All language subtitles for Mufasa.The.Lion.King.2024.Hybrid.2160p.WEB-DL.DV.HDR.DDP5.1.Atmos.H265-AOC

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Olha para as estrelas.

Sempre que te sentires sozinho,

os grandes reis do passado

estarão lá sempre para te guiar.

Tal como eu.

EM MEMÓRIA DE JAMES EARL JONES

Meus amigos, é chegada a hora de a minha família crescer.

Este lar que partilhamos é a realização da visão do meu pai.

Não é maravilhoso que eu e a Nala possamos continuar o sonho dele

tornando o Ciclo da Vida ainda maior?

Nala, meu amor, estou a caminho.

Simba,

estou aqui.

Estou aqui.

Chegou a equipa de segurança!

Um aviso cordial: não somos comida.

Não, não. Somos apenas dois tipos

a passar por leões esfomeados a caminho do trabalho.

É perfeitamente normal. Não estou apavorado.

A equipa de segurança apresenta-se ao serviço, Vossa Graça, Vossa Alteza…

Senhor de todas as criaturas de quatro patas.

E daquela zebra de três patas.

Pois, o Ron. Que tragédia.

- Comeram e fugiram. - Pois.

O Ron tem três pernas. Mais uma do que eu.

- Isso são braços ou pernas? - Malta.

- Não sei. Acho que são patas. - Malta.

- Considero-as todas pernas. - Malta! Isto é sério.

Preciso que fiquem com a Kiara até eu voltar.

A tua equipa de segurança foi chamada para fazer babysitting?

Pumba, temos de discutir isso, porque não adoro…

Prometi-lhe que ia correr tudo bem.

É uma forma de ser pai…

Um dia ela terá de crescer.

Que mais lhe disseste? Que poderá ser o que quiser?

Que a vida é justa?

Preciso que se portem como adultos.

Não assustem a Kiara. Sobretudo, nada de histórias.

- Nada de histórias? - Espera lá.

Conheço essas cabeças, cresci convosco. Prometam-me.

Sabes que mais? Está bem. Nada de histórias.

Fala por ti, Pumba.

Não. Contamos uma história na mesma.

Certo. Dizemos que não contamos,

- mas contamos. - A sério?

- Não pode impedir-nos. - Sabem que consigo ouvir.

Pai.

Olá, pequenita.

Pai, vem aí a tempestade, tenho medo.

Quero ir contigo e com a mãe.

Não tenhas medo, querida.

O Timon e o Pumba vão cuidar de ti.

Sê corajosa, Kiara.

Sê corajosa.

Muito bem! Preparámos uma história.

O Scar olhou para nós.

Sabia que era o fim da linha.

Eu sentia o cheiro do medo.

Na verdade era eu, mas sim.

Vocês os dois derrotaram o Scar?

E depois comeram-no?

Foi uma das minhas melhores refeições de sempre.

O meu pai contou-me que foi ele que derrotou o Scar.

Mas todos sabemos que o teu pai é um mentiroso patológico.

Está sempre a mentir. Percebes?

Tenho medo. Quero os meus pais.

Escuta.

Não tenhas medo, Kiara.

E se te cantássemos uma canção? E um…

Pumba, não. É muito cedo para a canção.

Funcionou com o Simba. Pensava que tinha matado o pai.

Mas depois desatou a cantar e a dançar.

Não funciono assim. Tenho de me mentalizar.

Ele cantou essa música durante seis anos.

Ele e toda a gente!

- Vejam! - Não!

É o Ron, a zebra de três patas.

- Salvem-se! - Ouviu o que dissemos dele.

Desculpa, Ron. Eram apenas piadas!

É o Rafiki.

Rafiki!

Pequenita, não precisas de chorar.

Os meus pais

partiram.

Olha lá para fora, mdogo.

Vês os embondeiros a ondular ao vento?

As raízes daquelas árvores são muito fortes, como a tua família.

E tal como fizeram contigo,

os teus pais foram para o local do ritual de nascimento.

Quando voltarem, o Ciclo da Vida vai trazer-te uma bênção, Kiara,

que nunca esquecerás.

Ena, ele é ótimo.

Conta as histórias de forma tão visual.

Mas faz sentido que viva sozinho.

Só quero que a tempestade passe, depois prometo ser corajosa.

Vou contar-te um segredo.

Quando o teu pai, o Simba, era da tua idade,

tinha medo da trovoada e escondia-se atrás do rei.

Quando deixou de se esconder?

Um dia, durante uma grande tempestade,

o teu avô, o Mufasa, levou o teu pai ao cume da Pedra do Reino

e disse-lhe para ficar a seu lado

a uivar ao vento.

O Simba seguiu lentamente o rei

e juntos rugiram na noite.

Mas não sou corajosa como o meu pai.

E nunca poderia ser como o Mufasa.

A sério?

Então, talvez seja altura de te contar uma história.

A história de uma cria pouco maior do que tu.

Um leão que nasceu sem um pingo de nobreza no sangue.

Um leão que mudaria as nossas vidas para sempre.

Uma história! Ainda bem que trouxe grilos.

Calma, estamos numa gruta.

Esta história começa muito além

das montanhas e das sombras.

Do outro lado da luz.

Nesse sítio, estava tudo a morrer de sede,

pois passaram 20 luas cheias sem que chovesse uma gota de água.

Mas quando os céus finalmente se abriram,

o destino reinaria.

MUFASA: O REI LEÃO

Mufasa.

Mufasa! Anda ver.

Mãe, que luz é aquela ali ao fundo?

É algo muito especial.

Para lá do horizonte,

para lá da última nuvem no céu,

há um sítio a que chamamos Milele.

Milele?

Significa "para sempre".

Imagina um reino cheio de vida,

água e comida,

ervas e céu até onde a vista alcança.

Alguma vez iremos até lá?

Sim, Mufasa.

É exatamente para lá que vamos.

Mas também podemos lá estar agora.

Podemos fechar os olhos

e deixar que os sonhos nos levem.

Para lá do horizonte

Para lá das nuvens que há no céu

Há um lugar tão bom

Imagina um reino

A água flui, já floresceu

Isto é real

Contigo eu vou

O nome é Milele

Está sempre lá

Milele

Pois vive em ti e vive em mim

Vais ver

- Vida, pequena e grande - Um ciclo, a vida é grande

Para todos, uma imensidão

E é sempre assim

Irás senti-lo?

- Nós, sempre cá - Cá dentro do peito

- O passado está presente em nós - Como a maré que está

- Isto é real, podes vê-lo? - Numa costa sem fim

Mas ao crescer, não te vais perder?

O nome é

Milele

Está sempre lá

Milele

O nome é

Milele

Está sempre lá

Milele

Pois vive em ti e vive em mim

Sem fim

Milele

O que é isto?

Chuva. Chuva!

Finalmente temos chuva!

Pai, uma corrida até à luz!

És rápido demais.

Nunca te ganhei.

Nunca ninguém te ganhou.

Eu sei!

Mufasa! A cria mais rápida do mundo.

Obrigado.

Mufasa,

já chega.

Mufasa, volta agora.

Fica aí! Estou a ir, filho.

- Pai! - Mufasa!

Mufasa?

Apanho-te na curva.

Segue a minha voz.

Segue a minha voz!

Mãe!

O penhasco é muito alto, mas podes atravessar na represa.

Vá, Mufasa, tu consegues.

Segue a voz da tua mãe.

Ouve o teu pai, Mufasa!

Ouve-nos!

Afia, ele está ali!

- Mãe! - Está ali!

- Mãe! - Mufasa!

Pousa uma pata de cada vez.

- Não consigo. - Consegues. Estou aqui.

Mufasa!

Mãe?

Pai?

Ouvem-me?

Está aí alguém?

Mãe?

Por favor…

Tenho medo.

Tenho medo.

A enxurrada desaguou num rio distante

que levou Mufasa para longe da mãe e do pai.

Para lá de tudo o que conhecia.

Olá.

Sou o Taka, filho de Obasi. Como te chamas?

Mufasa.

Não posso falar com forasteiros,

mas tenho um segredo

e quero muito contar-to.

- Qual é o segredo? - Vou meter-me em sarilhos.

Por favor, conta lá.

Não sei…

Conta lá!

Certo. Estás prestes a ser comido!

Odeio segredos!

- Nada! - Não posso!

- Tens de nadar. - Não sei!

Levanta o queixo e caminha bem depressa debaixo de água.

Não consigo!

Vá lá, Mufasa. Mais rápido!

Ajuda-me, Taka!

Disse-te para esperares por mim.

A culpa não é minha.

Vim beber e vi-o a boiar.

Apresento-te o Mufasa.

Foi uma sorte os crocodilos serem jovens e terem medo de lutar. Vamos!

Não podemos deixá-lo aqui.

Regras são regras.

O Obasi nunca aceitará um vagabundo.

Não sou um vagabundo. Estou apenas perdido.

Vês?

Está apenas perdido.

Houve uma enxurrada.

Os meus pais tentaram salvar-me.

Sabes como se vai para minha casa?

Para casa?

Estar perdido é descobrir o caminho.

Trata-me por Eshe.

Estou cansado, Eshe.

Anda, é por aqui.

Anda, Mufasa.

Isto é Milele?

Não, meu querido.

Estava a tentar dormir uma sesta.

A essencial sesta dos reis.

Mas fui despertado pelo nojento,

horrível, repugnante fedor de um vagabundo.

Quando encontramos um forasteiro,

diz-me, o que fazemos?

Obasi, eu sei.

Comemo-lo.

Mas eu encontrei-o, pai. Salvei-lhe a vida.

Taka, não nos damos com forasteiros.

O único elo genuíno é o sangue.

Ouvi histórias sobre leões com o dobro do nosso tamanho.

Esses forasteiros

devorarão tudo o que encontrarem.

Tem ar de quem vai devorar-te?

Este cheiro é nojento.

Nem sei se conseguia comer este kibeti!

Não sou um kibeti, sou um Mufasa.

- Sabes o que significa "Mufasa"? - Não.

Significa "rei"!

E o rei sou eu.

É melhor começares a correr, pequeno Mufasa,

se quiseres sobreviver.

Se correr, nunca me apanharás.

Sou a cria mais rápida de sempre.

O meu pai disse-mo.

Taka, aí tens um desafio.

Vão fazer uma corrida de ida e volta até à árvore morta.

E depois de o príncipe o derrotar,

acabo com ele numa dentada.

E se o Mufasa ganhar?

Se ganhar, viverá, Obasi.

Ficará comigo.

Dou-te a minha palavra.

Que tenha início a corrida!

Vagabundo desastrado.

Corre, Mufasa!

Não precisavas de fazer aquilo.

O Taka é o futuro rei.

Tem de ganhar o seu primeiro desafio.

Não, Obasi. Um verdadeiro rei tem de merecer sê-lo.

Não lhe tires isso.

É melhor despachares-te.

Tenho mais um segredo, Mufasa.

Sempre quis ter um irmão.

Batoteiro!

Obasi!

Mantém-no junto das fêmeas.

Taka, como pudeste perder com um vagabundo?

Muito bem, Taka.

Muito bem.

Não disseste que eras rápido?

Tive de te deixar ganhar.

Passei dias sem dormir, no meio das ondas…

Anda, Mufasa. Vamos meter-nos em sarilhos.

Quando eu for rei

Nenhum dos animais me vai parar

Vai parar

- E, meu mano - Meu mano

Sendo rei, comigo vais ficar

- Deve ser - Podes crer

- Quando eu for rei - Tu fores rei

Nenhum dos animais nos vai quebrar

Vai quebrar

- E, meu mano - Meu mano

Se a presa corre, não vai escapar

Devagar

Vamos lá, vamos lá!

Vamos lá!

Ei, será que sabe a mãe Que andam sem ninguém?

OK, não disse bem, não convém

Não convém, vamos lá!

Ei, será que sabe o pai Quão longe vocês vão?

Não convém

Não convém, vamos lá!

Ei, será que sabe a mãe Que andam sem ninguém?

Que perspicaz

Muito audaz, muito audaz

Ei, será que sabe o pai Quão longe vocês vão?

Um desejo eu vou pedir e dizer:

Ter um irmão é o que eu queria

Ter um irmão é o que eu queria Como tu

E ter um irmão é o que eu queria

Ter um irmão é o que eu queria

Ter um irmão é o que eu queria Como tu

Na árvore, ali

As aves veem tudo avançar

Tudo a avançar

- Oh, mano - Meu mano!

Sendo rei, ordens minhas terão

Desprezas os mais livres

- Que há aqui - Vem atrás de mim!

E não controlas onde é que elas vão

Ninguém está acima de mim

Mano, estão lá em cima

Podes perseguir, mas não estão à mão

- OK, já chega, então, vamos lá - Vamos lá!

Ei, será que disse a mãe Que aprendem sem ninguém?

A presa será quem, se não vem?

- Será quem? - Vamos lá!

Ouvi que o pai

Só tem pelo vadio desdém

Repete lá isso e vais ver!

O meu irmão não rejeitas

Não é vadio, tu respeita

É o meu irmão, tu aceita E ouve o meu tom

Se o meu irmão tu atacas

Conheces as minhas dentadas

As regras aqui são tão claras

Onde é que ele foi?

Ter um irmão é o que eu queria

A minha mãe já sabia

Recordo-a todos os dias

Recordo-a todos os dias

Recordo-a todos os dias

Recordo-a todos os dias

Pelo meu irmão, cantaremos

Pelo meu irmão, nada temo

Como irmãos, reinaremos

Quando for rei

Ter um irmão é o que eu queria

Em quem a alma confia

Hoje e todos os dias

- Mufasa! - Sim, Taka?

O horizonte está a chamar

O horizonte está a chamar

O horizonte está a chamar

Uma debandada de elefantes!

Salve-se quem puder!

O Chigaru saltou uns seis metros.

É um novo recorde.

Obasi, foram eles outra vez.

Os teus filhos só sabem arranjar sarilhos.

Aquele não é meu filho.

São ambos uns bárbaros.

Este vagabundo está proibido de se aproximar da Árvore de Sombra.

Estávamos só a brincar.

Vocês nunca serão irmãos.

Volta para junto das fêmeas

e fica longe do meu filho.

A tua mãe adota cada lagarto que vê,

fala com os gafanhotos que passam.

Quero ir com ele.

Queres estar com as fêmeas?

O teu lugar é com os machos.

Ele vai à caça com a mãe.

Um dia, ele vai trair-te.

É o que os vagabundos fazem.

O Mufasa nunca me trairia.

Tudo isto será teu, meu filho.

Serás rei.

Presta atenção.

Estuda cada gesto meu.

Outra vez a dormir…

É o que os machos fazem.

Protegemos o bando enquanto dormimos.

Isso…

Bem, isso é ter poder.

Poder?

Porque parámos?

Fecha os olhos

e diz-me o que ouves.

O que sentes.

Está uma manada de antílopes a atravessar o lago seco.

A cerca de meio dia daqui?

Como sabes que não são gazelas?

Têm passos muito pesados.

- Movem-se muito devagar. - E que mais?

Vá lá. Tu consegues.

Ao bater nos chifres deles, o vento sobe.

Não vai para os lados. São claramente chifres de antílope.

Muito bem.

O que foi, Mufasa? O que se passa?

Às vezes, sinto um cheiro.

Mal se sente na brisa.

E cheira-me a casa.

Depois desaparece.

Os teus pais ainda andam por aí. Podemos continuar a procurar.

Perdi-os, Eshe.

Estás a perder tempo a treinar-me.

Nenhum outro macho tem as tuas aptidões.

O Obasi nunca me aceitará.

Nunca serei do seu sangue, da sua família.

Mas és da minha família. E se o Obasi soubesse como és dotado…

Talvez eu goste de ser um vagabundo.

Sem regras, sem responsabilidades.

O sortudo sou eu.

O que queres dizer?

Nunca terei de ser como o Taka.

Nunca terei de ser rei.

Ele disse: "Sem regras, sem responsabilidades"?

Um excluído, com medo da água, nunca toma banho.

Então, cheira como eu.

O que não é bom.

Seja como for, significa que é um de nós.

- É agora. - É a nossa hora!

- É o nosso momento. - E um, dois, um, dois…

Hakuna Mufasa

É tão fácil dizer

Hakuna Mufasa

Ele faz-te perceber

Significa…

- Parem! - O quê?

Não vão por aí.

O Rafiki tem razão. Ainda nos processam.

Aqueles abutres tiram-nos tudo o que temos.

Que, tecnicamente, é nada.

Olha para nós, somos animais nus.

Não admira que esteja sempre gelado.

- Eles querem ouvir! - Anda lá.

Vamos arrasar.

Hakuna Mufasa

Calem-se!

A Kiara é uma snobe musical.

Rafiki, continua.

Ainda nesse dia, a Eshe estava a ensinar o Mufasa a caçar em dupla.

Mas, enquanto o Taka observava escondido,

algo terrível os caçava a eles.

Mufasa, corre!

Eshe!

Mãe.

Mãe!

Eshe!

Não pares, Mufasa.

Eles atacam o pescoço!

Está tudo bem, Mufasa.

Está tudo bem.

Está tudo bem.

Foste muito corajoso.

Obrigada.

Eshe…

O que aconteceu?

Estás ferida?

Eles eram enormes. Brancos que nem fantasmas.

Nunca tinha visto nada assim.

Obasi.

Se o Mufasa não estivesse lá, eu…

Taka.

Devo-te muito, Mufasa.

Temos de nos preparar.

Eles estão a favor do vento, a menos de um dia daqui.

Não.

É impossível saberes isso.

Envia um batedor e verás.

Eles virão atrás de nós.

Chigaru.

Pai, por favor, deixa-me explicar.

Não. Agora não.

Taka, anda.

Onde está o meu filho?

Apareceu um jovem leão, Majestade.

Lutou com o Shaju.

Mas tu voltaste.

Tu sobreviveste.

Fiquei muito ferido. Juro, Majestade. É verdade.

- Verdade? - Sim, verdade.

A verdade está atrás de ti.

- Havia outros, Majestade. - Não, não.

Mas só um deixou sangue na juba dele.

Portanto, abandonou o Shaju à morte.

Salvou a própria vida.

Esse jovem leão era o rei deles?

Tem sangue plebeu. Vulgar.

Responde-me!

Era o rei deles?

Não, Kiros. És o único rei.

Um leão vulgar?

E abandonaste o meu filho à morte?

Eu estava ferido, não tinha alternativa.

Por favor, tens de acreditar em mim.

Não há razão para me temeres.

Nunca faria mal a um dos meus.

Obrigado, Majestade.

Deixo esse prazer

para eles.

Majestade! Não. Kiros!

Kiros!

Ninguém pode saber que fugiste e deixaste a tua mãe.

Nunca aconteceu, Taka. Percebes?

Mas eu não sabia. Assustei-me.

Não interessa. Temos de proteger a linhagem.

Protegê-la com uma mentira? Pai, isso é falso.

A falsidade é uma ferramenta de um grande rei.

Taka,

é o que os reis têm de fazer.

Mas eu não sou rei.

Sou apenas teu filho.

Obasi!

Chigaru.

Obasi!

Chigaru, estou aqui. O que viste?

Eles vêm aí.

Dois leões para cada um dos nossos.

Cada um maior do que o outro,

mas nenhum tão poderoso como Kiros, o seu aterrador rei.

Forasteiros.

As histórias eram todas verdadeiras.

Tenho de proteger a linhagem, Eshe.

O futuro deste bando.

Taka, és esse futuro.

Futuro? Pai, o que queres dizer?

Vou mandar-te embora.

Para longe daqui.

Vais partir e iniciar uma nova vida, um recomeço.

Preciso que vás com ele, Mufasa,

que lhe jures lealdade.

Eles chegarão ao amanhecer.

Para onde vamos, Eshe?

Sem ti, não tenho casa.

Mufasa, tu e o Taka juntos, é essa…

- É essa a tua casa. - Eshe…

Mufasa, olha para ali.

Além da luz…

Sabes o que vejo?

Vejo o sítio de que a tua mãe te falou, para lá do fim do rio.

Atravessando o desfiladeiro mais fundo, do outro lado das montanhas,

um sítio para lá do horizonte.

Um reino tão verde,

tão perfeito,

que vê-lo é ver…

Milele.

Sim. Para sempre.

Os meus pais falavam muito de Milele. A minha mãe disse-me que íamos para lá.

Não percebes, Mufasa?

Tens de prosseguir.

Tens de continuar a tua viagem rumo à luz.

Por favor. Não posso perder-te.

Terás sempre o meu amor.

Mas a tua família ainda está por aí à tua espera.

Sinto a presença deles.

E sei que também a sentes.

Vai.

Vai, Mufasa. Encontra o caminho para tua casa.

Mãe, por favor, perdoa-me. Imploro-te.

Não é preciso, meu amor.

Taka, o teu momento de coragem chegará.

Agora, é hora de partirem.

Vão e encontrem o vosso lugar

no Ciclo da Vida.

Eles deixaram a família para nunca mais a verem?

Esta história dá cabo de mim.

Mexe com as minhas emoções.

E ainda piora.

- Como? - Já não tenho grilos.

Talvez seja melhor assim.

Preciso de ir à casa de banho antes do segundo ato.

Esperem por mim.

Já voltei.

Lavaste os cascos?

- Pumba? - Lavei.

- Pumba? - Daqui a nada

- vou voltar a sujá-los. - Pumba?

Rafiki, os forasteiros apareceram?

Sim.

E quando os caçadores conduziram Kiros ao Vale dos Reis,

Obasi e Eshe resistiram.

Qual de vocês é o rei?

Não tens motivo para me desafiar.

Isto parece-te um desafio, Rei?

Há regras entre leões.

Já não.

Enquanto lideravas este bando, construí o meu exército.

O teu é o último bando

no Vale dos Reis, o que significa

que tudo aquilo em que a luz toca me pertence.

Só haverá um soberano.

Um Rei Leão.

Dizes que és rei, é enganar As sombras vão ver

Vão crescer, podes crer

A Lua irá orbitar

Não vais querer saber

Nem obedecer

E eu vou imitar

Quem tira uma cria

Não vive mais um dia

Vais ver-me e a seguir Tu vais sucumbir

E acabou, adeus

Terminou, adeus

Podes fugir, não tens para onde ir

Eu já cá estou, adeus

Eu já cá estou, adeus

Tudo o que imaginas Adeus

O que o Sol ilumina

O Ciclo da Vida a enganar

E diz com gentileza

Que há predadores e presas

O círculo de abutres no ar

Eles olham e pensam

Vocês não aguentam

E eu vou concordar

Sempre mandei

Tu foges, eu sei

Vais ver-me e a seguir Tu vais sucumbir

E acabou, adeus

Terminou, adeus

Podes fugir, não tens para onde ir

E acabou, adeus

Acabou, adeus?

Verás, vou vingar-me bem

Já não sou pai de ninguém

Eu serei forte

Adeus

Eu já cá estou, adeus

Adeus

Temos de ir. Eles vão seguir-nos.

- Taka! - E se te enganares?

E se eles estiverem bem?

Eles agora vivem dentro de ti.

Segue-me, irmão.

Temos de ir…

juntos.

Corre, Mufasa.

Corre!

Caçadores.

Qual é o plano?

Corre! Muito depressa!

Por aqui!

Vamos voltar para as árvores.

Estamos encurralados. Temos de nadar.

Não, temos de lutar.

Se lutarmos, morremos.

Mas se nadarmos, afogamo-nos.

Não queria fazer isto.

- Mas ordeno-te que nades! - Fazes o quê?

Juraste-me lealdade. Ordeno-te que nades.

Taka, não é altura para piadas.

Qual de vocês matou o meu filho?

Eu. Este leão aqui é apenas um vagabundo. Deixa-o ir.

Kiros, o outro não é vagabundo nenhum.

É herdeiro do sangue do bando.

O último com sangue do rei?

Sangue por sangue.

Vêm aí!

O que fazemos?

Encontramos a nossa vantagem?

Qual vantagem? Estamos numa rocha no meio da água!

Taka, é agora. Atacamos o rei.

Mufasa, estou pronto.

Uma última coisa.

- Qual? - Levanta o queixo!

Taka!

Foi má ideia!

Mufasa!

Mufasa!

- Estamos vivos! - Sim!

Consegui. Salvei-nos.

Estavas a dizer?

Pronto. Pronto.

Chega de água.

Digam-me que podem segui-los rio abaixo.

Podemos segui-los em qualquer lado.

Podem fugir, mas não podem esconder-se.

Só para esclarecer, não entramos nesta história?

Parece que o Kiros está a roubar-me protagonismo.

Pois, sinto-me invisível.

Há muitas histórias com todos nós. Conta uma!

Posso fazer uma pequena sugestão?

Menos traumas de infância, mais suricata.

Rafiki, sei quem o Taka vai ser.

Também eu. É tão óbvio.

Mas só para conferir, dizes-me?

- É o Simba? Sou eu? - Pumba.

Espera. Eu sou o Obasi?

Não faz sentido. A sério, tenho uma pergunta.

Sou o Taka?

Voltei a fazê-lo. Voltei a fazê-lo.

Não que esteja a contar, mas salvei-te o couro. Outra vez!

Por muito que te custe dizê-lo, que tal: "Obrigado, Taka"?

Queres que te agradeça por me teres empurrado de uma cascata?

Sim. E não tens de quê.

Não tenho culpa que os crocodilos sintam atração por ti.

Não digas isso.

Voltei a fazê-lo. Voltei…

Mufasa.

São eles? Os forasteiros?

Não. Ela está mesmo ali.

"Ela"?

Não tens para onde fugir.

Apanhámos o teu cheiro.

O meu cheiro?

Passei a noite a seguir-vos.

Isso não é possível.

Então, porque dei duas voltas em torno de vocês

enquanto perseguiam a cauda um do outro?

Isto foi embaraçoso.

Pois, fiz de propósito…

Ainda acham que tenho medo?

- Porque nos segues? - Esperava encontrar o meu bando.

- O que lhes aconteceu? - Os forasteiros.

Alguns dos nossos escaparam, mas vocês são os únicos outros leões que vi.

É melhor seguirem caminho.

Espera! Por favor.

O meu nome é Taka.

Filho de Obasi.

Sei o que é perder tudo.

Vem connosco. Podemos ajudar-te.

Não preciso de ajuda.

Mas não tens ninguém.

Por acaso, até tem. Muito obrigado.

É o Zazu. Não o comam.

Ouviram-na, não me comam.

Como membro recente da Guarda Real do Rei,

devo pedir-vos para seguirem o vosso caminho.

Obrigado por terem vindo.

O teu rei contratou um pássaro para te proteger?

Tu voas muito alto?

Precisava de um batedor.

O Zazu era a última opção.

Bem, a penúltima.

Entre mim e o Albert, a Iguana,

Sua Majestade escolheu o subordinado com asas.

E assim tornei-me o batedor principal da princesa.

É o meu terceiro dia e corre lindamente, se me é permitido dizê-lo.

Sarabi, também podes dizê-lo.

Achas que chegas muito longe com um pássaro?

E vocês, seus génios, onde chegarão aos tropeções e a esbarrar um no outro?

Chegaremos a Milele.

- Milele é um mito. - Não é um mito.

O Ciclo da Vida e manadas fantasiosas.

- Perseguem algo que não existe. - Até parece.

Não sei se Milele existe, mas neste momento

é a única esperança que temos.

Não precisamos de esperança. Precisamos de comida.

Lindo serviço, irmão. Ótimo.

Há sarilhos nas árvores. Os primeiros sarilhos sérios

e dispenso-os. Não vou. Vou ficar aqui, obrigado.

Vamos, Sarabi. Parece que vem aí o jantar.

Sarabi, se me permites.

Ele tem a sua razão, Alteza.

Por outro lado, é um leão esfomeado e quer comer-me.

Estou algo dividido.

Acho que correu bem, dadas as circunstâncias.

E é agora que eu entro, Kiara.

Rafiki.

Ordem! Ordem no Congresso de Babuínos.

Hoje, uma chita veio às nossas árvores pela terceira noite seguida.

Quase levou um dos nossos.

A culpa foi do Rafiki.

Ele chamou a fera com os seus sonhos.

O Rafiki e as suas visões devem ser banidos de uma vez por todas.

Ele tentou avisar-vos.

Os sonhos dele chamam os nossos inimigos. Fala com os espíritos e convoca o diabo.

- Estás a falar de quê? - Ele já o fez.

O irmão dele foi corrido destas árvores

e nunca mais foi visto.

O Rafiki era uma criança.

Que nasceu com uma pata aleijada. E ainda assim sobreviveu?

Foi o Rafiki que encontrou água na estação seca.

E curou-te, Inaki, quando estavas doente.

Ele fala com os insetos, conversa com a Lua.

Zala, sabes o que acontecerá se o expulsares das árvores.

Ele é amelaaniwa!

Uma maldição para todos nós.

- Não é verdade. - O lugar dele não é aqui.

Quem for a favor da expulsão, tape um olho.

Como podem confiar nele?

Não confiem nele nem na sua magia!

O lugar dele não é aqui.

Não é um babuíno e nunca o será.

Não é um de nós!

Então, está na altura.

Não, espera.

Para onde irás?

Para onde devia ter ido há muito tempo.

Encontrar tudo o que foi perdido.

A minha família.

Não podes sobreviver sozinho.

Ninguém pode.

Porém, aqui estamos.

Rafiki.

Os olhos nunca esquecem o que o coração viu.

Está tudo bem.

Podes tentar fugir, mas não chegarás muito longe.

Porque fugiria de vocês?

Porque somos leões.

Verdadeiros leões!

Uma pulga pode incomodar mais um leão do que um leão uma pulga.

Acho que não percebes o que está prestes a acontecer.

Não tens para onde ir.

Vou seguir em frente.

Duvido muito.

É fácil duvidar de tudo quando não sabes nada.

Podemos despachar isto, por favor?

Se me tirarem a vida, nunca encontrarão Milele.

Espera, disseste Milele?

É para onde vou. Rumo à luz.

Estive lá muitas vezes nos meus sonhos.

O meu irmão espera-me lá.

Eu vi a árvore.

Consigo ver-nos aos dois

novamente juntos.

E porque é que alguém confiaria no sonho de um babuíno?

Às vezes, um sonho é tudo o que temos.

A única verdade que habita em nós.

Como a memória de um grande rei.

Como é que sabes?

Muito bem. Ajuda-nos a chegar a Milele e deixamos-te viver.

- Temos acordo? - Não.

O quê? Porquê?

O Rafiki é que vai deixar-vos viver.

Estou farto disto!

Taka, não o comas.

Bestial. Outro vagabundo inadaptado que não podemos comer.

Esperas que sigamos este babuíno

até um sítio que ninguém viu?

Fico melhor sozinha.

Um ramo isolado pode fazer fumo,

mas nunca arderá.

Agora que somos cinco,

cada um pode contar um facto engraçado sobre si.

Sou o primeiro.

Tive uma paixoneta por um flamingo.

Nunca o tinha dito em voz alta.

E vão-se embora.

Pois. Sítios onde ir, reinos para ver.

Estamos ocupados. Toca a andar.

Espera. Agora és a estrela disto?

Alguém está farto de ser secundário?

De repente, há muito Rafiki nesta história.

Até arranjaste um irmão há muito perdido.

- Pois. - E a seguir? Uma frase engraçada?

Vais dar puns? Porque isso é comigo.

Não se pode contar a história do Mufasa

sem a história do Rafiki.

Até já fala dele na terceira pessoa.

Não tarda, lança um perfume.

E eu sou o único aqui que tem um perfume.

Chama-se "Pumba by Pumba"

e, pelo que ouvi, é bem nojento.

Mãe? Pai?

Se me ouvem, voltem para casa.

Por favor.

Voltem para casa.

Mãe?

Mãe?

Milele.

Mãe!

Rafiki.

- O que estás a fazer? - Estou a pescar.

Estás sentado numa pedra com os olhos fechados.

Tenho os olhos abertos. As pálpebras é que estão fechadas.

Porque estou a falar com um babuíno?

Não sou um babuíno. Sou um mandril.

Sem ofensa, um macaco é um macaco.

E um vagabundo é um vagabundo.

O que significa isso?

Significa que somos muito semelhantes.

Não somos nada parecidos.

Olha bem. Sou um leão.

Um leão que tem medo da água e do próprio reflexo.

Que não consegue dormir por causa do que vê quando fecha os olhos.

Tens medo dos teus sonhos, Mufasa.

Medo do que vês neles.

Vejo os meus pais.

Sinto-os em todo o lado.

Claro que sentes, Mufasa.

Vais senti-los para sempre.

A minha mãe. Ouço a voz dela.

Ela diz-me que estamos numa viagem para Milele,

mas sinto-me tão perdido sem ela.

A tua viagem não é um sonho, Mufasa.

A tua mãe está a guiar-te

e uma família aguarda-te no sítio para onde vais.

O que estás a fazer?

Estamos esfomeados.

Ainda não chegara a hora dele.

Em vez disso, o peixe aceitou partilhar a água connosco.

Tenho um relatório.

A manhã chegou.

Fim do relatório.

A fenda na terra implica uma escolha.

À volta ou para baixo?

A decisão é tua.

Olha para ali, além da luz.

Atravessando o desfiladeiro mais fundo.

"Atravessando o desfiladeiro mais fundo."

Devemos descer.

Porquê? Por causa de um conto de fadas?

As rochas vão esconder o nosso rasto.

É mais seguro contornar.

Apanhei o cheiro deles.

Só apanhaste um babuíno alucinado.

Sou um mandril.

Isto é uma perda de tempo.

Fecha os olhos.

O quê?

Diz-me o que vês. O que sentes.

Não há nada no vento.

- Não, elas estão a passar pelos arbustos. - Elas, quem?

As fêmeas, ali em frente. Vamos.

Limpa a mente. Concentra-te.

Estou a concentrar-me.

Ele tem razão.

Temos de descer.

Agora, muitos ramos juntos vão fazer uma fogueira.

Vamos. Temos sítios para onde ir.

E reinos para ver.

E reinos para ver!

Tens pressa, vai lá, vai sozinho

No caminho

Não comigo

Mas, longe vais chegar

Se formos juntos

Tão bom, tão longe

Vamos juntos

O teu pai deixou-te ao meu cuidado

Mas isto está desorientado

Eu lá em cima vejo tudo

E sei que tu és o meu escudo

Em todo o lado

Tens pressa, vai lá, vai sozinho

Noite e dia

- No caminho - Até ia

- Não comigo - Mas não querias

Longe vais chegar

Se formos juntos

Tão bom, tão longe

Vamos juntos

A família vou encontrar

E contigo vou caminhar

E ao fim contigo chegar

Com um amigo, vai ajudar

Vou reencontrar a minha família

E contigo vou caminhar

- E ao fim contigo chegar - Contigo eu vou

Com um amigo, vai ajudar

Como há nuvens, se chover

Como a mula no campo a viver

Como as manchas na juba, vais ver

Sarabi, tu e eu, nós vamos juntos

- Como há nuvens se chover - A família nós vamos encontrar

- Como a mula no campo a viver - Sempre juntos a caminhar

- Como ouro nos olhos a brilhar - A família nós vamos encontrar

- Tu e eu, nós vamos juntos - Com um amigo vai ajudar

- O meu irmão foge de repente - A família nós vamos encontrar

- E sabe que eu estou lá presente - Sempre juntos a caminhar

O meu irmão sai sempre a correr

Para se perder

- Se o vires, diz-lhe que se lembre - Com um amigo vai ajudar

Com um amigo vai ajudar

Com um amigo vai…

Ninguém vai sozinho

Tens amigos

No caminho

Longe vamos chegar

Se formos juntos

Tão bom, tão longe

Se formos juntos

Enquanto atravessávamos o Grande Vale,

os caçadores seguiam cada movimento nosso.

Kiros. Eles não estão sós.

Recolheram uma leoa.

E um macaco.

Mufasa.

Mufasa, tens de me ajudar.

Ajudar-te como?

É a Sarabi.

Ela é a luz de que a minha mãe falava.

- O quê? - Ela é especial.

É a fêmea mais espantosa que já conheci.

Não sei o que lhe dizer. Passaste a tua vida entre fêmeas.

Por favor, diz-me o que devo dizer.

Fala com ela. Sê tu próprio.

Não, Mufasa.

Não percebes. "Eu próprio" não chega.

Tu…

sabes coisas.

Está bem.

Não compliques. Faz-lhe uma pergunta.

Certo, uma pergunta. Isto é bom.

Sim, tenta ser confiante. Desinteressado.

Mas estou muito interessado.

- Fala-lhe das flores. - Quais flores?

No vale de onde ela vem há flores por todo o lado.

Chamam-se jarrinhas.

Têm caules longos.

São lindíssimas.

Como é que sabes isso?

Quando ela passa, sinto o cheiro no pelo.

Certo.

Flores. Desinteressado.

- Flores e desinteressado. - E o mais importante…

Escuta-a…

quando falar.

Os machos têm dificuldade nisso.

Desculpa. O que disseste?

A sério?

Eu ouvi-te, irmão.

Vou deixar-te orgulhoso.

Está muito calor, não está?

Está.

Adoro escutar.

Certo.

- Estou a escutar. - O quê?

- O que disseste. - Tu é que estás a falar.

Pois estou.

- Cheiras a jarra. - O quê?

A flor.

A jarrinha.

Como é que sabes dessas flores?

Inalei-te com o meu nariz.

Consigo cheirá-las.

Isso é incrível.

O nosso vale estava cheio dessas flores.

Milhares delas. Até onde a vista alcançava.

Era um sítio lindíssimo, Taka.

Ele disse que ela cheira a jarra?

E chamas-me babuíno!

Eles não deviam estar aqui.

Os padrões migratórios foram quebrados.

- Não percebo… - Forasteiros!

Não é um exercício! Para que fique claro,

isto não estava nos meus planos.

Tudo bem, estamos a salvo.

Eles estão do outro lado.

Não!

Conseguem saltar para cá!

Estamos encurralados!

O que fazemos?

Os elefantes lutarão ao nosso lado.

Porquê?

Porque vou pedir-lhes.

Tens uma ideia melhor?

Tenho, Sr. Perguntador.

Preparem-se para correr.

Aonde é que ela vai?

Olá. Ouçam-me, por favor. Precisamos da vossa ajuda.

Podem falar comigo? Precisamos da vossa ajuda. Por favor.

Vêm aí!

Sarabi! Espera!

Sarabi, espera! Aonde é que ela vai?

Ela vai para a colmeia!

Como eu disse, preparem-se para correr!

Corram!

Vão para as árvores!

Porque estou a correr?

Alteza, espera!

Zazu!

Sarabi!

Mantenham posições!

Não retirem!

Estou aqui.

Estou aqui.

Sarabi, estou aqui.

Isso mesmo. Fujam, gatinhos.

Obrigado, meu amigo.

Aqui.

Sarabi.

Está viva. Ela está viva!

Porque estão todos a olhar para mim?

Foste atirada da árvore.

Ele salvou-te a vida.

Quem?

O Taka.

O Taka salvou-te.

Não é verdade, irmão?

Salvaste-me?

Bem, tinha de fazer alguma coisa.

Obrigada.

Tivemos sorte.

As abelhas quase nos mataram a todos.

Aquelas abelhas salvaram-nos a vida.

- Mufasa. - A sério?

Porque parecia uma debandada de elefantes.

- Não estamos vivos? - Os elefantes lutariam ao nosso lado.

Somos leões.

Ninguém lutará ao nosso lado.

Não aqui.

Para onde vai ele?

Para lá do horizonte.

Mufasa, obrigado.

Rafiki,

quem são os forasteiros?

Bem, os forasteiros vêm de muitos bandos.

Mas, quando nascem,

são odiados por serem diferentes da sua tribo.

Como tu e a tua tribo?

Sim, como eu.

- Mas, Rafiki… - Sim?

Porque é que eles querem fazer mal a toda a gente?

Às vezes, quando as pessoas mais parecidas contigo não gostam de ti,

isso custa e causa imensa dor.

E essa dor

pode levar-te a odiar tudo.

Ainda bem que isso não te aconteceu.

Sim, minha querida. Também fico feliz por isso.

Olá. Também estamos aqui.

Porque nos deixas fora desta história

se somos forasteiros por excelência?

- Vamos! - Sempre fomos incompreendidos.

Tenho inúmeras facetas.

Há muitos caminhos para Milele.

Mas este será o nosso.

Vai. Vai, Mufasa.

Encontra o teu "para sempre".

Estou aqui.

Sarabi, estou aqui.

Rafiki?

O que estás a fazer?

Estou a confirmar a minha visão, Mufasa.

Posso perguntar-te uma coisa?

Quantas visões tuas se tornaram realidade?

- Até agora, nenhuma. - Nenhuma?

Mas não é o que vejo. É o que sinto.

Mas como é que…

Como sabes quando deves seguir uma intuição?

Milele existe.

Sinto-o aqui.

A questão é:

o que é que tu sentes, Mufasa…

aí?

O tempo mudou.

A neve fresca não chega.

Se os forasteiros encontrarem o nosso rasto, vão segui-lo até Milele.

Zazu, só tu podes ajudar-nos agora.

Tens a certeza?

Estava a pensar

que o Rafiki é habilidoso com o bastão…

Podes usar as asas

para cobrir o nosso rasto e subirmos a montanha

sem deixar marcas.

Tu consegues.

Pois.

Sim, tens razão. Eu trato disso.

Estou sozinho contra uma montanha gelada.

Um calau encarregado de salvar o futuro…

Mãezinha!

Caramba, que frio!

O que se passa agora?

Não podemos estar sempre a parar.

De alguma forma, cobriram o rasto.

Na neve?

Não é possível.

Majestade, podem estar em qualquer sítio da montanha…

Então, encontrem-nos!

Agora.

Zazu, Zazu, Zazu

Zazu, Zazu!

Tenho um relatório.

Os forasteiros estão completamente perdidos.

Bem jogado, Mufasa.

Ótimo trabalho, Zazu.

Como de costume.

Eu sabia que conseguias.

Conseguimos. Conseguimos.

Não, tu conseguiste.

Muito bem pensado, Mufasa.

O contacto faz-nos aprender. É normal.

Quem quer contactar comigo?

Ninguém. Vou andando.

Vou investigar o caminho.

Estou aqui, Rafiki.

Estou aqui.

Ho monate, Mufasa.

Sim, estou aqui.

Mufasa…

"estou aqui".

Escondido nas sombras, a favor do vento, passos ligeiros.

Um estilo de caça interessante.

Temos de comer algo antes de começarmos a descer.

Infelizmente, não há aqui nada para caçar.

Vês debaixo daquela rocha?

Uma civeta vai sair do covil.

Claro que consegues farejar uma civeta escondida na neve…

Tu, o leão que consegue fazer tudo.

O que queres dizer?

Quero dizer que estou a observar-te.

Não sei de que falas.

Nisso, acredito.

Porque, apesar de tão inteligente,

vês tudo menos a ti próprio.

Onde queres chegar?

Onde queres chegar, Sarabi?

Está uma civeta na neve, mesmo onde disseste.

E farejaste os forasteiros no vento,

portanto foste tu que cheiraste as flores no meu pelo.

Foi sorte.

Sentiste o cheiro da flor do meu vale.

Não, isso não é possível.

Salvaste-me.

Seguraste-me e protegeste-me na debandada, amparaste-me.

Não, foi o Taka.

"Estou aqui, Sarabi."

- Estou aqui para protegê-lo. - Foste tu.

Perdi-me na água e ele encontrou-me. O meu irmão salvou-me.

Senti-o desde o início.

- Ele tem o sangue do rei. - Mufasa.

- É o destino dele. - Não!

O destino dele era salvar-te.

Agora, diz-me que és tu.

Desde que apareceste

Há algo em mim de que ando a fugir

Que receio é este?

Ao olhar para ti, vês o que estou a sentir

- Deixo isto para trás - Não me deixes para trás

O que sinto só vai ficar mais forte

- Falar, não sou capaz - Só que eu sou capaz

Não há outro lugar que me conforte

Porque onde estar tu vais saber

- Não sei, não - Pelas atitudes e por veres

- Vês-me bem - Pelo que sentes ao viver

- Comigo aqui - Sem perigo, não fujas mais

Diz-me que és tu Eu sei que és tu

O que dizer? Onde é que vou?

Será que sou assim para ti?

Diz-me que és tu Eu sei que és tu

Fico bem só, logo passou Sente o que tenho a dizer

E para onde for eu

Parto para algum lado Sem ficar

Se a casa apareceu

Algo vem logo e rouba esse lugar

O que vejo, tu vês

- Vejo, és tu - Porque tens

Uma força incomum

Rainha tu és, pois és

Não te quero perder Para mim és só tu

Diz-me que és tu Eu sei que és tu

Mais uma vez

Diz que estarei aqui contigo

- Diz-me que és tu - Eu sei que és tu

Mais uma vez

Diz que estarás cá para mim

- Porque onde estar tu vais saber - Sei então

- Pelas atitudes e por veres - Vejo, és tu

Pelo que sinto ao viver

Contigo aqui, contigo aqui

Mais uma vez, mais uma vez

Diz que ninguém vai interferir

Mais uma vez

Diz-me só o que eu quero ouvir

Mais uma vez

Abre os teus olhos, começou

Eu sei que és tu

Eu sei que és tu

Tu sabes como eu a queria

E nada eu te esconderia

Já te salvei

Não é o que merecia

O que fazer Não percebi

Como é que posso esquecer o que vi?

Irmão e rainha eram para mim

Perdi tudo e…

Diz-lhe que és tu, pois sabe que és tu!

O que lhe disseste? E estragaste tudo

Devia herdar, com ela ficar!

Estarão os ancestrais a rir…

Perdi o meu pai, o que dirão?

Mas deu-me força e não foi em vão

Sabes que em ti ele não confiou

És quem me enganou!

Estavas em baixo e eu ajudei

Deves-me a vida em que andei a sofrer

E estou mal agora, só que não sei

Como fugir ao que não vou esquecer

Eu não aguento mais nada

Irmão não será

Ultrapassar esta raiva É que não sou capaz

Não…

… sou

A falsidade é uma ferramenta de um grande rei.

Não havia muita coisa para comer nesta montanha,

até agora.

Diz-me, como cobriram os rastos na neve?

Um pássaro ajudou-nos.

Leões ajudados por um pássaro?

Tal como eu vos ajudarei.

Vais ajudar-nos?

Achas que precisamos da ajuda de um cobarde ferido?

Posso ter sangue de um rei,

mas foi o Mufasa que matou o teu filho.

E foi o Mufasa

que vos encurralou aqui

e trocou as voltas a cada passo.

Agora, vou conduzir-vos a ele e a Milele.

Milele!

Milele não passa de um sonho, de uma visão impingida às crias.

Diz isso ao macaco.

Está a conduzi-los até lá.

Olha para vocês.

Uma matilha de lobos esfomeados

agarrados à encosta de uma montanha.

Sem rastos para seguir.

E só uma possibilidade de vingança.

Eu!

Vingança…

Então e o teu pai?

Por causa do Mufasa,

não tenho pai.

Foi ele que fez isto.

Sim.

Perdeste um pai

e eu um filho.

Taka, queres juntar-te a nós?

Juntos, poderemos ambos vingar-nos.

Será um prazer,

Rei.

Taka!

Taka, onde estiveste?

A caçar.

Não encontrei nada.

Nunca fui tão bom como tu.

Ou como a minha mãe.

- Preciso de te dizer uma coisa. - Não.

Eu é que preciso de te dizer uma coisa.

Tenho de te agradecer.

Cumpriste a tua promessa à Eshe e ao Obasi.

- Taka… - Salvaste-me, Mufasa.

E eu…

nunca esquecerei o que fizeste, meu irmão.

Malta! Encontrei um sítio para descer a seguir àqueles picos.

Foi algo que eu disse?

Rafiki?

Sim.

Aproximamo-nos do destino.

Portanto, a terra tem de tremer.

Agora, estou 100 milhões por cento seguro de quem é o Taka.

Sê sincero, sou eu?

Caso não tenhas percebido, nós não entramos nisto.

Até a civeta aparece mais.

- Talvez nos ponham no musical. - Por favor, não fales mais no musical.

Fui vê-lo.

Sou apenas um fantoche gigante.

Foste ver? Não me levaste?

O Mufasa e a Sarabi estão apaixonados?

Apaixonados?

Parece nojento e não algo em que penso muito e quero imenso.

O Taka vai fazer-lhes o quê?

Pequenita, o Taka estava de coração partido.

E agora tinha a sua armadilha montada.

Mufasa. Estás a ver?

Não acredito.

O outro lado da luz.

O nosso lar.

Milele.

Não acredito.

Encontrámos. Encontrámos Milele.

Sim.

Encontraste, irmão. Como sempre.

Rafiki.

É a árvore das tuas visões.

Vi esta árvore muitas vezes

e em todas as visões havia sempre um irmão

aqui mesmo.

Mas não está aqui ninguém

e vieste para encontrar o teu irmão.

Perdi-o há muito tempo.

O que vi nos meus sonhos era um irmão.

Estava aqui mesmo.

Um amigo, família.

O que vi, eras tu.

O invisível.

Eu vi o Mufasa.

Eu?

Sim, tu.

Meu irmão.

Mufasa.

Como sabem quem sou?

Sabemos que os forasteiros te perseguem e receamos que tragas perigo.

Não. Cobrimos os nossos rastos.

Prometo-vos que Milele é um sítio seguro

e nunca faria nada que o pusesse em risco.

Não fujam.

Não têm nada a temer.

Não viemos atrás de vocês.

Viemos atrás do Mufasa.

Não. Como chegaram aqui?

Não deixem que ele nos divida.

Não adianta, Mufasa. O Ciclo…

O Ciclo está quebrado.

Não!

O que estás a fazer?

Vou lutar e vou mostrar-lhes que também podem lutar.

Rafiki, quando ouvires o meu sinal, ajuda-me a reuni-los.

Sim, meu irmão.

Há aqui outros leões.

Encontrem-nos.

Será um prazer, Vossa Majestade.

Mufasa, não estás sozinho.

É a minha vez de fazer perguntas primeiro.

É aqui que a caça acaba, Mufasa.

Graças ao teu irmão.

Ele deixou um trilho de marcas para seguirmos.

Fez um acordo para se salvar.

- Deu-nos este reino. - Diz-me que ele mente.

Pediu-nos para matarmos o vagabundo.

Taka, por favor!

Sou filho de um rei.

Mas a Sarabi escolheu-te a ti.

Tal como a minha mãe.

Tal como o meu pai.

Salvei-te e tu traíste-me!

O que fizeste?

Sou teu irmão, luta a meu lado!

Roubaste o meu destino.

Agora é este o teu.

Ele agora é um de nós.

O nome do meu filho

era Shaju.

Shaju!

Tudo isto devia ter sido dele.

E agora governarei sem piedade.

Este é meu.

Por favor. Não podemos travar esta batalha sozinhos.

Não podemos fazer nada.

Eles já nos expulsaram das Terras do Reino.

- São fortes demais. - Lutem ao nosso lado.

Lutem pelos vossos jovens. Pelo vosso futuro.

Qual futuro? Eles tiraram-nos tudo.

E vão tirar sempre mais.

Eu sou Mufasa, um vagabundo sem bando.

Porém, estou ao vosso lado.

De cabeça erguida.

Sei que têm medo, mas confiem em mim.

Nada mudará se nos isolarmos nas nossas tribos

sem nos importarmos com o destino dos outros.

Mas porque devemos apoiar-te?

Esta luta é tua.

Hoje, eles vieram atrás de nós, leões. Mas garanto-vos que,

se agora os deixarem andar entre vocês à nossa procura,

eles voltarão amanhã para vos atacar.

A esperança de um leão não pode mudar o destino de Milele.

Não há nenhum leão grande como um elefante, forte como um touro,

rápido como uma chita ou alto como uma girafa,

que consiga voar e explorar até tão longe

como os grous e falcões no céu.

Não veem?

Cada ser tem um lugar no Ciclo da Vida.

O meu fôlego é o vosso fôlego.

A vossa luta é a minha luta.

Não cederei ao mal e vocês também não.

O Mufasa tem razão.

Milele é a nossa casa.

Temos de apoiar o Mufasa!

Juntos defenderemos Milele!

Aí vem o leão!

A partir de agora,

tudo aquilo em que a luz toca me pertence.

Terás de o tomar à força.

Adeusinho.

Meteram-se com o calau errado!

O almoço está servido.

Parem! Sou altamente treinado e por vezes…

Isto é tão embaraçoso.

Eu tenho asas, sabes?

Taka!

Taka, por favor. Por favor!

Mufasa.

Mufasa.

Atreves-te

a desafiar-me?

Tiraste-me o meu filho.

O meu futuro.

Taka, o teu momento de coragem chegará.

Sangue… por sangue!

Por favor. Não o mates.

Eu não o matei.

Tu é que o mataste.

Eles vêm aí!

Os últimos leões.

Chegou a hora de os extinguir

e começaremos pelos mais novos.

A terra tremerá.

Atacar!

Mufasa.

Fecha os olhos

e diz-me o que ouves.

O que sentes.

Mufasa!

Ele derrotou os forasteiros.

- O Rei de Milele! - O Rei de Milele!

É ele? O nosso rei?

Vossa Alteza.

- O Rei de Milele. - O Rei de Milele.

O Rei de Milele.

- Meu rei. - Vossa Alteza.

- Vossa Majestade. - Meu rei.

Derrotou Kiros!

- Meu rei. - Rei?

Não. Não sou o rei.

Levantem a cabeça.

Sou só… Não! Acabaram-se os reis.

Somos todos um só. Por favor.

Por favor. Levantem a cabeça.

Mas, Mufasa,

tu uniste-os.

Ajudaste-os a verem em si próprios o que consideravam invisível.

Nada é mais digno de um rei.

Não, Rafiki.

Não sou rei. Não tenho sangue real.

Não percebes, meu irmão?

Não interessa o que eras,

interessa aquilo em que te tornaste.

O Rei de Milele.

Meu irmão,

algo muito belo te aguarda.

Isto é real?

Não pode ser.

Não pode ser.

Mufasa.

Como é possível?

Tive um filho chamado Mufasa.

Foi levado por uma grande enxurrada.

Mãe?

Nunca deixei de ter esperança.

De acreditar.

Meu filho.

Sonhei com este momento.

E agora realizou-se.

Mufasa.

Mas o pai…?

Onde está o pai?

Ele agora vive em ti.

Ele vive em ti.

Sempre sonhei que voltaríamos a estar juntos.

E sabia que seria em Milele.

Meu filho.

Mufasa.

Mufasa, por favor, perdoa-me.

Tens de o banir, Alteza.

Enquanto eu for rei,

o meu irmão terá um lugar aqui.

Irmão, peço…

Mas não voltarei

a dizer o teu nome.

Não posso.

Não o farei.

Então, chama-me Scar.

Para eu nunca esquecer o que fiz.

Scar.

Vossa Majestade.

Bem-vindo a casa.

Vossa Majestade.

Então, Mufasa,

vejo que afinal a tua família esteve à tua espera em Milele.

Sim, Rafiki.

Sim, esteve.

É o teu tempo, Mufasa.

Rafiki, gostava de vê-lo.

Gostava de conhecer o meu avô.

Como o Mufasa disse uma vez ao teu pai,

olha para os céus, Kiara.

Os grandes reis do passado estarão lá sempre

à tua espera.

Não quero que ele vá, Rafiki. Não quero que acabe.

Não vês, Kiara?

O Mufasa vive em ti.

Ele vive em ti.

Pai!

- Rafiki. - Foi incrível.

- Foi perfeito. - Não podia ser melhor.

Dito isto, tenho algumas observações.

Sugestões. Podes pegar ou largar. Mas pega.

- Pai! - Kiara!

Kiara.

Pai.

Onde está a mãe?

Querida, há uma coisa que tens de saber.

O quê? Aconteceu alguma coisa à mãe?

Querida, estou aqui e estou bem.

Onde ias?

Kiara,

este é o teu novo irmão.

Irmão?

Tenho um irmão?

Olá. Sou a Kiara. Vou cuidar de ti.

Para sempre.

Pequenito,

deixa-me contar-te uma história.

A história de um grande rei.

MUFASA: O REI LEÃO

Tradução NOS Audiovisuais por Gonçalo Sousa

FIM

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.