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Esta � uma �tima camisa.
- Obrigado. - De nada.
Voc� � fofa.
A mulher que vai encontrar no caf� vai amar tamb�m.
Do que voc� est� falando?
Tudo bem.
Sem regras, sem restri��es, s� divers�o.
A verdade �...
que vou para um evento de caridade.
Com um grande, grande amigo.
Bonito desse jeito, vai angariar muito dinheiro.
Obrigado.
S� toma cuidado.
� um evento de caridade.
N�o, o que falamos ontem � noite.
N�o pegar muito trabalho,
n�o tentar abra�ar o mundo.
Voc� � algum tipo de terapeuta?
Algo assim.
Farei meu melhor.
Preciso ir.
- Te vejo mais tarde? - Sim, senhora.
Mal posso esperar.
E esse projeto tem sido algo que o Hype e eu
sonhamos desde que �ramos crian�as.
- Sim, senhor. - E fizemos muito progresso.
Porque estamos aqui hoje para angariar US$500.000
que � o necess�rio para construir este espa�o aqui.
Mas se algum de voc�s, endinheirados,
sentirem que podem dar mais, ficaremos felizes.
S�rio. Podemos fazer neg�cios,
construir isto e come�ar a ajudar as crian�as!
Mas temos que encontr�-las antes das gangues.
� como funciona por aqui.
Pelo menos foi assim comigo.
Mas � preciso esse tipo de honestidade, n�?
Precisa de pessoas como Hype.
Compartilhando as experi�ncias, os erros e as vit�rias tamb�m.
Inspira��o de verdade � assim.
Crescer com tanta dificuldade como ele,
e encontrar um jeito de n�o apenas ter sucesso,
mas ser um empres�rio importante � mais do que incr�vel.
13 padarias, 7 cafeterias,
quatro lava-r�pidos, e tem mais vindo a�.
Mas hoje n�o � sobre mim.
E nem sobre o agente Atwater.
Hoje � sobre as crian�as.
O futuro!
Sim, e o futuro �
o Centro Comunit�rio de Vis�o Urbana.
Vamos fazer barulho?
Vamos l�!
Isso a�.
O 5021 veio!
- E a�, cara? - Cara.
Nossa!
Obrigado por virem.
- Significa muito. - Claro, irm�o.
Estou muito orgulhoso de voc�.
Voc� est� conseguindo, seguindo adiante,
construindo um centro comunit�rio.
Parece loucura.
Sou muito aben�oado.
Fazer parte deste projeto, trabalhar com o Hype,
que � um irm�o inacredit�vel.
Mudou a vida toda e ele continua se superando.
Voc�s s�o bons juntos.
Deveria come�ar um podcast.
Veio de l�.
- Vamos nos separar. - 5021 Ida.
Tiros disparados na proximidade da 77 com Carpenter.
Ei! Ei, pol�cia! Para!
Para, para, para.
- Aonde vai? - Estou atrasado pro trabalho.
- Viu um atirador ali? - N�o, n�o vi nada.
Beleza.
Ei, pol�cia!
Afastem-se! Todos se afastem!
Ningu�m viu nada?
N�o?
N�o, cara.
Algu�m sabe o que aconteceu?
Droga.
S�rio? N�o viram nada?
Aqui � o agente Kevin Atwater,
da Intelig�ncia, distintivo n�mero 52.784.
Tenho um homem ca�do com um tiro no peito.
Preciso de ambul�ncia na 78 com a Aberdeen agora.
Algu�m testemunhou o tiroteio? Viu algu�m fugindo?
Carro em disparada?
Alguma coisa?
N�o?
Ningu�m viu nada?
- N�o? E voc�? - N�o.
Voc� n�o viu nada?
Deixa pra l�, mano. N�o v�o falar com a gente.
Pelo menos n�o agora.
Mas isso n�o � sobre mim...
e nem sobre o agente Atwater.
Hoje � sobre as crian�as.
CHICAGO P.D. ~ S12E13 "Street Jesus" (Jesus da Rua)
Tradu��o & Sincronia LikaPoetisa
Com licen�a, deixa comigo.
N�o parece ser assalto.
Carteira, dinheiro, cart�es, tudo com a v�tima.
Tem um nome?
O nome dele � Alonzo Freeze, 22 anos.
Mora a algumas quadras daqui.
Passagem?
N�o.
Duas c�psulas encontradas naquela cerca.
- Os peritos est�o coletando. - Bom.
Acho que n�o vamos ter muita ajuda por aqui,
mas tentem, trabalhem na cena.
Kev, notifique a fam�lia.
Enquanto estiver l�, veja o que descobre.
Pode deixar.
Ele estava aqui agora.
Saiu por volta das 9h45.
Como todos os outros dias.
Descia a rua Aberdeen para pegar o �nibus.
Acabou de ser promovido a gerente assistente
no restaurante em que estava trabalhando.
Alonzo estava tendo problemas recentemente?
Alguma discuss�o recente ou brigas com algu�m?
N�o.
Ele n�o queria se envolver em nada disso.
Ele era um bom menino.
E os amigos do Alonzo? S�o boas crian�as?
Est� perguntando se Alonzo estava numa gangue?
N�o, senhora, s� perguntei dos amigos.
Ele era um bom menino.
Os amigos dele tamb�m.
N�o tente lig�-lo a esse absurdo de gangue.
N�o, senhora.
Ele n�o merecia morrer assim.
Ele...
Ele estava come�ando neste mundo.
Tinha s� 22 anos.
Desculpe.
Desculpe, eu s�...
Tudo bem.
Est� tudo bem. N�s entendemos.
Sabemos que isso � extremamente dif�cil,
ent�o deixaremos voc� com sua fam�lia.
E se pensar em alguma coisa,
a linha est� aberta.
- Sinta-se � vontade para ligar. - Vou ligar.
Eu prometo.
Sentimos muito pela sua perda.
Ouvi os tiros, mas n�o vi nada ou ningu�m.
Lembra de qual dire��o vieram os tiros?
Pareceu que o atirador veio l� de tr�s.
Mas n�o posso ter certeza.
Sabe, foi muito r�pido.
Conhecia a v�tima? Alonzo Freeze?
Ele era legal. Trabalhava duro.
Cuidava da m�e e da irm�zinha.
- Ele era de uma gangue? - N�o.
- Vendia drogas? - N�o.
- Usava drogas? - N�o.
Nem falava palavr�o, n�o �?
N�o, senhor, nunca.
Voc� conhecia e gostava do Alonzo.
Por que n�o fazer justi�a para ele e a fam�lia?
Porque sei como funciona por aqui.
Mas desejo sorte, de verdade.
- Alguma coisa? - Muitas pessoas n�o querem ajudar.
E o Alonzo?
Descobriram com quem era afiliado?
Afiliado?
- N�o iria por a�. - Por que n�o?
Foi baleado na �rea de uma gangue.
Esquadr�o 2133, avise a Intelig�ncia.
Encontrei uma coisa no beco sudoeste.
Vamos l�.
Tr�s c�psulas de 9 mil�metros. Um, dois, tr�s.
Mande a per�cia embalar isso.
- Entendido. - Olho bom.
Beleza.
Alonzo foi baleado ali, cerca de 90 metros.
�ngulo limpo.
O atirador deve ter tido uma boa vis�o.
Certo, gente.
- Chegamos aqui... - Adam, Kev, vejam isso.
Veem isso?
J� viram esse logotipo de aranha antes?
N�o.
Imagino que tenha algo a ver com o tiroteio?
- Sim, isso � coca�na rosa. - Sim.
Certo. Ent�o, o qu�? O atirador est� por ali,
v� Alonzo descendo a rua...
- Certo. - Abre fogo e depois?
Deixa as drogas para tr�s?
- Est� faltando alguma coisa. - Sim.
Pelo menos sabemos que o tiroteio foi por drogas.
Talvez Alonzo n�o era um anjinho.
Por que atirar no Alonzo de t�o longe?
E por que largar a droga?
N�o faz sentido se o garoto n�o era de gangue.
- Alguma coisa? - Voltamos da cena.
Recuperamos duas c�psulas novas desta �rea aqui.
Cerca de 15m de onde achamos as outras c�psulas.
Mandei para a bal�stica.
Mas � de calibre diferente. S�o de 40mm, n�o de 9mm.
Mas j� � alguma coisa. Temos dois atiradores.
E Alonzo n�o estava envolvido,
j� que foi baleado longe dessas outras c�psulas.
O garoto era inocente como a m�e disse.
Vamos trabalhar com o que sabemos.
Temos combatentes m�tuos numa quadra conhecida por fac��o,
um comprador, um vendedor,
algo deu errado, eles abriram fogo,
No caos, Alonzo levou um tiro
e um tijolo de coca�na rosa foi largado.
Problema � que n�o temos prova.
Nenhuma c�mera, testemunha, nem DNA.
Ent�o vamos focar na �nica coisa real que temos.
Temos um tijolo de coca�na com um logotipo de aranha rosa.
Investiguem isso!
Vamos fazer isso r�pido antes que isso aumente.
Voc� est� 100% certo.
Isso com certeza � uma aranha rosa.
Agora � comediante, CeCe?
Preciso saber quem estava vendendo coca�na
com esta embalagem.
Acho que muitas pessoas.
- Vai ser assim? - Pode apostar.
Acho que est� se aproveitando da minha prodigalidade
nos �ltimos meses.
- Prodigalidade? - Baixei um app de vocabul�rio.
Aprendo 15 palavras novas todas as manh�s.
T�, ent�o deixa eu te lembrar,
que ainda tenho um caso aberto seu.
- Achei que tinha encerrado. - Achou errado.
Preciso que me d� o nome de quem vende essa marca de coca.
E n�o estou falando dos vendedores de esquina.
Quero o chef�o.
Wendell Tillman. Novo na parada.
Soube que anda mexendo com muita coca rosa.
Ele j� esteve preso?
Sei l�.
� ele?
Sim, esse � o Wendell.
E aquele menino, Alonzo Freeze?
Foi morto indo para o trabalho. Wendell est� envolvido?
Soube que deu ruim porque Wendell mudou o pre�o em cima da hora.
O comprador ficou puto. Sacaram as armas.
Aquele garoto s� teve azar.
Preciso saber onde o Wendell fica.
Cara, n�o posso ter voc� no meu time.
Precisa ter mais destreza.
Jogue nos �ngulos.
Ele fala a verdade.
O �ngulo de incid�ncia � igual ao �ngulo de reflex�o.
O que significa que a bola ricocheteia
na mesma linha que seu caminho de entrada.
Meu pai jogava sinuca.
Est� procurando alguma coisa?
Mais para uma pessoa.
- Um cara chamado Wendell. - Wen-dell.
E por que exatamente est� procurando por ele?
Me disseram que ele pode ter um pouco de coca rosa.
Bem...
N�o tem um Wendell aqui, ent�o pode seguir seu caminho.
Beleza.
Oi, amor, tem um minuto?
- Agora n�o. - Olha.
Um branquinho rico quer festejar.
� burro feito uma porta, pode cobrar...
Falei que estou ocupado.
O que faz por aqui, Kev?
CeCe?
- Sou eu. - E a�, gata?
- � t�o bom ver voc�! - Igualmente.
Eu e meu irm�o falamos de voc�.
- Mesmo? - Sim.
Como ele est�?
N�o, ele est� t�o bem...
Ele � gente boa.
Ficou em Statesville com meu irm�o Jalen.
- No mesmo bloco. - Na mesma cela, na verdade.
- � mesmo? - Sim, fiquei s� alguns meses.
Verdade. Mas preciso ir, v� se n�o some.
N�o vou.
- Te vejo depois? - Sim.
- Beleza. - At� mais.
Caramba.
Enfim...
Se voc� vir o Wendell,
avise que quero comprar o que ele vende.
Espera um pouco.
Acho que acabei de v�-lo.
Vamos conversar em particular.
Ent�o, quem te contou sobre mim?
Algumas pessoas que moram por perto.
- Essas pessoas t�m nomes? - T�m.
Mas n�o compartilho informa��es, se estiver tudo bem.
Quanto em peso voc� quer?
Meio quilo.
Se as coisas derem certo, o que sei que dar�o,
a� eu voltarei para pegar mais.
Tenho uma clientela bem legal.
Um pessoal rico do centro, Gold Coast, West Loop,
e todos procuram por essa coca rosa.
Voc� � afiliado?
Eu? N�o.
N�o. Vendo para tr�s caras brancos na cidade.
Nenhum envolvimento com gangues.
Quinze mil.
Com todo respeito, espero ser seu parceiro um dia.
Ent�o...
Esperava que pud�ssemos chegar a um n�mero melhor.
Doze. � o melhor que posso fazer.
Onze.
� o melhor que posso fazer.
Tem um centro comercial a duas quadras a leste.
Pega sua grana e me encontra l� em duas horas.
- Beleza. - Obrigado.
Bom.
Aten��o, pessoal.
Acho que o Wendell j� est� aqui.
Estou vendo o carro dele.
O traficante apareceu mais cedo?
Acho que o cara est� bem alerta.
Quis vir mais cedo para dar uma olhada.
- Devo me aproximar? - N�o.
Kev, comece sua abordagem.
Entendido.
L� se foi o Wendell como vantagem.
Ele levou dois tiros na cabe�a.
Droga.
Not�cias do Adam?
N�o, n�o deu em nada.
A casa do Wendell est� limpa. Sem drogas, dinheiro.
- Deve ter um esconderijo. - N�o temos nada tamb�m.
Nada que d� para usar no pr�-pago dele.
- Onde n�s estamos? - Estamos bem perto do nada.
N�o tem c�meras naquele centro comercial.
E sem testemunhas.
A bal�stica confirmou
que o mesmo calibre 40 que matou Wendell
tamb�m matou o Alonzo.
Vamos identificar esse atirador antes que apare�am mais corpos.
Algu�m tem que ter visto algo.
Espera.
CPCI disse que tem mais v�deo de seguran�a,
ent�o investiguem.
Este atirador misterioso n�o sumiu no ar nas duas cenas de crime.
Talvez Voight errou.
Talvez esse cara sumiu mesmo no ar.
- Kev. - Sim?
Acho que encontrei algo.
Um motorista passou o sinal vermelho
uns tr�s minutos ap�s o tiroteio.
Sim e sem placas tamb�m.
O motorista tramava algo.
- Aproxime. - Sim.
O �ngulo n�o � bom para reconhecimento facial.
Mas temos o bra�o do passageiro,
e um ador�vel bracelete dourado.
Me manda a captura de tela do carro e do bracelete
para eu investigar amanh� cedo.
Enviado.
Voc� estava no carro fugindo da cena ap�s o tiroteio.
- O que aconteceu? - Nada, cara.
Meu amigo passou um sinal vermelho.
Certo, quem � seu amigo?
S�rio?
Fale comigo ou com minha equipe,
mas minha equipe agir� bem diferente com voc�.
Ent�o somos s� n�s dois.
Anda, cara. Nos conhecemos h� anos.
Sempre teve respeito.
N�o quero te envolver,
mas teve dois homic�dios em um dia.
Preciso saber o que houve
ou, acredite ou n�o, voc� est� envolvido.
N�o posso.
E estamos fazendo o centro comunit�rio juntos. � meu amigo.
N�o posso ir fofocar no ouvido da pol�cia.
Entrei no carro errado em um dia errado.
- � tudo o que sei. - N�o � o bastante.
N�o posso te dar um nome, desculpa.
O que voc� quer que eu fa�a? Que te prenda?
Desculpe, estou em condicional.
Vai arriscar meu neg�cio?
Pensasse na condicional antes de entrar naquele carro.
- Preciso de um nome. - Luther, est� bem?
Luther?
Lutero � o cara que matou o Alonzo?
N�o sei com certeza.
N�o sei mesmo.
- Ent�o o que voc� sabe? - Olha.
�amos tomar o caf� da manh� ap�s o evento de caridade.
O cara � um amigo.
E para do nada,
disse que precisa fazer uns neg�cios.
Eu esperei no carro.
Um minuto depois, ouvi tiros.
Ele voltou correndo com uma bolsa.
N�s sa�mos. Foi isso.
Isso � tudo o que sei.
Preciso do sobrenome do Luther.
Conseguiu identificar o carro ou o bracelete?
N�o. Ainda trabalhando nisso.
Que carro?
As imagens do CPCI.
Um carro passou o sinal vermelho perto da hora do primeiro tiroteio.
Est� registrado para quem?
N�o tem placa, n�o bate com carros roubados.
O bom � que falei com um dos meus informantes,
e talvez identifiquei o atirador, Luther Ward.
Pesquisei e ele tem passagem, mais por drogas,
e ele tem um Honda cinza.
Investigue-o.
Vamos atr�s de respostas antes que isso aumente.
Sim, senhor.
Ei, quem � esse informante? Eu o conhe�o?
N�o.
� um cara novo, n�o est� registrado.
Um cara que conheci.
- Quer caf�? - Sim.
- Onde voc� o conheceu? - Em um bar.
Em um bar?
- Sim. - Por que est� mentindo?
- Como assim? - O que foi, Kev?
Sou eu. O que foi?
N�o quero te envolver.
Envolver em qu�?
O informante � o Hype.
Ap�s o evento, Hype entrou no carro do Luther.
Luther passou o sinal vermelho, atirou no Wendell.
- Pode ser dos dois tiroteios? - Parece que sim.
D� para pedir um mandado.
- Pegou depoimento do Hype? - N�o.
Por que n�o? Kev.
Porque � o Hype, est� em condicional.
Tem boa reputa��o na rua.
Preocupado com a credibilidade dele?
Ele � um bom amigo e n�o quero ferr�-lo.
Entendo, mas, lamento dizer isso,
mas Hype pode ser o atirador. � poss�vel.
Pelo menos, ele pode ter visto ele.
Conhe�o Hype h� muito tempo.
Ele faz muito bem para a comunidade.
- Muito. - Beleza.
Ent�o estou tentando
achar um meio de lidar com o caso diferente.
Quer esconder da equipe? Esconder do Voight?
Isso n�o deu certo para o Torres, para a Kim.
N�o � a mesma coisa. Voc� sabe disso.
Por favor, amigo.
Estou pedindo um favor.
N�o, n�o sou x-9.
N�o estou falando que �, Isaiah.
N�o pe�o que trabalhe para n�s, trabalhe com a gente.
E por que vou confiar?
Voc� j� mentiu, fingiu ser algu�m que n�o �.
Faz parte do trabalho.
Como trabalhar com voc�s sem ser x-9?
F�cil.
S� precisa fingir que somos amigos.
Como se eu fosse do bairro.
S� me importo em preservar a paz.
N�o vai usar escuta, n�o precisa testemunhar.
Voc� n�o ser� filmado.
Voc� n�o ser� parte de nada.
Luther n�o sabe que sou policial. N�o sabe que estive no evento.
Voc� s� precisa ir l�, sentar, parecer s�rio. S� isso.
Se tudo correr conforme o plano,
o cara que matou o Wendell vai ser preso,
voc� leva 50 mil do Luther pro seu bolso.
Soube que est� me procurando.
Kevin Anderson, empres�rio local.
Sou dono daquele caf� na Aberdeen.
Ent�o � isso.
Este � o Isaiah.
Grande amigo de Wendell Tillman.
Era um grande amigo.
O que est� pegando?
Calma, meu camarada. Vim em paz.
S� quero preservar a paz.
Garantir que as ruas estejam seguras
- para as pessoas, sabe? - Certo.
Ent�o voc� � tipo...
como se fala, intervencionista de viol�ncia?
Me chame do que quiser.
Independentemente, pessoas foram mortas.
O bairro est� no limite.
Quero encontrar um jeito de baixar a temperatura,
se � que isso faz sentido.
Mas, Kevin,
desejo sorte com isso, de verdade,
mas n�o sei por que veio aqui
falar coisas comigo que nem estou envolvido.
Fala s�rio, cara.
Todos sabemos o que aconteceu com Wendell.
Ningu�m falou nada com a pol�cia.
Pelo menos ainda n�o.
- Cuidado. - Eu tomar cuidado?
Precisamos nos acalmar e escutar, G.
N�o viemos aqui para piorar as coisas.
Viemos aqui para resolver essa situa��o.
Verdade seja dita,
Isaiah e os garotos dele demonstraram restri��o.
Talvez n�o entendeu o que estou te falando.
N�o fui eu.
- N�o est� dando certo. - N�o.
Se voc� e seu pessoal tem algum problema com isso,
fa�a o que tem que fazer.
Queremos resolver esse problema sem viol�ncia,
sem a pol�cia.
Mas em respeito ao falecido,
indeniza��es precisam ser feitas.
- Indeniza��es? - 50 mil.
Paga isso e j� era.
Mas se n�o pagar...
- Faremos o que temos que fazer. - Calma.
Assim como voc� disse.
Ent�o deixa eu ver se entendi.
Esperam que eu pague para voc�s,
por algo que n�o estou envolvido,
que eu nem sei, � isso?
Ele n�o est� mordendo.
Est� bem.
Vou dar o que est�o pedindo.
Mas n�o espalha, t�?
N�o quero as pessoas vindo achando que sou um caixa autom�tico
sempre que der ruim nas ruas.
Naturalmente.
Mas, sabe...
N�o � pelo dinheiro.
Todos sabemos como Wendell morreu.
Mas ele era amado.
Um pedido de desculpas por mat�-lo pode ir longe.
Beleza. Voc�s, esperem aqui.
Vou pegar o dinheiro.
- Gratid�o. - Claro.
Luther est� saindo. Fiquem de olhos.
- Conseguiu o que precisa? - Quase.
Assim que ele pagar,
pressiono pela desculpa mais uma vez.
Se ele morder a isca, pegamos ele.
Beleza.
O que � tudo isso agora?
N�o sei, mas n�o gosto.
Fala.
Kev, acho que precisa sair da�.
Luther entrou em um carro, saiu, e deixou dois caras.
Deve ter ido buscar a grana. Fiquem de olhos.
N�o, Kev. Kev, saia da� agora.
Eles est�o armados e indo para o bar. Saia agora!
- Hora de ir. - O que est� acontecendo?
Anda, hora de ir. Vamos pelos fundos.
Pol�cia de Chicago. Larguem essas armas!
Muita gente, n�o tenho vis�o.
- Abaixem-se! - Pol�cia! Largue a arma!
- Pol�cia! - Largue a arma!
5021 Ida. 10-1, 10-1.
- Entre no carro! - Disparos contra a pol�cia.
Infratores descendo a State Street.
Dois homens, negros, jaqueta azul, moletom preto.
R�pido.
Kim, voc�s os pegaram?
N�o, perdemos eles.
Vasculhamos das ruas 47 � 49.
Devem ter quebrado o cerco.
� minha culpa.
N�o esperava que Luther come�asse uma guerra.
Claro que ele ia come�ar.
Ele j� matou. O que � mais alguns?
Mas agora sabemos que � nosso cara.
- Podemos aproveitar isso. - N�o. Venha aqui.
- Vamos com o que sabemos. - N�o.
N�o.
Isso n�o est� dando certo.
Chega de jogos. Precisamos fazer o certo.
Precisa contar ao Voight o que est� acontecendo.
Ou eu vou ter que contar.
- Sargento, tem um minuto? - Tenho.
Dei outra olhada no v�deo de seguran�a,
do carro que passou o sinal vermelho.
E consegui identificar o passageiro.
O nome dele � Marcus Daniels. Conhecido por Hype.
Eu o conhe�o.
Ele era de gangue, mas est� s�rio agora.
Ajuda muitas pessoas, tem alguns neg�cios,
faz muito pela comunidade.
Estou confuso. Voc� o conhece?
Voc� n�o o reconheceu antes?
N�o, reconheci, eu o reconheci antes.
Eu s�...
S� o qu�?
Decidiu manter segredo?
N�o queria envolv�-lo.
Ele � grande parte do projeto do Centro Comunit�rio que falei.
E ele faz muito bem, ajuda tantas pessoas...
E decidiu proteg�-lo, resolver o caso sem ele.
Mesmo que ele seja nossa melhor prova.
Sim, fiz isso. Tentei ajud�-lo.
Um garoto inocente foi morto indo pro trabalho.
Est� brincando de ser Jesus? Protegendo uma testemunha?
Vamos us�-lo.
Coloque uma escuta nele. Traga-o para c�.
Sim, senhor.
Estou pedindo para pensar bem nisso.
Analise as consequ�ncias.
Meu objetivo de vida � devolver �s pessoas,
e sou muito bom nisso.
� por isso que Deus me colocou nesta terra.
Por isso consegui desviar daquelas balas!
Porque Ele tinha planos maiores pra mim.
Eu entendo.
E s� posso fazer isso porque tenho credibilidade.
As pessoas confiam em mim!
Sabem que eu entendo as regras das ruas.
Mas se souberem que estou com escuta...
Kev, tudo isso desaparece.
Luther n�o � de todo ruim. Conhe�o ele desde crian�a...
Esque�a o Luther, esque�a a comunidade.
Precisa se preocupar com voc�.
E se eu recusar?
Eu te prendo.
Aqui, agora.
A� est� ele.
Achei que tinha outros planos para hoje.
Acabou n�o rolando, ent�o aqui estou.
E a�, Ray?
- Bom te ver. - �tima festa, mano.
Little Hilton, ele n�o sabe como � bom nisso.
Ele est� se divertindo.
Fique � vontade. Pegue uma bebida.
Espera um pouco.
Preciso te falar uma coisa.
O que foi?
Hoje cedo, estive na minha padaria da rua 73.
Um detetive apareceu,
queria falar de uns assassinatos recentes.
N�o falei nada, � claro.
Falei que n�o sabia do que ele falava,
mas eu queria te avisar.
Olha, comprei uma scooter nova, daquelas chiques para o Hilton.
Sabe, aquelas com motor el�trico?
Ele vai surtar quando vir, cara.
- Com certeza. - Sim.
� um baita presente.
- Sim. - Sim.
Me faz companhia aqui.
A scooter est� no carro. Vou buscar.
- Claro, vamos. - Sim.
J� volto, cara.
Como voc� est�? Bom ver voc�.
Por aqui.
Vemos Hype e Luther descendo a Wallace.
E algum dia, terei dinheiro o suficiente para ser legal.
Assim como voc�.
Enquanto isso,
voc� deve ter cuidado e ser paciente.
N�o pode ficar agressivo com ningu�m.
Tem que manter as coisas profissionais.
Por que est� falando disso?
Como assim?
Falou que um policial passou na sua padaria.
Que n�o posso ser agressivo.
Por que est� falando disso?
E no anivers�rio de 10 anos do meu filho.
Isso n�o est� cheirando bem. Vamos tir�-lo?
Ocean, o que voc� v�?
N�o consigo ver.
Est� trabalhando com algu�m?
Olha como fala!
- N�o me acuse de nada. - Responda, Hype.
- Luther, sou eu. - O qu�?
Que isso, amigo. Acha que vou te dedurar?
Arma!
Eu fico com o Hype!
- Vamos! - Peguem o Luther!
Ele est� indo para o beco!
Estou aqui, aguente firme. Coloque isto.
Vou cort�-lo.
5021 David, mande ambul�ncia para South Wallace, 344.
Homem com tiro no peito. Mande ambul�ncias imediatamente!
Entendido, 5021 David. Ambul�ncia a caminho.
Aguente firme. N�o desista, ouviu?
N�o desista, Hype. Vamos, cara!
Luther, pare!
N�o tem para onde ir!
Largue sua arma, Luther! Acabou!
Largue!
Luther, n�o vou falar de novo. Largue essa arma!
N�o piore as coisas.
Hype, olhe para mim, olha.
Eles precisam de voc�, ouviu? N�s precisamos de voc�.
Precisamos de voc�. As pessoas precisam de voc�.
Aguente firme. N�o desista, Hype.
Hype, n�o desista, amigo. Hype, n�o desista, cara.
Hype!
Obrigada.
Ele foi um bom homem.
Agora ele se foi.
Ningu�m pode substitu�-lo.
O ciclo de viol�ncia continua sem parar.
Sim.
Mas isso n�o � sua culpa.
Sabe, estava pensando,
melhor deixar quieto o papel do Hype nisso.
O qu�?
As pessoas n�o precisam saber que trabalhou conosco.
N�o tem porqu� estragar o legado dele.
Agrade�o, Sargento.
Isso vai ajudar muito com os banqueiros locais,
os neg�cios.
As pessoas amam uma boa hist�ria,
g�ngster que virou empres�rio e devolve � cidade.
Mas quando as linhas ficam borradas,
todo aquele dinheiro branco tende a secar bem r�pido.
Vamos dizer que Luther era uma pessoa de interesse,
que o vigi�vamos na �rea quando ouvimos os tiros?
Porque foi o que aconteceu.
Certo.
Foi isso que aconteceu.
Kevin.
N�o minta para mim de novo.
N�o ligo se seus objetivos s�o nobres.
S� n�o minta.
N�o � assim que as coisas funcionam por aqui.
- Desculpe, Sargento. - N�o, n�o quero desculpa.
S� n�o minta.
Me fale a verdade para que eu possa mentir para voc�.
Boa noite.
Uma vida trabalhando com o Voight e ainda n�o aprendeu o b�sico...
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Contato ou pix likapoetisa@gmail.com
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