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Original subtitles

Vamos.

Muito bem!

Sebastian.

Voc� � legal. N�o � nenhum vagabundo, certo?

Certo!

Ei, Gizmo.

Me diga uma coisa. J� voou alguma vez?

- N�o. - E gostaria de voar?

- O qu�? Isto? - N�o. Ficou doido?

- Vai que desembaralha o c�rebro dele. - Faz isso com o seu.

Vai que desembaralha mesmo e ele fica normal.

Porra�

- Gizmo. - Puta que pariu.

Bebe, mano. Toma tudo, irm�o.

Vira tudo.

- Nossa! Porra! - Caralho!

Voc� estava com sede, cara.

Puta merda!

- Porra� - Vai ser uma loucura.

Porra�

Voc�s est�o loucos?

Sebek.

Est� tudo bem. Vem comigo.

Seu bando de fodidos!

BEM-VINDO A ZYBORK

Pegamos o caminho errado, mestre.

Ela est� por aqui.

Tenho certeza.

Consigo senti-la.

Acho que n�o � por aqui.

Nossa responsabilidade � muito grande.

O mestre n�o � forte o bastante.

Ainda n�o.

Menino.

A raposa tem raz�o.

Nada de bom te aguarda

se voc� entrar l�.

H� fantasmas naquele lugar.

Eles s�o muito mais fortes do que voc�.

Ela � minha irm�.

N�o vou abandon�-la.

Conven�a-o, minha senhora.

Ele tem um bom cora��o, mas � o cora��o de um tolo.

N�o.

Ele deve fazer o que acha certo.

Bem ali.

- Quieto. Posso ouvi-los. - O que � isso?

Mestre, pare.

Espera!

- Voc� se acha a espertona? - Foi uma m� ideia.

- O que est� fazendo? - Eu sou o rei! Sou o Rei Lagarto.

Ela n�o est� se mexendo.

- Bateu muito forte nela. - Ela est� fingindo.

- Deixe-a em paz! - Olha, o idiota.

Idiota!

Saiam de perto dela!

- Idiota. - Idiota!

Pode vir!

Idiota!

N�o consigo fazer nada.

Deixem-no em paz.

Daria!

N�o posso fazer nada. N�o tenho poderes aqui.

Deixem ela em paz!

Tarde demais, cavaleiro.

- Voc� n�o pode salvar ningu�m. - Daria.

- Ningu�m. - E nada!

Daria!

Daria!

�TODOS PODEM SE TORNAR HER�IS�

�SEQUESTRANDO UM EMPRES�RIO�

�PRIS�O DE TOMASZ GLOWACKI, ATIVISTA DA COMUNIDADE, QUE TENTOU EXPOR�

RESPONDE, MIKOLAJ! POR FAVOR

RECENTES MIKOLAJ

ESTOU PREOCUPADA ME AVISA SE EST� VIVO

J� acordou?

Caf�?

N�o fa�o ideia de onde ele possa estar.

- Ele n�o responde, n�o atende. - Tamb�m estou preocupado.

Acha que ele saiu de Zybork?

Talvez.

- Porra� - Talvez n�o.

Quer me contar alguma coisa?

Tem um lugar.

Podemos ir l�.

- Ol�, Pr�ncipe Encantado. Atrapalhamos? - Que porra?

- Meu irm�o esteve aqui? - Grzesiek, calma.

Sim ou n�o? Fala ou arrebento sua cara.

- Irm�o� - Irm�o uma porra!

- Acha que sou idiota? - Grzesiek, que porra?

Me larga!

Caramba, cara.

Ele passou aqui, t�? Ontem.

- Vendeu algo pra ele? - Dois gramas de coca.

Puta merda�

Qu�? N�o avisou que n�o era pra vender pra ele.

E dois gramas n�o s�o nada.

O que foi que disse?

Acha engra�ado, seu viciado de merda?

Vou matar todos voc�s! Porra!

Filho da puta!

Merda!

Ele me prometeu.

Ele prometeu, entendeu?

Caralho, cinco anos de sacrif�cio.

Cinco anos limpando a bunda dele. Tudo pelo Mikolaj.

Mas n�o est� al�m do controle dele?

"Estou limpo, Justyna. Eu pisei na bola.

Estou limpo de novo. Esta � minha nova vida, Justyna.

Desculpa te tratar como lixo o dia todo.

Mas voc� sabe, Justyna, estou me desintoxicando e me sinto mal."

"Claro, Mikolaj. Joga a frigideira porque voc� queimou seus ovos mexidos!"

Tudo bem.

Me desculpa.

Vamos pra Wroclaw.

E o Mikolaj?

Mikolaj n�o est� nem a�.

E o tiroteio?

Foram os ciganos.

Testemunhas?

Metade da cidade estava l�.

A pergunta � se v�o confirmar a sua vers�o.

N�o sei.

Alguns, sim, outros n�o. Voc� sabe como �.

Essa n�o � a quest�o principal.

E qual serial?

� simples.

Quanto mais eu fico aqui, mais tempo eles t�m

pra reunir provas no caso da morte do Filip Bernat.

O desgra�ado plantou o arame l� em casa.

Tenho certeza.

Minha nora o gravou.

Ele confessou.

Tudo o que est� dizendo � muito interessante, Tomasz.

Mas eu preciso�

de fatos.

Preciso de algo pra tirar voc� daqui.

Eu estou dizendo.

Os ciganos atiraram.

A pol�cia plantou provas. Minha nora est� com a grava��o.

A verdade � essa.

E como voc� se sente?

Vamos come�ar da�.

Vamos focar a sua sa�de.

Afinal�

voc� acabou de ter um infarto.

N�o pode ficar aqui.

Com licen�a!

Ar. Advogado!

Bom dia.

- Ol�, Sra. Justyna. - Ol�. Tenho mais uma coisa.

Isto ajuda?

E esse idiota vai como c�mplice. Mas voc� e seu marido ainda t�m uma sa�da.

Se, neste exato momento, voc�s sa�rem da cidade.

� o delegado de pol�cia local.

Seu sogro me contou sobre a grava��o.

O delegado sabia que estava sendo gravado?

� claro que n�o.

Ele parece b�bado.

Provavelmente.

Certo, podemos tentar.

N�o sei se o promotor vai considerar.

Que chances temos?

N�o sabe como isso funciona?

Tem que ter calma.

�, calma�

Mas o que veio fazer aqui?

- Tenho fam�lia aqui. - Estou perguntando sobre o caso.

Eu acho

que comecei a acreditar na justi�a.

Meus p�sames.

Mikolaj esteve aqui?

Esteve.

Fez um barraco e quase matam ele.

Onde ele pode estar?

Como � que eu vou saber?

Vi como olhou para ele.

Eu olhei pra voc�.

O qu�?

Eu queria ser como voc�.

Eu n�o recomendo.

Mikolaj?

Al�, � o Krymski. Falei com a promotora.

Desculpa.

Qual � a situa��o?

Ele � teimoso. E ficou bravo por eu ser de Vars�via.

E a grava��o?

Ele disse que n�o admitiria como prova sem per�cia de �udio.

Dobocinski dir� que estava b�bado, e v�o exclu�-la.

E agora?

N�o sei. Vou tentar uma inst�ncia mais alta.

Mais alta, qual?

Voc� est� indo longe demais. Pedi pra voc� n�o se encrencar. Como vou�

Sei que estou me aproveitando de voc�, mas sei o que estou fazendo.

Al�?

Tymek, voc� est� a� ou n�o?

Anota o endere�o.

Maravilha. Espera.

- Sim? - Rybczynska 2A.

Ele passeia com o c�o �s 22h. Todo santo dia.

� mais seguro abord�-lo l� fora.

Muito bom, cara. Obrigada.

- Estarei l�. - N�o devia fazer isso.

Ele n�o deveria estar na cadeia.

E nem voc�!

Justyna, pelo amor de Deus. � o procurador-geral.

Eu sei.

N�o me ligue de novo.

Se cuida!

Vem.

Que fofo!

- Obrigado. - Como se chama?

Este �

Justyna Glowacka, do jornal Nacional.

- Os seguran�as chegam em dez segundos. - S� preciso disso.

Ass�dio d� cinco anos de pris�o.

- N�o h� nada a�. - Voc� estava l�.

N�o sei se tocou nas crian�as,

mas sei que estava l�.

Tenho fotos, outros materiais, tudo.

Meu jornal tem medo de voc�s, mas eu, n�o.

Vou colocar tudo na internet.

As fotos, grava��es, materiais, testemunhos.

- Mesmo que tente� - N�o enrola.

- O que voc� quer? - Tomasz Glowacki.

Ele est� preso em Wroclaw. Ele � inocente.

Todos na pris�o s�o inocentes.

Ordene ao promotor para retirar as acusa��es,

e lhe darei todo o material.

� "senhor" para voc�.

Vem.

Oi, � o Mikolaj. N�o posso atender.

Mikolaj.

Me diz que n�o foi voc�.

Voc� n�o deveria vir aqui.

Porra, Justyna. Ele � o procurador n�mero um na Pol�nia.

O ministro da Justi�a.

E voc�

Caramba, voc� � louca mesmo.

- E o seu t� na reta. - Fala direito comigo.

Eu tive que fazer.

O qu�?

O que tinha que fazer?

Estragar dois anos de investiga��o?

N�o seja rid�culo.

O que o Nacional faria?

Algu�m o condenaria? Algu�m o responsabilizaria?

Voc� ferrou tudo.

Ferrou tudo mesmo.

Nenhuma pessoa importante vai querer falar com voc�.

Sobre nada.

Sai.

N�o me ouviu? Sai agora!

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PRIS�O PREVENTIVA

N�o vou devolver!

Jasiek!

N�o quebrem as pernas!

Grzesiek.

Voc� n�o alimentou os peixes?

- Por qu�? Est�o com fome? - Sim. N�o posso pedir que fa�a nada.

E a�, Elka? Como est�o as coisas?

Temos todas as assinaturas. Agora � s� formalidade,

porque o governador precisa aprovar.

Ele vai. N�o podem nos impedir agora.

E temos que ir e registrar a iniciativa dos moradores.

Tomasz n�o vai a lugar algum.

S�o ordens m�dicas.

A Elka vai.

- Tomek, voc� � o candidato. � melhor� - Ela vai.

Voc� concorrer� � elei��o.

E voc� vai vencer.

O qu�?

- Como �? - Como � o qu�?

Voc� consegue porque � a melhor.

Tomek�

- Tem certeza? - Desde o in�cio.

Bom dia.

Bom dia.

Est� tudo bem?

Sim, estamos todos bem. Voc�?

Isso foi obra sua, n�?

Tenho algumas habilidades.

Obrigado.

Terminei o artigo. Quer ler?

Claro que sim.

J� mandei pro Newsweek. Espero que goste.

Certo, vamos ver.

Mikolaj entrou em contato?

Nada.

Est� bem.

Oi, � o Mikolaj. N�o posso atender.

Mikolaj.

Isso n�o tem mais gra�a.

Eu n�o sei.

Talvez tenha sido minha proje��o. Minha idealiza��o.

Achei que eu aguentaria.

Que daria conta.

Mas porra, cara�

N�o consigo lidar com voc�.

- Bom dia. - Bom dia.

N�o sei a quem recorrer.

Meu marido desapareceu.

O que houve?

Ele deve estar dormindo na casa de algu�m.

Sei que ele tem essa fama, mas n�o voltou desde a feira.

Denuncie � pol�cia. V� at� Winnicki, ele deve poder ajudar.

N�o. Ele desapareceu�

igual ao Bernat.

Sra. Jarecka, tem que avisar a pol�cia. Agata, leve-a at� l�.

N�o adianta. N�o v�o fazer nada.

Calma. Como falei, tem que reportar. Veremos o que acontece.

Fica calma.

Tudo bem, ent�o vamos.

Tem algo muito estranho acontecendo aqui.

O marido desta mulher, Jarecka�

Est� sumiu, n�?

Ele � um b�bado.

Some uma vez por semana.

Coitada, sinceramente.

Espera.

Mikolaj disse algo quando est�vamos brigando.

Se eu entendi direito, ele, Jarecki, Bernat Junior e aquele cara�

Macius, eu acho,

estavam intimidando o Gizmo na noite da morte de Daria.

Deram drogas para ele. LSD.

O qu�?

Mikolaj se sente culpado

porque acha que � culpa dele o Gizmo matar a irm�.

Certo. Entendo, mas�

O que Jarecki tem a ver?

Bom�

Jarecki sumiu.

Bernat Junior sumiu. Mikolaj�

Tamb�m sumiu.

Mas voc� lembra

que fomos at� o Rymek.

Escute, e se algu�m estiver sequestrando

as pessoas que estavam l�?

Ch�, Justyna?

N�o!

Grzesiek, voc� disse que Macius � um bandido.

Est� bem, porra.

Mas mesmo assim.

O que o Sr. Bernat e o padre t�m a ver com isso?

N�o sei. Talvez o padre tenha ido embora.

E Bernat pai os encobria.

Justynka.

Seu marido fugiu.

Precisa descansar.

Mikolaj.

�?

O que ele disse?

"Querida, desculpa, estou em Vars�via.

Eu te amo."

Vai atr�s dele.

Vai atr�s dele.

Traga ele aqui.

Vamos cuidar dele. Daremos um jeito.

O garoto precisa de ajuda.

- Oi, � o Mikolaj. N�o posso atender. - Cacete.

Que babaca do caralho.

Al�.

Justyna, voc� est� no auge. Este artigo � excelente.

�s suas ordens.

Vamos torcer pra isso n�o terminar como com Lepper.

Enviamos a vers�o editada. Voc� viu?

Verei � noite quando estiver no PC.

Sabe o que fazer. A gr�fica est� esperando.

Porra! Meu laptop!

Ligo depois, t�?

Oi, � o Mikolaj. N�o posso atender.

O que conta�

de novidade?

Pode ver como estou.

Tive que�

de alguma forma consertar tudo isso.

Mas est� tudo bem agora. Ʌ

As coisas ficar�o em paz agora.

Est�o todos em casa.

Mikolaj tamb�m.

Eu espero

que esteja orgulhosa de mim.

Voc� est�? 3

Sinto sua falta.

Se eu estivesse�

fazendo algo errado�

voc� me avisaria, certo?

Botaram algo a�, n�o bebe.

Estou aqui por causa do seu livro.

Eu li.

Eu pensei:

"Jesus Cristo�

O garoto n�o sabe de nada.

Ele precisa saber a verdade."

� uma hist�ria muito simples.

Uma noite.

Algumas pessoas.

Uma decis�o ruim.

Ela viu voc�s�

no p�tio.

Voc�.

Ele.

E ele tamb�m.

E o Macius.

E o Sebek.

O MIST�RIO NA TRILHA DA RAPOSA

Deram LSD pra ele.

Por divers�o.

O pobre garoto

que conversava

com os animais.

Ela o levou embora.

Desceram a colina do castelo.

No caminho pra casa,

o carro do Macius parou ao lado deles.

Eles estavam l� dentro.

Queriam se divertir.

E n�o conseguiam parar.

Eles a colocaram no carro.

Eles me enfiaram no carro � for�a.

O Sebek ficou sozinho.

Ele estava no acostamento, chorando.

Ele estava chamando meu nome.

Eles nem disfar�aram.

N�o fizeram quest�o nenhuma.

Tenho que reconhecer.

Bernat foi o primeiro.

Ele sempre quis.

Tentei morder a m�o dele, mas ele nem notou.

Mas eu os veria no dia seguinte na escola, na rua, na loja, em qualquer lugar.

Eu pensei:

"O que eles est�o fazendo?"

Jarecki foi o pr�ximo.

Falou que n�o queria. Ele mentiu.

Ele entrou na onda.

Ele dizia: "Eu sou o Rei."

"O Rei Lagarto."

Macius foi o �ltimo.

Ele me virou de bru�os.

Eu n�o conseguia ver atr�s de mim.

Ele colocou

os dedos na minha boca.

Mordi com for�a.

Ele ainda tem a marca.

Acertou minha cabe�a com uma pedra.

Uma.

Duas.

Tr�s vezes.

Eu estava viva.

Depois, n�o estava.

Ent�o o Sebastian surgiu.

N�o sei como, mas ele sabia.

Algo disse a ele aonde me levariam.

Ele me viu e come�ou a uivar.

N�o!

Ainda consigo ouvi-lo.

Quando Macius viu o que aconteceu,

ele ficou assustado.

Ele deve estar chegando.

Palmito.

Palmito.

O que voc� teria feito�

Palmito, o que teria feito?

Se o seu pai n�o tivesse te buscado?

O que teria feito se tivesse ficado, Palmito?

O qu�?

Onde est� Mikolaj?

Mandei voc� ir para Vars�via.

Mas, j� que voc� ficou, deve ver tudo.

Grzesiek!

Meu Deus!

N�o, porra!

N�o podem fazer isso! O que � isso?

- O �ltimo. - Como assim, Tomek?

- A �ltima erva daninha. - O qu�?

Podem traz�-lo.

Porra!

Vem c�!

Mikolaj!

E o padre.

- Tem certeza? - Traz.

Mikolaj!

O que est� fazendo?

Deus�

Nada � nada. Ele vai sobreviver.

Nada? Como assim n�o � nada? O que significa?

Agora voc� sabe de tudo?

Sei.

Pai, vamos dar um tempo para ele.

Porra! Por favor!

N�o!

Tomek, confiei em voc�.

Eu tinha que contar tudo. N�o aguentei mais ficar calado.

Que bom que voc� me contou.

Mas eu n�o sabia que voc�

Tomek!

- Sabe por que est� aqui? - N�o.

Vou te relembrar.

Voc�s estupraram a garota.

Estupraram.

Depois, culparam o irm�o dela.

Acharam que ia ficar por isso mesmo?

Quando voc� descobriu?

Ele me contou.

Quando tive o 1� infarto.

Veio dar a extrema-un��o.

Ele achou que eu ia morrer e acabou desabafando.

Tomek!

Sabe, acho que Deus me salvou

pra eu poder fazer justi�a.

Faz sentido pra mim. E pra voc�?

Acreditar em si.

Desperte a ira de seus inimigos.

As cidades podem ser tomadas.

E seu pa�s, conquistado.

Lembra, Justynka?

Sun-Tzu.

- Vamos l�. - N�o, eu imploro!

N�o pode fazer isso! N�o!

Estou implorando! Porra, n�o! Por favor!

- Ave Maria, cheia de gra�a. - Mikolaj! Faz algo!

- O Senhor � - Mikolaj!

Bendita sois v�s entre as mulheres,

- e bendito � o fruto� - Mikolaj!

Meus inimigos s�o aqueles piores do que animais.

�rogai por n�s pecadores, agora e na hora de nossa morte.

- Eles s�o a �gua fria e sombria. - Mikolaj! Acorda!

N�o!

�� convosco, bendita sois v�s entre as mulheres,

e bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus.

- N�o, Mikolaj. Eu imploro! - Santa Maria, M�e de Deus�

Mikolaj, n�o!

Mikolaj! Estou implorando, n�o!

Foi uma m� ideia, amig�o.

E ela?

Nada. Vamos solt�-la.

Ela pode falar.

Deixa falar.

Ningu�m vai acreditar nela.

Desamarrem.

Peguem os gal�es.

Quieta, Justynka.

TR�S MESES DEPOIS

Ent�o n�o � um hotel? � uma casa de repouso?

Agata! Venha!

Devemos cuidar dos idosos.

Os pobres da col�nia precisam de emprego, n�o �?

- Vamos dar um jeito. - Vamos.

- Sr. Tomasz. Tudo de bom. - Muito bem!

Eu te agrade�o muito.

Ele disse que eu receberia algo.

Queremos entrar com cinco milh�es.

Esta noite � dia de festa. Conversamos amanh�.

Querido povo de Zybork.

Ganhamos!

E quero dizer uma coisa.

Obrigado. Ganhamos gra�as a voc�s.

Mas esta vit�ria n�o significa que vamos descansar sobre os louros.

Trabalharemos duro a partir de amanh�!

E eu quero dizer�

Eu quero dizer que talvez

a gest�o n�o seja perfeita.

Mas com certeza ser� mais humana.

Talvez finalmente esta cidade n�o ser� governada pelo mais forte.

Bravo!

E talvez seja o fim

do desprezo e da humilha��o das pessoas simples e honestas.

Bravo!

Talvez seja poss�vel conduzirmos todos juntos.

Ouvindo e respeitando uns aos outros.

ENT�O VOLTOU PRA VARS�VIA PRA ESCREVER OUTRO LIVRO?

Tenho aqui comigo uma mulher

maravilhosa e corajosa, Elzbieta Walinowska.

ELZBIETA WALINOWSKA NOSSA CIDADE EST� EM SUAS M�OS

Amanh�, ela assumir� como prefeita, representando o partido Uma Zybork Melhor.

Meus queridos, aproveitando deste momento solene,

quero dizer que meu filho Mikolaj tamb�m est� aqui.

Mikolaj, cad� voc�?

- Mikolaj! - L� est� ele.

Mikolaj � um escritor conhecido nacionalmente.

Mikolaj�

decidiu voltar pra casa, pra Zybork.

Talvez aqui, em casa, ele escreva seu pr�ximo livro fant�stico.

Bravo!

Formam um belo casal.

Sempre.

Como voc�s est�o?

Acho que estamos bem.

Certo, Palmito?

- J� volto, est� bem? - Tudo bem.

Me fala�

por que n�o me impediu?

Voc� sabia de tudo.

Voc� limpou a cagada que eu fiz.

Sabe disso.

E como vai ser?

Est� com a gente?

Tomek.

Esta � a nossa cidade.

Mikolaj.

Falou com Kalt?

Falei.

E?

Falei que se sacanear a gente, ele t� morto.

Obrigado, filho.

O pr�mio de melhor reportagem do ano vai para Justyna Glowacka,

para o artigo Um Cidad�o de Zybork.

Muito obrigada por este pr�mio.

� uma grande honra

e o �pice da minha carreira como jornalista investigativa.

Voc� de novo.

Eu de novo.

Vamos nos conhecer?

Mikolaj.

Justyna.

Quero muito ler o livro.

� dif�cil�

imaginar algo t�o nebuloso�

quanto a justi�a.

Voc� � forte.

Vamos pra casa.

A COLINA DO C�O

Oi, � o Mikolaj. N�o posso atender.

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