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[mulher] Deusa dos dez mil nomes,
Senhora da Vida, Senhora do Terror,
Caminhante do Deserto, Peregrina dos P�ramos.
1425 ERA COMUM
[m�sica de tens�o]
[mulher chora suavemente]
Se for preciso, tentamos de novo.
- [tecido sibila] - [arfa]
[passos se aproximam]
[m�sica dram�tica]
[Drolta] Como fora na aurora dos tempos,
quando a fornalha de sua respira��o criou o deserto,
que assim seja agora.
[chiado]
[grunhe suavemente]
[mulher arfa]
Venha, Sekhmet.
Venha, noite intermin�vel.
Encha nossos cora��es de j�bilo.
- [arfa] - [m�sica desorientadora]
[Drolta] � necess�rio for�a para ser o recept�culo sagrado dela.
[m�sica sinistra]
[m�sica se intensifica]
Consegue senti-la?
- Consegue sentir a deusa em voc�? - [mulher grunhe]
[grita]
[mulher geme]
- [m�sica misteriosa] - [baque do corpo]
[mulher chora]
De novo, n�o.
[m�sica desvanece]
[m�sica-tema]
CASTLEVANIA: NOTURNO
[m�sica desvanece]
[tecidos esvoa�antes]
[insetos zumbem]
[Olrox] Voc� n�o conseguiria salv�-los.
Eu n�o compro s� as brigas que eu posso vencer.
- Ent�o voc� � um tolo. - N�o.
Eu s� n�o sou um animal.
Por que n�o volta pro lugar ao qual pertence?
Eu tamb�m j� vi o bastante, Olrox.
[m�sica sombria]
O bastante pra saber que vale a pena morrer por algumas coisas.
E por outras, n�o vale.
[m�sica para]
[tilintar]
Voc� fez isso pra mim.
Eu ficava olhando pra eles quando eu n�o conseguia dormir
e imaginava os passarinhos al�ando voo.
Eu contava hist�rias pra mim mesma sobre lugares aonde eles iriam,
e toda vez eu sempre os imaginava voltando.
[Tera] N�s temos sorte
quando as coisas que amamos voltam pra n�s.
[m�sica sinistra]
O sol est� se pondo r�pido.
[grilos cricrilam]
Parece mais silencioso pra voc�?
E tem um cheiro no ar.
Ferro.
Carne.
Sangue.
[carruagem se aproxima]
[Maria] A Guarda Nacional.
Todos eles.
[arfa] Quem faria isso? Vampiros?
N�o � luz do dia.
[Maria] Est�o os levando pra Abadia.
[Tera] Erzsebet vai ter um novo ex�rcito de Criaturas da Noite at� amanh�.
Gra�as a ele.
[m�sica dram�tica]
[m�quina estala, range]
- [m�quina sibila] - [ar chia]
Eu tenho uma estima rec�m-descoberta por essa engenhoca.
Eu nasci tr�s vezes.
Na segunda vez, vampira.
E na terceira�
[grunhe, geme]
[choraminga]
[arfa, suspira]
�uma coisa nova e gloriosa.
[m�sica sinistra]
[m�sica se intensifica, para]
[m�sica misteriosa]
[vozes femininas] Annette. Annette. Annette.
Annette. Annette. Annette.
Annette.
Annette.
[m�sica de tens�o]
- Annette! - [arfa, grunhe]
[ofega]
Annette.
T� tudo bem, foi s� um sonho.
E aquilo? � um sonho tamb�m?
[m�sica sinistra]
Isso � obra da Erzsebet.
Mas estamos muito longe de Machecoul.
- Ela tem seguidores em todo lugar. - [pessoas grunhem, choram]
Continue remando.
Vai simplesmente deix�-los pra tr�s?
- N�o temos tempo pra distra��es. - Mas tem pessoas naquela vila.
[pessoas gritam, choram]
V�o ser assassinados se n�o ajudarmos.
Ela t� certa.
N�o podemos s� passar reto.
Se formos resgatar cada alde�o aflito,
a Erzsebet vai dominar o pa�s inteiro antes que tenhamos chance de impedi-la.
Richter.
[mulher chora]
[geme]
[passos correm]
- [pessoas choram] - [vampiro rosna]
[mulher arfa]
[chicote sibila]
[grunhe]
Por ali. � seguro ali.
Corram!
[m�sica de suspense]
[Richter e Annette grunhem]
[rosna]
Ningu�m nunca te falou pra n�o torturar sua comida?
[m�sica heroica]
Nem pra mim.
[grunhe]
[vampira grita]
[m�sica desvanece]
Acho que eu matei todos.
N�o sobrou nenhum pra comunicar a Erzsebet.
Que foi?
Ontem, quando est�vamos enfrentando vampiros�
[respira fundo]
�talvez eu tenha entregado o nosso destino.
- Eu s� tava� - Se exibindo.
Como sempre.
Desculpa. Foi burrice, eu n�o tava pensando.
N�o, n�o estava. Voc� n�o pensa.
O que t� feito, t� feito, Alucard. Agora vamos seguir em frente.
[Alucard suspira]
A�, eh�
Obrigado.
[m�sica suave]
[Criaturas da Noite rosnam]
[Edouard] Voc� era uma capit� do Ex�rcito Revolucion�rio.
Era.
E agora eu�
Eu sou uma coisa nova e gloriosa.
O que voc� era?
Desde quando eu era menino,
eu s� sonhava com a �pera.
Quando eu cantava, as pessoas me amavam.
Elas assobiavam e ovacionavam, jogavam moedas aos meus p�s.
Eu usava seda parisiense.
Eu bebia champanhe.
Mas o mundo � sombrio e cruel
e cheio de monstros.
E isso foi demais pra suportar.
Voc� tamb�m pensava assim, capit�.
Por isso se juntou ao Ex�rcito Revolucion�rio.
Sim.
Para expurgar o mundo de monstros.
Mas aqui estamos.
[Criatura da Noite rosna]
Maria.
Maria!
[arfa]
[Juste suspira]
- [raposa uiva suavemente] - [suspira]
[raposa choraminga]
[m�sica sinistra]
[sibilo suave]
[sibilo]
[m�sica sombria]
[sibilos e cliques perturbadores]
[Maria] S�o diferentes quando estou com raiva.
Eu os conjuro de algum outro lugar?
E eu os altero de alguma forma?
Talvez eu esteja criando monstros.
Igual ao meu pai.
[m�sica melanc�lica]
Tudo isso aconteceu por culpa minha. Foi culpa minha voltar pra abadia,
- � culpa minha que voc�s� - Nada disso � culpa sua.
Era minha fun��o manter voc� segura, e eu faria isso de novo mil vezes.
Esse � o lugar onde eu te ensinei a conjurar criaturas de outros mundos.
A controlar sua magia.
Voc� se lembra do que eu te disse?
Eu te ensinei que a magia � sutil como uma l�mina,
e ela tem dois lados.
E pode ser usada pra sobreviv�ncia ou aniquila��o.
[m�sica sinistra]
Acho que j� aprendi todo o necess�rio sobre sobreviv�ncia.
[m�sica sombria]
Alucard est� a caminho de Paris.
[suspira]
[Drolta] Eu partirei logo, Vossa Magnific�ncia.
E darei um susto nos vermes.
Logo, Sekhmet estar� plena de novo.
E ent�o eu serei plena.
[pigarreia]
Ah, veja, ele est� esperando uma recompensa.
[ri]
[Drolta] O prazer ser� todo meu.
[m�sica sinistra]
- Ajoelhe-se. - [arfa]
[chia]
[arfa, grunhe]
[choraminga, grunhe]
- [chiado] - [geme]
Ave, Guardi� da Luz,
- M�e dos Mortos. - [Erzsebet ri]
- [gargalha] - [vampiro geme]
[Drolta] Olrox.
Mais uma vez, eu me pergunto onde voc� esteve.
Admirando a brutalidade com a qual voc� exterminou o Ex�rcito Revolucion�rio.
[vampiro chora]
[Olrox] O que ele fez?
Uma demonstra��o sincera da lealdade dele.
E me ocorre agora, Olrox,
que voc� n�o fez tal coisa.
[Olrox] Como a senhora sabe, eu tanto a admiro quanto a venero, deusa.
N�s sacrificamos tudo o que t�nhamos pra servir Erzsebet.
O que voc� j� sacrificou, Olrox?
Pelo que voc� morreria?
Ou por quem?
S� pela senhora.
[m�sica de suspense]
[passos se aproximam]
Se me ama, Olrox�
pode carregar isso no seu rosto.
[grunhe]
[Olrox grunhe]
[m�sica de tens�o se intensifica]
[chiado]
[m�sica desvanece]
[Mizrak] Todos os homens est�o mortos.
E ainda assim, aqui n�s resistimos.
O que est� fazendo aqui, Mizrak?
Estou aqui pra dizer que n�o � tarde demais, Emmanuel.
Para lembr�-lo que, mesmo no �ltimo momento,
o ladr�o se arrependeu e foi perdoado.
[ri]
Como acha que eu me arrependeria?
Desfazendo as Criaturas da Noite?
Barganhando minha alma de volta?
Ela vai me matar, se eu desobedec�-la.
O homem que eu conhecia nunca teve medo de morrer.
Voc� n�o me questionaria se tivesse um vislumbre do que eu vi do outro lado.
Se ouvisse, �s vezes, no crep�sculo�
gargalhadas silenciosas.
O inferno�
te aguardando.
Sussurrando o seu nome.
[Mizrak] Voc� me disse que valeria a pena
porque planejava usar as Criaturas da Noite para matar Erzsebet.
Por que n�o faz isso agora?
[ri]
Porque agora eu vi
que ela pode esmag�-las com as palmas das m�os.
Ent�o voc� lutou tanto para tirar o mundo das m�os dos revolucion�rios
somente para depois entreg�-lo a ela.
[Abbot] Eu achei que poderia usar as armas do inferno para lutar pelo para�so.
Quando Erzsebet finalmente engolir o Sol e inundar esse mundo com escurid�o,
vamos descobrir que eles tiveram mais sorte do que n�s.
Aqueles que n�o viveram para ver.
[m�sica sombria]
[vento sopra]
Na primeira vez que eu toquei o Outromundo,
foi como rasgar um buraco no tecido do mundo.
Eu me lembro do medo que senti do que eu poderia conjurar.
Eu j� senti esse medo v�rias vezes.
Isso t� te limitando.
Posso senti-las.
Coisas estranhas do outro lado.
Criaturas que querem sair de l�.
[sibilo]
- [sussurros m�gicos] - [sibilo]
[ru�dos m�gicos]
[arfa]
[arfa]
[ofega]
- [vento sopra] - [ru�dos se intensificam]
[ru�dos param]
- [rosna] - [Maria grita]
- [Criatura rosna] - [passos pesados]
- [passos continuam] - [m�sica de tens�o]
- [rosna] - [Maria arfa]
[rosnados]
[Tera] O que faz de alguma coisa um monstro?
[grunhe]
[rosna]
Voc� nunca vai control�-lo, se tem�-lo.
[Criatura rosna]
[Maria grunhe]
- [m�sica misteriosa] - [rosnado para]
[Criatura grunhe suavemente]
Pra control�-lo como fa�o com minhas aves, eu preciso domar parte da natureza dele.
Ser mais como ele.
Poderosa. Predat�ria.
Mortal.
[passos pesados]
[m�sica desvanece]
- [tinido da l�mina] - [m�sica de suspense]
[Juste] Maria, saia do caminho.
Ei, quem � voc�?
- O que est� fazendo aqui? - [grunhe]
Tentando salvar a sua filha. De voc�.
- N�o, para! Ela n�o � igual a eles. - [estalos do gelo]
[grunhem]
Me mostre um rato que seja diferente de qualquer outro rato.
Eu j� vi centenas de vampiros na vida e s�o todos iguais.
- [ossos estalam] - [geme]
[grunhe]
[arfa]
[grunhe]
[sibila]
[grunhe]
[m�sica desvanece]
[Tera ofega]
Desculpe.
Juste, eu�
Eu n�o quero matar voc�.
[rosnados ao longe]
- [passos marcham] - [rosnados continuam]
[Juste] O que s�o eles?
[Maria] A Guarda Nacional.
Olhar pra eles me deixa enojada,
sabendo que ele fez isso.
Transformou todos em Criaturas da Noite.
Ele precisa ser detido.
[asas batem acima]
Aquilo tamb�m � uma Criatura da Noite?
[Tera] Drolta.
[vento sopra]
[arfa] Como isso � poss�vel?
[arfa] E a Maria?
[m�sica de tens�o]
- N�o! [grunhe] - [chiado]
Ela t� indo pra abadia.
Juste, vai atr�s dela.
N�o consigo chegar l� r�pido o bastante pra salv�-la.
- Salv�-la do qu�? - Do que ela t� prestes a fazer.
Ela vai matar o pai dela.
[m�sica de tens�o]
- [nota dram�tica] - [m�sica desvanece]
- [rosnados] - [m�sica sombria]
[asas batem acima]
[Drolta] Veja s� isso.
Estamos muito perto agora.
De tudo o que n�s sempre quisemos.
[m�sica inquietante]
- [estala os dedos] - [rosna]
Eu retornarei ao p�r do sol.
[m�sica se intensifica]
- [m�sica desvanece] - [sino soa]
[falat�rio indistinto]
Paris � sempre desse jeito?
D� pra sentir a tens�o.
[bateria militar toca]
Algo est� prestes a acontecer.
[m�sica sinistra]
Acho que aquele � o rei.
Acho que n�o � mais.
Qual Luiz � ele? Eu j� perdi a conta.
Ouvi chamarem ele de Luiz �ltimo.
Sou totalmente a favor de decapitar vampiros aristocratas.
Digo, pessoas que s�o mesmo malignas. Mas isso n�o t� indo um pouco longe?
Como pode dizer isso?
� que n�o parece totalmente justo pra mim.
Eu t� do lado da revolu��o, mas ele n�o era um homem mau.
At� a Maria diz que ele n�o era particularmente um rei ruim,
e todas essas velhas fam�lias�
A fam�lia Bourbon.
Os Belmont. Sei bem.
�, eles devem parecer muito inferiores, j� que � parente de um deus de verdade.
N�o se trata de reis bons ou de reis ruins.
Ningu�m pode reinar inocentemente.
Esse � o pre�o.
Esse � o jeito que deixamos a mudan�a entrar.
[Alucard] Pela janela da vi�va.
[zomba] N�o me diga que � monarquista, tamb�m.
Eu sou realista.
Mas tamb�m sou muito velho.
N�o que quando se vive por s�culos voc� pare de se importar,
mas com muitas rebeli�es e revoltas voc� entende os padr�es.
[m�sica misteriosa]
Come�am com esperan�a e terminam com banho de sangue.
Ou j� come�am com banho de sangue e terminam com banho de sangue.
[popula��o clama]
Annette, o que foi?
Annette.
[bateria para]
[esmaga]
[popula��o comemora]
[m�sica sinistra]
[vento sopra]
Annette?
[m�sica inquietante]
[m�sica se intensifica]
[m�sica desvanece]
[m�sica sombria, et�rea]
[m�sica desvanece]
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