Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Czech
Danish
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
A COLINA DO C�O
E a�?
� um carro bom.
N�o � ruim, mas � cinza. Era para ser preto.
Mas� O que est� rolando?
N�o, tudo bem!
Isso � desperd�cio.
Escuta�
S� queria pechinchar um pouco.
N�o fa�o pechincha, gadjo.
Oi.
Oi.
- Quer caf�? - N�o, obrigada.
O que me conta?
- Botaram fogo na casa em que eu dormia. - Seu apartamento?
A casa dos Glowackis. Te mandei mensagem. Tem algo errado em Zybork.
Parece que algu�m da prefeitura p�s fogo na casa do meu sogro.
Tenho que escrever esta hist�ria.
Aprove. Isso � muito grande.
Mas isso � assunto pra m�dia local, certo?
Escrevemos sobre temas relevantes nacionalmente.
Al�m disso, se bem me lembro bem,
seu marido escreveu um livro sobre a cidade.
Por que n�o poupamos os leitores poloneses de Zybork?
Talvez seja o bastante?
Eu o amo.
� por isso que veio?
Vim aqui porque trabalhamos juntos.
E voc� � meu superior.
Barrei a mat�ria do Clube do Ursinho Pooh.
Voc� fez o qu�?
Pra sua seguran�a.
Est�o preparando uma grande a��o coletiva. N�o contra o jornal.
Contra voc�.
Um processo
que voc� vai perder.
Voc� � cruel.
Aprendi com voc�.
Justyna.
Voc� pode ficar aqui.
Sabe disso.
O quanto quiser.
Me arrependi de vir aqui.
COMO EST�O AS F�RIAS? SINTO FALTA DO SEU CHEIRO
A tia est� aqui?
N�o, n�o est�.
Onde ela est�? Ela queria aprender a jogar LOL.
Ela foi pra Vars�via.
Ver o editor dela.
E ela o deixou aqui sozinho, tio?
Tem uma senhora sentada l� embaixo.
Ela est� perguntando por um adulto.
Cad� o pai?
Mam�e e papai foram � pol�cia.
Est� bem, diga a ela que estou indo.
N�o posso falar. Ligo de volta, tchau.
N�o vou falar com voc� agora.
Foda-se. Botaram fogo na nossa casa.
- Botaram? - Sim.
Ent�o j� sabe quem �, certo?
Voc� sabe quem.
Acha que � um jardim de inf�ncia?
Seu amigo Winnicki est� aqui ao lado.
- Ele vai colher o depoimento. - E depois?
N�o sei.
Talvez a per�cia mostre que voc� ateou fogo?
Seu babaca filho da puta.
- Verme mentiroso. - Tomasz.
Voc� era um homem decente.
Nada mudou.
Jogaram um gal�o no quarto dos meus filhos!
Tomasz.
- Entendeu, caralho? - Tomasz!
Botaram fogo na nossa casa� e voc� varre pra debaixo do tapete.
Assim como a carne no est�mago do Bernat.
Que carne era? Ao menos checou? Foi analisado, testado, alguma coisa?
Ele morto � conveniente pra voc�.
Conveniente?
Como isso pode ser conveniente?
Voc�s s�o loucos.
Agata, vamos!
Mas voc� � bem normal.
Vamos, Agata!
Isso � in�til.
Trouxe uma torta.
Espera.
Aceita um caf�?
Eu entendi.
De verdade.
O qu�?
Seu luto.
N�o sabemos.
Mas vamos conversar.
Sei que � um livro.
Eu sei que � inventado, n�?
Mas � �bvio sobre quem escreveu.
Voc� fez do Seba um assassino.
Um assassino que atormentou animais.
Transformou o Louco num mafioso.
- E Zybork, uma cidade de criminosos. - J� n�o era?
Macius e os caras n�o roubavam carros na Alemanha?
O Seba n�o matou a Daria?
Desculpa, eu�
Eu n�o quis te chatear.
Isso n�o tem a ver comigo, porra.
- Eu tinha cinco anos. - Eu lembro.
Voc� lembra?
Voc� lembra.
Pede desculpas.
Diz que n�o foi de prop�sito.
Talvez n�o tenha pensado direito?
Ent�o sou burro.
E a culpa � minha.
O problema � que voc� n�o � burro.
Ent�o sou o qu�?
S� pregui�oso.
- Oi. - Oi.
Uma torta? Agora?
Irm�o, vamos pegar aqueles malditos.
Grzes?
Porra! Queimaram a nossa casa.
Sabe o que eu quero?
Vou te falar o que quero.
Para mostrar que n�o temos medo.
N�o temos medo.
Vem comigo?
Eu tenho que ir.
Anda, Palmito.
Olha a postura.
O que viemos fazer aqui mesmo?
- Ol�, senhoras. - Ol�, senhor.
O que est� fazendo?
Que porra � essa?
Apagando o fogo.
Cai fora daqui, porra!
Voc� acha que n�o sei? Acha?
- Que merda? - Quem queima crian�as?
- Que porra � essa? - Acalmem-se!
Vamos.
Limpa isso.
Limpa isso aqui! Vou te quebrar no meio, desgra�ado!
Vai pagar por isso, desgra�ado. Voc� vai pagar!
Que gritaria � essa?
Ele urinou no tapete do meu escrit�rio.
Ent�o limpa. O governador chega em duas horas.
E se acalma. Voc� n�o est� no seu bar.
Me desculpa.
SE VOC� SE IMPORTA COM A VERDADE E A JUSTI�A,
COMPARTILHE ESTE POST.
O MUNDO TEM QUE SABER SOBRE O QUE ACONTECE EM ZYBORK.
JUNTOS PODEMOS FAZER A MUDAN�A.
Est� aberta.
Voc� n�o tranca a porta?
Seria o primeiro a saber se algu�m tentasse entrar.
N�o sou t�o louco por voc�.
Ent�o? Examinou a carne?
Eu n�o. Foi outra pessoa.
E a�?
- � carne humana. - O qu�?
- Tem certeza? - Sim, 99%.
Na verdade, havia dois tecidos na amostra.
Acho que um era o tecido engolido e o outro era do falecido.
Eles s�o muito parecidos geneticamente.
Ent�o � um membro da fam�lia?
Talvez.
O filho?
No que voc� se meteu?
O que � isso?
O Massacre da Serra El�trica?
E mais isto.
Mas n�o fui eu que te dei, certo?
A �ltima localiza��o daquele n�mero. Ainda est� ativo.
Isso parece estranho.
Posso cuidar disso.
Como o Clube do Ursinho Pooh?
Est� al�m do meu alcance.
Mas eles v�o pra cadeia.
Est� bem.
Eu te mantenho informado.
A pol�cia local n�o quer ajudar.
O objetivo da pol�cia n�o � ajudar.
Se cuida.
- O que estamos fazendo aqui? - O pai me disse para ficar de olho nela.
- O pai manda, e voc� faz, certo? - Ei.
Tem algo contra?
Estou brincando, cara. Vars�via te deixou paranoico.
Ei, pessoal!
Ei!
Sra. Grazyna, oi!
Palmito, vem aqui.
Est� morta.
Est� � b�bada pra caralho.
Sra. Grazyna.
Traga um pouco de �gua.
Acabado, n�o �?
Todo acabado.
N�o � o que voc� imaginou pra sua vida adulta.
Voc� sabe o que tem a�.
Al�?
Filho?
Sonny, cad� voc�?
Filho?
Por favor, diga algo.
Voc� est� a�? Filho?
N�o � ele.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com
VOC� N�O VAI A LUGAR NENHUM
Sr. Governador, aqui � onde ficar� o hotel.
Ele vai cercar esta parte do lago.
Muito vistoso, de quatro a cinco andares. N�o vai ser gigante.
Preferimos aconchegante.
- Um design bonito e moderno. - O hotel vai se mesclar � paisagem.
Sim, e uma sala de concertos � esquerda. Na verdade, um anfiteatro coberto.
Eventos culturais, shows de famosos aos domingos�
E m�sica cl�ssica, � claro.
Entendi.
E aqueles pr�dios?
Aquelas pessoas.
S�o pr�dios pr�-fabricados.
Podres, em risco de desmoronar. Devem ser demolidas.
E, � claro, j� providenciamos apartamentos pra essas pessoas.
Entendi.
Presumindo�
que a prov�ncia nos ajude, este poderia ser um lugar muito bonito.
Certo.
E�
O que tem havido por aqui?
- Sequestros, assassinatos? - N�o sei.
Glowacka, do Nacional, fez uma reportagem que repercutiu.
A pol�cia est� trabalhando pra resolver este caso infeliz.
Talvez os jornalistas de Vars�via n�o saibam.
O que vejo aqui � uma ovelha negra.
� isso que Zybork �.
Gryf�w, por exemplo,
tamb�m � boa.
Governador, as investiga��es est�o em andamento.
- Isso n�o se resolve da noite pro dia. - � bom que resolvam.
Resolva as quest�es,
e a� podemos come�ar.
Bem, acho que agora�
podemos convid�-lo pra jantar?
N�o, obrigado.
Eu como na volta.
- Acelere o caso do Bernat. - Estamos tentando.
N�o � o que parece.
Entenda, n�o temos pistas.
N�o houve pedido de resgate.
Sem conflitos.
Ele tinha conflito com todo mundo.
Todo mundo.
Com voc� tamb�m.
Est� insinuando algo?
N�o.
Estou dizendo que n�o � f�cil.
Teria sido diferente se me deixasse estar l�.
O que mais esses psicopatas podem fazer?
Uma manifesta��o?
N�o sei o que ele tem na cabe�a.
E o que podemos fazer?
Aja como se tudo estivesse avan�ando.
Cruzar os bra�os?
N�o. Mostrar �s pessoas.
Organize uma feira ou um concerto.
Finja que tudo foi acertado e assinado.
� assim que se faz.
E � preciso ter um bispo
pra dar a b�n��o.
Ningu�m mexe com coisa sagrada.
Noites Zyborianas Dias Zyborianos
Vivendo em um conto de fadas Pode sonhar
Est� bem, chega!
J� deu.
Seguinte.
- Pago cinco pra tocar por duas horas. - De jeito nenhum. Dez.
- Ficou louco? Dez? - Louco? N�o, � a infla��o!
Disse que n�o achou mais ningu�m.
Que se dane, dez. Mas quero um show perfeito.
Tudo bem. De novo.
Fechado.
Zyborianas�
Que porra!
�Noites Zyborianas
Vivendo em um conto de fadas
Pode sonhar
Tem um minuto?
E a�.
Palmito, me deixa em paz.
S� tem isso pra me dizer?
Ficou puto pelo que escrevi no livro?
Como todos?
Pausa pra fumar.
Voc� ainda anda com o Marek Bernat?
S� um "oi, tudo bem" uma vez por ano.
Eu n�o sei dele.
Eu o vi
ano passado, no Underground.
Tomamos uma, s� isso.
Falaram sobre aquilo, n�?
Sobre o qu�?
- O que quer ouvir de mim? - Voc� sabe o qu�.
N�o sei de nada. N�o vou dizer nada. S� vai, porra.
Jaras.
Estou do seu lado.
Est� mesmo?
N�o me enche o saco, porra.
Me deixa.
Ou na pr�xima, te quebro na porrada, Palmito.
Te quebro. Voc� vai ver.
� carne humana.
O qu�?
O que acharam no est�mago do Bernat � carne humana.
E � geneticamente similar.
- Como sabe? - N�o pergunte.
Tamb�m rastreei o telefone dele.
No lago.
Sei onde �.
Vou ligar pro pai.
Onde estava?
Vou deix�-los a s�s.
Onde voc� estava?
Cuidando de umas coisas.
Por que n�o atendeu?
Estava cuidando da mat�ria sobre a cidade pra ajudar sua fam�lia.
Dei o tecido do Bernat para an�lise.
Que �timo�
Justyna sempre � a melhor em tudo. Justyna sempre faz o melhor.
Me d� sua chave.
Aonde voc� vai?
- Tenho um assunto tamb�m. - Qual?
Nada.
Seu est�pido�
E a�, vamos pra l�?
Falei com a namorada do Bernat e o locador.
Faz um m�s que n�o o veem em Londres.
Ele se foi, assim como o pai.
Vamos l�?
Mas o Mikolaj pegou minha chave.
Vamos no meu, vem.
Est� prestes a conhecer um cara exc�ntrico.
Talvez um desses?
Os ciganos me d�o de presente. Pelos carros. Quer comprar?
Todos funcionam.
� o bico dele.
Ningu�m v� ou julga. Voc� sabe como �.
Um ladr�o � melhor que um ca�ador.
Um ladr�o rouba apenas um objeto. Um ca�ador tira uma vida.
� esse aqui.
Isso � muito estranho.
- Por que n�o contou? - Porque n�o sei de nada.
- O que fazemos? - Vamos � pol�cia de manh�.
Vamos mostrar ao Dobocinski e for��-lo a se mexer.
E vamos dizer a verdade.
Consegui o celular com os ciganos!
O que acha disso, Tomek?
Bernat Junior desapareceu como o pai. Ele era o �nico herdeiro.
� o que acho.
Pelo amor� o que quer?
Vim ver como voc� est�.
Eu estou bem.
Muito bem. Por qu�?
Vai a algum lugar?
N�o.
Por que est� agitado?
Eu? Agitado?
Por que eu estaria?
Podia ter avisado que vinha!
Desde quando visamos em Zybork?
O que voc� quer, porra?
Vai falar?
Bernat.
Foi voc�?
Voc�, Kafel, e os caras querem tirar grana dele?
Voc�s se juntaram, o pegaram e a merda aconteceu.
Eu juro.
Eu n�o fiz nada com ele.
S� quero dormir em paz. O que est� havendo aqui?
Primeiro, fica s�brio, idiota. A morfina j� vai fazer efeito.
Ah �? Vou chamar a pol�cia!
Chama. Direi a eles sobre as merdas que voc� faz.
- Que linguajar � esse? - O mesmo que usa toda noite.
Vou fazer todos voc�s pagarem por isso!
Minha m�e tem crises de dor, e o imbecil implica.
Poloneses implicam com tudo.
Somos poloneses tamb�m, cara.
Qual a sua implic�ncia?
Nossa!
Vai ser uma loja de conveni�ncia.
- Mas tem uma aqui perto. - Isso � um problema?
E a�?
Que filme vamos ver?
Matrix?
Por que disse que meu maior pecado era a pregui�a?
Quando se escreve um livro�
� preciso�
� isso.
Como chama mesmo? Quando voc� colhe informa��es?
- Pesquisa. - Exatamente.
Pesquisa.
Morei aqui quase 20 anos. Essa � a minha pesquisa.
Sabe� n�o sou especialista.
Mas se eu fosse escrever um livro, eu falaria com todos.
Todos que desse. Policiais que investigaram o caso.
Os m�dicos.
As testemunhas.
O promotor que coordenou o caso.
Vou dizer uma coisa, Kaska. Eu recebi um cart�o.
S� um cart�o-postal comum.
Algu�m assinou como Gizmo, escreveu que sabia da verdade
e que revelaria tudo.
E aqui, em Zybork�
algu�m colocou outro cart�o-postal atr�s do meu para-brisa.
E a�, qual � a verdade?
Quer saber?
Tenho certeza de uma coisa na vida.
Ningu�m vai me dar nada.
Ningu�m vai me ajudar com nada. Tenho que fazer tudo sozinha.
Sabe como � isso?
Sei, sim.
Vivi toda a minha vida com o que houve com a Daria e o Sebastian.
E voc� sabe�
Pensar em algo o tempo todo�
te leva a v�rias conclus�es.
N�o �?
Quais conclus�es?
Que algu�m o for�ou a fazer aquilo.
Entende?
N�o sei como.
Mas algu�m o ajudou.
Intimidou.
For�ou.
Drogou.
Voc� se lembra dele.
N�o mataria nem uma mosca.
E eu sei�
que esse algu�m est� por perto.
Vivendo perto de mim.
E est� rindo da minha cara.
Eu poderia descobrir, sabe?
Se algu�m quisesse falar comigo.
Se n�o me tratassem como uma leprosa.
Porra�
Estou surpresa de que ele demorou tanto.
Que s� se matou agora.
Eu teria feito isso h� muito tempo.
Se cuida.
Quem te deu o celular?
O mais novo. Gawil.
Foi um gesto legal. Faremos o seguinte.
Quando o Marek relatar o telefone perdido, devolvemos pra ele.
Ele sumiu. Est� em algum lugar de Zybork.
Ele sempre vinha sem contar aos pais dele.
Todo mundo sabe.
Deve ter sa�do pra beber por a� e perdeu o celular.
Examinaram provas por conta pr�pria?
Mas isso n�o � prova. Voc� rejeitou.
Numa conversa informal com minha esposa que conta tudo pra voc�s.
Marek Bernat est� onde o pai estava.
Isso se ainda estiver vivo.
O que est� insinuando?
Que algu�m sequestrou os dois
e mandaram um comer o outro?
- Que porra? - Escuta.
Voc� � o policial com o celular e os resultados.
Voc� � quem deve esclarecer. At� mais.
Al�.
Tudo bem na prefeitura?
Certo, obrigado.
N�o sei se � um dia de milagres, mas o Glowacki estava aqui. Sim.
Ele deixou um presente.
POL�CIA
Como podemos ajudar?
Vim atr�s do Gawil.
O que quer com meu filho?
Quero prend�-lo.
Que bobagem � essa, mashteri?
Voc� est� preso pela morte e sequestro de Filip Bernat
e o desaparecimento do filho dele, Marek.
Ah, vai se foder.
Vai voc�.
Est� cometendo um erro, mashteri.
Certo. Mangava, pai.
Jasiek, chuta!
- Vai! - N�o sei se fizemos a coisa certa.
Muito bem!
O que eu podia fazer? Recorrer a quem?
- � a pol�cia. - Ele vai passar um pano em tudo.
- Muito bom! - Oi, pai.
- Por que fez falta? - N�o de prop�sito.
Os Glowackis sempre jogam limpo. Lembre-se disso.
Fiz tr�s gols hoje.
Toca aqui. Vamos, Julia.
A PREFEITA CONVIDA PARA A FEIRA VAMOS CELEBRAR O NOVO EMPREENDIMENTO
Ol�.
Boa tarde.
Promotor Markiewicz?
Sim?
H� v�rios anos, um irm�o matou a irm� em Zybork.
- Liderou a investiga��o, lembra? - N�o falo com jornalistas.
N�o sou jornalista.
Ela era minha namorada.
Eu lembro.
Foi um dos piores casos
que j� liderei.
Estupros e assassinatos entre irm�os.
Monstruoso, mas fazer o qu�?
�s vezes, essas coisas acontecem.
Lembra de algum detalhe?
Era �bvio desde o come�o
que o garoto estava com defici�ncia mental grave.
Ele foi examinado por alguns psiquiatras forenses.
Eles n�o diagnosticaram
tend�ncias s�dicas ou psicopatas.
Eles tamb�m o testaram para drogas, mas n�o acharam nada.
Mas h� drogas que n�o podem ser detectadas no sangue.
- Psicod�licos, por exemplo. - Sim, eu sei de tudo isso.
At� escrevi um livro sobre isso. Se quiser�
N�o sei� Fic��o policial n�o � muito
o meu estilo.
Mas eu aceito.
- Pra minha esposa. - Vou ser direto.
Ainda acha que foi ele?
A base de toda acusa��o s�o as provas coletadas na cena do crime.
Neste caso, eram irrefut�veis.
No entanto, a confiss�o dele�
Na minha opini�o, n�o era cr�vel.
Por qu�?
Porque ele foi espancado brutalmente pela pol�cia.
Um jovem oficial acabou perdendo o controle.
Talvez tenha sido s� aquela vez. Sem justificar, s� comentando.
Contou isso para algu�m?
Pra quem?
Pra fam�lia?
Pra qu�? No que isso ajudaria?
N�o sei, algum tipo de�
senso de justi�a.
Justi�a � quando o culpado � julgado,
sentenciado�
e preso.
S� que todos esquecem das v�timas
que n�o podem mais receber ajuda.
Porque algumas feridas nunca cicatrizam.
Senso de justi�a.
E senso de responsabilidade.
- N�o aquela do "� nossa vez". - Tomek.
Isso mesmo.
Tem a ver com algo maior.
- E mais importante. - N�o, Tomek. N�o � uma op��o.
� isso que est�o esperando, cara.
Pelo que me lembro, a prefeita acabou de fazer anivers�rio.
Vamos levar um bolo e dar os parab�ns.
Cantamos algo pra ela.
- O que foi? - Droga�
- N�o. - Espera.
- Tomek. - Sua frequ�ncia card�aca est� muito alta.
Agata, me d� o captopril. Fica parado!
E �gua.
- N�o, estou bem. - Tomek.
- Agata. - Jesus�
Voc� vai se destruir.
Primeiro voc�, depois todos n�s.
- O que foi? - Nada.
O que foi isso?
Liga mais pra ele do que pra mim.
Para com isso.
Estamos aqui e agora, est� bem?
Estamos ajudando sua fam�lia, mas podemos voltar pra Vars�via.
Voc� � importante pra mim.
Voc� foi para Wroclaw?
E o que aconteceu?
Tudo isso poderia ter sido bem diferente.
Tudo bem.
Obrigado, estou bem.
E ent�o, Elka?
Voc� decide.
- Certo. - Sim?
Sim.
- Vamos! - Sim.
- Vamos. - Vamos, pessoal.
NOSSO ZYBORK
NOSSA CIDADE EST� EM SUAS M�OS
- Vamos assinar a ordem de in�cio! - Uma Zybork melhor!
- Para iniciar a constru��o do resort! - Uma Zybork melhor!
Porque nosso trabalho n�o � relembrar o esplendor do passado.
- Nosso trabalho � melhorar a cidade. - Uma Zybork melhor!
Uma Zybork melhor!
Uma salva de palmas para a prefeita!
Bravo!
Ol�, pessoal! Ol�, Zybork!
UMA ZYBORK MELHOR
Para quem n�o me conhece, meu nome � Tomasz Glowacki.
Quero apresentar a voc�s os residentes da col�nia Zybork!
Essas pessoas vieram aqui especialmente agradecer � prefeita.
Por tudo que ela faz pra nossa cidade. Parab�ns!
Muito bem!
N�o v� embora, Sra. Prefeita. Temos um lindo presente.
Aqui est�.
Este bolo, Sra. Prefeita, � um s�mbolo da nossa gratid�o
por esta inacredit�vel e fant�stica oportunidade
que a cidade de Zybork recebeu gra�as a voc� e sua equipe.
Afinal, logo receberemos um hotel maravilhoso e lindo!
Lindo mesmo. J� vi o projeto.
Com campo de golfe e acesso ao lago.
Piscina, sauna, massagens!
Mas n�s � que vamos lavar os banheiros desse hotel.
Lavar os len��is!
Cozinhar sopa e tirar o lixo!
Mas como � um sucesso t�o grande,
podemos aproveitar a ocasi�o especial e cantar "Parab�ns pra Voc�" para Zybork.
Embora eu duvide
que a cidade tenha muitos anivers�rios sob o comando da Sra. Bulinska.
Mas deixa para l�. Vamos cantar.
Parab�ns pra voc� Hey!
Parab�ns pra voc� Hey!
Feliz anivers�rio, querida Zybork Hey!
Parab�ns pra voc�
Onde conseguiu o celular?
Que celular?
O celular do Marek Bernat.
Agora acha que roubo celulares?
S�rio isso?
N�o acho nada ainda.
Na verdade, � bom�
que voc�s, poloneses, nos achem idiotas.
Fica mais f�cil ferrar voc�s.
- Sem saber que est�o sendo ferrados. - Quer apanhar?
Chama o Dobocinski.
- Agora. - Eu tentei. N�o atende.
Ent�o tenta at� conseguir. Sei l�, liga pro fixo�
E agora?
- Eu disse que terminaria assim. - Como?
Tudo est� como planejado.
Ligaram da prefeitura sobre uma multid�o na pra�a.
Kryska, vamos.
N�o vai comer seu bolo?
Mas que pena�
S� vieram pra bancar os palha�os da festa.
Voc� acha?
Caros residentes de Zybork!
Voc�s s�o incr�veis!
Chamem seus amigos,
seus entes queridos e suas fam�lias porque precisamos de mil assinaturas!
Precisamos de mil assinaturas pra tomar as r�deas da situa��o!
Pra que esta cidade, nossa cidade, permane�a em nossas m�os!
Precisamos de mil assinaturas! Conseguem fazer isso?
Prezados residentes! Voc�s conseguem?
Sacrifiquem seus filhos!
N�o o meu!
- N�o sei nada sobre seu filho. - N�o?
N�o sabe?
Voc� n�o mandou prend�-lo para aprovarem seu investimento?
N�o? Ent�o quem foi?
Voc�?
Cad� o Dobocinski?
- Quer que eu fa�a m�gica? - Calado!
- Vamos entrar. - Espera. Por que entrar?
Est� agrad�vel aqui. Estamos conversando, o tempo est� bom.
Soltem meu filho!
Seus putos!
Minchali!
Que tal intimidar menos?
Sim, Sr. Tobek?
Isso n�o � intimida��o.
Agora �.
Voc�s n�o tinham o culpado,
ent�o acharam um cigano, certo?
Porque os ciganos n�o s�o nada aqui, certo?
S�o s� vermes.
Tobek, pra que isso?
Voc� � igualzinho a eles.
Como todos os poloneses.
Uma s� fam�lia.
Filhos da puta.
Seu alem�o sacana.
Voc� pode manipul�-los, mas n�o a mim.
Todos ficar�o aliviados quando eu te encher de bala.
Tamb�m tenho arma.
Justyna!
O que voc� quer?
Quer morrer no lugar dele?
Ningu�m vai atirar aqui.
Guarde a arma e v� pra casa.
Melhor escut�-la, Tobek.
Abaixa.
Devolve meu filho, ou vou incendiar esta cidade.
- Eu juro. - N�o vai incendiar nada.
N�o mesmo?
Me d� alguma coisa,
e eu solto seu filho.
Pai!
Jesus Cristo!
Chamem uma ambul�ncia!
Foi no dia 5 de julho.
Eu voltava de uma festa na boate. Foi por volta das 2h ou 3h.
Vi os dois parados na beira da estrada.
- Quem? - Eram dois.
Um com certeza era o velho Glowacki. Ele segurava um bast�o.
E o que houve?
A Sra. Bernat te procurou no dia seguinte pra avisar que o marido tinha sumido.
Voc� a ignorou e disse que ele estava com uma prostituta.
Vai assinar?
N�o mentimos, mashteri.
Sabe que nunca mentimos.
S� n�o falamos com voc�s.
N�o podia ter contado antes?
Tudo bem. Vou acordar o promotor.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.