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Original subtitles

HORA TRÊS

9H00 - 10H00

- Merda! - O que foi?

- Acho que lhe parti costelas. - Estás a fazê-lo bem.

Terceira de epi administrada.

Vá lá.

Liguem-me se ressuscitar.

- Olá, Perlah. - Doutor?

- Os teus filhos têm animais? - A minha casa parece um zoo.

- Tens um cão? - Nem cães nem gatos.

Ouvi a minha mãe. Não quero animais que não sejam enterrados no mar.

Não sei se entendo.

Já mandou porquinho-da-índia pela sanita? Explique-o ao canalizador.

É bom saber.

- Como está o tipo da asma? - Responde ao albuterol.

Outra nebulização e alta com prednisona.

Como estão as Cadeiras?

Está tudo bem.

A Dra. Mckay é simpática.

A Cassie? Sim, ela é ótima.

Está aqui há muito?

- Há algum. Porquê? - É só curiosidade.

O que fez ela antes disto?

O que fez? Como assim, na escola?

Escola, trabalho, vida pessoal...

Quero conhecê-la melhor.

Pois, eu não...

Não sei muito. Tem um filho, sei isso.

Ela é muito reservada.

- Algo mais? - Não, desculpe. Obrigada.

Como estamos com libertar algumas camas?

A senhora nepalesa do pé esmagado, a Minu, ainda aguarda o bloco?

Foi ultrapassada pela fratura do Ben Kemper.

Ele acabou de subir.

Também aguardo a fasciotomia da eletrocussão.

E a overdose na 7 central?

O Robby quer mais exames. Está estável e ventilado.

- É doador de órgãos? - Não tenho a certeza.

Então, porque o tem ele aqui?

Não sei. Talvez veja algo e nós não.

Ou talvez aguarde algo que não existe.

O que existe é um miúdo de 18 anos chamado Nick Bradley.

É mesmo? Não quero ser idiota, mas...

- Não consegues evitar? - Não. É triste, mas ele morreu.

Se o levarem para a UCI,

essa cama pode ajudar alguém.

O Robby está a ajudar alguém. Na verdade, duas pessoas.

Estão lá agora a rezar pelo filho morto.

Só ainda não aceitaram a situação.

São nove horas e já me estás a chatear.

Está bem, vejamos. Quem temos na montra da morte?

Fraco e tonto. Não, obrigado.

Dor no flanco. Preciso de urina antes. Abcesso nas nádegas.

Bom caso para estudantes.

Não os podes selecionar.

Aceito vómito projetado na 5 norte por 200, Alex.

Poderá ser possessão demoníaca?

É tão provável como não dizeres nada estúpido.

Por amor de Deus, sai daqui. És como um filho indesejado.

Como se sente, Minu? Tem dores?

INTÉRPRETE

Não dói, mas tenho sede.

Não pode beber antes da cirurgia, mas arranjo-lhe cotonetes de limão.

Obrigada.

- Perdão? - Quando nasce?

Dá sempre para ver.

Parabéns.

Obrigada.

Quando veremos melhoras?

Pode demorar horas. Ou dias.

Até pode ser nunca.

Não espero nada durante uns tempos.

Porque não vão tomar um café ou comer algo?

A enfermeira liga-vos se houver alterações.

Obrigado. Seria bom.

Não saio daqui.

Como queiras. Vou buscar um café.

Vou ligar à Sarah e aos miúdos. Onde é?

Vai por ali, pelo corredor, à direita.

E desculpe se a minha irmã parece um pouco enérgica.

Tudo bem. Isto não é fácil.

Os pais da overdose, Lily e John Bradley,

querem saber os resultados dos exames.

Está bem, já vou.

- E os ratos? - O que têm?

Foram apanhados?

- Não sei. - Descobre.

Não é o meu trabalho.

És responsável pelas Urgências. Os ratos estão aqui.

Isso torna-te responsável.

E tenho regras sobre bichos no trabalho.

É bom saber.

Podes ver uma crise de anemia falciforme?

Vou para lá agora.

A UCI diz que ainda não tem quartos.

Tretas! Esme, vai ver por mim.

Envia para lá o tipo da eletrocussão até o bloco estar pronto.

Obrigado.

- Deram a terceira epi? - Há três minutos.

Isto dura há quanto tempo?

Aqui há dez minutos, talvez 30 antes disso.

Deixa-me tentar uma pericardiocentese?

- Para quê? - Para treinar.

- Caso seja tamponamento. - Não surgiu na ecografia.

- Aqui aprendemos. - Isto não é um cadáver de estudo.

O que chama a isto?

- Precisas de uma pausa? - Estou bem.

Não pareces bem.

Para tudo.

Ainda não há ritmo.

Whitaker, acho que já chega.

A última epi foi há quatro minutos. Mais um minuto.

Ajudem-me, por favor! A minha amiga precisa de ajuda.

- Então? - A minha amiga.

Onde está ela?

Está no meu carro.

- Não acorda. - Mateo, maca!

- Como se chama? - Jenna.

Vá lá, Jenna. Acorda por mim, querida.

Pupilas mínimas, quero...

- Naloxona. - Sim.

Segura-lhe a cabeça, Javadi. Pronto.

Não responde. Podemos ter de entubar.

Arranjem um quarto e abram um carrinho.

Não encontro pulsação da carótida.

Cinco minutos desde a última epinefrina.

Pronto, suspende as compressões.

Bem-vinda de volta.

Ela está bem.

Ele levou a mulher a jantar ontem...

Era o aniversário dela.

Vamos parar todos. Vejam os outros doentes.

Depois falamos aqui com a Kiara.

- Cama quatro. - Onde raio estou?

Centro Médico de Trauma de Pittsburgh.

- Porquê? - Não acordava.

- Estou aqui, Jenna. - Acordou com naloxona.

- O que tomou, Jenna? - Nada.

Algo foi, para causar isto.

Só fiquei acordada até tarde a estudar e não adormecia.

Tomou algo para adormecer?

Temos de saber para a tratarmos bem.

- Sabe o que ela tomou? - Não.

Isto pode ser um sinal de algo grave

e temos de fazer exames que...

- Pronto, tomei meio Xanax. - Não é nada.

Está tudo bem. Está bem?

- Já tomou Xanax antes? - Foi a primeira vez.

Certo.

Respire fundo.

Vá lá.

Ouviu o Dr. Robby. Vamos parar. Beba um café.

Não, estou bem. Obrigado.

Conhecia-lo?

Não, não conhecia. E tu?

Acabei de o conhecer. Foi o meu primeiro doente a morrer.

Lamento.

Estás bem?

- Sim. - Mesmo?

Só me estava a lembrar da primeira...

De vez em quando, tenho uma resposta emocional à morte.

É difícil para um médico.

Às vezes, pode ser.

Pelo menos, não sou patologista.

Estava a brincar.

Não sou contra os patologistas.

Claro.

Nova radiodensidade no lobo médio direito.

É pneumonia?

Talvez, ou só alterações da vaso-oclusão celular.

É síndrome torácica aguda. Damos-lhe antibióticos,

só por precaução.

Já passámos por isto.

Cefalosporina e um macrolídeo.

Sim. Está em boas mãos.

Posso fazer inserção?

- Em que doente? - Qualquer um.

Nunca fiz um dreno torácico.

Estás a pedir-me para reservar qualquer admissão

que precise de um dreno torácico?

Não todas. Ficaria feliz só com uma.

Mas se me quiser dar mais, também não me importo.

Mas isso é consigo. Alinho em tudo.

Confiança e ambição são ótimas,

especialmente combinadas com respeito e humildade.

Muito bem. Que mais correu bem?

Verificámos causas reversíveis de paragem cardíaca na ecografia.

Está bem, ótimo.

Desejavam que algo fosse diferente?

Ele devia ter tido um monitor cardíaco.

Teria sido detetado.

É verdade.

Mas nada indicava isto.

E agora sabemos que a dor abdominal não era dos cálculos,

mas da angina instável por doença coronária.

Devia ter ido para a Cardiologia.

Fizemos um ECG, troponina, tinha uma classificação HEART de três.

O que significa?

Um por cento de hipóteses de evento cardíaco adverso em 30 dias.

O normal é dar alta com acompanhamento ambulatório.

Ele era seu, Dr. Whitaker.

Alguém quer dizer algo

antes de refletirmos em silêncio?

Ele gostava de bourbon do Kentucky.

Está bem, ótimo. Também gosto.

- Mais alguma coisa? - Não sei, acabara de o conhecer.

Ele parecia simpático, era casado.

É tudo o que tenho.

Falei com a mulher dele. Vem a caminho.

Se quiserem falar mais sobre isto, estou disponível.

Vamos partilhar bons pensamentos pelo Sr. Milton.

Pronto. Já chega. Vamos salvar umas vidas.

Whitaker.

Como te sentes?

Nada bem. Estava só a falar com ele.

- Agora morreu. - É a forma mais difícil.

- Dói sempre. - Especialmente se temos culpa.

A culpa não foi tua. Nem de ninguém.

Nenhum médico veria isto.

Ouve, é uma treta.

Mas hoje era o dia de este tipo deixar este corpo mortal.

Morrem 150 000 pessoas todos os dias e apanhaste uma.

Mas aprendes a viver com isso. E a aceitar

que não somos imortais, e encontras o equilíbrio.

O doutor encontrou-o.

Não, nem lá perto.

Mas continuamos a tentar, é tudo o que podemos fazer.

Estás a ir muito bem, Whitaker. Aguenta aí.

- Obrigado. - Está bem.

- Vou para ali. - Está bem.

A nossa assistente social está aqui, se quiseres falar.

Está bem, sim.

Pronto. Vai recuperar.

- Sim? - Boa sorte.

Espere. O que acontece agora?

Monitorizamo-la umas horas para garantir

que não precisa de naloxona.

- Só isso? - Sim.

Devia falar com os seus amigos. Devia falar com toda a faculdade.

Não devem tomar comprimidos

sem receita, a menos que queiram acabar aqui.

O fentanil está em todo o lado.

Está em tudo nas ruas.

Monitorizo quanto tempo?

Tenho de ir à casa de banho.

- Ficas bem até eu voltar? - Claro.

Ótimo, obrigada.

Posso ser muito agressiva.

Desculpa?

É um mecanismo de defesa contra a insegurança.

Estás a brincar...

Sim, mas desculpa se te magoei.

Quero que nos demos bem.

Quero ser tua amiga.

E, sinceramente, quero que a tua mãe me escreva

uma ótima carta de recomendação.

- Vais para cirurgia geral. - Talvez.

Mantenho as opções em aberto.

Queres que cative a minha mãe por uma incerteza?

Quando falas assim, parece indecente.

E um pouco sensual, mas sim.

Sou sincera para sermos amigas.

- Amigas? - Já ouviste falar sobre isso?

Amigas, companheiras, confidentes. Há programas sobre isso.

- Pois... - Choca.

Não me deixes pendurada, Quedas. Bate aí.

Posso chamar-te isso, já que somos amigos?

- Está bem. - Vamos trabalhar nisto.

No teste da apneia, mantemo-lo a 100 % de oxigénio,

mas o ventilador não lhe dará ar.

Por quanto tempo?

Dez minutos. Vamos monitorizar os níveis de CO2.

Se forem muito elevados,

saberemos que o tronco cerebral não lhe diz para respirar.

E isso significa...

Isso significa que não há função cerebral

ao nível mais fundamental.

A Princess vai monitorizá-lo e eu voltarei

com os resultados.

- Está bem. - Sim.

Está bem.

Odeio este hospital de merda!

Este é o Hank.

O que aconteceu?

Nada. Estávamos a encaixilhar e o meu amigo Joey entrou.

Ele disse: "Um tipo entra num bar com um prego na cabeça",

e apontou a merda da pistola de pregos à minha cabeça.

Passei-me e, na confusão que se seguiu,

ele dispara aquela merda!

- Corpo a corpo? - Sim, como numa luta,

numa altercação.

Acha que, por trabalhar nas obras,

sou uma merda a falar?

Trauma de nível um, agora.

Não, senhor.

- Intracardíaco, sem dúvida. - Isto dói como a merda!

Vamos descontrair e moderar o tom.

- Há aqui crianças. - Quer que me modere?

Tirem-me a merda do prego.

E dão-me algo para as dores?

Estabilizar o prego.

Hank, vamos cortar a camisa.

Se ma corta, compra-me uma nova.

Pode escolher uma nos nossos perdidos e achados.

Como aconteceu isto?

Pistola de pregos, penetração profunda no peito esquerdo.

O que parece?

- Hank, toma medicação diária? - Não.

- Tem alergias? - Não.

Dão-me algo para as dores?

Isto é um hospital ou não?

- Muito em breve, Hank. - Deve dizer isso a todos.

Pulsação 120. TA 100 por 65.

2 mg de morfina.

A bala no fígado está a recuperar. Está novo.

Parece intracardíaco.

- Acertaste. - Agora tem piadas.

Não. Estou só a dar-lhe analgésicos.

Pequeno derrame pericárdico, mas sem indícios de tamponamento.

- Ainda não. - Digam-me.

Preciso de um padre?

Taquicárdico, com tensão limite. Pode descompensar.

Aguardar com duas de sangue.

Fala a Garcia. Caso cardíaco imediato.

Estou a morrer e não me dizem nada?

Hank, há sangue a acumular-se no saco à volta do coração.

Precisa de cirurgia antes que o coração pare pela pressão.

- Tirem a merda do prego. - Isso mata-o.

Quero uma segunda opinião. Onde está o meu telemóvel?

Vou ao Presby, é um hospital a sério.

Posso levá-lo em dez minutos.

- Entubamo-lo primeiro? - Quanto mais cedo, melhor.

Ótimo. 120 de sux, 100 de cetamina.

Javadi, vais participar.

- A sério? - Já. Vamos lá. Vamos.

Código STEMI, cinco minutos.

Código STEMI, chegada em cinco minutos.

- Posso começar o STEMI com a Mel. - Sim.

Este sítio não presta. Vou destruir-vos no Yelp.

Mais ninguém virá a este pardieiro, juro por Deus.

Que o ouçam!

Kiara? Sou a Dra. Melissa King. Todos me chamam Mel.

Sim, já nos conhecemos.

Certo.

Queria perguntar-lhe sobre o Tyler,

o rapazinho que comeu a goma de marijuana.

Foi para a pediatria para observação.

- E os pais? - Estão lá com ele.

A Proteção de Menores fará uma visita ao domicílio,

mas não envolveu a polícia.

Não te preocupes, ninguém lhes tira o filho.

Ótimo. Isso é bom.

Mas os pais podem precisar de terapia de casal depois disto.

Mas acho que o pequeno Tyler vai ficar bem.

- STEMI comigo, Mel. - Estou aqui.

Dana, o que está vago?

- A Trauma 2. - Mantém-na assim.

O nosso tempo alvo de porta-balão para os STEMI é de 51 minutos.

- Ambicioso. - Mas exequível, como vais ver.

Vamos lá.

Boa vista da glote. Tira os olhos do ecrã.

Agora, olha pela boca...

... e insere o tubo à volta da curva.

Roubaste a minha aluna da triagem?

- Como se está a portar? - Muito bem.

Agora olha para o ecrã.

E avança pelas cordas.

- Bom trabalho. - Obrigada.

A TA baixou, 72 por 38.

O derrame aumentou, colapso do VD. Pericardiocentese?

Outra unidade no infusor.

Preparar para toracotomia. Saiam.

- Vamos voltar à triagem. - Não queres ficar?

Ainda há 30 doentes para avaliar.

- Está bem. - Alguém disse toracotomia?

- Por tamponamento. - Dra. Garcia, posso...

A traumatologia faz as toracotomias esquerdas.

As Urgências têm as direitas se precisarmos de prolongar.

Luvas, miúda. Estás na sucção.

Avançar o tubo ET para a via direita.

Lâmina 10.

Tesoura.

Dra. Santos, como corta as intercostais?

Através da costela superior para evitar o espaço neurovascular.

- Certo. - Retrator.

Sucção total. E livrem-se do prego antes que me acerte.

É para já.

O prego está intacto e inteiro.

Fórceps dentados.

A abrir o pericárdio.

Isto é fixe como a merda!

Dra. Santos, o senhor e este doente partilham o vocabulário.

Sim, praguejo muito. Desculpe.

Dizem que é sinal de inteligência.

Eu acho que é falta de autocontrolo.

Mas que merda sei eu?

Uma perfuração no ventrículo esquerdo.

Um dedo inserido.

Com a primeira unidade, a pressão subiu.

O coração enche bem.

Ponto de colchão e já está.

Para a hemorragia.

O STEMI já chegou.

- Está tudo bem? - Estou a fechar para o BO.

Prolene 2-0 em agulha curva.

O Sr. Ed Gellin tem 52 anos

e historial de hipertensão e hiperlipidemia.

Vinte minutos de dor subesternal.

Dez em dez com dispneia e diaforese.

A TA é de 152 por 95. Está com 324 mg de aspirina infantil.

Certo.

Sangue colhido, começou a segunda IV. A TA está estável.

Elevação ST de sete milímetros nas ligações anteriores.

- Às vezes, isto são lápides. - Abra.

- "Lápides?" - Suba a língua.

Sr. Gellin, está a ter um ataque cardíaco.

A artéria do oxigénio está quase totalmente bloqueada.

Não me soa bem.

Não é nada bom. Vai fazer um cateterismo.

Um cardiologista vai desbloqueá-la com um balão

e pôr-lhe um stent.

Ainda estou a ter um ataque?

Se correr bem, é como se nunca o tivesse tido.

Vamos por um cateter nesta artéria.

Rapamos estes pelos.

Que não seja depilação completa...

Temos essa opção. Mas é mais cara.

Muitos seguros não a cobrem.

- Não me faça rir. Dói. - Combinado.

- Ligamos a alguém? - À minha mulher.

Já tenho o número.

Vamos ligar-lhe. Aguente, eu já venho.

O teste de apneia terminou.

Pode ver os resultados?

Ainda faltam as análises ao sangue.

Demoram uns minutos.

Vou ter convosco quando terminarmos.

Colchão horizontal no sítio com excelente hemostase. Corta aqui.

Toalha húmida e estéril. Vamos lá.

Falei com a cardiotorácica. Vão ter ao bloco.

Bom trabalho.

A passar!

Bom trabalho.

- Boa sorte, Sr. Gellin. - Obrigado.

De nada.

Dois salvamentos. Mesmo espetacular.

Segurei um coração humano nas mãos.

Devíamos comemorar.

Devíamos limpar estes quartos e trazer mais doentes.

- É um bom plano. - Não há descanso.

- O STEMI foi rápido. - Tempo é miocárdio.

E as estatísticas porta-balão são analisadas, criticadas

e publicadas online.

Porta-balão?

Tempo desde que chegam

até o balão da angioplastia ser inflado.

Em menos de 51 minutos,

revertemos o ataque cardíaco e salvamos uma vida.

Quem me dera que o Sr. Milton tivesse um STEMI.

Obrigado por me ter deixado tentar tudo.

Pensei mesmo que o traríamos de volta.

Pois. Apesar de fazeres tudo bem, nem sempre tens o que esperas.

Os meus pais tinham anemia falciforme

e fui diagnosticada em recém-nascida com o padrão de hemoglobina FS.

- Tomou penicilina? - Até aos cinco anos.

Depois a vacina funcionou.

Ela tem todo o historial no telemóvel.

É extremamente longo.

- Dra. Mohan, podemos falar? - Sim. Com licença.

- Há algum problema? - Não. A dor está controlada.

Sabes que é uma forma de perguntar

porque passas tanto tempo com uma doente?

És uma R3.

Como tal, deves ver dois doentes por hora.

Tenho dois. A Joyce e o Sr. Wallace, o bom samaritano.

Que está comatoso e estável. Já devias ter quatro.

Tenho o maior nível de satisfação.

Não duvido, mas tivemos esta conversa há umas horas.

Sei que me chamam Câmara Lenta.

Não tens de confirmar.

Antes, isso magoava-me, mas sou assim.

Trabalho à minha velocidade.

Porque tens medo de cometer um erro?

Claro que tenho medo. Tu não?

Claro. Sabes o que quero dizer.

Se cometes um erro, alguém morre

e sentes-te tão mal, que não o repetes.

- Porque é isso errado? - Perdes tempo e dinheiro

em exames desnecessários.

Fazes os doentes esperarem demasiado.

Perdes casos com que podes aprender.

Desvalorizas a tua formação.

Não digo isto para ser duro.

Digo-o porque sei que consegues,

mas tem de ser a um nível que seja aceitável.

E se não for?

Devias procurar outra especialidade.

Já pensaste em psiquiatria?

Não quero psiquiatria.

- Quero estar aqui. - Então,

por muito boa que sejas ou te esforces,

cometerás outro erro. E alguém pode até morrer.

Isso é ser médico de emergência.

Se não aceitas isso, talvez este não seja o teu lugar.

- Posso aceitar isso. - De certeza?

- Sim. - Está bem.

Ótimo. Vai salvar algumas vidas.

E liberta umas camas.

Gostaria de um chá, se for possível.

Quer chá, querida? Vou buscá-lo.

Obrigada, querida.

O Dr. Robby está disponível?

Está com um doente. Posso ajudar?

O meu pai está a mexer-se.

- Está bem, eu digo-lhe. - Obrigada.

É bom ou mau?

Se não houver respiração espontânea, os níveis de CO2 sobem acima de 60.

Então, 82

significa que o tronco cerebral não o faz respirar.

Como podem resolver isso?

Não podemos. Lamento.

Mas com descanso e tempo...

Isto não se cura por si.

Tem de haver algo mais que possamos fazer.

O Nick é o nosso único filho.

- Esse exame é 100 % exato? - É.

Não há mais nada?

Podemos fazer um estudo de perfusão cerebral.

- Sim. - Devem perceber

que será o último exame.

Se não houver fluxo sanguíneo no cérebro do Nick,

confirmará...

... sem sombra de dúvida, que houve morte cerebral,

o que significa que ele morreu.

Então, esperamos e vemos.

Liga à medicina nuclear e façam-no.

É para já.

- Volto já. - Obrigado.

O Sr. Spencer na 9 central, tentou tirar o tubo ET

e está agora amarrado.

Não surpreende. Aumenta o propofol.

E a irmã do veterano morto acabou de chegar às Cadeiras.

- Podes... - Pô-la na sala de visitas?

- Por favor. - Claro.

Peço à Perlah e à Princess para prepararem o corpo.

Algum progresso?

Não. Podes também ficar de olho no Whitaker?

Já o estou a fazer. Sei que perdeu o primeiro doente.

Só não quero que isso o abale.

Achas que ele está preparado?

Ainda não sei. Quero dar-lhe uma oportunidade.

Certo.

Olá, fofinho.

Myrna, o que a traz aqui hoje?

Matei o meu marido.

Como o fez desta vez?

Passei-o por um moedor de carne.

O melhor é pegar noutro e continuar.

Está bem.

O Sr. Fulton da 14 central só precisa de uma dose de Mylanta para o refluxo

e evitar comida que diga "flamejante"

durante uns dias.

Está bem, obrigado.

- 14 central. - Claro.

Pode-me dar Mylanta para o Sr. Fulton na 14 central?

Vai demorar.

Se tiver pressa, procure nos primeiros socorros.

- Onde é? - Na sala.

Eu mostro-te. Está tudo bem?

Nem por isso.

- Perdi um doente. - Ouvi dizer.

- Também ouvi que não tiveste culpa. - Não fico melhor.

Pois não. Lamento. Infelizmente, faz parte.

Se te ajuda, fui repreendida por trabalhar devagar.

Se ouvires falar na Câmara Lenta, sou eu.

Mas és mais rápida do que eu.

Gosto de dizer que fica mais fácil. Há dias que sim.

O resto do teu turno será melhor. Agita-o primeiro.

E certifica-te que a tampa está bem fechada.

Pronto.

Credo...

Todos parecem ser próximos.

Tu vês uma família, eu vejo cada um por si.

Aliás, não é totalmente verdade. Há aqui família.

A mãe do Javadi é cirurgiã lá em cima.

- A sério? - Sim.

- Deve ser ótimo. - Estás a brincar?

Quanto à tua mãe, não sei, mas não quereria a minha

perto de mim. Nem pensar.

A minha mãe faleceu.

Ela tinha um feocromocitoma maligno muito agressivo.

Lamento.

Infelizmente, a minha vai viver para sempre.

Não, ela estava mesmo morta. Ainda estou a tremer.

Não, ela estava morta. Mesmo morta.

Acho que o coração dela parou. Estava literalmente morta.

- Acho que estava morta. - Quem?

Aquela de quem ela fala.

Caso não tenhas percebido, uso sarcasmo e comédia como escudo.

- Foi o que me disseram. - Obrigada por falares comigo.

- Mel, não é? - É.

Foi bom falar contigo, Mel.

Também foi bom falar contigo.

Espero mesmo que possamos ser amigas.

Posso ajudar em alguma coisa, Dr. Robby?

Estamos melhor sozinhos, obrigado.

Ele está sempre a tentar tirá-lo.

Vamos sedá-lo mais.

Porque está tão agitado?

Pode sentir o tubo na garganta

ou que está num sítio estranho.

Ou pode ser falta de oxigénio no cérebro.

- Precisa de mais oxigénio? - Ele está a 100 %.

É o mais alto possível.

Aquilo é a tensão a descer.

Isso pode ser tratado?

Normalmente, sim, com fluidos intravenosos.

Mas, agora, isso só lhe encherá os pulmões

e diminuirá o oxigénio.

Não podemos fazer mais nada?

Podemos colocar um cateter IV na veia jugular, até ao coração,

e administrar Levophed, um medicamento poderoso,

para contrair as artérias e aumentar a tensão.

Mas isso pode causar falência orgânica.

Lamento muito, mas cada novo passo é ainda mais invasivo,

pode causar mais sofrimento e ter benefícios mínimos.

Olá. O Dr. Robby disse que voltava em breve.

Sim. Ele está com um doente, mas eu aviso-o.

O meu filho morreu, não foi?

Não sou médica, Sr. Bradley, mas acredito em Deus

e rezo pelo seu filho com todo o meu coração.

Ela pensava ser Xanax, mas era fent...

- Obrigada. - Sim.

Um momento. Sim?

- Esteve mesmo morta? - Sim, totalmente.

- Sr. Bradley? - Vince?

Não, o meu pai vai passar-se.

Eu sei, só precisava de dormir.

- Pensava que estava. - Onde arranjaste a droga?

- Quem é o senhor? - Deste-as ao meu filho?

Deste drogas ao meu filho?

Sr. Bradley, não pode entrar aqui. Por favor.

- Quem é ele? - Diz-me a verdade.

- Segurança! - O pai do Nick.

- Drogaste o meu filho? - Onde está a segurança?

O teu filho deu-me as drogas, idiota! Pergunta-lhe.

Ele está morto, e tu és uma maldita mentirosa.

Mataste o meu filho!

Mataste a porra do meu filho!

DIGITALIZAR IDENTIFICAÇÃO

DISPENSA - DEVOLUÇÃO

Não há batas aqui dentro.

Tens de pôr a antiga antes de te dar uma nova.

O quê?

Perdoe-me, Sr. Milton.

Perdeste o melhor do dia.

Já soube. O que aconteceu?

O pai do miúdo em morte cerebral vai atrás da doente

que ele acha que deu ao filho as drogas que o mataram.

- Céus! Como se lida com isso? - Não faço ideia.

O que aconteceu? Tivemos um acidente?

Achas que uso isto por opção?

- Número um ou número dois? - Entornaram-me umas coisas.

Foram fluidos corporais? Teus?

- Não e não. - É de quando mataste o tipo?

Não o matei.

Ele teve um enfarte a dormir.

Calma, Huckleberry, estou a gozar.

A verdade é que só és médico após perderes pelo menos um doente.

Safaste-te bem. A culpa não foi tua.

Nem todos nos confortamos a ouvir isto.

Mas tenta não matar mais ninguém.

- O que estou a ver? - Sr. Bill Philbin, 46 anos.

Tropeçou enquanto passeava o cão.

Ele viu um esquilo. E é da minha mulher. Nem sequer gosta de mim.

- É óbvio. Onde está o cão? - Espero que a ser abatido.

Vá lá, querida.

DEVOLUÇÃO BEM-SUCEDIDA

À PROCURA DO SEU ITEM AGUARDE, POR FAVOR

Boa!

Desculpe.

Só quero entender como isto pôde acontecer ao nosso filho.

Não consigo parar de pensar em porquê o Nick e não ela.

Não consigo evitar.

Acho que seria bom falarem com a nossa assistente social.

Estão abertos a isso?

Nada disto é justo.

Não, não é.

Mas ele ainda respira.

O ventilador respira por ele. Morte cerebral é morte.

E o último exame que aguardamos?

Quase garanto que dirá o mesmo.

Lamento imenso.

Fizemos o que pudemos pelo vosso filho.

A nossa assistente social está aqui para vos ajudar.

Ela é ótima. Vou pedir-lhe que vos venha ver.

Volto ao dormitório e, dois minutos depois...

Trataste do pai?

Acho que sim. Ele e a mulher estão a lidar com muito.

Mesmo. Isto é difícil.

Sim. Sabes onde está a Kiara?

Não, mas posso chamá-la.

Eu encontro-a. Vou à casa de banho.

Se ela aparecer, aviso-a.

Obrigado.

- Sim. - Agora tenho de fazer chichi.

Kevin, leva a Myrna à casa de banho.

Pergunta à Dana o que está aberto, 4 de morfina e raio-x, sim?

Certo.

Olá. Lesão fechada, empilhadora contra pé.

- Ele perdeu. - Certo.

Há novidades sobre o incel, o David?

Acho que ainda não sabemos dele.

E não te deves referir a ele assim.

Ele tinha uma lista de nomes de raparigas que queria magoar.

Podem estar em risco. A polícia procura-o?

- Não sei se é preciso. - Está bem.

Confio no teu discernimento. E sou a última pessoa

que quer a polícia em algo.

Mas é bom que não te enganes.

Eu sei.

Então, o que é?

Talvez não lhe queira arruinar a vida.

Nem queres que ele arruíne a vida de outros.

Eu estive do lado errado de alguém que odeia mulheres.

Não é um lugar seguro.

Está bem?

Falou com o David?

- Ainda não. - Tentou ligar para a escola?

Ele não foi às aulas.

Sabe para onde terá ido? Amigos, parentes...

Não temos família no estado.

E o David não se dá com ninguém.

Theresa, acha que o David tentaria magoar

alguma das raparigas da lista?

Não.

Lembra-se de nomes dessa lista?

- Nem por isso. - Talvez possa tentar.

Como está ela?

Está preocupadíssima com o filho. O que vais fazer?

Pensei que ele voltaria após a mãe lhe ligar.

Qual é a ética de eu o contactar

disfarçado de emergência médica com a mãe?

Se ele é um perigo para ele ou outros,

tens a responsabilidade profissional

de fazer o que for preciso.

Certo. Está bem.

Podes ir falar com os pais do miúdo com overdose de há bocado?

Morte cerebral devido a overdose de fentanil.

- Meu Deus! - Sim, filho único.

E acho que eles precisam de ajuda a processar

o que estão a passar.

E órgãos? É doador?

O psicólogo pode ajudá-los,

mas acho que ainda é cedo.

- Vou ver. - Obrigado. Estão na 7 central.

Eu ia lá, mas preciso mesmo de fazer chichi.

- Tudo bem. - Obrigado.

- Que raio... - Acabei de ver um dos ratos.

- E pensaste em lhe pôr uma IV? - Não tem piada.

Não és tu quem vai ter pesadelos.

Esqueci-me da tua fobia a ratos.

Não é uma fobia. Ninguém gosta deles.

Podem ser de estimação.

Se tens um rato em casa de propósito que não é animal de estimação,

isso é sinal de problema mental subjacente.

Se ficas melhor, pensa neles

como ratos da Disney com doença pituitária.

Brinca o que quiseres. Mas se uma daquelas coisas nojentas

morde um doente e tivermos um hantavírus,

adivinha quem terá de responder por isso, chefe.

Como se chamava o polícia com quem falaste?

- Que polícia? - Com quem falaste.

- Como hei de saber? - Pareceu que tinham...

- Mete-te na tua vida. - O que foi?

Nem estou a ir por aí.

Queria falar com ele sobre outra coisa.

O exterminador já chegou?

Pois. Às vezes, és engraçado.

Algo assim passa pela hierarquia.

Disseram que tratavam disso.

O que significa isso?

Que nada acontecerá até à próxima semana,

a menos que tenhamos um doente com um gato de serviço.

Ainda tens a irmã do veterano à tua espera.

- Merda. Sim, vou já. - Sim, vai.

Procurei-te por todo o lado.

Fibrilação atrial instável na 1 norte.

Dá-me um segundo.

- Sistólica a 90. - Merda para isto.

Arquiteto de 35 anos a trabalhar, com cigarro eletrónico a noite toda.

Palpitações esta manhã, fibrilação a 147. Sr. Quinn, este é o Dr. Robby.

- Olá, senhor. Como se sente? - Mal.

- Quando começaram as palpitações? - Há pouco.

Vimos o smartwatch dele.

A FC só subiu há 92 minutos.

Percebe que lhe vamos dar um choque?

- Vai doer? - Vai ser sedado.

Vai doer muito.

- Mel, 75 de propofol, IV lenta. - Quanto vaporizou ontem à noite?

- Duas cápsulas. - Vaporiza todos os dias?

Sim. Ontem foi muito.

Quer reduzir?

Tentei, mas é muito difícil.

Quanta nicotina tem uma cápsula?

Não faço ideia.

Quarenta miligramas, tal como um maço.

Dois maços numa noite.

Mel, qual é o tempo seguro para a cardioversão?

- Doze horas. - E depois disso?

Aumento do risco de AVC embólico devido a coágulo atrial esquerdo.

Que ele não tem.

Sr. Quinn.

Desmaiou. Cardioversão a 200 joules.

- Carregada. - Afastar.

- Em cheio. - Ritmo sinusal, tensão arterial.

Monitorizamos umas horas.

Chamem também a consulta tabágica.

Ele precisará de adesivo e de pastilhas para os desejos.

- É tramado de superar. - A irmã do Abbot...

- Merda, sim. Merda! - O veterano...

Vai-te a eles.

É a irmã do Sr. Orser?

Fiona.

Olá, Fiona.

Sou o Dr. Robinavitch. Todos me chamam Dr. Robby.

Sente-se, por favor,

e conto-lhe tudo o que aconteceu.

Procuras algo específico?

Tudo o que tenha um baixo potencial de mortalidade.

Não entres nesse jogo.

Só quero jogar a manter os doentes vivos.

O jogo agora é enfrentares os teus medos.

Parece terrível.

O que te assusta mais?

- Tudo. - Escolhe o pior.

20 sul, mulher de 82 anos, dor lombar.

Isso é um potencial AAA, síndrome da cauda equina,

abcesso espinal epidural. Pode correr muito mal.

Hoje não, amigo.

Vamos tratar dela a 100 %.

- Como assim? - Vais trabalhar.

Vamos lá.

Pronta para entrar?

Não, nem por isso.

Estarei consigo. Pode sair quando quiser.

Estás tão frio.

Desculpa.

Desculpa não ter estado aqui.

Mas estou agora.

Onde quer que estejas.

Não sei o que é o mundo sem ti.

Não consigo olhar para esta carta.

Seria pedir muito que a lesse para mim?

Desculpe. É inapropriado.

Não, de todo. Seria uma honra lê-la.

"À família de Raymond Orser.

O meu nome é Dr. Jack Abbot.

Sou o médico das Urgências que tratou o Raymond.

Eu, como o Ray, também sou um veterano.

E apesar de nunca ter conhecido o Raymond até hoje, servi com homens como ele.

Imagino a pessoa excecional que ele deve ter sido.

Lamento não lhe ter conseguido salvar a vida.

Estivemos com ele várias horas, mas os ferimentos eram muito graves,

mesmo para alguém tão duro e experiente como o Raymond.

Consolem-se em saber que ele não sofreu.

As minhas sinceras condolências, Jack Abbot."

Obrigada.

De nada.

Mais uma vez, lamento a sua perda.

Aonde pensa que vai, Myrna?

Não é da sua conta, fofinho.

Tudo o que se passa aqui é da minha conta.

E sabe que mais?

Aguento muito por aqui e cuido muito bem de si.

Por isso, pode chamar-me Dr. Robinavitch. Ou Dr. Robby,

ou pode usar o meu nome, Michael.

Mas não gosto de fofinho.

Ficaste ofendido, cabrão?

Visto assim, tem alguma extravagância

com a qual posso viver.

Como queiras, fofinho.

Desculpe. O meu pai está outra vez em dificuldades.

Está bem.

Não sabes que isso te mata?

Não tenho tanta sorte.

Mas que raio!

É a nossa ambulância!

Deixas lá as chaves?

Sempre, caso precisem de a tirar.

Não o devias ter feito.

Entra, Ziggler. Nós examinamos-te.

Estou bem. Que se lixe.

Dá para acreditar nisto?

Acontece.

Como pode ficar mais confortável?

- Podemos tirar o tubo. - É preciso para ele respirar.

Se o extubarmos, mantê-lo-íamos com oxigénio para conforto.

Diminuiríamos a sedação.

Pode recuperar a consciência.

Pode reconhecer-vos, talvez até falar.

Não quero fazer nada que arrisque a evolução dele.

A questão é essa, Helen.

Ele não vai melhorar.

- Não sabes isso! - Eu sei, ele sabe.

E o pai também deve saber.

Está na hora.

Lamento se já te fartaste do pai, mas eu não.

E não vou desistir dele.

Mesmo que isso o magoe?

Lamento, mas se houvesse algo

que eu pudesse fazer, fá-lo-ia.

Mas o mais humano a fazer por ele

é dar-lhe uma morte indolor e pacífica.

E isso exige remover o tubo.

Quanto tempo demorará sem o tubo?

De minutos a horas.

Mas garantiremos o conforto físico dele.

Está bem.

Legendas: Luís Costa Passadouro

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