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Original subtitles

Voc� est� viajando atrav�s de uma outra dimens�o,

uma dimens�o n�o s� da vis�o e som, mas da mente,

uma viagem a uma terra maravilhosa, cujos limites s�o o da imagina��o.

Sua pr�xima parada, Al�m da Imagina��o.

Um marinheiro, n�o, me deixe ver bem, � do ex�rcito.

No ex�rcito est�, viva o ex�rcito!

Tem que retirar as tropas do sol!

Qual o seu posto?

Coronel, general, ou o qu�?

Sou major.

Perfeito, pode avan�ar depressa...

at� mesmo em tempos de paz.

Hoje um major, amanh� um brigadeiro!

De major a brigadeiro... n�o est� mal...

Realmente, voc� � muito generoso, muito generoso...

''Algum problema?''

N�o, n�o, nenhum problema...

� s� que...

S� o qu�?

S� algumas coisas pouco importantes que me esqueci, como...

quem eu sou?

Voc� disse que era um major...

Espere um momento, espere um momento...

quem � voc�?

O que est� fazendo aqui?

Tem um circo por aqui?

Um circo?

Sim...

Sim, deve ter um circo...

Um palha�o, um circo, um oficial

uma guerra...

Isso teria l�gica, n�o?

Mas n�o se encaixa em nada...

Em nada...

Por que n�o?

Porque n�o tem nenhum circo...

e n�o h� nenhuma guerra...

� como o resto de n�s...

''O resto de n�s...''?

Que est� acontecendo aqui?

Aonde estamos?

O que somos n�s?

Quem somos?

Quem somos?

Nenhum de n�s sabe, major...

N�o sabemos quem somos...

N�o sabemos onde estamos...

Quando acordamos...

est�vamos na escurid�o...

Como isso pode acontecer?

Essa � a pergunta que n�s nos fazemos...

A pergunta para a qual n�o h� resposta, major...

Somos coisas sem nome e sem mem�ria...

Sem conhecimento do que �ramos...

Sem entendermos o que somos agora...

Sem conhecimento do que seremos...

H� quanto tempo estamos aqui?

Essa � uma boa pergunta!

Essa � a melhor pergunta de todas!

Mas ningu�m sabe a resposta...

Um palha�o...

um vagabundo...

uma bela bailarina...

um tocador de gaita...

e um major do ex�rcito.

Uma cole��o de inc�gnitos...

cinco identidades improv�veis presos em um buraco da escurid�o.

Sem l�gica, sem raz�o, sem explica��o.

S� um pesadelo prolongado

em que o medo, a solid�o e o inexplic�vel

caminham de m�o em m�o, entre as sombras...

Em instantes, come�aremos a juntar pistas...

para os "porqu�s", os "qu�s" e os "onde".

N�o terminaremos o pesadelo, s� o explicaremos,

porque estamos em...

Al�m da Imagina��o.

Muito ativo, tem que trabalhar...

um trabalhador compulsivo.

� um grande psic�logo, n�o?

Sou um palha�o,

que pode estar aqui, l� ou em qualquer outro lugar.

Poderia ser contador, economista, um lan�ador canhoto que lan�a em curvas...

Que diferen�a faz?

Estamos aqui, porque estamos aqui porque estamos aqui...

porque...

estamos...

aqui...

Est� perdendo seu tempo, sabia, n�o?

� um idiota...

Um idiota en�rgico...

Um idiota?

Eu quero sair daqui...

N�o estou satisfeito sentado aqui, suspirando profundamente...

Eu quero sair daqui...

N�o � o �nico que quer isso, major.

Todos queremos sair daqui...

O segundo...

Mas est� desperdi�ando o seu tempo, major.

Todos j� demos voltas sem cessar.

J� conhecemos as paredes, o ch�o...

O que h� ali em cima?

Diga-nos...

O c�u, luz artificial, um l�mpada fluorescente, um microsc�pio luminoso.

Diga-nos...

cada op��o � t�o boa quanta a outra...

Talvez estejamos em outro planeta...

Ou talvez estejamos em uma nave espacial

indo para outro planeta.

Talvez estejamos todos loucos

ou talvez isto seja... uma miragem...

uma ilus�o...

Poderemos estar mortos e aqui pode ser o limbo.

Simplesmente n�o existimos...

Somos figuras sonhadas de algu�m que realmente existe.

Ou cada um de n�s est� tendo um sonho.

E cada um faz parte do sonho do outro...

Diga-nos, voc� pode...

� algo que temos de sobra...

possibilidades...

Um n�mero infinito de possibilidades.

Que tal "como sair daqui?"

Algu�m examinou essa "possibilidade?"

Ele j� o fez, major.

Estamos presos aqui,

n�o tem sa�da,

isto � um pesadelo...

tem que ser um pesadelo.

� de fato, mas de quem?

Seu?

Meu?

Do escoc�s?

Da elegante?

Do pesadelo de quem?

Algu�m sabe que estamos aqui...

Como assim?

Tem que haver...

Voc�s t�m estado aqui h� algum tempo...

Possivelmente um longo tempo...

Algu�m tem que os ter alimentado, ter lhes dado �gua...

Bom?

Algu�m deve ter lhes dado comida...

N�o tem havido comida nem �gua.

Mas come�aremos a morrer ou morreremos de sede.

Voc� tem fome, major?

Ou sede?

Ou calor, ou frio, ou cansa�o ou qualquer outra coisa...

Ou algo?

Sente algo, major?

N�o, eu n�o... eu n�o sinto nada...

Mas � compreens�vel que n�o sinta nem fome e nem sede.

Isto � chocante ou algo semelhante a um choque.

Nenhum de n�s sente nada...

Nenhum de n�s sente nada desde que estamos aqui...

E temos estado aqui por um tempo infinito...

Isto � incr�vel...

Isto � realmente incr�vel.

J� gritaram?

Eternamente...

J�... j� socaram as paredes? e forte!

J� tiraram os sapatos, e bateram nas paredes?

J� fizeram isso?

Freq�entemente...

J� olharam ao redor e tocaram na parede...

para ver se existe um bot�o, uma fonte ou uma passagem de algum tipo?

Talvez tenha um bot�o controlador...

Por muito tempo, longo tempo foi a �nica coisa que fizemos.

Procurando, espiando, olhando at� nos cansarmos.

Ent�o, descobrimos, que isto � o universo, aqui mesmo...

Para o nosso prop�sito, este � o universo, este pequeno quarto...

O que foi isso?

Que barulho foi esse?

Um sino gigantesco ou algo...

a isso soou...

OU�AM!

OU�AM A� EM CIMA!

DEIXE-NOS SAIR!

DEIXE-NOS SAIR DAQUI!

POR FAVOR!

Por favor major, n�o tenha medo,

� dif�cil no princ�pio,

mas depois de um tempo...

Menina... por que n�o dan�a para n�s?

Far� que o tempo passe...

Eu tocarei para voc�.

O major nunca a viu dan�ar...

O major n�o quer v�-la dan�ar!

O major n�o est� interessado, a �nica coisa que ele quer fazer � sair daqui!

Muito alto...

NADA!

Atrav�s da parede! Tem pensado nisso?

Isso � brilhante, realmente engenhoso...

Tem uma imagina��o muito criativa...

Com o qu�?

Com as m�os?

Com os dedos?

Com isto!

Com isto!

Por favor, major...

depois de um tempo ser� muito mais f�cil...

Talvez tenha muitos lugares como este...

Talvez nunca tenhamos ouvido falar deles...

Talvez seja para os n�o amados...

Talvez isso � o que somos...

os n�o-amados...

Devemos ter nomes...

somos pessoas...

e isso significa que pertencemos a algum lugar...

Deve ter... outros que se preocupam conosco...

porque... em algum lugar... de alguma maneira...

n�s temos vidas que nos cortaram...

temos que voltar a elas... cada um de n�s...

Cavaremos um t�nel!

J� sei aonde estamos...

De repente me ocorreu...

Aonde estamos?

Deve ser muito pouco observadora, menina...

Agora todas as coisas... tudo se encaixa...

Por que n�o me disse aonde estamos?

Senhoras e senhores, se nota que, aparentemente...

sem muito erro, n�s...

todos n�s...

estamos no inferno...

Deus nos ajude...

estamos no inferno...

Nunca diga nunca, n�o acredita?

Ele parar�, possivelmente...

assim como n�s fizemos...

Deixem-no...

deixem-no divertir-se...

E continua tentando...

� verdade, tem tentado muitas horas...

� metal, creio eu...

circular...

�spero...

N�o tem como ser escalado...

Tudo isso que poder�amos fazer foi dito h� horas

Bom...

Teremos que pensar em algo mais...

Fa�amos, fa�amos isso!

Talvez... poder�amos tentar ser acrobatas...

Um salto...

e chegaremos at� l� cima!

Esperem um minuto...

Vamos...

Isto est� se tornando rid�culo...

Por que n�o?

Por que n�o, o qu�?

Voc� disse: acrobatas...

Foi em sentido figurado, n�o era para levar a s�rio...

Eu aceito que perdemos parte de nossa dignidade humana,

mas das qualidades humanas, a que n�o perdemos �... a gravidade

Talvez voc� saiba algumas acrobacias, eu por minha parte n�o...

Entendo onde quer chegar...

e que ningu�m mais v�?

Um em cima do outro,

parado nos ombros do outro....

Bom... que tal isso?

N�o � o que se faz nos circos?

Eu perguntarei quando entrar em um...

Mas lhes asseguro...

embora tenho o disfarce de um palha�o, n�o tenho recorda��es de ter sido um...

� verdade que n�o sentimos fome e nem sede...

mas dor... isso � outra coisa...

E uma queda desta altura

� uma sensa��o que eu prefiro evitar...

� uma oportunidade...

Me perdoe, mas n�o, obrigado...

Mas tem raz�o,

� uma oportunidade!

Vamos!

Eu serei o primeiro, eu come�o...

O palha�o nos meus ombros...

o vagabundo...

o tocador de gaita...

e a menina...

O que acham?

Nunca alcan�aremos...

Poder�amos tentar...

Quem disse que n�o chegaremos?

N�o sabemos qual � a altura...

Esse � o ponto, n�s estar�amos nos arriscando por nada...

Agora, se sentem todos, e eu os entreterei um tempo...

Vamos, tentemos!

Vamos, palha�o!

Nos meus ombros!

Apenas uma observa��o...

as coisas eram muito mais simples at� que voc� chegou...

De qualquer maneira, eu estou com a maioria...

Certo, senhorita...

agora � com voc�...

Podem ver a parte de cima?

H� uma borda ou algo?

Falta mais um pouco para a borda...

Vamos...

V� com calma, voc� consegue

N�o consigo alcan��-la...

Est� um pouco mais acima de mim...

Tente!

Estiquem-se!

Estiquem-se um pouco!

Todos, estiquem-se!

Tente, temos que tentar!

Como est� a sua perna?

Acho que a torci, mas ficarei bem...

Quanto nos faltou?

Quanto mais ter�amos precisado?

Quase podia senti-la...

Est�vamos l�...!

A senhorita � t�o boa quanto qualquer um...

Bom, n�o neste caso!

Estava a poucos cent�metros de dist�ncia, quanto muito!

Isto � o que faremos!

Faremos exatamente o mesmo, mas sem a menina...

O palha�o, em baixo...

o vagabundo, depois o tocador de gaita...

e eu os escalarei...

Poremos uma corda amarrada nesta espada,

lan�aremos at� a borda...

para se encaixar nela.

Muito engenhoso!

Mas quem vai na loja comprar a corda?

Tem raz�o, n�o temos corda...

Usaremos tiras das nossas roupas, vamos, � a nossa �nica oportunidade...

Isto!

Est� bem!

Metros de excelente material,

cortesia de Paliachi, ou como seja do que me chame...

Desta vez a alcan�aremos...

Uma corda, amarrada nesta espada

Lan�aremos � borda...

E engancharemos, precisamente l�...

E subirei acima...

E ent�o o qu�?

N�s preocuparemos com isso quando acontecer...

De algum modo os tirarei-os daqui...

Mas nenhum sair�, at� que todos saiam...

Essa... � a l�gica... com a que devemos pensar.

Bem, o que h� l�?

O que voc� v�?

Major... onde estamos?

Um homem corajoso,

n�o muito brilhante,

mas ele voltar� por n�s...

Sei que ele far� isto...

Talvez volte...

Mas n�o ser� por n�s...

Talvez tenha raz�o...

Talvez tenha muita raz�o...

Talvez isto seja o inferno...

Encontrei isto na neve...

algu�m deve ter tirado...

Muito obrigado, querida, coloque neste barril, a�, por favor?

Tem muitos, n�o �?

N�o tantos como eu gostaria, s�o para os �rf�os, sabe?

Mas � cedo, ainda, e come�amos recentemente...

Bonecos para os �rf�os!

Bonecos para os �rf�os!

Bonecos para os �rf�os!

Bonecos para os �rf�os!

Abra o seu cora��o!

S� um barril...

um escuro dep�sito, que cont�m ilus�o,

faz crer que as pe�as de pl�stico e pano

est�o em uma distorcida imagem da vida humana

Mas com uma nota de esperan�a somada:

talvez sejam "n�o-amados" s� por um momento.

Nos bra�os de uma crian�a n�o haver� nada, exceto o amor.

Um palha�o, um vagabundo, um tocador de gaita, uma bailarina e um major,

nesta noite, personagens de uma estampa �nica conhecida como

Al�m da Imagina��o.

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