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Foi vigoroso.
Você parece o tipo de homem que lida bem com isso.
Sou bem resistente.
Devo ir.
Meu pai ficará preocupado.
Ele deve mesmo ficar.
Preciso ir.
Se for, partirá o meu coração.
Peça-me para ficar.
Fique.
Peça-me
pelo nome.
Você nem sabe o meu nome, não é?
Sura.
Meu nome é Sura.
Sura.
Nome tão lindo quanto a dona.
-Meu nome é... -Todas as mulheres o conhecem
e o evitam.
Sou tão ruim assim?
O pior.
Então por que dormir com um homem com tal reputação?
Os deuses guiaram-me à sua cama.
Os deuses?
Eles vêm a mim.
Em meus sonhos.
Eles me mostraram o homem que pode se tornar.
Posso?
Se andar nos trilhos.
O que mais os deuses lhe falaram sobre o meu futuro?
Que você nunca amará outra mulher.
O coração está pesado.
Tanta esperança em uma reunião, para ter tal fim amargo.
Por quê?
A culpa é minha.
Sabe-se que a estrada de Nápoles é traiçoeira.
Eu deveria ter dobrado a guarda. Triplicado.
Devia ter adiado a liberação de Barca
e o enviado também.
Por favor, perdoe o meu erro.
Não.
Você manteve a sua palavra.
A culpa é dos homens que tiraram a sua vida,
e de Claudius Glaber, que a condenou à escravidão.
Nada pode mudar o passado.
Precisamos olhar para o futuro.
Você é o Trazedor da Chuva, o Assassino da Morte.
Juntos, entalharemos o nome "Spartacus"
nos pilares da história.
Spartacus.
Não é como ela me chamava.
Não é o meu nome.
Agora é.
Por quase um ano me fez procurar essa trácia.
Por que me obrigou a matá-la?
Uma infeliz necessidade.
Acredito que a quantia seja suficiente?
Se surgir outra "necessidade",
conte comigo.
Uma grande despesa para entregá-la morta.
Poderia ter dito a Spartacus
que ela faleceu fora daqui.
Ela era a sua vida. O coração que batia em seu peito.
Não.
Tal homem não acreditaria em sua morte,
a menos que a visse com os próprios olhos.
Era a única maneira.
Poderia ter me contado de suas intenções.
Eu afastaria o sangue destas mãos,
como prometido.
Elas seguram as suas.
Não estão manchadas pelo toque?
Tem tido muitas mortes ultimamente.
Eu preferiria iniciativas mais respeitáveis.
Com a esposa fora de seus pensamentos,
vou transformar Spartacus em um gladiador,
o tipo que o mundo nunca viu.
Ele já derrotou Theokoles.
Imagine o que conquistará uma vez concentrado
somente na vitória.
Você vai se tornar o melhor treinador de gladiadores na república.
E com tal título, subiremos ao topo.
Além de Cápua.
Talvez até o próprio Senado.
Ainda está com febre?
Quero ser informado se sua condição mudar.
Uma palavra, professor.
Pietros.
O que devo fazer
com as aves na cela de Barca?
Faça o que quiser.
Ele disse que as libertaria quando ganhasse a liberdade.
Ele pretendia a sua também?
Esse era o seu objetivo falando com o nosso Senhor.
Ashur disse que o preço era muito alto para nós dois.
Ashur?
Ele ajudou a negociar a soma.
Tudo bem se eu ficar com elas?
As aves?
Ninguém perceberia.
Obrigado.
Isso é insensato.
Se os guardas o vissem com...
O que poderiam me fazer que ainda não foi feito?
Eu nunca deveria tê-la abandonado.
Você não a abandonou.
Ela foi tirada de você.
Antes da minha ida para a guerra,
ela pediu que eu não fosse.
Você fez o que achou ser correto
para protegê-la.
Deve jogar isso do desfiladeiro.
É o melhor a fazer com tais pensamentos.
Cuidado com isso, custa mais do que o seu valor.
Logo nossa casa será habitável novamente.
Pense alto.
Almejamos o paraíso.
O Palácio de Batiatus!
Onde os dignitários ajoelham-se para lamber meu saco.
Bem, eles terão de entrar na fila.
Crixus?
Fique imóvel.
É melhor seguir o conselho.
Por um tempo, achamos que iria morrer.
Quando vou lutar novamente?
Ele disse: "Quando vou lutar novamente?"
Preocupe-se apenas com a sua recuperação.
A multidão gritará novamente o nome "Crixus."
Vamos.
Seria impróprio visitá-lo no ludus,
mas saiba que meus pensamentos estão com você.
Mandarei minha escrava, Naevia, para suprir as suas necessidades.
Repouse.
E não se preocupe com nada.
Suas espadas de treinamento, Campeão.
E começa o treinamento!
Em pares!
Espada e escudo.
Spartacus!
Você comigo.
A morte de sua esposa.
Foi algo desafortunado.
Bem como seu plano de fuga.
Não bebi vinho por muitos anos,
mas uma única taça não me embriagaria.
A escolha era colocá-lo para dormir.
Ou nunca mais acordá-lo.
Sua vitória sobre Theokoles
é a única razão pela qual Batiatus não sabe de sua traição.
Campeão ou não, você seria crucificado.
Então conte para ele e veja o que acontece!
A próxima vez que tentar fugir,
é melhor me matar.
Meio a meio, certo?
Prezado Mercato! Perdoe pelo caos.
Eu esperava ter acabado os negócios antes da sua chegada.
A sorte está ao seu lado.
Como a todos de Cápua, desde as chuvas.
Tenho pouco tempo. Vamos aos negócios.
Direto ao assunto.
Adquiri seis de seus homens para os meus jogos,
para honrar a história da minha família.
Os preparativos foram feitos antes de Vulcanália, se você lembra.
Como se fosse ontem.
Bem, decidi como destaque,
recriar a vitória de Roma sobre os Maedi,
a tribo trácia que ousou invadir a Macedônia.
Eles foram mortos devido à insolência,
pelo meu avô, Marcus Minucius Rufus.
Um nome de peso mesmo após o seu falecimento.
Pensei em Crixus no papel principal,
-na liderança. -Sinto muito.
Crixus ainda está se recuperando da luta com Theokoles.
Como imaginei.
Talvez Gnaeus, então?
Eu diria Spartacus.
Ele é muito desejado.
Qual é o preço?
Um adicional de 40%.
Incluindo os presos para interpretar os trácios?
Negócio fechado.
Quero ver anunciado por toda Cápua.
Spartacus, Matador de Theokoles,
assumindo o manto do meu avô.
Um ótimo dia.
Pietros.
Traga mais água.
Agora.
Porco maldito.
A forma como toca o garoto.
A culpa é de Barca
por deixá-lo.
Foi entregue?
Como prometido.
Uma carta para a minha esposa.
Devida há muito.
É.
Trouxe resposta?
Ela não me deu nada.
Ela insistiu em trazer a mensagem pessoalmente.
Como conseguiu entrar?
Seu homem, Ashur, falou com Batiatus em meu nome.
Ele cobrou pelo serviço?
Ele disse que acertaria com você.
Quem se importa com dinheiro em um dia como este?
O garoto cresceu muito.
E a sua mãe está ainda mais linda.
Sinto falta do gosto de seus lábios.
A carta foi uma surpresa.
Todos os dias eu rezava por notícias,
e que não fosse sobre a sua morte na arena.
Combinamos de não escrever, Aurelia.
Para afastar você e o garoto disso,
e manter meu foco na tarefa.
E o que mudou?
Um amigo.
A perda que sofreu.
Um amigo?
Está comovido por um amigo?
Estou comovido pela necessidade de ver a minha esposa.
De saber que ela ainda é real,
e não um sonho de um homem desesperado.
Mais um ano e pagarei os meus débitos.
Podemos recomeçar, todos juntos.
Deveríamos ter partido.
Para Pompeia ou Sicília.
Não teria sido honroso.
Honroso?
Há honra em dívidas por causa de apostas em jogos?
Há honra em deixar a esposa e filho?
Vou reparar todos os meus erros.
Serei o homem que merece.
De agora em diante, minha vida é somente sua.
Estou grávida.
Grávida?
-De quem? -Varro...
De quem?
Sua ausência tem sido difícil.
O dinheiro que envia mal nos mantém alimentados e protegidos.
Titus ofereceu ajuda.
Titus?
Um amigo do mercado.
E você o repaga abrindo as malditas pernas?
Não. Para mim era somente um amigo.
Ele me obrigou.
Por que não o impediu?
Acha que eu queria isso?
Onde estava, Varro?
Onde diabos estava?
Lutando.
Por nós.
E você deveria ter feito o mesmo.
A Casa de Batiatus está repleta de campeões.
Pai.
Meu avô.
Em breve estará entre eles.
Você será imortal na estátua que encomendei,
uma grande despesa.
Quanta honra, Senhor.
Bem, os louros não acabam aí.
O prezado Mercato insistiu
que Spartacus fosse o protagonista de seus jogos.
Você fará o papel de seu renomado avô,
Marcus Minucius Rufus.
Rufus?
Você o conhece?
Já ouvi seu nome,
dito pelo meu pai quando eu era garoto.
Você vestirá a sua armadura,
quatro dos nossos gladiadores ficarão como legião romana.
Nosso inimigo?
Seis prisioneiros com sentença de morte,
vestidos com trajes bárbaros da tribo trácia Maedi.
Será um grande espetáculo com você no comando.
Não vou lutar.
Você não entendeu.
Eu não peço.
Eu ordeno.
Não vou me vestir de romano
e fingir matar meu próprio povo.
Esta é hora para você largar o passado.
Você não é mais de Trácia.
Você está destinado a coisas maravilhosas, Spartacus.
Abrace o caminho que os deuses lhe deram.
Sua mente está obscurecida pelo pesar.
Clareie-a.
Você me limpa como se eu fosse criança.
Você deve repousar.
Fique imóvel.
Vai reabrir as feridas.
Nem consigo levantar.
É questão de tempo.
Sempre o inimigo do gladiador.
Mas é um amigo agora.
A Senhora arrumou uma desculpa para estarmos juntos.
Colhemos uma bênção de uma desgraça.
Crixus, está vivo.
Minhas preces foram atendidas.
Eu rezaria ainda mais
para me mandar de volta à arena e ficar com os outros.
Em breve estará de novo com seus irmãos.
Irmãos?
Nenhum deles veio me visitar.
Nem mesmo Barca.
Você não lhe disse?
Ainda não é hora.
Ele foi derrotado na arena?
Ao contrário.
Ele conquistou a sua liberdade.
A Besta de Cartago?
O que é Barca se não um gladiador?
Um homem, livre para vagar fora destes muros.
O pensamento é estranho.
O maldito gigante cuidando de cabras
e colhendo verduras?
Com Pietros, sua idolatrada "esposa"?
Ele largou o garoto.
Livrou-se bem cedo do próprio pau.
As notícias também me surpreenderam.
Não era o seu desejo, mas não teve escolha.
Você conversou com ele?
Não, mas vi em seus olhos,
enquanto era acompanhado até os portões.
Você estava lá?
Recupere a sua força.
Eu o verei em breve com uma espada na mão.
Barca se foi.
Spartacus Campeão.
Despertei para um mundo de merda.
Você é tolo em recusar Batiatus.
O homem faz exigências insensatas.
Ele é o seu mestre.
Ele exige seus serviços, sejam insensatos ou não.
Não serei forçado a matar o meu povo.
Seu povo só nas vestimentas.
Você não tem parentesco com os prisioneiros.
Eles são assassinos, estupradores. Eles merecem a morte.
Então deixe que seja a lâmina de outro homem.
Aje como se fosse livre para optar.
Você é um gladiador.
-Sou um trácio. -Você é um escravo.
Prender-se a uma vida além destes muros
é ver o seu coração arrancado do peito.
Você mais do que ninguém deveria saber disso.
Não penso antes de falar.
Vou me retirar e fazer companhia a outro.
Pietros.
Foi o Gnaeus?
Preciso falar com ele.
Com qual objetivo?
Vai fazer Barca retornar?
Vai nos unir novamente ou nos dar liberdade, como ele prometeu?
O destino frequentemente afasta um homem de seu coração.
Para o seu pesar.
Pesar mais sentido por aquele deixado para trás.
Roma está entusiasmada com a notícia da derrota de Theokoles.
Ninguém imaginou que isso fosse possível,
principalmente pelas mãos de um trácio.
Os deuses abençoam a Casa de Batiatus.
Estamos até pensando em ter um patrono
para compartilhar a nossa boa sorte.
E a sua boa sorte se estende até lá embaixo?
Não entendo.
A sacerdotisa.
Sua fertilidade já gerou alguma semente?
Não consegui concluir o rito no tempo justo.
Não!
Meu marido andou ausente.
E o outro homem?
Você ainda não me contou nada sobre ele.
É Solonius?
Preferiria transar com uma moreia.
Não, uma mulher linda como você merece um homem.
Talvez alguém em uma boa posição?
Ele não é ninguém importante.
"Ele não é ninguém importante."
Talvez alguém com mais físico.
Um escravo?
Sua taça está vazia.
-Naevia. -É, não é?
Mas não qualquer escravo, você não.
Ele teria que ser moldado pelo próprio Júpiter.
Vamos seguir em frente.
É claro, os outros tópicos.
Como está Crixus?
Crixus?
Está com ferimentos da luta contra Theokoles.
Ele vai sobreviver?
Sua força voltará.
Ótima notícia.
Seria uma grande tragédia para tal homem
falecer, não é?
Sim.
Pena que ele não vai lutar nos jogos do prezado Mercato.
Anseio ver sua espada enfiada no lugar que merece.
Como foi?
O jogo dos dados e ossos.
Mal, como sempre.
Vou equilibrar a perda na próxima oportunidade.
Parece que Pietros perdeu o controle das aves.
Pietros?
O garoto agora está livre.
Gnaeus!
Basta!
Que bobagem é esta?
Pietros.
O garoto se suicidou.
Ele fará falta.
Principalmente a sua boca no meu pau.
Hoje de manhã, eu me vangloriava do melhor retiário de toda a Cápua.
Agora não tenho nada além
de ossos e miolos espalhados nas rochas.
Minhas desculpas.
Fodam-se as suas desculpas!
Quero devolução do valor perdido.
O preço do homem será debitado de suas vitórias
até estarmos quites!
Como quiser, Senhor.
Por que tudo isso?
Pietros?
Ele não valia nada. Um zé-ninguém.
Ele era um homem. Sua vida tinha valor.
No máximo meia moeda.
Gnaeus era um gladiador!
Anos de treinamento, um custo exorbitante.
Esse é o verdadeiro valor!
Ele não merecia viver.
Eu decido quem vive!
Não você! Não um escravo maldito!
Minha generosidade tem sido infinita,
mesmo assim ousa me desafiar.
Os jogos de Mercato dependem de nós.
Espero que lute como um romano leal.
Ou morra como um trácio.
Mande-o ao médico.
Você chorou pelo garoto?
Seu falecimento me entristece.
Ele era fraco demais para este lugar
sem Barca para protegê-lo.
Nem todos podem ser fortes.
Tem feito amizades novamente?
Gnaeus.
Uma desavença.
E decidiu encarar.
E esta pequena rede foi violenta demais
para o Matador de Theokoles?
Pergunte ao homem
se conseguir o bastante do que sobrou para responder.
Gnaeus morreu?
Por qual motivo tirou a vida dele?
Meu motivo permanecerá para sempre em silêncio.
Suas ações nos traíram.
Gnaeus era um gladiador!
Um irmão.
Ele não era meu irmão.
Quando fez o juramento,
todos homens aqui tornaram-se seus irmãos,
e merecem uma morte digna na arena.
Suas ações envergonham minha luta ao seu lado.
Você fala como se tivesse escolha.
Sim, e escolhi não acabar com sua vida na arena.
Uma decisão que atualmente me arrependo.
Eu também.
Você conhecia bem Pietros?
Só por alto.
Mesmo assim ficou com seus animais.
Uma tarefa desnecessária.
Um gesto tolo.
Feito por um coração bom.
É estranho que Barca reivindique a sua liberdade
e deixe seus animais amados em cativeiro.
Ele comentou seus planos fora do ludus?
Não.
Ele conversou com Ashur?
Ashur?
Ele estava lá, não estava?
Não me recordo.
Certamente, se pensar bem...
Minhas desculpas, devo voltar à vila.
A Senhora me aguarda.
O medo em seu olhar trai a mentira da sua boca.
Suas perguntas me colocam em perigo.
Por favor. Deixe-me passar.
O dia da minha liberdade se aproxima.
Talvez possa desfrutar de um bom pau com isso.
Saiam todos!
Fique.
Busco informações.
Sobre o quê?
Barca.
Entendo que ele arriscou com a luta de Theokoles.
Sim, e ganhou uma pequena fortuna, empregada em sua liberdade.
Sem pensar no Pietros?
O dinheiro não foi suficiente para libertá-lo.
Os olhos de Barca encheram-se de lágrimas,
apesar de incitados pelo remorso ou liberdade iminente, não sei.
É estimulante ver laços de servidão elevados.
Confesso que também chorei quando Barca partiu.
Quem mais estava na despedida?
Só o nosso mestre e eu.
Naevia diz que acompanhou Barca aos portões.
Ela não mencionou a sua presença.
Ora, ela é simplória, sua mente...
Histórias conflitantes me preocupam.
Se eu descobrir mais coisas sobre a partida de Barca,
precisaremos conversar.
Ainda acredita neles?
Nos deuses?
Sim.
Por quê?
Todo o nosso vilarejo se foi.
Todos que conhecíamos estão mortos.
Se não há deuses,
nossas vidas não têm objetivos.
Nada faz sentido.
Não acredito que os deuses me guiariam até você.
Me abençoariam com tanto amor,
só para que eu testemunhasse o seu sofrimento.
Não.
Há um objetivo maior no caminho para o qual está destinado.
Um que ainda deve ser revelado.
Nunca mais a terei longe de mim.
Sem você, não há motivo para respirar.
Há sempre uma razão para viver.
Eu ficaria perdido.
Não.
Os deuses o mandariam pelo caminho justo.
Basta fechar os olhos
e entregar-se a eles.
Estamos partindo para os jogos.
Sua decisão está tomada?
Sim.
Que tipo de resposta é esta?
Um gesto.
Não ligo para a maneira como é expressado.
Talvez o seu significado agrade mais.
Fale, então.
Sura me falou muito sobre os deuses.
Ela acreditava neles.
Eu nunca acreditei.
Quanta arrogância em duvidar dos deuses.
Sofri muito por isto.
Não mais.
Daqui em diante,
me entregarei às suas crenças
e abraçarei o meu destino.
Suas palavras me alegram.
O suficiente para esquecer perguntas
de como uma arma que pertence ao filho do magistrado
veio parar em suas mãos.
Vamos deixar o passado para trás.
Venha. Os jogos o aguardam.
Mas eu tenho uma condição.
Condição?
Você me alegra para depois me apunhalar?
Fale!
Antes que eu entalhe sua maldita língua.
Entrarei na arena contra o meu povo,
mas vou encará-los sozinho.
Seis contra um?
Não vou arriscar o Campeão de Cápua com tal absurdo.
Se este é o meu destino,
se este é o caminho que os deuses escolheram,
então eles não verão a minha derrota.
E se estiver enganado?
Então eu darei à sua cidade um ótimo espetáculo sangrento
antes de encontrar a minha esposa.
Os deuses o trouxeram até aqui.
Acredito que ainda não é a sua hora.
Mas eu tenho uma condição.
Quando tiver matado o último desta escória
vestido como seu compatrício,
o que ainda há de trácio dentro de você morrerá com eles,
e você abraçará este destino e seu fado como Spartacus,
o Campeão de Cápua.
Cidadãos de Cápua!
Hoje, honramos o nobre Marcus Minucius Rufus.
Um cônsul e comandante, incomparável em glória.
Como tributo, o prezado Mercato recriou
a mais famosa vitória do seu avô
contra as tribos trácias!
Olhem os prisioneiros à sua frente,
e imaginem os Maedi trácios que invadiram a Macedônia.
Estuprando e saqueando seu povo nobre.
Matando todos em seu caminho.
Até mesmo um governador romano!
Violência e loucura varreram a terra,
ecoando no paraíso
onde os próprios deuses deram as costas.
Tudo parecia perdido até Roma despachar o seu filho preferido.
Que entre Marcus Minucius Rufus!
Para o honrado papel de Rufus,
a escolha era única.
O Trazedor da Chuva!
O Matador de Theokoles!
O Campeão de Cápua!
Levantem-se!
Eu lhes apresento,
Spartacus!
-Spartacus! Spartacus! -Spartacus! Spartacus!
Achei que honraríamos o seu avô.
Mas a multidão grita: "Spartacus".
Não se preocupe com detalhes, prezado Mercato.
A glória é só de seu avô.
Venha! Dê o sinal para iniciar a gloriosa vitória!
Em homenagem a Marcus Minucius Rufus,
que o sangue seja derramado!
Basta fechar os olhos
e entregar-se a eles.
Você sabe que o meu avô venceu esta batalha?
Talvez, desta vez, a história não se repita.
Há sempre uma razão para viver.
Os deuses o mandariam pelo caminho justo.
Ele luta como um homem possuído.
Pelos próprios deuses.
-Mate! Mate! -Mate! Mate!
Não.
Um espetáculo maravilhoso.
É um prazer servi-lo.
-Spartacus! Spartacus! -Spartacus! Spartacus!
Eu sou Spartacus!
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