All language subtitles for The Wire S01E04

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Original subtitles

Agora fodeu.

Estou morrendo aqui.

Vou pegar do outro lado para tentar de l�.

Um, dois.

- Tr�s. - Tr�s.

Merda.

Precisam de ajuda?

Certo. No tr�s, cambada. Um, dois, tr�s.

Tenho vergonha de voc�s.

Ei, Herc, d� um tempo. Vou meter bala nas gavetas desta puta.

Est� presa em alguma coisa, Tenente.

Passe para o lado do Carver.

Um, dois, j� sabem o que fazer.

Mas que merda?

Jesus. Estou acabado.

Mexeu um pouco quando tentei sozinho. Deve estar presa na porta.

A mesa est� vazia, certo?

- Sim. - J� olhou?

Desse jeito, nunca vamos conseguir colocar l� dentro.

O que foi?

Dentro?

Dentro.

Inacredit�vel. N�o acredito.

Cristo.

SO1EO4 Old Cases

"Uma fina linha entre o c�u e aqui." Bubbles

Este caso � meio singelo pra voc�.

Sei que n�o parece grande coisa no papel, mas veja o que pode fazer.

- Fazendo novas "amigas"? - Ainda n�o.

Passei a manh� na Delegacia da Inf�ncia...

mas os garotos sabem que n�o d� nada em uma acusa��o de posse...

- por isso n�o consegui muito. - Tentou, n�o?

Nada melhor que ouvir "foda-se" de um garoto de 14 anos.

- Ali est� nossa melhor chance. - Ele?

J� andou com Bubbles e tem uma ficha enorme.

Muito bem. Quem � o primeiro? Sra. Dawkins?

O Estado contra Marvin Browning, Merit�ssima.

Uma alega��o de distribui��o de subst�ncia il�cita, hero�na...

e uma alega��o de distribui��o de subst�ncia il�cita, coca�na.

- Quantidades? - Uma c�psula e

- uma ampola, Merit�ssima. - Recomenda��es de fian�a?

O Estado pede pris�o preventiva, por fazer parte de uma investiga��o e

posteriormente, sujeito a cinco anos sem condicional...

por condena��es anteriores.

Seu gabinete vai querer os cinco anos obrigat�rios neste caso?

Certamente, Merit�ssima.

Muito bem, vou levar isso em considera��o.

Chamou a aten��o dele, pelo menos.

Ei, Tenente. Beba conosco.

Vamos l�, estamos comemorando.

Patrick est� saindo por doen�a.

A doce, doce cervical 6.

Meu ombro est� dormente, meu bra�o est� dormente.

Meus dedos parecem que s�o dum miser�vel de outra cidade.

Isto � minha passagem para cair fora deste departamento de merda.

Pens�o de dois ter�os, e n�o vou esperar os 30 anos. Estou saindo.

O cara lhe fez um favor.

O rapaz bate mais que uma mula, n�o nego.

Devia tirar uns dias. Pense bem antes de tomar essa decis�o.

Meu cunhado tem uma locadora de v�deo em Moravia.

Tira $6 mil por semana nas loca��es e mais $8 mil nos porn�s.

E ele precisa de um s�cio.

Mas eles descontar�o isso do total da pens�o.

Se declarar como rendimento, sim. Pare�o t�o est�pido assim?

� sua sa�de, Tenente.

O que houve com voc�? Vai sentir minha falta, Augs?

O que mais posso fazer, Paddy?

Vou te contar.

- Que tal sairmos juntos? - O que disse?

Disse que d�i s� na hora. E nem precisa ser cumprindo o dever.

Falo s�rio. Sabe as escadas para onde nos mandaram no por�o?

- Sim. - Aquilo � escuro.

Suba uns oito ou nove degraus, largue o corrim�o d� um pulo...

- Quebro meu pesco�o desse jeito. - Quebra nada.

D� uns pulinhos nos degraus e aposenta com dois ter�os comigo.

E talvez processe a cidade e receba mais algum.

N�o pode dizer que n�o merecemos.

Cinco anos! Por cheirar p�.

Agora, por que essa press�o por uma cheirada?

Porque � sua vez, Sr. Browning. Todo mundo tem a sua vez.

Voc�s pegam pesado demais. Acho que um juiz pode querer...

dar uma olhada e fazer voc�s pegarem mais leve.

N�o sei, Marvin. Estou vendo sua ficha aqui e...

por um detalhe, � um tanto errado chamar isto de ficha.

� mais tipo um livro.

A quest�o �. Temos o tribunal em cima de voc�.

Como ela disse, � a sua vez.

Conte umas hist�rias e talvez seja a vez de outro.

- Hist�rias. - Avon Barksdale.

Conhece esse nome?

Todos os filhos-da-puta nas torres conhecem esse nome.

Eu mesmo nunca falei diretamente com o sujeito.

Stringer Bell, ent�o?

Wee-Bey? Savino? Stinkum? C.C.O.? Roc-Roc?

Quem vai nos dar, Marvin?

Se n�o disser logo um nome, vai passar um tempo na cadeia.

Est� bem.

"Est� bem." Est� bem, o qu�?

Est� bem, eu cumpro a pena.

Maldi��o, garoto.

Devia ter visto o policial.

Quando estiver pronto para levantar, vista isso.

- Apresente-se no dormit�rio A-7. - A-7.

Chegue antes do caf� da manh�.

Quem mais est� aqui? Algu�m do Westside?

Garotos de Washington, na maioria.

Viagem longa do cacete. E a gente atr�s de um caso isolado.

- Isto n�o � um caso isolado. - N�o.

J� passamos por Marlboro, Maryland, e continuamos para o sul.

Olha. Outra vaca.

Use sua imagina��o.

Aquele merdinha, j� tomou muita porrada da gente...

Ele percebe a gente, certo? E come�a a chorar como um viadinho

porque sabe que dirigimos at� Prince George...

para bater nele de novo, certo?

Imagine pegando ele, enfiando ele num quartinho

e dizendo que o Detetive Mahone vai morrer por causa do soco que levou.

N�o merda. O velho pingu�o entrou em coma de repente.

E o Comiss�rio e a Sra. Mahone est�o do lado da cama dele na UTI.

E pediram para vir aqui, arrancar seu escroto, por num frasco...

e voltar a Baltimore, para colocar do lado dos trof�us de boliche...

no bar na Ordem Fraternal da Pol�cia.

Certo? Ap�s o que...

o doidinho choramingar bastante...

come�ar a entregar pessoas � toa, qualquer um.

Stringer Bell. Avon Barksdale.

- Sim? - Sim.

O pintinho entrega todo mundo

e resolvemos o caso numa boa.

- Legal. - N�o �?

Ent�o, de todos os traficantes, ningu�m se abriu?

N�o, naquela parte da cidade, Barksdale tem mais peso que n�s.

Assim como todos esses homic�dios.

Testemunhas que mentem, que se vendem, que mudam a vers�o.

- Pode culp�-las? - Na verdade, n�o.

De vez e quando vamos aos bairros. Eles vivem l�.

- Seu cara se chama Dee, n�o �? - D'Angelo, isso.

Aqui tem um Dee como um poss�vel atirador.

- Aqui tem uma liga��o. - Sem chance.

Sim? Eu vejo que tem.

- Diedre Kresson, um caso do Keeley. - Que isso, Jay.

� uma estudante baleada na cozinha de um apartamento em Northeast.

Como � que este condiz ao restante da pobreza em Westside?

- Eles n�o t�m carros? - Isto n�o corresponde, Jay.

Claro que sim. D� uma olhada no seu relat�rio.

Uma testemunha a viu com Dee na noite em que ela foi queimada.

Quantos "Dee" acha que existam no sistema, Jay?

Como um apelido?

Deixe eu perguntar uma coisa, Jimmy.

Quantos casos voc�s t�m para incriminar Barksdale?

- Talvez uma d�zia. - Uma d�zia de casos. Ent�o

quantos desses s�o do nosso esquadr�o?

- Um. Gerard Bogue. - Um caso?

Seu esquadr�o tem um homem a menos h� semanas, Jimmy.

Estamos atendendo suas liga��es, pegando seus casos,

pulando como uma puta manca em dia de pagamento, e pra qu�?

Para ter sua grande aventura e resolver os casos de todos?

- � isto que estou ouvindo? - Ele te pegou, Jimmy.

Onde est� a afei��o, McNulty? Mostre um pouco de afei��o.

- Est� bem. - Grande cara. Este � o meu garoto.

Por que n�o joga o caso na m�o do Santangelo?

- Ele deveria estar aqui ajudando. - Jogaria se encontrasse o danado.

Deve ter outro emprego. Ele sai demais.

- O que Daniels tem a dizer? - Nada. Eu cubro o sujeito.

Ele sumiu ontem o dia todo, antes do meio-dia de ontem.

Cara, Keeley � mesmo sem no��o.

N�o tem nada aqui, exceto uma ficha e algumas fotos do crime, e isso.

"Tywanda ligou. Sem mais detalhes, sem sobrenome, sem endere�o.

"Alega que a vitima foi morta ap�s a visita de um suspeito chamado Dee."

Sem mais descri��es.

- Por�m tem um n�mero de telefone. - Ent�o, ligue.

O n�mero para o qual ligou est� desligado ou fora de �rea.

Desligado.

"Ele te pegou, Jimmy."

Est� bem, filho da m�e. Ele me pegou tamb�m.

Vou ligar na Operadora e ver se eles t�m uma lista recente.

T� feliz agora, viado?

Tem certeza da placa, Bubbs?

Eu vi a Van.

Saiu do Tribunal, foi pela Amity em dire��o � Lexington.

As placas foram roubadas de um carro, aqui neste bairro.

- Acha que eles s�o daqui? - Talvez.

O pessoal das Torres diz que foi Omar e sua gangue.

- Omar? Quem � ele? - N�o conhece Omar?

Omar, "o terror". Vem mandando e saqueando por aqui h� anos.

- Ele � violento? - Aquele neg�o n�o brinca.

- Tem o sobrenome? - Apenas Omar.

- Ele n�o precisa de sobrenome. - Ele tem fam�lia?

Lembra do Anthony "Malvadeza"? Cresceu com ele, s�o irm�os.

Anthony Malvadeza?

Dona Kima. N�o me diga que n�o conhece Anthony Malvadeza.

Poxa, garota. Em que cidade trabalhou todos esses anos?

E nesse momento, estou pessoalmente envergonhado de ser seu informante.

- Merda. - O qu� foi?

- Estou atrasada pra aula. - Aula?

- 12-14. - 12-14?

Pe�o a algu�m da minha unidade que se reporte no canal 13.

35, eu cuido disso.

O bagulho mudou de dono.

Os bagulhos do Avon s�o sempre muito bons.

- Rendeu bastante? - Mais ou menos.

Aquela jogada foi meio sacanagem, pode crer.

Eu fiz merda, eu sei. Disse o seu nome.

N�o me importo que tenha gritado meu nome.

Toda mundo nestes bairros j� conhece o Omar, sacou?

S� n�o quero eles te machucando, garot�o.

Shirley vindo com a choradeira dela.

- Todo dia a mesma merda. - Sr. Omar?

Meu cheque atrasou.

Mike. Libera pra maninha.

- Qual � o pr�ximo? - Temos umas armas.

Estou pensando em dar uma geral l� em Eastside...

- at� as coisas esfriarem um pouco. - Vai dar certo..

- N�o quer ficar aqui essa noite? - N�o.

- Certeza? - N�o, vou ver minha m�e.

- Guarde bem isso. - T� ligado.

Quem � seu homem, heim?

Tenho que ir a um lugar primeiro, mas deixo ele no centro depois.

N�o h� problema. Obrigada por responder.

- Ei, Bubbs. - Ei, McNulty.

O que foi?

J� ouviu falar do Anthony Malvadeza?

Quem, Anthony Little? Rua Argyle n� 1058, apartamento 16-J.

Est� em Hagerstown cumprindo pena por assalto. O que tem ele?

Meu her�i!

V�o se ferrar.

Sabem o que os branquelos fazem quando matam um veado?

Ou, tipo, quando saem para ca�ar animais?

Colocam na frente da camionete, amarrado, todo esticado,

assim todo mundo pode ver?

Sacaram?

Falo s�rio. � isso que eu quero.

Quero aquele filho da puta em exposi��o.

Vou mandar um recado pras ruas daquele filho da puta...

para saberem que n�o estamos brincando.

Isso, temos um pessoal nisso.

Digam que � $1 mil pros caras e $2 mil por Omar.

- Isso. Bird est� nessa. - Savino, tamb�m.

Sabem, Bird cumpriu pena com Omar na mesma cela, certo?

- Dizem que ele � viado assumido. - Um viado? Sai fora.

Sim, dizem que ele tinha uns garotos l� em Jessup.

Este marginal filho da puta nem usa mais mulheres agora que voltou.

Ent�o, ele tem queda por um boqueteiro?

Ei, vamos dobrar o pre�o do bico-doce, certo?

Pagamos $4 mil pelo desgra�ado...

$6 mil se eu puder falar com ele antes de morrer.

- Falou tudo. - Cuide disso.

Roubaram legal nosso estoque ontem � noite.

- A pol�cia deu as caras depois. - Algo da concorr�ncia?

Talvez, sim.

- O que foi com meu sobrinho? - N�o sei. Ele manda bem.

Ele faz uma grana legal na boca, mas...

ele pode ter um problema que n�o sabe ainda.

T� ligado nele.

Ei. Para onde diabos est� me levando?

Estou atrasado para um neg�cio.

Deixo voc� depois, quando voltarmos da cidade.

- Est� atrasado para qu�? - Futebol.

Fute o qu�?

Chuta no gol!

Corre, corre! � isso a�.

Primeiro tempo. Intervalo!

- Pai! - Mikey, como vai?

- Quem est� ganhando? - Eles est�o. 4x1.

4x1? Quem marcou o gol de voc�s?

- Ricardo. Eu ajudei. - Ajudou? Muito bem.

Tem de beber nos intervalos, certo? N�o quero que fique desidratado.

- Ol�. - Ei.

Este � o Bubbles.

- Ol�. - Segunda tempo. Vamos!

- Vai nessa, Mike. Pegue eles. - Tchau, Pai.

Voc� atrasou. Ele pensou que n�o viria de novo.

Este trabalho, sabe como �.

N�o consigo chegar. Ele s� chega do �nibus �s 16h.

Preciso mais que uma semana. Ele precisa mais de mim, bem como Sean.

N�o abro m�o de mais nenhum fim-de-semana.

Meio-a-meio foi o m�ximo que meu advogado disse para dar...

N�o � meio-a-meio se eu n�o os vejo toda maldita semana.

- Voc� os v� todos os dias... - N�o fale bobagens.

- Meu advogado disse... - Que se foda seu advogado.

Foda-se voc�. Foda-se voc�.

- Viu? - Sim, eu vi.

Vamos, vai l�.

Est� bom pra voc�?

� uma linha fina entre o c�u e aqui.

Como ele sabia onde a droga estava? Os narcos n�o sabiam, mas ele sabia.

Porque algum nego abriu o bico.

Cara, n�o � preciso ningu�m contar para Omar ou sua turma...

para espiar e ver onde as drogas est�o.

- Merda, Bodie. Ferraram o neguinho. - Acabaram com ele.

Como � que ele n�o foi em cana depois do soco no narco?

Cara. Como voltou pra casa t�o depressa?

- Neguinho. Roubou o qu�? - Um Camry XLE.

Querem dar uma volta? Est� logo ali na esquina.

Cara, o reformat�rio � bosta nenhuma.

Sou barra pesada perto daqueles garotos de merda, cara.

N�o puderam me segurar.

T� rindo de qu�? O que � t�o engra�ado?

Se fosse voc�, ainda estaria l�.

J� esteve na cadeia, neguinho? J� matou algu�m?

Fui eu quem estive na cadeia, lembra?

Oito meses em Eager Street acusado de homic�dio.

- Sim, matou um. - Sim, um que voc�s sabem.

Voc�s idiotas de merda podem perguntar por a�.

Ei, saindo da cidade, certo, bem no final de Eastside?

Tem uns apartamentos, l�, certo?

Ent�o, tinha uma garota que morava l�.

Ela era, tipo...

nunca vi uma mulher t�o ajeitada.

Pode crer. a garota era tudo de bom.

- Transava com ela? - N�o, cara. Nada disso.

Era uma garota que meu tio pegava.

Eles estavam juntos h� um bom tempo

at� ela descobrir que meu tio tinha outra garota ali perto.

Ali�s, que ele tinha um monte delas por ali, sacaram?

Ent�o, ela endoidou. Disse que ia falar com a pol�cia...

sobre coisas que ela nem deveria saber.

- Que merda! - Sim, j� sabe.

Mas olha, fiquei muito puto, e meu tio ficou sabendo.

Ent�o eles me levaram at� o corti�o dela.

E me mostraram que ela morava no andar t�rreo.

Dei uma volta pelos fundos, at� a janela de tr�s.

eu tinha uma 45. A poderosa.

Fui at� � janela e olhei, e estava muito escuro porque

eram tipo umas 3h da manh� e n�o se podia ver nada.

O que voc� fez?

Ent�o saquei a arma...

e comecei a bater na janela com a coronha.

Bem baixinho, mas alto o suficiente para ela ouvir.

Pois ela ouviu, sabe. Com certeza, ela veio.

Estava toda pelada.

N�o sei por que merda, mas ela tinha um robe...

e enquanto vestia o robe, ela acendeu a luz...

e quando ela fez isso, com a luz l� dentro...

ela n�o podia ver do lado de fora.

Porra, toda pelada.

Ela ouviu o barulho na janela e n�o teve outra escolha...

a n�o ser ir l� ver o que era.

Ela chegou bem perto...

olhou pra fora para saber de onde vinha o barulho.

O que aconteceu?

Ele atirou nela.

Ei, Dee. Se ela era demais, por que n�o transou com ela antes?

- Nego. Voc� � doente. Cala a boca. - O qu�? S� estou dizendo...

Tem algo muito errado.

Isto � rid�culo.

Por causa de um curto circuito no freezer do laborat�rio...

as amostras de sangue de 56 homic�dios...

15 estupros, est�o perdidas.

- O promotor j� sabe? - O Prefeito tamb�m.

A maioria dos equipamentos do laborat�rio tem 25 anos de uso.

Alguma vez foi atr�s de dinheiro? Doa��es?

Tais como?

A Funda��o Abell, por exemplo. Meu irm�o trabalha l�.

Se quiser que eu veja isso pra voc�...

- Poderia ver isso? - N�o custa perguntar, n�o �?

Nunca, Merit�ssimo.

Ent�o, nesse mesmo esp�rito...

como vamos no caso Barksdale?

Outro motivo para vir aqui.

Traficantes e mandatos de busca e apreens�o. Ouvi falar.

Alguns elementos do m�dio escal�o foram capturados, como pode ver.

Olha, n�o foi um grande golpe, mas mandamos um recado direto.

N�o vejo o nome de Barksdale em lugar algum...

nem Bell, nem nada relacionado aos homic�dios.

- O Servi�o Social vai cair de cima. - N�o.

Ent�o, temos trabalho para fazer, n�o temos?

Pol�cia! Abra essa maldita porta!

- Abra essa maldita porta! - Abra a porta!

- O qu�? - Abra a porra da porta!

- Aqui em cima, limpo. - Cozinha est� limpa.

Vou na porta dos fundos.

- Apareceu algu�m aqui? - Certo. Sil�ncio.

Aqui em cima, limpo.

Vou bater nesse viadinho como se bate no filho dos outros

por se esconder nesta pocilga.

Malditos vermes pra todo lado.

Diga ao Bodie que estamos atr�s dele.

Pe�o desculpas por xingar na porta.

Digo, eu n�o sabia que estava sozinha.

S�o as drogas de novo?

Gostaria de sentar?

Preston ficou comigo quando minha filha morreu.

Ele tinha quatro anos.

Mas naquela altura, eu sabia que ele era atentado.

A m�e dele vivia nas ruas, atr�s disso.

Passado algum tempo, ela n�o conseguia ver mais nada.

N�o, cara, n�o fomos n�s.

�s 2h30 nas torres? Voc�s s�o malucos, cara.

N�o sei do que esta falando.

Ent�o, como acha que vai conduzir isso?

Desculpe, dona.

E sinto muito pela forma como entramos aqui.

Se Preston passar por aqui...

d� isto a ele e diga que precisamos conversar, certo?

Desculpe.

- O que estava fazendo l�? - Conversando.

- Conversando.? - Isso.

- At� mais tarde. - Est� bem. Pego voc� depois.

Al�?

McNulty!

� um juiz pra voc�.

Sim?

Olha, posso ligar de volta?

- Major, senhor? - Sim.

Estive pensando.

Sei que � uma clara viola��o do Regulamento, eu sei, mas...

Ontem � noite, estava em casa, sentado pelad�o,

E tinha uma m�o agarrada numa uma cerveja gelada...

e a outra agarrada ao meu magn�fico, fl�cido...

pirulito de onze cent�metros, e tentava com todas as for�as

me lembrar como pareciam os peitos da Leila Kaufman.

quando o biqu�ni dela caiu na festa da piscina do Hillendale.

- Leila Kaufman? - Sim, senhor.

No Ver�o de 1972.

Estava com a belezura na mira, por assim dizer...

e eu estava perigosamente...

perto de... saciar.

Quando de repente, assim do nada...

a merda do Detetive, a merda do Jimmy McNulty surgiu na minha mente.

McNulty?

Obviamente, eu tive que abrir os olhos e admitir...

que a minha noite estava arruinada.

A certa altura, n�o tinha nada para fazer...

sen�o pensar nos problemas do Jimmy McNulty.

Porque, claramente, este cara...

e seus malditos problemas est�o entre mim e todo o prazer do mundo.

Claramente.

Primeiro de tudo, a culpa n�o � do Jimmy.

- N�o? - N�o.

- O Jimmy � um viciado, senhor. - Em que ele � viciado?

Nele mesmo.

N�o tem gra�a, senhor.

Alias, � uma puta trag�dia, isso � que �.

O cara, ele deve acreditar

que ele � sempre o mais esperto na sala.

E quer saber? A culpa n�o � dele, porque vejamos...

ele n�o foi para a universidade nem tem um QI acima de 100.

Ele arranjou a merda dum trabalho na Pol�cia de Baltimore.

Nos primeiros dois anos na Homic�dios,

esteve no esquadr�o do Ulmansky, parceiro de Tony Lamartino.

Cristo, devem ter passado meses at�

que ele se tornasse o mais esperto na sala.

- Onde quer chegar, Jay? - A quest�o � que...

ele n�o consegue se conter.

Isso faz dele um idiota, eu sei...

mas isso tamb�m faz dele um bom policial.

No ano passado, ele resolveu oito casos.

Um deles... era um corpo decomposto boiando...

que foi um z�-ningu�m por tr�s semanas.

Diga ao seu garoto para arrumar esse destacamento em duas semanas.

Se ele fizer isso, volta para c�, com ficha limpa.

Voc� iria adorar.

Burrel sentado na minha frente com um punhado de pris�es por droga...

aparentando ter um plano.

Ent�o, o que disse a ele?

"Nunca roube um ladr�o, Chefe". Foi isso que eu disse a ele.

- Eu fiz bem, n�o foi, Jimmy? - Tenho que desligar.

"Discutir a Regra de Hicks como manifesta��o...

"do esfor�o do Judici�rio em manter uma disposi��o acelerada...

"nos casos criminais dentro do Sistema Judici�rio moderno."

O qu�?

Foi isso que eu disse. "O qu�."

- Que diabos � a "Regra de Hicks"? - Voc� marcou meu sof�?

- O qu�? N�o. - Sim. Marcou sim.

Isso j� estava ai antes.

O diabo que estava. Merda, Kima. Tinta de marcador n�o sai.

- N�o, n�o fui eu, juro. - Certo. Deixe-me ver o marcador.

Se quer meu marcador, preciso de ver um mandato.

Falo s�rio. Preciso ver alguma causa prov�vel.

Vou bater na sua bunda. Que tal isso por "causa prov�vel"?

- Me d� o marcador. - Maldi��o. Que viol�ncia � essa?

Sabe que violou meus direitos civis?

Ent�o, nova regra: nenhum marcador no sof�.

V� para aquela mesa e fa�a sua tarefa de casa.

Vai. Pega isso e vai.

Me d� meu marcador.

- Preciso de uma �gua t�nica. - Poxa, garota!

Essa conta de celular deve comer todo o seu sal�rio.

N�o. A maioria � a trabalho. A empresa paga.

Phelan n�o deixou passar.

Estamos sequer perto de pegar Barksdale?

- N�o, senhor. - Ent�o, o que est� me dizendo?

N�o estou dizendo nada. Espero que voc� me diga.

Posso fazer o que quiser com isto.

Se quiser que eu v� mais fundo, posso fazer isso...

se quiser que isto desapare�a...

Se quiser trazer mais algu�m, talvez agir de maneira diferente.

Quer sair pela porta dos fundos, Tenente? T�o cedo?

McNulty diz que este caso precisa de uma escuta.

Acha que ele tem raz�o?

Precisa de algo.

- Tire o seu da reta, cara. - N�o, cara. Isso vai dar certo.

N�o vou subir escada porra nenhuma.

Nunca vai acertar, cara.

Em cima!

Pessoal deve achar que somos burros. � que...

- � o seu pager ou o meu? - � o meu. O meu.

- Ei. Cuidado com a minha cabe�a. - Cara. Bateu e voltou da c�mera.

Sim, precisa de pontaria.

Ei. Quem �?

- Ent�o, o que acha? - Escuta autorizada?

Sim, mas n�o � para um telefone. � para um pager. Peguei com Pearlman.

- Pagers? - Um tipo de coisa antiquada.

- Ent�o, por que n�o celulares? - Certo. Quem mais usa pagers?

Vou te contar. Verifiquei uma conta de celular ontem � noite.

Todas as chamadas recebidas estavam registradas.

Certo. Se pegarmos o pager de Barksdale, podemos ir pras ruas.

Talvez at� rastrear algum fornecedor.

Ent�o, quem � Anthony Malvadeza?

O Malvadeza vendia drogas no bairro no in�cio dos anos 90.

Assim, h� uns anos, n�o sei por qu�...

ele apareceu em Randallstown, tentando roubar uma joalharia.

Ele fez merda, metade da cidade o perseguiu pelo centro.

E acho que o Malvadeza pensou que n�o ia aguentar a pena...

porque ele meteu um 44 contra o peito e puxou o gatilho.

Um 44?

Foi uma ferida superficial.

Acordou duas horas depois na Emerg�ncia do Hospital.

- Com um novo apelido. - Claro.

Bubbles disse que o irm�o do Anthony

invadiu o dep�sito de Barksdale naquela noite.

Um sujeito chamado Omar.

N�o � um neg�cio f�cil, sabe, roubar de traficantes.

Um homem como ele � prov�vel que ande armado.

Pegamos o cara. H� uma acusa��o para come�ar.

E se ele souber onde ficam os dep�sitos do Barksdale...

- provavelmente sabe muito mais. - Est� vendo? Outro plano.

O problema � que vamos ter que vender isto.

- Quer levar isto ao Daniels? - Ele ouve voc� mais que a mim.

Onde est� Santagelo? - Oh, ele est�, ele...

Est� na Central. Ele tem que tratar de um caso hoje.

At� agora, n�o ouvi nada ao contr�rio, por isso...

vamos pressionar mais.

Id�ias?

Podemos continuar com as deten��es,

mas n�o acho que vamos muito longe com isso.

Por outro lado, o pessoal que pegamos semana passada tinha pagers.

Assim como D'Angelo Barksdale tinha, quando o McNulty o pegou.

Poder�amos clonar alguns pagers e ver at� onde nos leva.

- Clonar o qu�? - Os pagers deles.

Eles recebem um bip, n�s tamb�m. Veremos quem ligou, quais n�meros.

Se eles s�o assim t�o bons, por que ainda usam pagers?

Por que n�o gastar alguns d�lares por celulares?

� um m�todo.

N�o se pode clonar um pager.

Mas tamb�m n�o pode fazer liga��o com um pager.

Voc�s v�o querer os n�meros dos orelh�es da baixada...

e qualquer outro telefone ligados aos pagers.

O que � necess�rio para clonar os pagers?

Um mandado para a escuta.

Temos computadores suficientes do Servi�o Social e da Vigil�ncia.

Ficaremos exaustos.

Estou exausto s� de ouvir esta merda.

�timo. Exaust�o � exig�ncia legal para intercepta��o eletr�nica.

Temos de provar que mais nada funciona.

Vejam. Fizemos as invas�es, as deten��es, mas ningu�m se abriu.

N�o temos um informante que nos leve a lugar algum.

Isso � muito exaustivo.

S� o que resta fazer agora � seguir um destes in�teis...

e provar que n�o conseguimos.

Tentaremos mostrar ao juiz que n�o resolvemos...

o caso seguindo esses caras, e n�o resolvemos.

Como seguimos qualquer um deles quando entram nas torres?

Mas tem que provar que tentou.

Temos um n�mero de pager?

Isto estava escrito na parede do esconderijo...

com a letra "D" nele.

� do D'Angelo? Verificou?

� ele.

Vamos nessa.

O que ele quer que fa�amos? N�o entendi.

Eu explico se me pagar um lanche.

Pode me explicar de novo...

por que examinar uma cena do crime de seis meses atr�s?

Olha para este arquivo. Keeley n�o fez mesmo bosta nenhuma.

- Ele processou a cena. - � do Keeley que estamos falando.

A merda do Jay e os seus saltos de l�gica.

Este caso n�o est� perto de nada que estamos fazendo.

Ent�o? D� uma sacudida por a�. Fa�a um Sargento feliz.

Como quiser.

Conhece Lester Freamon?

Mais ou menos. Por qu�?

Ele est� conosco no caso Barksdale.

- Pensei que s� tinha corcundas. - Ele parece um,

age como um, sentado ali com sua mob�lia de brinquedo.

Jimmy, ele ganha mais dinheiro com aquilo do que voc� neste trabalho.

- N�o deixe Lester te enganar. - J� me enganou.

Hoje na reuni�o, ele mostrou uma coisa.

Ele � um policia nato. J� foi da Homic�dios.

- Por que ele saiu? - Pergunte a ele.

- � este o tal? - Isso. Nunca mais foi alugado.

� foda!

Que filho-da-puta!

� foda! Foda e foda!

� foda!

� foda! Foda, foda, foda!

Mas que merda?

� foda!

Porra!

- N�o. - � foda!

Que se foda.

� foda!

Filho-da-puta.

� foda! � foda!

� fod�o. � foda! � foda!

� foda!

- � foda! - � foda!� foda!

Filho-da-puta.

� foda e meia!

� foda!

Veja isso.

Filho-da-puta.

Que porra!

Sydnor a p�, Carv de carro...

Herc, vai ficar no telhado atr�s da Amity.

De novo. Fico com a merda do destacamento?

O plano � ficar em cima do D'Angelo.

- Se o perdermos, perdemos, certo? - N�s vamos perd�-lo.

N�o se pode seguir ningu�m nas torres.

Nem sequer pode ficar na baixada sem um motivo.

S� para ter certeza. N�s queremos perd�-lo, certo?

Perd�-lo � bom?

- Certo. - Ent�o pra qu� fazer isto?

Deixa disso, Herc. Me ajuda nessa, est� bem?

Afinal, voc� � um policial.

Voc� sabe o que fazer, s� que n�o tem feito.

Quanto tempo ficou na Unidade de Penhores?

Treze anos e quatro meses.

- Treze anos? - E quatro meses.

Eu tenho que perguntar...

o qu� um policial designado para a unidade de Penhores faz exatamente?

Faz relatos de entrada de lojas de penhores de itens acima de $50.

Depois faz um cart�o de identifica��o daquele item.

Depois arquiva o cart�o.

Se algu�m quiser saber se algo roubado foi penhorado...

n�s vemos se temos um cart�o indicador.

Se tiver, temos. Se n�o tiver, n�o temos.

- Fez isso durante 13 anos? - E quatro meses.

Por que pediu para sair da Homic�dios?

- Ningu�m pediu nada. - Ganhou um p� na bunda?

- O que fez para irrit�-los? - Trabalho de pol�cia.

Acho que devo pagar uma bebida.

S� uma?

Peguei este caso numa casa no Brooklyn, no ver�o de 1987.

Uma mulher de 80 anos, esfaqueada,

de pijamas, na cama, janela for�ada, entrada pelos fundos.

Trabalhei naquilo por algumas semanas.

Peguei o nome de dois moleques no bairro de Curtis Bay.

O moleque n�mero um caiu fora e tentou culpar o moleque n�mero dois.

Checou as declara��es?

Imprimi na janela de tr�s para o n�mero dois...

e outro para o n�mero um no arm�rio do banheiro.

Ent�o, ficou no jeito, isso?

Ainda melhor quando o moleque n�mero um foi at� a casa...

onde escondeu as coisas da velhinha.

R�dio-despertador, TV, forno el�trico.

- Ent�o, qual foi o problema? - O problema foi o esconderijo.

Acontece que era do filho de um dos grandes editores da News America.

O sujeito editando o jornal da tarde...

e o filho todo desequilibrado...

fazendo cagada e se drogando em Lucust Point.

O Chefe, que estava com vontade de fazer favores...

ordenou ao Major que eu deveria resolver o caso sem o esconderijo.

S� as pistas e o depoimento. Jogar desse jeito.

Ent�o, ele fez isso por qu�? Pra ter um jornalista no bolso?

Sim, acho que sim.

Foi Burrell?

N�o, n�o, Mueller. O Chefe de Opera��es antes do Burrell.

- Ent�o, o qu� voc� fez? - O que acha que eu fiz?

Acusei-o de recepta��o, depois o fiz testemunhar.

Era poss�vel resolver o caso sem ele. S� com depoimentos e pistas.

Provavelmente. Sim.

- Por que n�o fez? - Por qu�?

Por que est� de ferrando tudo perseguindo Avon Barksdale?

Uma semana depois do julgamento, o Major veio at� mim...

perguntando para onde eu queria ir.

Eu disse "tanto faz". "Eu gosto das ruas", sabe?

"M� d� um p�-na-bunda. Ganho meu dinheiro na mesma", sabe.

"Me mande para a Avenida Edmondson, n�o me importo".

Ganhou um p�-na-bunda?

O Major recuou. Perguntou para onde eu n�o queria ir.

E perguntou para ter a certeza que eu afundaria legal.

Ent�o eu disse: "N�o quero trabalhar com coisas de pap�is".

"Nada de coisas de escrit�rio".

"Me mande para algum lugar e me deixe ser policial".

- Unidade de Penhores. - Me pegaram legal.

Ent�o, por que te deixaram sair? Por que agora?

Acho que eles se esqueceram de mim.

Merda, Lester.

Voltou dos mortos?

Voc� chutou o balde.

Bunk Moreland disse que voc� � um policial nato. Um dos poucos.

Sim, tive muitas alegrias.

Detetive...

quando eles perguntarem para onde quer ir...

e ir�o perguntar para onde quer ir...

fa�a um favor a si mesmo. Fique de boca fechada.

Tenho que ir ao banheiro, garoto.

- Eu pago. - Tudo bem.

Ol�.

- Kima est�? - E voc� �?

Diga que � McNulty.

� pra voc�, Kima. Um rapaz branco decididamente confuso.

Deus do c�u.

Como foi hoje?

Perdemos ele na rua 221.

Achamos de novo na baixada...

e depois perdemos na Rua Schroeder depois de escurecer.

Muito bem feito.

- Est� em condi��es de dirigir? - Sim, estou bem.

Eu s� queria... s� queria te agradecer.

- Por qu�? - Por hoje, sabe, com o Daniels.

- Devia agradecer ao Lester. - J� agradeci.

Queria agradecer a voc�, Detetive Greggs.

- Sem problemas. Boa noite. - � isso.

- O que eu perdi? - Nada demais.

- Infeliz no amor? - Pior. Solit�rio.

Voc� n�o fez a tarefa na classe de novo.

- Voc� disse que iria tentar. - Estou tentando.

As coisas est�o quentes agora.

Estou fazendo o melhor que posso.

Voc� mesma disse que precisava fazer algo mais.

Algo melhor para n�s.

Voc� prometeu.

Cara.

O que eu fa�o com voc�?

Sabe. Gatas melhores que voc� j� ca�ram na minha l�bia, certo?

O que tem aqui embaixo?

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