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Original subtitles

- � o Sr. Lopez! - O qu�?

� ele! O Joe � o Sr. Lopez!

Consegui recuperar as fotos afixadas no liceu

e � o que estava escrito no anoraque dele! � ele!

Acabei de falar com o tipo que viu uma luz na floresta

na noite em que a Jennifer foi morta. Segundo ele, pode ser um farol.

Um farol, um �nico farol?

Ele tinha um farol partido na manh� do desaparecimento da Jennifer.

Vamos!

Aqui n�o est�.

M�e...

M�e, faz o que ele pede, por favor.

Ele n�o me fez nada e n�o vai fazer nada se fizerem exatamente o que ele disser.

Nada de alertas nos m�dia,

nem alertas de rapto nas esta��es e nos aeroportos,

nem barreiras ou controlos nas estradas.

Se tentarem fazer alguma coisa, ele vai saber.

E depois mata-me.

Mata-me como matou as outras.

Quando estiver a salvo, ele deixa-me ir.

Ele prometeu-me.

Vai deixar-me voltar para casa.

Faz o que ele te disser.

Amo-te, mam�. Desculpa.

Virginie...

� a sua filha, n�o posso tomar esta decis�o por si.

Que fazemos?

Eles n�o podem estar longe.

Devem ter ido pela nacional ou pela autoestrada.

Ligamos para a PAF e damos as indica��es da Maya e do Lopez

e dizemos-lhes que ele tem um ref�m mas que n�o intervenham sem n�s.

Se ele se sentir encurralado, vai mat�-la.

Mas Virginie... ele vai...

Tudo bem, pelo menos ganho algumas horas.

E foram as not�cias.

Vamos agora passar � Bolsa de Pequim, onde acontecem...

Prosseguem as buscas para encontrar a adolescente raptada

por aquele que se suspeita ser o Estrangulador das Ardenas.

H� batidas nas plan�cies, mas as hip�teses de encontrar

a jovem parecem agora ser muito...

Levamos tudo e analisamos tudo.

Temos que perceber para onde vai!

A BATALHA DAS ARDENAS

O Sr. Lopez era professor de hist�ria antes de ser diretor.

Eram publica��es de autor.

Quando eu era mi�do, obrigava toda a gente a compr�-las.

- � ele? - Sim...

- A Maya? - N�o sabemos nada,

de certeza que a levou.

Faz ideia para onde a poder� ter levado?

Onde pode esconder-se? Lembra-se de outras coisas?

Passei metade da minha vida ao lado dele e nunca me ocorreu.

Como � poss�vel?

Eu podia ter evitado tudo isto.

Est� uma coisa ali atr�s.

O que � isto?

O que �? Um casaco?

H� uma coisa no bolso.

Ela est� viva.

Sim.

Tu vais encontr�-la. Sei que vais encontr�-la.

Estou ocupada.

Posso fazer alguma coisa?

N�o. Eu ligo-te, est� bem?

N�o venho pedir medicamentos, nem o seu testemunho.

Pode fechar a porta, por favor?

Preciso de falar consigo.

Que se passa?

� o seu ex-marido.

O Gilles? Aconteceu-lhe alguma coisa?

Sra. Muller...

Foi o seu marido que lhe roubou o Xaredil.

A Jennifer, as outras raparigas, o Manoa...

Foi ele que os matou.

Lamento muito.

Sabe se ele tem alguma casa no estrangeiro ou at� contactos?

N�o encontr�mos nada em casa dele.

Como � que eu n�o vi nada?

Ele foi sempre t�o gentil.

Sra. Muller... Faz alguma ideia do s�tio para onde

o seu ex-marido fugiu?

N�o.

Ele n�o gostava de viajar.

Punha uma flor na minha almofada todas as noites.

Inverte a imagem.

Sim. Espera, o que � isto?

Cinco-quatro-sete...

� um bilhete de avi�o.

Ele comprou bilhetes de avi�o na Transair!

A companhia s� serve Lille e Bruxelas, na regi�o.

De certeza que se dirige a um desses aeroportos.

Estamos a fazer as listas de passageiros em todos os voos.

Acho que os apanhei!

Tenho dois lugares em nome de um tal Paul Trudeau

e da filha, Chlo� Trudeau.

J� verifiquei e n�o h� por aqui nenhum Paul Trudeau com uma filha Chlo�.

Qual � o voo?

Lille-Casablanca e parte daqui a tr�s horas!

- Vou ligar para o aeroporto! - Vou para l�!

RESERVA NATURAL DE GIVET

Acabei de falar com a PAF de Lille, v�o l� p�r homens � civil.

Capit�o, est� tudo bem?

Este filme...

O Lopez sabe que n�o vamos respeitar as condi��es dele. Para que serve?

Permitiu-nos encontrar o bilhete.

N�o acha estranho que uma pessoa que est� a tentar fugir

deixe o bilhete pelo caminho?

O Lopez escapou � pol�cia durante 30 anos e hoje comete este erro?

Para que acha que nos quis mandar para Lille?

Porque ele n�o est� l� e quando nos apercebermos disso,

j� ter� desaparecido.

Mas ent�o para onde foi?

Para onde n�o nos ocorre procur�-lo.

Tem os livros que ele escreveu? Mostre-mos!

Tenho sede.

O saco l� atr�s tem uma garrafa de �gua.

Nada de disparates!

Pronto, j� chega! Agora senta-te!

Vai deixar-me ir depois de passarmos a fronteira?

Prometi-te isso.

CHAMADA ENTRANTE GASPARD DECKER

Virginie, o Lopez n�o vai para Lille!

Vai para a B�lgica atrav�s da reserva natural de Givet.

O qu�?

Aqui s�o os caminhos mais usados por quem passava

durante a Segunda Guerra Mundial.

Se conseguiram passar debaixo do nariz dos alem�es...

De certeza que ele vai por um deles.

Sim, mas n�o este, na minha opini�o,

n�o est� transit�vel. � demasiado perigoso. Um destes dois.

Cuidado!

Merda!

Maya, para! Maya!

Maya!

Maya!

Para, Maya!

Para!

Pare! Pare!!

Deixem-me entrar!

Depressa! Arranque, depressa!

- Onde est�? - Daqui a vinte minutos,

estou � entrada da reserva. Est�o longe?

N�o. Os refor�os v�o juntar-se a n�s. O plano de alerta foi lan�ado.

Capit�o, j� lhe ligo. Est�?

Mam�, sou eu.

Maya!

Maya!

Mam�!

Onde est�s?

Maya!

Maya!

Maya!

Est�s bem?

Um dos helic�pteros viu-o!

- Onde? - Aqui.

O que � isto?

Isto � a passagem de Haurs. N�o consegue passar por aqui,

� muito alto e temos homens � toda a volta.

- Est� encurralado. - J� o apanh�mos.

- Aonde vai? - J� vou ter convosco.

Vamos!

Lopez!

Largue a arma!

Largue a arma, porra!

Lopez, n�o quero alvej�-lo, ponha a arma no ch�o!

Lopez, largue a arma!

J�!

Fa�a isso. Ponha-a no ch�o, devagar.

Isso, agora deite-se!

Deite-se no ch�o.

Deite-se no ch�o!

N�o, Lopez, pare. N�o, Lopez.

Pare, Lopez!

Deite-se no ch�o!

Porra, Lopez, n�o se arme em parvo!

Baixo controlo.

Pierre? Podes aumentar o som?

Bom dia a todos e bem-vindos a esta edi��o especial

sobre a reviravolta no caso do Estrangulador das Ardenas.

Trata-se deste homem, Gilles Lopez, de 57 anos,

diretor do liceu frequentado

por Jennifer Lenoir e Maya Musso.

O suspeito foi conduzido para a brigada do departamento

de Charleville-Mezi�re, onde dever� responder a muitas perguntas.

H� algumas horas, Maya Musso,

a adolescente raptada em Montfaucon

foi encontrada s� e salva

depois de ter estado presa v�rios dias na cave da sua casa.

Os vizinhos, os mais pr�ximos a uma centena de metros,

de Gilles Lopez, nunca se aperceberam de nada,

tal como os seus familiares.

Maya!

Minha querida...

Fui busc�-lo.

Que se passou com a Jennifer?

Como p�de violar e matar mi�das

que viu crescer?

O que � que fez � Maya quando a manteve fechada em sua casa?

O que fez � Maya?

Avisaram a minha mulher?

Aqui, eu � que fa�o as perguntas e voc� � que responde.

Eu sei o que me espera, n�o tenho nada a perder.

Mas voc� precisa de respostas.

Avisou a minha mulher?

Aonde � que vai?

Eu fiz-lhe uma pergunta. Avisou a minha mulher?

O problema � que a minha resposta � mais importante para si

do que as suas respostas para mim.

Eu n�o fiz nada � Maya.

N�o lhe toquei

e ela teve sempre que beber e comer.

E a Louise Martin? O que lhe fez?

Onde � que ela est�?

E esta mulher? Quem era?

Sabe o nome dela?

Primeiro quero ver a minha mulher.

N�s avis�mos a sua ex-mulher.

Ela n�o quer v�-lo nem ouvir falar de si.

Foi voc� que matou estas duas raparigas?

Como p�de fazer isso?

Elas confiavam em si.

Nem nunca pensei nisso.

Quem � o verdadeiro carrasco?

Aquele que mata a vaca?

Ou aquele que a alimenta para que engorde?

Aquele que decide que ela ir� dar carne e n�o leite?

Aquele que a fez nascer?

N�o sou o �nico culpado.

Se o Vincent n�o tivesse dormido com a Jennifer,

ela n�o teria sa�do naquela noite.

O carrasco,

a vaca...

Esqueceste-te de alguma coisa?

Hoje n�o chego antes das oito.

Eu sei, j� me disseste.

Antes das oito, quero que fa�as as malas e saias daqui.

Arranja um hotel ou uma casa, faz o que quiseres,

mas quando eu chegar, logo � noite, n�o te quero ver aqui.

Podes ver os mi�dos quando quiseres, nunca o impedirei.

Mas a ti nunca mais te quero ver.

N�o podes fazer isso, Virginie. D�-nos algum tempo.

N�s s� precisamos de tempo.

Nunca te conseguirei perdoar.

Eu sei que fiz um disparate.

- Ela n�o significava nada! - Nem quero falar da Jennifer.

Francamente, isso...

Amava-te tanto

que at� teria tentado perdoar-te.

Mas n�o me teres dito nada quando a Maya fugiu,

teres-me deixado � nora, a pensar no que teria feito mal...

N�o consigo.

Tentei mas n�o consigo.

Oito horas.

Tenho de ir, ele chegou.

Pelo menos n�o � muito longe. Podes ir ver-me ao s�bado.

A assistente social vem c� amanh�

para dar seguimento.

Quando me apanharam,

ia levar a carga ao recetador,

j� lhe tinha dito que era a �ltima vez, que n�o fazia mais aquilo.

Eu sabia que ia preso, mas a culpa � minha.

Sei que nunca apagarei o que te fiz.

N�o consigo.

N�o consigo ir a pensar que me detestas.

Eu queria mesmo tentar.

Podemos parar num s�tio? Preciso de tratar de uma coisa.

Ele est� na estufa.

H� 30 anos que repito mentalmente o que quero dizer-lhe...

Deviam ter-me posto na pris�o.

S� tinha 15 anos mas sabia o que fazia.

S� n�o sabia que eles estariam em casa.

A sua mulher e o seu filho.

Mas isso n�o muda aquilo em que me tornei nessa noite.

Chegou o momento de eu pagar.

Eu devo pagar.

Pe�o-lhe perd�o.

Eu sei que isso n�o os traz de volta, mas queria que soubesse

que n�o se passa uma manh� em que acorde sem pensar neles.

Obrigado...

Pelo que fizeste pela Eve...

Eve!

N�o quero que a Oc�ane v� para uma casa de acolhimento.

N�o quero que ela passe dois anos sozinha com estranhos.

Posso pedir um tutor ou uma tutora...

Queres que ela fique comigo?

N�o conhe�o ningu�m melhor do que tu e o Abraham.

Claro, claro que sim.

Pronto, agora j� posso ir.

- Tem a certeza? - Sim.

Estava � tua espera mais cedo.

Sempre soube que serias tu que irias acabar comigo.

Que o c�rculo iria fechar-se.

Matou o Manoa.

Ele metia-se onde n�o devia.

E matou a minha m�e.

Estava contigo � boleia na estrada.

N�o sabia o que ia fazer, quando parei para a apanhar.

Era a primeira vez.

Tu tinhas adormecido l� atr�s.

Segui pela estrada da floresta, parei,

disse-lhe que tinha um pneu furado.

Ela tamb�m saiu do carro.

Talvez se ela n�o tivesse sa�do,

se n�o estivesse de minissaia...

E porque � que n�o me matou a mim?

Eu sei que � estranho, mas n�o conseguia matar uma crian�a.

Quando voltei para o carro, tu ainda dormias.

N�o te tinhas apercebido de nada.

Conduzi at� ao s�tio mais isolado da floresta.

E deixou-me l�?

Sim, nunca devias ter sobrevivido.

Mas o Manoa encontrou-me.

Quando te vi chegar � escola,

reconheci-te logo. Mas tu n�o.

Procurava nos teus olhos

mas n�o via nada.

H� vinte anos que espero.

Vinte anos.

Todos os dias pensava: "Ser� que vai ser hoje?

"Ser� hoje que ela vai recuperar a mem�ria?

Ser� hoje que ela vai acabar com a minha vida?"

Porque n�o tentou matar-me antes daquilo da cabana?

N�o sei,

talvez por partilharmos o mesmo segredo,

apesar de tu n�o saberes.

Sempre que olhava para ti,

via a tua m�e.

A minha m�e...

Falou com ela.

Ela disse-lhe como se chamava, de onde vinha.

Achas que te vou dizer tudo isso?

Porque acha que estou aqui?

Para te despedires de mim.

Quem era a minha m�e? Deve-me pelo menos isso! Quem era a minha m�e?

N�o sei como se chamava. N�o lhe perguntei o nome.

N�o olhei para os documentos dela.

N�o estava a pensar dar-me com ela muito tempo.

N�o... De certeza que ela lhe disse...

Acho que j� chega.

Eve?

Arrivederci.

Ele sabe alguma coisa, tenho a certeza.

Porque se ter� ele despedido em italiano?

Pediu para ir � casa de banho.

Ela era italiana? Foi por isso que n�o encontrei nada em Fran�a?

- Vais aguentar-te? - Sim. Porque n�o?

Tentei ligar-te.

Queria agradecer-te

por n�o teres dito o que os rapazes fizeram.

Podemos falar?

N�s sabemos quem � a sua m�e.

E sabemos quem a Eve �.

Percorri todos os ficheiros europeus de desaparecidos,

� procura de uma m�e com uma menina.

A sua m�e n�o estava em lado nenhum.

And�vamos � procura no s�tio errado.

Ela estava noutro dossi�, por n�o entrega da crian�a.

Tinha raz�o, a sua m�e era italiana.

Chamava-se Paola d'Annunzio.

Vivia perto de Turim.

Aos 20 anos, ela e o namorado Luca tiveram uma menina.

N�o eram casados e separaram-se tr�s anos depois do parto.

Em junho de 1992, Paola trocou Turim por Roma.

Parece que lhe tinham proposto um trabalho na cidade.

Antes da partida dela, eles discutiram.

O Luca n�o queria que ela partisse com a crian�a

e at� tomou medidas para ficar com a guarda dela.

Paola partiu na mesma.

Nunca mais deu not�cias.

Luca contactou as autoridades

quando ela n�o lhe entregou a crian�a para passar as f�rias.

A pol�cia italiana procurou-a.

A certa altura, desistiram.

Devem ter pensado que era um assunto de fam�lia.

Paola j� n�o tinha pais.

Caso arquivado.

Em 92? O Abraham encontrou-me em 94.

Eu passei dois anos na floresta?

Sim.

N�o sei o que a sua m�e veio fazer para esta regi�o.

Talvez tenha conhecido algu�m ou arranjado trabalho.

Tem a certeza que era ela?

Depois do seu desaparecimento, o Luca entregou uma foto � pol�cia

e eu pedi uma c�pia � Interpol.

O desenho do Manoa...

Como � que eu me chamava?

Gabriela.

E o meu pai?

Continuou � sua procura e pediu ajuda � pol�cia.

H� 15 anos, casou com uma francesa

e foi viver para a B�lgica, perto de Ostende.

T�m um filho.

Sabe a morada dele?

Sei.

Quando l� chegar, ligo-te.

Entendes-te com a Oc�ane?

N�o � a primeira vez que tomo conta de uma adolescente.

Toma!

Sim?

Legendas: Cristina Diamantino

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