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Original subtitles

Edi��o e adapta��o: Z6ZZIMO

..::Correcoes: � SAVVAS MovieZ Equipe � � "� *.::. ............................ BOA VISAO ..........................

Ricky, onde est� voc�? Est� na hora de jantar.

� o seu preferido: "buffet de f�gado"! Onde est� voc�?

A� est�. O que est� fazendo a� embaixo?

O que faz a� embaixo? O que houve?

Ricky, querido... o que h�?

Estamos prontos, Dr.

- Como ela est�?

- Ainda na sala de cirurgia. N�o sabemos de nada.

- Como isto aconteceu?

- Ele se escondeu no apartamento, esperando ela voltar da aula.

Os forenses disseram ser o mesmo homem que estuprou Cara Latham.

Voc� precisa que os forenses digam isso?

Andy...

Qual foi a �ltima vez que pedi para aumentar a seguran�a em sua casa?

N�o as outras quatro vezes. S� a �ltima vez.

N�o se zangue comigo, professor!

N�o posso impedir uma festa de fraternidade.

- Suc��o. Como est� a press�o? - Menos de 70. Est� baixando muito r�pido.

- Vamos perd�-la, Dr. - Eu n�o apostaria nisso.

David, prepare .2 cc de epinefrina.

- Tanya, pode me dar o fio? - Seda de 3.

- Abaixo de 63. Epinefrina, Dr.? - Ainda n�o.

Sessenta.

Ainda pensa que � uma rea��o ao fenobarbital?

Epinefrina.

- Pronto. - Suavize a retra��o. Press�o?

- Sessenta e cinco e subindo. - O que acha disto?

- Sessenta e oito. - N�o acredito.

- Setenta e dois. - Tesouras.

- Metzenbaum. - Bel�ssimo.

Oitenta. Est� fora de perigo.

Boa pr�tica de medicina. Irriga��o, por favor.

Dr. Robertson, pode fechar? Bom trabalho, pessoal.

A prop�sito...

... � bom estar aqui em Saint Agnes.

Foi um belo trabalho.

Dr. Robertson, posso te chamar de Matthew?

Eu sou novo aqui, e quero fazer amigos...

... ent�o vou lhe dizer isto, e come�amos tranq�ilos.

Se voc� n�o gosta das minhas piadas, n�o ria.

Se voc� tem uma opini�o m�dica, diga, e diga em alto e bom som.

Mas se voltar a dizer a mim ou � minha equipe que vamos perder um paciente...

... lhe arranco os pulm�es com uma concha de sorvete.

Entendeu?

Eu n�o vou gostar de voc�, certo?

N�o seja rid�culo. Todos gostam de mim.

Sou Andy Safian, diretor assistente da Universidade.

Voc� pode me dizer como est� Bridget Kelly?

O f�gado est� bem contundido, mas ela vai ficar bem.

Que �timo. Gra�as a voc�.

Venha ao show da meia-noite, eu levito para os familiares.

� Jed Hill, certo? Jed Hill "Galopante"?

Fomos colegas de escola.

Est� brincando! Estudou no Van Buren?

- H� quanto tempo est� em Westerly?

- Em torno de nove horas! Van Buren, hein?

�, bom... n�o freq�ent�vamos os mesmos c�rculos...

- Eu fui sacana com voc�? - N�o...

Voc� n�o fazia id�ia de quem eu era, s� isso.

Dr. Hill ..

Sim..

S� quero dar os parab�ns. Estamos felizes de t�-lo aqui.

Obrigado. � bom estar aqui.

Mais uma vez popular no campus.

- Espero v�-lo por a�. - Sim. Eu tamb�m.

Est� maravilhoso, Michelle.

Por que n�o tentamos pintar no papel, e n�o no seu bra�o?

- Sou um monstro! - Tia, tia!!!

Jason, nunca mais brinque com sacos pl�sticos...

... ou eu te amarro e te dou pro monstro comedor de crian�as, entendeu?

- Eu soube do que houve. - Pode sair para almo�ar agora?

D�-me um minuto.

O sujeito entrou no apartamento enquanto ela estava em aula.

- Ela vai ficar bem? - Parece que sim.

O hospital est� com um novo cirurgi�o

um g�nio do Mass General, fez um bom trabalho.

Quando eu fui me apresentar e agradecer,-- est� pronta?

Fomos colegas de escola!

- Falando no Diabo... - E o Diabo aparece.

Estava contando suas fa�anhas.

Esta � minha mulher, Tracy. Tracy, este � o Dr. Jed Hill.

E colega de escola de Andy.

- Dr. Sullivan, Alan e Tracy Safian. - Andy.

- Andy trabalha na Universidade. - Diretor associado.

- Fant�stico. - N�o realizo grandes feitos.

- Mas somos muito orgulhosos dele. - E certamente t�m motivo.

Faremos uma recep��o para dar boas-vindas a Jed em St. Agnes.

Por que n�o v�m conosco?

- Adorar�amos, mas temos um almo�o. - Talvez uma outra hora?

Certamente.

- Prazer em conhec�-la, Tracy. - O prazer foi meu.

Recebi o or�amento do encanador esta manh�.

- Est� preparado? - Quanto?

- Treze mil e uns trocados. - Quanto s�o os "trocados"?

- Quatorze mil. - Esquece. Fa�o o trabalho eu mesmo.

- Tenho uma id�ia melhor. - N�o.

S� por pouco tempo, para algum congressista visitante

e poder�amos pagar as contas!

N�o quero alugar o terceiro andar.

N�o quero gente estranha dentro de casa.

Tudo bem, como quiser.

Seria legal morar numa casa com �gua corrente, mas...

... sou uma garota simples.

- Vou te buscar no trabalho. - N�o precisa.

Eu quero te buscar! Tem um maluco � solta na cidade.

- Helen pode me dar uma carona. - Tem certeza?

Pe�a para ela esperar at� voc� entrar em casa.

Posso pedir escolta a�rea, se voc� quiser.

Engra�ado. Eu me casei com uma mulher engra�ada.

Sabe, em roupas casuais, Helen parece bastante masculina.

Helen. Disse que pegaria carona com Helen.

- Estava me espionando? - Estava olhando pela janela.

Ent�o viu Dennis Riley, era advogado da minha m�e.

Levou uns pap�is para eu assinar.

Que tipo de pap�is?

- Sobre os bens. O que � isto? - Sobre os bens de sua m�e?

Voc� me disse que ela mal sobreviveu com a ajuda do governo.

Agora ela virou Lady Astor? - Por favor, Andy.

Havia uma pequena conta para as despesas do cemit�rio.

O dinheiro acabou, e Dennis queria conversar.

E voc�, quer conversar sobre o qu�?

Desculpe

Pensaria mal de mim se eu usasse o garfo?

- Estou perdendo minha for�a! - N�o posso deixar isto acontecer.

Recoste. D�-me isso.

Deite-se. Isso. Recoste.

- T�cnica, �? - De expert.

Est� tudo nas m�os, v�? Abra. Abra!

Bom rapaz. Delicioso, n�?

Est� bom! Quero mais.

Acho que sua for�a est� voltando.

� um milagre!

- O que foi? - Ele est� l� de novo.

- E da�? - Est� olhando pra n�s.

- Parece estar brincando com um teclado el�trico.

- Jesus, ele me assusta.

Ah, seja bonzinho... a m�e trabalha � noite, acho que � enfermeira.

Ele deve se sentir sozinho.

Temos que instalar cortinas aqui. � prioridade.

- As cortinas agora s�o prioridade. - N�o antes de decidirmos a pintura.

E n�o faz sentido pintar, se vamos quebrar o ch�o com o encanamento.

Ent�o, na verdade, estamos de novo onde come�amos...

- A porta estava aberta. - Levei um susto!

- Eu devia ter batido, mas-- - N�o n�o n�o!...

� este l�quido de tirar a pintura. D� uma baita dor de cabe�a.

- Devia tomar Complexo-B. - Como?

Uma dose de B-12 te ajudaria a melhorar este tipo de...

- ... deixa pra l�. - Continue, parecia interessante!

N�o, n�o faz sentido te recomendar rem�dio

quando o melhor seria deixar a porta aberta!

Olha s�, economizei $5,95

Estava por perto olhando umas casas

e pensei que poderia levar voc� e sua esposa para almo�ar.

Tracy est� trabalhando, mas eu tomo um banho e vamos n�s dois.

- Que �timo. - Volto em um minuto.

- Esta � uma verdadeira casa Vitoriana? - Sim, debaixo de 100 anos de pinturas!

"Professor se casa com aluna favorita" - Era parte dos escombros da Guerra Civil.

O que n�o tem de comodidade, tem de hist�ria.

- Sabe algo de arquitetura? - Arquitetura � a minha vida.

Se eu n�o fosse um m�dico, eu seria...

... seria um edif�cio. Este � um Degas?

Sim. Acho que � original. O pai de Tracy lhe deu de presente.

Ela tem tido essas dores abdominais.

- Qual a freq��ncia? - Hm, a cada 2 dias.

- E quanto tempo duram? - Meio minuto, �s vezes um pouco mais.

- Ela est� sendo acompanhada? - Sim, pelo Dr. Lillianfield em Boston.

- David Lillianfield. Conhece? - J� ouvi falar, ele � muito bom.

O fato � que gostar�amos de ter filhos. Tracy � louca por crian�as.

- E eu tamb�m. - Vou te dizer o seguinte:

D� mais umas duas semanas, e se nada tiver mudado, diga a ela que v� me ver.

Dr., d�i quando eu fa�o isso!

Ent�o n�o fa�a. E arrume piadas novas, Stanley.

Ent�o eu lhe disse, "por que voc� n�o vem ver a nossa, e podemos acertar algo?"

Voce fez o qu�?

Voc� queria alugar, achei que ficaria alegre.

- Eu pare�o alegre? - Eu posso ver que voc� n�o est� alegre...

... mas isto � melhor do que alugar para um congressista. Jed � amigo.

Ele n�o � um amigo. Ele nem se lembrava do seu nome, "Alan"!

Ah, o cara tinha acabado de passar por 12 horas de cirurgia!

Qual �, Andy, voltou pra escola? Quer ser amigo do quarterback agora?

Ele era running back. E pare de falar comigo como se eu tivesse 11 anos!

Qual � o seu problema com ele? Ele � inteligente, engra�ado...

- ... e � um excelente m�dico. - Eu sei disso, Andy.

Eu percebo como as enfermeiras se inclinam quando ele passa.

Esse cara n�o tem amigos, tem s�ditos!

Bom... n�o � muito tarde. Podemos cancelar tudo.

N�o, eu vou deixar por sua conta.

- Se quiser conviver com isso, � sua decis�o. - Voc� vai gostar muito dele.

E sabe do que mais? Ele pode recomendar um outro m�dico para voc�.

� um absurdo dirigirmos 2 horas at� Boston s� para ver Lillianfield, quando poder�amos...

Por favor me diga que voc� n�o falou com Jed sobre os meu problemas.

O assunto veio � tona.

- Me desculpe. - Tudo bem.

Vou concordar com isto por uns meses, s� porque quero aquele sof�...

... que combina com as escadas.

Meu Deus, ele est� chegando esta noite?

- Voce est� presumindo que � Jed. - Tenho certeza, abra a porta.

- Pode ser qualquer pessoa!

- E os anjinhos poderiam dan�ar em alfinetes, mas n�o dan�am! � Jed.

- Por que tem tanta certeza? - Quer apostar?

Quando tem dinheiro envolvido, voc� me leva a s�rio, certo?

Dr. Hill. Entre, por favor.

Andy acaba de me contar que seremos "colegas de quarto".

Sim, por isso passei por aqui, queria saber se est� tudo certo.

- Claro, estamos ansiosos. - Ela est�, est� muito animada.

- Excelente.

A prova era �s 8:30h.

Eu pus meu alarme para as 7 horas, mas n�o tocou!

Se Prof. Schmidt quiser me dar nota incompleta, n�o me importa!

N�o posso controlar tudo no mundo! Meu alarme n�o tocou.

Bom... muito bom, Paula.

Melhor que deixar a c�pia de Beowulf trancada no carro da amiga.

- Detetive Harris quer v�-lo. - Jura?

Me admira ela ter encontrado o pr�dio.

- Continuamos isto semana que vem, se n�o se importar.

- Que �timo.

Espere, Paula. Ol�, Dana. Entre, me d� s� um segundo.

Sra. Worthington, quero que fa�a uma lista

dos hor�rios das provas da Srta. Paula Bell.

- Ligaremos de manh� para acord�-la. - Para acord�-la?

Claro, ela n�o pode controlar o mundo, e seu alarme n�o soou.

At� semana que vem, Paula.

Estava em condi��es de dar alguma descri��o?

A �nica coisa que ela lembra � de seu gato debaixo da cadeira...

... e um bra�o a agarrando por tr�s.

Alguma chance dela se lembrar de mais?

N�o creio.

- O que n�s fazemos agora? - "N�s"?

"N�s" n�o faremos nada, Andy. S� um de n�s aqui � detetive.

Talvez nem mesmo um de n�s.

Oh, humor universit�rio! Deixe-me buscar uma resposta � altura.

Que tal "dane-se"?

Touch�.

Pedimos mais alguns panfletos de "Precau��es de Seguran�a".

- Mais panfletos? - Sim.

Sabe o que eu vejo quando venho trabalhar todas as manh�s?

Vejo pais carregando ba�s, maletas, plantas e filhas em suas camionetes.

Supostamente, para lev�-las a escolas que n�o apresentem risco de morte!

Veja, n�o acho que eu esteja sendo insensato em perguntar...

... o que voc� e seus colegas est�o fazendo al�m de distribuir panfletos!

Preciso de uma lista de todos que t�m acesso aos hor�rios das alunas.

Ambas as v�timas estavam em aula quando o cara entrou em suas casas.

Assim voc� restringe os suspeitos a umas duas mil pessoas.

Uma lista, Andy. Preciso, agora.

- Dana, o que acha que ele faz com os cabelos? - Os cabelos?

Sim, ele corta os cabelos todos. O que acha que ele faz?

Travesseiros, sei l�.

Billy, quero voc� na cama �s dez, entendido?

- Voc� me assustou!!! - Desculpe.

Que diabos est� fazendo aqui?

- Est� bem? - N�o, n�o estou bem.

Algu�m em casa?

Aqui em cima, querido.

- Isto � rid�culo! - V� dormir.

Como algu�m pode dormir com eles trepando a noite inteira?

J� faz 3 horas.

Vou pedir para eles abaixarem a m�sica.

- N�o, n�o vamos fazer disso um drama. - Mas se voc� n�o consegue dormir...

- Acha que ele nos escutou? - Espero que sim!

- Aonde vai? - Ao banheiro.

Eu sei porque caras como voc� se tornam m�dicos.

N�o � o que voc� pensa.

Eu acho que � para ganhar muito dinheiro e ver muitas mulheres nuas.

Oh, ent�o � o que voc� pensa!

Ei, v� com calma. Ainda n�o terminei com voc�.

Eu sou imune ao �lcool.

Veremos.

Voc� est� bem?

Sim, j� estou indo.

- Me preocupou por um instante. - Est� tudo bem.

Vem, vamos dormir.

Voc� precisa correr, cara.

Dez quil�metros por dia mant�m o m�dico distante!

- Caf�? - Nunca bebo nada de manh�.

- Tudo bem, Tracy? - Estou �tima.

Vou tomar um banho r�pido e voar para o hospital. Vejo voc�s mais tarde.

Tem certeza de que ela n�o ligou cancelando?

Sim, tenho certeza. Eu liguei ontem � noite para lembr�-la.

- Tentou telefonar de novo? - N�o tem ningu�m em casa, Professor.

- Cai na secret�ria eletr�nica. - Ela est� l�.

Ela n�o quer atender.

Vou precisar do seu depoimento.

Quer saber como foi a primeira vez que eu vi um cad�ver?

Foi no primeiro ano da faculdade, uma aula nojenta de anatomia.

O professor passa uma serra na cabe�a do defunto.

As pessoas saem correndo da sala, desmaiam, ficam verdes.

Mas a mim n�o incomodou tanto assim.

Excelente hist�ria, Jed.

Claro que nunca olharei para um mel�o da mesma forma, mas tirando isso...

Voc� vai superar.

- Stanley, quem � aquele l� atr�s? - Livelle alguma coisa. Saiu do banco.

- O que houve com Krakowski? - Falhou no teste do xixi!

Isto me incomoda.

O cara n�o consegue ficar longe da coca�na nem por um milh�o de d�lares.

Eu daria meu bra�o direito por um milh�o de d�lares.

N�o conseguimos nem dar conta do encanador, por Deus.

Voc� realmente daria?

O seu bra�o, por um milh�o de d�lares.

Voc� diz literalmente?

N�o precisa ser o bra�o inteiro. Digamos, um dedo.

Um dedo, por um milh�o de d�lares? Nossa, esta conversa est� estranha.

Estamos falando de um procedimento cir�rgico.

S� at� a junta. Voc� faria?

- N�o. - Jura? - Voc� faria?

Cara, preciso ir embora, j�...

- Beba mais uma comigo. - Tracy deve estar em casa.

Leve �quelas mo�as o que elas estiverem bebendo.

- Bourbon. - Ent�o leve bourbon.

- Tem um minuto? - Claro.

Esta � a sala. Sente-se.

- S� preciso que esclare�a algumas coisas. - Como o qu�?

- Paula Bell foi v�-lo tr�s vezes, certo? - Certo.

- Teriam sido quatro, mas... - O que � isto?

Ontem � noite comparamos uma amostra de terra

do carpete de Paula com a terra do seu jardim.

Eu entrei na casa, j� lhe disse.

Tamb�m comparamos com uma amostra retirada do quarto de Bridget Kelly.

Bridget veio aqui para pegar uma carta de recomenda��o!

Eu sou um suspeito, Dana?

As tr�s v�timas foram ver voc� logo antes de serem atacadas.

Eu encontrei Paula! Por Deus!

- Por que voc� foi � casa dela? - Ela havia faltado � reuni�o comigo.

- E por isso foi at� a casa dela?

- Ela era uma cabe�a-oca, e eu tenho responsabilidades!

- Qual � o seu tipo sang��neo, Andy? - O-Positivo.

� o mesmo tipo de sangue do criminoso.

Dana, isto � loucura! Em toda a minha vida eu nunca machuquei ningu�m!

Acredito em voc�. N�o acho que voc� seja o cara.

Preciso que voc� fa�a uma coisa.

� procedimento, tenho que fazer meu trabalho.

Preciso de uma amostra de esperma

para comparar com o encontrado nas v�timas.

- N�o acredito! - � simples, e em cerca de uma hora...

... voc� ser� eliminado como suspeito.

- E se eu me recusar? - Vai ter que usar minhas algemas.

- Droga! - N�o, est� bem melhor.

Pelo menos voc� n�o acertou pessoas inocentes.

Muito bom.

Emerg�ncia.

O manguito rotator, se quer saber, fica bem aqui. Se um sujeito rompe isso...

... ele n�o consegue nem pentear os cabelos, que dir� atirar uma bola.

Essa coisa apitou a noite toda. Voc� � traficante?

Pode-se dizer que sim.

Digam-me o que h�.

Hemorragia violenta, provavelmente no ov�rio.

- Qual o tipo sang��neo? - AB-Negativo. Tem muito pouco.

Contate Mass General, Boston, Mercy e Hartford, nessa ordem.

Se eles n�o tiverem, precisaremos de doadores.

Lamento que o tenhamos envolvido nisso, Andy. Voc� est� liberado agora.

O nome da sua mulher apareceu num chamado m�dico de emerg�ncia.

- Como est� a press�o? - Em 93 por 57.

- Batimentos card�acos? - Oitenta e seis.

- Capacidade? - Vinte e sete.

Jed, voc� viu isto?

Eu diria cerca de 3 ou 4 semanas.

- Ela est� gr�vida? - N�o por muito tempo.

Sofrer� um aborto pelo trauma do procedimento.

Quando estiver pronto, Dr.

Vamos l�.

Bisturi.

- O que aconteceu com minha mulher? - Hemorragia interna.

Dr. Hill vir� falar com o senhor assim que ela estiver estabilizada.

- Ela est� consciente? - Sinto muito, Sr. Safian, isto � tudo o que sei.

Quase acabando. S� quero dar mais uma olhada. Suc��o.

- Acho que terminamos. - Incr�vel como isto n�o aconteceu antes.

H� uma patologia no segundo ov�rio.

Deixe-me dar uma olhada nisso. Esp�tula.

Est� retorcido.

Acha que est� necrosado?

Faremos uma criomicrotomia agora mesmo.

- N�o podemos.

- Porque n�o?

O patologista n�o est� no pr�dio.

- O que fa�o pra ter uma criomicrotomia?

- Podemos cham�-lo. - Quanto tempo leva?

- Entre 30 e 40 minutos.

Diabos, me d� um microsc�pio que eu mesmo farei.

Levaria pelo menos meia-hora para aprontar o equipamento.

- Press�o? - Setenta e oito.

- N�o temos todo este tempo. - Talvez metade.

Certo. Irriguem e tentem subir a press�o. Volto j�.

- Venha comigo. - O que est� acontecendo?

Tive que remover um dos ov�rios de Tracy.

Houve uma erup��o de um grande cisto. Era o que lhe causava dor.

Preciso ser direto com voc�, pois temos pouco tempo.

- Est� sob controle? - Ainda N�o.

H� um problema com o segundo ov�rio de Tracy.

Est� retorcido, impedindo sua pr�pria irriga��o sang��nea.

Se eu remov�-lo, estarei apenas retirando um �rg�o morto.

E Tracy poder� levar uma vida normal.

Mas...

... ela ficar� impossibilitada de ter filhos.

Se eu fech�-la agora, ela pode morrer de choque t�xico no meio da noite.

- Fa�a o que tiver de fazer. - Tracy vai ficar bem.

- Mas...? - Digo-lhe mais tarde.

N�o, me diga agora!

Tracy estava gr�vida. De quatro semanas.

- Est� gr�vida? - N�o, Andy. Ela sofreu um aborto.

Foi um trauma muito grande. Nada podia ser feito.

Eu sinto muito.

Pin�a.

Dr. Hill, isto pode ser um erro. Como sabe que o ov�rio n�o est� vivo?

� a mulher de um amigo, Matthew, eu n�o vou correr riscos. Bisturi.

Pode estar retirando um ov�rio vivo!

- Est� necrosado. Bisturi. - Sem a histopatologia n�o se pode ter certeza!

Eu tenho certeza.

Tanya, me d� o bisturi.

- O que tem a�? - � da Patologia.

� o boletim histopatol�gico?

N�s retiramos um ov�rio saud�vel.

Apenas a superf�cie estava necrosada.

Jed, pegue.

Leia, e depois queime.

� um belo gesto, George.

O t�cnico me deve um favor. O laborat�rio n�o ser� problema.

Ser� um problema para mim.

Este hospital retirou um ov�rio saud�vel.

Eu retirei o ov�rio. Ningu�m mais.

Foi o meu julgamento, e eu o manterei.

- Voc� vai ficar bem? - Sim.

Eu n�o fiz nada de errado.

- Voc� n�o deve ter comido nada durante o dia. - Precisamos conversar mais tarde.

- Andy, quero falar com Tracy. - Talvez depois, okay?

Ol�, Sra. Safian. Nos deu um baita susto.

Foi mesmo?

Tracy, sei que lhe informaram o que aconteceu.

N�o sei se adianta lhe dizer o quanto sinto.

Falei com um advogado esta manh�.

Para me certificar de que voc� n�o fa�a isto com mais ningu�m.

Teremos alguns depoimentos dentro de uma semana.

Acho que podemos fazer um acordo por menos de 30 milh�es.

N�o vamos nos enganar aqui.

30 milh�es, 25 milh�es, que diferen�a faz?

Sabemos que o seguro de nenhum estado cobre mais de 10 milh�es.

- Vamos a j�ri. - N�o recomendo isso.

- Por que n�o?

Vou lhe dizer o que um j�ri v�:

O j�ri v� uma bela mulher casada com um professor de classe m�dia.

Eles compram uma casa e sonham em ench�-la de crian�as.

� uma pintura de Norman Rockwell, e voc� a destruiu com seu bisturi.

- Voc� � meu advogado, certo? - N�o � meu trabalho lhe segurar a m�o, Dr...

Tamb�m n�o � seu trabalho ser um cachorro, mas isto n�o o est� detendo!

Vamos nos acalmar.

Podemos contratar um detetive para investigar o passado da mo�a.

Lester, ela trabalha 5 dias na semana como volunt�ria na ala infantil.

E assa biscoitos para os funcion�rios.

Parece que voc� pegou a paciente errada para estragar, Dr.

Eu n�o a "peguei", Doutor. M�dicos n�o escolhem.

Vou precisar de um especialista. Quem voc� quer chamar?

- O que quer dizer?

- Um especialista. Algu�m para dar um depoimento.

- Depoimento de qu�?

- Dizendo que voc� � t�o bom quanto pensa que �.

Chame o Dr. Marvin Kessler. Da Escola M�dica de Harvard.

- � tudo, senhorita? - Sim.

- Como fa�o para falar com voc�? - N�o fala.

Eu n�o quero.

Tracy, por que n�o me deixa ajud�-la a superar isto?

N�o � uma fase, Andy.

Eu n�o posso ter filhos. Nunca mais.

Acharam que voc� ia morrer.

Agora ele deve estar querendo que eu tivesse.

Tracy, eu te amo.

Ele me mutilou, e voc� deu permiss�o.

Dr. Kessler, pode descrever a sua rela��o com Dr. Hill?

Ele foi meu aluno na Escola de Medicina.

Quando se formou, chamei-o para fazer a resid�ncia sob minha supervis�o no Mass General.

Ao terminar a resid�ncia, o convidei para se juntar ao corpo cir�rgico.

- H� quanto tempo leciona em Harvard? - H� 21 anos.

- E h� quanto tempo � chefe no Mass General? - H� 14 anos.

Ent�o teve a chance de trabalhar com in�meros jovens m�dicos, certo?

Alguns dos meus alunos e colegas est�o entre os melhores do mundo.

- E onde Dr. Hill se encaixa? - � o melhor deles.

Dr. Kessler, sua f� no talento cir�rgico de Dr. Hill � �bvia.

E ele merece.

Meses atr�s o cargo de chefe de cirurgia ficou vago no Mass General.

Jed Hill candidatou-se ao cargo?

- Sim. - O sr. deu o trabalho a Jed?

- O nome do meu cliente � Dr. Hill.

- Perd�o, o sr. deu o cargo ao Dr. Hill?

- N�o. - Por qu�?

- Ele certamente estava qualificado... - Mas n�o ganhou o cargo.

Havia muitos outros candidatos.

- Cirurgi�es mais qualificados? - N�o estamos num julgamento, Sr. Riley.

Durante a resid�ncia de Dr. Hill, o sr. escreveu in�meras avalia��es.

Avalia��es a serem lidas ou revisadas por administradores hospitalares...

... chefes de departamento. - Sim.

Estou olhando agora para uma datada de 15 de junho de 1982.

A� est� a c�pia.

Lerei a p�gina 3, par�grafo 4:

"Apesar de Jed Hill ser o melhor m�dico do corpo de residentes...

... n�o podemos ignorar o que � notado por seus colegas como 'Complexo de Deus'."

N�o � um erro de digita��o, �? Aqui diz "Complexo de Deus".

- Isto foi escrito h� uma d�cada. - O que � "Complexo de Deus"?

Como conseguiu isto? � informa��o particular!

Dr. Kessler, o que � "Complexo de Deus"?

N�o � um termo cl�nico, � utilizado pelos m�dicos--

Dr., com todo o respeito, sem enrola��o. O que quis dizer com isso?

O poder de curar pode ser algo enorme. Enorme.

Salvar uma vida, fazer o sangue circular pelas c�lulas.

Quando algu�m pode isto... e de maneira t�o excepcional quanto Dr. Hill...

... n�o � incomum que comece a pensar que � capaz de qualquer coisa.

O poder de cura pode ser como uma droga.

Como uma droga? Seria incomum que algu�m assim rejeitasse a opini�o alheia?

Seria incomum que agisse baseado apenas em seu "poder divino"?

Agora est� exagerando.

- Por isto n�o deu o cargo ao Dr. Hill? - Houve in�meros outros fatores.

Por isso retirou o ov�rio saud�vel sem evid�ncia cient�fica?

- N�o se dirija ao meu cliente, Sr. Riley! - O sr. tem "Complexo de Deus"?

- Isto � inaceit�vel. - N�o, n�o. Deixe que ele se dirija a mim.

J� est� na hora de dar algumas respostas por aqui.

Pare de registrar. Isto � extra-oficial.

- A pergunta � se eu tenho "Complexo de Deus". - Dr. Kessler diz que sim.

O que me faz pensar se este advogado faz alguma id�ia...

... das notas que se tem que receber numa faculdade...

... para ser admitido em uma das melhores Escolas de Medicina.

E se tem a mais vaga id�ia do talento que � preciso ter...

... para liderar uma equipe de cirurgi�es.

Eu fui formado em Harvard.

Sou especialista em cirurgia cardiotor�cica e traumato-cirurgia.

Fui citado em 7 diferentes revistas m�dicas da Nova Inglaterra.

E n�o fico nunca enjoado no mar.

Ent�o eu lhe pergunto:

Quando as pessoas v�o � capela, se ajoelham e rezam para Deus...

... para que sua mulher n�o perca o beb�, ou sua filha n�o morra de hemorragia...

... ou que sua m�e n�o sofra um trauma neural agudo de choque p�s-operat�rio...

... a quem voc� acha que est�o rezando?

V� em frente, leia sua B�blia, Dennis. V� � sua igreja.

E, com alguma sorte, pode ganhar algum pr�mio no bingo anual. Mas se voc� procura por Deus...

... Ele estava na sala de opera��o n�mero 2, no dia 17 de novembro...

... e n�o gosta de ser preterido.

Voc� pergunta se eu tenho "Complexo de Deus". Deixe-me lhe dizer uma coisa.

Eu SOU Deus.

E este showzinho acabou.

Temos um vencedor, Lester.

Ligue para o meu escrit�rio pela manh�, faremos um acordo.

- Vai ficar ainda melhor. - O que quer dizer?

Falamos com o bartender de um lugar chamado "The Prince William Tavern".

Pergunte a "Deus" quantas doses de bourbon ele tomou antes de me abrir.

A companhia de seguros ir� transferir o dinheiro para minha conta na semana que vem.

Portanto, se assinar imediatamente, ter� o dinheiro logo em seguida.

Precisamos discutir algumas coisas agora.

- Agora n�o � um bom momento. - Estamos falando de 20 milh�es de d�lares.

Dennis, se eu pensar no que quero para o caf� da manh�, come�o a chorar.

Por mim, pode deixar o dinheiro numa lata de caf�.

- J� passa de oito e meia. - At� amanh�.

- Deveria ir para casa. - Nos vemos amanh�.

Jesus! Me surpreendeu.

Estava trabalhando. N�o sabia que tinha algu�m aqui.

- Vi umas luzes acesas. - Este cabelo � da minha m�e.

Ela j� morreu. � ela nesta foto.

- Desculpe, n�o queria mexer nas suas coisas... - Tudo bem.

Vim aqui pegar uma l�mpada, n�o percebi--...

- Voc� mora aqui embaixo? - N�o, s� por um tempo.

Minha senhoria me complicou.

Prometo que n�o ficarei por muito tempo, Sr. Safian.

Fique pelo tempo que precisar.

- Vou voltar l� para cima. - Boa noite, Mr. Safian.

N�o se preocupe, n�o parece pior do que o outro cara.

Eu poderia t�-lo matado.

Junior, j� conhece o Professor? Um cara muito dur�o.

Se quiser alguma coisa bem feita, chame um professor.

Vou lhe pagar uma bebida.

Eu percebi uma coisa no meio disso tudo.

Jed saiu da sala de cirurgia para falar comigo. Estava coberto de sangue.

Disse-me o que estava a ponto de fazer, e pediu minha permiss�o.

E foi um segundo, talvez um segundo e meio...

... entre ele me dizer que Tracy estava gr�vida...

... e dizer que ela havia sofrido o aborto.

E este segundo, este segundo e meio...

... foi o momento mais feliz da minha vida.

� uma hist�ria horr�vel. A pior que eu j� escutei.

- Obrigada pelas palavras de consolo. - Estou falando s�rio, Andy.

Parece J�. As merdas todas acontecem com voc�.

Tem tido sucesso em impedir suic�dios ultimamente?

Deixe-me perguntar uma coisa:

- O quanto voc� conhece Tracy? - Ela � minha mulher. O que quer dizer?

Meus irm�os, meus amigos e meu marido...

... j� me acusaram de machucar as pessoas com minha honestidade.

N�o quero lhe causar mais dor do que j� teve...

... mas tenho certeza de que estou fazendo a coisa certa.

Do que voc� est� falando?

Quero que volte � Esta��o comigo. Quero lhe mostrar uma coisa.

- Senhor? Senhor, posso ajud�-lo? - Quero ver Jed Hill.

- Que diabos houve com voc�? - O beb� n�o era meu.

O beb� n�o era meu.

Entre. O que aconteceu com seu rosto?

N�o importa. Sabe o que � isto?

� um teste da pol�cia. O resultado do laborat�rio.

Examinaram meu esperma ap�s o estupro de Paula Bell.

- Eu sou est�ril. - Posso olhar isso, por favor?

Eu n�o posso ter filhos, portanto o beb� n�o era meu.

Chame seu advogado, Jed. E diga-lhe que mande a seguradora parar o trabalho...

... pois isto ainda n�o acabou.

- Andy, isto n�o me diz respeito. - Diz respeito a n�s dois, Jed!

Ela enganou a n�s dois. Pode ser tarde demais para mim, n�o para voc�.

Andy, n�o quero ser indelicado, mas da minha parte...

... n�o interessa se Tracy estava dormindo com todo o Boston Celtics.

Eu retirei o seu sistema reprodutor.

Foi um julgamento errado, e me custou 20 milh�es de d�lares.

N�o, voc� est� errado. Vinte milh�es foi um belo acordo, certo?

Isto n�o foi pela merda, foi pela v�tima.

A seguradora agiu assim porque pensou que estava lidando com a Branca de Neve!

O que acontece se a Branca de Neve estiver trepando com o advogado?

Andy, voc� est� machucado, e quer vingan�a.

Eu compreendo isto, mas eu tive o que mereci.

E sabe, por mais que isto lhe doa...

... n�o importa o que Tracy estava fazendo nas suas costas...

... a conseq��ncia foi muito pior do que ela merecia.

E eu?

- Voc� o qu�? - Eu tive o que mereci?

Coisas ruins acontecem a pessoas boas o tempo todo, Andy, e sem motivos.

Acredite em mim.

At� mais.

O que vai fazer, Andy?

Vou conhecer minha mulher.

- Oi, Dennis! - Ele saiu entrando, Sr. Riley. - Ela tentou me impedir, Dennis.

Posso cham�-lo de Dennis, pois somos amigos. Ambos dormimos com a minha mulher.

- Claudia, chame a seguran�a.

- Sim, e chame tamb�m o Departamento de Justi�a,

e pergunte se forma��o de quadrilha e fraude em seguradora

est� sob sua jurisdi��o.

Esque�a a seguran�a, Claudia. Apenas feche a porta.

- Belo escrit�rio! - Que diabos aconteceu com o seu rosto?

Meti a porrada num estuprador em s�rie.

- Quero uma explica��o. - Para o qu�?

Como minha mulher poderia estar gr�vida se seu marido � est�ril?

Foi o que, concep��o divina?

Se for isso, Dennis, eu n�o me contentaria com 20 milh�es.

Andy, eu n�o fazia id�ia disto.

E eu nunca dormi com sua mulher, se � o que est� insinuando.

- O cacete. - O que posso fazer por voc�, Andy?

Diga-me onde est� Tracy.

Isto quebraria o sigilo profissional, e eu n�o o farei.

N�o posso fazer mais nada. Claudia ter� prazer em contatar o Dep. de Justi�a.

- Voc� estava dormindo com ela? - N�o.

- Pode me ajudar? - A fazer o qu�? O que voc� quer, Andy?

Quero falar com Tracy. Sei que estou lhe pedindo um favor--

Eu tenho uma obriga��o legal com minha cliente.

Por frio que possa parecer, suas quest�es n�o s�o problema meu.

E n�o tenho as respostas que busca. Mesmo que tivesse, n�o lhe daria.

Fale com seus amigos, sua m�e, seus colegas de trabalho.

- O que disse? - Estou dizendo que este � um assunto pessoal.

- Voc� disse "sua m�e"? - Ela conhece Tracy melhor do que eu.

A m�e dela est� morta.

- Quando ela morreu? - Doze anos atr�s.

Voc� cuidou do invent�rio.

- N�o cuidei, n�o. - O que voc� est� me dizendo?

Que n�o cuidei do invent�rio da Sra. Kennsinger, e nada al�m do processo de sua mulher--

- Foda-se o processo! - Ent�o n�o temos mais nada a conversar.

A m�e dela est� viva? Onde mora?

- Por favor entenda-- - Foda-se! Eu encontro sozinho.

- U�sque. - O qu�?

Leve uma garrafa de u�sque.

- Eu sou Andy Safian. - E da�?

Sua filha nunca te contou que tinha um marido?

- Sua mulher nunca te contou que tinha uma m�e? - Sim.

Mentiroso.

- Ela disse que voc� tinha morrido. - O que quer de mim?

- Nada. Eu s�-- - Ningu�m quer nada.

Pensei que poder�amos beber um pouco, e conversar.

Ela era louca pelo pai. O segundo melhor golpista do sul de Boston.

Ele a ensinou tudo. Ela era a "garotinha do papai".

Quero lhe perguntar umas coisas.

Ela tentou dar o golpe de novo, certamente.

- Como "dar o golpe"? - Casar com um rica�o, o que mais?

- Tracy foi casada antes? - Eu disse "tentou".

Precisa prestar aten��o.

Um dos parceiros de Bill. Um milion�rio de Newport com problemas no cora��o.

Ele n�o casou nunca, entretanto. Mesmo depois dela engravidar.

Isto aqui � u�sque single malt. Foi muito classudo da sua parte, Sr.

N�o bebo um destes desde 69.

Eu bebo lixo. U�sque blended � lixo, n�o importa qual seja.

Preciso encontrar Tracy.

Conte-me de novo a parte em que ela trabalhava na ala infantil.

Como eu disse, ela gosta de crian�as, ent�o se volun--

O qu�? O qu�? Eu falei algo engra�ado?

Ela pegou um bob�o mesmo. Foi como tirar doce de crian�a!

E dos grandes.

- Voc� est� b�bada. - E voc� � um idiota.

Posso lhe dizer isso, pois voc� � meu genro.

- Quer ver uma coisa? - Quero que me diga onde est� Tracy.

Sou mais velha, e mais esperta. Voc� pode aprender comigo.

Sei que ela esteve aqui.

Andy... � Andy?

- � um truque simples. - A est�tua.

- A est�tua de Degas. - O que tem?

Estava na minha casa. Era de Tracy. Por isso sei que ela esteve aqui.

- Andy, acredite em mim. Tem que ver este truque. - N�o v� que estou falando s�rio?

Estou vendo. Pegue uma carta.

Veja-a.

Ponha de volta.

Embaralhe.

- Sra. Kennsinger, eu n�o quero... - Me chame de "m�e".

Acho que n�o.

Embaralhe as cartas. Bem embaralhadas.

N�s lhe d�vamos um dinheirinho toda semana. Para ela comprar doces. Embaralhe as cartas!

Mas ela n�o gastava. Toda semana, punha debaixo do colch�o.

Deve ter juntado umas 200 pratas debaixo daquele colch�o.

Vou te dizer mais uma coisa sobre Tracy:

Ela n�o se incomodou quando o pai limpou a conta no banco e sumiu.

O que a incomodou mesmo... foi ele ter roubado os 200 d�lares do colch�o.

Jesus, que fam�lia horr�vel.

Quer apostar comigo?

Duzentas pratas que eu adivinho qual foi a carta que pegou.

Quando tem dinheiro envolvido, voc� me leva a s�rio, certo?

Olhe, voc� disse uma coisa que--

Por que se importa com quem ela estava dormindo?

Entre no jogo. Corra atr�s dos 20 milh�es.

Est� dizendo que Tracy armou tudo isto?

Sobre que merda estou falando?! Estou falando com a minha sombra?!

Acha que � Sherlock Holmes por causa da est�tua?

Compra-se isto em qualquer lugar por $89,95. Igualzinho ao original.

Foi tudo um esquema? Voc� � louca.

Ent�o como tenho o Valete de Paus na merda do meu bolso?!

Olhe, garoto, eu n�o sei qual foi a arma��o.

Mas voc� caiu! E tamb�m o seu amigo cirurgi�o.

Talvez seja melhor aceitar e ir pra casa, como um bom menino.

E fa�a-me um favor. Deixe o u�sque.

O que houve com o beb�? O beb� do milion�rio de Newport?

Ela embolsou o dinheiro que ele deu para o aborto.

Foi a uma cl�nica do centro. E acabou trabalhando para o m�dico.

E tem um final feliz.

Ela sumiu levando 80 mil da cl�nica.

- Quanto desse dinheiro voc� acha que eu vi? - Qual era o nome do m�dico?

E quanto acha que verei destes 20 milh�es?

- O nome do m�dico era Lillianfield? - Quanto acha que ela vai dar � m�e morta?

- Era?! - Era o qu�?

Acha que eu posso beber assim e me lembrar de um nome?

O nome do m�dico era David Lillianfield?

Bem-vindo ao jogo.

"CODE BLUE ESCRITORIO VIRTUAL"

Posso falar com o seu chefe?

O Sr. Hearn vai embora �s 17 horas. Voc� pode voltar amanh� de manh�.

Eu sou Dr. Lillianfield. Sr. Hearn me pediu para vir...

... para registrar minha mudan�a de endere�o de cobran�a.

- � Lillianfield? - Sim. David.

Escreva atr�s do cart�o antigo. Arrumamos tudo amanh�.

Onde est� a chave?

Estou ensopada!

Nossa, estou congelando!

Est� frio aqui.

Precisamos consertar esta fechadura.

Estou ficando louca com esta porta!

Virei um picol�.

Aque�a-me, estou congelando.

Leve-me l� para cima e me foda.

- Preciso voltar para a cidade. - Mas n�s mal chegamos.

Eu sei, mas est� no meio do dia!

Relaxe! Est� tudo certo. Vou pegar o cheque na segunda-feira.

O que foi?

- Recebi uma carta hoje. - De que?

- QUEM. De QUEM. Do Dr. Kessler. - O que ele disse?

N�o "disse" nada, Tracy, � uma carta. Ele escreveu.

Jed! Tome um calmante, uma bebida, o que for, mas relaxe, porra! O que ele escreveu?

Que ele sente. Que ele sente muito.

Foi delicado da parte dele.

E foi! O cara nos alavancou! Eu estava l�. O "bartender" p�s o gelo...

... mas foi Kessler quem fechou com chave de ouro.

- O que mais voc� quer do homem? - Eu quero que ele saiba.

Quero que ele saiba que eu estava no comando.

Ele "sente muito"? Que ele sinta muito pelo Mass General.

Quando ele disser que estava errado, que eu deveria ter assumido o cargo...

... ent�o estaremos quites.

- Enquanto isso, eu lhe mando um postal. - Isso! Este � o esp�rito.

Com uma foto minha sentado debaixo de uma palmeira, com 10 milh�es de d�lares em uma m�o...

... e uma c�pia do relat�rio do "Complexo de Deus" na outra!

- Com um bilhete. - Dizendo o qu�?

- Nada, estaria escrito. - Muito bem, Trace.

O que estaria escrito?

Nunca subestime um g�nio ferido.

Que porra � essa?

De onde veio isto?

Andy

O que?

- Andy esteve aqui. - Do que voc� est� falando?

- Ele sabe.

- Ent�o por que a pol�cia ainda n�o bateu na porta?

Porque ele est� jogando conosco.

- Andy? Eu n�o acredito. - Acredite.

- Como ele poderia-- - Vamos pensar por um momento, t�?

O que podemos ter feito de errado? Vamos retra�ar o plano e ver...

... onde foi que pisamos na bola. Um de n�s pode ter improvisado...

... e decidido que engravidar nos daria o dobro do dinheiro.

E dobrou! N�o quero mais ouvir sobre isso. Est� acabado.

N�o, � o presente. � o aqui, e o agora, e a agulha no palheiro.

Deixe-me perguntar uma coisa: quando ele descobriu que era est�ril...

... quanto tempo acha que levou para descobrir que n�o existe Dr. Lillianfield?

Voc� entende o que estou falando? N�o deveria ter existido um beb�.

Eu cuidarei de Andy.

N�o se levante.

O que houve com seu rosto?

Eu ca�.

Ouvi que pegaram o estuprador.

Deve ter sido um al�vio para voc�.

Sim. � bom ver as coisas voltando ao normal.

Andy, elas podem voltar ao normal.

- O qu�? - As coisas.

Nossa vida.

Voc� se lembra de mim?

- Tracy... - O qu�?

Acho que deixou seu sapato cair.

- O que desejam? - Duas ta�as do vinho da casa.

- Chardonnay est� bom? - Est� �timo.

- Algo mais? - Privacidade.

Vou falar por um minuto, ent�o � melhor que n�o me interrompa, ok?

Encontrei uma seringa na minha cama.

N�o sei quem a p�s l�, e n�o me importa.

O que importa � que eu n�o achei engra�ado.

E como voc� bem sabe, eu tenho um senso de humor saud�vel.

O que estou dizendo � o seguinte:

Quem fez isso est� brincando com quem n�o deve.

Eu vim at� aqui pensando que poder�amos nos entender.

- Acho que vou ter que ser rancoroso a respeito disso, Tracy.

- V� � pol�cia! V�o cham�-lo de louco...

... assim como qualquer escola onde for tentar trabalhar! Boa sorte, Andy.

Sente-se, porra!

O que?

Eu disse "sente-se, porra". Estou no comando agora.

Est� no comando com uma seringa vazia?

Estou no comando com doses de Perganol.

Aqui est�.

- A senhora conhece uma droga chamada Perganol?

- Como?

Nada n�o.

� um rem�dio para fertilidade, Andy. Eu estava tentando engravidar.

Rem�dio para fertilidade. Foi o que os caras do laborat�rio me disseram.

Acontece que o Perganol, se injetado em enormes quantidades...

... leva � cria��o de cistos no ov�rio.

Gra�as a Deus havia um brilhante cirurgi�o por perto, pois voc� nos deu um baita susto.

O horm�nio se dissolve no ov�rio, n�o pode saber o quanto eu tomei.

Est� certa. N�o havia nenhuma testemunha.

Se algu�m tivesse visto Jed lhe aplicar as inje��es...

... voc� e o doutorz�o passariam o resto da vida sexual ativa num lugar...

... onde, se forem bonzinhos, poder�o no m�ximo trabalhar na lavanderia.

Est� blefando.

Tracy, neste exato momento, voc� n�o desejaria mais do que tudo no mundo...

... que eu tivesse colocado as cortinas no nosso quarto?

A senhora est� bem?

- Coloque debaixo d'�gua. - Est� tudo bem.

- Tem certeza? Deixe-me-- - J� disse que estou bem!

Derramou seu vinho, Trace.

De qualquer forma, � bom voc� saber que caso algum incidente bizarro leve minha vida...

... meu testamento vai direcionar a pol�cia ao nosso pequeno vizinho de 10 anos.

O que voc� quer?

O mesmo que todo mundo, quero que o Red Sox ganhe a World Series.

- Ainda n�o levou o garoto � pol�cia. O que quer?. - Levei um papo com sua m�e.

N�o est� nada mal para algu�m morto h� doze anos.

- O que voc� quer, Andy? - Ela mudou a minha vida, Tracy.

N�o estou exagerando. E ainda sabe uns truques legais de baralho.

Pare com essa merda! O que voc� quer?

Quero metade. O que voc� achou que seria?

- D�-lhe o dinheiro. - O qu�?

D�-lhe o dinheiro e vamos embora daqui.

Jed, n�o disperse, preciso que mantenha o foco.

Estou lhe dizendo exatamente o que fazer. D� 10 paus ao cara e deixamos o pa�s.

Dividir o dinheiro em tr�s? Eu tenho simplesmente que aceitar isso?

Bem-vinda � "Terra Onde N�o H� Escolha".

N�o vire as costas para mim. Eu mere�o este dinheiro.

Este dinheiro � meu, ele n�o vai ver um centavo. O cheque est� em meu nome.

N�o na pris�o.

Sem o garoto, ele n�o tem nada.

Sem o garoto, Andy � s� um cara que se deu mal.

Exatamente.

- Voc� tem id�ia do que est� falando? - Qual � o problema, Jed?

Voc� me abriu, enfiou a m�o e torceu meu ov�rio para que parecesse morto.

Perd�o, "necrosado". Agora desenvolveu senso de certo e errado?

� uma crian�a.

N�o! � um merdinha que merece sumir do mundo...

... por ter estragado a minha vida! E se voc� n�o tem colh�es para--

N�o fale sobre isso de novo.

Se algo acontecer com esse garoto, eu vou testemunhar.

D� o dinheiro a ele.

Desculpe-me por ter te batido.

Abaixe isso.

Quanto sangue me deixou perder antes de me salvar?

Esperou at� o �ltimo minuto, pensou em desistir quando viu que eu estava gr�vida.

Pensou em me deixar morrer, n�o foi?

- Eu sou um m�dico. - Voc� FOI um m�dico.

N�o se superstime, Tracy.

D�-me a arma.

Al�

Sou eu. Estou com o dinheiro.

- Onde voc� est�? - Na Market Square.

Encontre-me na esquina em 15 minutos.

Como tirar doce de crian�a!

N�o me importo de atirar em voc�.

Por que demorou tanto?

- Esper�vamos por Jed. - Sinto que ele n�o vai aparecer.

N�o se mexam. Precisam de um m�dico.

Ouviu isso, Trace? Precisamos de um m�dico.

- Voc� est� bem? - Vou ficar.

- Devia p�r gelo nisto. - N�o quero gelo.

Precisa de gelo.

- Est� bem, quero o meu num copo de u�sque. - Certo.

Single malt, nada de blended. U�sque blended � lixo.

Me disseram isso uma vez.

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