All language subtitles for The.Secret.Invasion.1964.1080p.BluRay.x264-.YTS.AG

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Original subtitles

A INVAS�O SECRETA Tradu��o de Cjamango

Alto!

Bem-vindos, cavalheiros.

Jean Saval.

Pris�o da Ilha do Diabo.

Dez anos de pena sem possibilidade de liberdade condicional

pelo roubo da famosa pintura ''O Inverno'' de El greco.

Conhecido como o mestre do disfarce.

Terence Scanlon.

Pris�o de Dartmoor, Inglaterra.

Membro do Ex�rcito Republicano Irland�s na clandestinidade.

Especialista em demoli��es, a cumprir o 18.� ano de uma senten�a de 25 anos

por actividades revolucion�rias contra a Coroa.

Parece que n�o gosta dos ingleses, Scanlon.

N�o h� muito para gostar.

Agora est� a trabalhar para n�s, acabar� por nos adorar.

Simon Fell.

Encarcerado em Leavenworth, Estados Unidos da Am�rica.

De 10 a 20 anos, dois anos cumpridos.

Falsifica��o.

John Durrell.

Alcatraz.

Nacionalidade e origem desconhecidas, cr�-se ser um assassino a soldo.

Aguarda a execu��o pelo homic�dio da amante.

Roberto Rocca.

Pris�o de El Ramle, L�bano.

Organizador de actividades criminosas internacionais, 20 anos.

Forma��o...

Formado em psicologia, literatura cl�ssica grega,

engenharia estrutural.

Estranho algu�m desperdi�ar a sua forma��o acad�mica a planear crimes.

Achei que era uma carreira desafiante.

Est� dispensado. Espere por n�s l� fora.

Encontrem um lugar. Sentem-se.

Quero deixar bem claro

que n�o foram a minha escolha para esta miss�o.

Contudo, os Servi�os Secretos parecem achar que os vossos talentos especiais

podem ser valiosos.

Mas n�o imaginem por um momento sequer que servir sob as minhas ordens

ser� mais f�cil do que as pris�es donde vieram.

Todos receberam a oferta de indultos para realizar esta miss�o.

Num dos casos, foi-lhe oferecida a vida.

Prometeram cooperar.

Espero que cumpram.

Quanta coopera��o espera?

Pode dar-nos a conhecer os factos?

Neste momento s� vos posso dizer que ser� na Europa ocupada.

E o que fizermos l� ser� muito perigoso

mas de extrema import�ncia para o desfecho da guerra.

N�o saberemos mais nada?

S� saber�o o que precisam saber.

Provavelmente faremos algo magn�fico!

Provavelmente v�o cometer suic�dio.

Mantenham as cabe�as baixadas! Estamos a usar muni��es reais!

Atira tamb�m contra ele.

O raio deste passeio � necess�rio?

O raio deste passeio � necess�rio?

O raio deste passeio era necess�rio?

N�o me voluntariei para nenhuma miss�o suicida.

Se calhar vou-me embora daqui e s� parar quando chegar a territ�rio neutro.

- � uma longa caminhada. - � assim t�o dif�cil?

Se for apanhado,

falsificarei os documentos de um soldado ingl�s e finjo que estou perdido.

Se queres tentar, irei contigo.

Combinado.

Mais algu�m?

Os b�rbaros n�o t�m uma gota de u�sque irland�s.

Irei contigo, rapaz.

E tu?

- N�o gosto de causas perdidas. - Causas perdidas!

Foi o que os brit�nicos disseram aos irlandeses no dia da Revolta da P�scoa.

Sil�ncio! Vamos!

E a nossa palavra?

A nossa palavra? A nossa palavra n�o vale nada.

N�o o acordem, rapazes.

Vejam esta coisinha t�o delicada.

A� est� ele, a Bela Adormecida. Deixa-me dar-lhe uma...

Scanlon! Deixa o rapaz em paz.

Saval, que est�s a fazer?

A estudar a express�o dele. � a chave de tudo.

Vejam s� o que encontrei aqui! Outro uniforme e material de escrit�rio!

- �ptimo. - Mais alguma coisa?

Mais nada.

Traz o material d escrit�rio, Scanlon.

Pega nisto. Isso mesmo, meu rapaz.

Dorme!

Preciso de alguma coisa com a assinatura deste tipo.

- V� se consegues abrir a gaveta. - Se consigo abrir a gaveta?

Tens o descaramento de dizer isto?

Com esta coisinha, � o mesmo que ter a chave.

Aqui est� o bilhete de identidade dele.

O que � isto? Natal? Quem diria... �, u�sque escoc�s.

Bom, terei de o beber com os olhos fechados.

Tome.

Desculpe, senhor.

N�o h� nenhum destino indicado nesta licen�a.

H� quanto tempo est� neste departamento?

- Tr�s anos, senhor. - Esqueceu-se de uma regra fundamental.

''Saber apenas o que precisa de saber.''

- Sim, senhor. - Muito bem. Continue.

�amos s� comer alguma coisa, senhor.

Muito desajeitado, e um pouco infantil.

J� se divertiram, mas se isto acontece em ac��o, Deus vos ajude!

A invas�o de It�lia est� programada para iniciar dentro de dias.

Mas para garantir o sucesso, temos de ter uma segunda frente nos Balc�s

para dividir as defesas alem�s.

Seremos a segunda frente? Vamos enfrentar todo o ex�rcito nazi?

Espero que n�o.

Os resistentes nos Balc�s est�o prontos a atacar,

e vamos trabalhar com eles.

E se formos bem-sucedidos, criaremos tal inferno nos Balc�s

que expulsaremos todas as divis�es panzer entre Trieste e Roma.

Sim, mas os alem�es ainda t�m os italianos como aliados.

Por enquanto, sim.

Mas h� um homem

que pode virar todas as for�as de ocupa��o italianas para os resistentes.

A nossa tarefa � persuadi-lo a faz�-lo.

Quem � este homem?

Ainda n�o estamos l�, mas a partir de agora, voc�s fazem parte da invas�o.

T�m milhares de vidas nas vossas m�os.

Talvez seja a oportunidade de pagarem � sociedade o mal que lhe fizeram.

Certo?

Raio de azar com este nevoeiro.

Talvez n�o.

Os navios patrulha alem�es n�o suspeitar�o que algu�m possa sair numa noite destas.

Sim?

Belos camarotes, h�?

Escuta, Rocca.

A tentativa de fuga no Cairo foi uma piada, mas agora n�o estou a brincar.

- A It�lia � mesmo ali. - Mais de 65 km.

Ouve, h� uma canoa amarrada na popa desta banheira.

Falas a l�ngua.

S� temos desaparecer nas colinas at� a invas�o acontecer,

depois descemos das colinas e junt�mo-nos aos nossos amigos.

N�o tenho ningu�m � minha espera em It�lia.

N�o tens de ficar l�. Viremos embora.

N�o h� ningu�m em lugar nenhum.

Al�m disso, acho esta aventura muito divertida, n�o achas?

�s um italiano doido.

Est� bem, irei sozinho.

Esperem um momento. Escutem. Escutem!

H� qualquer coisa ali.

Desliga o motor!

Um dos seus homens fugiu.

O qu�?

Calma, camarada.

N�o sei o que est� a dizer, mas seja o que for, a resposta � n�o.

Bem, aparentemente, calculei mal novamente.

Nunca pensei que o Fell tentaria de novo j� a caminho.

Agora, ou�am.

Quando a embarca��o alem� se aproximar,

o comandante vai tentar empat�-los o mais tempo poss�vel,

deslizamos para fora da embarca��o e apanh�mo-los pela retaguarda.

N�o, eu n�o. N�o me alistei para entrar numa luta de rua.

N�o est�s numa rua.

Durrell!

Scanlon, vem comigo.

Vamos l�, malta, despachem-se! Despachem-se!

Vamos l�. Puxem-no. Com cuidado.

Est� morto.

Seu...

Vamos lan�ar o bote � �gua. Temos de afundar este navio.

N�o. Estamos mais seguros aqui.

- Scanlon? - Sim?

Consegues colocar as cargas de maneira

a explodir a popa do barco?

Consigo faz�-lo dan�ar a jiga num instante.

� medida que nos aproximarmos da praia, explodimo-lo.

Sa�mos a tempo e nadamos em direc��o � costa.

Detesto admitir, mas � um bom plano.

- Muito bem, Scanlon, mexe-te. - Certo!

- Ali est�o as luzes da costa. - Tens raz�o.

- Petar? - Ali em cima!

Certo. Vamos!

A minha garganta � pequena de mais para o meu cora��o.

Petar!

Petar!

- Finalmente conseguimos, h�? - Sim.

Sou o Marko, contacto do Ex�rcito da Resist�ncia neste distrito.

Comam e descansem depois da vossa longa viagem.

- Obrigado. - Sim, comida para os outros todos.

Por acaso tem um pouco de l�quido por aqui, tem?

- Tenho, sim. - Tem!

Olhem para isto!

�ptimo.

� bom aproveitarmos todos os momentos que pudermos.

Ao anoitecer, estaremos no basti�o alem�o,

na cidade fortaleza de Dubrovnik.

Agora, escutem.

Nessa fortaleza est� o homem que viemos libertar.

O General Quadri, comandante das for�as de ocupa��o italianas.

Estamos a arriscar a vida para ir buscar um palha�o qualquer �s pr�prias casernas?

N�o, ele est� l� como prisioneiro dos nazis.

Os nazis suspeitam que ele esteve em contacto com agentes aliados,

mas � demasiado adorado pelos seus homens para o denunciarem publicamente,

por isso, usam-no como fantoche para manterem os italianos na linha.

Vigiam-no dia e noite para garantirem que ele n�o age por conta pr�pria.

Quanta certeza tem de que ele agir� por conta pr�pria?

Ele � italiano, mas n�o � fascista.

E s� ele controla a absoluta lealdade dos seus homens.

Se conseguirmos libert�-lo antes da invas�o, ele tr�-los-� para o nosso lado.

Quando entraremos em Dubrovnik?

Come�amos imediatamente.

Viajaremos aos pares.

- Fala a nossa l�ngua? - O suficiente para me desenrascar.

- Voc�s v�o juntos. - N�o, vou com o Fell.

Fala s�rvio?

O qu�? Acho que n�o, mas estou a entender-me muito bem com esta aqui.

Ela leva-o at� l�.

Mila?

L� atr�s, o que foi que disse � rapariga, a Mila?

Perguntei-lhe se teria medo de estar com aquele com os olhos mortos.

- Porqu�? - Ela j� viu demasiada morte.

O marido foi morto � frente dela com uma crian�a a mexer na barriga.

Ela identifica o Durrell como carrasco.

Sim. Nunca tinha visto a morte a vaguear, como se fosse um homem.

Dubrovnik.

Daqui, parece o que sempre foi.

Agora viemos libert�-la.

E quem a libertar� de n�s?

E quem nos libertar� de n�s pr�prios?

- Vamos fazer o servi�o. - Sim.

Falo ingl�s.

� uma coisa simp�tica, tentarem ajudar-nos.

S� tentamos ajudar-nos a n�s pr�prios.

E n�o uns aos outros?

Algu�m sabe como se faz?

Gostas dele?

Que interessa isto?

Dev�amos fazer teatro, rapazes. Fizemos rir os guardas todos.

Vai para a cozinha, rapariga, e vai cozinhar.

Marko, Rocca, venham c�.

Rocca, isto � especialmente para ti.

Estes mapas mostram as constru��es na fortaleza

com as altera��es feitas depois da ocupa��o nazi.

De algumas possibilidades de entrada, Os Servi�os Secretos escolheram esta.

Esta?

� um rio subterr�neo, usado antigamente como sistema de esgoto natural.

Continua a correr sob cidade, mas j� n�o � usado.

Confio nos Servi�os Secretos Brit�nicos,

mas em �ltima an�lise, s� confio em mim.

Veremos.

Que tal umas uvas?

O Quartel-General deles fica depois da pra�a.

A foz do rio fica debaixo das sentinelas.

Eles aumentaram as sentinelas nas �ltimas duas semanas.

Sabem que a invas�o est� iminente, mas n�o sabem onde ser�.

A nossa tarefa tornou-se ainda mais dif�cil.

Recente?

N�o, os alem�es j� n�o se d�o ao trabalho de marcar as sepulturas.

Vem muita gente at� aqui?

Penso que n�o, mas � f�cil confirmar.

Sim, senhor. E o coveiro?

Um velhote que s� fala com os mortos.

Mas n�o nos trair�.

Onde fica a guarni��o alem� mais pr�xima?

A cerca de 300 metros daqui, atr�s daqueles muros.

Vamos precisar de trazer ferramentas para c�.

Tem que ser tudo feito � m�o.

N�o podemos arriscar explosivos, a n�o ser que...

- O qu�? - Depois veremos.

Vamos entrar entro deste.

Pe�o desculpa.

- Come�amos a cavar aqui. - �ptimo.

Quanto falta para terminar o meu turno?

15 minutos.

Se os rapazes em Monte Carlo me pudessem ver agora.

D�s-te conta de que estou a arriscar uma grande carreira?

Um dedo partido, uma unha infectada, e pronto!

Mais duas semanas disto, rapaz, e estou a inscrever-me no sindicato das toupeiras.

O que se passa l� em baixo? O que foi?

Encontrei-me com um dos enterros mais recentes.

Enterros recentes? Do que est�s a falar?

N�o volto l� para baixo.

Rocca, esta escava��o est� muito lenta. S� nos restam tr�s dias.

Entraremos a tempo.

A margem � muito curta. Esta miss�o n�o vai falhar, ouviste?

- Escavaremos dia e noite. - O toque de recolher.

Se algum de n�s � descoberto depois de anoitecer...

- Pois, correrei o risco. - Correr� sem mim.

Far�s o que eu mandar.

Eu trabalharei. E a Svetlana.

- Quanto falta? - Acabou.

Sim, farei a minha parte.

J� disse que acabou.

�s vezes consegues ser t�o meigo.

Vai para casa e cuida do teu filho.

Vai.

- Consigo reproduzir isto a dormir. - Muito bem.

Capturaram o Petar.

- Quando? - Vi-os na rua,

logo depois de deixar o cemit�rio.

Podemos confiar nele?

Podemos. Mas se for torturado, quem sabe?

Temos de suspender a opera��o at� termos a certeza.

E se o Petar falar, ter� de ser abandonada.

Abandonada?

Abandonada?

Esta miss�o s� ser� abandonada quando estivermos os seis mortos.

Uma ova.

N�o vou morrer para voc� provar a sua coragem.

O que � que o move, Mace?

N�o � uma miss�o para si, � uma cruzada pessoal!

Escuta-me. O meu irm�o n�o desistiu da vida...

- O seu irm�o? - ... Para alguns cobardes...

O que tem o seu irm�o?

Eu conto-vos.

Em 1942 eu comandava os Servi�os Secretos nos Balc�s.

O meu irm�o era oficial sob o meu comando.

Ele foi capturado e colocado na Fortaleza de Dubrovnik.

Qual � a sua culpa?

Recebi a informa��o que pretendia do interior.

Ele descobriu uma maneira de escapar de l�.

Volto a perguntar. Que culpa foi a sua?

Esperei demasiado tempo antes de o tirar de l�.

E devemos, portanto, morrer pela sua honra, pela sua vingan�a

e pela sua reputa��o militar?

Por que o despromoveram, Major?

Sim, � verdade.

Exoneraram-me do meu comando.

N�o consegui...

N�o consegui seguir em frente durante algum tempo.

Agora a miss�o � t�o nossa como sua.

Concordo que � urgente.

O Petar pode crer ser leal, mas n�o ser capaz.

O teu povo pode criar uma divers�o para n�s?

Explodir um canh�o ou um posto de sentinela,

qualquer coisa, para abafar o som de uma explos�o dentro da tumba?

- Ser� feito. - Temos de ir para a tumba j�.

O Scanlon poder� abrir uma entrada para o esgoto

sem chamar a aten��o.

Algu�m tem que lhe levar explosivos.

Est� quase no toque de recolher. N�o podemos arriscar andar nas ruas.

Eu vou, com o beb�.

Se me mandarem parar, direi que ele est� doente.

N�o h� outra solu��o?

Vai devagar.

N�s podemos ir pelos telhados, mas demorar� um pouco.

Est� bem.

O Scanlon j� ter� colocado as cargas quando chegarmos l�.

Vamos, meus amigos. Despachem-se.

Ele falou!

Se formos capturados, precisaremos de algu�m no exterior.

Estaremos � espera.

Quando sa�rem, estaremos � espreita.

Desculpem, rapazes, mas o cheiro deste lugar come�a a afectar-me.

Habitua-te. � o cheiro da eternidade.

N�o falas muito, rapaz,

mas quando falas, tens pouca piada.

Sil�ncio.

Sil�ncio.

- Mila... - N�o digas nada.

Continuem! V�o!

Vamos!

- A guarni��o est� toda atr�s de n�s. - Consigo ouvi-los.

O que aconteceu?

Aconteceu uma trag�dia, Rocca.

O Durrell matou o beb�.

Porqu�?

Eu digo-te porqu�. Porque gosta.

Penso que conseguimos sem ele.

Espera. P�ra!

Foi um acidente. Entendes?

Ela contou-me. O beb� come�ou a chorar.

Ele n�o podia evitar. Foi um acidente. Entendes?

Mila.

Mila.

Tens de te ir embora j�.

Leva o teu filho ao coveiro.

Cuida do corpo dele.

N�s...

N�s rezaremos pela sua alma gentil e por ti.

Scanlon.

Consegues, com uma explos�o, abrir uma entrada para a pris�o?

Consigo, mas h� sempre a possibilidade do t�nel desmoronar.

Quais s�o as probabilidades?

Meio por meio.

- Est� bem. Vamos a isso. - Certo.

Penso que estou a falar-vos na vossa l�ngua.

H� uma bateria de morteiros apontada ao vosso esconderijo.

Podem render-se e serem respeitados como prisioneiros de guerra

de acordo com a Conven��o de Genebra, ou simplesmente serem reduzidos a p�.

T�m trinta segundos para decidirem.

�s louco? Vamos sair daqui � for�a!

Espera!

Nenhum de n�s atravessaria a porta.

Agora, por favor, se est�o preparados para se renderem,

saiam pela porta, um a um, desarmados.

O nosso objectivo era entrar na pris�o.

Parece que, pelo menos, vamos conseguir isto.

Se sairmos em direc��o da luz, abater-nos-�o.

Que dizes a isso, Rocca?

Venham.

Penso que dois homens inteligentes, a combater em lados opostos,

podem confiar um no outro momentaneamente.

N�o creio.

Esta � uma das consequ�ncias da guerra.

Torn�mo-nos inimigos por decreto de lei de um dia para o outro.

Podemos esquecer o decreto de lei?

N�o.

Estes uniformes decidem por n�s.

Somos ambos prisioneiros.

Muito bem, ent�o.

Vamos fazer isto devagar.

Nome, posto e n�mero.

O meu nome n�o importa.

N�o tenho posto.

O �ltimo n�mero que me identificava

era 61235.

- Por que est� aqui? - Por dois motivos.

Mas n�o lhe posso dizer nenhum deles.

O seu vinho � excelente.

Se persiste nesta atitude obstinada, tenho de recorrer a medidas mais dr�sticas.

Acredito em si. Acredito em si.

N�o me fiz entender.

H� homens �s minhas ordens peritos em manter um homem no inferno eternamente.

Parecem ter julgado mal o Petar Marasovic.

Como assim?

Ele deve ter sido morto antes de terem todas as informa��es que queriam.

Petar Marasovic.

V�? O certificado de �bito dele.

Estar�o aqui dentro em breve. O que � que temos?

Se tivesse os ingredientes certos, arrebentaria com este inferno.

Posso falsificar a assinatura dele, e com algum equipamento, o carimbo dele.

- �ptimo. - Ele � alguns cent�metros mais baixo,

mas os �culos ajudam. Posso fazer o papel.

Voc�s devem sentir-se em casa aqui. Sinto-me um pouco in�til.

Se calhar apreciar�o dormir sobre o assunto.

Amanh�, iremos come�ar um novo tipo de interrogat�rio.

Em pouco tempo, alguns de voc�s ou todos, tentar�o matar-se.

Espero que o comandante tenha talento na arte de subjugar homens.

N�o podemos falar cedo demais, mas...

... n�o h� motivo para aceitar tudo o que ele tem para oferecer.

Precisamos de uma hist�ria de cobertura.

Vamos dizer-lhe que somos um grupo dos Servi�os Secretos

a preparar o caminho para a invas�o dos Balc�s.

Amanh�, come�ar� a pressionar-nos.

Bom, qual ser� o primeiro a entreter-nos?

O pequeno?

O vaidoso?

O silencioso?

N�o nos podemos esquecer do fil�sofo.

N�o importa. Todos ter�o a sua oportunidade.

� E uma promessa.

Atrav�s dos tempos, o homem mostrou o seu melhor talento

na arte de infligir a dor aos seus semelhantes.

N�o tenho nada a dizer.

Vamos conversar como homens sensatos.

Reconhe�o em si o comportamento e a disciplina de um oficial brit�nico.

Muito bem.

Major Richard Mace, ao Servi�o de Sua Majestade, n�mero 343602.

� E um come�o.

� E um come�o, Major.

Sente-se, por favor, Major.

Um cigarro?

Por favor.

- Como est� a situa��o do caviar? - A melhorar.

� v�mito cru.

- Lindo. - Lindo?

Esta coisinha ser� o nosso carimbo.

Ent�o, veio ver o t�mulo do seu irm�o.

Sim.

Eu mostro-lhe o t�mulo dele.

Est� rodeado pelo mar.

Lembro-me do seu irm�o ser um ingl�s extremamente teimoso.

Nunca troc�mos uma palavra desde que ele entrou aqui at� sair.

Penso que consigo fazer melhor consigo.

Quem diria? A coisa mais engenhosa que j� vi.

O sujeito que construiu este lugar usou muito bem a cabe�a.

Ele calculou que um dia podia ficar preso aqui dentro,

porque podes sair de c� de dentro.

S� preciso de uma pequena ferramenta, que n�o tenho.

� um come�o, cavalheiros.

Deixarei o Capit�o Mace convencer-vos a serem mais cooperativos.

Bom dia.

- Cuidado com ele, rapazes. - C� vamos n�s. Vamos l�.

Tome.

Obrigado.

Meu Deus.

Por que n�o usou a hist�ria de cobertura? Porqu�?

Eu n�o lhe disse nada.

S� lhe disse quem eu era.

Queria que o comandante soubesse porque vai morrer.

Encontrei-o.

O Quadri.

Sa� do gabinete do comandante, e l� estava ele.

Onde?

No corredor depois da enfermaria em direc��o ao quebra-mar.

� onde eles enterram os mortos.

Eles levariam um cad�ver da enfermaria

para a muralha � beira mar? - Provavelmente.

Vamos criar um cad�ver especial.

Sim, se n�s pr�prios n�o acabarmos como cad�veres.

� evidente de que o Capit�o Mace n�o � um homem persuasivo.

N�o avan�ou nenhum informador.

Penso que est� na hora de seguir outras experi�ncias.

Quem ser�?

N�o. N�o. Hoje n�o.

Poder� ser �til depois de ter a oportunidade de verem como os outros se sa�ram.

Penso que...

Sim.

Becker!

Quanto pode ele aguentar?

O Scanlon � muito pequeno. Come�ava a gostar dele.

N�o gostes tanto de nada que n�o consigas ver morrer.

N�o me aconselhes, assassino. Destr�is tudo.

N�o consegues sentir a dor humana.

N�o sintas.

�s tu a fazer este som! P�ra! P�ra!

Rocca, Mas que raio � isto com...

Temos de ter o tempo certo, ou falhamos.

Estalo os dedos a cada segundo que passa. Torna-se autom�tico.

Come�am a dizer, ''101, 102, 103.''

Tamb�m t�m de o tornar autom�tico.

Ser� o vosso rel�gio.

E devemos estar todos sincronizados para avan�ar no segundo exacto.

Criem um tique-taque de um segundo no corpo inteiro.

Porque, lembrem-se, um estalo do dedo pode salvar-vos a vida.

Gosto de explicar as minhas t�cnicas.

O Major Mace pouco revelou, excepto que n�o era nada convincente.

O irland�s contou-me uma hist�ria plaus�vel depois de ficar com os dedos maltratados.

O pr�ximo sofrer� mais,

at� eu ter a certeza de que tenho a verdade.

Portanto, tu.

Lamento.

Tudo bem.

N�o causaram problemas � m�o com que escrevo.

Onde est� o carimbo?

N�o tinhas de aguentar tanto.

Portou-se bem l� em cima.

Al�m disso, se facilitarmos com aqueles tipos, eles suspeitar�o.

Ligaram as feridas do Scanlon. Por que n�o as tuas?

Eles aprenderam que os homens �s vezes resistem a uma grande dor f�sica,

e depois quebrar perante uma d�vida subtil ou medo na mente.

O medo da infec��o.

Est� quase pronto. Est� muito bom.

Bom trabalho, Fell.

Se, pelo menos, eu tivesse algo para fazer uma gazua,

sair�amos daqui imediatamente.

Toma uma folha de papel oficial que tirei do gabinete do comandante

enquanto foram buscar �gua para me acordarem.

Tu.

Ent�o. O que foi que eles fizeram agora?

Nada.

Quando seremos todos executados?

- Todos excepto tu, claro! - P�ra!

Eu disse-vos, a tortura foi subtil.

Agora est� a plantar a semente da disc�rdia entre n�s.

Agradece-lhes. Estavas quase morto.

V� l�. Descontrai.

H� muito tempo para morrer depois.

O tempo est� mais perto do que pensa.

Amanh�, estaremos livres ou mortos.

Agora, escutem.

Come�aremos o �xodo com homens em tr�s pontos.

Estou contente por ver que um de voc�s decidiu ser sensato.

Entre os meus associados sou conhecido como amante, n�o combatente.

Claro, vou querer confirma��o do que me contar da parte dos seus camaradas.

Companheiros.

Mesmo assim, pode ter de ficar mais um dia ou dois com eles.

E seria melhor para eles pensarem que voc� foi a cobaia de hoje.

N�o quer dizer v�tima?

Um homem directo.

Gosto disso.

Agora, diga-me.

Deixe-me ver, desde o in�cio.

Come�ou tudo no Cairo h� cerca de um m�s.

Guardas! Guardas!

Conseguem ouvir-me? H� um homem ferido aqui dentro!

Por amor de Deus, abra!

H� um homem ferido aqui dentro!

O plano inteiro consistia numa invas�o atrav�s dos Balc�s.

O seu companheiro, o silencioso,

tentou suicidar-se.

Ele cortou os pulsos, profundamente, mas n�o o suficiente.

A nossa miss�o era estabelecer linhas de seguran�a,

alertar a resist�ncia, tra�ar campos minados e defesas.

Isto � essencialmente o que os seus companheiros me contaram.

Quero saber por que estavam a cavar um t�nel para a fortaleza.

O que queriam daqui?

Bom, aqui � o centro das vossas opera��es.

� �amos apossar-nos das vossas linhas, claro.

N�o chega.

A verdade � mais do que isto.

Sim.

A verdade simples � que nunca saber�.

Est� prestes a morrer.

General Quadri! General Quadri!

N�o temos tempo para explicar.

Somos aliados enviados para lhe entregar aos resistentes.

Que pretendem de mim?

Sil�ncio e obedi�ncia imediata �s nossas instru��es.

Isto deve ser um truque.

Se vieram matar-me, disparem. N�o irei convosco.

Lamento, General Quadri. N�o temos tempo para o convencer.

Alto!

Alto!

Fui atingido! Fui atingido!

V�o! Vamos l�!

- Fell! Anda. - N�o consigo! V�o!

Durrell!

Por aqui

- Companhia, alto! - Companhia, alto!

Muito bem, vamos embora.

Estamos aqui em cima!

Ali est�o eles!

Vamos, agarrem uma corda!

- Estou bem. Vamos. - N�o. Esvair-se-� em sangue.

Est� bom. Est� bom.

Muito bem, vamos. Vamos.

Vamos l�. Vamos l�.

Durrell, O que pensas que est�s a fazer?

Suba para a colina.

N�o saiam da�, meus amigos,

e n�o se mudem da vossa pequena cabana de pedra.

Esta ser� uma visita que nunca esquecer�o.

O Scanlon tem um presente para voc�s. Ser� uma grande surpresa.

N�o te atrevas a mexer-te.

E o que tenho para voc�s ir� abrir-vos os olhos

E o que tenho para voc�s Nenhuma loja vender�

N�o se mexam.

Porque o que tenho para voc�s

Ir� mandar-vos todos pelos...

N�o posso mais. N�o consigo ir mais al�m.

N�o desista. Vamos atravessar o rio e sair a jusante. V� l�.

N�o. Tu atravessas o rio. Farei com que me sigam.

Vou ser um osso duro de roer para eles.

Agora � contigo, Rocca. Est�s no comando.

Vai.

Vamos embora.

Rocca?

Venham.

- Onde est�o os outros? - Mortos.

Este homem n�o � o General Quadri.

Os meus homens est�o a morrer por tua causa, seu impostor.

Durrell!

Levem-no l� para dentro.

N�o confiavam no General, mas precisavam dele para controlar as tropas,

por isso, mataram-no e substitu�ram-no por um duplo.

Por um momento, ele enganou-me.

Ele � praticamente igual a ele.

Portanto,

mat�mo-nos por um impostor.

Rocca, porque me detiveste?

Para salvar o nosso adorado General Quadri.

Porqu� deixar que isto nos detenha? Porqu�? Vamos us�-lo.

Completaremos a miss�o de Mace.

Limpa a cara.

Queremos que tenhas uma boa apar�ncia.

Vamos voltar para a fortaleza. Vamos lev�-lo.

O grande impostor ainda n�o est� fora de servi�o.

N�o vou ajudar-vos. Sabe disso!

Liderar�s as tua tropas em combate contra os alem�es,

ou o meu amigo matar-te-�,

muito lentamente e muito dolorosamente.

Quadri! Quadri!

V�em como me adoram?

Matem-me agora e vejam o que acontece.

Liderarei os meus homens em combate ao lado dos alem�es.

Se me matarem, os meus homens matar-vos-�o.

E voc�s morrer�o em v�o, porque eles lutar�o pelo seu general morto,

ao lado dos alem�es.

Quadri! Quadri! Quadri!

N�o se pensarem que ele foi morto por um alem�o.

Escutem-me! Escutem-me!

Este nazi assassinou o General Quadri por causa daquilo que ele ia dizer-vos.

Pens�vamos que este soldado era um de n�s. Fomos enganados.

A It�lia tem sido ocupada.

N�o por inimigos mas por soldados da liberdade!

O General Quadri queria dizer-vos que os nazis n�o s�o os nossos donos,

s�o os nossos inimigos!

Era isto que o General Quadri queria dizer-vos:

Para combaterem! Juntarem-se aos jugoslavos e combaterem!

Combaterem pela liberdade! Combaterem pelo General Quadri!

Bravo, Rocca! Adeus.

FIM

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