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Original subtitles

No sistema de justi�a criminal,

O povo � representado

por dois grupos separados, mas igualmente importantes:

a pol�cia, que investiga crimes,

e os procuradores distritais, que processam os infratores.

Estas s�o as suas hist�rias.

Ent�o qual � o plano aqui?

Pensei em jogar um pouco de Parcheesi.

Cheira a casa, n�o �?

O qu�?

N�o est�s cansado desta porcaria?

Como � que �?

Somos iguais, tu e eu.

Pensa nisso.

Lembras-te por quem est�s a fazer isto ou porqu�?

�s um tubar�o.

Eu sou um tubar�o.

Mas juntos somos uma baleia.

Juntos, n�o trabalhamos para o homem.

N�s somos o homem.

N�s fazemos as regras porque...

Isso foi perfeito.

Algu�m a� estragou tudo!

Confesse j�.

Quem raio foi?

Lamento. Lamento.

Pensei que estava desligado.

Sai j� da minha frente.

Agora!

De volta ao in�cio.

- Vamos l�!- Tudo bem, voc�s ouviram-no!

De volta ao in�cio!

Obrigado, Casey.

�s uma joia.

N�o � dif�cil o suficiente criar arte?

Temos de estar rodeados de imbecis?

Tem calma com esses tipos.

Eles trabalham arduamente.

Mais algumas cenas e vamos terminar por hoje.

Est�s a arrasar, irm�o.

Sim?

Tudo bem.

Petey, espero que a sua reforma lhe traga longas sonecas

e dias a fazer agachamentos,

tornando-o indistingu�vel da sua carreira.

Ao Sargento Peter Baker.

- Ah!- Para o Petey!

Para o Petey!

Parab�ns.

Bem feito.

Est�s �timo, Darryl.

O que queres dizer?

Tipo, comparado com os dias em que eu estava a colocar

vodka nos meus flocos de milho?

Sim, quer dizer, comparado com isso.

N�o te vejo h� muito tempo, p�.

Acabei de arranjar um corpo.

Sabes como �.

- Eu ensinei-te o procedimento.- Claro que sim.

O dever chama.

�, p�. Tudo bem.

Desculpe interromper a sua pequena reuni�o.

Ah, bem, � bom ver alguns destes tipos.

O tempo voa, p�, sabias?

N�o vejo o meu antigo oficial de forma��o h� cerca de tr�s anos.

Isso foi agrad�vel.

- Ele ainda est� no trabalho?- O Darryl?

N�o, juntou-se aos fuzileiros e fez tr�s miss�es no M�dio Oriente.

Coisas s�rias, coisas de que ningu�m quer falar,

Sabes?

E isso teve o seu pre�o.

Tirei aquele tipo do ch�o

mais do que s� algumas vezes.

Por isso, � bom v�-lo num lugar melhor, sabes?

- Isso � bom de se ouvir.- Sim.

O corpo est� aqui.

Raios.

Este tipo acaba de receber a sua terceira nomea��o ao Oscar.

Recebeu uma facada profunda no peito.

E falta uma faca de chef

do bloco na cozinha.

Hora da morte?

Com base na temperatura e rigidez, diria que algures

entre as 23:00 e a 01:00 da manh�

Testemunhas?

Estamos a investigar... nada at� agora.

E sem sinal de arrombamento.

Recuperamos a carteira e o telem�vel.

N�o parece um assalto.

Vi as c�maras no hall de entrada.

Retiramos a filmagem, mas o Johnny tinha uma entrada privada

para o edif�cio.

N�o h� c�maras l� atr�s.

Vamos enviar isto para o laborat�rio e testar o ADN.

Olha s� para isto.

O criminoso usava uns Chuck Taylor All-Stars.

Pelo menos temos algo em que nos basear.

Quem encontrou o corpo?

A assistente do Johnny, Casey Booth.

Ela est� l� atr�s, bastante abalada.

Hum-hum.

Eu n�o a culpo.

LAW & ORDERS24-E14

Tradu��o e adapta��o PPine

Quando foi a �ltima vez que viu o Johnny vivo?

Ontem � noite, quando termin�mos o set, por volta das 18h.

Aconteceu alguma coisa invulgar?

Houve algum problema ou alterca��o?

Quer dizer, foi... foi um dia longo.

Duro.

Duro como?

O realizador era um man�aco.

Quem � ele?

Noah Winters.

E o que � que ele fez?

Explodiu o dia todo.

Ele estava a gritar com as pessoas.

Ele expulsou um membro da equipa do set

porque o telem�vel do tipo tocou.

O Johnny ficou chateado com isso?

N�o.

O Johnny levou isso na desportiva, claro.

E depois acab�mos, e o Johnny e o Winters foram embora juntos.

Sabe para onde foram?

N�o.

O Johnny disse que precisavam de resolver algumas coisas.

Mandou-me para casa passar a noite.

Noah Winters.

Pol�cia de Nova Iorque.

Achava que este dia n�o podia ficar ainda pior.

Analisamos as suas finan�as.

Sabemos que tinha cerca de 10 milh�es

do seu pr�prio dinheiro envolvido neste filme.

Muita press�o.

- Esperem, n�o acham...- N�o, n�o, n�o.

Ainda n�o sabemos nada, para al�m do facto

de que esteve com o Johnny Colvin pouco antes de ele morrer.

Sim, para onde � que foram depois do trabalho ontem � noite?

Um bar perto do apartamento dele .

O'Henry, O'Malley... O'Qualquer Coisa.

Eu desabafei. O Johnny ouviu.

A que horas saiu do bar ontem � noite?

Hum, um pouco depois das 7:00.

Apanhei um Uber e fui para casa.

E o Johnny?

Ele apanhou um Uber?

N�o.

Ele saiu a p�.

Os tabl�ides j� est�o a ter um dia de campo,

e a vig�lia em frente � casa de Johnny

est� a espalhar-se pelas ruas.

- Ent�o, onde � que estamos?- Olha para isto.

Imagens da c�mara ARGUS perto do bar

confirmam a hist�ria do realizador,

e conseguimos uma nova pista no processo.

Prepare-se.

Ent�o, o Winters entra no seu Uber,

e o Johnny segue para oeste a p�.

E aqui est� ele na 56�,

a um quarteir�o e meio do apartamento de cobertura dele.

Do que se trata tudo isto?

N�o parece muito feliz por ver aquela senhora.

Hum-hum.

Por isso submetemo-la a um reconhecimento facial,

e temos a Brittany Weaver.

Ela est� no sistema porque o Johnny Colvin tem uma ordem

de prote��o contra a mesma.

Acontece que a Miss Weaver � uma Johnny Colvin

super f� e super pervertida.

Ela postou isto ontem.

"� como se parte da alma do Johnny vivesse dentro de mim."

Fa�am-lhe uma visita.

Miss Weaver?

Sim?

Gostar�amos de fazer algumas perguntas sobre o Johnny Colvin.

N�o acredito que ele se foi.

Olha, n�s verificamos os relat�rios, Brittany.

� claro que anda atr�s do Johnny Colvin h� dois anos.

� assim que se chama.

Isso � voc� a violar uma ordem de prote��o.

Eu sei, mas eu...

Eu s� precisava de o ver.

Fiquei preocupada com ele.

Ent�o, seguiu-o at� casa?

Sim. Ele queria que eu o fizesse.

Pediu-me para ir at� ao apartamento dele e conversarmos.

Passou a �ltima noite dele na Terra comigo.

Que sorte a minha?

Isto vai ser muito mais f�cil

se for honesta conosco. Anda l�.

Estou a dizer-vos a verdade, eu juro.

Na maioria das noites, fico � porta do pr�dio do Johnny.

Desta vez, a princ�pio, n�o quis falar comigo.

Ent�o segui-o pelo quarteir�o

para o ajudar a compreender a nossa coisa, a nossa liga��o.

E ele virou-se e disse: Estou cansado de tudo isto.

Que se lixe.

Anda l�.

O homem que tinha uma ordem de restri��o contra si?

Ent�o n�s fomos at� ao apartamento dele.

Ele fez-me uma sandu�che.

Peru com centeio?

Sim.

E n�s apenas conversamos.

Contou-me a hist�ria de vida dele, as suas esperan�as, os seus medos.

Eu tinha raz�o sobre ele.

Aquele tipo tinha um cora��o de ouro.

Voc�s os dois...?

N�o, n�o, n�o fizemos nada.

N�s apenas conversamos.

E fez-me prometer que n�o o incomodaria mais.

Isso deixou-te zangada?

N�o, exatamente o contr�rio.

Fez-me perceber o quanto ele era identific�vel.

Acho que ele finalmente sentiu o la�o que ambos temos.

Certo, e depois que maiso?

Simplesmente foi-se embora?

Espere, espere.

Eu posso mostrar-lhe.

Tem cuidado, Brittany.

E lembra-te, � isto, ok?

Foi perfeito.

Exceto pelo facto de a ex do Johnny continuar a ligar.

O que quer dizer?

Ela continuou a interromper a nossa conversa.

O Johnny alguma vez respondeu?

Clicava em Ignorar todas as vezes.

Mas ele deixou-me ouvir uma das mensagens de voz dela.

Ela amea�ou mat�-lo.

Juro por Deus, Johnny, se n�o meteres

o teu rabo na engrenagem, eu vou matar-te.

N�o � me parece l� muito bem.

Eu n�o queria que ele morresse.

Obviamente, n�o quis dizer estas palavras literalmente.

Al�m disso, fiquei em casa a noite toda.

Podem conferir a minha c�mera da porta.

N�s vamos faz�-lo.

Ainda n�o explica o correio de voz.

Johnny ganhou cerca de 100 milh�es na carreira dele,

e ele est� falido.

Est� atrasado no pagamento da minha pens�o de alimentos,

e estou prestes a ser despejada deste lugar,

por amor de Deus.

O que aconteceu a todo o dinheiro?

O que quiser.

Casas, carros, mas principalmente cetamina.

Cetamina?

Aquela droga maldita era o seu princ�pio orientador, o seu Jesus.

Ele pensou que isso podia reprogramar o c�rebro dele.

Chegou mesmo a abrir uma cl�nica de reabilita��o no apartamento dele.

Uma cl�nica de reabilita��o?

Do que � que est� a falar?

Ele usou aquilo para retirar as pessoas de outras drogas.

Chamou-lhe "Ketamina S�bria".

S� para estarmos todos na mesma p�gina aqui,

O Johnny estava a consumir drogas para deixar as pessoas s�brias?

Exatamente.

A opera��o toda tamb�m custou uma fortuna.

Terapeutas, treinadores de sobriedade, tudo que quiser acrescentar.

O Johnny a ser o Johnny, pagou por tudo.

Conhece algu�m que estava hospedado na casa de reabilita��o?

do Johnny nos �ltimos dias?

Voc�s curtem boys bands?

Stuey McIntyre.

Desculpem, rapazes.

Ei, n�o estamos aqui para um aut�grafo.

Sabemos que foi o �ltimo cliente

na reabilita��o do Johnny Colvin.

N�o fa�o ideia do que voc�s est�o a falar.

Claro que sim.

Pode ter mudado todas as suas coisas,

mas esqueceu-se da sua escova de dentes, que � como

conseguimos detetar o seu ADN.

Sim, tamb�m tem um historial e tanto, n�o tem?

Droga, agress�es, armas... estou a esquecer-me de alguma coisa?

E algumas horas antes do Johnny ser assassinado, ele enviou-lhe uma mensagem.

"Est� na hora de sa�res."

E a sua resposta foi: "S� por cima do meu cad�ver".

Mas talvez quisesse dizer o dele.

Voc�s perceberam tudo errado.

O Johnny salvou-me a vida.

Sou viciado desde que me lembro,

mas n�o mais.

Tornamo-nos famosos o suficiente, pessoas como eu e o Johnny...

somos demasiado famosos para a reabilita��o normal.

Porque � que n�o explica isso passo a passo, para n�s camp�nios?

As cl�nicas de reabilita��o est�o cheias de espi�es.

Quando dou por mim, estou nos tabl�ides.

Recebo uma chamada do meu agente.

Diz-me que n�o posso mais ter seguro.

Nunca mais ia ter trabalho.

Essa era a beleza da reabilita��o de Johnny.

Era totalmente discreta.

Assim, se o Johnny Colvin lhe salvou a vida,

Porque raz�o se recusou a sair?

Fiquei assustado, com medo de fazer isto sozinho sem o Johnny.

Mas ele disse que eu estava pronto, por isso tive de confiar nele.

Arrumei o resto das minhas coisas,

menos a minha escova de dentes, acho eu.

Sa� de casa dele por volta das 10:00.

Isso significa que foi a �ltima pessoa a ver o Johnny vivo.

Com um raio se fui eu.

Quando o Stuey saiu do apartamento na noite do homic�dio,

o Johnny estava com a Casey Booth, a assistente dele,

a mesma pessoa que encontrou o corpo no dia seguinte

e ligou para o 112.

O que significa que ela nos mentiu sobre a �ltima vez

que ela o viu vivo.

E fica melhor.

Algu�m acabou de comprar um bilhete de avi�o

a utilizar o cart�o de cr�dito do Johnny para o Kansas.

Recebi uma lista dos passageiros desse voo.

E adivinha quem � o nome que est� na lista?

A que horas sai o voo?

Daqui a quatro horas do JFK.

Ok. Pe�a � TARU para localizar o telem�vel dela.

Pegue no Riley. V�o.

Tudo bem.

Ela est� algures neste quarteir�o.

Sim.

L� est� ela.

Casey Booth.

Pol�cia de Nova Iorque.

Ol�.

Pol�cia! Saiam, saiam, saiam!

Ei!

N�o se mexa! N�o se mexa!

Ei, ei..

Por que raz�o est� a correr, Casey?

Eu quero ir para casa.

J� n�o est� no Kansas, pois n�o?

O meu sonho era trabalhar no cinema.

O Johnny foi o meu p� na porta.

E fui sugada para a vida louca do Johnny.

Quer dizer, o dinheiro a entrar e a sair,

e as pessoas que v�o e v�m,

e sem falar da adora��o por cetamina.

Voc� sabia disso?

Todo o gente sabe.

Toda a gente sabia que ele estava a usar?

Todo o dia, todos os dias.

E ningu�m se importou?

N�o, as pessoas basicamente incentivaram.

Disseram-lhe que a presta��o dele nunca esteve t�o boa.

Pensar-se-ia que era totalmente legal.

Como � que ele conseguia aquilo?

Por mim.

Eu era a entregadora dele.

Era apenas parte do trabalho.

Ir buscar as roupas do Johnny � lavandaria.

Pegar as drogas do Johnny.

Ok.

Levou-lhe drogas na noite em que o Johnny morreu?

N�o, nessa noite ele disse...

ele disse que estava a usar drogas diretamente da fonte.

Quem era a fonte?

N�o sei. Juro.

Casey.

Precisamos de saber onde � que o Johnny Colvin arranjou as drogas.

O �libi da Casey Booth confere.

Cart�es de cr�dito e filmagens de seguran�a

p�em-na num bar com o namorado

na altura em que o Johnny Colvin foi assassinado.

Ent�o onde � que isso nos deixa?

A Casey disse que ela ia buscar sempre

As drogas de Johnny num arm�rio partilhado

na Grand Central.

E o arm�rio � alugado por uma empresa de fachada

ligado a um psiquiatra do SoHo, o Dr. Simon Neagle.

A licen�a dele permite-lhe prescrever baixas doses de cetamina

mas nada perto do que

O Johnny e os seus amigos estavam a fazer.

� alguma coisa, mas n�o chega para uma pris�o.

Quer dizer, se simplesmente entrarmos l�,

e ele decide n�o falar...

Ent�o, o que posso fazer por si, Miss Park?

O meu empregador gostava de adquirir cetamina.

Bem, o seu empregador pode vir c� pessoalmente,

passar por uma avalia��o cl�nica e depois

podemos determinar se a terap�utica com cetamina � necess�ria.

Isso n�o ser� poss�vel.

O meu empregador � um homem privado, mas est� disposto a pagar

pela sua compreens�o e pelos seus problemas generosamente.

60.000 por 25 frascos de 10 mililitros.

S�o 2.000 por frasco, mais outros 10.000

pela sua experi�ncia.

A experi�ncia � cara.

Assim como a discri��o.

Isso exigir� mais 5.000.

Neg�cio fechado.

Pol�cia. N�o se mexa.

- Fique onde est�.- O que � isto?

- O que est� a acontecer...- Levante-se.

M�os atr�s das costas.

A matem�tica � bastante simples, Dr. Neagle.

A cetamina entra na sua pr�tica.

A cetamina � vendida sob a forma de receitas.

Estes n�meros t�m de ser elevados ao quadrado.

Estamos a falar de uma subst�ncia controlada de Tabela III.

Mas n�o batem certo

Voc� vende cetamina por baixo da porta por dinheiro

para as pessoas que n�o precisam, pessoas que abusam.

Um deles era o Johnny Colvin.

Ent�o, onde estava ontem � noite?

H� aqui uma pen drive.

Imagens de seguran�a do �trio do edif�cio do Dr. Neagle

e o corredor do lado de fora do apartamento dele, tudo com registo de data e hora.

O meu cliente n�o fez isto.

Ok.

N�o significa que n�o esteja envolvido.

Parece desconfort�vel, doutor.

H� algo que lhe possamos ir buscar?

Tem c�ibras?

Ent�o n�o � apenas um vendedor?

Est� a faz�-lo s� para sustentar o seu pr�prio v�cio em drogas?

� por isso que estamos aqui, para investigar o caso das

quest�es pessoais do meu cliente?

Estamos aqui para resolver um assassinato.

E o meu cliente tem informa��o que vos pode ajudar a fazer isso.

Somos todos ouvidos.

Nada � gratuito.

Bem, atualmente, o nosso plano � acus�-lo

pelo desvio criminoso de prescri��o

m�dica, um crime.

Estamos preparados para alterar isso

para um delito de fraude de prescri��o se cooperar.

O estado pode at� deix�-lo manter a sua baixa m�dica.

Receio que isso n�o seja suficiente.

Quem disse que o altru�smo estava morto?

A lei � apenas uma alavanca, Tenente.

O meu cliente dar-lhe-� a identidade da parceira dele.

Ele tamb�m a� vai colocar no apartamento do Johnny Colvin

no momento do homic�dio, e ele dar-lhe-� o motivo.

Se?

Retiram todas as acusa��es e d� imunidade absoluta ao meu cliente.

Quem � o seu distribuidor?

Trabalha com um gangue?

Diane Oliver?

Posso ajud�-los?

Estou a meio de uma viagem guiada.

N�o mais. Avancem

Espere, n�o podem simplesmente entrar aqui.

Na verdade, podemos.

Vire-se.

Coloque as m�os atr�s das costas.

Est� presa pelo assassinato do Johnny Colvin.

Estamos prestes a lev�-la numa viagem guiada.

Ouvimos as pessoas chamarem-te M�e K.

Nome giro.

Mas acho que � apenas uma traficante de droga.

Por isso sinto pena de si.

Talvez voc� tamb�m precise de se curar.

A minha esposa pode concordar consigo.

Mas n�o podemos simplesmente distribuir cetamina como se fossem rebu�ados,

agora, pois n�o?

Quer dizer, � ilegal.

Voc� sabe disso, certo?

Os tempos mudam.

Os pol�cias s�o sempre os �ltimos a saber.

Eu ajudo as pessoas.

Lidero os meus clientes em jornadas que lhes permitem relaxar

o f�sico da alma.

A experi�ncia permite-lhes perceber

qu�o mal se trataram

e qu�o dignos s�o de amor.

Se eu fizer bem o meu trabalho, eles renascem.

Hum.

Parece divertido.

Infelizmente, desta vez no entanto, terminou em assassinato,

n�o foi?

O seu parceiro, Dr. Neagle, est� a cooperar connosco.

E contou-nos que o Johnny Colvin obteve

um pacote de cetamina de 250.000 d�lares...

metade para ele, metade para si.

E o Doutor n�o ficou muito contente com isso, pois n�o?

Amea�ou cortar-lhe o fornecimento a menos que ele a fosse buscar.

E temos textos encriptados do dia do assassinato

onde o Johnny lhe est� a mandar mensagens, a dizer

que ele est� pronto para a sua maior viagem de cetamina at� agora.

O Dr. Neagle disse-lhe para capitalizar o desespero dele,

faz�-lo pagar a conta.

Veja, n�s j� sabemos tudo

aqui, Miss Oliver, est� bem?

S� falta mais uma pe�a do puzzle.

Queremos saber,

o que aconteceu naquele apartamento naquela noite?

O que correu mal?

Porque � que acabou por esfaquear o Johnny Colvin no cora��o?

Eu quero um advogado.

Porque n�o passamos isso para as 15h?

Tudo bem.

De onde � que isso veio?

A sua nova amiga veio c� deixar isso.

Estamos a questionar algo sobre isso?

O nome dela � Kate.

E acreditem ou n�o, ela gosta de mim.

N�o responderei a perguntas neste momento.

O assassinato do Johnny Colvin est� na primeira p�gina

de todos os jornais da Am�rica.

� como com o Matthew Perry outra vez.

- Como est� o nosso caso?- Fino.

Bem, encontr�mos narc�ticos no apartamento da Diane Oliver.

As impress�es digitais dela est�o por todo o apartamento do Johnny,

e os dados do telem�vel colocam-na perto do apartamento

por volta da altura do assassinato.

N�o � nada.

E n�s achamos que isto foi uma disputa de dinheiro

- que se descontrolou?- Correto.

O j�ri ouvir� a ex-mulher do Sr. Colvin

que tinha dado cabo de todo o seu dinheiro.

Na noite do homic�dio,

A Diane Oliver foi cobrar uma d�vida.

Ele n�o lhe podia pagar.

Ela n�o lhe daria as drogas.

Descambou.

Quer dizer, tirem a celebridade disso

e as estrelas de cinema, os apelidos idiotas,

� apenas um neg�cio de droga que correu mal.

O que estamos a perder?

Por onde come�ar?

N�o temos nenhuma arma do crime, nenhum sinal das sapatilhas

que deixaram impress�es na cena, nenhumas testemunhas,

nenhuma prova forense real.

Sim, as impress�es digitais e o ADN da arguida

estavam por todo o apartamento do Johnny,

mas foram amigos pr�ximos durante anos.

N�o podemos basear-nos nisso.

Temos o Dr. Neagle.

Ele � prest�vel, sem d�vida.

Mas precisamos de mais muni��es.

Entendido.

Faremos o melhor que pudermos.

A Diane Oliver usou o seu Visa duas vezes no dia do assassinato,

uma vez para ir buscar uma ch�vena de caf�

e uma vez para enviar flores � m�e em Staten Island.

Quer dizer, se esta senhora n�o fosse uma xam� da droga

em julgamento por homic�dio, ela seria muito aborrecida.

E tu?

Encontraste alguma coisa na lista de clientes?

Hum, n�o.

Mesmo nada.

Jalen?

- Uau.- Althea.

Oh.

J� h� muito tempo.

Bem, bem.

Onde est� o teu sobrinho?

Acho que est� na cozinha, a preparar confus�o, como sempre.

O que h� de novo?

Que bom ver-te.

D-Money.

O meu homem.

Que surpresa.

O que h� de bom?

- O que se passa?- Oh, p�.

Ol�, desculpem interromper.

Interromper?

Pega num prato, cara.

Eu queria poder fazer isso, mas n�o estou aqui para isso.

Hum, posso falar contigo em privado?

Sobre o qu�?

A M�e K.

Porque raz�o me est�s a perguntar?

Est�s a tomar cetamina?

Do que raio est�s a falar?

N�o me mintas, D. N�o fa�as isso.

A M�e K matou o Johnny Colvin.

O qu�?

Conseguimos a lista de clientes dela, e o teu nome est� nela.

Ent�o preciso de saber se est�s envolvido com esta mulher?

N�o, eu s�...

olha, eu tentei todos os truques do livro, Jalen,

mas todas aquelas coisas que aconteceram no Afeganist�o,

n�o desapareceram simplesmente.

Eu vivo com isso todos os dias, mano.

Algu�m me falou da cetamina e disse que podia ajudar,

mas os militares n�o ofereceram.

Ent�o, um amigo do meu grupo de apoio,

p�s-me em contacto com essa senhora, Diane.

E tentei algumas vezes, e n�o era para mim.

Quando foi?

Quando foi a �ltima vez que lhe compraste?

H� dois anos, talvez tr�s.

N�o tenho nada a ver com esta senhora, Jalen.

Bom.

O telem�vel da r� coloca-a perto do apartamento

por volta da hora da morte.

O alt�metro coloca-a a 854 p�s acima do solo.

O Johnny Colvin morava no 65� andar,

que se encontrava a 850 p�s acima do solo.

N�o nos esque�amos do tamanho do sapato.

Ela veste 8 1/2, que � o mesmo tamanho das pegadas

encontradas no sangue.

N�o h� fotos dela a us�-los?

Ela est� em todas as redes sociais.

N�s verificamos.

Tenho a dizer que gostava que tiv�ssemos mais.

Tenho que dizer que isto � o que temos.

Desde que o Dr. Neagle cumpra, estamos bem.

Sim. Por falar nisso...

Ol�.

- Ele est� pronto para n�s?- Deve estar.

- Entre.- Obrigado.

N�o est� a funcionar. Est� trancada.

Sinceramente, nem sabia que aquela porta trancava.

Dr. Neagle?

Dr. Neagle?

Somos o Sam Maroun e o Nolan Price.

Aten��o.

- Oh meu Deus.- Oh.

Oh, meu Deus, n�o!

Dr. Neagle. Dr. Neagle.

Precisamos de uma ambul�ncia imediatamente.

700 Greene Street... por favor, apressem-se.

Uma overdose?

Sim, cetamina.

O Dr. Neagle disse � esposa que, mesmo com o acordo de imunidade dele,

a vida dele tinha acabado, de uma maneira ou de outra.

Ent�o isto foi suic�dio?

Parece que sim.

Merit�ssimo, isto representa uma mudan�a significativa na forma como

planeamos apresentar o nosso caso.

N�o quer�amos apenas partilhar esta not�cia com a defesa.

Vamos precisar de uma continua��o.

Merit�ssimo, a morte do Dr. Neagle � uma trag�dia.

Mas isso n�o significa que a minha cliente deva ser penalizadoa por isso.

N�o � isso que estamos a discutir.

S� que �.

Quaisquer que sejam as circunst�ncias, prolongar este julgamento

mais tempo do que o necess�rio infringe os direitos da Sra. Oliver

Direitos da Sexta Emenda.

Vamos dizer a parte silenciosa em voz alta.

A acusa��o perdeu a sua principal testemunha.

O caso deles � em grande parte circunstancial

sem o depoimento do m�dico.

Devagar, Sra. Campisi.

N�o � descabido.

E � adequado dar � acusa��o e � pol�cia

algum tempo para reavaliar.

Obrigado, Merit�ssimo.

Duas semanas devem ser suficientes.

T�m dois dias.

O que � que tens?

Um v�deo daquela bodega perto do apartamento da Diane

mostrou um cami�o comercial estacionado no quarteir�o.

Consegui uma matricula parcial.

- Conseguiste algo?- Encontrei o cami�o.

� de uma loja de artigos de luxo de Brooklyn.

A empresa armazena os v�deos da c�mara do painel do cami�o.

Menos de uma hora ap�s a hora estimada da morte.

Este tipo bate � porta de Diane.

L� est� ela.

Ela parece abalada.

Ela acabou de matar uma estrela de cinema.

Boa observa��o.

Eu sei que n�o � muito para continuar.

N�o, Vi, isto �... isto � um �timo trabalho.

Quer dizer, talvez este tipo tenha visto alguma coisa.

Talvez ele saiba alguma coisa. Nunca se sabe.

Sim, s� precisamos de descobrir quem � ele.

Sabes, eu devia ter sido mais direto contigo.

O Darryl � como fam�lia.

Na verdade, eu... devo-lhe a minha carreira.

Na primeira semana de trabalho, chamamos este idiota por roubo.

N�s colocamo-lo na cela.

O Darryl foi preencher o registo,

e o meu rabo feliz desce pelo corredor

para contar a quem quisesse ouvir sobre a minha primeira grande pris�o.

S� que eu... deixei a porta destrancada.

- N�o.- Sim, deixei.

E este tipo sai diretamente pela porta da frente.

- Est�s a brincar comigo.- T�o simples assim.

Oh, p�.

O problema � que o Darryl levou a pior.

Disse ao sargento da recep��o que foi ele

que deixou a cela destrancada

porque sabia que eu ainda estava em servi�o condicional.

P�, eu levava um tiro por ti,

mas eu n�o faria isso.

Ah.

- Estavas com ela naquela noite.- N�o, n�o estava.

- Eu j� te disse, p�.- Mostre-me algum respeito.

Est� no v�deo.

Eu vi-te. Estavas com ela naquela noite.

Ok.

Ok.

Olha, por favor.

Porque � que continuas a mentir para mim?

J� te fiz passar por muito, Jalen.

Isso n�o � problema teu.

� sim.

Esse � o nosso problema.

E o problema � teu porque estamos a tentar

para resolver um caso de homic�dio aqui.

E tu, mais do que ningu�m, sabes o que isso significa.

Ok, ok.

Sim, sou um utilizador, mas n�o sou um viciado.

A cetamina � terapia. � uma verdadeira terapia.

Para pessoas como eu, com TEPT, para quando tenho os meus epis�dios.

O apoio militar n�o cobre isso,

portanto � mercado negro ou nada.

Tudo bem, tudo bem.

Deixa-nos ajudar a voltar ao acontecido aqui.

Ent�o, nessa noite, o que aconteceu?

Basta dizer-nos o que viste.

Fui a casa dela tomar a minha dose, como sempre.

A Diane abriu a porta.

Ela... ela estava totalmente assustada,

como se ela se tivesse esquecido que eu estava a ir at� l�.

Sim, podemos ver isso no v�deo.

Depois ela voltou para dentro para ir buscar as drogas.

E depois ela atirou-os para mim.

Tentei pagar-lhe como sempre, sabes?

Ela d�-me a cetamina, eu dou-lhe o dinheiro.

Mas ela bateu com a porta.

E... sim.

E o qu�?

Darryl, conta-nos o que viste.

Os sapatos dela.

Estavam cobertos de sangue.

Que tipo de cal�ado?

Chuck Taylors.

All-Stars.

Darryl, precisas de testemunhar.

- Testemunhar?- Sim.

N�o. N�o, n�o, n�o.

Jalen, por favor.

Sabe que se eu testemunhar, estou acabado.

Vou perder tudo, p�.

Desculpe, n�o percebi o problema, detetive.

O Darryl Moore pode ganhar esse julgamento para n�s.

Se ele testemunhar, ser� desonrosamente dispensado.

Ele vai perder o emprego.

Vai perder a pens�o dele e a sua habita��o subsidiada.

T�m uma pol�tica de um ataque, e um tipo com o hist�rico dele...

e estamos a falar de TEPT, depress�o, alcoolismo.

Ele � um bom homem.

Ele apenas fez algumas m�s escolhas.

D�-nos apenas algum tempo para tentar encontrar uma forma

para vencer isto sem arruinar a vida do tipo.

S� para que fique claro, n�o podemos

pedir outra continua��o.

E perdemos a nossa �nica testemunha material.

Precisamos desse testemunho agora.

N�o.

N�o est� certo.

Pense nisso.

O relat�rio toxicol�gico mostra que o Johnny Colvin

estava a tomar 50 vezes mais cetamina

do que o Darryl Moore tomava.

E todos na vida de Johnny sabiam disso,

e nem pestanejaram. Porqu�?

Porque o Johnny � uma celebridade rica.

Portanto, o seu abuso de drogas n�o era abuso de drogas de forma alguma.

Estas eram jornadas lideradas por curandeiros

e xam�s de West Hollywood.

Jalen.

Senhor Procurador Distrital, o Darryl Moore

podia ter ficado com a vodka, e ningu�m

teria tocado no trabalho dele.

Mas molha um dedo do p� na cetamina e a sua vida acaba,

mesmo que seja ele quem realmente precisa.

Ele � quem est� l� fora a servir o seu pa�s.

E o Johnny est� por aqui a ganhar pr�mios enquanto �

um verdadeiro viciado.

Tem raz�o.

O abuso ileg�timo de drogas por parte do Johnny Colvin era basicamente legal

por causa do seu estatuto.

A limitada e leg�tima terap�utica

medicamentosa de Darryl Moore n�o o era.

Mas � esse o trabalho, detetive.

O Darryl Moore ir� testemunhar.

Fa�a isso acontecer.

Darryl.

Ei, escuta, irm�o, tentei manter o teu nome fora disto,

mas est�o a vir atr�s de ti com uma intima��o,

o que significa que vais testemunhar publicamente

sobre tudo o que sabes sobre a M�e K

e o que viste naquela noite.

N�o, n�o.

Isso n�o pode acontecer.

Darryl, n�o h� raz�o para que algu�m nas for�as armadas

tenha de saber sobre o teu envolvimento.

Perdeste a cabe�a?

Este � o julgamento do Johnny Colvin.

Eu bem podia marchar at� ao Pent�gono com um megafone.

Eu tentei durante anos apenas

bloquear todas as coisas que vi, p�, as coisas que fiz.

Tenho duas coisas nas quais me apoio, Jalen...

este trabalho e estse rem�dio.

� uma droga.

Tiras-me tudo isso de uma vez,

N�o tenho nada em que me apoiar.

Podes muito bem pegar na tua arma de servi�o

e coloc�-la na minha maldita boca.

Darryl, n�o digas isso.

Ol�.

Senhor Moore?

Ol�?

Senhor Moore?

Daqui fala a procuradora Samantha Maroun, do Minist�rio P�blico.

Est� aqui algu�m?

Oh, ol�.

Ol�.

Voc� est� � procura do Darryl?

Sim. Voc� viu-o?

Ele foi-se.

Foi para onde?

N�o sei.

Ligou esta manh� e disse que ia deixar a porta destrancada.

a pedir-me para olhar por isto.

Ok.

N�s encontr�mo-lo.

Encontraram quem?

N�o fa�a isso.

Darryl Moore acaba de iniciar o seu novo posto no Camp Hansen

em Okinawa.

Vida militar.

Isto n�o acabou.

Okinawa?

Temos de o trazer de volta aqui,

pedir aos fuzileiros que apresentem a testemunha num tribunal marcial.

Nolan.

Podemos obrigar a compar�ncia de um militar,

mesmo que ele esteja no ativo.

Mal conseguimos ter dois dias mais deste juiz.

Por favor, n�o desligues essa coisa.

Esta ideia de que o v�cio de drogas do Colvin

era de alguma forma f�cil porque ele era uma estrela de cinema � uma aldrabice.

O meu irm�o morreu dessa doen�a.

Tinha todos os recursos dispon�veis.

Teve uma hip�tese atr�s de outra.

E ent�o, um dia, o seu traficante vai busc�-lo � reabilita��o.

E tr�s semanas depois, estava morto.

Esta M�e K encostou-se ao Johnny Colvin

porque ela sabia que ele estava doente.

Estas pessoas s�o parasitas.

Olha, eu... sinto muito pelo teu irm�o.

Mas tu pr�prio o disseste: estamos sem tempo.

Quero que fa�as um acordo e nos tires desta.

As partes chegaram a acordo sobre uma confiss�o de culpa?

Sim, Merit�ssimo.

O arguido concordou em declarar-se culpado de homic�dio culposo

no segundo grau.

Isso mesmo, Merit�ssimo.

Recomenda��o de senten�a?

O povo concordou em recomendar

um prazo m�ximo de dez anos.

Eu aceito.

Pr�ximo processo.

Dez anos?

Ela provavelmente vai sair daqui a seis.

Como � que isso acontece?

Hum...

As nossas m�os estavam atadas.

N�o sei o que fizeste e nem quero saber.

- Ok.- Mas... mas eu sei disto.

H� pessoas naquele tribunal que merecem justi�a.

Tu tiraste-lhes isso.

Tu tiraste-me isso.

Oh, n�o.

Pior ainda, adulteraste uma testemunha.

Cometeste um crime.

Eu podia mandar-te prender.

Se � isso que achas ser o correto.

A s�rio?

� essa a tua resposta?

Adoro o Darryl Moore,

n�o diferente de como eu podia amar o meu pr�prio irm�o.

Portanto, tive uma escolha, sim.

Eu podia obter um pouco mais de tempo de pris�o

para um traficante de droga,

ou podia salvar a vida do Darryl.

Fiz o que tinha a fazer.

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