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Uvas dos Estados Unidos Vinho da Ponderosa
Propriet�rio: Giorgio Rossi
Quero saber uma coisa.
- Todo mundo gosta de lasanha? - Oh, sim.
Eu que fiz, hein? Hoje de manh�.
Regina, como se diz massa em ingl�s?
Massa feita em casa. Eu que fiz.
Isso � �timo.
Isso, tire isso, filho.
Passe-me os pratos, Regina. Isso, me d� os talheres.
Por favor, quero dizer uma coisa sobre a �gua,
porque ningu�m acreditava que Giorgio Rossi
poderia trazer a �gua colina abaixo.
- Fresca e pura. - S�.
Mas, por favor, Maria, fale americano, hein?
- Fresca e pura significa... - Obrigado.
fresca e pura. Sem alcalinos.
Porque Giorgio Rossi aprendeu como filtrar a �gua
na It�lia, entendeu?
Se a �gua correr pelo gesso at� a cisterna e descer como...
uno bacio di un angelo.
Isso � beijo, papai.
N�o foi o que eu disse?
� um beijo, um beijo de um anjo, n�o?
S�.
Mas o Sr. Ben Cartwright foi o �nico que teve f� em Giorgio Rossi.
Brindo pelo senhor, Sr. Ben Cartwright.
E eu o sa�do, Sr. Little Joe.
E o senhor, Sr. Hosses.
Sr. Hosses.
Isso � �timo.
Rapazes.
E agora gostar�amos de brindar
por nossos novos vizinhos, a fam�lia Rossi.
- Grazie. - Grazie.
Lorenzo, est� na hora de subir a colina e fazer a �gua descer, n�o?
S�, papa.
Agora, Sr. Rossi...
o senhor me provou que � um homem de palavra
e cumpre suas promessas.
Gostaria de provar que sou um homem de palavra
e cumpro minha promessa.
Tenho aqui em minhas m�os uma Escritura de concess�o,
o que significa que � o dono desses 80 acres, s�o todos seus.
Olhe! � uma aut�ntica concess�o de terras dos Estados Unidos.
- Bello, papa. - � lindo.
Veja aqui.
O carimbo dourado.
Obrigado.
Brindo por voc�s de novo.
Agora vamos comer, hein?
Vou lhe mostrar agora como a �gua vai descer!
O que acham, hein? � linda, n�o?
Quem me deu foi a professora da escola.
Lorenzo?
Venham, vou mostrar como a �gua desce.
Ei, todo mundo! Venham aqui!
Venham! Eu vou lhes mostrar!
Lindo!
S08E27 - A Escritura e o Dilema
Legenda por Susanawho
Vem at� aqui...
Por que n�o desce mais?
Giorgio, o que est� acontecendo?
Lorenzo?
Deixe a �gua correr!
J� disse para aquele garoto centenas de vezes
para deixar a �gua correr quando eu agitar a bandeira!
Ei, por favor, segure.
Claro que n�o vai descer.
Vamos dar uma olhada.
- O que aconteceu? - Papai, desci l� e liguei a �gua.
A �gua parou.
Ent�o subi aqui e os encontrei.
Est� invadindo minha propriedade, senhor.
� melhor voltar para o seu cavalo.
Talvez seja sua propriedade, mas por que parou minha �gua?
Joseph!
O pr�ximo ser� na altura da fivela do cinto.
Atiraram em mim!
Eu vou mat�-los!
Tudo bem, tudo bem, Sr. Cartwright.
Vou me acalmar, vou me acalmar.
Muito bem, Sr. Gurney, do que se trata tudo isso?
Apenas protegendo o que � meu.
- Estou dentro dos meus direitos. - Direitos? Conhe�o meus direitos.
Isso � democracia, n�o? Eu sou cidad�o americano.
Sabe o que � uma democracia?
Demos. Essa � uma palavra grega que significa povo.
Kratos. Essa tamb�m � uma palavra grega.
Isso significa governar. Democracia, governo do povo.
O povo � gente.
Giorgio Rossi � um do povo.
Bem, Georgie, o que voc� �, grego ou italiano?
J� lhe disse, cidad�o americano.
Mas quem � esse homem que atira em seus vizinhos?
Meu nome � Jim Blake.
Meu primo e meu capataz.
Deixe-o usar a �gua, papai. N�o tem utilidade para n�s.
� alcalina e n�o serve para o gado.
Quantas vezes j� lhe disse, Sandy?
N�o dou de gra�a o que � meu.
O garoto tem raz�o. N�o pode usar toda essa �gua.
A �gua flui pela minha propriedade.
Posso usar o que preciso,
e acontece que preciso de toda.
Se o Sr. Rossi...
quiser pagar algum dinheiro,
eu estaria disposto a lhe arrendar a �gua.
Arrendar? O que � arrendar?
Alugarei toda a �gua de que precisar por 20 d�lares por m�s.
Deus colocou a �gua aqui para todos.
N�o vou mais falar com o senhor, Sr. Gurney. Falarei com Deus!
� melhor tir�-lo daqui, Sr. Cartwright.
Talvez eu n�o queira ir, hein?
Talvez eu fique e mate voc� e seu primo capataz.
- Quer atirar nos seus vizinhos, hein?! - Vamos, Giorgio, vamos.
- Assim que eu descobrir se � ilegal. - Vamos.
Muito obrigado, Sra. Rossi.
Devo admitir que gosto mais do seu vinho do que do seu caf�.
Signor Cartwright,
- mais vinho? - Sim. Obrigado.
Bravo, boa decis�o. Voc� tamb�m?
Por favor.
Oh, � um bom vinho.
Quando este acabar, n�o haver� mais.
A n�o ser que eu consiga mais �gua.
Sabe, Ben, n�o cumpri minha promessa a voc�.
Voc� n�o conseguiu a �gua como eu disse.
E... as parreiras v�o queimar ao sol.
As uvas...
Lamento.
Olhe, George...
voc� cumpriu sua parte.
Voc� trouxe a �gua pura, exatamente como disse que faria.
N�o, � s� uma gota em um balde. N�o � um trato.
Por favor, Ben, pegue.
Giorgio, por favor, pegue e guarde. Voc� cumpriu o trato.
Tem raz�o, sem �gua esta terra � absolutamente in�til.
In�til? Por que diz que � in�til?
� in�til. N�o vale nada sem �gua.
Minha terra n�o � in�til!
Isso mesmo.
Sua terra.
Agora n�o vamos mais discutir sobre isso.
Voc� quase me enganou, sabe?
Giorgio... estive pensando.
Acho que voc� deveria assinar aquele acordo com Gurney...
e pagar os 20 d�lares por m�s at�...
Quer que eu pague a Gurney por algo que ele roubou de mim?
N�o. N�o � o jeito americano.
Sou cidad�o americano e n�o fa�o coisas assim.
Vou pagar a ele os 20 d�lares por m�s,
- mas voc� assina o contrato, porque... - Voc� n�o vai pagar!
Quer fazer caridade com Giorgio Rossi?
Giorgio Rossi n�o aceita caridade de ningu�m!
Mas Giorgio Rossi tamb�m n�o sabe escutar ningu�m!
Sabe, voc� � a mula mais egoc�ntrica, obstinada e teimosa que j� conheci.
Eu sei o que � teimoso e uma mula.
Do que mais voc� me chamou?
Meu marido n�o � porco nem mula.
Maria. Por favor, Maria.
Se quer me defender, me defenda em americano.
O que mais voc� disse?
Giorgio, se voc� ficasse quieto e ouvisse todo...
N�o escutarei mais!
Meu Deus! Ele foi buscar a arma!
N�o traga a arma, por favor!
Quem vai atirar?!
Vou pegar o dicion�rio! Eu fico sem palavras americanas!
Com voc� nunca se sabe.
Ent�o voc� pode procurar a palavra ribeirinho.
R-I-B-E-I-R-I-N-H-O, Sr. Rossi. Ribeirinho.
Por que est� fazendo isso, pai?
Quero dizer, por que negar a �gua que n�o podemos usar?
Por que n�o abrir a porta principal e deixar os Rossis usarem?
Seu pai n�o quer doar o que � dele.
Jim est� certo, Sandy.
Se for doando coisas, logo voc� n�o tem mais nada.
Mas, pai, n�o serve para n�s.
Deixe passar pelo sistema de purifica��o do Sr. Rossi.
Ele poderia us�-la para cultivar suas uvas.
Olhe, papai, ele suou durante meses construindo esse sistema.
- Seu pai tamb�m suou um pouco. - N�o estava falando com voc�!
Estava falando com meu pai!
� e muito mais alto do que se fosse meu filho.
Ele est� certo, Sandy. N�o h� motivo para gritar.
Est� tudo bem, Cass.
Ele � muito jovem para saber que se deve
tentar ganhar dinheiro da forma que puder.
Bem, vou para o alojamento. Boa noite, Cass.
Boa noite, Jim.
Desde que ele chegou aqui, ele sempre tem raz�o e eu n�o.
Nem sempre.
Mas ele tem raz�o quando diz que Rossi n�o � o �nico que trabalha.
Trabalhei duro e muito por esta terra.
O que quer que esteja nela, seja bom ou ruim, � meu.
Algum dia ser� sua.
E tem que lutar pelo que quer e tem que lutar para mant�-lo.
- N�o � esse o resto do discurso, papai? - Sim.
Estou come�ando a achar que Jim tem raz�o.
Fui muito mole com voc�.
Para se dar bem neste mundo, voc� tem que ser forte.
Cumpro meu trabalho. Fa�o tudo o que me manda.
- O que mais quer? - A �nica coisa que eu sempre quis
� fazer de voc� um homem.
N�o, papai, n�o apenas um homem.
Quer que eu seja como o senhor!
Quer que eu aja e pense como o senhor!
Se o quisesse, ficaria desapontado.
- Amanh� quero que v� � cidade... - Papai, n�o est� me escutando!
Vou escutar quando voc� falar com ju�zo.
N�o, papai! O senhor fala com Jim Blake, mas n�o fala comigo!
N�o escuta nada do que eu digo!
S� me d� serm�es e eu tenho que ouvir!
Saia do meu caminho.
Quando eu estiver pronto, garoto.
N�o gosto de pirralhos que gritam comigo,
ent�o estou lhe dizendo, n�o fa�a isso de novo.
Ent�o n�o se intrometa quando estou falando com meu pai.
� voc� quem est� se intrometendo,
tentando nos ensinar como administrar este rancho.
Eu sou o capataz aqui, voc� apenas faz as tarefas.
Ouvi algumas das coisas que disse ao seu pai sobre mim.
Ent�o, eu estou lhe avisando.
Continue assim e teremos uma conversinha atr�s do celeiro.
- Nada saiu bem hoje. - M�e.
Prove um pouco, est� deliciosa.
- N�o, n�o. - Vamos.
- Espere, eu me sirvo, obrigada. - Quem vem a�?
Coma um pouco de berinjela.
Obrigado.
Saia daqui! Ladr�o!
Por que veio aqui, para espiar, hein?
N�o, n�o, Sr. Rossi. Juro, n�o estava espionando.
Ent�o o que veio buscar, apenas olhar ao redor?
N�o, eu nunca estive aqui antes.
- Eu s� pensei que... - Voc� veio ver o que pode descobrir.
N�o, s� queria dizer que sinto muito pela �gua.
Sente muito?
Ent�o por que voc� n�o diz para o seu papai?
Eu disse, acredite, Sr. Rossi, mas... n�o adiantou.
Talvez seja melhor eu voltar para casa.
N�o, s� um minuto. Espere.
S� um minuto. Sabe? Eu gosto de voc�.
Acho que talvez eu acredite um pouco em voc�.
Vamos, venha conhecer minha fam�lia.
- Obrigado, Sr. Rossi. - Claro.
Ei, Lorenzo!
Vamos, cuide do cavalo dele.
Nunca conheceu nenhum ianque italiano antes, hein?
- Este � meu filho, Lorenzo. - Oi.
Venha.
Esta � minha filha Regina, minha esposa Maria.
- Como vai? - Deixe-me pegar seu chap�u.
- Obrigado. - Vamos, tire o casaco.
Sente-se e fique � vontade.
Voc� est� muito magro.
Ei, tem que comer alguma coisa. Maria.
Sirva um pouco de comida.
Claro, gra�as a Deus. J� lhe sirvo.
Minha esposa � a melhor cozinheira do mundo.
Espere at� voc� provar isso. Delicioso!
Aqui est�.
- Experimente essas pimentas. - Obrigado.
Sirva o vinho, assim ele prova.
Sim, aqui.
Espere at� voc� provar meu vinho.
- Isso, comam. - Quer um pouco disso?
Est� muito boa.
Isso � delicioso!
O que �?
- Oh, �... como se chama? - Berinjela.
S�, berinjela.
O senhor tem sementes?
S�, tem muitas sementes dentro. Voc� come junto com a berinjela.
Oh, n�o, n�o, quero dizer... sementes para plantar.
Oh, plantar.
� legal voc� gostar de, plantar coisas, sabe?
Sim, eu gosto, mas meu pai acha que � tolice
cultivar qualquer coisa que n�o alimente o gado.
Ah, che stupido.
Sim, � o que eu acho.
N�o, voc� n�o.
Que eu pense isso, tudo bem. Sou um estranho, n�o o conhe�o.
Mas voc� � o filho dele. Nunca chame o papai de est�pido.
Talvez fosse melhor...
porque ele n�o o entende, conversa com ele. Tente...
se comunicar, sabe?
Fale com ele, se explique.
Veja... um fazendeiro est� perto da terra.
Ele gosta de revirar a terra,
fazer as coisas crescerem, empurrar para dentro para cultivar, regar.
Ent�o a planta cresce.
Ent�o, quando o velho envelhece,
ele volta para a terra.
� filosofia.
Homem esperto, hein?
Sim, ele �.
Meu Giorgio.
Talvez se eu falasse ao meu pai assim, ele poderia entender.
S�, isso � que � importante.
Voc� se comunicar.
N�o se esque�a disso.
Sim, pode deixar.
Giorgio, chega de conversa. Deixe-o comer.
Olhe para ele, coitado. Ainda nem come�ou.
- Tome um peda�o de p�o. - Por favor, coma! Coma!
Eu falo demais.
Amanh� de manh� pode lev�-lo para ver o vinhedo.
Calma, calma. Devagar, devagar.
Que bom que voc� veio. Esperamos que tenha se divertido.
- Oh, obrigado, sim. - Volte.
- Muito em breve, hein? - Certamente vou.
- Tchau. - Arrivederci.
- Arrivederci. - Arrivederci.
Muito bom! Aprendeu italiano!
Tchau!
Ele � um bom garoto.
- �, mas tem problemas com o pai. - S�.
Talvez n�o seja t�o f�cil... comunicar, hein?
Oh, � f�cil.
Voc� s� deve sentar, falar e escutar,
e logo se entendem.
- Oh, sim? - Sim.
Ent�o por que voc� n�o tenta, ent�o?
Se isso � verdade, por que n�o tenta se comunicar
com o Sr. Gurney e com o homem que atirou em voc�?
Ah, Maria!
Voc� sempre zomba de mim. - Que inteligente � minha mulher.
Sabe, � assim que vou conseguir a �gua.
Vou me comunicar com o Sr. Gurney.
Sim? E se ele n�o ouvir?
Ent�o eu quebro a cabe�a dele!
Voc� n�o muda! N�o muda!
Oi, Sr. Rossi, como vai?
- Ol�, Sr. Cartwright. - Sr. Rossi, � um prazer v�-lo.
Tenho uma coisa que quero lhe mostrar.
Primeiro deve pedir desculpas por vir a esta hora.
Sim, sim.
Maria acabou de me lembrar que n�o � educado vir na hora do almo�o
quando as pessoas n�o o esperam.
Oh, n�o, n�o seja bobo. Temos bastante comida aqui.
Estamos felizes em v�-los aqui.
Mas de qualquer maneira trouxemos comida suficiente para todos.
- Est� tudo bem? - Bem, sim, certamente!
- Deixe-me ajud�-la. - Obrigada. E desculpe.
- Desculpe, n�o o cumprimentei, Little Joe. - Como vai?
- Ol�, Sr. Hosses! - Oi, Sr. Rossi.
- � bom v�-lo de novo. - Igualmente.
Fico feliz que n�o esteja bravo com papai por cham�-lo de cabe�udo.
Vamos, vamos entrar, Sr. Rossi.
Quero lhe falar sobre um assunto importante.
Vamos entrar, Sr. Embaixador.
Vou lhe explicar sobre os direitos do ribeirinho.
Veja, tem a ver com �gua.
Ripa, vem do italiano.
- Significa costa. - Costa, sim.
Foi o que eu disse, n�o? Costa.
Bom...
h� um caso aqui... Sweeney v. Baxter.
Aconteceu no Estado da Pensilv�nia.
Oh, este � ainda mais importante.
Pilsudski v. Estado de Massachusetts.
Nesse ele ganhou do Estado.
� para isso que serve o processo.
Sim, mas levam tempo.
Pode levar semanas, talvez meses...
antes que seu caso seja agendado.
Mas sou um cidad�o. Gurney � um cidad�o.
Se Pilsudski pode ganhar de Massachusetts,
- por que n�o posso ganhar de Gurney? - Poderia com o tempo,
mas enquanto isso, suas uvas morreriam
antes que seu caso fosse agendado.
� por isso que tentei sugerir a voc� no outro dia
que voc� fa�a um acordo com Gurney...
- Sem acordo, nenhum acordo! - L� vem voc� de novo.
Massachusetts n�o fez um acordo com Pilsudski!
N�o sei! Mas se voc� me escutar por um momento.
Suponha que voc� fa�a um acordo com Gurney.
Suas videiras cresceriam.
Seu caso estaria no Tribunal. Voc� ganhar� o caso.
- Com certeza. - E o juiz ordenar� que Gurney
abra as portas e devolva o dinheiro que pagou a ele.
- Vai me devolver o dinheiro? - Sim.
Por que n�o me disse isso antes?
Eu tentei, mas voc� n�o � um bom ouvinte.
Eu escuto voc� o tempo todo.
Olhe, amanh� de manh�, iremos at� Gurney,
- faremos um acordo... - N�o amanh�! Vamos agora.
As uvas, a terra est�o com sede agora.
Vamos agora! Empreste-me um cavalo, n�s cavalgaremos.
Espere um minuto, j� seria tarde quando chegarmos l�.
Temos que atacar enquanto os ferros est�o quentes.
Sim, temos que atacar enquanto os ferros est�o quentes.
Isso, tudo pronto. Fique � vontade.
Vou selar os cavalos.
Maria, espere. N�o temos tempo para comer agora.
Tenho que ir ver o Sr. Gurney. Arrume tudo.
Faremos uma grande comemora��o em nossa casa esta noite.
Mas, como? A comida, o vinho!
Agora tenho que guardar tudo!
Paci�ncia, garotos, guardem tudo na cesta e vamos para casa.
N�o entendo mais nada.
Ol�, Sandy.
Sr. Cartwright! Sr. Rossi!
Papai est� em casa. Deixe-me levar seus cavalos.
Obrigado.
Encomendei algumas daquelas sementes de berinjela, Sr. Rossi.
Oh, �timo, �timo.
Lembre-se do que eu lhe digo agora.
Coloque-as um pouco no sol, um pouco na sombra,
ent�o voc� consegue, voc� sabe, meio a meio.
Sandy, o Sr. Rossi me disse que voc� tem as qualidades
de um agricultor realmente bom.
N�o t�o alto, Sr. Cartwright.
Papai n�o concorda com a agricultura.
Por que n�o entram?
Tenho algumas tarefas no celeiro.
- At� mais tarde, hein? - Obrigado, Sandy.
George...
N�o perca a paci�ncia.
Eu?
Como posso perder o que n�o tenho, hein?
Entre.
- Sr. Cartwright. - Sim.
Eu n�o o esperava at� amanh�.
Oh, quanto antes, melhor.
Esqueci de dizer que encontrei o Sr. Gurney, e...
Sentem-se. Fiquem � vontade.
Obrigado.
Cass,
o Sr. Rossi veio aqui para lhe dizer uma coisa.
Giorgio?
Mi scusi.
S� quero que saiba que eu vim aqui
para assinar seu contrato,
sabe, pela �gua, 20 d�lares por m�s.
Bom, Blake e eu temos conversado um pouco.
Do jeito que eu vejo agora,
um aluguel n�o � a solu��o.
E um aluguel de 20 d�lares por m�s pela �gua
dificilmente parece suficiente.
- Agora... - Oh, por favor.
Por favor, diga-me,
quanto acha que � o suficiente?
Antes de abrir a porta principal,
quero um contrato assinado dizendo que receberei a metade
de cada d�lar que ganhar com suas uvas e seu vinho.
- Metade? - Metade.
Por que me trouxe aqui, para que roubem meu bolso, hein?!
Querem tirar o p�o da boca da minha fam�lia!
Giorgio, Giorgio, lembre-se, n�o perca a paci�ncia.
Bem, Sr. Gurney, o senhor disse que estava disposto a ser razo�vel.
A metade � razo�vel.
N�o!
Pilsudski n�o pagou a metade.
Sweeney n�o pagou a metade.
O senhor n�o conhece a lei!
A lei diz que se tem direitos da costa.
N�o pode parar a �gua. Todos podem us�-la!
Quem � esse Pilsudski, esse Sweeney?
- N�o conhece Pilsudski e Sweeney? - N�o.
O senhor n�o conhece a lei! Que tipo de cidad�o � o senhor
se n�o conhece Pilsudski e Sweeney?!
Eu vou lev�-lo aos tribunais.
Vou lev�-lo ao Tribunal do distrito.
E depois ao Tribunal de Apela��o.
Vou lev�-lo ao Supremo Tribunal!
Tente! Suas uvas morrer�o e voc� morrer� de fome.
Esperem um momento. Por favor.
Olhem, senhores, pensei que �amos nos reunir e
discutir isso pacificamente e chegar a algum tipo de acordo razo�vel.
N�o! Eu n�o falo mais com voc� e nem com ele!
Eu falo com Pilsudski e Sweeney!
Tudo bem, v� em frente e fale com Pilsudski e Sweeney
e qualquer outra pessoa com quem voc� queira falar,
dentro ou fora do Tribunal, no que me diz respeito.
J� terminou?
Sim, terminei! Acabei!
�timo!
Ent�o, por favor, n�o se meta nos meus assuntos!
Oh, mais uma coisa.
Muito obrigado.
Com licen�a.
Eu me esqueci de voc�.
- Traga o garfo, por favor. - Este � muito bom.
- Sim? - Aqui est�.
Isso cheira bem. O que � isso?
Isso? Como? Chama meus tortelli de isso?
Vou mat�-lo, pequeno.
Joe, voc� � um ignorante. Isso � ravi�li.
O t�pico italiano.
Sim.
Ei, eu tamb�m sou um desses, seja o que for.
Tudo bem.
Aceita um p�o? Tem bastante na mesa?
Obrigado.
Papai?
- Tem para todos? - Sim, mam�e.
Papai!
Papai, est�vamos preocupados.
Papai, o que foi?
Ol�, Sr. Rossi.
Onde est� nosso pai?
Ele foi para casa.
O que houve? Que cara � essa?
Sabe o que tentaram fazer comigo?
Eles tentaram roubar a metade de tudo que possu�mos!
Calma, imploro, para que me explique isso.
Que calma!
Seu pai, sabe o que ele me disse?
Fa�a um acordo. Claro!
Seu pai me disse que tudo ia dar certo. Claro!
E ent�o aquele Gurney tentou roubar a metade de tudo o que temos!
Miser�veis! Ladr�es!
Oh, est� tudo bem.
Comam, aproveitem...
- Vamos, acho melhor irmos. - Sim.
Droga, estou morrendo de fome.
Paramos em Virginia City e comeremos algo.
�, mas onde conseguiremos ravi�lis em Virginia City?
N�o foi uma coisa muito legal de se fazer, papai.
N�o cabe a voc� me dizer como agir.
O senhor sempre fala da lei, dos costumes americanos,
e isso � bom.
Mas, papai, a Am�rica tamb�m � uma terra onde neg�cios s�o neg�cios.
O Sr. Cartwright � bem sucedido e tamb�m � seu amigo.
Se ele disse para fazer um acordo, � porque est� tentando ajud�-lo.
Giorgio, n�o!
H� quantos anos vejo voc� escovar o cabelo?
25 anos agora, hein?
� muito tempo, hein?
S�.
� muito tempo, Giorgio.
N�o gostei do que fiz esta noite.
Perdi a paci�ncia de novo.
Insultei os garotos Cartwright.
Bati em Lorenzo.
Lorenzo te ama.
Ele vai te perdoar.
Por que ele n�o voltou?
Ora, ele � um homem agora.
Oh, Giorgio, voc�...
voc� fala sobre a Am�rica, sobre a liberdade.
Neste pa�s, quando um jovem cresce,
ele deve ter suas pr�prias ideias.
Se ele cometer um erro, paci�ncia.
De que outra forma ele pode aprender?
Querida...
Quer saber? Acho que n�o falo o suficiente...
mas eu te amo.
Vou esperar pelo Lorenzo, hein?
N�o eram ravi�lis, mas estava muito bom, hein?
Claro que sim.
O que est� acontecendo a�?
Lorenzo!
- Tudo bem, chega! - Vou...
- Eu vou mat�-lo! - Lorenzo, fique calmo.
Vamos, tenha calma.
Ele disse que meu pai � um homem selvagem.
Se ele n�o for, est� perto disso, e voc� n�o est� muito atr�s.
Querem brigar?
- Brigo com todos voc�s. - Tudo bem, tudo bem.
- Tire-o daqui, Joe. - Vamos. Vamos!
Sente-se a�.
Tudo bem, respire fundo.
� isso.
Fa�a-me um favor, Respire para o outro lado, sim?
O que andou bebendo?
U�sque.
Estou b�bado.
Querem saber por qu�?
Tenho o estranho pressentimento de que vai nos contar.
Porque meu... meu pai me bateu.
A bebida n�o cai bem pra ele, n�o �?
Imaginei que se algu�m pode beber caf� italiano,
poderia beber qualquer coisa. Vamos lev�-lo para nossa casa.
Sim, ele n�o est� em condi��es de voltar para casa assim, com certeza.
Parece que est� negligenciando suas tarefas por aqui, n�o �, garoto?
Voc� est� pegando o jeito deles r�pido,
cantando suas m�sicas e tudo.
N�o me interessa o que voc� pensa.
Aqueles grandes olhos negros te enfeiti�aram, n�o �?
� por isso que voc� veio aqui?
Achou que poderia abrir a comporta,
deixar um pouco de �gua descer e fazer feliz essa garotinha italiana?
Por que voc� n�o cala a boca, Jim?
Seu pirralho impertinente, acho que s� vou acalm�-lo um pouco.
Blake?
Blake?
Jim?
Ei, Sandy, voc� viu Lorenzo?
Blake!
Onde estar�?
Ah, claro, quando Lorenzo voltar para casa,
lhe darei um bom prato de sopa,
queijo e um pouco de vinho, e depois quebro sua cabe�a.
Oh, mam�e!
Esse meu filho, saiu a noite toda, a noite toda.
- Onde ser� que se meteu? - Ele j� vem.
- Onde est�? - Fique tranquila.
Quem �, Regina? � o Xerife?
� sim, mam�e.
Bravo, bravo, Sr. Xerife.
Estamos muito orgulhosos de ter vindo nos ver.
Gostaria que fosse uma ocasi�o feliz, Sra. Rossi.
Receio que n�o seja.
Acho que j� conhece o Sr. Gurney.
Oh, sim.
Sim, meu marido me contou tudo sobre o senhor.
O senhor n�o � bom.
Talvez mudou.
Talvez veio nos dizer que abriu a �gua?
Bem, n�o � bem isso, Sra. Rossi.
Gostar�amos de falar com Giorgio.
- Ele n�o est� aqui agora. - Est� sim, mam�e.
Giorgio, venha aqui!
Vamos ver se podemos resolver esse assunto da �gua.
Venha e fale com o Xerife.
Ol�, Xerife.
Ol�, Sr. Rossi.
N�o cumprimentarei o senhor.
Xerife, h� algo errado?
Meu filho, Lorenzo, n�o se meteu em encrencas, hein?
Bem, eu n�o sei, Sr. Rossi. Quero fazer algumas perguntas.
Por que est� enrolando, Clem?
Meu palpite � que foi ele quem matou Blake.
O qu�? Como diz uma coisa dessas?
Idiota! Idiota!
Calma, calma.
O Sr. Blake est� morto? Algu�m o matou?
N�o fui eu.
Eu n�o matei ningu�m.
Onde esteve esta manh�?
Bem aqui, onde ele est� todas as manh�s, aqui.
- N�o, n�o, Maria. - Mas como n�o, estava aqui.
N�o, ontem � noite discuti com meu filho Lorenzo.
Perdi a paci�ncia e bati no rosto dele.
N�o consegui dormir.
Estou envergonhado.
Ent�o levantei cedo esta manh�
e eu... cavalguei.
S� cavalguei por a�, sem nenhum lugar especial.
Mas Lorenzo n�o voltou, ent�o n�o pude me desculpar.
Ent�o andou por a�, hein?
Foi at� a comporta, talvez?
E talvez tenha aberto a cabe�a de Blake e o matou.
Mas como ele est� te acusando, Giorgio?
Como voc� permite isso?
N�o, Maria.
N�o, Xerife.
N�o fui eu.
Giorgio Rossi nunca matou ningu�m.
Sr. Rossi, vou ter que lev�-lo e prend�-lo, at� esclarecermos isso.
- O qu�? V�o lev�-lo? - N�o, papai.
- Papai, n�o v�. O senhor n�o vai. - Por favor.
- Ei, o qu�, ficou louco? - Quantas vezes
falei sobre a justi�a americana, hein?
Escutaram o Xerife.
Ele me prende s� at� esclarecermos tudo.
O xerife � eleito pelo povo, n�o?
Ele � a voz do povo.
Tudo bem, Xerife.
N�s vamos.
S� vou pegar meu cavalo, hein?
Oh, Regina, r�pido, r�pido,
pegue a carro�a.
V� dizer aos Cartwrights que o Xerife prendeu papai.
- Venha comigo, mam�e. - N�o, ficarei com seu pai.
Giorgio!
Giorgio, espere um pouco!
Ol�, Regina.
Sr. Cartwright, o Xerife levou o papai para a cadeia.
Pelo qu�?
O Sr. Gurney disse que papai...
Lorenzo!
Por que est� aqui?
Por que n�o voltou para casa ontem � noite?
Regina, ontem � noite, Hoss e Little...
Se tivesse voltado para casa ontem � noite,
papai n�o teria se metido em problemas agora.
Que tipo de problemas?
O Sr. Gurney disse que papai matou seu capataz.
Matar? N�o � poss�vel.
Claro que n�o � poss�vel. Seu pai n�o matou ningu�m.
Deve ser algum mal-entendido.
Venha, vou reunir os rapazes e iremos todos � cidade.
Eu o avisei do que aconteceria se deixasse
os estrangeiros se estabelecerem em suas terras.
E aconteceu.
Blake est� morto.
Esse estrangeiro o matou.
Haggart, voc� estava l�?
Voc� viu isso acontecer?
N�o precisava ter visto.
Qualquer pessoa de bom senso sabe que n�o se pode confiar naquele estrangeiro.
E voc�, garoto?
� um assassino como seu pai?
Meu pai n�o matou ningu�m.
- Oh, voc� n�o vai... - Deixe-o em paz!
Viu como ele me atacou?
Eu vi voc� tentando come�ar uma briga.
Agora, Haggart, se voc� sair do caminho,
vamos falar com o Xerife.
Ter� que assinar este depoimento.
O que � tudo isso, Sr. Gurney?
Pergunte ao Xerife.
Clem, onde est� o Sr. Rossi?
L� dentro, falando com sua esposa.
Voc� sabe que o Sr. Rossi � um pouco irritado.
Ele � um homem nervoso, ele exagera e fala alto.
Ele n�o sai por a� matando pessoas.
Voc� estava na minha casa, Cartwright,
- quando ele amea�ou matar Blake e eu. - Est� certo.
Eu estava l� e ouvi tudo.
E n�o sei quantas vezes eu j� disse que adoraria matar
quem quer que fosse, mas n�o saio por a� matando.
Papai n�o matou Blake.
Fui eu.
Lorenzo, o que est� fazendo �... � �timo, � admir�vel.
Ele n�o o matou. Esteve na Ponderosa quase toda a noite
e o dia todo hoje.
Isso deixa o Sr. Rossi como nosso �nico suspeito.
Terei que prend�-lo.
- Mais alguma coisa, Xerife? - N�o.
� isso.
Por favor, tudo vai dar certo. V� para casa agora, hein?
Tem certeza, Giorgio? Tem certeza?
H� quanto tempo voc� me conhece? Eu j� menti para voc�?
Tudo vai ficar maravilhosamente bem.
Est� bem, mas se despe�a de Lorenzo, Regina...
S�.
Lorenzo, Regina?
Venham cumprimentar o papai.
Papai!
Oh, Giorgio, Giorgio!
N�o posso deix�-lo aqui!
Providenciarei para que os Rossis cheguem bem em casa.
Vou faz�-los irem embora.
Tudo bem, pessoal, vamos embora.
V�o todos para casa.
Meu marido prisioneiro, coitado!
- Quem diria que um dia eu o veria assim? - Por favor.
- Cuide dela. - Vamos, mam�e.
Por favor, voc� tem que ir...
At� logo, Giorgio!
Bem, a� est�o, rapazes. Vejam com seus pr�prios olhos!
O Sr. Cartwright acompanhando os estrangeiros de volta para casa.
Bem, talvez possamos ajud�-lo a escolt�-los...
para fora da cidade em uma estrada!
N�o far�o nada disso!
Meta-se com seus assuntos e deixe-os fazer o mesmo.
Haggart, o Sr. Rossi est� sob cust�dia por suspeita.
Ele ter� uma audi�ncia para determinar se h�
evid�ncias suficientes para justificar um julgamento.
Temos uma ideia melhor, tipo...
alguns metros de corda e uma �rvore alta.
N�o posso impedi-lo de falar, Haggart.
Mas posso impedi-lo de fazer isso.
Somos muitos, Xerife.
� mesmo? D� uma olhada.
Tudo bem, entre.
Obrigado, Xerife.
Ol�, Sandy. Obrigado por vir me visitar.
Passei na sua casa para ver se eu podia ajudar em alguma coisa.
Que am�vel.
Eu me sinto muito mal que o senhor esteja aqui.
Sr. Rossi, talvez se eu pudesse conseguir uma arma
- e um cavalo, poder�amos... - Quer que eu infrinja a lei?
A lei n�o significar� nada se eles o enforcarem.
N�o v�o me enforcar. Eu sou inocente. Mas...
se eu tentar escapar, parecerei culpado.
Talvez atirem em mim.
Eu conhe�o a lei.
Eles protegem os inocentes, punem os culpados.
Mas tem mais.
Veja, a lei tamb�m entende
que �s vezes o homem erra.
Talvez tenha sido um acidente.
Sr. Rossi, por favor, tenho que fazer algo para ajud�-lo.
A verdade ajuda a todos.
Sandy?
N�o vai se despedir?
Cass...
est�o acontecendo coisas horr�veis na cidade
e voc� deve saber sobre isso.
As pessoas est�o falando.
Primeiro eles falam, depois bebem.
Depois falam um pouco mais.
Depois bebem um pouco mais.
E logo v�o buscar uma corda.
- N�o me diga que faz parte disso! - N�o fa�o parte disso!
E n�o tenho d�vidas de que ele � culpado!
- N�o vejo como pode ser t�o... - Sr. Cartwright!
Homens como Rossi s�o diferentes de n�s.
E porque Rossi � diferente, como voc� disse,
que n�o tem d�vidas de que ele � culpado?
Quero dizer, ele � diferente, portanto, ele � culpado?
Se eu contasse a eles que Blake esteve bebendo,
- ele poderia ter ca�do. - Eu disse para n�o se meter.
Ele est� apaixonado pela garota Rossi.
Ele faria ou diria qualquer coisa para salvar a pele do pai dela.
Isso n�o � verdade!
Qual � a verdade?
Sandy? Sandy!
Qual � a verdade?
Poderia ter acontecido do jeito que voc� acabou de dizer,
que Blake estava b�bado, e ele... ele caiu?
H� uma multid�o pronta para linchar Rossi agora mesmo por matar Blake.
Ele n�o caiu.
Viu?
Ele trope�ou e bateu com a cabe�a.
Ele estava b�bado.
Ele me puxou do cavalo e est�vamos brigando.
Ele tentou me jogar no lago.
Eu ca�, ele trope�ou em uma pedra e bateu com a cabe�a.
Foi isso que aconteceu.
Est� falando a verdade?
� a verdade. Foi assim que aconteceu.
Por que n�o foi homem o bastante para me contar?
Porque h� muito tempo n�o consigo falar com o senhor, papai.
Quando ele n�o consegue enfrentar algo,
ele sempre me culpa.
N�o, eu n�o... n�o acho que ele esteja culpando voc�, Cass.
Sandy...
vamos... � cidade contar ao Xerife sobre isso.
Vamos.
N�o estou sozinho agora, Xerife.
Tenho uma hist�ria interessante para lhes contar.
Acabei de ouvir esta noite.
Sandy Gurney me contou.
Jim Blake... sua morte foi acidental.
Blake estava dando uma surra em Sandy
e Sandy estava tentando fugir, Blake correu atr�s dele e trope�ou
e bateu a cabe�a contra uma pedra.
Foi assim que aconteceu, Sandy?
Sim, senhor.
Eu deveria ter falado antes,
mas fiquei com medo.
O Sr. Rossi me viu indo embora. Ele poderia ter dito ao Xerife.
N�o sei por que n�o o fez.
Talvez ele quisesse que voc� mesmo dissesse ao Xerife.
Eu n�o acredito.
Eu acredito.
N�o me deixa orgulhoso que meu filho tenha medo de falar comigo,
mas eu sei que ele est� falando a verdade.
Viram? Giorgio Rossi nem estava l�.
E voc�s todos estavam prontos para enforcar um homem inocente, n�o �?
Por que n�o v�o para casa?
Vamos levar Giorgio Rossi para casa.
Lorenzo?
Abra a �gua!
A� vem ela!
Que beleza! Estou t�o feliz!
Olha como desce com for�a!
Papai!
Que felicidade, Giorgio!
Ei, isso � lindo, hein?
Olhem que cristalina!
Ei, isso � lindo!
Fresca e pura!
O que acham?
Lindo!
Isso � bom!
Felicidades!
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