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Original subtitles

A COLINA DO C�O

E a�?

� um carro bom.

N�o � ruim, mas � cinza. Era para ser preto.

Mas� O que est� rolando?

N�o, tudo bem!

Isso � desperd�cio.

Escuta�

S� queria pechinchar um pouco.

N�o fa�o pechincha, gadjo.

Oi.

Oi.

- Quer caf�? - N�o, obrigada.

O que me conta?

- Botaram fogo na casa em que eu dormia. - Seu apartamento?

A casa dos Glowackis. Te mandei mensagem. Tem algo errado em Zybork.

Parece que algu�m da prefeitura p�s fogo na casa do meu sogro.

Tenho que escrever esta hist�ria.

Aprove. Isso � muito grande.

Mas isso � assunto pra m�dia local, certo?

Escrevemos sobre temas relevantes nacionalmente.

Al�m disso, se bem me lembro bem,

seu marido escreveu um livro sobre a cidade.

Por que n�o poupamos os leitores poloneses de Zybork?

Talvez seja o bastante?

Eu o amo.

� por isso que veio?

Vim aqui porque trabalhamos juntos.

E voc� � meu superior.

Barrei a mat�ria do Clube do Ursinho Pooh.

Voc� fez o qu�?

Pra sua seguran�a.

Est�o preparando uma grande a��o coletiva. N�o contra o jornal.

Contra voc�.

Um processo

que voc� vai perder.

Voc� � cruel.

Aprendi com voc�.

Justyna.

Voc� pode ficar aqui.

Sabe disso.

O quanto quiser.

Me arrependi de vir aqui.

COMO EST�O AS F�RIAS? SINTO FALTA DO SEU CHEIRO

A tia est� aqui?

N�o, n�o est�.

Onde ela est�? Ela queria aprender a jogar LOL.

Ela foi pra Vars�via.

Ver o editor dela.

E ela o deixou aqui sozinho, tio?

Tem uma senhora sentada l� embaixo.

Ela est� perguntando por um adulto.

Cad� o pai?

Mam�e e papai foram � pol�cia.

Est� bem, diga a ela que estou indo.

N�o posso falar. Ligo de volta, tchau.

N�o vou falar com voc� agora.

Foda-se. Botaram fogo na nossa casa.

- Botaram? - Sim.

Ent�o j� sabe quem �, certo?

Voc� sabe quem.

Acha que � um jardim de inf�ncia?

Seu amigo Winnicki est� aqui ao lado.

- Ele vai colher o depoimento. - E depois?

N�o sei.

Talvez a per�cia mostre que voc� ateou fogo?

Seu babaca filho da puta.

- Verme mentiroso. - Tomasz.

Voc� era um homem decente.

Nada mudou.

Jogaram um gal�o no quarto dos meus filhos!

Tomasz.

- Entendeu, caralho? - Tomasz!

Botaram fogo na nossa casa� e voc� varre pra debaixo do tapete.

Assim como a carne no est�mago do Bernat.

Que carne era? Ao menos checou? Foi analisado, testado, alguma coisa?

Ele morto � conveniente pra voc�.

Conveniente?

Como isso pode ser conveniente?

Voc�s s�o loucos.

Agata, vamos!

Mas voc� � bem normal.

Vamos, Agata!

Isso � in�til.

Trouxe uma torta.

Espera.

Aceita um caf�?

Eu entendi.

De verdade.

O qu�?

Seu luto.

N�o sabemos.

Mas vamos conversar.

Sei que � um livro.

Eu sei que � inventado, n�?

Mas � �bvio sobre quem escreveu.

Voc� fez do Seba um assassino.

Um assassino que atormentou animais.

Transformou o Louco num mafioso.

- E Zybork, uma cidade de criminosos. - J� n�o era?

Macius e os caras n�o roubavam carros na Alemanha?

O Seba n�o matou a Daria?

Desculpa, eu�

Eu n�o quis te chatear.

Isso n�o tem a ver comigo, porra.

- Eu tinha cinco anos. - Eu lembro.

Voc� lembra?

Voc� lembra.

Pede desculpas.

Diz que n�o foi de prop�sito.

Talvez n�o tenha pensado direito?

Ent�o sou burro.

E a culpa � minha.

O problema � que voc� n�o � burro.

Ent�o sou o qu�?

S� pregui�oso.

- Oi. - Oi.

Uma torta? Agora?

Irm�o, vamos pegar aqueles malditos.

Grzes?

Porra! Queimaram a nossa casa.

Sabe o que eu quero?

Vou te falar o que quero.

Para mostrar que n�o temos medo.

N�o temos medo.

Vem comigo?

Eu tenho que ir.

Anda, Palmito.

Olha a postura.

O que viemos fazer aqui mesmo?

- Ol�, senhoras. - Ol�, senhor.

O que est� fazendo?

Que porra � essa?

Apagando o fogo.

Cai fora daqui, porra!

Voc� acha que n�o sei? Acha?

- Que merda? - Quem queima crian�as?

- Que porra � essa? - Acalmem-se!

Vamos.

Limpa isso.

Limpa isso aqui! Vou te quebrar no meio, desgra�ado!

Vai pagar por isso, desgra�ado. Voc� vai pagar!

Que gritaria � essa?

Ele urinou no tapete do meu escrit�rio.

Ent�o limpa. O governador chega em duas horas.

E se acalma. Voc� n�o est� no seu bar.

Me desculpa.

SE VOC� SE IMPORTA COM A VERDADE E A JUSTI�A,

COMPARTILHE ESTE POST.

O MUNDO TEM QUE SABER SOBRE O QUE ACONTECE EM ZYBORK.

JUNTOS PODEMOS FAZER A MUDAN�A.

Est� aberta.

Voc� n�o tranca a porta?

Seria o primeiro a saber se algu�m tentasse entrar.

N�o sou t�o louco por voc�.

Ent�o? Examinou a carne?

Eu n�o. Foi outra pessoa.

E a�?

- � carne humana. - O qu�?

- Tem certeza? - Sim, 99%.

Na verdade, havia dois tecidos na amostra.

Acho que um era o tecido engolido e o outro era do falecido.

Eles s�o muito parecidos geneticamente.

Ent�o � um membro da fam�lia?

Talvez.

O filho?

No que voc� se meteu?

O que � isso?

O Massacre da Serra El�trica?

E mais isto.

Mas n�o fui eu que te dei, certo?

A �ltima localiza��o daquele n�mero. Ainda est� ativo.

Isso parece estranho.

Posso cuidar disso.

Como o Clube do Ursinho Pooh?

Est� al�m do meu alcance.

Mas eles v�o pra cadeia.

Est� bem.

Eu te mantenho informado.

A pol�cia local n�o quer ajudar.

O objetivo da pol�cia n�o � ajudar.

Se cuida.

- O que estamos fazendo aqui? - O pai me disse para ficar de olho nela.

- O pai manda, e voc� faz, certo? - Ei.

Tem algo contra?

Estou brincando, cara. Vars�via te deixou paranoico.

Ei, pessoal!

Ei!

Sra. Grazyna, oi!

Palmito, vem aqui.

Est� morta.

Est� � b�bada pra caralho.

Sra. Grazyna.

Traga um pouco de �gua.

Acabado, n�o �?

Todo acabado.

N�o � o que voc� imaginou pra sua vida adulta.

Voc� sabe o que tem a�.

Al�?

Filho?

Sonny, cad� voc�?

Filho?

Por favor, diga algo.

Voc� est� a�? Filho?

N�o � ele.

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com

VOC� N�O VAI A LUGAR NENHUM

Sr. Governador, aqui � onde ficar� o hotel.

Ele vai cercar esta parte do lago.

Muito vistoso, de quatro a cinco andares. N�o vai ser gigante.

Preferimos aconchegante.

- Um design bonito e moderno. - O hotel vai se mesclar � paisagem.

Sim, e uma sala de concertos � esquerda. Na verdade, um anfiteatro coberto.

Eventos culturais, shows de famosos aos domingos�

E m�sica cl�ssica, � claro.

Entendi.

E aqueles pr�dios?

Aquelas pessoas.

S�o pr�dios pr�-fabricados.

Podres, em risco de desmoronar. Devem ser demolidas.

E, � claro, j� providenciamos apartamentos pra essas pessoas.

Entendi.

Presumindo�

que a prov�ncia nos ajude, este poderia ser um lugar muito bonito.

Certo.

E�

O que tem havido por aqui?

- Sequestros, assassinatos? - N�o sei.

Glowacka, do Nacional, fez uma reportagem que repercutiu.

A pol�cia est� trabalhando pra resolver este caso infeliz.

Talvez os jornalistas de Vars�via n�o saibam.

O que vejo aqui � uma ovelha negra.

� isso que Zybork �.

Gryf�w, por exemplo,

tamb�m � boa.

Governador, as investiga��es est�o em andamento.

- Isso n�o se resolve da noite pro dia. - � bom que resolvam.

Resolva as quest�es,

e a� podemos come�ar.

Bem, acho que agora�

podemos convid�-lo pra jantar?

N�o, obrigado.

Eu como na volta.

- Acelere o caso do Bernat. - Estamos tentando.

N�o � o que parece.

Entenda, n�o temos pistas.

N�o houve pedido de resgate.

Sem conflitos.

Ele tinha conflito com todo mundo.

Todo mundo.

Com voc� tamb�m.

Est� insinuando algo?

N�o.

Estou dizendo que n�o � f�cil.

Teria sido diferente se me deixasse estar l�.

O que mais esses psicopatas podem fazer?

Uma manifesta��o?

N�o sei o que ele tem na cabe�a.

E o que podemos fazer?

Aja como se tudo estivesse avan�ando.

Cruzar os bra�os?

N�o. Mostrar �s pessoas.

Organize uma feira ou um concerto.

Finja que tudo foi acertado e assinado.

� assim que se faz.

E � preciso ter um bispo

pra dar a b�n��o.

Ningu�m mexe com coisa sagrada.

Noites Zyborianas Dias Zyborianos

Vivendo em um conto de fadas Pode sonhar

Est� bem, chega!

J� deu.

Seguinte.

- Pago cinco pra tocar por duas horas. - De jeito nenhum. Dez.

- Ficou louco? Dez? - Louco? N�o, � a infla��o!

Disse que n�o achou mais ningu�m.

Que se dane, dez. Mas quero um show perfeito.

Tudo bem. De novo.

Fechado.

Zyborianas�

Que porra!

�Noites Zyborianas

Vivendo em um conto de fadas

Pode sonhar

Tem um minuto?

E a�.

Palmito, me deixa em paz.

S� tem isso pra me dizer?

Ficou puto pelo que escrevi no livro?

Como todos?

Pausa pra fumar.

Voc� ainda anda com o Marek Bernat?

S� um "oi, tudo bem" uma vez por ano.

Eu n�o sei dele.

Eu o vi

ano passado, no Underground.

Tomamos uma, s� isso.

Falaram sobre aquilo, n�?

Sobre o qu�?

- O que quer ouvir de mim? - Voc� sabe o qu�.

N�o sei de nada. N�o vou dizer nada. S� vai, porra.

Jaras.

Estou do seu lado.

Est� mesmo?

N�o me enche o saco, porra.

Me deixa.

Ou na pr�xima, te quebro na porrada, Palmito.

Te quebro. Voc� vai ver.

� carne humana.

O qu�?

O que acharam no est�mago do Bernat � carne humana.

E � geneticamente similar.

- Como sabe? - N�o pergunte.

Tamb�m rastreei o telefone dele.

No lago.

Sei onde �.

Vou ligar pro pai.

Onde estava?

Vou deix�-los a s�s.

Onde voc� estava?

Cuidando de umas coisas.

Por que n�o atendeu?

Estava cuidando da mat�ria sobre a cidade pra ajudar sua fam�lia.

Dei o tecido do Bernat para an�lise.

Que �timo�

Justyna sempre � a melhor em tudo. Justyna sempre faz o melhor.

Me d� sua chave.

Aonde voc� vai?

- Tenho um assunto tamb�m. - Qual?

Nada.

Seu est�pido�

E a�, vamos pra l�?

Falei com a namorada do Bernat e o locador.

Faz um m�s que n�o o veem em Londres.

Ele se foi, assim como o pai.

Vamos l�?

Mas o Mikolaj pegou minha chave.

Vamos no meu, vem.

Est� prestes a conhecer um cara exc�ntrico.

Talvez um desses?

Os ciganos me d�o de presente. Pelos carros. Quer comprar?

Todos funcionam.

� o bico dele.

Ningu�m v� ou julga. Voc� sabe como �.

Um ladr�o � melhor que um ca�ador.

Um ladr�o rouba apenas um objeto. Um ca�ador tira uma vida.

� esse aqui.

Isso � muito estranho.

- Por que n�o contou? - Porque n�o sei de nada.

- O que fazemos? - Vamos � pol�cia de manh�.

Vamos mostrar ao Dobocinski e for��-lo a se mexer.

E vamos dizer a verdade.

Consegui o celular com os ciganos!

O que acha disso, Tomek?

Bernat Junior desapareceu como o pai. Ele era o �nico herdeiro.

� o que acho.

Pelo amor� o que quer?

Vim ver como voc� est�.

Eu estou bem.

Muito bem. Por qu�?

Vai a algum lugar?

N�o.

Por que est� agitado?

Eu? Agitado?

Por que eu estaria?

Podia ter avisado que vinha!

Desde quando visamos em Zybork?

O que voc� quer, porra?

Vai falar?

Bernat.

Foi voc�?

Voc�, Kafel, e os caras querem tirar grana dele?

Voc�s se juntaram, o pegaram e a merda aconteceu.

Eu juro.

Eu n�o fiz nada com ele.

S� quero dormir em paz. O que est� havendo aqui?

Primeiro, fica s�brio, idiota. A morfina j� vai fazer efeito.

Ah �? Vou chamar a pol�cia!

Chama. Direi a eles sobre as merdas que voc� faz.

- Que linguajar � esse? - O mesmo que usa toda noite.

Vou fazer todos voc�s pagarem por isso!

Minha m�e tem crises de dor, e o imbecil implica.

Poloneses implicam com tudo.

Somos poloneses tamb�m, cara.

Qual a sua implic�ncia?

Nossa!

Vai ser uma loja de conveni�ncia.

- Mas tem uma aqui perto. - Isso � um problema?

E a�?

Que filme vamos ver?

Matrix?

Por que disse que meu maior pecado era a pregui�a?

Quando se escreve um livro�

� preciso�

� isso.

Como chama mesmo? Quando voc� colhe informa��es?

- Pesquisa. - Exatamente.

Pesquisa.

Morei aqui quase 20 anos. Essa � a minha pesquisa.

Sabe� n�o sou especialista.

Mas se eu fosse escrever um livro, eu falaria com todos.

Todos que desse. Policiais que investigaram o caso.

Os m�dicos.

As testemunhas.

O promotor que coordenou o caso.

Vou dizer uma coisa, Kaska. Eu recebi um cart�o.

S� um cart�o-postal comum.

Algu�m assinou como Gizmo, escreveu que sabia da verdade

e que revelaria tudo.

E aqui, em Zybork�

algu�m colocou outro cart�o-postal atr�s do meu para-brisa.

E a�, qual � a verdade?

Quer saber?

Tenho certeza de uma coisa na vida.

Ningu�m vai me dar nada.

Ningu�m vai me ajudar com nada. Tenho que fazer tudo sozinha.

Sabe como � isso?

Sei, sim.

Vivi toda a minha vida com o que houve com a Daria e o Sebastian.

E voc� sabe�

Pensar em algo o tempo todo�

te leva a v�rias conclus�es.

N�o �?

Quais conclus�es?

Que algu�m o for�ou a fazer aquilo.

Entende?

N�o sei como.

Mas algu�m o ajudou.

Intimidou.

For�ou.

Drogou.

Voc� se lembra dele.

N�o mataria nem uma mosca.

E eu sei�

que esse algu�m est� por perto.

Vivendo perto de mim.

E est� rindo da minha cara.

Eu poderia descobrir, sabe?

Se algu�m quisesse falar comigo.

Se n�o me tratassem como uma leprosa.

Porra�

Estou surpresa de que ele demorou tanto.

Que s� se matou agora.

Eu teria feito isso h� muito tempo.

Se cuida.

Quem te deu o celular?

O mais novo. Gawil.

Foi um gesto legal. Faremos o seguinte.

Quando o Marek relatar o telefone perdido, devolvemos pra ele.

Ele sumiu. Est� em algum lugar de Zybork.

Ele sempre vinha sem contar aos pais dele.

Todo mundo sabe.

Deve ter sa�do pra beber por a� e perdeu o celular.

Examinaram provas por conta pr�pria?

Mas isso n�o � prova. Voc� rejeitou.

Numa conversa informal com minha esposa que conta tudo pra voc�s.

Marek Bernat est� onde o pai estava.

Isso se ainda estiver vivo.

O que est� insinuando?

Que algu�m sequestrou os dois

e mandaram um comer o outro?

- Que porra? - Escuta.

Voc� � o policial com o celular e os resultados.

Voc� � quem deve esclarecer. At� mais.

Al�.

Tudo bem na prefeitura?

Certo, obrigado.

N�o sei se � um dia de milagres, mas o Glowacki estava aqui. Sim.

Ele deixou um presente.

POL�CIA

Como podemos ajudar?

Vim atr�s do Gawil.

O que quer com meu filho?

Quero prend�-lo.

Que bobagem � essa, mashteri?

Voc� est� preso pela morte e sequestro de Filip Bernat

e o desaparecimento do filho dele, Marek.

Ah, vai se foder.

Vai voc�.

Est� cometendo um erro, mashteri.

Certo. Mangava, pai.

Jasiek, chuta!

- Vai! - N�o sei se fizemos a coisa certa.

Muito bem!

O que eu podia fazer? Recorrer a quem?

- � a pol�cia. - Ele vai passar um pano em tudo.

- Muito bom! - Oi, pai.

- Por que fez falta? - N�o de prop�sito.

Os Glowackis sempre jogam limpo. Lembre-se disso.

Fiz tr�s gols hoje.

Toca aqui. Vamos, Julia.

A PREFEITA CONVIDA PARA A FEIRA VAMOS CELEBRAR O NOVO EMPREENDIMENTO

Ol�.

Boa tarde.

Promotor Markiewicz?

Sim?

H� v�rios anos, um irm�o matou a irm� em Zybork.

- Liderou a investiga��o, lembra? - N�o falo com jornalistas.

N�o sou jornalista.

Ela era minha namorada.

Eu lembro.

Foi um dos piores casos

que j� liderei.

Estupros e assassinatos entre irm�os.

Monstruoso, mas fazer o qu�?

�s vezes, essas coisas acontecem.

Lembra de algum detalhe?

Era �bvio desde o come�o

que o garoto estava com defici�ncia mental grave.

Ele foi examinado por alguns psiquiatras forenses.

Eles n�o diagnosticaram

tend�ncias s�dicas ou psicopatas.

Eles tamb�m o testaram para drogas, mas n�o acharam nada.

Mas h� drogas que n�o podem ser detectadas no sangue.

- Psicod�licos, por exemplo. - Sim, eu sei de tudo isso.

At� escrevi um livro sobre isso. Se quiser�

N�o sei� Fic��o policial n�o � muito

o meu estilo.

Mas eu aceito.

- Pra minha esposa. - Vou ser direto.

Ainda acha que foi ele?

A base de toda acusa��o s�o as provas coletadas na cena do crime.

Neste caso, eram irrefut�veis.

No entanto, a confiss�o dele�

Na minha opini�o, n�o era cr�vel.

Por qu�?

Porque ele foi espancado brutalmente pela pol�cia.

Um jovem oficial acabou perdendo o controle.

Talvez tenha sido s� aquela vez. Sem justificar, s� comentando.

Contou isso para algu�m?

Pra quem?

Pra fam�lia?

Pra qu�? No que isso ajudaria?

N�o sei, algum tipo de�

senso de justi�a.

Justi�a � quando o culpado � julgado,

sentenciado�

e preso.

S� que todos esquecem das v�timas

que n�o podem mais receber ajuda.

Porque algumas feridas nunca cicatrizam.

Senso de justi�a.

E senso de responsabilidade.

- N�o aquela do "� nossa vez". - Tomek.

Isso mesmo.

Tem a ver com algo maior.

- E mais importante. - N�o, Tomek. N�o � uma op��o.

� isso que est�o esperando, cara.

Pelo que me lembro, a prefeita acabou de fazer anivers�rio.

Vamos levar um bolo e dar os parab�ns.

Cantamos algo pra ela.

- O que foi? - Droga�

- N�o. - Espera.

- Tomek. - Sua frequ�ncia card�aca est� muito alta.

Agata, me d� o captopril. Fica parado!

E �gua.

- N�o, estou bem. - Tomek.

- Agata. - Jesus�

Voc� vai se destruir.

Primeiro voc�, depois todos n�s.

- O que foi? - Nada.

O que foi isso?

Liga mais pra ele do que pra mim.

Para com isso.

Estamos aqui e agora, est� bem?

Estamos ajudando sua fam�lia, mas podemos voltar pra Vars�via.

Voc� � importante pra mim.

Voc� foi para Wroclaw?

E o que aconteceu?

Tudo isso poderia ter sido bem diferente.

Tudo bem.

Obrigado, estou bem.

E ent�o, Elka?

Voc� decide.

- Certo. - Sim?

Sim.

- Vamos! - Sim.

- Vamos. - Vamos, pessoal.

NOSSO ZYBORK

NOSSA CIDADE EST� EM SUAS M�OS

- Vamos assinar a ordem de in�cio! - Uma Zybork melhor!

- Para iniciar a constru��o do resort! - Uma Zybork melhor!

Porque nosso trabalho n�o � relembrar o esplendor do passado.

- Nosso trabalho � melhorar a cidade. - Uma Zybork melhor!

Uma Zybork melhor!

Uma salva de palmas para a prefeita!

Bravo!

Ol�, pessoal! Ol�, Zybork!

UMA ZYBORK MELHOR

Para quem n�o me conhece, meu nome � Tomasz Glowacki.

Quero apresentar a voc�s os residentes da col�nia Zybork!

Essas pessoas vieram aqui especialmente agradecer � prefeita.

Por tudo que ela faz pra nossa cidade. Parab�ns!

Muito bem!

N�o v� embora, Sra. Prefeita. Temos um lindo presente.

Aqui est�.

Este bolo, Sra. Prefeita, � um s�mbolo da nossa gratid�o

por esta inacredit�vel e fant�stica oportunidade

que a cidade de Zybork recebeu gra�as a voc� e sua equipe.

Afinal, logo receberemos um hotel maravilhoso e lindo!

Lindo mesmo. J� vi o projeto.

Com campo de golfe e acesso ao lago.

Piscina, sauna, massagens!

Mas n�s � que vamos lavar os banheiros desse hotel.

Lavar os len��is!

Cozinhar sopa e tirar o lixo!

Mas como � um sucesso t�o grande,

podemos aproveitar a ocasi�o especial e cantar "Parab�ns pra Voc�" para Zybork.

Embora eu duvide

que a cidade tenha muitos anivers�rios sob o comando da Sra. Bulinska.

Mas deixa para l�. Vamos cantar.

Parab�ns pra voc� Hey!

Parab�ns pra voc� Hey!

Feliz anivers�rio, querida Zybork Hey!

Parab�ns pra voc�

Onde conseguiu o celular?

Que celular?

O celular do Marek Bernat.

Agora acha que roubo celulares?

S�rio isso?

N�o acho nada ainda.

Na verdade, � bom�

que voc�s, poloneses, nos achem idiotas.

Fica mais f�cil ferrar voc�s.

- Sem saber que est�o sendo ferrados. - Quer apanhar?

Chama o Dobocinski.

- Agora. - Eu tentei. N�o atende.

Ent�o tenta at� conseguir. Sei l�, liga pro fixo�

E agora?

- Eu disse que terminaria assim. - Como?

Tudo est� como planejado.

Ligaram da prefeitura sobre uma multid�o na pra�a.

Kryska, vamos.

N�o vai comer seu bolo?

Mas que pena�

S� vieram pra bancar os palha�os da festa.

Voc� acha?

Caros residentes de Zybork!

Voc�s s�o incr�veis!

Chamem seus amigos,

seus entes queridos e suas fam�lias porque precisamos de mil assinaturas!

Precisamos de mil assinaturas pra tomar as r�deas da situa��o!

Pra que esta cidade, nossa cidade, permane�a em nossas m�os!

Precisamos de mil assinaturas! Conseguem fazer isso?

Prezados residentes! Voc�s conseguem?

Sacrifiquem seus filhos!

N�o o meu!

- N�o sei nada sobre seu filho. - N�o?

N�o sabe?

Voc� n�o mandou prend�-lo para aprovarem seu investimento?

N�o? Ent�o quem foi?

Voc�?

Cad� o Dobocinski?

- Quer que eu fa�a m�gica? - Calado!

- Vamos entrar. - Espera. Por que entrar?

Est� agrad�vel aqui. Estamos conversando, o tempo est� bom.

Soltem meu filho!

Seus putos!

Minchali!

Que tal intimidar menos?

Sim, Sr. Tobek?

Isso n�o � intimida��o.

Agora �.

Voc�s n�o tinham o culpado,

ent�o acharam um cigano, certo?

Porque os ciganos n�o s�o nada aqui, certo?

S�o s� vermes.

Tobek, pra que isso?

Voc� � igualzinho a eles.

Como todos os poloneses.

Uma s� fam�lia.

Filhos da puta.

Seu alem�o sacana.

Voc� pode manipul�-los, mas n�o a mim.

Todos ficar�o aliviados quando eu te encher de bala.

Tamb�m tenho arma.

Justyna!

O que voc� quer?

Quer morrer no lugar dele?

Ningu�m vai atirar aqui.

Guarde a arma e v� pra casa.

Melhor escut�-la, Tobek.

Abaixa.

Devolve meu filho, ou vou incendiar esta cidade.

- Eu juro. - N�o vai incendiar nada.

N�o mesmo?

Me d� alguma coisa,

e eu solto seu filho.

Pai!

Jesus Cristo!

Chamem uma ambul�ncia!

Foi no dia 5 de julho.

Eu voltava de uma festa na boate. Foi por volta das 2h ou 3h.

Vi os dois parados na beira da estrada.

- Quem? - Eram dois.

Um com certeza era o velho Glowacki. Ele segurava um bast�o.

E o que houve?

A Sra. Bernat te procurou no dia seguinte pra avisar que o marido tinha sumido.

Voc� a ignorou e disse que ele estava com uma prostituta.

Vai assinar?

N�o mentimos, mashteri.

Sabe que nunca mentimos.

S� n�o falamos com voc�s.

N�o podia ter contado antes?

Tudo bem. Vou acordar o promotor.

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