfiado.

Não queria falar comigo.

Mas depois, me falou muito de sua história e da família.

Ele teve um passado bastante turbulento.

Os pais eram dependentes químicos de crack.

Teve muitos problemas na adolescência,

e quando estava com 19 anos,

ele foi condenado por roubo

e foi para o sistema prisional adulto.

Lá, ele conheceu a Irmandade Ariana do Texas.

DALE JAMETON CONCORDOU EM ENCONTRAR COM CAROLYN

ELA LEVOU UMA LISTA DE PERGUNTAS DE KATE TAYLOR

PRESÍDIO ELLIS HUNSTVILLE, TEXAS

Quanto da sua pena já cumpriu até agora?

Eu estou nesse presídio há quase 25 anos.

Me fale sobre o seu uso de drogas.

- Te deixavam mais violento? - Não.

Eu sabia muito bem o que estava fazendo,

Na maioria das vezes que eu fazia coisas do tipo,

eu estava sóbrio.

Para poder pensar com clareza

o que estava fazendo.

Kate, a irmã de Breanna,

pediu para eu ler algumas coisas para você.

Certo.

São palavras dela.

Eu já te perdoei totalmente.

E rezo para que tenha encontrado redenção espiritual.

Tenho algumas perguntas e ficaria grata

se puder responder honestamente a mim e a minha família.

Eu vou tentar.

A primeira pergunta:

Por que sentiu que devia sequestrar e agredir Breanna?

Bom, eu era de uma organização criminosa.

E nós temos regras e regulamentos,

e ela estava fazendo uma coisa que não devia fazer

e sofreu as consequências.

Se isso é algo justo? Não.

Se eu gostaria de mudar o que houve? É claro.

Por que você achou que ela tinha que morrer?

Porque essa era a consequência de trabalhar com a polícia.

Uma coisa é dizer que essa moça tinha que morrer,

o que você fez

foi muito além de matar.

A tortura.

Ela não simplesmente morreu, certo?

Não.

- Demorou bastante. - Sim.

Acho que sim.

Breanna resistiu?

Eu não quero mais falar disso.

Não vai responder para a Kate?

Ela lutou muito e chamou pela mãe.

Sim.

Claro.

A mãe dela inclusive deu um depoimento sobre mim

e disse que sabia que a filha

chamou por ela.

E chamou, sim.

E...

Em que ponto você achou que precisava parar?

Em nenhum ponto.

Eu não parei.

- Ela tinha 19 anos. - Sim.

Se ela cometeu mesmo um erro, se era mesmo uma informante,

- não há provas disso. - E...

Senhora, eu sei que é bem difícil de entender,

mas quem entra numa organização criminosa

não pode se associar a as forças da polícia.

Ponto final.

Eu sei que você quer dizer

que ela cometeu um erro pequeno, mas não foi um erro pequeno.

Foi um erro bem grande.

A infiltração dela na polícia

teria levado a minha condenação pelo resto da vida.

Entende? Ou pior.

Eu fiz o que fiz pelas ações dela.

Ela não era uma vítima inocente.

Eu achava que a Irmandade Ariana era a minha família.

Era quem eu amava, entende?

E ela estava fazendo uma coisa para me ferir,

para ferir a gente, entende?

A COOPERAÇÃO DE BREANNA TAYLOR COM ALGUMA FORÇA POLICIAL

NUNCA FOI COMPROVADA.

Parece que ele está culpando a vítima.

Ela não é uma vítima inocente.

A polícia investigou isso a fundo e confirmou

que não havia provas disso.

Eu acho que essa é...

a história que ele conta para si mesmo.

Porque...

se olhasse para a realidade da situação,

que ela nunca fez aquilo,

ele teria que viver com o fato de que torturou e matou

uma garota de 19 anos.

A troco de nada.

O tempo acabou.

- Acabou. - Vamos, retorne para a cela.

Dale...

O CORPO DE BREANNA NUNCA FOI RECUPERADO DO LAGO RAY HUBBARD

Eu vejo as pessoas por aí levando uma vida normal.

Elas nem imaginam

do que pode estar no fundo desse lago.

A gente tem que passar por lá

para ir até a minha mãe, no Arkansas.

Sempre dizem que a pior dor

que um pai pode enfrentar é ter que enterrar

um filho.

Nós não podemos fazer isso.

A Irmandade Ariana do Texas estava fora de controle,

eles massacravam inocentes à vontade.

Em 2008, eles chegaram perto demais.

Descobri que um dos generais da Irmandade

estava morando no meu bairro.

Stephan Walter Cook

tinha um poder enorme em todo o estado do Texas.

Ele era responsável por todo tipo de crime, venda de armas,

tráfico de narcóticos, homicídios, sequestros.

Stephan Walter Cook tinha uma longa ficha.

Eu tinha que tirar esse cara das ruas.

Meu Deus, que fofura!

Nossa, ele sabe mesmo.

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