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Original subtitles

A COLINA DO C�O

Como se sente?

Estou bem.

Obrigado.

Sempre vai se sentir bem, n�o �?

At� no caix�o.

Voc� � louco, pai. S�rio.

Mikolaj, d� um tempo.

O qu�? � que�

N�o estou ofendendo.

� s� um fato. Loucos podem fazer grandes coisas.

Voc� � louco, pai.

Ei.

E a�?

Desembucha.

O filho do Tobek prestou depoimento.

Contra voc�.

Falou que te viu na noite do sumi�o do Bernat.

O qu�? Do que voc� est� falando?

Jasiek, vem com o papai.

Querem matar dois coelhos de uma vez. Dar um fim em voc� e encerrar o caso.

- � s� uma declara��o, n�o adianta muito. - � um motivo para prender.

Com base em qu�?

Com base em qu�?

N�o os conhece?

Podem plantar algo.

Pai, o que � isso?

N�o mexe.

Deixa a�, ele me d� superpoderes.

O papai vai melhorar?

Ele vai. Seu pai � muito forte.

POL�CIA

- Ol�. - Oi.

Temos um mandado.

Emitido por quem?

Pela promotoria.

- Eles s�o muito eficientes. - Voc�s n�o t�m direito.

Temos todo o direito de entrar, e voc� nem reside aqui.

Dois na sala, um na cozinha.

D� licen�a.

O que procuram?

Toma mais cuidado, n�?

Est� procurando o qu� a�?

- Estou cumprindo o procedimento, senhora. - Procedimento?

Aonde quer chegar com isso?

Para o por�o.

Quero ver o mandado.

Que circo de merda.

Relaxa, vai ficar tudo bem.

Aceita sopa?

Como voc� dorme?

- O qu�? - Como dorme com a consci�ncia pesada?

R�pido.

Durmo r�pido, senhora.

- Por que n�o prende todos n�s? - Voc�? Pra qu�?

Achamos algo!

Olha que beleza.

Bate com o depoimento.

Que porra de depoimento?

- Separem e vamos pro hospital. - Isso tem todas as casas.

- Droga. O que devemos fazer? - Vamos.

Krzysiek.

Por Deus! Ele est� doente.

Voc� perdeu a cabe�a? N�o vou deixar que entre l�.

- Saia, por favor. - N�o.

- Ele est� na UTI ou n�o? - N�o.

Significa que o estado dele � est�vel.

Tomasz Glowacki.

Voc� est� preso por perturba��o da paz e da ordem p�blica,

e por suposto sequestro e tortura de Filip Bernat.

Al�m disso, com informa��es dadas pela sua nora,

voc� tamb�m ser� interrogado pelo desaparecimento

de Marek Bernat.

N�o direi nada sem um advogado.

Tomek.

J� sei qual � a sua vers�o.

Uma cidade desonesta.

Elites gananciosas.

O sistema quer destruir voc�.

Mas estou velho demais pra isso.

Pra mim, tudo faz sentido.

E voc� sabe que faz sentido.

E voc� sabe que eu sei.

Vai se foder.

Ser� transferido pra Wroclaw.

Confirmado pela promotoria.

Essa Zybork de voc�s � um circo.

Uma feira,

uma esp�cie de tiroteio�

Tudo causado por pessoas que perturbam a paz na nossa cidade.

Eu entendo.

E se construir um hotel grande e lindo com o dinheiro do nosso fundo,

e essas pessoas forem mais longe ainda?

Acho que resolvemos esse problema. Temos um suspeito e estamos investigando.

E, Sr. Governador, temos outras ideias para engajar a comunidade local.

Incubadora de neg�cios, regatas no lago, corridas de caiaque, concertos�

Shows n�o s�o o forte de voc�s.

Johann Kalt, investidor privado. J� nos conhecemos.

Gostaria de tirar algumas d�vidas.

O empreiteiro ser� Polbud, a firma do seu irm�o.

Por que as d�vidas giram em torno disso, certo?

Com licen�a,

mas�

O propriet�rio registrado � a concubina do seu irm�o.

Mas quem vai checar isso?

Esta firma cumpre todas as ordens p�blicas no n�vel da prov�ncia, certo?

Confiaremos nosso investimento a este empreiteiro comprovado,

conceituado na regi�o.

E a regata que meu colega mencionou ser� para a copa da prov�ncia. Que tal?

Sim.

�timo.

�tima ideia�

Uma regata, sim.

Claro, eu vou� patrocinar pessoalmente.

Vou aguardar a papelada.

Bom dia. At� mais.

Vamos comer?

Como voc� est�?

Voc� encontrou isso.

Caso perguntem.

A ARTE DA GUERRA

Voc� acha�

que somos iguais a ele?

- Ao nosso pai? - Sim.

Palmito.

Ele faz acontecer, e n�s ficamos estagnados.

Jasiek ser� como ele.

J� d� pra perceber.

Ele � o l�der na classe dele.

Porra, recentemente�

A professora deu zero pra ele. Ele disse que foi injusto.

Ent�o exige outra prova e ela d�.

A�, ele tirou dez.

� por isso que o pai o ama. Ele pode ver.

E n�s?

O que tem n�s dois?

Ele n�o nos amava?

Voc� se lembra de ser amado por ele?

- Dif�cil dizer. - Dif�cil o caralho�

N�o quer assistir?

Tem uma c�mera no s�t�o.

Eu j� assisti.

Voc� deveria assistir.

N�o fala comigo.

- Assiste. - Cala a boca.

Est� tudo na promotoria, incluindo o mandado de pris�o.

Pelo que sei, eles querem duas acusa��es.

Sim. Acusa��o de infra��o de terrorismo segundo ao par�grafo 20.

E querem acus�-lo de assassinato.

Sim, temos um �libi.

Tem sinal, mas ele n�o atende.

- Nenhuma mensagem? - �timo, obrigada. Estarei esperando.

N�o, ele sumiu. Nem notei quando ele saiu.

Quem?

Liguei para a diocese. Nada.

O vig�rio est� celebrando missa.

Mas o carro dele ainda est� l�.

Cuidarei disso pessoalmente. Dobocinski n�o far� nada.

O padre desapareceu? Como o irm�o dele?

- Ele disse quanto? - O qu�?

Seu advogado. Pediu quanto?

Vinte mil.

Viram o Mikolaj?

Certo. Nome e sobrenome.

Voc� sabe qual � o nome dele.

O que est� fazendo?

O Winnicki me deu.

Ent�o, diga o que voc� fez � sua irm� ontem.

Na colina.

Foram os vil�es.

Tinha monstros l�.

O que estava fazendo l�, seu esquisito?

Vou perguntar de novo. O que estava fazendo l�?

N�o precisamos de uma confiss�o.

Que aberra��o de merda faz aquilo com a pr�pria irm�?

Porra�

Jesus Cristo�

Responde!

N�o�

Tinha�

Tinha malvados l�

Malvados�

Malvados l�

Estavam dirigindo.

E�

A raposa n�o p�de fazer nada.

A raposa n�o p�de fazer nada!

A culpa � minha.

Que hist�ria � essa?

� minha culpa, Justyna.

Como a culpa � sua? N�o � voc� que bate nele.

Naquela noite�

teve uma grande festa no castelo.

Jarecki estava tocando.

Todos estavam l�.

Bernat Junior.

Macius.

Porra, eu idolatrava o cara naquela �poca.

Ele trazia drogas de Wroclaw.

Gizmo estava l�.

Venha aqui, parceiro. E a�, Gizmo?

J� conseguiu achar a raposa preta? Ou ainda n�o? Que porra t� rolando?

Daria!

Daria vai chegar logo.

- Palmito. - Oi, garoto.

- Tome um drinque. - N�o, ele toma rem�dios.

- Mas ele quer. - Voc� que vai lev�-lo pra casa.

- Certo. Espera. - Pensa nisso.

Calma a�, galera. Vamos l�. Tr�s, dois, um, vai.

Muito bem!

Sebastian.

Voc� � legal. N�o � nenhum vagabundo, certo?

Certo!

Ei, Gizmo.

Me diga uma coisa.

J� voou alguma vez?

- N�o. - E gostaria de voar?

- O qu�? Isto? - N�o. Ficou doido?

- Vai que desembaralha o c�rebro dele. - Faz isso com o seu.

Vai que desembaralha mesmo e ele fica normal.

Porra�

- Gizmo. - Puta que pariu.

Bebe, mano. Toma tudo, irm�o.

Vira tudo.

- Nossa! Porra! - Caralho!

Voc� estava com sede, cara.

Puta merda!

- Porra� - Vai ser uma loucura.

Demos LSD pra ele.

S� por divers�o.

Ele ficou chapado.

Depois, ele a matou.

Gizmo!

Porra�

Voc�s est�o loucos?

Sebek.

Sebek, tudo bem? Vem comigo.

Seu bando de fodidos!

Calma, menina. Relaxa. Ele est� se divertindo.

Cala a porra da boca.

O que voc� deu pra ele?

Pelo amor de Deus� Bando de imbecis.

Depois de 20 anos�

ele se matou.

Puta merda, Mikolaj�

Ei.

Voc� n�o sabia.

Como ia saber que ele tinha aquilo dentro nele?

Psicod�licos n�o colocam nada na sua mente.

- Trazem � tona o que j� existe l�. - S�rio?

Agora vai me dar aula sobre drogas?

- Perdeu toda a no��o, n�? - Calma.

Perdi a no��o do qu�?

Voc� perdeu total a no��o! Perdeu a no��o da realidade, da vida!

Est� agindo como o idiota sabe-tudo l� de Vars�via.

Que est� pisando pela 1� vez num buraco desses.

Acha que vai pegar fila no a�ougue pra comprar p� de galinha?

- S� falando assim! - Mikolaj, para! Chega.

Est� falando merda.

Voc� n�o est� bem.

Nada aqui est� bem.

Mikolaj, vem aqui.

Vamos fazer as malas e voltar pra Vars�via agora. Certo?

E se no caminho a gente parar

e visitar o seu editor?

O qu�?

Achou que eu n�o sabia?

"Sinto falta do seu cheiro."

Preferia que eu n�o soubesse, n�?

Que todos achassem que eu estava com a vadia do jornal.

Me desculpa.

Com uma pessoa realizando suas necessidades poliamorosas.

- Seu descarado. - Voc� que �!

A porra de uma descarada!

Ficou maluco?

Mikolaj, acabou tudo, entendeu?

Voc� estava na merda, vivia chapado o tempo todo.

Eu lidava com tudo isso sozinha, me sentia um lixo.

Eu estava sozinha, entende?

Voc� n�o sabe o que � se sentir um lixo.

Some da minha frente.

Some, porra�

S� voc� sabe o que � se um lixo, n�?

Porra!

Sei que ele estava abusando, mas mand�-lo pra Wroclaw?

N�o podiam mant�-lo em Zybork por mais de 48 horas.

E agora?

N�o estou pressionando, mas ser� dif�cil sem Justyna.

V�o surtar se ela conseguir um advogado e escrever sobre isso.

A �nica coisa que temem � que um adulto descubra tudo.

- Ela n�o tem obriga��o. - Mas � fam�lia, n�?

Deixa comigo.

N�o precisa.

Est� decidido.

Tudo bem com voc�?

N�o trabalhei no plano de desenvolvimento.

Gabinete da prefeita?

- � ali. - Devia ter constru�do em outro lugar.

Pagamos pre�o de mercado. Sem perdas.

A prefeita n�o�

Ol�. Glowacka, do jornal Nacional. Quero falar com a senhora.

Sinto muito, mas n�o consegui impedir esta senhora.

Eu sei quem voc� � e por que est� aqui. Traga um ch�.

Claro.

Heran�a do meu antecessor.

Sim, claro.

Isso a� � uma infelicidade, admito.

Sei o que e de quem veio falar.

Tomasz Glowacki foi preso pelo testemunho de uma pessoa.

Veja bem.

Eu real mente entendo tudo.

Seu sogro � um fan�tico.

E fan�ticos s�o perigosos.

Dividem todos entre bons e maus.

E as pessoas n�o s�o boas ou m�s?

Uma pessoa pode ser boa e m�.

Porque a vida a muda.

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com

Sabe�

Tomek e Filip�

Eu os chamo assim porque fomos para a mesma escola em Zybork.

Eles sempre se odiaram.

Tomek invejava o talento de Filip pra dinheiro,

e Filip invejava Tomek.

A for�a, a influ�ncia que tinha sobre os outros.

Eles trabalharam juntos porque sabiam que se completavam,

que podiam mais juntos.

Mas�

Mas Filip estava farto dele.

Uma semana antes de morrer, disse:

"Kryska, por que estamos brigando? Por qu�? Esta cidade precisa evoluir.

Vou liberar o arrendamento.

Cansei de brigar com o Glowacki."

A senhora est� bem preparada.

E fala disso com muita calma.

Mas mesmo que seja verdade, que diferen�a faz?

A menos que esteja insinuando que Glowacki � culpado.

N�o estou insinuando nada.

Eu n�o queria que ele fosse preso. Por que fazer dele um m�rtir?

Obrigada. Tenho o bastante por enquanto.

Voc� � legal.

Podemos fazer algo legal juntos.

Por que brigar?

- Seu troco. - Obrigada, tchau.

Obrigada.

- Um ma�o do vermelho. - Sim.

- Vem, Marysia. - Estou indo.

CLUBE URSINHO POOH PED�FILOS NA ELITE DE WARSAW

Cart�o ou dinheiro?

ADAM KOWALSKI

Oi, tudo bem?

Cart�o ou dinheiro?

Adam Kowalski?

Devia ter assinado com a porra do seu nome.

Falei que tinha que proteg�-la.

Vou processar voc�, Jacek.

Por qu�? O que quer provar?

S�o pessoas cru�is. Eles n�o t�m medo de ferir quem amea�a�

Para!

Justyna.

Voc� � a melhor. A melhor jornalista da Pol�nia.

- Mas �s vezes� - Eu sei.

�s vezes, n�o sabe o que faz.

Sei o que fa�o, seu cretino.

Al�?

Est� sentado?

- Vendi os direitos de uma miniss�rie. - Que maravilha.

Dev�amos comemorar.

Claro, assim que voc� voltar desse lugar.

Vou voltar.

Sua casa, amanh�, �s 10h.

�timo. Pode vir.

Mais uma coisa.

Fala.

Transfere 20 mil pro escrit�rio de advocacia Krymscy e Associados.

Vai se divorciar?

E 20 mil para "Tomasz Glowacki" como refer�ncia.

Tchau.

Respira.

Respira��o calma, Gizmo. Inspira.

- Expira. - Ei.

- Inspira e expira. - Ei, Daria.

Inspira.

Vai se foder.

- Espera� - Inspira e expira.

- Vamos� - O que voc� quer?

- N�o fui eu. Foi Macius. - Some, porra!

- Inspira e expira. - Mikolaj.

Inspira e expira.

Inspira�

- Vamos. - Me solta.

Respira��o calma.

Entra.

Entra. Respira pelo nariz.

E expira.

Porra!

Demos LSD pra ele.

Eu, Macius, e Jarecki.

Foi minha culpa, entende?

Eu podia ter feito algo, impedido-os.

Mas n�o fiz.

Mikolaj.

Mikolaj.

Entende que tudo isso � real?

- O qu�? - Tudo isso.

Voc� e eu.

Este momento. Esta mesa. Aqui e agora.

A vida.

Voc� entende? A vida.

A vida n�o come�a quando se est� pronto pra ela.

Ela vai acontecendo.

Acha mesmo que foi o �nico que sofreu esses anos todos?

Que foi quem mais sofreu?

Nunca pensou na Maslowska?

Por 20 anos,

ela convive com o fato de que o filho matou a filha.

Um irm�o matou a irm�.

Nunca pensou na Kaska? Por tudo o que ela passou?

Voc� tem um irm�o e uma irm�.

Esses dias, tentaram queimar nossa casa.

E essas crian�as estavam l� dentro.

Pensou no que podia acontecer?

Ser� que tem espa�o

pra outras pessoas nesse seu mundo?

Ou voc� vive nele sozinho?

- Por que � dif�cil ser legal comigo? - Legal?

Sou seu filho, n�o a porra de um estranho.

Tenho tr�s filhos.

E o mais novo � o mais inteligente.

O mais maduro.

Por que n�o amou a gente?

Amor?

N�o.

Nunca amou a gente.

Mikolaj.

N�o joga na cara.

Voc� nunca me amou.

Nem o Grzesiek.

N�o exagera, porra.

Nem a mam�e.

Deixa sua m�e fora disso.

� muito simples.

A gente faz escolhas.

- Depois, sofre as consequ�ncias. - N�o, porra.

N�o.

Voc� nunca nos amou.

Est� bem.

Esperei por voc� todos esses anos que passou fora.

Tentei contato centenas de vezes.

E me rejeitou em todas.

Cortou os la�os com a cidade.

Cortou os la�os com a fam�lia.

Ʌ

Ent�o eu tive�

que cortar voc� daqui.

Daqui.

O que isso faz aqui?

Quando?

"Chefe" o qu�? Que horas deveria estar l�?

Soube que seu marido e meu sogro estavam brigados. Procede?

Tomasz tem uma for�a impressionante,

mas Filip n�o gostava de se submeter a ningu�m.

Inclusive a mim.

Meu sogro diz

que seu marido manteve o arrendamento devido aos moradores da col�nia.

Ele n�o pensa neles como pessoas.

Ele s� queria mais dinheiro, como sempre.

Era a grande paix�o dele.

Como ele pretendia isso?

O Marek parou de responder.

Achei que ele tivesse um celular novo�

Eu n�o sei.

N�o importa.

Falei pra ele n�o se meter com os ciganos.

Mas ele igual ao pai.

Dinheiro acima de tudo.

� sempre quest�o de dinheiro.

Est� dizendo que o Marek tinha amizade com os ciganos?

Boa tarde.

Bem-vinda.

Senta.

Como conseguiram o celular do Marek Bernart?

N�o foi isso.

N�o roubamos celulares.

Acha que ter�amos uma casa dessas roubando isso?

Mas chegaram a v�-lo quando veio pra Pol�nia.

N�s o v�amos ocasionalmente.

Agora.

Voc�s o viram recentemente.

Talvez.

Por que isso importa?

O pai dele queria vender o terreno pra voc�s.

Depois, mudou de ideia? Resolveu fechar acordo com a prefeitura?

Diz pra ela.

Est� bem.

N�s o vimos.

H� um m�s.

Eu dava umas voltas com ele. A gente se dava bem.

Ele ficou de convencer o pai a vender o terreno.

�amos fazer uma parceria.

Mas era tudo papo-furado.

Ele n�o tinha falado com o pai, s� queria chapar de gra�a.

Fizemos um churrasco.

Ele comeu, ficou doid�o�

e come�ou a gritar que n�o ia mais fugir.

Que ia voltar de vez.

� noite, ele deu uma surtada e disse que ia embora.

Ficou com o celular o tempo todo.

Ningu�m tirou dele.

E pra onde ele foi?

Mikolaj!

Mikolaj!

Mikolaj!

Mikolaj!

Ele saiu.

Voc� o viu?

- Acabei de falar, ele saiu. - Mas o carro est� aqui.

E da�?

Bernat Junior estava na Pol�nia.

Os ciganos o levaram at� o Macius.

Como sabe?

Estive l�.

- Falou com eles? - Algu�m precisava, n�o �?

Vai comigo falar com ele?

Justyna�

Pra qu�?

Voc� vem ou n�o? J� est� me irritando!

- Ei. - Ficou maluco, caralho?

� assim em Zybork, n�?

Voc� pode drogar um garoto com defici�ncia fazendo ele matar a pr�pria irm�.

E o qu�?

N�o acontece nada? Nada!

N�o aconteceu nada.

A vida continua, n�?

Estou aqui.

Voc�s est�o aqui

E?

Est� tudo incr�vel! Zybork manda!

Que porra est�o olhando?

O que est�o olhando, caralho?

� melhor ir embora.

V�o te machucar.

Vai.

A�!

Cad� o Macius?

- Por que? - N�o interessa!

- Porra! - Voc� � muito engra�ado.

S� queremos falar com ele.

Queremos ajud�-lo.

N�o sei. Est�o na farra l� no alem�o.

Eles fizeram um acordo.

Sabe onde fica?

Obrigada.

Boa noite.

Como posso ajud�-la?

Vejo que est�o comemorando.

Sim.

Estamos comemorando.

A cidade toda devia comemorar.

Voc�s n�o podem relaxar s� por um dia?

Krzysiu.

Voc� prendeu o velho, ent�o d� um jeito neles tamb�m.

Voc�s, Glowackis�

n�o passam de grosseir�es.

Mas eu esperava mais de voc�, mocinha.

Espera.

Devemos tratar bem as visitas.

Mesmo as n�o convidadas.

Aceitam uma bebida?

- Quero falar sobre Bernat Junior. - O que tem ele?

Falei com Gawil e ele disse�

Claro, � s� dar 100 na m�o dele,

e ele lhe dir� qualquer coisa.

Ent�o vai.

Continue falando com aquele desgra�ado, entendeu?

Perdoem meu linguajar.

- N�o quer mesmo beber? - Ele foi � sua casa naquela madrugada.

Voc� o levou pra floresta, sozinho ou com algu�m.

Para o local onde mantinha o pai dele.

Voc� o torturou pra for�ar o pai dele a assinar os documentos, e a�?

Cortou um peda�o do corpo dele e enfiou na goela do pai?

Por divers�o?

Sua filha da puta.

- Puta desgra�ada! - Ei!

N�o sei voc�s, mas estou ficando entediado.

N�o seria melhor s� pedir

pra irem embora?

Pois �.

Prefiro um ambiente harmonioso.

Sabe o que � interessante?

Que seu sogro n�o vai sair dessa.

Sendo culpado ou na�, ele est� acabado.

E esse idiota vai como c�mplice.

Mas voc� e seu marido ainda t�m uma sa�da.

Se, neste exato momento�

voc�s sa�rem da cidade.

Sumam.

O qu�?

Me deixa entrar.

Precisa de qu�?

Oxi ou morfina.

Vai se foder�

Acha que sou idiota? Aqui est� o dinheiro.

Mas fala pro seu irm�o que n�o tenho mais.

Que papo � esse?

Cacete� Ela est� bem?

T�.

Jesus est� de olho nela.

Escuta.

S� tenho isso aqui.

- Justyna? - Oi.

Pawel Zal, da Newsweek. Lembra?

Desculpe por ligar t�o tarde. Soube da palha�ada no Nacional.

� t�pico deles.

Acho que � um bom momento pra gente fazer algo juntos, n�o acha?

Depende. O qu�?

Que tal um artigo sobre Frombork?

- � uma grande hist�ria. - � Zybork.

A cidade se chama Zybork.

- Estou aqui agora. - Desculpa, foi mal.

Consegue me mandar quando?

Eu aviso

amanh�.

- A situa��o � dif�cil. - �timo, estarei esperando.

Estou ansioso. Boa noite, Justyna. At�!

Oi, � o Mikolaj. N�o posso atender.

Quer saber a verdade?

Vou te mostrar.

Venha.

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