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Irei em um minuto.
- Cartwright, n�o! - Quarto 14, Xerife.
Abra!
Vamos, abra!
Ei, o que um homem tem que fazer para dormir um pouco por aqui?
- Hoss? - Candy.
O que est� fazendo aqui?
Hoss, o que aconteceu?
N�o sei.
Hoss.
Hoss, o que aconteceu?
N�o sei.
Ningu�m te chamou aqui. Saia.
Saia!
Estou tentando ajudar.
No corredor!
O senhor tamb�m.
Eu conhecia bem Edwards.
Acabei de lhe vender 1.000 cabe�as de gado.
Tem uma chave do quarto, Xerife, no ch�o.
Acho que caiu da mesa.
Muito bem, senhor,
por que fez isso?
Fiz o qu�? O que est� acontecendo?
Vou lhe dizer o que est� acontecendo. Vai para a cadeia.
Vai ser julgado por homic�dio em primeiro grau,
e depois vai ser enforcado.
S09E29 - O Lutador de Garrafas
Legenda por Susanawho
Coisa terr�vel, simplesmente terr�vel.
Quanto tempo devemos ficar sentados aqui?
Eu n�o dormi mais que duas horas antes da briga come�ar.
Vou subir para o meu quarto.
O Xerife Purcell disse que ningu�m deveria subir at� que ele mandasse.
Eu n�o o irritaria, se fosse o senhor.
- Aonde o senhor acha que vai? - L� pra cima, para a cama.
N�o at� eu mandar.
Eu j� disse isso a ele.
Venha comigo.
- Oh, Xerife? - Sim?
Alguma obje��o se eu for at� o est�bulo
e me deitar em alguma palha limpa e bonita?
N�o. N�o se o senhor conseguir passar por meu Delegado l� fora.
Bem, esta chave abre a porta.
O que eu quero saber � quantas outras far�o a mesma coisa?
Bem, apenas uma, a chave mestra.
A chave mestra, onde est� guardada?
Est� guardada l� embaixo, na gaveta da escrivaninha, trancada.
Estava l� esta noite?
Sim, eu conferi.
Tem certeza?
Certeza suficiente para jurar sob juramento?
Pode apostar que sim, Xerife.
- Nate. - Xerife.
Sr. Ogleby, isso � terr�vel.
Quero dizer, atirar em um homem � uma coisa, mas uma faca nas costas...
Um homem grande como Hoss Cartwright usando uma faca,
simplesmente n�o consigo acreditar.
O corpo estava deitado aqui de bru�os.
Esta � a faca que estava nas costas dele.
Hoss Cartwright estava parado ali.
O resto do quarto est� do jeito que encontrou?
�, praticamente assim. Aquela mesa foi derrubada quando arrombei a porta.
As travas da janela s�o de p�ssima qualidade.
Por que as fechaduras da porta s�o t�o boas?
Bom, quando o hotel estava sendo constru�do,
um vendedor ambulante apareceu.
N�o tinha dinheiro, mas tinha um ba� cheio de �timas fechaduras,
e o velho McGregor comprou todas elas.
Tudo bem. Tudo bem, voc� pode ir.
O que estava dizendo sobre fechaduras?
O recepcionista disse que s� h� duas chaves que abrem essa porta,
a que encontrei aqui no quarto
e a que estava trancada no andar de baixo.
Bom, parece que o recepcionista estava certo.
Sim, e estarei interessado na explica��o de Cartwright sobre isso.
Este � o Sr. Ogleby, senhores, o Promotor do condado.
J� viu isso antes?
Sim.
Nas costas de Edwards.
E o senhor?
� de Hoss Cartwright.
Ou uma igual.
Cartwright tinha uma faca quando o revistou na pris�o?
N�o, senhor, n�o tinha.
Tenho tudo o que preciso, Xerife.
Quando verei Hoss?
Bem, amanh� ou depois de amanh�, talvez.
Quando o Sr. Ogleby disser que pode.
Eu preciso de um quarto.
O Tribunal considera as provas apresentadas
pelo Promotor mais do que suficientes para fundamentar a acusa��o.
O acusado, Hoss Cartwright,
fica por este meio, preso.
O Tribunal instrui o Xerife Purcell
a apresentar esse acusado neste Tribunal
em tr�s dias a partir de hoje
para ser julgado pela acusa��o de homic�dio em primeiro grau.
O Tribunal est� encerrado.
Sinto muito, Cartwright, isso � tudo que posso fazer por voc�.
Hoss, foi apenas uma audi�ncia. Isso n�o significa nada.
Ningu�m fala com o acusado, exceto seu advogado e seus parentes.
- Eu s� estava... - J� lhe disse isso antes.
Decis�o do Promotor Ogleby.
Isso se aplica tanto ao Tribunal quanto � pris�o.
Nunca fiquei t�o feliz em ver algu�m em toda a minha vida.
Como est� Hoss?
Ele n�o est� ferido nem nada, mas...
as coisas n�o poderiam ficar pior.
- Onde fica a pris�o? - Por aqui.
- Voc� o viu? - O Xerife n�o me deixou entrar.
Ele n�o vai deixar ningu�m entrar,
exceto sua fam�lia e aquele advogado.
Que advogado?
- Nomeado pelo Tribunal. Ele se demitiu. - O qu�?
N�o servia pra nada. Ele n�o passou mais de tr�s minutos na pris�o com Hoss.
Na audi�ncia, ele nem mesmo abriu a boca.
Tentei arranjar outro para ele.
N�o h� advogado nesta cidade que queira se envolver no caso.
Vou colocar isso com o que tirei de Candy.
Nenhum de voc�s vai precisar disso at� depois do julgamento.
- Podem peg�-las quando sair da cidade. - Por que s� n�s?
H� outras pessoas na cidade usando armas.
Porque eu digo isso.
Nathan Ogleby, Promotor do condado.
Salt Spring � uma cidade tranquila, Sr. Cartwright.
Queremos mant�-la assim.
Voc�s da Ponderosa t�m mau g�nio e pavios curtos.
J� temos um homic�dio para provar isso.
Um momento.
O senhor � o Promotor ou o Juiz?
Como pai, Sr. Cartwright, eu o entendo.
Como Promotor, devo dizer que seu filho foi acusado
de um crime hediondo.
E jurei providenciar para que ele pague
o pre�o total que a lei exige por esse crime.
Quero ver meu filho.
Claro. Leve-os para dentro, Xerife.
- Chegamos aqui o mais r�pido poss�vel. - Trocamos de cavalo tr�s vezes.
Do jeito que papai cavalgava, voc� pensaria que ele trabalhava para o Correio Expresso.
Hoss, conte-nos o que aconteceu.
Eu gostaria de saber.
Quero dizer... eu realmente n�o sei.
Veja, tudo come�ou, papai,
quando vendi a esse tal de Edwards 1.000 cabe�as de gado,
tudo em um acordo de aperto de m�os,
apenas uma garantia de aperto de m�o simples,
enquanto o senhor estava em San Francisco.
Comecei a me preocupar com isso.
Candy e eu viemos at� aqui para ver como ele estava
e chegamos aqui e, claro, ele desistiu do neg�cio.
Ele decidiu comprar de Mort Becker por um d�lar por cabe�a mais barato.
Ent�o fui at� ele e tentei fazer com que ele me pagasse os 2.000 d�lares,
dinheiro que ele me garantiu com um aperto de m�o para iniciar a viagem.
Ele n�o quis.
Tentou me expulsar de seu quarto e come�amos a brigar.
Em algum momento durante a briga,
ele ou algu�m me bateu na cabe�a
e n�o me lembro o que aconteceu depois disso.
Droga, eu simplesmente n�o sei!
Bom, o Sr. Van Buren lamenta que seja imposs�vel
aceitar outro caso neste momento espec�fico.
Estamos indo t�o bem quanto voc�.
Tr�s tentativas e tr�s recusas.
Eu nem recebi o discurso bonito.
Simplesmente n�o.
Candy, voc� disse que havia quatro advogados em Salt Spring?
Oh, mais para tr�s e um b�bado chamado Barney Sturgess.
Sturgess? Espere um minuto agora.
Tinha um grande advogado de defesa
em Sacramento, h� alguns anos, com esse nome.
Gostaria de saber se � o mesmo. Onde fica o escrit�rio dele?
Virando a esquina, subindo as escadas.
Est� aberta. Entre.
- Sr. Sturgess? - Sim.
Meu nome � Ben Cartwright.
Como vai?
- Meu filho, Joseph. - Como vai, como vai?
- Sr. Sturgess. - E este � Candy.
Sim, j� o vi por a� na rua.
- Como vai? - Desculpe, este lugar est� t�o bagun�ado.
N�o sou muito de faxina.
Sentem-se. Pronto.
Era de um amiguinho meu.
Bom soldado. Eu estava com ele quando ele morreu.
- Venha, vamos sair daqui. - Sente-se. Vamos, sente-se.
O senhor � Ben Cartwright.
Seu filho Hoss est� na pris�o. Ele est� em apuros.
Sr. Sturgess, meu filho � acusado de assassinato.
- N�o h� d�vidas... - Espere um minuto.
Quero mostrar a este jovem
que n�o estou t�o b�bado quanto ele pensa.
Eu valorizo minha privacidade.
E sento-me sozinho nos bares,
mas ou�o.
Eu ou�o o que est� acontecendo.
Est� tentando contratar um advogado,
mas eles est�o muito ocupados.
A verdade � que ningu�m quer ir contra Nate Ogleby.
N�o � inteligente,
n�o se quiser ganhar a vida trabalhando como advogado nesta cidade.
� assim que o senhor se sente?
Oh, n�o faz nenhuma diferen�a como eu me sinto.
N�o sou t�o tolo para pensar
que poderia defender uma acusa��o de homic�dio,
e tenho certeza de que o senhor n�o � t�o tolo para querer me contratar.
Mesmo se tivesse um bom advogado, n�o adiantaria muito.
O que precisam � de um milagre.
Milagre ou n�o, meu irm�o n�o fez isso.
� a sua opini�o.
Infelizmente, as boas pessoas de Salt Springs
j� o julgaram e o condenaram.
Sr. Sturgess...
precisamos de ajuda jur�dica
e o senhor � o �nico homem dispon�vel.
Pelo menos pode conseguir um adiamento.
N�o vai adiantar nada.
At� um funcion�rio pode conseguir um adiamento.
Tudo bem, encontre um funcion�rio. Deixe-me em paz.
O senhor costumava ter uma reputa��o de lutador.
Lembro-me do senhor quando um caso de homic�dio,
qualquer caso, seria um desafio.
Antes disso.
Agora, ningu�m confiaria em mim para...
autenticar uma assinatura, muito menos ir a um Tribunal.
E eu gosto desse jeito.
Sr. Sturgess, meu filho precisa de sua ajuda
e vai ter que ajud�-lo.
Eu nunca poderia fazer isso. N�o, v� embora, me deixe em paz.
Vai conseguir.
Vamos providenciar para que consiga.
Vamos acompanh�-lo at� que esteja totalmente s�brio,
e entrar� naquele Tribunal e obter� o adiamento.
- N�o sabe o que est� pedindo. - Sim, eu sei.
Deve haver um resqu�cio de coragem no senhor.
Precisamos de sua ajuda.
Tudo bem, vou tentar.
Sobre o que foi a briga?
J� lhe disse tr�s vezes, Sr. Sturgess.
Bem, eu n�o o ouvi. Espere.
Voc� me disse algo sobre dinheiro, mas quero ouvir de novo.
Agora, voc� e Candy chegaram.
Em seguida,
Candy levou os cavalos para o est�bulo
e voc� foi para o hotel.
Isso mesmo.
Entrei no hotel, fui direto ao recepcionista
e estava prestes a me registrar quando ele me disse que o Sr. Edwards
estava no quarto 14.
- Ent�o fui direto para l�. - Ficou bravo com ele?
- Estava procurando encrenca? - J� lhe disse, Sr. Sturgess.
O Sr. Edwards me devia 2.000 d�lares em garantia
que ele deveria pagar quando sa�mos na trilha com o gado e ele n�o apareceu.
- Voc� foi at� o 14? - Isso mesmo.
Subi l� e a porta estava aberta.
Ele estava tomando uma bebida com Mort Becker.
Eu entrei e disse ao Sr. Edwards que queria os 2.000 d�lares
e queria um contrato pelo restante do dinheiro,
a ser pago quando entreg�ssemos o gado,
e ele me disse que o neg�cio estava cancelado.
- � por isso que voc� matou Becker? - Eu n�o o matei, dane-se!
Por quanto tempo vai deixar esse b�bado continuar?
Ele est� melhor do que antes.
O que vamos fazer? Ele � o �nico advogado que conseguimos arranjar.
Que advogado!
Ele tem dificuldade para se lembrar do que acabou de ouvir.
N�o sei como ele encontra o caminho para o Tribunal.
Bem, �s vezes ele n�o consegue.
Sabe, na maioria das vezes sinto pena das pessoas
que contratam o velho b�bado Barney.
Desta vez n�o vai fazer diferen�a.
Em mais de 20 anos como Xerife, nunca vi um caso mais claro.
O que deixou Becker furioso?
Bem, eu disse ao Sr. Edwards
que Becker n�o tinha 1.000 cabe�as de gado.
N�o tinha nem 500, a menos que fossem roubadas.
Como voc� sabe disso?
Bem, h� menos de uma semana, ele mendigava refei��es em Virginia City.
Ei, ainda bem que Ogleby n�o o ouviu dizer isso.
Como Edwards poderia lhe dar 2.000 d�lares se ele estava falido?
Droga, n�o era Edwards que estava falido, era Becker!
Eu n�o ouvi direito. Sim, Becker.
Foi o Becker quem saiu do quarto 14, hein?
Isso mesmo.
Pode me dizer quanto dinheiro Edwards tinha no bolso?
Com prazer, Sr. Cartwright.
Ele tinha 104 d�lares e um rel�gio de ouro.
Ent�o, se est� pensando em roubo, esque�a.
Ele veio at� mim com uma cadeira. Ele errou, acertou uma mesa.
Eu a tirei dele, ou o que sobrou dela.
Mais ou menos nesse momento, eu me lembro
dessa sombra passando por cima do meu ombro e...
algu�m me bateu na cabe�a e a pr�xima coisa que percebi
foi que acordei e estava olhando para Candy e o Xerife.
Acertou voc� na cabe�a? Deixe-me ver.
Foi anteontem. N�o tem mais nada.
N�o. E foi a sua faca que eles encontraram l�?
Sim.
E voc� n�o tem ideia de como ela acabou nas costas de Edwards?
J� lhe disse que n�o sabia!
Tudo bem, Barney.
J� chega. Vamos.
N�o, pai, ele estava um pouco confuso no in�cio,
mas est� fazendo um bom trabalho agora.
Algu�m vai ter que fazer perguntas a eles de qualquer maneira.
A gente se v� no Tribunal.
Sim.
- O senhor est� bem? - Sim.
Serei capaz de chegar ao meu escrit�rio antes de cair.
Amanh�, se tiver sorte, serei capaz de entrar no Tribunal.
Vou conseguir seu adiamento.
Com certeza odiaria ter que ir at� o fim.
N�o estou dizendo que ele � culpado.
N�o acho que ele fez isso.
Ora, aquele alce poderia ter jogado Edwards direto na parede.
Ele n�o precisaria usar faca.
Claro que n�o.
Somos quatro,
mas o j�ri o considerar� culpado, sem sair do camarote.
Bem, tenho que ir ao meu escrit�rio.
Veja, antes de pedir esse adiamento,
- tenho que ler algumas coisas. - Vou acompanh�-lo.
- N�o se incomode. - N�o me incomoda nada.
Tudo bem.
N�o h� nada l� em cima, a n�o ser um monte
de livros de Direito velhos e poeira.
Na esquina tem um bar. Pode tomar uma cerveja.
Encontrarei voc� l� assim que
encontrar os precedentes que procuro.
Temos que pregar com firmeza.
Aquele Juiz Simpson � um bode velho malvado.
Tudo bem. A gente se v� daqui a pouco.
Largue isso.
Eu disse para largar!
Eu s� quero um pequeno gole para me recompor novamente.
Oh, o senhor vai beber. O senhor vai beber caf� preto.
Vou ench�-lo de caf� enquanto faz o trabalho dos livros.
Depois disso, vamos caminhar novamente.
- J� fiz toda a caminhada que vou fazer. - N�o, o senhor vai caminhar!
Vamos para o hotel para podermos vigi�-lo.
Porque quando entrar no Tribunal amanh�,
ser� o homem mais s�brio de Salt Springs.
Por que n�o vai embora e me deixa em paz? N�o quero esse trabalho!
N�s tamb�m n�o o queremos, mas n�o temos op��o!
Depois de conseguir esse adiamento amanh�,
pode fazer o que quiser, mas at� l� vai fazer o que eu mandar.
N�o gosto de atrasos, Sr. Sturgess.
Nunca tivemos que pedir ajuda de fora
para resolver nossos problemas jur�dicos antes.
E como o acusado tem um advogado,
n�o vejo raz�o para come�ar agora.
Mo��o para adiar negada.
Se o Tribunal quiser, por favor...
n�o tivemos tempo de preparar uma defesa adequada.
Vou lhe dar tempo.
S�o... dez horas agora.
Este Tribunal est� em recesso at� �s 13:00hs.
Quando o Juiz negou o adiamento, ele quase caiu.
Hoss, n�o h� mais ningu�m. Estamos presos a ele.
Deve haver algu�m em algum lugar, Joe.
Telegrafamos para Charlie Haskell em Virginia City
e papai est� falando com Van Buren agora.
Eu esperava que Van Buren pudesse ajudar Barney at� Charlie chegar aqui.
Ofereci-lhe honor�rios triplos, mas ele...
- bom, ele est� muito ocupado. - �...
Ent�o isso deixa Charlie, n�o �?
Ele vai chegar o mais r�pido poss�vel.
� uma viagem de tr�s dias e ele n�o � o melhor cavaleiro.
� melhor ele n�o parar para colher muitas margaridas.
Se for uma viagem de tr�s dias, seu julgamento pode ter terminado.
O que me preocupa no Barney � o tremor desta manh�.
N�o h� como dizer o que ele far� esta tarde.
Hoss, n�o se preocupe com o Barney, ele vai conseguir.
Vou providenciar para que ele consiga, hora ap�s hora,
se necess�rio, mas lhe prometo que ele vai conseguir.
S� at� o Charlie chegar.
Sim, se Charlie chegar aqui.
Oh, Deus!
Preciso desesperadamente de uma bebida.
Caf� apenas.
Continue tentando, est� indo bem.
O Xerife entrou no quarto do crime primeiro?
Depois voc�, e ent�o Becker?
Isso mesmo.
O que Hoss estava fazendo quando o Xerife arrombou a porta?
Ele estava segurando na ponta da cama
e me perguntou o que estava acontecendo.
Ele disse alguma coisa sobre levar uma pancada na cabe�a por tr�s?
N�o, mas ele parecia atordoado,
como um homem acabando de acordar.
Ele ficou inconsciente por tr�s ou quatro minutos, deitado no ch�o.
� por isso que ele n�o conseguia se lembrar.
Sim, mas ele n�o pode provar.
O hematoma sumiu, seus olhos est�o claros como um dia de ver�o.
N�o sei o senhor,
mas n�s tr�s sabemos que havia outro homem naquele quarto.
O homem que golpeou Hoss e matou Edwards.
Estou inclinado a acreditar nisso.
Fico me perguntando quem e por qu�,
e principalmente como.
Precisa-se de uma chave para abrir a fechadura,
e a chave estava l� dentro com Hoss e o cad�ver.
Ogleby est� sentado l� esperando por n�s.
Qualquer men��o a um golpe na cabe�a ou a outro homem,
seremos ridicularizados no Tribunal.
A campainha do Tribunal.
O Tribunal se reunir� em cinco minutos.
N�o sou capaz de fazer isso h� anos.
Agora, se eu colocar minha cabe�a para funcionar,
talvez possamos dar ao Sr. Nathan Ogleby
uma briga que valer� a pena.
Barney...
tem que ganhar essa.
� a vida do meu filho.
Xerife, poderia descrever ao Tribunal
o que viu pela primeira vez quando entrou no quarto 14?
Bem, o quarto estava uma bagun�a. Estava tudo quebrado.
Havia um corpo deitado ao lado da cama.
E quem era?
Era o Sr. Edwards.
Ele foi esfaqueado. A faca ainda estava em suas costas.
Onde estava o acusado?
Ele estava parado ao p� da cama, a cerca de um metro e meio do corpo.
O senhor j� viu essa faca antes?
Claro que sim. Estava enfiada no corpo.
Se o Tribunal deixar, por favor.
Para poupar tempo do Tribunal, a defesa declara
que a faca � a arma do crime e propriedade de Hoss Cartwright.
Sua testemunha.
Disse que Hoss Cartwright estava parado ao p� da cama.
Onde estavam as m�os dele?
Na ponta de seus bra�os, onde est�o agora.
O acusado estava de p�...
sem apoio ou ele estava segurando no p� da cama?
Ele estava segurando o p� da cama.
Sim.
Havia marcas ou hematomas nele?
N�o que eu tenha visto.
Dizem que os homens tiveram uma briga terr�vel,
mas n�o h� cortes ou hematomas.
N�o � not�vel, Xerife?
Bem, talvez os n�s dos dedos estivessem
um pouco inchados. Ele � um homem grande.
M�os grandes como essas, � dif�cil dizer.
O senhor examinou o acusado em busca de cortes ou hematomas?
Com certeza, na pris�o, na mesma cela
que costumo coloc�-lo quando est� b�bado demais para ir para casa.
J� chega, Sr. Purcell.
Responder� como se deve ou
ocupar� essa cela por 60 dias por desacato.
Este n�o � um bar ou um teatro, � um Tribunal de Justi�a.
Mais alguma leviandade e esvaziarei a sala.
Prossiga, Sr. Sturgess.
Se o Tribunal deixar, por favor.
N�o tenho nenhuma obje��o a que o Xerife diga a verdade.
Eu conhe�o bem a cela em quest�o.
Tenho certeza que os eleitores est�o todos impressionados
pelo zelo com que o Xerife faz seu trabalho.
Est� come�ando a parecer como o velho Barney Sturgess, de Sacramento.
Quando examinou o acusado, o que encontrou?
Nem uma marca, nem um arranh�o.
Alguma outra chave al�m dessas duas
- destranca a porta do quarto 14? - N�o, senhor.
� necess�ria uma chave para trancar a porta por dentro?
Sim, �, de ambos os lados.
Esta foi encontrada dentro do quarto.
Onde estava esta?
Estava trancada na gaveta da escrivaninha do sagu�o.
Ningu�m se aproximou daquela mesa al�m de mim.
Eu estava l� embaixo o tempo todo em que a briga estava acontecendo.
Sua testemunha.
Ouvimos muito sobre as �timas fechaduras do seu hotel.
O que acontece se um de seus h�spedes for embora com uma chave?
Eu mando o faz-tudo atr�s dele.
E suponha que ele consiga iludir esse faz-tudo?
Isso n�o aconteceu, exceto uma vez em dez anos,
e n�s apenas substitu�mos a fechadura.
Temos uma d�zia ou mais no por�o.
O senhor ouviu o Sr. Edwards gritar: Cartwright, n�o!
Como descreveria esse grito?
Assustado.
Senti arrepios na espinha.
� por isso que levantei e me vesti.
Obrigado.
Sr. Sturgess, sua testemunha.
Lembre-se, eu te falei sobre esse cara.
H� poucos dias, ele estava em Virginia City
mendigando uma refei��o.
E � um ladr�o.
Obrigado. Esse pode ser o ind�cio de que preciso.
Agora...
o senhor estava fazendo neg�cios com o Sr. Edwards, Sr. Becker?
Eu vendi para ele 1.000 cabe�as de gado.
Ent�o quando ele foi morto, perdeu n�o s� um amigo,
mas a venda de um rebanho?
Isso mesmo.
Quantas cabe�as de gado o senhor possui, Sr. Becker?
Bom, vendi 1.000 cabe�as...
N�o perguntei quantas vendeu.
Quantas cabe�as de gado o senhor possui?
Quantos bois usam sua marca?
Eu n�o tenho um rancho. Sou comerciante. Eu compro e vendo.
N�s sabemos o que vendeu.
Onde o senhor compra?
Pequenos ranchos,
onde posso fazer um neg�cio lucrativo.
Pequenos ranchos? Poderia citar alguns?
Um em Cold Creek.
Esqueci o nome deles.
Tem mais um perto...
O senhor n�o se lembra, hein?
� porque negocia com gado roubado, Sr. Becker?
Ou porque veio aqui para conseguir dinheiro
para uma viagem r�pida para outro Estado?
Merit�ssimo, obje��o.
A testemunha n�o est� sendo julgada aqui.
O acusado est�.
Ordem! Sil�ncio no Tribunal!
Gostaria de ter ido mais longe com Becker.
O senhor irritou o Promotor muito bem.
Sim, bem, pelo menos o j�ri ouviu isso.
�, mas eles v�o se lembrar?
Essa � a quest�o.
Estou perdendo alguma coisa.
Continua mordiscando minha mente e depois desaparece.
Eu sei... eu sei no fundo que estamos na �rea certa, mas...
Ah, n�o. N�o!
Quando � que Charlie Haskell vai assumir este caso?
Ele vir� assim que poss�vel, mas o senhor est� indo muito bem.
Est� fazendo um bom trabalho. Tem que continuar lutando.
Sim. Bem, deve haver uma...
deve haver uma resposta em algum lugar.
Tenha uma boa noite de descanso.
A gente se v� de manh�.
Aqui est� sua chave.
- Boa noite, Barney. - Boa noite.
Sim?
O que �?
Quem �?
Levante-se.
S� um minuto.
Ben! Ben Cartwright, acorde! Venha aqui!
Entre.
Estava batendo na parede? Pensei ter ouvido me chamar.
Sim, eu estava batendo. Olha.
Um presente de um admirador desconhecido.
Ou um elfo ou um duende.
Houve uma batida na porta. N�o tinha ningu�m.
Apenas a garrafa ao p� da porta.
O resto est� naquele copo ali.
Ele espirrou quando eu bati na parede lhe chamando.
Agora, se n�o vai tirar isso da minha frente,
pelo menos coloque onde eu n�o possa alcan��-la.
Eu realmente quero come�ar a agarr�-la.
Sabe, algu�m me quer b�bado.
Caindo de b�bado, ent�o farei papel de idiota amanh� no Tribunal.
E esse algu�m est� come�ando a suar.
- Pode me fazer um favor? - Claro, o senhor est� me pagando.
- Des�a at� o sagu�o. - Sim?
Fique l� por...
conte at� 50 e depois volte.
- Sim. - N�o, o senhor n�o tem tempo.
Quero que v� agora. Esque�a as botas, apenas v�. R�pido.
Est� bem.
49, 50.
N�o foi nada.
- O que ouviu? - Nada.
- Quando estava no sagu�o. - N�o.
Nada, s� as pessoas no sagu�o.
- O senhor n�o me ouviu gritar? - N�o.
Enquanto o senhor estava no sagu�o, eu estava gritando, aqui:
Cartwright, n�o! Cartwright, n�o! N�o ouviu isso?
N�o, nem uma palavra.
O que isso significa para o senhor?
Significa que este lugar deve ser
t�o s�lido quanto uma fortaleza.
Tamb�m significa que
n�o pode ter sido Edwards quem gritou: Cartwright, n�o!
Por que a pessoa que gritou
n�o poderia estar dentro do quarto 14.
Eles nunca o teriam ouvido.
Ele tinha que estar no corredor.
- Depois desapareceu. - Isso mesmo.
E o quarto do Sr. Becker fica no final do corredor, n�o �?
- Sim, senhor. - Sim, senhor.
Ele teria tempo suficiente para gritar e voltar para o quarto
como para colocar uma garrafa ao p� da porta e desaparecer.
Agora, talvez saibamos quem foi.
Ainda temos o problema da causa.
� muito dif�cil provar o roubo quando o falecido
tem mais de 100 d�lares e um rel�gio de ouro com ele.
E ainda n�o descobrimos como Becker entrou com aquela porta trancada.
Espere um minuto.
Acho que posso ajud�-lo a estabelecer o motivo do roubo.
Se o escrit�rio do tel�grafo ainda estiver aberto, poderei faz�-lo esta noite.
Sim. Espere um minuto.
Esse lampejo no fundo da minha mente...
est� come�ando a tomar forma e significado.
Acho que posso colocar Becker dentro do quarto 14.
N�o esque�a disso.
Pronto! Isso!
D� para o Barney.
Todos de p�.
O Tribunal est� em sess�o.
Sr. Ogleby?
Merit�ssimo, tenho outras testemunhas que poderia chamar,
no entanto, tenho a firme convic��o de que as evid�ncias j� ouvidas
provam, sem sombra de d�vida,
que o acusado Hoss Cartwright esfaqueou e matou Warren Edwards.
A acusa��o termina.
Sr. Sturgess, pode prosseguir com a defesa.
Todos me conhecem: Alco�latra Barney.
O homem que o Xerife p�e na pris�o quando
ele est� b�bado demais para caminhar para casa.
E me conhecendo,
teriam que sentir pena de algu�m
que dependesse de mim como advogado...
se o caso fosse algo demais.
Sabem, o Sr. Ogleby...
est� esperando que eu fa�a papel de idiota.
Mas acho que n�o vou agrad�-lo,
n�o hoje.
Ele est� se divertindo...
construindo uma forca para meu cliente.
Ora, � o suficiente para assustar um homem tolo,
se ele n�o pudesse ver que era baseado em teias de aranha.
Agora, o que aconteceu foi...
que um homem entrou no quarto 14 no meio de uma briga,
atingiu Hoss Cartwright na cabe�a,
matou e roubou Warren Edwards e foi embora.
O Sr. Ogleby tem 100 fatos
para provar que isso n�o poderia acontecer.
Mas eu sou mais esperto.
Qualquer homem que tenha lutado contra a garrafa
durante todos os anos que eu tenho,
n�o pode ser muito inteligente.
Mas eu fui capaz de solucionar.
Ent�o a maioria de voc�s deve ser capaz de solucionar tamb�m.
Agora, caso um ou dois de voc�s tenham d�vidas,
vou pedir a Sua Excel�ncia
que nos permita ir ao quarto 14 para mostrar como isso foi feito.
Obje��o!
Merit�ssimo, quanto tempo o Tribunal vai permitir
que este velho charlat�o continue com esse absurdo?
Qual � o problema, Sr. Advogado?
Tem medo que eu esteja certo?
Eu sei que est� errado.
Ent�o por que a obje��o?
Boa pergunta, Sr. Ogleby.
� t�o justa que vou satisfazer o Sr. Sturgess em seu pedido.
O Tribunal se reunir� novamente no quarto 14 do Hotel Salt Spring.
Merit�ssimo, se vier at� aqui,
e o Sr. Ogleby, bem aqui.
Sim. Confort�vel?
�timo. Sr. Becker, o senhor foi o primeiro a entrar,
ent�o pode entrar aqui, por favor?
Precisamos de um cad�ver,
e o senhor tem quase o tamanho certo.
E o senhor sabe como estava o corpo.
Portanto, se o senhor se deitar no ch�o ali,
como o corpo estava, seria muito �til.
Muito bom. Agora, Xerife, traga o acusado.
Coloque-o onde o encontrou.
Agora, pode me dar a chave, por favor?
Obrigado. Oh, a mesa estava virada.
E n�o acho que precisamos nos preocupar com as cadeiras quebradas.
Est� tudo como estava quando o encontrou, Sr. Ogleby?
Sim, advogado.
Podemos acabar com esse jogo idiota e voltar para o Tribunal?
Bem depressa, Sr. Ogleby. Xerife, venha comigo para o corredor.
Agora finja que vai arrombar a porta.
- A chave est� aqui. - Sim, eu sei que a chave est� aqui.
Mas continue, arrombe.
Venha comigo.
Uma vez que o Sr. Becker concordou em ser o cad�ver,
vou seguir os passos que o Sr. Becker fez.
Portanto, cavalheiros, fa�am agora exatamente como antes.
Aproximei-me para ver o corpo.
Becker endireitou a mesa.
Ent�o, ordenei que Candy e Becker sa�ssem do quarto.
Exatamente como aconteceu ent�o.
Como Becker disse?
A� est� a chave do quarto, Xerife, no ch�o.
- O senhor fez de mim um macaco. - N�o, senhor.
Realmente encontrei aquela chave no ch�o.
Esse barril de u�sque ambulante est� te enganando, Xerife.
Ele est� tentando me causar problemas para poder salvar Hoss Cartwright.
Merit�ssimo,
tenho um telegrama aqui endere�ado a Ben Cartwright, do s�cio de Edwards.
Foi entregue antes da abertura do Tribunal esta manh�.
Como pode ver, ele afirma que o Sr. Edwards
estava carregando 10.000 d�lares em dinheiro.
Agora, uma vez que o Sr. Edwards
nunca pagou o Sr. Becker
por aquelas hipot�ticas 1.000 cabe�as de gado,
esse dinheiro ainda deveria estar na posse do Sr. Edwards...
junto com os 104 d�lares e o rel�gio de ouro, mas n�o estavam.
Ent�o, se o dinheiro n�o est� com o Sr. Becker,
recomendo que revistem seu quarto e bagagem.
Obrigado, Sr. Sturgess.
Xerife, quero este homem preso imediatamente.
O Tribunal se reunir� novamente na sala de audi�ncias em cinco minutos.
Sr. Cartwright, todas as acusa��es contra o senhor s�o retiradas.
E o Tribunal pede desculpas pelo povo e Promotoria.
Obrigado, Merit�ssimo.
Sr. Sturgess, parece que o julguei mal.
Se o senhor aprender alguns bons modos de Tribunal,
pode acabar se revelando um �timo advogado.
- O Tribunal est� encerrado. - Barney.
Parab�ns, Barney. Barney, o senhor conseguiu.
N�o sem sua ajuda.
Temo que seu advogado, Haskell, de Virginia City,
vai fazer uma longa jornada em v�o.
Garanto que ele n�o vai se importar nem um pouco.
N�o se preocupe com Haskell agora!
Ele ficar� muito feliz ao saber como o senhor se saiu.
Sr. Sturgess, gostaria de lhe pagar o maior drinque da cidade.
Oh, ser� �timo.
Mas � melhor fazer um caf� puro.
Eu... desenvolvi um gosto por isso.
- Vamos. - Vou pagar essa bebida!
Tudo bem.
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