All language subtitles for Habermann 2010

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Original subtitles

Norte da Morávia (Reichsgau)

Deixe-me em paz!

Por favor, pare! Mãe!

Fora daqui, seus malditos!

Mãe!

A vadia do Habermann. Ela tem que partir!

Vamos pegar essa vagabunda!

Vá pra Alemanha, sua vadia nazista!

-Fora daqui! -Eliska!

Não sou sua amiga, sou tcheca!

-Por favor! -Fora daqui, vadia nazista!

Jana!

Jana!

Melissa!

Melissa!

HABERMANN

1, 2, 3...

August, isso é impróprio!

Impróprio? Para você ou para seu imão?

Estou feliz por você!

-Hans! A bagagem! -Bom dia, meus filhos!

August, o que faz aqui?

Conheci Jana através da Irmã Bernarda.

Ainda não lhe agradeci.

Prefeito?

Por favor, dê a certidão de batismo da noiva ao padre!

E sua certidão de nascimento ao Sr. Habermann.

Quando ele não estiver ocupado pensando...

-em nossa filha adotiva. -Siga!

Baseado no romance

"O Moinho de Habermann", de Josef Urban

Muito obrigada!

Karel!

Precisamos conversar sobre uma coisa.

-Fez uma boa viagem? -Sim, obrigada, Eliska.

São alguns trâmites matrimoniais que preciso cumprir.

-Há algo de errado? -Não, está tudo bem.

O padre precisa da certidão de batismo da noiva.

Dê-me a sua também!

Pode me servir um conhaque?

Vejo que veio aqui só para beber! Sirva-se!

Obrigado. Acompanhe-me, por favor.

Com licença.

Estranho.

Repare só.

O pai se chama Otto Silberstein. Logo, ele é judeu.

Seja como for, é a certidão de nascimento dela.

Não pode ser verdade.

Quando sua mãe morreu, as freiras adotaram-na.

Ela foi educada na nossa fé.

É possível.

Mas, oficialmente, Jana é considerada meio-judia.

Sim, certo, e daí? Não podem casar na igreja?

-Pelo menos ela foi batizada. -Não se trata da igreja!

Os tempos são outros.

É mesmo? As coisas mudaram lá fora?

Deixe-me lhe dizer uma coisa!

August tem o maior moinho e a maior serraria daqui.

E a mulher mais bonita.

É por isso que veio até mim. Porque sente inveja dele!

Acho que não entendeu nada do que eu disse.

A Alemanha aprovou as Leis de Nuremberg.

E August é tão alemão quanto um carvalho.

Quando fizermos parte do Reich...

Jamais faremos parte do Reich Alemão!

Bem, eu só estou cuidando das formalidades.

Guarde suas formalidades para você, está bem?

Sabe o que Hartl disse?

Que Jana é judia.

Meio-judia, ao que parece.

Uma judia que cresceu em um mosteiro?

Impossível.

Mas na certidão de nascimento dela está escrito:

Silberstein.

Saia logo daqui, Sr. Habermann!

Dá azar ver a noiva no vestido antes do casamento!

Tudo bem, Eliska!

Esse vestido já foi usado por outra noiva.

Eu sei, mas...

Você gostou?

-Eliska, pode nos deixar a sós? -Sim, claro.

Você está dando ordens e ainda nem é a patroa.

Bem, já que terei de usar o vestido da patroa anterior...

Ninguém sabe mais como costurar assim, Jana.

-É o nosso traje típico. -Não é o meu.

Vamos, faça-me esse favor!

Da Ritter! A melhor joalheria de Praga.

Também herdou isso, como o vestido?

Sim, já está na 4ª geração.

E nossa filha a usará na 5ª.

Mas vamos ter um filho, não?

Ou não quer um herdeiro?

Primeiro uma filha, depois um filho.

Foi a última coisa que mamãe me deu.

Vou usá-lo para sempre.

Com este anel eu te desposo.

Com este anel eu te desposo.

Saúde!

Me empresta a noiva um instante?

-Claro. -Obrigado!

Me permite?

Agora é minha vez!

Que atrevido!

Hans! Hans!

Hans, venha dançar!

Sua esposa está muito requisitada.

Não posso.

Me permite?

-Tenho sentido sua falta. -E eu a sua!

-Eu te amo. -Você está linda!

Não, agradeço a oferta, mas não quero seu dinheiro.

Deixe disso, me pague quando puder. Pegue.

Não há urgência, ainda tenho tempo.

Mesmo assim, obrigado. Me sinto honrado, amigo.

Se não reformar logo, cairá sobre você.

-Não, guarde seu dinheiro. -Estarei por perto.

-Não quero o dinheiro. -Vamos, deixe de besteira.

Aceite e não se fala mais nisso, ok?

Certo, mas pagarei assim que eu puder.

Não faz sentido!

Ambos sabemos disso. Você só não quer admitir!

Não consigo entender.

Veja seus irmãos.

Václav tem 3 filhos e Milan já tem 4.

E nós, nenhum!

Maravilhoso!

Parabéns. Você tem uma filha!

Jana!

É a Melissa.

Melissa.

Sim! É uma menina!

É uma menina! Vamos, vamos!

Por hoje é só! Eu sou pai!

-Você conseguiu! -Eu sou pai!

Ele conseguiu! Ele tem uma filha!

-Melissa! -À sua filha!

Gostaria que fosse padrinho dela.

Não, já sou seu padrinho.

Não quero me responsabilizar por todos os seus pecados.

Então, vai ser o Hans. Por falar nisso, cadê ele?

Pare com isso!

Hans tem que celebrar conosco o nascimento da sobrinha!

Hans? Hans?

(Hitler em 12/9/1938...)

"Os alemães mal podem cantar uma canção,

porque desagrada aos tchecos."

-Hans! -August, você ouviu?

Pertenceremos à Alemanha novamente!

A unificação alemã: um Reich, uma nação, um Führer!

Foi aprovado em Munique.

Eu ouvi. Você será o padrinho!

Não está feliz?

Claro, ou não teria te escolhido.

-Seremos parte do Reich! -Mentira.

Inglaterra e França não podem nos abandonar.

Se fizerem isso, amanhã serão eles.

Não é mentira, foi assinado. Ouça o Führer!

"Talvez algo sem importância para as nossas democracias,

já que os afetados são meros 3 milhões e meio de alemães!"

Antes era a monarquia imperial. Agora são os nazistas.

Sim, sempre fomos escravos de algum mestre.

-Fale em tcheco! -Para quê?

Não ouviu? Temos escolas alemãs.

Cargos públicos alemães!

-Pertencemos à Alemanha. -Ainda não!

Só após 1º de outubro.

Não importa se pagarão em marco ou coroa,

desde que haja trabalho.

A história evolui entre as contradições, dizia Marx.

Talvez os alemães tomem os Sudetos,

mas eles se livrarão dos judeus.

Esse Marx que você venera, também é um deles.

Finalmente!

Finalmente!

Descem os abutres sobre suas presas!

-Abutres? Não. -Heil, Hitler!

-Já estamos mortos? -Não tenha dúvida.

Somos um cadáver que o mundo quer se livrar o quanto antes.

E qual será a grande mudança?

Há alguma diferença entre a fronteira aqui e ali?

Bem, você é alemão, nada vai mudar para você.

Mas para os tchecos será diferente.

Hitler trará benefícios, haverá mais trabalho.

Venderemos nossa madeira e farinha daqui à Baviera.

Se está gostando,

pegue uma bandeira e se junte aos demais.

Por que não, August? Faça como seus patrícios.

Heil, Hitler!

August! Até que enfim!

Sieg, Heil!

-Bom dia. -Bom dia.

-Sejam bem-vindos, senhores! -Heil, Hitler!

-Heil, Hitler, senhores! -Você é o diretor?

-Sim, Václav Pospichal. -Tenente Lutz.

-Subtenente Müller. -Sieg, Heil!

Major Koslowski!

-Desocupem toda a ala oeste. -Às ordens!

-Mas... -Você é tcheco.

Sim, mas ninguém escolhe sua pátria.

Agora você terá essa chance, Sr. Pospichal.

Hoje os Sudetos voltam para o Reich.

Agora você pode escolher. Não temos nada contra os tchecos.

Desde que não sejam comunistas ou judeus.

-Você é comunista? Judeu? -Não, não!

Sou tcheco, mas não precisa se preocupar comigo.

Muito bem.

Exceto pelo uso exagerado da palavra "mas".

Sugiro que remova essa palavra do seu vocabulário limitado.

Como desejar, Sr. Major.

Que diabos é esse barulho?

Um batizado!

O dono da serraria, Habermann, teve uma filha.

Habermann.

Continuem, senhoras e senhores!

Mas em alemão, por favor!

O pai é alemão?

Sim, sou alemão. E minha esposa, tcheca.

Não conseguiu encontrar uma alemã condizente?

O amor não faz distinção entre raças...

Senhor...?

Koslowski. Major Koslowski.

Aceita uma bebida?

-Quem é você? -Me chamo Hartl.

Hans Hartl, o prefeito.

Brindemos à esta data tão importante,

e à recém-nascida!

Descobri por acaso. Eles estão te roubando.

-Mas por que fariam isso? -É a guerra.

Um esconderijo de armas.

Quem sabe.

Os Sudetos foram invadidos.

Os tchecos defenderão sua pátria.

Sua pátria? Com minha madeira? Eles enlouqueceram!

August, também é a sua pátria.

Vamos lá! Pátria é para os excluídos.

Não preciso dela. Já tenho minha terra natal.

Só não entendo por que construíram

tão perto do caminho pela floresta.

E a cabana de Eliska fica logo acima.

Está brincando, Eliska?

-Não, o filho dela! -Masek?

Tomara que não!

Deve descobrir quem é o ladrão.

Terá que lidar com isso, cedo ou tarde. Eu até...

Você tem visita!

Ceku, aqui!

Sr. Habermann! Nos conhecemos no batizado de sua filha.

-Lembra-se? -Claro.

-Precisamos conversar. -Algum problema, Major?

Tudo a seu tempo.

Pode me mostrar seu moinho, Sr. Habermann?

Como não, Major? Venha!

Peça desculpa!

Faça o que lhe foi dito!

Em alemão, Brichta!

Peço desculpa!

Masek! Meu capataz!

Não te entendo, Sr. Habermann!

Todos esses tchecos!

Por que um capataz tcheco em um moinho alemão?

Ele trabalha aqui faz tempo. Vamos, Major!

-Heil, Hitler, Major! -Heil, Hitler!

Ludwig Kopp!

-Enfim, um alemão! -De Leitmeritz. Às ordens!

É mesmo uma felicidade voltar ao Reich.

No fundo sempre pertenci ao Reich.

Formidável!

-Fico feliz em ouvi-lo. -Venha, Major.

Aqui usamos energia hidráulica para gerar eletricidade!

Por que esta roda?

Para lembrar os velhos tempos. O que é um moinho sem azenha?

É importante manter as tradições.

-Uma turbina tcheca! -Exato!

E daí? A eletricidade tem nacionalidade?

Mande-o sair, quero falar a sós contigo.

Por favor, Hora, deixe-nos sozinhos!

Pois não, Sr. Habermann.

Com licença.

Então, outro tcheco?

Hora é o melhor contador que conheço.

E em tcheco, 2 mais 2 também são 4.

Sério? Certo.

Isso veremos.

Durante a criação do Protetorado da Boêmia e Morávia,

tropas serão enviadas para Stefansbad.

Soldados também virão de todo o Reich

para tratamento no balneário local.

Isso exigirá 200 kg de farinha de trigo

na cozinha a cada semana.

A Wehrmacht não pode abastecê-los?

Não quero incomodá-los. Você me fornecerá.

E de onde tirarei esses 200 quilos extras?

Retire 10% de cada um que fornecer trigo para o moinho.

-Todos os moleiros fazem isso. -Mas aqui não fazemos isso.

Faça isso! Sei do que estou falando.

Anton, o que acha que está fazendo?

Não importa o que fará com a madeira, mas isso é roubo!

Descarregue agora!

Como se você não soubesse o que está acontecendo!

Você enlouqueceu!

Já chega!

Não se preocupe, não nos verá mais!

-Logo terá notícias de nós! -Vejo vocês amanhã de manhã!

Vocês virão trabalhar. E vamos esquecer tudo!

Mas nenhuma lasca de minha madeira vai sumir, ouviram?

Sirva-se.

Me casei com um arruaceiro que briga em tavernas.

Não sou brigão nem estava numa taberna.

Claro.

E pegaram um pedaço de pau, pois não havia outro modo.

Hoje em dia, nenhum alemão está a salvo de um tcheco.

E os tchecos não estão a salvo dos alemães.

-O que vai acontecer com eles? -Como assim "acontecer"?

O iodo arde.

Vai demiti-los, não? Pelo menos, o Masek.

Talvez não seja má pessoa, mas não pode atacar seu chefe.

Eu disse que iria esquecer tudo.

Senhores, já chega por hoje.

Volte ao seu lugar. Já vamos parar.

Fazer ginástica é melhor do que o escritório!

Que posso fazer? Estou muito atarefado.

É verdade, August.

Mas você parece bastante ofegante.

Vamos lá!

Soube que teve problemas com o Masek.

Problemas?

Sabe, às vezes ouço coisas.

Um prefeito precisa saber o que o povo anda fofocando.

Não há nenhuma fofoca.

Livre-se dele! É um perigo para todos nós.

Menos para você, com certeza.

Hans sente inveja do meu moinho, e eu da sua Juventude.

Sentimos inveja um do outro, assim não temos nada a dizer.

Acha que as coisas melhorarão,

se fores ao juramento de lealdade?

Dificilmente.

Não lhe dei dinheiro para o uniforme que ele queria.

Ei! Falem alemão, seus porcos tchecos!

O que acha que está fazendo?

Ah, esse porco tcheco fala alemão. Cante conosco, então.

# A bandeira ao alto! As fileiras...

Tome isso! Seu tcheco sujo!

Vamos embora! Depressa!

Vamos, venham!

Como conseguiu essa arma?

Hora!

O que Karel dirá se formos vistos?

Não seremos vistos.

Enviei-o ao escritório para resolver algumas pendências.

-Então, não seremos vistos. -Por ninguém.

Me prometeu um herdeiro.

Quero ele agora.

# Alemanha, você deve estar radiante.

# Avante! Avante! Retumbem as brilhantes fanfarras.

# Avante! Avante! A juventude não tem medo.

# No futuro, marchamos lado a lado.

É ele ali?

Deixe-o em paz, ou quer ser ridicularizado?

Já virei motivo de chacota.

Ele veio me pedir dinheiro para o uniforme meses atrás.

Falei para não vestir aquilo e olhe só para ele!

Eu lhe dei o dinheiro.

O juramento é amanhã, não pode comparecer sem a farda!

Estamos em 1940!

Aqui no Distrito dos Sudetos,

na fronteira do Protetorado da Boêmia e Morávia,

aqui em Eglau, aqui deverá ter e terá

êxito na luta pelo Führer, pela pátria alemã,

pela nossa raça contra o bolchevismo e o judaísmo.

Todos agora peguem sua machete para celebrar este dia.

Carreguem com orgulho,

como sinal de sua devoção incondicional ao Führer!

O FÜHRER ORDENA, NÓS OBEDECEMOS!

A você, Anton Bachler...

-Boa sorte, rapaz! -Heil, Hitler!

A você, Hans Habermann...

-Boa sorte, rapaz! -Heil, Hitler!

A você, Richard Dohm...

-Tudo bem aí? -Meus parabéns.

Está se saindo muito bem.

-Deveria ter filhos. -Sr. Habermann!

Sr. Habermann, depressa! A SS, o major!

Eles invadiram a serraria!

Cuide da criança!

Ceku! Aqui!

Cadê o Masek? Você é o Masek?

Quem é Masek?

Masek!

Você é Masek?

-Averigue! -Heil, Hitler!

Quero ver seus documentos já!

Masek está lá em cima.

Lutz! Müller!

Masek!

Desça daí!

Alto! Masek!

-O que está havendo? -Sr. Habermann!

Suponho que, como todo alemão, tenha senso de justiça.

-Ele não fez nada! -Como você sabe?

Descobrimos no bosque um paiol de madeira

-feito com suas madeiras. -Eu vendo madeira!

O que fazem com ela não me diz respeito.

O paiol estava camuflado muito perto da cabana

que pertence à mãe dele. Prenda-o!

Isso não prova nada. Podem ter sido crianças brincando.

Crianças, Sr. Habermann,

não escondem submetralhadoras MP34!

Só queremos interrogar seu empregado.

Se não houver nada, será liberado.

-Não precisava vir com uma tropa. -E tem mais!

Ontem, a provisão de farinha estava cheia de serragem.

Não é problema meu, Major.

É o resultado de ter tantos empregados tchecos!

Eu ia discutir isso com você, mas já que seu irmão

voluntariou-se para a Wehrmacht...

-O que disse? -Você não sabia?

Obviamente, não receberá pela farinha de ontem.

Heil, Hitler! Sr. Habermann!

-O que vai fazer agora? -O que vou fazer?

Já sabe a resposta: não posso fazer nada!

-Não grite, você me assusta. -É por isso que tentei evitar.

Primero Henlein, agora a Juventude Hitleriana!

Acabará morto, sem dúvida. Ele tem apenas 19 anos.

Jana! Jana! Aonde você vai?

Hans partiu com a Wehrmacht, sabe-se lá para onde.

Ele se alistou sem dizer nada a August.

-Meu Deus! -E se o enviarem à frente russa?

Você não pode entrar ali!

Não? Às segundas, entregamos 200 quilos de farinha!

-Então eu posso! -Jana! A farinha tudo bem...

Mas eu não posso?

-Deseja falar com quem? -Com o major Koslowski.

-Seu nome? -Jana Habermann.

Documentos.

Um momento.

Sala 110. Pegue na saída.

O que houve? É a bicicleta da Jana!

Nada, só peguei emprestada.

Ela foi falar com Koslowski em Stefansbad...sobre Hans.

O major não pode fazer nada, vai mandá-la embora.

-Jana é judia, August. -Que besteira é essa?

Jana é cristã, até mais do que qualquer um de nós.

As freiras batizaram vários de nós!

É disso que se trata!

-Foi batizada após a morte da mãe. -Exato.

A mãe morreu após o parto e o pai é desconhecido.

Ele não é!

Karel viu seu sobrenome na certidão dela: Silberstein.

Não sou mago, Sra. Habermann. Não tenho poder para isso.

Precisamos dele, Major.

-Nós fornecemos a farinha. -Vocês têm 20 funcionários.

Dois sacos de farinha dependem do seu cunhado?

Não é só isso. Ele cuida de todo o moinho.

Eu não nasci ontem, senhora.

Hans Habermann alistou-se voluntariamente.

É um bom patriota alemão.

Mas ele conhece um moinho tanto quanto eu.

Ou seja, absolutamente nada.

Deixe-me lhe dizer algo, Sra. Habermann.

Algo que você nem imagina.

Ou talvez sim, já que é uma mulher extraordinária.

Extraordinariamente bela para uma aldeia como Eglau.

Por que não usa suas joias preciosas?

Minha cruz tem grande valor para mim.

Não deveria viver em Eglau, senão em Berlim.

Na "Unter den Linden".

-Não entendi!? -Não importa.

Que tipo de sacrifício estaria disposta a fazer por Hans?

-Jana! -August!

Por que a pressa, Sr. Habermann?

Nossa conversa estava tão agradável.

Tentava convencer o major

de que Hans não pode ir embora assim.

E eu tentava dizer à sua esposa que não posso intervir

no destino dos soldados da Wehrmacht.

Perdoe-nos, Major!

O alistamento do meu irmão pegou todos de surpresa.

Ficamos sem saber o que fazer.

Sinta orgulho dele.

E não tenha medo, marcharemos para a vitória.

Nossa Wehrmacht é imbatível.

Ele vai retornar são e salvo!

Sr. Habermann, devolverei seu capataz!

Apertamos ele um pouco, mas você tem razão, é inocente.

Lamentavelmente.

August! August! Solte-me!

-Ficou louco? -Sabe o que acaba de fazer?

Arriscou a sua vida!

-Só queria ajudar Hans! -Você não pode ajudá-lo!

-Se Koslowski descobre... -Tive que tentar!

Você mesmo disse que a culpa era minha!

Falei muitas inverdades!

Que pena! Sempre admirei a sua sinceridade!

-É uma pena que isso acabou. -Agora, escuta-me!

Sabe por que não pode voltar ali?

Não, nem quero saber!

Agora escute você: se me bater novamente,

pego a Melissa e sumo daqui!

August?

Pospichal.

Habermann, sim?

Deixe-me avisá-lo, caro Sr. Habermann.

"Surgiram panfletos."

O major Koslowski

"e seus soldados dirigem-se ao moinho."

Que panfletos? Que besteira é essa?

Peço-lhe que me diga se tem algo a ver com eles.

-Não sei de nenhum panfleto. -"Eu jurava que eles..."

estavam atrás de você por causa desses panfletos.

Grato pela ligação, mas eu realmente...

"Temos de permanecer unidos, Sr. Habermann."

Essa guerra não vai durar para sempre.

Assim, será importante saber de que lado cada um estava.

"Concorda comigo?"

Para fora!

Vamos, mexam-se!

Depressa!

Faremos uma chamada.

Quando ouvir seu nome, diga "aqui", alto e claro.

Entendido?

-Pistek. -Aqui.

-Glotz. -Aqui.

-Kopp. -Aqui, Sr. Major!

-Svoboda. -Aqui.

-Navratil. -Aqui.

-Masek. -Aqui.

Brichta. Brichta!

Pavel Brichta! Funcionário, Pavel Brichta!

Está vendo Brichta?

Ele trabalhou ontem?

Ontem Brichta me ajudou no bosque o dia todo.

Hoje também. Precisávamos cortar carvalhos antigos.

Brichta conhece o bosque.

Leia!

Em alemão!

O exército alemão reporta grandes baixas em Stalingrado.

-200 mil já morreram. -Leia!

Em Kursk, os blindados alemães foram derrotados.

-Leia! -A Alemanha recua...

devido à grave derrota sofrida na frente oriental.

(Batalha de Kursk: Operação Cidadela)

Esta porcaria...

está circulando por todos os cantos de Eglau!

Alguém está tentando solapar o moral alemão.

Por que acha que pode ser um de nós?

Há poucas hipóteses, a meu ver.

Temos veículos que se deslocam daqui para toda a região.

É fácil distribuir estes panfletos com a farinha.

Você já viu este lixo, Sr. Hora?

Fiz uma pergunta! Já viu algo parecido com isto?

Não.

Gostaria de saber o que pensa disto, Sr. Hora.

Quem distribuiria um lixo destes?

-Eu não sei. -Sim, acho que você sabe.

-Koslowski! -Um traidor a menos.

Siga! Em 2 horas, terei a arma de Hora na minha mesa.

-Heil, Hitler! -Sieg, Heil!

Mexam-se! Vamos, depressa!

Certamente, ele mereceu!

Onde estava, seu maldito?

Então?

No bosque! Karel pode confirmar!

-Mentira! -Sr. Habermann, o que houve?

Todos disseram que Karel mentiu para protegê-lo.

Nunca me importei com suas atividades após o trabalho.

Agora elas estão me afetando, onde estava?

Por aí! Com algo que deve ser distribuído!

Vocês enlouqueceram.

Brincando de partisans, todos esgueirando-se com panfletos.

E Hora está morto.

Todos sabíamos dos riscos.

O que devo dizer à viúva dele?

Se Masek tivesse ficado calado, nada disto teria acontecido.

-O que você quer dizer? -Que ele é um traidor.

-Jesus! -Mentira!

Hora me disse que Masek foi o único no moinho

-que viu os panfletos. -Basta de panfletos no moinho!

Preciso de um favor.

Geralmente é uma ordem, e hoje é um favor?

-Masek pode ficar com você? -Como assim?

-Ficar comigo? -Não o quero mais no moinho.

Por que está pedindo isso?

Ele te roubou e te acusou.

Não sei como ainda não o surraram.

Acha que ele também traiu o Hora?

Por que Koslowski o liberou?

Após prensá-lo por 3 dias, o major soltou e pediu perdão?

Diga-me por que defende Masek e arranjarei algo para ele.

Por que o interesse?

Acha que eu, como um bom alemão, protegeria um espião?

Claro que não.

Seja como for, eu o acolheria.

Mas outro deslize, e ele já era!

Água potável! Depressa!

-Só temos 10 minutos! -Para onde vão levá-los?

Para Bayreuth!

Não há mais hospitais em Kursk e Stalingrado.

Água! Água!

Tenho sede!

-Onde estamos? -Eglau, nos Sudetos.

-Jana! -Sim?

-Venha aqui! -Agora não dá!

Venha!

Ele morreu?

Não, o pulso está muito fraco!

-Não consigo palpá-lo! -Acho que ele sobreviverá!

-Hans! -Jana!

-Está em casa! -Bayreuth?

Temos que descer!

-Me ajude aqui! -Enlouqueceu?

Não vou deixá-lo aqui!

Vamos, me ajude!

Me leve também! Não quero ir pra Bayreuth!

Já estive ali! Se voltar, morrerei!

Por favor, me tirem daqui...

-Pegue o carrinho! -Sim.

Hans.

-O que está havendo? -Está em casa, em Eglau.

Não, não posso ficar aqui.

-Sim, pode. Acalme-se. -Preciso ir pro hospital.

-Vai dar tudo certo. -Os médicos vão me curar.

Não sou um desertor.

-Cadê meu uniforme? -Não vai mais usá-lo.

A guerra terminou para você.

Está louca? É só o que tenho!

Você sempre disse:

manter a palavra é uma questão de honra para os Habermanns.

Só vale para aqueles que merecem a honra dos Habermanns.

E o louco do bigode não a merece.

Não fale assim.

Ele só queria fomentar nosso povo.

Jana.

-Ele não pode ficar aqui. -Eu sei.

Eliska.

Pode acomodá-lo em sua cabana no bosque?

Não posso!

-Se alguém descobre... -Ninguém descobrirá!

É tão perigoso quanto proteger teu filho.

Você sabe por que protege meu filho.

Ele pode ir, mas não vou cuidar dele.

Eu cuido.

Já foram quantos sacos?

-Este foi o 14º, Sr. Pospichal. -É o bastante! Obrigado.

-Com licença. -Obrigado.

O que tem aqui?

Pílulas. Sobretudo, calmantes.

E bandagens.

Além de morfina, caso a dor se torne insuportável.

Obrigado, mas não precisa.

Tem certeza de que não serão úteis para alguém?

Como você sabe?

Mantenha segredo, ouviu?

Olhos e ouvidos abertos, e a boca fechada.

Não se preocupe, Sr. Habermann.

Se precisar de algo, chame-me à hora que quiser.

Já tem o meu telefone, não?

Aqui está.

É muito generoso da sua parte, obrigado.

Embora eu desejasse que fosse diferente.

-E como gostaria que fosse? -Como já tinha lhe dito,

essa guerra não vai durar eternamente.

E algum dia, terei problemas

por ter sido diretor de um hospital alemão.

Quando esse momento chegar...

ficaria agradecido se pudesse lembrar de quem te ajudou.

-Olá, Hans. -Olá.

Como você está?

Está febril?

Trouxe comida.

Salsicha, pão com queijo.

Morda isso. Não podem te ouvir!

Hans.

Eu lamento, mas acho que ficará manco.

Não, isso não é verdade!

Os médicos disseram que, quando me recuperar,

poderei lutar novamente.

Perdão, por favor!

Pode me fornecer farinha, Sr. Habermann?

-Sempre que quiser. -Mas sem papéis, sem nada.

Sem a fatura.

-Sim, é claro. Como sempre. -Obrigado.

Somos muito gratos.

Muito obrigada.

-Somos cristãos, afinal. -Jana!

-Bons cristãos! -Obrigado.

Não se importa com nada?

Nem com Hans? Não posso acreditar.

-Preciso lhe dizer algo. -Melissa!

Naquele dia que gritei contigo,

-quando esteve com Koslowski. -Isso é fato passado.

Eu já superei.

Isso é muito importante.

Fale com ele, August! Por favor, ele precisa de você.

Não!

Olá, Hans!

Olá, Jana.

-O que é isso? -Vamos passear no bosque.

Hans!

Só poderei andar com estas malditas muletas!

Alegre-se pelo fato de estar vivo.

Sua perna será tratada depois da guerra.

Vieram atrás de mim!

Eles têm problemas bem piores para lidar.

Eu sou um desertor, Jana.

Volte aqui!

Esconda-se! Podem estar à sua procura.

Masek!

Fala alemão?

-Não, não sei falar. -Estamos perdidos.

-Não entendi. -Balneário Stefansbad, onde?

Me mostre no mapa.

O que você quer?

As armas?

O relógio?

Por favor!

Atire! Tcheco estúpido!

Vamos, atire!

Eu faria o mesmo!

-Não pode entrar aí! -Solte-me!

-Não quero mais ver a cara dele! -De quem?

Você sabe muito bem!

Disse a ele que não era hora para visitas!

Eliska! Karel pode me visitar quando quiser.

Mas...como desejar.

Não me importo que o apoie, mas Masek é um porco covarde!

-O que houve? -Você logo ficaria sabendo.

Mas quero ser o primeiro a te contar.

Dirigia a carroça pelo bosque,

quando surgiram 2 soldados perdidos e Masek pegou o rifle.

Ele simplesmente fuzilou um deles sem motivo!

August! Você não sabe o que aconteceu!

Eu vi tudo.

Você estava lá?

Mas o que eu poderia fazer?

Eu não tinha opção.

Implorou muito para que eu o liberasse.

Ele gritava: "Deixe-me ir!" E acabei matando-o.

Sinto muito.

É verdade?

Eu bem que te avisei para se livrar do Masek!

Preciso falar com o Sr. Pospichal.

-Sou um inválido. -Não fale assim!

Sim, vai mancar, e daí? Tem coisas piores, Hans!

Não é a perna, droga! Não entende? É o meu peito!

Mataram 2 soldados. Caras como eu!

E não liguei.

Em vez de socorrê-los...

senti alívio por não estar no lugar deles.

Eu não passo de um desertor!

-Você não é um desertor! -Sou!

Poucas pessoas de 20 anos aguentam o que você sofreu.

Fico feliz que tenha vindo, padre.

Eu já estava pensando em visitá-lo, mas...

como pode ver, ando muito ocupado por aqui.

Soube que, sob certas condições, é claro,

-você sabe como sair daqui. -Quem te disse isso?

Alguém que está acima de mim.

E que se preocupa com o meu futuro.

O perigo espreita.

Estudei com Alois Hudal no seminário.

Atualmente é bispo no Vaticano.

Ele sabe como amarrar todas as pontas soltas.

-E vai ajudá-lo a fugir. -Para onde?

Argentina é uma possibilidade.

Isso significa que me deve 20 vidas aqui em Eglau.

20 vidas por 2 soldados mortos.

Eu quero essas 20 vidas.

Resta saber quem serão os escolhidos.

Que tal seu amigo Brezina, por exemplo?

Deixe-me ver...

se a vida de um tcheco vale 1/10 da vida de um alemão,

quantas vidas valeriam isso?

O que vou fazer com "Reichsmark"?

Quem sabe quanto valerá amanhã?

Acho que foi no batizado da sua filha...

quando vi sua esposa com umas joias muito bonitas.

Da Ritter, de Praga.

Vejo que não quer deixar nenhum assunto pendente.

Um brinco com 2 brilhantes.

Por 2 tchecos!

Ainda faltam 19.

É o par de brincos.

18.

15.

16.

-14. -10!

-13. -É um colar com 82 brilhantes!

-13. -10!

12 e chega.

Você nem imagina quantos já coletamos dos judeus.

E, em troca deste, vai deixar viver os 12 restantes.

É a joia mais valiosa de Eglau.

Lamento, mas preciso executar 10 tchecos.

Em resposta à morte de 2 soldados alemães.

Você sabe que tenho de prestar contas aos meus superiores.

Faça uma lista com 10 pessoas.

Você conhece bem as pessoas daqui.

Sabe quem merece viver e quem não merece.

Não vou fazer isso.

Certamente há alguém que você sempre quis matar.

Então, escreva logo.

-Deve ter sido um pesadelo. -Não, prefeito!

Eu estava bem acordada.

Matarão 10 tchecos em resposta aos 2 soldados mortos.

-Meu nome está na lista? -Não vi o seu nome.

O major queria 20 pessoas.

Mas, felizmente, o Sr. Habermann prometeu-lhe suas joias.

Então o major decidiu que 10 tchecos seriam suficientes.

Serão fuzilados!

O quê? Só o seu nome?

Você mesmo disse que 1 alemão vale por 10 tchecos.

Eis o total de tchecos que vivem em Eglau.

São 370.

Então, selecionarei 1 a cada 37.

37, 74.

Claro que um amigo seu pode ser um dos escolhidos.

Mas isso é inevitável. 111.

Sabe, August? Posso te chamar de August?

August, se tivermos uma lista,

nenhuma informação será perdida.

August?

Senhora!

Perdão! Não sabia que tinha visita.

Desculpe-nos.

Que coincidência.

Hoje recebi

um documento muito interessante do prefeito Hartl.

Sabe o que é isso?

A certidão de nascimento da sua bela esposa.

E sabe o que está escrito? Identidade racial: judia.

-Por que não me contou? -Eu nem sequer sabia disso.

E, particularmente, não me parece importante.

Mesmo com a proibição dos casamentos mistos

entre alemães e judeus?

Não precisa ficar recitando as Leis de Nuremberg.

Prefiro denominá-la "lei para a proteção

do sangue e da honra alemães".

Mas você está certo. Não importa mais, então vamos.

-Para onde? -Buscar os 10.

Faço questão da sua companhia. É um capricho meu.

Vamos, então.

Vamos entrar!

Pare esse maldito sino!

Sr. Habermann!

Sr. Habermann!

Papai!

Um passeio em família dos Habermanns.

Muito bom! Vamos, entrem!

Por favor.

Senhora.

Não pode poupar minha filha disso?

O que acha? Até os jovens devem saber quem somos.

Vamos, saiam!

August, 9!

Eu contei 9 tchecos, prefeito!

Mas fixei o número 10.

August, não! Não vá! Não!

Mas não diante da minha família!

O que há com você? Estou lhe dando sua vida.

Sua vida de alemão.

-Mas um alemão e uma judia? -Não sou judia!

Não sou judia!

-Seu marido pode esclarecer. -Que conversa é essa?

Sou católica. Eu fui batizada!

-Seu pai. -Nunca tive um pai!

Sobrenome Silberstein.

E como você sabe? Por que não me contou?

Eu ia te contar quando descobri, mas aí...

Eu te amo!

Também te amo.

Já chega!

Me solte!

O resto das joias da sua família.

Ela não vai usá-lo no Campo!

-Seu maldito! -August!

Vamos!

Melissa! Melissa!

Vamos logo com isso!

August!

Como vê, todos os papéis com seu nome foram destruídos.

Excelente, Major!

Agora você tem um passado que lhe trará um novo futuro.

Bem, sim!

Por este país, ocupantes vêm e vão, Major,

mas só os tchecos permanecem aqui.

Para você: 60 ducados de ouro!

Belas peças.

Acho que está na hora de partir.

Adeus, Major.

Kurt Koslowski.

Kurt!

Um instante!

Mesmo que percamos contato daqui para frente,

meu caro Kurt,

saiba que os russos estão na estrada principal.

Tenho meus meios de obter informações.

É melhor que vá pelo bosque.

Assim, evitará a estrada principal.

E os russos também.

É uma pena, Sr. Pospichal, mas quem sabe?

-Talvez nos encontremos de novo. -Adeus.

Sou eu!

Ele acaba de sair.

Ele cruzará o bosque como combinamos.

O que é isso?

Todos os patrícios agora são companheiros!

-Como assim? -Os nazistas se foram.

Finalmente!

Vamos, saia!

Só não se esqueça de quem lhe deu proteção.

Muito obrigado!

Pare!

Hans?

Hans Habermann.

Major!

Sr. Koslowski.

Comportou-se muito bem, Hans.

Deveria dar o fora daqui. E logo.

Eu pretendo ficar. Aqui é a minha casa, Major.

Como quiser...

Quando uma tormenta se aproxima...

os animais do bosque percebem o perigo

e logo se escondem.

Os homens deviam aprender com os animais.

Eu posso sentir o que está por vir, como os animais.

Esse barulho não é um trovão.

Claro que é!

E você sabe disso.

Quando ouvi-lo se aproximar,

é hora de desaparecer.

Fuja, eu te imploro!

Esqueceu que este moinho tem 110 anos?

-Ouviu o que eu falei? -Sim, você é que não me ouviu.

110 anos.

4 gerações de Habermanns nasceram aqui.

-Cresceram aqui. -August!

Morreram aqui e agora repousam no cemitério da igreja.

A 4ª geração não. Você ainda não morreu.

Sim, eu morri.

Só não fui enterrado.

Você é jovem demais para falar assim.

Recomponha-se e vá embora.

-Cuidarei de tudo aqui. -Sua esposa também é alemã.

-Vai mandá-la para longe? -Vou escondê-la por uns dias.

Mas nada muito longe.

Minha situação é diferente.

Por quê? Sou mais alemão do que ela?

Não! Mas você esquece que é muito rico.

Ah, não está me pedindo para ir porque sou alemão.

Está preocupado porque tenho dinheiro.

Não vou embora.

Minha casa é aqui.

Mas...

pegue isso.

Droga, o que faz aqui? Espere um pouco!

Não tenha medo!

Aqui é perigoso. Vá para casa, depressa!

Martha!

Vamos embora!

-Não, estou fazendo um bolo... -Não há tempo!

-Venha! -Aonde vamos?

Karel, aonde vamos?

Consegui um esconderijo para você.

-Quero lavar as mãos! -Lave-as no esconderijo!

Vou levar água e comida.

E tudo o que precisar! Há uma vela também.

Mas não posso ir!

Você não pode estar aqui quando começarem a perseguir os alemães!

Mas, não posso ir! Estou grávida! Teremos um filho!

Fico muto feliz! Mas tenho que escondê-la!

Aqui é muito perigoso! Venha!

August!

August! August!

Maldito alemão!

Eu vi você com aquele nazista!

Você desviou o olhar da sua cara, seu desgraçado!

Para fora! Aqui não queremos traidores!

O que é isso?

August!

Nossa amizade com os alemães acabou!

August!

Levante-se!

Muito bem, Masek. Vamos levá-lo!

Seu porco maldito!

Tome! Seu traidor!

Agora é a nossa vez!

Que pena que você só possa morrer uma vez em vez de 9!

Pare! Pare! O que está fazendo?

Já chega! Venha!

Vamos embora, depressa!

Feche!

-Feche logo! -Por quê?

Por que estamos aqui?

Viemos pegar as coisas a que temos direito.

Ponha as cadeiras sobre a mesa!

O quê?

Pegue as cadeiras e vire-as sobre a mesa!

-Assim? -O que você acha? Depressa!

Cristo!

Pode parar!

-Bote essa cadeira ali. -Qual?

O que você acha?

Deixe-a virada!

Espere, não sou ladrão! Mãe!

Só pegaremos o que nos pertence.

Em circunstâncias normais, você também teria direito.

Como assim "em circunstâncias normais"?

Quando o velho Wilhelm Habermann morreu,

August e Hans herdaram tudo.

-Você não recebeu nada. -Por que ele me daria algo?

Naquela época eu era uma doméstica e fácil de fisgar.

Então ele me seduziu.

Mas preferiu desposar a rica senhora Ilse.

E tudo o que me restou foi você, Masek.

Por que escondeu isso de mim?

Fizemos um pacto. Eu permaneceria calada,

e ambos teríamos trabalho no moinho...

para sempre.

Mas ainda acho que ele devia ter-te incluído no testamento.

-Mas, enfim, vamos! -Espere, o que acaba de dizer...

-Não quero que nos peguem aqui. -O que me contou, muda tudo!

O que vai mudar?

Com o sumiço dos Habermans após a guerra...

Vamos embora daqui!

Eu continuarei aqui! Certo?

Agora revistaremos seu escritório!

-E o cofre! -Acalme-se, meu amigo!

Mantenha a calma!

Largue isso!

Tudo aqui foi oficialmente confiscado.

-Estamos aqui oficialmente! -Nada será confiscado!

Absolutamente nada!

Quem você pensa que é?

-Quem te deu tal autoridade? -Eu tenho direito!

Direito como proprietário do moinho!

Você obviamente enlouqueceu!

Sabe quem foi meu pai de verdade?

O velho Habermann!

E agora, como August e Hans

perderam o direito de propriedade,

o moinho e a serraria são meus, certo?

Que tal?

Então você é um legítimo Habermann?

Pode-se dizer que sim!

Então você é alemão!

Não, não é bem assim.

Embora o velho Haberman fosse o meu pai,

por parte de mãe sou tcheco!

Portanto, não podem fazer nada comigo!

Acha mesmo isso?

Largue isso agora!

Vamos, solte!

Tire suas mãos! Isso não é seu!

Seus porcos! Deem o fora!

Fora daqui!

Vamos, desembuche!

Silêncio! Está tentando falar algo!

O quê?

Onde ele escondeu?

Entregou ao Koslowski para nos salvar!

-Maldito! -Está mentindo!

-Sempre nos enrolou! -É um mentiroso!

Está mentindo!

Ele está morto!

Vamos sair daqui!

-Onde está August? -Deixe-me em paz!

Onde está August?

Procure-o você mesma, cadela alemã!

Vá procurá-lo!

É tudo culpa sua!

Boa viagem, Sr. Habermann.

Agora é sua vez, querida!

Jana! Tire suas mãos dela!

Ficaram loucos? Ela é tcheca!

Tcheca? Ela é alemã! A vadia do Habermann!

Com sua pequena bastarda!

-Sabemos de tudo! -Não toque nela!

Suba no trem! Suba no trem!

August!

August? Ele está à sua espera ali!

Camaradas, livrem-se desses porcos alemães!

-Depressa! -Hans!

Onde está August? Karel, cadê August?

Dê o fora daqui!

Jana!

Da parte de August.

Eu não queria te dar na frente deles.

Mãe, estou com frio!

Anos depois, o guarda-florestal Brezina

acusou formalmente o prefeito Hartl

e seus cúmplices do assassinato de August Habermann.

Mas, como não encontraram seu cadáver, não havia evidências

e todas as acusações contra eles foram retiradas.

BROUGHT TO YOU BY NEPHILIM dC

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