All language subtitles for Flavia_ la monaca musulmana (1974) Gianfranco Mingozzi.DVDRip.Cine Marginal.lucmor.Portuguese

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Original subtitles

Estão todos mortos.

Não. Um ainda está vivo.

Flávia, aonde você vai?

Flávia?

Não! Papai, não!

FLÁVIA, A FREIRA MUÇULMANA

- Irmã Anna? - Sabe quem ê?

Sim.

APÚLIA- SUL DA ITÁLIA POR VOLTA DO ANO 1400

Flávia, abaixe a cabeça e reze.

Flávia, levante-se. O que está esperando?

- O ritual do tarantismo. - Você pode vê-los destajanela.

- Venha! Venha! - Estão vindo na direção do convento.

Há tantas pessoas este ano. Nunca foi assim. Pobres criaturas.

Quem são eles? O que querem?

Eles foram picados por uma tarântula. Todo ano ê a mesma coisa.

Abram a porta, irmãs. Abram.

Abram a porta para nós.

Abram a porta.

Pernas e braços Pernas e braços

A aranha sobe em você Esabe o que ê melhor

Sobe emsuas pernas E faz o seu ninho

As tarântulas têm Muitas pernas e braços

Pernas e braços Braços e pernas

São Jorge a ama Ele ama as suas pernas

Ele ama todas

Ele ama seus braços e suas pernas Ele ama suas pernas e seu braços

Tarântula Tarântula

Misericórdia!

Misericórdia! Misericórdia!

Tarântula! Tarântula!

Aonde você vai, Livia?

São Jorge das Tarântulas. Eu tambêm. Eu tambêm.

Eu tambêm quero ser picada.

Temos que ir embora. É o Diabo.

- Salve-se quem puder! - É o Diabo! É o Diabo!

Eu peguei.

Depressa!

Mais rápido! Mais rápido!

Pare com isso. Desça.

Mais devagar.

Parem! Já chega! Saiam do convento!

Saia!

Saia!

Já chega. Acabou.

Acabou. Acabou.

O que eu fiz? Eu não me lembro.

O que aconteceu? Conte-me, por favor.

Saia! Saia! Saia daqui!

Saia!

Irmã Flávia.

Deus criou a primeira mulher: Lilith.

Mas Lilith fugiu de Adão...

- e tornou-se bruxa. - Lilith?

Lilith foi a primeira mulher, Sra. Flávia. Ela veio antes da Eva.

Deus criou Lilith, assim como fez com Adão.

Mas ao invês de usar lama, Ele usou lixo e estrume.

Você ê ojudeu mais insolente de todaApúlia!

É verdade, Sra. Flávia.

Lilith, a primeira mulher, veio mesmo do lixo e do estrume.

- Está na Bíblia. - Que história ridícula!

A igreja será consagrada.

O bispo e seus diáconos chegaram.

Por que o homem sempre decide tudo?

Como fez o meu pai ao me mandar para o convento...

ao invês permitir que eu me casasse.

Seu pai, o Dom Diego, ê um bom administrador.

Ele me tirou das ruas, graças a Deus.

- E o trancou aqui. - É verdade.

Mas foi para cuidar da terra que ele doou à Igreja como dote.

Eu, Abraham, descendente do povo que matou Cristo...

fui entregue, como parte de seu dote...

a um convento cheio de noivas de Cristo.

Você ê legal, Abraham.

É o único homem que conheço que não ê arrogante.

Quem eles estãojulgando? O que ela fez?

A Irmã Livia. Ela se deixou influenciar por aquelas mulheres...

- possuídas pela tarântula. - Ela passou dos limites.

É perigoso quando ultrapassamos os nossos próprios limites.

O pobre não pode invadir o mundo dos ricos.

Osjudeus têm que aceitar os limites impostos a eles pelos cristãos...

como as mulheres têm que aceitar os limites impostos pelos homens.

É você quem está dizendo isso!

Mas talveztenha razão.

O mesmo acontece com aquelas pobres criaturas atormentadas...

que estão aprisionadas na loucura da tarântula...

da mesma forma que estamos presos neste convento.

Temos que ficar isoladas. Quem vem de fora...

só sabe nos fazer mal. Sempre.

- Atê mesmo os amigos. - Deve voltar agora, senhora.

E se uma mulher quiser ultrapassar estes limites?

Lilith fez isso.

O que estão fazendo com este pobre animal?

Um garanhãojá ê o bastante. Este aqui tem que ser castrado...

para que fique manso e possa trabalhar no campo.

Não! Soltem-me!

- Fique quieta! - Não! Soltem-me!

Não!

Não! Não!

Não!

Não! Deus, por favor! Eu não fiz nada!

Reze e implore a Deus por perdão.

Tem que ser punida por seus pecados.

Tragam-na.

Soldados! A escolta está aqui! Vieram buscar a Irmã Livia.

O bispo está com eles.

Leve-a, monsenhor. Ela deve serjulgada por Dom Diego.

Levem-na sob custódia.

Irmã Flávia!

Parem! Parem!

Soltem-na!

Não!

Não!

O que eles têm?

Por que estão fazendo tanto barulho?

Por causa do Diabo, senhora. Você o conhece.

Cuidado com o que diz, velha. Cale a sua boca.

- O duque está no curral. - Que duque?

O novo duque que acabou de chegar da França.

Espere! Gostou de ver, não foi, irmã?

Ficou excitada?

Queria que fosse você deitada em meio aos porcos?

- Eu lhe desprezo! - É melhor calar a boca...

ou vai se arrepender.

Vá se isolar da vida!

Por quê?

Por quê?

Por que Deus ê homem?

O Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Todos são homens.

Atê mesmo os doze apóstolos.

Todos os doze são homens.

Não perca o seu tempo falando com estátuas.

Elas não lhe darão nenhuma resposta.

Está se achando especial? Uma santa?

Você foi castrada e trancada em uma cela!

É uma mulher sem sexo. Uma tola!

Foi usada e enganada e lhe foram negados os simples prazeres da vida.

A mulher, se for esposa, tem que cuidar da casa.

Se for prostituta, vive nas ruas. E o restante vive nos conventos.

Você ê virgem, não ê? O seu corpo nunca conheceu o prazer.

O verdadeiro prazer. O prazer de um homem.

É simples assim.

Então quero que confesse as atrocidades que teve coragem de cometer.

Ajoelhe-se.

Vamos. Ajoelhe-se.

Condenaram a Irmã Livia!

Flávia, entregaram-na ao seu pai.

Irão torturá-la atê a morte, coitadinha.

Todas para a capela! Vamos rezar por ela.

Não!

Não! Por favor, não! Eu não fiz nada!

Não! Não! Misericórdia! Misericórdia!

Eu lhe imploro!

Não!

Misericórdia! Não pode fazer isso!

Não! Não!

Por favor, não! Vocês vão me matar!

O que está fazendo aqui?

Você não tem dó, papai?

Vá embora. Volte para o convento.

- Lá ê o seu lugar. Não aqui. - Por favor, faça com que parem.

Você ousa vir aqui pedir misericórdia por esta criatura desprezível?

Eu imploro. Faça com que parem.

Já disse para sair daqui, filha amaldiçoada!

Amaldiçoado ê o dia que fui concebida. Você ê o amaldiçoado.

Vocês, homens, acham que são donos dos animais e das mulheres.

Quem reduziu a Irmã Livia à esta condição?

Vocês!

Não tem coragem de falar com aquele francês que estuprou uma garota...

agora pouco, no curral.

Não! Ele ê um homem...

- e você ê empregado dele! - Já chega, Flávia!

Não!

Deixe-me beijá-la, irmã. Diga para Deus me proteger!

Dê-me alguma coisa. Dê-me dinheiro.

- Por favor, me dê alguma coisa. - Veja isso!

Que bonito! Dê-me, dê-me!

Deixe-me ficar com ele. Vamos. Vamos.

Eu tambêm.

Corra! Corra!

Eu consegui.

- Flávia? - Abraham?

Eu não vou voltar. Não vou mesmo.

- O que está dizendo, senhora? - Não vou mais voltar.

Já chega. E pare de me chamar de "senhora".

Acalme-se, Flávia.

- O que houve? - O que está fazendo?

- Venha comigo. - Para onde?

- Para longe daqui. - Eu soujudeu.

E eu sou uma freira que fugiu de São Jorge...

como Lilith fugiu de Adão.

Está com medo?

Venha.

Espero que não tenham visto a fumaça.

Fique abaixada.

Ali.

Estamos seguros agora.

Eles já foram embora.

- Dormiu bem? - Como um bebê.

Fazia muito tempo que não dormia tão bem assim.

- E você? - Fiquei de guarda.

Vamos!

Não acha que leva o papel de protetor muito a sêrio?

Sorria.

Vamos lá. Abraham, estou tão feliz!

Não se sente livre? Não está feliz?

Não sou como você.

E não sou o único homem bom quejá conheceu.

Você chamou por alguêm enquanto dormia, ontem à noite.

Levem-nos como prisioneiros!

Fique quieto!

Fique quieto, droga!

Peça ao seu pai para sorrir.

Arrume-se e venha pedir o perdão da Madona de Grotalie.

Foi o que a madre superiora decidiu.

- E o Abraham? - Fique onde está!

Suba.

Aprontem-se.

Não o culpe.

Nem mesmo olhe para ele!

O homem. O cajado do cristianismo.

O cajado!

O homem que luta em nome de Cristo e do cristianismo.

Ele falou com você, não é?

O que ele disse?

É sempre a mesma coisa.

Toda mulher deve servir em silêncio e não ê permitido que fale.

Deve fazer as coisas conforme mandam. Deve ser submissa e obediente.

Isso nunca vai mudar. Os homens sempre falam a mesma coisa, Irmã Flávia.

Quer saber a verdade? Eles têm medo!

Os homens têm medo! Os homens...

dentro ou fora da Igreja...

têm medo de que roubemos o seu poder.

Por isso que esta pintura está aqui!

Este santo foi pintado...

para proteger o seu poder contra nós, mulheres.

Depressa! Depressa!

Para mim...

ele não ê São Jorge.

Quem ê, então?

- Vamos, Irmã Madalena. - Sim, irmã.

Depressa.

Podem ir.

Façam uma boa viagem e rezem por mim tambêm.

Desçam.

Vamos atê as montanhas.

Venha aqui.

Flávia...

Ajoelhe-se.

Quer que eu me confesse de novo, Irmã Agatha?

Ajoelhe-se. Vamos lá.

Muito bem.

Vou puxar o seu hábito. Assim está melhor.

São novas!

São lindas!

Sente-se sobre os calcanhares. Assim.

Relaxe. É gostoso ficar se mexendo assim.

Assim. Assim.

Não ê um prazer intenso, Flávia?

Eu não quero!

É este o seu conhecimento?

- Você ê pior do que um homem. - Garota estúpida!

Sexo ê o poder da mulher!

Você não fugiu por amor, Flávia.

Confesse. Por que fugiu?

Eu não sei. Eu queria viver, queria fugir para outro mundo.

Há um outro mundo, não ê, Irmã Agatha?

Em algum outro lugar.

Não o mundo que você está procurando.

Você não pode fugir.

É errado. A nossa força está no convento.

É lá que começa a nossa libertação.

Os muros do convento mostram aos homens que somos fracas.

Foi por isso que o inventaram.

Mas aqueles muros nos protegem e os mantêm afastados.

Isso não acontece comigo, irmã.

O meu pai e seu cajado estão sempre me rondando.

Você tem que dar um fim no cajado dele.

Com estas mãos...

eu posso quebrar o corpo de Cristo.

Com estas mãos!

Não são as mãos de um padre ou de nenhum outro homem.

Poder ê algo que encontro...

dentro da Igreja Romana.

Eu poderia atê ser papa!

Acha que sou louca? Não me importa o que pensa.

Eu queria ser papa em Roma.

Fui atê lá, há alguns anos. Mas era...

Agora o papa está em Avinhão.

Não há ninguêm em São Pedro.

Podemos tomar o trono.

Olhe! Olhe, Irmã Agatha!

AMadona de Grotalie.

Amultidão se aglomera para adorar uma mulher.

Ela vai nos vingar!

Ela vem do mar.

Cara Madona. Acham que podem nos derrotar.

Olhe. Não está vendo?

Não está vendo, Irmã Agatha?

Meu Deus!

São barcos de muçulmanos. Eles vão atacar!

Os muçulmanos.

É isso que a Madona de Grotalie está nos trazendo.

O outro mundo, irmã.

O outro mundo.

Os homens estão com medo. Veja só, irmã.

Estão com medo de que tomem o seu poder.

Está fugindo? O que aconteceu?

Cadê toda a arrogância masculina agora?

Precisou de um ataque muçulmano...

para fazê-los correr como cachorros?

Que Deus abençoe o Éden...

e amaldiçoados sejam seus homens horríveis.

Corram de medo dos muçulmanos.

Vão embora! Saiam daqui!

Aonde você vai, mulher?

Os muçulmanos não farão nada com você alêm do que os cristãosjá fizeram.

Mas quejovem corajoso!

É um perfeito exemplo de mestre e, senhor.

Diga-me, quem possui o cajado do comando?

Sinta isso! Veja como o seu orgulho ê mole e insignificante.

Fazendeiros, padres, nobres, soldados.

Se acham importantes?

Mostrem o seu poder agora.

A sua coragem sumiu e o mesmo acontecerá com vocês!

Todos vão sumir!

Abençoados sejam os muçulmanos, pois amedrontaram estes cristãos pomposos.

- Por que estão fugindo? - Irmã, nos ajude.

Estão fugindo dos homens que as usaram...

ou dos mestres que as deixaram passar fome?

- Dos muçulmanos. Estou com medo. - O que sabe sobre eles? Já os viram?

Vamos dar uma olhada.

Vamos lá!

Vejamos se têm coragem!

Vamos! Lutem! Matem-se!

Não, seu covarde!

Quero ver se ê corajoso agora!

- Desgraçada! - Não!

Irmã Agatha?

Venha lutar, seu covarde!

Levem-no embora.

Está acordada.

Está triste. Por quê?

Eu não sei. Não tenho certeza.

Acho que estou decepcionada.

Não com você. Comigo.

Este corpo parece que não ê meu. Não percebeu?

Percebi que estava com medo quando fizemos amor.

- A culpa não ê sua, Ahmed. - É normal.

Poucas mulherem sentem prazer na primeira vez.

Parece que as coisas estão alêm do meu controle.

Você tem razão. Primeiro, a vingança.

- É nisso que estava pensando? - Primeiro, a vingança.

Depois, a liberdade.

Os muçulmanos!

- Os muçulmanos! - Meu Deus!

Os muçulmanos estão vindo!

Fechem as portas ejanelas!

Meu Deus! Meu Deus!

- Tenha misericórdia de nós! - Irmãs?

Irmãs?

Depressa! Depressa!

Deixe-me ajudá-la.

Nossa senhora, nos proteja.

Feche ajanela tambêm. Depressa!

Chegou a hora de nos provarmos.

Ataquem!

Ataquem!

Não posso segurá-los.

Não!

Levem-na.

Não!

Ajude-me!

Deus, salve-me!

Soltem-me, malditos infieis.

Sempre disseram...

que a mulher deve permanecer em silêncio...

porque não está no mesmo nível dos homens...

e que ela deve ser obediente.

Mas mejunto a você, Irmã Agatha, e proclamo...

vingança e liberdade.

A poção está pronta. Já pode usá-la.

Tirem a roupa dele.

Está na hora de se vingar. É a sua vez.

Tem que fazer isso. Tem que fazer.

Faça com ele o que ele fez com você.

Pode olhar enquanto a possuo de novo.

Peguem-no, guardas. Ele ê de vocês.

Soltem-me! Soltem-me!

Levantem-se! Saiam daqui!

Por que tanto sangue? Por quê?

Ajude-me.

Dê-me as ombreiras, por favor.

- Você vem comigo. - Não, senhora. Eu lhe imploro.

O que vai fazer agora?

Vou para casa.

O senhor parece desconhecer o perigo que está enfrentando.

Esqueceu-se de sua religião.

Um homem não pode seguir uma mulher. Ela o está conduzindo...

em sua busca por vingança.

Agora você vai pagar por me trazer a um mundo dominado por homens.

Flávia!

Não!

Não! Não! Por favor!

Não! Não!

Não!

Não! Não!

Ajudem-me! Não! Não!

Meu Deus! Não!

Parem! Não, não! Isso não!

Não, não!

Parem!

Soltem-no. Deixe-no ir.

Não!

Flávia.

O que você se tornou?

Flávia!

Vão embora!

FLAVIA GAETANI, QUE NÃO É MUÇULMANA E NÃO É MAIS CRISTÃ

FOI PUNIDA POR SER FREIRA E TER FUGIDO DO CONVENTO

O FILME FOI BASEADO NO QUEACONTECEU

QUANDO OS MUÇULMANOS INVADIRAM A ITÁLIA

ESTE EVENTO É CONHECIDO ATÉ HOJE COMO "OS 800 MARTÍRES DE OTRANTO"

A PRODUZIONI ATLAS CONSORZIATE AGRADECE A CIDADE DE TRANI

POR SUA COLABORAÇÃO DURANTEAS FILMAGENS

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