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Tr�s, vermelho. Aposto.
Oh, est� sendo um belo dia, Lila.
N�o esperava nada assim quando cheguei a River Bend esta manh�.
N�o est� tentando me dizer que j� tem que ir, n�o �?
Receio que sim.
O Sr. Cartwright nos quer de volta ao rebanho ao anoitecer.
S�o duas horas de dist�ncia.
17, preto �mpar.
Perdemos de novo! Essa � a roleta mais viciada que j� vi.
Nossos vaqueiros!
Vamos, Lupe.
Precisamos de uma bebida.
Apostas, cavalheiros.
Duas cervejas, amigo.
Tudo bem, Shorty.
Vamos ter que nos reunir aqui antes de irmos a qualquer lugar.
- Que tal, Lupe? - O qu�?
Jogamos os dados, Shorty paga os drinques.
V� em frente. Tenho que ter sorte algum dia, Shorty.
Parece que passou uma eternidade desde que sa�mos de Clearwater.
Tudo voltou hoje, n�o �, Lila?
As dan�as no celeiro,
as bandas de m�sica.
Ei, por que as l�grimas?
� muito bom cumprimentar um velho amigo.
Mas n�o � t�o bom se despedir.
Voc� ainda n�o sabe mentir.
Vamos, qual � o problema?
- Candy, fa�a-me um favor. - Claro.
S� v� embora daqui. Est� ouvindo?
N�o. N�o at� voc� me dizer.
Tudo bem, j� chega!
Esta � uma verdadeira cidade, Sr. Cartwright.
Vou deix�-los cuidar dos que est�o no bar.
Eu vou cuidar destes.
Qual � o tamanho do rebanho que est�o conduzindo?
Cerca de 600 cabe�as.
Tudo bem agora.
Muito bem, rapazes, vamos pegar nossos cavalos
e regressar ao acampamento.
Vamos. Vamos andando.
Achei que esses caras poderiam fazer engordar os cofres do xerife.
Agora tenho certeza disso.
Vamos, rapazes. Vamos. Vamos.
- Onde est� Candy? - L� dentro falando com uma garota.
Sair� em um minuto.
Senhor, administramos uma cidade aberta aqui,
mas n�o gostamos de vaqueiros que chegam e tentam destru�-la.
Bem, lamento por isso. Tem raz�o, Xerife.
- Vou lev�-los de volta ao acampamento. - Esses s�o seus homens?
Sim.
Ent�o � quem pagar� a conta.
N�o h� nenhuma cobran�a por assustar os cidad�os,
porque j� est�o se acostumando agora.
Mas aquela l�mpada e aquele bebedouro que
seus homens dispararam ter�o de ser pagos.
Tudo bem, Xerife, tem raz�o. Quanto?
Calculo cerca de 30 d�lares.
Trinta d�lares?
Essa chamin� da l�mpada deve valer cerca de 25 centavos.
No que diz respeito ao bebedouro, um tamp�o de madeira
e um martelo v�o consertar o vazamento.
Trinta d�lares ou algu�m vai para a cadeia.
Depois com fian�a e custas,
pens�o e tudo mais,
vai se acumular rapidamente.
Trinta d�lares.
Voltem quando quiserem.
Receio que seus pre�os sejam um pouco altos.
Ent�o � melhor ter certeza de levar todos os seus homens com o senhor,
porque qualquer um que eu encontrar dormindo ou b�bado vai para a cadeia.
S09E24 - Cidade de Problemas
Legenda por Susanawho
- Ent�o, derramou l�grimas de felicidade. - Sim!
- Candy, vamos. Precisamos ir embora. - Vou ficar aqui, Joe.
N�o, Candy. Por favor.
Se quiser me fazer um favor, pe�a ao seu pai que me d� meu pagamento.
A� vem ele, pe�a voc� mesmo.
Vamos, rapazes, vamos embora.
Temos um rebanho para levar pela trilha.
- Se os dois puderem cuidar... - Sr. Cartwright, vou ficar aqui.
Candy, temos um xerife que gostaria que f�ssemos embora.
Encontrei uma velha amiga, Lila Holden.
- Ela precisa de ajuda. - N�o. Ele est� enganado, Sr. Cartwright.
N�o preciso da ajuda de ningu�m.
N�o � que eu esteja deixando voc�s sem vaqueiros,
t�m mais do que precisam.
Essa n�o � a quest�o, Candy. Estou tentando lhe dizer,
o Xerife quer que todos vamos embora...
Nosso acordo quando me contratou, Sr. Cartwright.
Que eu poderia me demitir ou poderia
me mandar embora a qualquer momento, certo?
� verdade, mas acabou de ouvir a mo�a dizer que n�o precisava de ajuda.
Sr. Cartwright, por favor, meu pagamento.
Quer seu pagamento aqui e agora?
Isso mesmo.
Tudo bem.
Voc� n�o nos disse que tinha amigos aqui na cidade.
Eu n�o sabia disso at� chegar.
Tem certeza?
Claro.
Obrigado.
Boa sorte.
E n�o se meta em problemas. � uma cidade violenta.
Srta. Holden.
V� com calma.
Uma garota que ele n�o via h� muito tempo,
cidade estranha. Acho que Candy est� procurando encrenca.
- Quer dizer que ele n�o vai conosco? - Eu vou lhe contar mais tarde.
Devo dizer que se ela me olhasse como estava olhando para ele,
seriam necess�rios cerca de 40 cavalos para me tirar daqui.
Tudo bem, vamos.
- Ei, Lupe? - Sim?
Aquela roleta me roubou 19 d�lares.
- E de voc�? - 12.
Vamos recuper�-los.
Como vamos fazer isso?
Em que apostou?
Vermelho.
Eu tamb�m.
Agora vamos apostar no preto.
Vamos pegar.
Tudo bem, pelo menos me diga uma coisa.
Voc� quer ficar em River Bend ou quer ir embora?
Candy, quero deixar esta cidade mais do que qualquer coisa no mundo.
Ent�o por que n�o vai? As dilig�ncias v�m e v�o todos os dias.
Apostas. A Banca vence novamente.
Oh! Dinheiro.
Deve ser dinheiro. Quanto voc� precisa?
Precisaria de pelo menos 50 d�lares.
Trinta e dois.
Faltam 18.
N�o, Candy, n�o quero pegar seu dinheiro.
Olha, esque�a. Se partir agora, poder� alcan�ar o Sr. Cartwright.
Tenho certeza de que ele devolveria o seu emprego.
Tem dinheiro bem ali.
Espere por mim aqui mesmo. Juntarei 50 ou 60 em pouco tempo.
N�o, Candy, o que acontecer� se n�o o fizer?
27, vermelho, par. N�o h� ganhadores.
Ei, Candy! Como voc� est�?
- Como est� sua sorte? Como est� a sorte? - Fa�am suas apostas, senhores.
- Preto. - Preto.
Vamos!
Vamos!
12, vermelho, par. N�o h� ganhadores.
A Banca vence novamente.
Escute... vamos voltar ao vermelho.
N�o, preto. Candy est� apostando no preto!
- Tudo bem. - Todas as apostas feitas.
- Esta roleta est� manipulada. - Espere um minuto, amigo.
Muito bem, rapazes. Vamos pegar nosso dinheiro de volta.
Candy, eu o peguei.
Espere, Lupe.
Muito bem, levante-se!
Lupe!
Oh, Xerife! Eu n�o sabia.
Lila, venha aqui.
Voc� passou o dia falando com ele. Quem �?
Candy, s� mais um vaqueiro.
N�o � outro de seus amigos? N�o est� tentando isso de novo?
Oh, n�o, Claude. Claro que n�o.
Saia de vista e fique fora, at� eu lhe dizer o contr�rio.
Tudo bem, de p�. Vamos.
Vamos. Vamos. Venha, voc� tamb�m.
Cheguei um pouco atrasado, Sr. Cartwright.
600 cabe�as de gado para movimentar e voc� chegou atrasado.
Sim, senhor.
Est�vamos voltando,
mas Lupe meio que ficou imobilizado.
Bem, n�o exatamente imobilizado.
Quero dizer, nocauteado.
Foi simplesmente horr�vel, Sr. Cartwright.
Era uma roleta trapaceira.
E Candy... ficou irritado.
Nunca vi algo assim, Sr. Cartwright.
Candy, eu e Lupe apanhamos o dinheiro que roubaram
com aquela roleta trapaceira.
E o Xerife bateu em Candy.
E Candy... martelando-o at� virar polpa!
E ent�o derrubou-o naquele bar,
apenas martelando-o e martelando-o.
O que aconteceu com Candy?
O Delegado o acertou na cabe�a com a coronha da arma.
Com a coronha da arma!
O que acham disso?
Depois de toda aquela bela briga.
- Bom dia. - Bom dia.
Soube que teve problemas aqui.
Pode dizer isso. � um rebanho e tanto que est�o movimentando.
Horn me disse que s�o cerca de 600 cabe�as.
Mant�m um controle bastante rigoroso, senhor.
Booker. Claude Booker.
Gostamos de saber onde estamos.
N�o fixamos tarifas para problemas como esses,
a menos que saibamos que um homem pode pagar por eles.
Tem dois dos meus homens na pris�o aqui. Qual � a fian�a?
Bem, a fian�a est� fixada em 100 d�lares.
Danos � propriedade da cidade s�o mais 200.
Um pouco exorbitante, n�o �?
Se pensa assim, d� uma olhada naquele bar que eles destru�ram.
Deixe-os sair.
Tome.
Isso s� cobre os gastos do chamado Lupe.
N�o h� fian�a fixada para o outro.
- Est� falando de Candy? - � um nome e tanto que ele tem.
Talvez ele n�o seja t�o doce, quando acabarmos com ele.
- Volte para o rebanho. - Sr. Cartwright...
Volte para o rebanho!
Muito bem.
Desde quando mant�m um homem na pris�o
sem fian�a por quebrar um bar?
Sempre que me apetecer.
A lei diz que n�o preciso deixar ningu�m sair sob fian�a,
a menos que eu saiba que estar� aqui para o julgamento.
Esse cara n�o me parece muito confi�vel.
Ele � do tipo que fugiria da cidade e eu teria que ir atr�s dele.
Ele est� melhor onde est�,
at� que o Juiz chegue aqui.
Tudo bem. Quando ser� isso?
Em dois ou tr�s dias.
- Quais s�o as acusa��es? - As acusa��es?
Senhor, tenho uma lista delas.
Destrui��o de propriedade, agress�o com inten��o de matar,
obstru��o de um oficial no desempenho de seu dever,
resistir � pris�o.
Isso � s� o come�o.
Cada uma dessas acusa��es pode custar-lhe
500 d�lares e seis meses na pris�o.
Seu rapaz vai ficar muito mais velho e muito mais pobre
antes de sair por a� arrebentando outro bar.
Podemos v�-lo?
Fiquem � vontade.
Como se sente?
Muito bem.
Como est� o outro cara?
� a� que temos um probleminha.
�, eu sei. Eu o ouvi.
Estamos tentando tir�-lo daqui, Candy,
mas vai demorar mais do que imaginamos.
Quem quer sair? Estou me sentindo em casa.
Claro, vou sentir saudade do velho Lupe.
Candy, vai precisar de um bom advogado.
� muito gentil de sua parte, Sr. Cartwright.
Mas n�o preciso de advogado.
Posso sair daqui sozinho.
N�o seja rid�culo, com um xerife desses por a�.
Vamos deixar uma coisa bem clara, Sr. Cartwright,
o senhor n�o me deve nenhum favor, e n�o estou pedindo nenhum.
N�o estou fazendo nenhum favor, estou oferecendo...
� assim que eu quero.
Tudo bem, n�o vou ficar aqui discutindo o dia todo.
Vamos, temos um rebanho para movimentar.
Papai est� lhe oferecendo um advogado.
Seja esperto, aceite-o.
Joe, obrigado,
mas n�o preciso disso.
Tudo bem, como quiser.
- V� com calma, amigo. - At� mais tarde, Hoss.
Caso ele queira comprar alguns selos ou mandar um telegrama.
Voc�s cuidam bem de seus amigos.
Tentaremos fazer o mesmo, a menos que ele enfie na cabe�a a ideia de fugir da pris�o.
Tamb�m temos uma forma de lidar com isso.
Uma longa caixa de pinho e uma breve leitura das Escrituras.
S�o 2 d�lares para guardar o cavalo durante a noite,
incluindo alimenta��o e uso do feno.
- Dois d�lares? - Sim.
Bem, e se eu n�o tiver?
De volta � cadeia.
Cadeia? Acabei de vir... Sr. Cartwright!
Ouviu o que ele disse que quer?
Quer 2 d�lares s� por guardar meu cavalo durante a noite.
Se tem alguma obje��o, fale com o Xerife Booker.
O regulamento est� afixado em seu escrit�rio.
Os presos s�o respons�veis por todos os custos de manuten��o
de sua propriedade enquanto passam o tempo na pris�o.
- Dois d�lares. - Tome.
Tudo bem. Pegue seu pr�prio cavalo.
Vou pegar uma cerveja.
Lupe... v� pegar seu cavalo.
Obrigado, Sr. Cartwright.
Sr. Cartwright?
O senhor acabou de libertar um de seus vaqueiros da pris�o.
Por que n�o Candy?
Tentamos, mas o Xerife Booker disse que n�o.
Ent�o diga a ele para ficar onde est�.
N�o importa o que aconte�a, ele n�o deve tentar sair.
N�o, n�o se aproxime.
O que quer dizer exatamente?
Exatamente o que eu disse.
Senhorita, Candy est� trancado atr�s das grades.
� prov�vel que ele n�o v� a lugar nenhum.
Fa�am o que eu disse, ouviram?
Outros homens foram trancados a salvo naquela pris�o e foram mortos.
Eu sei.
Eu sei.
Srta. Holden!
Lupe, volte para o acampamento. Joe, v� com ele.
Lupe, eu vou te alcan�ar. Tenho que pegar meu cavalo no bar.
Certo.
Hoss, � melhor voc� e eu encontrarmos essa Srta. Holden,
- descobrir do que se trata. - Sim.
N�o acha que devemos nos separar?
Sim. Volte pelo beco. Eu vou olhar por aqui.
Certo.
Srta. Holden!
- Por favor, deixem-me ir! - Deixaremos, Srta. Holden.
Primeiro, precisamos saber mais sobre os homens
que morreram naquela pris�o.
Mas eu lhes disse tudo o que sei.
N�o exatamente, senhorita. N�o nos disse quem eram.
Ou porque foram mortos, ou como.
Mas n�o tenho mais nada a dizer!
N�o tenho nada a dizer a voc�s, absolutamente nada!
Claude, mantenha-os longe de mim. Por favor, Claude.
Por que est�o incomodando a garota?
Bem, Candy ficou na cidade para ficar com a Srta. Holden.
Estamos s� tentando descobrir como
Candy se comportou quando estava no bar.
V� embora, Lila.
Quantos problemas est� procurando, senhor?
Pai.
� o cavalo de Joe.
- Ei! - O que querem?
O que est� fazendo com o cavalo do meu filho?
Armazenando. Dois d�lares por dia. Ra��o e feno.
- Leia os regulamentos. - Eu lhe fiz uma pergunta.
Xerife!
Tire suas m�os dele.
Por que est� segurando esse cavalo, Clemmie?
Horn me disse para fazer isso.
Ele acabou de colocar o dono na pris�o
por quebrar o espelho no bar Sapphire.
Vamos. Venha, garoto, vamos.
Uma coisa sobre este hotel � que os h�spedes n�o est�o
em condi��es de escolher um quarto no momento do registro.
H� quanto tempo estou aqui?
Uns 10, 15 minutos.
Depois do que aconteceu comigo, achei que teria bom senso em ficar fora daqui.
Ficar afastado foi f�cil.
O problema era entrar.
Eu posso entender querer fugir da pris�o.
Por que voc� iria querer invadir?
Para mant�-lo vivo.
Essa pancada na cabe�a deve ter te abalado mais do que eu pensei.
N�o � engra�ado, falo s�rio.
Sabe aquela garota com quem voc� estava conversando no bar?
Lila Holden, o que tem ela?
Ela me disse para dizer para voc� ficar parado.
Alguns outros homens tentaram fugir daqui e foram mortos.
Ela tem medo que a mesma coisa aconte�a com voc�.
Quatrocentos d�lares?
400 s�o apenas pelos danos.
Seu filho ganhou uma conta e tanto.
Um espelho do bar que veio de San Francisco,
duas mesas, tr�s cadeiras, sete garrafas de u�sque.
Olha, pode chamar isso de danos. Eu chamo isso de roubo.
� seu privil�gio... contanto que pague.
Suponha que eu me recuse a pagar?
Vou confiscar 100 cabe�as de seu gado.
- 400. - Agora, sobre a fian�a...
Esque�a a fian�a.
Quero falar com meu filho antes de discutirmos a fian�a.
Mostre o prisioneiro ao Sr. Cartwright.
Bom...
Oi.
Acho que est� surpreso em me encontrar aqui.
N�o.
N�o me surpreendo com mais nada que voc� fa�a, Joseph.
- Est� bravo comigo? - N�o. N�o, n�o estou bravo com voc�.
Se quiser passar seu tempo na pris�o aqui
em vez de ajudar a levar o rebanho pela trilha, � problema seu.
- Olha, eu nunca disse... - N�o vou pagar sua fian�a.
Recebeu sua puni��o, n�o foi, garoto?
- Hoss. - Sim, senhor?
� melhor voltar ao acampamento e fazer o rebanho andar.
Sim, senhor. Pai, acha que o Xerife realmente pensa que est� bravo com Joe?
Teremos que esperar para ver.
Com quem falou at� agora?
Bem... Corker Samuels e Bud Prouty.
Dois bons homens, sim, senhor.
Corker foi Prefeito de River Bend por dez anos,
e n�o h� melhor armaz�m de ra��es e gr�os do que o de Bud Prouty.
O que disseram sobre o Booker?
V�rias coisas.
O que acha do homem?
Por que me pergunta? Sou apenas um barbeiro.
Bem, pela minha experi�ncia, a barbearia �
onde a maioria das pessoas influentes da comunidade se re�ne.
Essa parte est� certa.
O barbeiro parece saber mais sobre
a comunidade do que at� mesmo o Prefeito.
Bem, eu sei um pouco sobre o que acontece em River Bend.
Aposto que sabe muito do que est� acontecendo.
Eu o barbeei desde que ele ganhou a estrela.
Isso faz, vamos ver, oito... nove anos em abril.
Ele cumpre seu trabalho. Ningu�m vai discutir sobre isso.
Ele nunca foi pego roubando ou bebendo em excesso.
Ele gosta de mulheres,
mas isso n�o � contra as regras, j� que ele n�o � casado.
Ele foi obrigado a matar quatro homens no cumprimento do dever.
Quatro homens, hein?
Pistoleiros?
Dois deles eram. Os outros...
Foi um prazer conversar com o senhor,
Sr. Cartwright, e ouvir sobre a fazenda.
- Volte logo. - Com certeza vou. Aqui est�.
- Obrigado, Sr. Cartwright. - Obrigado.
- Tchau. - Tchau.
Ol�, Xerife. O que vai querer?
Fazer a barba.
Que homem tagarela. Ficou aqui por uma hora
e eu n�o consegui dizer uma palavra.
- Nenhuma! - Eu aposto.
Ensopado de carne, p�o fresco e caf� quente.
Est�o recebendo a mesma comida que eu.
Tem a minha simpatia.
�, a minha tamb�m. O ensopado at� cheira mal.
Continuem, vou trazer p�o e �gua e esque�am o p�o.
Viu isso?
Ele se esqueceu de virar a chave. A porta est� destrancada.
N�o, ele n�o esqueceu. Ele queria que voc� visse.
Eu tento ir e ele me mata?
Voc� continua dizendo isso.
O homem usa uma estrela. � xerife aqui h� muito tempo.
Por que ele quer cometer um assassinato?
Olha, por que n�o paramos de falar sobre isso e eu provo?
Com quem? Eu ou voc�?
Comigo.
Voc� provou isso.
Agora ele vai ter que matar voc� tamb�m.
Est� pedindo minha opini�o como advogado?
Tamb�m estou disposto a pagar por isso.
Bom, isso imediatamente o diferencia dos outros cidad�os de River Bend.
O que quer saber sobre o Xerife Booker?
Tudo.
Esse � um pedido que n�o posso atender.
Antes de Booker, River Bend era uma cidade
que ficava destru�da cada vez que um rebanho vinha pela trilha.
Tumultos, brigas, tiroteios.
Booker disse que colocaria um fim nisso. Al�m disso, ele trabalharia sem sal�rio.
Ele... ficou com as multas?
Em vez de sal�rios.
Licen�a para roubar.
Pode ser, sim, mas � legal.
Suponha que n�o haja brigas?
Isso ainda n�o aconteceu.
Parece n�o haver fim para...
a provoca��o.
Provoca��o feminina?
Ele colocou os vaqueiros na pris�o e aplicou-lhes uma pesada multa.
Os chefes da trilha tiveram que resgat�-los,
caso contr�rio n�o poderiam levar
seus rebanhos at� a cabeceira da ferrovia.
O homem � um ladr�o.
Ele se mant�m dentro da lei.
Soube que ele atirou e matou dois homens desarmados na pris�o.
Prisioneiros que tentavam escapar.
O Xerife Booker teve que atirar.
Em leg�tima defesa.
E n�o houve testemunhas?
Para registro, n�o.
Por que n�o se livram dele?
Muitos de n�s gostar�amos de fazer isso,
mas continuamos dizendo a n�s mesmos
que ele mant�m a lei e a ordem,
que nossas ruas s�o seguras para nossas mulheres,
sem nenhum custo para n�s.
A verdade � que o Xerife Claude Booker � um assassino a sangue frio.
Temos medo dele, Sr. Cartwright.
E se for esperto, o senhor ter� tamb�m.
Tem um cliente, Hank.
- Sim? - Uma cerveja.
E algumas informa��es.
O que quer saber?
Onde posso encontrar a Srta. Holden?
Nunca ouvi falar dela.
Lila Holden trabalha neste bar.
Bar errado. Provavelmente cidade errada.
Seja esperto, v� embora. Pergunte em outro lugar.
- Oi, Tom. - Oi, Hank.
Lila Holden, Hotel Empire Quarto 17.
Eu vou... aceitar aqueles dez que ofereceu ao barman.
O neg�cio da barbearia n�o anda muito bom ultimamente.
Eu tamb�m sou coveiro.
N�o me surpreenderia se eu tivesse trabalho a fazer a qualquer momento.
Tudo o que voc� fez foi beber com ele
e ele largou o emprego para ajud�-la?
Mas eu n�o precisava de ajuda. Eu disse isso a ele. Eu te falei isso.
Olhe, Srta. Holden,
a senhorita foi ao est�bulo.
A senhorita nos implorou para dizer a Candy
para n�o tentar escapar da pris�o de Booker. Por qu�?
- Eu disse isso? - Sim, disse. Por qu�?
Foi porque dois outros homens foram mortos
tentando sair daquela pris�o?
Estava com medo de que Candy fosse morto tamb�m. � isso?
� isso?
Sim!
Sim, eu estava.
Srta. Holden. Srta. Holden, por favor.
Por que aqueles dois homens foram mortos?
Por qu�?
Porque os dois estavam tentando me ajudar a escapar de River Bend.
De Booker.
E Candy ia ajud�-la tamb�m, hein?
Srta. Holden, existe algum v�nculo entre
a senhorita e Booker, quero dizer, legalmente?
Oh, n�o! Exceto que h� um ano, quando cheguei aqui,
sem um centavo e com fome,
ele foi bom para mim, s� isso.
Mas agora ele acha que � meu dono.
Subi duas vezes na dilig�ncia e ele veio e me arrastou de volta.
Mesmo assim, trabalha com ele.
Atrai as pessoas para que ele possa jog�-las na pris�o e mult�-las.
- Mas porque eu preciso. - Precisa?
Pensei que fosse uma esp�cie de brincadeira no come�o.
Brincadeira muito engra�ada.
Mas assim que descobri o que ele estava tramando, tentei impedi-lo.
- Tentou? - Mas ele n�o deixou!
Ele n�o a deixou?
Acho melhor o senhor ir embora.
Vou ajud�-la a sair desta cidade, se quiser.
Oh, eu quero mais do que qualquer coisa em todo o mundo.
Mas n�o pode me ajudar,
porque Booker descobrir� sobre isso
e encontrar� uma desculpa para coloc�-lo na pris�o e...
E me dar uma chance de escapar e me matar quando eu tentar.
Sim.
Aqui est�o 300 d�lares.
Isso deve afast�-la o suficiente de Booker para que ele nunca a encontre.
Eu n�o posso.
Dois homens j� foram mortos.
Booker conseguiu escapar impune de assassinato duas vezes.
Ele n�o pode uma terceira vez.
Na verdade, eu sei que ele n�o pode. Pegue isto.
Desculpe por incomod�-la antes.
Fa�a suas malas.
Estarei aqui amanh� de manh� e vou acompanh�-la at� a dilig�ncia.
Indo a algum lugar, Lila?
- Onde est�? - N�o sei o que voc� quer dizer.
O dinheiro que Cartwright deu para voc�.
Oh, n�o! Por favor!
- Vou lhe dar a metade. - Sem chance.
- 200? - N�o.
250? Vou precisar de 50 para a dilig�ncia.
Conseguiu um acordo. Cinquenta.
N�o vai contar a Booker? Promete?
Sim. Sim, eu prometo.
Eu disse para voc� estar aqui �s 17:00hs.
Est� uma hora atrasado.
Sabe de uma coisa, Booker, voc� topou com um grande desta vez.
Sim? Quem �?
Ben Cartwright.
Eu pesquisei sobre ele nos arquivos da Gazette.
Eu n�o sabia que voc� sabia ler.
Pode brincar o quanto quiser.
N�o h� ningu�m em Nevada mais importante que Ben Cartwright.
Ele pode p�r todo o Estado bem em cima de voc�.
Voc� parece assustado.
N�o.
N�o estou assustado, Booker.
Sou apenas inteligente. Eu sei quando � hora de seguir em frente.
Horn, por que n�o vai at� o bar e se embebeda?
Coloque na minha conta.
Eu cuidarei de Cartwright.
Ent�o vai fazer isso sozinho, Booker.
Voc� ainda n�o me disse tudo.
Vamos, qual � o resto?
Cartwright est� com a Lila.
Est� mentindo.
N�o estou mentindo. Eu fiz o que voc� me disse. Eu o segui.
Demorou um pouco para encontr�-la, mas ele a encontrou.
Ela n�o vai a lugar nenhum.
Booker, Ben Cartwright vai acompanh�-la � dilig�ncia pela manh�.
E se voc� tentar impedi-lo, ele trar� o Procurador-Geral aqui.
Boa sorte.
Oh, aqueles cinco que peguei emprestado,
tire do meu sal�rio, e o que sobrar,
mande para o Hotel Fargo em Sacramento.
Entendeu direito?
Sim.
Eu ouvi um tiro, sa� correndo do est�bulo
e eu vi Ben Cartwright entrar em um beco.
Est� muito bom. Hank?
Eu vi algu�m correndo. Eu...
n�o consegui v�-lo muito bem.
Pode ter sido Ben Cartwright.
Era Ben Cartwright.
Acho que sim.
Xerife Booker. O que posso fazer pelo senhor?
Quero ver sua arma.
Pode me dizer por qu�?
Quando for o momento.
D�-me sua arma.
Limpa recentemente,
mas levei dez minutos para encontr�-lo.
Em dez minutos, poderia limp�-la duas vezes.
O senhor est� preso.
Sob qual acusa��o?
Assassinato em primeiro grau.
O senhor atirou e matou o Delegado Horn.
Quando supostamente fiz isso?
N�o banque o engra�adinho, Sr. Cartwright. O senhor sabe quando.
Eu estava atravessando a rua quando ouvi um tiro.
Eu o vi sair correndo do meu escrit�rio.
Fui direto ao escrit�rio, n�o tinha ningu�m
al�m de Horn, com um tiro nas costas.
Tem certeza que fui eu que o senhor viu?
Positivo.
N�o fui o �nico que o viu.
Tenho duas outras testemunhas aqui mesmo.
Eu vi voc�, Cartwright, muito claro.
Eu vou jurar isso.
Suponho que o senhor me viu tamb�m?
Eu vi o senhor.
Bem, parece que vou precisar de um bom advogado, n�o �?
Vai precisar de mais do que isso.
Cheguei a Horn enquanto ele ainda estava vivo.
No seu �ltimo suspiro, ele disse que o senhor atirou nele.
O senhor tem a �ltima declara��o de um moribundo e tr�s testemunhas oculares.
Suponho que n�o adianta que eu diga que n�o fiz isso,
que n�o sou culpado?
Nem um pouco.
Vamos.
Posso pegar meu casaco?
Tenho certeza que conhece o Prefeito de River Bend, Sr. Corker Samuels.
O vereador, Sr. Prouty.
Sr. Slatter.
Sr. Almont.
E, claro, conhece a Srta. Holden.
O que eles est�o fazendo aqui?
Est�vamos falando sobre o senhor, Xerife.
Estes senhores sabem tudo sobre o senhor.
Tive de explicar por que matou
aqueles dois homens que prendeu na pris�o.
Porque eles tentaram ajudar a Srta. Holden
a se afastar desta cidade e do senhor.
Eu disse a eles que iria ajud�-la a ir embora
e por causa disso o senhor viria atr�s de mim e me prenderia,
talvez esta noite,
talvez amanh� de manh�,
por algo que eu n�o fiz.
Est� mentindo!
S� est� tentando escapar do assassinato de Horn.
- Tenho testemunhas. - Claro que tem.
Foi uma surpresa matar o seu delegado para me atingir.
Mas eu esperava alguma coisa.
E � por isso que estamos aqui juntos nas �ltimas duas horas.
Esperando pelo senhor.
Voc�...
Se voc� n�o tivesse tentado fugir, eu n�o...
Voc� vai pagar tamb�m, como eu.
A Srta. Holden concordou em apresentar as provas ao Estado.
Em agradecimento, o Tribunal ir�, sem d�vida, trat�-la com clem�ncia.
E quanto a mim? Tamb�m preciso de clem�ncia.
- J� est�o prontos? - Sim.
Fizemos as malas e estamos prontos para partir.
V� com calma. A gente se v� por a�, hein?
Sim.
V�o partir agora?
Sim, sim. Estamos prontos para partir.
Precisa de outro pe�o, Sr. Cartwright?
Sim, acho que podemos usar outro pe�o.
Bom, monte.
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