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Olivia Dunham, Charlie Francis. FBI.
Anteriormente em Fringe...
Voc� n�o teve escolha. Aquela coisa n�o era o Charlie.
- Voc� passou por maus bocados. - O que � isso?
Sam Weiss, o homem que ajudou a me recuperar.
Pode tirar os sapatos, terminamos.
- Acabei de chegar. - Volte amanh�.
At� l� terei encontrado a bola perfeita.
Me disseram que voc� poderia me ajudar.
Passe bem, agente Dunham.
Estamos fechados.
Acho que te devo um 'obrigado'.
Recuperei minhas mem�rias do acidente, ent�o...
Acho que n�o precisarei deles.
Quem morreu?
Voc� e seu parceiro Charlie eram bem pr�ximos, n�o �?
Acho que recuperar suas mem�rias
n�o era seu �nico problema.
Claro que tenho problemas, mas...
Posso lidar com eles.
Claro que pode.
Se me perguntar, o que precisa agora agente Dunham,
� algo para te ajudar com tudo que voc� tem passado...
Algo para ajud�-la...
a fazer com que tudo isso tenha sentido.
Como boliche.
Quem diria? Ela faz piadas.
N�o, tenho um outro projeto para voc�.
Sim, como boliche.
Pode achar que estou me gabando, mas a coisa � a seguinte, Olivia.
Admitindo ou n�o, sua vida est� sendo um pesadelo.
Espero que n�o tenha nada contra a cor vermelha.
Nossa, Greg. Carl est� puto com voc�.
O que voc� fez, cara?
- � melhor entrar l�. - Estou indo.
At� que enfim. Est�vamos esperando.
Voc� est� bem?
O que quer que tenha acontecido, vamos dar um jeito.
William, sabe o tamanho do problema que me arrumou?
Eu vou te destruir.
Mas que diabos?
S02E05 Dream Logic
Pode trazer para c�, por favor.
Espere.
Walter, o que est� fazendo?
Arrumando minha cama.
Tenho uma lareira para me manter aquecido,
e se tiver fome no meio da noite,
a cozinha est� � treze passos daqui,
que � um n�mero primo e sinal de boa sorte.
Voc� sabe que tem um quarto, n�o? L� em cima.
Sei o que est� pensando.
N�o se preocupe, filho.
Prometo usar cuecas quando trouxer garotas para casa
para n�o termos momentos constrangedores.
- Toc, toc. - Agente Farnsworth.
- Bem-vinda a nossa nova casa. - Obrigada.
Novidades. Adoro presentes.
Walter, qual �.
P�o ciabatta italiano.
- Impressionante, Walter. - Isso!
� para dar boa sorte.
- Tamb�m trouxe algo para voc�. - N�o precisava.
Agente Dunham enviou isso.
Um homem matou o chefe e n�o se lembra,
e tem um neg�cio louco nos olhos.
Aqui diz que tem v�deo de seguran�a.
Eu vi.
O que aconteceu com aquele homem,
n�o era normal.
Eu como ou guardo?
O que voc� quiser.
Fa�a as malas, Walter. Vamos para Seattle.
Obrigado.
Aqui est�.
Voc� tem um cart�o?
Caso precisemos de voc� enquanto estamos aqui.
Obrigada.
Obrigado por virem.
Trouxemos o Sr. Leader aqui por volta das 18h00 de ontem.
N�o conseguimos nenhuma informa��o.
- Ele n�o tem cooperado? - Ele n�o tem respondido.
S� conseguimos acord�-lo.
Espere.
Ele dormiu por 16 horas?
Como se estivesse drogado.
Os m�dicos conseguiram acord�-lo h� alguns minutos.
Peter, n�o quero entrar l�.
Prefiro ficar aqui fora.
Claro.
Pode nos contar o que aconteceu, Sr. Leader?
N�o faz sentido.
Lembro-me de ir ao trabalho,
entrar na garagem,
e ent�o estava no ch�o do escrit�rio de Carl Langdon.
Estavam me segurando.
E n�o h� mais nada que se lembre de ontem?
Nada estranho?
- Vai achar que estou louco. - Prossiga.
O escrit�rio...
Era como se estivesse infiltrado com essas criaturas.
E Carl era o l�der deles.
Ele tinha chifres...
Como um dem�nio.
Eu sei. Parece loucura.
Quase como se estivesse sonhando,
ou como se fosse...
Sr. Leader?
- Sr. Leader? - Walter.
O que foi?
- Greg! - N�o pode entrar, Sra. Leader.
O que est� acontecendo com ele?
- Greg! - Sra. Leader, por favor.
Meu Deus! N�o, Greg! N�o!
Que estranho. Quente.
Ele j� deveria estar frio.
O forno...
Peter, acho que esquecemos de deslig�-lo.
Walter, n�s nem o ligamos.
- Tem certeza? - Walter, n�o ligamos o forno.
N�o deixamos a porta da frente aberta,
e a torradeira n�o vai queimar a casa.
O que h�, Walter? Est� estranho desde que chegamos aqui.
Estamos esperando o exame toxicol�gico,
- mas a contagem sangu�nea... - Tem alto d�ficit de tiroxina,
e n�veis de adrenalina curiosamente altos.
Como sabia disso?
Acromotriquia induzida por choque,
les�es hiperquerat�ticas na pele,
e sinais claros de desidrata��o.
Parece que esse homem morreu de...
- De exaust�o aguda. - N�o faz sentido.
- Seres humanos n�o morrem de... - N�o que tenhamos conhecimento.
Mas h� registros disso em ratos.
Preciso que esse corpo seja levado ao meu laborat�rio.
Seu laborat�rio?
- Em Boston, Massachusetts. - Walter, tudo o que precisar,
tenho certeza de quem tem aqui.
Pode me dar licen�a, doutor?
Peter, preciso ir para casa.
- N�o gosto daqui. - Walter.
Essa cidade tem um cheiro.
- Walter. - � molhada!
Me faz lembrar do St. Claire's,
a institui��o psiqui�trica em que vivi.
Peter, quero ir para casa.
Voc� fica. Ajude a agente Dunham, mas...
Ok.
Acharemos algu�m para lev�-lo para casa.
Obrigado.
- Parece inofensivo. - Apar�ncias enganam.
Colega, trabalho para o FBI h� tr�s anos.
Levar seu pai para casa n�o deve ser um problema.
Certo.
Vai precisar do livro de sudoku dele. Tamb�m h� uma c�pia
do livro de entropia de Max Planck na mochila.
Isso deve mant�-lo ocupado por umas horas.
E o que fizer, de jeito nenhum,
- n�o o deixe beber. - Ele � meio pingu�o?
N�o, ele pode ter meia d�zia
de drogas psicotr�picas em seu sistema,
ent�o beber n�o � uma boa ideia.
Obrigada, doutor.
- Agrade�o a coopera��o. - Sem problemas.
Voc� tem um cart�o?
Para que eu envie uma c�pia dos resultados.
� claro.
Obrigada.
N�o! N�o pode colocar o corpo pelos p�s.
Lun�ticos. Fora, fora.
Acha que ele ficar� bem?
Walter ou o agente Cashner?
Greg costumava me ligar depois do almo�o.
Quando n�o ligou, sabia que havia algo de errado.
Mas n�o...
Mas n�o houve mudan�a no comportamento recentemente?
Estava mais cansado do que o normal,
mas ele tem trabalhado muito.
Mas nenhuma doen�a?
- Sem alucina��es? - N�o, nada.
N�o acredito que ele se foi.
Sra. Leader...
Seu marido tinha problemas ao dormir?
Esses livros...
Guia de dist�rbios do sono,
Entendendo o sono...
Ele era son�mbulo.
Algumas vezes ele acordava na cozinha
e tinha cozinhado uma refei��o inteira.
- Ele era violento? - N�o, nunca.
E ele foi curado.
Ele estava vendo especialistas.
N�o tinha tido um incidente em seis meses.
Precisaremos dos nomes dos m�dicos.
Por acaso ele mantinha algum di�rio do sono?
Sim. Gostaria de v�-lo?
Sim. Por favor.
Bem na hora, querida. Ajude-me com esse saco infernal.
- � o agente Cashner. - Walter, j� � quase meia-noite.
- Sim, eu aguardo. - A volta foi revigorante.
A turbul�ncia em Ohio foi como estar na barriga de uma baleia.
Eu gritei como uma garotinha.
Tenho certeza de que isso fez bem aos outros passageiros.
N�o, � Bishop. B- i-s-h-o-p.
- Sim, estamos com o corpo. - O que foi?
- Retiveram nossas malas. - Leite cru?
N�o, tenho certeza que o Dr. Bishop n�o colocaria uma garrafa de...
Leite.
Entendo que � contra a lei. Sou um agente federal.
Isso � estranho. Nove pontos...
Cir�rgicos.
N�o h� motivos para uma incis�o a�.
Astricks, minha serra de ossos pequena, por favor.
- Astrid. - Sim?
Dr. Bishop, sinto muito,
mas n�o conseguiremos aquelas malas at� amanh� de manh�.
Tudo bem. Na verdade,
voc� pode nos ajudar a remover o escalpo.
Quando se acostuma ao cheiro, vira algo legal. Vamos.
N�o acordei voc�, n�o �?
- O qu�? - Lindo.
S� que no meu caso, me formei de verdade.
Suponho que comprou o seu para impressionar as garotas.
�, mais ou menos.
- O que tem ai? - O di�rio do sono de Greg Leader.
A esposa estava certa.
Nos �ltimos meses, ele estava tendo de 8 a 10 hs de sono toda noite.
Ent�o como ele pode ter morrido de exaust�o?
Fica mais esquisito. Tamb�m escrevia seus sonhos.
Adivinhe quais eram seus pesadelos.
- Dem�nios? - Pelo menos uma vez na semana.
H� cerca de dois meses, eles pararam.
Voc� acha que � um tipo de sonambulismo extremo?
N�o, son�mbulos geralmente n�o s�o violentos.
E diferente de Greg Leader, n�o lembram de suas experi�ncias.
Onde aprendeu isso? No MIT?
Quando eu era crian�a, tinha pesadelos horr�veis,
quase toda noite. Ent�o, sei uma coisa ou outra sobre sonhos.
Sinto muito. Deve ter sido horr�vel.
Na verdade, foi uma das raras ocasi�es
em que Walter foi prestativo.
Ele ensinou como me condicionar.
Toda noite antes de ir dormir,
eu tinha que dizer um mantra mentalmente.
"Por favor, sem sonhos hoje. Por favor, sem sonhos hoje."
- E funcionava? - N�o se pode parar de sonhar,
mas fazia com que eu n�o lembrasse.
Dos oito aos dezenove anos,
eu n�o lembro de nenhum sonho.
Pesadelos nunca mais.
Teve outro incidente.
O cara da moto morreu na hora.
Devia estar indo a 65 km/h,
- o que o matou. - Ela morreu na batida tamb�m?
Ela est� morta, mas n�o foi a batida.
Ellen estava ligando pra dizer que estava indo para casa.
Est�vamos no telefone quando ela...
Ela disse que viu um monstro.
Voc� viu o cabelo branco dela?
O que aconteceu com ela?
- Aguente firme, agente Casper. - � Cashner.
- Fazem esse tipo de coisa sempre? - C�rebros? N�o.
No entanto Walter fica excitado sempre que fazemos.
Olhe isso.
Poderia chamar Peter?
T� fora.
Ei, � o Walter pra voc�.
Um filamento? Que tipo de filamento?
Esperem um pouco, colegas. Posso dar uma olhada?
Algum tipo de chip de computador pequeno inserido no mesenc�falo.
O t�lamo?
Sim, isso faria sentido. Bom trabalho, filho.
Espere, Walter. Agente Dunham.
Com licen�a.
O que isso faz? O t�lamo?
Porqu� � relevante?
� a parte do c�rebro que regula o sono.
O que est� procurando?
Isso.
As duas v�timas tinham implantes cir�rgicos.
� um bio-chip.
Tecnicamente, uma interface c�rebro-computador, ou ICC.
Este chip em particular tem um transmissor que o torna wireless.
Ele pode ligar o c�rebro a um computador?
Isso mesmo.
Pelo que podemos supor,
achamos que funciona como um marca-passo.
Monitora os ciclos do sono
e, quando necess�rio, estimula o t�lamo,
o que induz um estado de sono mais profundo.
Tem um pesquisador em Seattle
que trabalhou em v�rios prot�tipos como esse.
O homem � um g�nio.
Estamos rastreando ele h� anos.
Obrigado.
Informarei � equipe.
Dr. Laxmeesh Nayak?
Sou Olivia Dunham. Sou do FBI.
Queremos saber se voc� conhece Greg Leader
e Ellen Rosiello.
Sim, s�o meus pacientes.
Do que se trata?
Ambos cometeram ataques homicidas recentemente e ent�o morreram.
O que aparenta ser resultado de extrema exaust�o.
- Deus. - Dr. Nayak, encontramos um bio-chip
inserido no c�rebro do Sr. Leader.
- Voc� sabe... - Sim. Sim, � claro.
Ambos tinham. Era parte de um estudo.
Ent�o voc� implantou os chips em outras pessoas?
� um experimento cl�nico em larga escala.
Tem 60 no grupo de controle
e 82 com os bio-chips.
Precisaremos dos nomes,
de todos eles.
Estou trabalhando neste chip h� anos.
Eu o testei extensivamente.
E n�o teve nenhum defeito
que poderia ter causado a rea��o que vimos?
E se o chip teve um curto-circuito?
Mesmo se tivesse, o chip permaneceria benigno.
Porque isto...?
Espere aqui.
O servidor central.
Cont�m toda minha pesquisa, os arquivos dos pacientes.
Sumiu tudo.
Os arquivos dos pacientes est�o num backup, em um servidor remoto.
Eu lhe darei a senha.
Dr. Nayak.
Meu assistente de pesquisa.
Zach, chame as enfermeiras.
Precisamos dos nomes de todos os pacientes.
Todos que elas possam lembrar.
Claro. Irei providenciar.
- A senha. - Obrigado.
Dr. Nayak, imagina algu�m
que poderia querer roubar seus dados ou sabotar voc�?
Eu n�o sei.
Suponho que poderia haver algumas companhias.
O chip era valioso?
Os testes iniciais foram formid�veis.
Curou sonambulismo, p�nicos noturnos...
Todos os problemas do sono...
Essas pessoas s� queriam descansar,
e meu chip estava ajudando.
Ele n�o faria com que machucassem ningu�m,
e certamente n�o as mataria.
N�o faz sentido algum.
Dr. Nayak, voc� tem um cart�o?
Apenas para nossos arquivos.
Vou pegar um.
Bem, o doutor est� extasiado.
E tirando o �bvio, que � dinheiro,
ele n�o imagina nenhum motivo
para algu�m querer roubar sua pesquisa.
Eu imagino. O bio-chip pluga diretamente no t�lamo,
que n�o s� regula o sono, mas tamb�m funciona
como um retransmissor para o c�rtex cerebral,
que tamb�m controla as fun��es motoras.
Controle mental, Peter.
N�o seria a primeira vez que algu�m tenta isso.
Eu lhe contei sobre meu trabalho com o projeto MK-Ultra.
Naquela �poca n�s ach�vamos
que conseguir�amos com LSD e sugest�o hipn�tica.
- Ent�o � poss�vel? - Teoricamente, sim.
Se eu enviasse um esquema da arquitetura interna do dispositivo,
voc� poderia testar o chip que est� com voc�?
Sim, mas eu precisaria replicar a fun��o do chip
num ambiente neural.
Claro, se eu tivesse uma cobaia viva...
Walter, n�o.
Sem estudantes volunt�rios.
Boas not�cias. As malas chegaram.
Walter. Walter.
Walter, repita: "Sem estudantes."
Est� certo, sem estudantes.
D�-me um retorno assim que poss�vel.
Ent�o, falou com o Walter?
Ele acha que pode ser controle mental, mas
para modificar os bio-chips precisaria de v�rias tentativas.
Ent�o ele acha que algu�m est� tentando aperfei�oar
o controle mental em um paciente a cada vez?
Isso explicaria porque os eventos s�o aparentemente sem motivos.
- Como est� a coleta dos nomes? - Nayak s� encontrou 26 pacientes.
A pol�cia local est� levando-os para a cl�nica
e removendo os chips, por assim dizer.
Isso nos deixa com quantos? Cerca de 50 pacientes.
Escute...
Acho que sei o que est� passando, mas aquela coisa que voc� matou...
- N�o era o Charlie. - Eu sei.
Eu s�...
Na minha primeira semana no emprego,
eu estava numa opera��o disfar�ada.
Uns meliantes irlandeses estavam traficando armas e coca�na.
E eu trabalhava como promotora militar,
n�o tinha pego em uma arma desde o treinamento b�sico.
E subitamente,
estou no subterr�neo dessa garagem,
usando um colete � prova de balas
e me perguntando como diabos eu fui parar ali.
Ent�o fiz o que qualquer novato faria,
e comecei a procurar uma sa�da.
A� o Charlie chegou perto de mim.
Esse homem que eu n�o conhecia...
Esse cara bruto.
E... ele disse...
"Voc� vai se sair bem."
E tenho que aceitar...
que ele se foi...
e que ele n�o vai voltar.
Eu vou indo para a cl�nica de Nayak,
ver se posso ajudar a enfermeira a identificar mais pacientes.
Foi um pedido duplo na mesa nove, velho.
O que seus amigos acharam da minha moussaka?
Como se tivessem morrido e ido pro c�u.
Pode crer.
Voc� realmente quer aumentar a dose?
Dr. Bishop, estou indo para o aeroporto, de volta � Seattle.
Poderia se despedir da agente Farnsworth por mim?
Certamente.
Antes de ir, poderia me fazer um favor e cheirar isso?
Parece que meu olfato est� meio confuso.
Deve ter sido o caf� franc�s torrado dessa manh�.
Framboesa?
Mantenha a Sra. Barage sedada por mais dez minutos.
Ent�o traga meu pr�ximo paciente.
Dever�amos entrar em contato com as farm�cias locais.
Elas podem conseguir identificar quem preencheu
as receitas do Dr. Nayak nos �ltimos seis meses.
Com licen�a. Ol�?
O que t� rolando, mina?
O de sempre, s� pintando as unhas e planejando uma viagem pelo litoral.
- Pegou os cart�es de visita? - Sim.
Eu peguei oito.
Oito? Pediu a todos que estava vestindo vermelho?
Sim. E o que fa�o agora?
Coloque na sua frente, como se estivesse jogando baralho.
Pegue uma caneta, circule uma letra em cada nome,
tanto no primeiro como no �ltimo.
Quando terminar, pegue todas as letras que circulou
e escreva num peda�o de papel.
- Entendeu? - Entendi.
- E agora? - Agora misture.
- Misturar? - Misture,
fa�a um anagrama, um ca�a-palavras.
- Encontre a frase. - Que frase?
O que eu estou procurando?
Qualquer coisa que precise ouvir.
Voc� vai descobrir. Tenho que ir.
Que saber, n�o tenho tempo pra isso.
- Dunham. - Agente Broyles?
Os arquivos dos pacientes de Nayak sumiram.
O servidor que armazenava os dados foi limpo nas �ltimas 24 hs.
Podemos rastrear o IP do hacker?
Achamos que n�o teve nenhum hacker.
N�o h� sinais de um ataque DDOS,
e dado o n�vel de seguran�a online do servidor,
achamos que quem limpou os arquivos devia ter a senha.
- Ent�o foi algu�m da cl�nica? - Parece que sim.
N�o � poss�vel.
Meus empregados s�o boas pessoas.
Todos trabalham aqui h� anos. Somos uma fam�lia.
Todos tinham a senha?
N�o tinha raz�o para n�o terem.
Estou dizendo,
nenhum deles precisaria fazer isso.
Agente Dunham. Outro.
Os olhos dela ficaram estranhos.
O cabelo ficou branco, da� ela desmaiou.
Eu n�o entendo.
Ela gritou que n�s �ramos canibais
e depois atacou com uma faca.
Tive que usar for�a para desarm�-la.
Ela estava t�o feliz.
Isto n�o faz sentido.
Leanne sofria de p�nico noturno.
Ela esteve no meu escrit�rio na semana passada.
Teremos que fazer um an�ncio ao p�blico.
Vou pedir para nosso agente de m�dia colocar um an�ncio nos jornais.
Zach Miller, meu assistente no laborat�rio...
N�o veio trabalhar hoje. E n�o est� atendendo o telefone.
Zach Miller? FBI.
Pare de falar com os federais ou terminar� como o Zach.
Olivia.
Acho que � por isso que ele n�o atendeu o telefone.
Walter, o que h� de errado com o agente Cashner?
- Eu o droguei. - Voc� o drogou?
Walter...
N�o me diga que colocou o chip na cabe�a dele.
N�o, mas eu queria.
Ent�o percebi que poderia colocar o chip numa rede de EEG,
e o sinal chegaria ao seu c�rebro.
E como voc� vai enviar os comandos?
Eu ajustei o neuro-estimulador na mesma frequ�ncia.
Se a teoria de Peter estiver correta e isto for controle mental,
o chip deve receber comandos do neuro-estimulador,
que ser�o traduzidos em impulsos
que o c�rebro do agente Cashner poder� entender.
Preciso de ajuda para colocar isso.
Walter, n�o acho que seja uma boa ideia.
N�o seja t�o rabugenta.
J� disse que ci�ncia tem que ser divertida. Vamos.
Veja os p�s dele.
Os p�s, saquei.
Alguma coisa?
Nadinha.
Walter, o que foi?
Ou um unic�rnio verde atravessou o laborat�rio,
ou tomei LSD sem querer.
Deve ser mescalina.
Est� batendo muito r�pido.
Minha nossa.
N�o � mescalina.
� alguma coisa totalmente diferente.
Acho que n�o s�o drogas.
Acho que tenho uma ideia do que seja.
Voc� nunca recebeu nada assim antes?
N�o, claro que n�o.
Certo, enviarei uma c�pia disso para nossa per�cia de documentos.
Eles analisar�o a caligrafia,
o papel e a tinta.
Enquanto isso, a pol�cia ofereceu
uma equipe de prote��o para sua cl�nica,
e o detetive Green ficar� de olho em sua casa.
Se nos der licen�a,
vamos tentar rastrear o resto dos seus pacientes.
N�o se preocupe, Dr. Nayak. Vamos pegar esse cara.
A� poder� voltar ao trabalho.
Ligamos assim que tivermos algo.
Deixe seu recado ap�s o bip.
Contei a eles.
Mostrei seu maldito bilhete.
Ent�o � melhor voc� parar.
Ent�o, n�o � controle da mente?
N�o, Peter, sua teoria est� errada.
Os chips do Dr. Nayak n�o recebem comandos.
Eles transmitem um volume enorme de dados.
Walter, os bio-chips tem que transmitir dados.
� a fun��o deles, monitorar ciclos do sono.
Os chips n�o est�o s� monitorando o sono.
Est�o acessando todas as informa��es sensoriais
que passam pelo t�lamo.
Cada cor, som,
e imagem enquanto dormem.
Walter, est� dizendo que os bio-chips do Dr. Nayak
est�o roubando sonhos?
Exatamente.
O di�rio do sono de Leader.
Ele dormiu por horas, mas n�o teve nenhum sonho.
Antes de atingirem a consci�ncia, eles foram todos sugados,
o que significa nenhum sonho.
O c�rebro n�o p�de se recarregar e isso...
- Levou-os � morte por exaust�o. - Exatamente.
Tamb�m acho que, os chips tem a habilidade
de acionar o estado de sonho enquanto o paciente est� acordado,
o que levaria a paran�ia, alucina��es,
e uma completa inabilidade de diferenciar realidade e sonho.
O comportamento que n�s presenciamos.
Walter, por que algu�m iria querer acessar sonhos de outra pessoa?
O barato, Peter.
Pense no seu sonho mais prazeroso.
Multiplique a sensa��o por dez.
Indo diretamente no seu c�rtex em poucos segundos.
� algo fant�stico.
Walter, est� dizendo que estamos lidando com um viciado?
N�o � s� um viciado, querida.
Um homem que teve contato com esta droga,
na minha opini�o, este homem seria escravizado por ela.
Precisamos voltar ao hotel.
No que est� pensando?
Walter acha que procuramos um viciado, certo?
Meu padrasto era viciado.
Era alco�latra.
E parecia que ele tinha duas personalidades
uma s�brio e outra quando estava de porre.
Quanto mais fundo o v�cio, mais extrema � a fissura,
Tipo, Jekyll e Hyde.
Esta � a lista de pacientes que o Dr. Nayak nos passou,
e esta a amea�a de morte que recebemos.
A caligrafia est� descuidada.
Veja os "G" e "F"s.
Foram escritos pela mesma pessoa.
Obrigado, detetive Green.
- Voc� tem uma mensagem. - Contei a eles.
Mostrei seu maldito bilhete.
Ent�o � melhor voc� parar.
Por favor.
O leme est� pronto.
Obrigado, querida.
Jack, o que est� fazendo?
Jack, o que est� fazendo?
Jack, temos que decolar.
Jack! N822, piloto com problemas!
Peter, ele est� conectado.
Vou tentar desligar o programa.
N822 para ATC, estamos com problemas!
Vou tentar desligar o servidor.
N�o consegue desligar?
Acho que est� trancado.
N822, avisando em 7700!
Certo, se afaste.
Est� morto.
Ligaram do R�dio Controle de lago Union.
Houve um incidente com um piloto, um dos pacientes do Nayak.
Est�o a salvo. Bom trabalho.
Olhei o painel de controle do Nayak.
Todos os controles estavam no m�ximo.
Acha que ele decidiu ter uma �ltima "viagem fant�stica"?
Na verdade, acho que era um pouco mais complicado.
Lembra como Nayak ficou horrorizado
quando contamos que os pacientes estavam morrendo?
Acho que ele n�o estava ciente
do que seu lado negro andava fazendo, at� hoje.
Essa foi a forma dele tentar acabar com isso.
Acho que a ironia � essa.
O v�cio dele em sonhos se tornou um pesadelo,
um que ele n�o conseguia acordar.
Talvez fosse a �nica forma de acabar com o pesadelo.
VOC� FICAR� BEM.
VOC� FICAR� BEM.
Papai, o que foi?
O que foi?
Nada.
Voc� falava dormindo.
�, acho que estava tendo um pesadelo.
Eu era um garoto, estava no meu quarto.
Voc� estava l�.
E o que mais?
N�o se lembra?
Ressincronia por afonsopm.
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