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Não passei muito tempo na sela,
mas como Prefeito, achei que era meu dever.
E quanto ao dinheiro?
- Nem um vestígio disso. - Com licença.
Um dólar por dia, dinheiro adiantado.
Procurou o dinheiro?
Bom, sim e não.
O Xerife acha que talvez o assassino
tenha levado o dinheiro, com o cavalo do velho.
Provavelmente precisou de um cavalo extra,
só para carregar todo aquele dinheiro.
Como está o velho?
Exatamente como Walter Joe disse: morto.
Alguém deu uma pancada nele com um pedaço de madeira.
E quanto ao dinheiro?
- O que é que tem? - Você encontrou?
Vamos encontrar quando encontrarmos o assassino. Com licença.
Ele é todo seu agora, Harry.
Já que ele não tinha nenhum parente que alguém conhecesse,
- podemos sepultá-lo logo, hein? - Como você quiser.
- Amanhã de manhã é muito cedo? - Vai ficar bem.
Oh, Xerife?
Xerife, aquele hematoma no lado da cabeça.
Poderia ter sido causado por um pedaço de lenha de fogão,
mas já vi hematomas assim em pessoas
que simplesmente caíram e morreram.
Você viu a casa do velho?
Sim, eu vi.
- Destruída inteira? - Sim.
Bom, ele não fez isso depois que caiu.
Não, com certeza não.
O assassino fez isso, depois de bater na cabeça dele com o pedaço de pau.
Exatamente como eu disse.
Exatamente... como você disse.
É lógico que ele fugiu para as montanhas.
O terreno é rochoso e é difícil rastrear.
- Sim. Isso mesmo. - Xerife, venha aqui.
Sempre existe a possibilidade
do assassino não ter encontrado o dinheiro.
- Já pensei nisso. - Diga, senhor...
- Custa um dólar. - Só quero fazer uma pergunta.
- Joe ou Ben Cartwright estiveram aqui? - Nunca ouvi falar deles.
Sempre há a possibilidade de ele encontrar o dinheiro.
É uma possibilidade.
Eu sou o Xerife Millett.
Meu nome é Cartwright.
Este cavalo é seu?
Oh, não exatamente. Não.
Você o montou até a cidade, não foi?
- Sim, Xerife. Não vai acreditar nisto... - Você apenas o pegou emprestado.
Não, eu o encontrei.
Pode me contar tudo sobre isso no caminho para o meu escritório.
Olha, Xerife, eu não roubei esse cavalo.
Não estou prendendo você por roubar um cavalo.
Você está preso por assassinato.
S10E02 - Child
Legenda por Susanawho
Xerife, como já lhe disse,
acordei esta manhã, meu cavalo tinha ido embora.
Eu olhei em volta e encontrei este cavalo.
Tire o cinto da arma, esvazie os bolsos
e coloque as coisas na mesa.
Ele pode ser um assassino,
mas não é um mentiroso muito bom.
Ou talvez ele esteja dizendo a verdade.
Qualquer homem que matasse e roubasse também saberia mentir.
Vamos enforcá-lo agora e acabar com isso.
- É! - Enforque-o!
Vamos. Para trás, vamos!
Vamos!
Afastem-se dessa janela. Vamos, idiotas!
- Isso é tudo? - É.
Xerife, eu não roubei aquele cavalo, eu o encontrei.
Meu pai e meu irmão vão chegar na cidade esta tarde ou amanhã.
Eles vão te dizer que estou falando a verdade.
Por aqui.
Xerife...
- Tudo bem, aqui. - Escute aqui.
Temos uma fazenda em Virginia City. É a Ponderosa.
Talvez já tenha ouvido falar dela.
Você nos pouparia muitos problemas
se me dissesse onde escondeu o dinheiro.
Que dinheiro?
Um dia desses terei o simples prazer
de prender um homem que admite ser culpado.
É melhor o senhor prender um que o seja primeiro.
Oh, é uma pena, um pecado e uma vergonha.
Será o maior funeral que esta cidade já viu.
- Quem vai pagar por isso? - Harry vai cobrar sua taxa,
assim que recuperarem o dinheiro.
O que acontecerá com o resto do dinheiro?
Isso representa um problema.
Parece não haver nenhum tipo
de testamento e não conhecemos parentes.
E ele não tinha amigos próximos que nós conhecemos.
Bem, não podemos deixar essa fortuna sem dono.
O dinheiro poderia ser usado para beneficiar a todos.
Consertar a cidade, pintar as fachadas das lojas, cavar valas de esgotos.
Construir uma igreja.
Isso seria o último na lista, Irmão Stoner.
Bem, não é certo realizar cultos de domingo em um bar.
Veja desta forma: está desafiando o diabo em sua própria casa.
Cuidado com o que chama meu bar.
No sentido figurado, Charlie.
Acha que é melhor encontrar o dinheiro antes de dividi-lo?
- Está com o homem que o roubou? - Trancado a sete chaves.
Pergunte a ele onde está o dinheiro.
Ele não fala.
Talvez devêssemos apelar para a sua natureza.
- Posso falar com o prisioneiro? - Não sozinho, não.
Pode ser uma boa ideia se todos nós falássemos com ele.
Há alguém para vê-lo.
- Senhor... - Cartwright. Hoss Cartwright.
Eu sou o Prefeito Brigham, Sr. Cartwright. Eu...
Vamos direto ao ponto.
O que fez com o dinheiro, Hoss?
Que dinheiro?
O dinheiro que você roubou do velho antes de matá-lo.
Não matei ninguém e encontrei aquele cavalo.
Sr. Cartwright, tem que admitir que essa história é muito fraca.
Tenho que admitir que poderia inventar uma história melhor.
Mas se o fizesse, seria apenas uma mentira.
Sou o Irmão Stoner, Sr. Cartwright.
Sou aquele que prega aqui,
para aqueles que querem ouvir.
Se houver qualquer coisa que eu possa fazer...
Há uma coisa que pode fazer.
Diga-me por que ninguém por aqui me escuta.
Se quer que as pessoas te escutem,
tem que dizer a elas o que querem ouvir.
Eu já lhes disse a verdade.
Essa é a última coisa que a maioria das pessoas deseja ouvir.
- Charlie? - Traga a garrafa.
A meu ver, nós o pegamos por uma acusação de assassinato,
mas ele é o único que sabe onde está o dinheiro.
Ele provavelmente imagina que não vamos deixar nada
acontecer com ele até que saibamos onde está o dinheiro.
Então teremos que convencê-lo de que estamos
mais interessados em justiça do que no dinheiro.
Como faremos isso?
Nós o tiramos e linchamos.
Não totalmente,
só um pouquinho.
Charlie, um linchamento é como uma avalanche.
Não é difícil começar, mas já tentou parar uma?
Não, e nem pretendo.
Esse é o dever do Xerife.
- Está com fome? - Bem, agora que mencionou.
Trouxe algo para você do outro lado da rua.
Ei, está pesado.
Rosbife, purê de batata, verduras e torta de carne.
Sabe, um cara pode aprender a gostar desta prisão.
Aquele velho viveu nas montanhas
por mais tempo do que sou o xerife aqui.
Vinha à cidade duas vezes por ano.
Pechinchava o dia todo para economizar um centavo
em meio quilo de bacon e farinha,
depois pagava com um maço de notas da grossura de seu braço.
Esse velho estava sentado em uma montanha de dinheiro.
Todo mundo aqui sabia disso.
Quanto você imagina que ele tinha no total?
Não sei, Xerife.
O suficiente para um homem viver uma vida inteira.
Não sei dizer.
Talvez até dois homens,
a menos que um fosse ganancioso.
Muito boa comida, Xerife.
Diga-me onde está esse dinheiro,
e posso esquecer de trancar a porta
e deixar um cavalo amarrado nos fundos.
Como eu disse, não tenho como saber.
Tudo bem, você me leva até o dinheiro.
Vamos dividir meio a meio.
Como deixa escapar um homem trancado na prisão?
O senhor não é mais do que um vigarista.
Vou contar até cinco.
Se não me disser o que eu quero saber até lá,
vou atirar em você por tentar escapar.
Um...
dois...
- três... - Se errar, com certeza vou acertá-lo.
Mantenha-o coberto, Xerife. Nunca sabe do que ele é capaz.
Obrigado.
Ainda bem que eu apareci na hora certa.
É.
Estou com um pouco de azia.
Vai ter mais azia,
porque os rapazes no bar estavam falando em linchamento.
Que falem, não significa nada.
É melhor avisá-los disso. Eles acham que falam sério.
Se alguém vier aqui me procurar,
diga que fui até a cabana do velho dar uma olhada.
Não acha que deveria ficar aqui
e impedir as pessoas quando vierem?
Impedir como?
Bem, com essa arma.
Essas pessoas são meus amigos e vizinhos.
Estou aqui para protegê-los, não para matá-los.
Mas e o prisioneiro?
O que tem ele?
- Venha, vamos. - Espere um minuto. Onde vamos?
- Qualquer lugar, algum lugar, vamos. - Por quê? Onde está o Xerife?
- Foi embora e é melhor irmos. - Eu não vou. Vou ficar aqui mesmo.
- Agora me escute... - Não, espere aí.
Se eu fugir, vão pensar que sou culpado.
Eles já pensam que é culpado.
Mudarão de ideia assim que meu pai
e meu irmão caçula chegarem aqui.
Nessa hora você já estará enforcado.
Enforcado?
Abra, Xerife.
Viemos atrás dele.
Abra!
Vou salvar sua vida, mesmo que tenha que matá-lo por isso.
Esse é o seu.
Só não gosto da ideia de escapar da prisão.
Pode voltar quando quiser e dizer a eles que foi um erro.
Já tentei isso.
Sem prisioneiro...
sem Xerife...
e nenhum sinal de luta.
O que acham disso?
Talvez o Xerife o tenha deixado ir.
E... talvez o Xerife tenha ido com ele.
Com certeza ele teve um bom motivo.
Que tal... o dinheiro?
Esse é um bom motivo.
Vou lhe dar uma chance de encontrar um
ou os dois lá na cabana do velho.
Isto é, se chegarmos depressa.
Bom...
se eles vão por este caminho, é melhor irmos por ali.
É. Escute, agradeço o que fez, mas não entendo por quê.
Eu faria o mesmo por qualquer homem.
Só de pensar em linchamento, meus dentes tremem no limite.
Sim. Estive pensando sobre isso.
É melhor eu voltar para a cidade e esclarecer isso.
Se vai provar que é inocente,
é melhor fazê-lo de uma distância segura.
Sim.
Talvez possamos dar uma volta por aqui por dois ou três dias,
deixar a poeira baixar e depois voltar, hein?
Se quer minha opinião, é melhor cavalgarmos
para longe e rápido, começando agora.
O que está procurando, Xerife?
O que você está procurando, Charlie?
Estou procurando você.
Você tem mais sorte do que eu.
O que estão fazendo aqui?
É o que viemos perguntar a você, Xerife.
Como um representante oficial da lei,
é meu dever encontrar e proteger os bens
de qualquer cidadão que encontre um fim prematuro.
E é por isso que estou aqui,
cumprindo meu dever.
Ora, vamos, Xerife.
É mais do que posso dizer sobre vocês, abutres.
Eu me ressinto disso, Xerife.
É meu dever cívico e minha responsabilidade
zelar por esses bens que você mencionou,
que não desapareçam antes de chegarem ao escritório do tesoureiro da cidade.
- Além disso, complementando... - Por favor.
É.
Xerife, quem lhe disse onde cavar?
Ninguém.
Estou apenas prospectando.
Com uma vara de pau!
Digo que você trouxe essa coisa aqui para nos confundir.
E eu digo que aquele Hoss disse a você onde cavar.
Hoss não me mostrou nada.
Então por que você o soltou?
Eu o deixei trancado na cadeia, onde ele deveria estar.
Ele não está lá agora, Xerife.
Não há nada naquela cela a não ser poeira.
É por isso que cavalgamos, Xerife.
Há aqueles que pensam que você lhe deu a liberdade
em troca de ele lhe dizer onde escondeu o dinheiro.
Um prisioneiro foge da cadeia,
um assassino a sangue frio,
e vocês vem atrás do Xerife.
Gente!
Bem, parecia fazer sentido na hora.
Não vão nos perseguir no escuro,
mas não acenda o fogo muito alto.
Só quero dizer o quanto aprecio o que fez lá.
Já te disse como me sinto sobre isso.
- Correu um risco muito grande. - Não quero falar sobre isso.
Olha, eu sei que você aprecia o que eu fiz.
Um homem salva sua vida, você certamente apreciará isso.
Mas não tem que continuar falando nisso.
É.
- Eu sou Hoss Cartwright. - Child Barnett.
Child? [Criança]
- É esse o seu nome? - Não,
é assim que me chamam.
Child.
Venha aqui, Child.
Child, comporte-se.
Agora, me escute, Child.
Quando eu tinha cinco anos,
esqueceram qual era meu nome verdadeiro.
Alguém deve ter escrito em algum lugar.
Alguém escreveu.
Mas nenhum dos dois sabia ler.
Child?
É um nome engraçado para chamar um adulto, não é?
O que tem de tão engraçado nisso?
Seu pai chamou você de Hoss quando você nasceu?
Não, mas...
Então você também não tem um nome verdadeiro.
Tudo o que você tem é como as pessoas decidem chamá-lo.
Mesmo que seu pai te chamasse de George Washington Cartwright,
se as pessoas decidirem chamá-lo
de mesquinho, malvado, estúpido ou burro,
não há George Washington no mundo que o mudaria.
É.
Foi uma coisa estúpida de minha parte, não é?
Desculpe-me por isso.
Tudo bem.
Achei engraçado quando você me disse que seu nome era Hoss.
Meio que se encaixa em você.
Bem...
espero que você tenha tido uma boa noite de sono.
Tive, obrigado.
Agora, temos um rastro frio a seguir.
Não pode rastrear um homem no escuro, Charlie.
Pode-se tentar.
Talvez você possa, mas eu não.
Eu sei que é uma perda de tempo.
Talvez você não queira pegá-lo.
Estou quase no fim da minha paciência com você, Charlie.
Charlie!
Por onde começamos a procurar os rastros, Xerife?
Sul da cidade.
Saíram do beco dessa forma.
O grandalhão mora perto de Virginia City.
Tenho um palpite de que é um lugar que ele não irá.
E se o seu palpite estiver errado?
Provavelmente você nunca me deixará esquecer.
O que acha que foi tudo isso?
Parece um pelotão.
E vão com pressa.
Pois não, senhor?
Dois quartos, por favor.
- Duas camas em cada quarto. - E banhos quentes.
Dois quartos, quatro camas e lavatórios.
Custará um dólar cada a diária.
Eu preciso de um banho.
Algumas pessoas usam o cocho para cavalos
em frente ao estábulo depois que escurece.
Que bom que algumas pessoas usem.
É um pelotão que vi cavalgando?
Oh, realmente era.
Estavam atrás de quem?
Um assassino.
Sim, é a primeira morte que tivemos por aqui em quase um ano.
O que foi, um tiroteio?
Não. Ele o matou com um pedaço de pau, apenas enfiou na cabeça nele.
Um crime horrível.
Roubou o dinheiro dele também.
O dinheiro destinado à construção de uma igreja.
Sabe que não é assim, Irmão Stoner.
Ele comparecia aos cultos regularmente no bar,
e muitas vezes, fazia uma doação.
Isso não significa que ele planejou
construir uma igreja inteira para você.
Ele era um bom homem, e uma igreja é uma boa causa.
Não concorda, senhor?
Oh, sim. Sim, claro.
Quando exatamente aconteceu essa morte?
Ontem.
- E o pelotão acabou de sair? - Bem, o homem estava na cadeia.
Oh, ele fugiu?
Não exatamente.
Um sujeito entrou e ajudou-o a sair com uma chave.
Não foi uma coisa muito legal de se fazer.
Bem, eu não consigo culpá-lo em meu coração.
Certos membros de nossa comunidade iam enforcá-lo.
Só um pouquinho, Irmão Stoner. Você sabe disso.
Eles iam enforcá-lo parcialmente?
Sim, até ele nos dizer onde escondeu o dinheiro.
Depois íamos deixar para a lei terminar de enforcá-lo.
Bem, isso o tornaria legal.
Vamos nos limpar, rapazes.
- Dá no que pensar. - Enforcar um homem aos poucos?
- Sim. - Estou com o Reverendo.
O cara teve a chance de sair da prisão
para evitar um enforcamento. Eu faria isso.
- Mal posso esperar para contar ao Hoss. - Hoss quem?
Hoss Cartwright.
Esse é o homem que o pelotão está perseguindo!
O assassino!
- Não, não, não Hoss. - Está pensando em outro homem.
Hoss não mataria ninguém.
O que te dá tanta certeza?
Ele é meu filho!
O senhor deveria ter educado aquele rapaz melhor.
Puxa, uma porção de ovos e alguns bolos quentes
com certeza cairiam bem agora, não é?
Não posso te ajudar nisso, Hoss.
Mas aqui está algo de que você pode precisar.
Não te acha um pouco descuidado?
Quero dizer, eu deveria ser um assassino.
Você não me parece o tipo assassino.
O que exatamente é um tipo assassino?
Um homenzinho,
olhos semicerrados, rosto contraído,
barba de duas semanas,
roupas amassadas e chapéu sujo.
Sim, eu... ficaria apavorado com um homem assim, certo.
Ei, você não está preocupado em ter problemas com aquele pessoal lá?
Não.
Eles não me conhecem.
Eu não sou daqui.
De onde você é?
De nenhum lugar em especial.
Vou aonde o vento me leva e não gosto de muitas perguntas.
Também se irrita facilmente, não é?
Não estou irritado, Hoss.
Como meu pai me disse,
o mais interessante em um homem
é a parte que você não conhece.
A parte que tem que adivinhar.
De onde ele tirou isso?
Acho que ele inventou.
O homem que não lê, não tira nada dos livros.
É.
Bela estrada empoeirada.
Pode ser útil se deixarmos rastros nela.
O pelotão chegará em breve.
Se não os confundirmos, eles ficarão na nossa cola.
Parece que você tem experiência nesse tipo de coisa.
O suficiente para saber que tem que estar
bem à frente de uma festa de linchamento.
Vamos ter que conversar com eles algum dia.
Temos que esclarecer isso.
Nesta ocasião, no ano que vem, pode ser quase certo.
Agora, pegue essa bifurcação,
e eu vou por esta.
Fique na poeira
até chegar a um terreno duro ao longo da estrada,
e então vire em direção ao Norte.
Então nos encontraremos do outro lado da colina.
Certo.
De onde você é, Hoss?
De nenhum lugar em especial.
Vou aonde o vento me leva.
Para falar a verdade, Hoss,
não conheço a metade dos lugares de onde venho,
Meu pai não estava feliz em nenhum lugar.
Ele tentou a agricultura,
serralheria e pecuária.
Mas um homem que não sabe ler ou fazer contas,
não serve para nada além de tarefas domésticas.
E ele sabia só o suficiente para saber que
não ia conseguir o que queria,
mas não sabia o que fazer para conseguir.
E assim, a gente se mudava.
A metade do tempo, ele não sabia onde estava.
E ele era burro demais para ler...
e orgulhoso demais para perguntar.
Eu sou de Virginia City. Temos uma fazenda lá.
É para lá que vou, assim que conseguir esclarecer isso com a lei.
Se estiver procurando emprego...
Não estou.
Ali está a estação retransmissora.
Pode conseguir o café da manhã que queria.
Aquele maldito Xerife me tirou cada centavo que eu tenho.
Não me lembro de ter pedido dinheiro a você.
Fique na sela.
Volto em um minuto.
- Vamos sair daqui. - Qual é o problema?
Não faça perguntas. Só cavalgue.
O que você quer, Hoss?
Biscoitos ou carne?
Você roubou isso, não é?
Não precisa ficar olhando para trás.
Um homem não vai deixar uma loja
cheia de coisas só para tirar isso de nós.
Não deveria ter feito isso.
Eu não fiz nada além de pegar
um pouco de comida para alguns dias.
Não me interessa o que você fez. Não está certo.
- Eu estava com fome. - Isso não te dá licença para roubar.
Lembro-me de você me dizendo que estava com fome.
Não por comida roubada, eu não.
Tem o mesmo gosto do tipo que você compra.
Não me interessa o gosto. Vamos devolver.
Não me lembro de você reclamar desses cavalos roubados.
Esses cavalos não são seus?
Peguei os primeiros cavalos bons que pude encontrar.
Child, não sabe que poderíamos ser enforcados por isso?
Vão enforcá-lo de qualquer maneira.
Acertaremos os cavalos mais tarde,
mas agora esse negócio será devolvido.
Não será devolvido. Isso pertence a mim.
Não, é do homem de quem você roubou.
Por que estamos discutindo? É apenas um saco de comida.
Estamos discutindo por princípios.
Um estômago vazio não sabe o que é princípio.
Sim, e um estômago cheio não dá a você nenhum, também.
Agora você me fez perder o apetite.
Ótimo, agora vamos levar essas coisas de volta. Dê aqui.
Eu peguei.
Eu mesmo vou devolver.
Eu vou te dizer uma coisa, no entanto.
Vamos ter que parar de perder tempo
e cavalgar rápido...
ou o pelotão vai dar de cara conosco.
Vou lhe dizer uma coisa.
Você é ótimo para escolher cavalos no escuro.
Tenho que ser. É quando eu pego a maioria dos meus cavalos.
Parece que eles se separaram.
Temos que fazer uma escolha.
Vamos pegar esta bifurcação, ver o que podemos encontrar.
- Onde está Charlie? - Estava aqui há um minuto.
Não acha que ele tentaria encontrar os dois sozinho, não é?
Acho que ele tentaria.
Eu... perdi as pegadas.
Se eu tivesse encontrado, iria contar a vocês.
Espere aqui.
Tem certeza que não quer que eu vá com você?
Eu fiz isso.
Eu vou desfazer isso.
Qual é o problema, esqueceu o sal?
Confira.
Está tudo aí.
Parece estar.
Bem, acho que estamos em paz.
Senhor?
O senhor... vai embora com fome?
Parece que sim.
- Oi. - Oi.
Não tive a oportunidade de conhecê-lo da última vez.
O senhor... esqueceu isso.
Não, eu deixei para trás.
Bem, continue. Leve com o senhor.
Não tenho dinheiro para pagar por isso.
Eu não te pedi nenhum.
Não, não aceito caridade.
Eu juro, o senhor torna difícil para um homem ser cristão.
Sabe o que diz a Bíblia?
Bendito seja o que dá.
Bem, como um homem pode dar se o senhor não aceita?
Minha mãe me deu este livro antes de morrer.
Ela me disse que tudo o que um homem deve saber estava nesta Bíblia.
Vê isso?
Eu escrevi meu nome aí.
Diz: Esta Bíblia pertence a Child Barnett.
Há quanto tempo sua mãe morreu?
Ela morreu quando eu era pequeno.
Quase não me lembro dela.
Isso cobre o custo da comida?
Oh, claro, mas não posso ficar com sua Bíblia.
Bem, faça as contas e coloque neste livro.
Se eu não voltar para buscá-la, então esta Bíblia é sua.
Obrigado.
De nada.
Vamos, Hoss.
- Quer um biscoito, Hoss? - Sim, não me importo de aceitar.
Ouça, quero dizer o quanto
apreciei por conseguir essas coisas.
Não vai ficar falando sem parar sobre esse biscoito, vai?
Eu acho que eu ia, sim.
Não tem gosto diferente.
Sim!
Nenhum sinal deles.
Não, nada.
- As pegadas são bastante claras. - Vamos atrás deles.
Não, não. Vamos descansar os cavalos.
Pai, não podemos.
Eles precisam disso, Joe.
O pelotão terá que descansar seus cavalos também. Vamos.
- Oi, Buck. - Senhores.
Xerife. Se estão com fome, posso lhes preparar alguma coisa.
- Não digo que vai ficar bom, mas... - Estamos procurando uma pessoa, Buck.
- É? Alguém que eu conheço? - Um assassino fugitivo e seu parceiro.
Um homem grande, corpulento, usa um chapéu branco.
Seu nome é... Hoss?
Hoss Cartwright.
Não peguei seu sobrenome,
mas ele não parecia um assassino para mim.
Por qual caminho eles foram?
Eles cavalgaram na direção de Juniper Springs.
Isso foi talvez há uma hora.
Parecia que eles estavam com muita pressa?
Não.
Não. Na verdade, eles esqueceram uma coisa
da primeira vez que passaram e voltaram para esclarecer.
Em seguida, cavalgaram tranquilos,
como se tivessem todo o tempo do mundo.
Isso significa que os cavalos deles estão descansados
e os nossos não.
Diga, Buck, podemos pegar emprestado
alguns dos cavalos da sua empresa?
Os cavalos são de carruagem, Xerife.
Não sei como eles ficarão sob uma sela.
Pelo menos estarão descansados.
Podem se servir à vontade.
Podem deixar o de vocês no curral vazio.
Viu alguma coisa?
Pensei ter visto algo se movendo lá.
- Vamos nos aproximar. - Sim.
Não faz mais que 20 minutos
desde que aqueles cavalos deixaram estes rastros.
Devemos avistá-los a qualquer momento.
Sim, a qualquer momento, a não ser que nos vejam primeiro.
Claro que esses cavalos não correrão muito.
Só temos uma chance.
Se não podemos alcançá-los, teremos que abatê-los.
Se os matarmos, nunca descobriremos onde está aquele dinheiro.
E se você os deixar escapar?
Vamos parar aqui, Hoss.
Eu pensei assim.
Pegou uma pedra.
Mais uma hora, ele estaria mancando.
Sabe, não é todo mundo que perceberia isso.
Eu deveria saber.
Estive com cavalos minha vida inteira.
Droga, certamente poderíamos usar um homem como você na Ponderosa.
Não estou procurando emprego.
O que você tem contra o trabalho honesto?
Nada.
- Você já teve um emprego? - Tive muitos deles.
Gosto de morar sozinho.
Não suporto ficar em um alojamento cheio de gente
com alguém me dizendo o que fazer o tempo todo.
O que eu tinha em mente era uma pequena cabana
que construímos no cânion Cibolo.
Geralmente mantemos um homem lá o ano todo,
consertando a cerca e juntando alguns animais perdidos.
- Não quero nenhum emprego. - É solitário.
- Trabalho árduo, mas bom pagamento. - Pare com isso já!
Qual é o problema?
Eu não quero nenhum emprego.
Por quê?
Porque eu não sei ler!
Não saber ler não é um bom motivo.
Percebi que quando um homem não para o tempo suficiente
para fazer seus feijões e bacon,
alguém deve estar atrás dele, perseguindo-o.
Você está meio confuso, não é?
Quero dizer, é você que eles estão perseguindo, não eu, lembra?
Sim, mas é você que não quer voltar.
Não, tem uma coisa que não está me contando.
Além disso, eu sabia que você não sabia ler
antes de lhe oferecer o emprego.
Como assim, você sabia?
Eu te dei aquele livro.
Dizia: Esta Bíblia é propriedade de Child Barnett.
Não dizia isso.
O que quer dizer com não dizia isso?
Dizia: Esta Bíblia é propriedade de...
Joshua Barnett.
Joshua.
Joshua Barnett.
Não, Child, não!
Joshua.
Não se incomode comigo.
Sinto muito, Josh. Eu tentei impedi-lo.
Eu peguei seu cavalo...
e deixei você com o do velho.
Achei que sim,
sendo o conhecedor de cavalos que é.
Mas eu...
eu não matei o velho.
Ninguém o matou, ele apenas...
caiu e morreu.
Eu o encontrei deitado lá, estava em paz e tranquilo.
Eu revistei a cabana.
Achei que ele não precisaria do dinheiro que deixaria para trás.
Onde está o dinheiro?
Nunca houve nenhum dinheiro.
Isso foi só invenção.
Muito...
Todos esses anos temos sido bons com aquele velho por nada?
Hoss! Hoss!
Todo esse dinheiro.
Só conversa.
Não acredito que tenha sido conversa.
Aquele velho tinha dinheiro
e acho que ainda está lá em algum lugar.
Por que você tem tanta certeza?
Eu só... sinto nos meus ossos.
Hoss?
- Tudo bem, Hoss. Vamos. - Ir aonde?
- Voltar para a prisão. - Pelo quê?
O senhor ouviu.
O velho morreu de causas naturais.
Seu filho roubou dois cavalos.
Xerife, sabe que ele não roubou nenhum cavalo.
O senhor também ouviu isso.
Ele fugiu da prisão. Ninguém foge da minha prisão.
Era fugir da prisão ou ser linchado.
Encontramos aqueles cavalos.
E eu vou cuidar para que os leve também.
Se um homem se sente assim...
acho que não adianta criar problemas.
Isso mesmo.
Ele não era de todo mau, pai.
Não, não era.
Sabe, de certa forma,
esses outros sujeitos são tão culpados ou mais culpados do que ele.
Sei que não infringiram nenhuma lei, nem nada,
mas o que fizeram foi errado.
Tudo o que eles queriam era o dinheiro daquele velho.
Não foi o que eles fizeram, Hoss.
É a maneira como pensam.
Não pode colocar um homem na prisão pela maneira como ele pensa.
Não,
mas eles também não serão totalmente livres.
Pelo resto de suas vidas, eles ficarão...
pensando nesse dinheiro.
Passando o tempo todo procurando por ele.
Preocupados, com medo de que alguém o encontre antes deles.
E a parte mais engraçada é...
que não havia dinheiro.
Mas também não vão acreditar nisso.
São gananciosos,
então eles são suspeitos.
Sabe, esse tipo de homem...
carrega sua própria prisão com ele.
Sim.
Bom, vamos.
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