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� meu! � meu!
Roubaram de mim. Roubaram. � meu.
Era meu!
N�o podemos continuar assim.
N�o podemos parar. N�o � hora para reorganizar.
Ent�o seremos destru�dos.
Roubam a �gua e a comida uns dos outros.
Precisamos de disciplina, policiamento.
N�o. N�o usaremos policiamento.
Vamos nos reorganizar por dentro.
N�s quem?
Eu e alguns outros. Pessoas jovens e progressivas.
� uma boa palavra. Progresso significa ir em frente.
O Egito pertence ao passado. Deve ser apagado.
Nunca devemos apagar o passado.
Se todos esquecerem, at� o Egito, n�s devemos lembrar.
O m�nimo de viol�ncia.
N�o � uma guerra. Eles n�o s�o um ex�rcito.
Pode fazer amea�as.
E ref�ns, principalmente poderosos.
Quanto a Mois�s...
Quanto a Mois�s?
Sem viol�ncia. Deve traz�-lo de volta.
Ele ser� julgado.
Uma execu��o p�blica.
Sob que acusa��o? Deve ser uma pris�o formal.
Pede-me acusa��es? Todas as acusa��es do mundo.
Blasf�mia, trai��o, assassinato.
Muitos assassinatos.
Eles sempre ser�o escravos.
Com certeza est�o sem �gua e comida.
Ao menos os libertaremos disso.
N�o podem ir em frente. S� para os lados.
Fa�am o que fizerem, ser�o pegos por n�s.
Vamos prend�-los?
Sim. Sua humilha��o deve ser claramente vis�vel.
O mar! O mar!
Miri�, quero lhe falar. Aqui.
Ouviu as ordens para amanh�?
Sim. Devemos ir para o mar.
N�o haver� sa�da. Estaremos presos.
N�o, vamos atravess�-lo.
N�o temos barcos, pontes, nada.
Acredite, vamos atravessar.
Venha, vamos descansar.
Amanh� precisaremos de toda nossa coragem.
Isso n�o parece liberdade.
N�o. S� h� areia e al�m dela, o mar.
A �nica sa�da � voltar. Os eg�pcios sabem disso.
Nos levar�o de volta.
Se voltarmos livremente, ser� diferente.
Eles s�o sensatos.
Ele n�o � sensato. Vai lev�-los � morte.
Os eg�pcios s�o generosos com seus amigos.
Sem palavras duras. De volta � maneira sensata.
Uso do bom senso.
Cuidado!
Proteg�amos o tesouro. H� ladr�es entre n�s.
Sei o que pensa, mas n�o t�nhamos essa inten��o.
Estamos todos juntos nisso. Confiamos em Mois�s.
Em Aar�o e em voc�.
O vento est� soprando.
Senhor, se for Teu desejo...
se for Teu desejo.
Acorde! Veja o que est� acontecendo com o mar!
Olhe! L� em cima, no c�u!
Olhe, um animal!
O caminho est� aberto!
Atr�s deles!
Atr�s deles!
Mois�s!
Viemos expressar a nossa confian�a em sua lideran�a.
Sempre confiar�o quando as coisas v�o bem.
N�o!
N�s escolhemos voc� como nosso l�der.
N�o, o Senhor � seu l�der. Sou apenas um servo.
Nunca esque�a o Senhor.
Esse � um tempo de j�bilo...
e n�o para pensar no Senhor.
Como prova de nossa amizade...
e de nossa confian�a...
beba vinho conosco, com seu povo.
Sou fraco para beber, mas agrade�o sua confian�a.
Amanh� ser� um dia dif�cil...
principalmente para alguns.
Avisem suas tribos que o pior ainda est� por vir.
� s�bio dizer isso ao nosso povo agora?
N�o basta viver o dia, a marcha do dia...
e descansar � noite?
Sua tarefa � ensinar as agonias da liberdade.
Ela � um presente amargo.
� dif�cil manter a autoridade com esse lema.
Devemos construir sobre promessas falsas?
Viver o dia � perigoso.
Se comer e beber o que o dia traz...
n�o sobrar� nada para amanh�.
O dia � para escravos, n�o para homens livres.
Comecemos pensando na semana.
Como se pensa na semana?
O Senhor fez os c�us e a terra...
em seis dias.
No s�timo dia, Ele descansou.
Seguiremos o Senhor.
O s�timo dia ser� o s�bado.
Nesse dia descansaremos, pensaremos no Senhor...
e receberemos nova for�a do Senhor.
Essa ser� uma lei...
e quem violar a lei, ser� punido.
Punido?
Como?
Pensaremos nisso depois.
N�o falemos mais do desagrado do Senhor.
E acreditem...
o dia chegar� em que nossa puni��o acabar�.
Olhem! Eles t�m �gua!
Jogue para mim!
Tamb�m estou com sede!
Levante, velho est�pido!
�gua.
Parem!
Obrigado, Mois�s. Obrigado.
Os anci�os sabiamente economizam a �gua.
Gastaram a sua sem pensar e agora roubam.
� a lei!
A lei que esse seu deserto nos ensinou!
Os fortes tomam dos fracos!
Deus os fez fracos e n�s, fortes.
O crocodilo n�o � mais forte do que o homem?
O homem � forte de outra maneira.
Ele tem previs�o e prud�ncia.
N�o deve tirar isso dele.
O que voc� faria? Provocaria outra praga?
Nos leve at� a �gua!
Eu vou levar, a tempo...
mas agora digo que n�o devem roubar.
-S� isso? -Por ora.
Est�o desagradando o Senhor...
e Ele pode feri-los, se desejar.
Deus quer que sejam homens e n�o crocodilos.
Agora v�o.
Sabe onde estamos?
As tribos chamam de deserto de Sur.
Um m�s de caminhada at� Elim.
Um longo m�s. O que h� entre aqui e Elim?
Areia, Aar�o. Areia e mais areia.
�gua!
�gua! �gua!
�gua! �gua!
�gua!
N�o podemos beb�-la! � salgada.
Voltem! Voltem!
N�o podemos beber isso! N�o podemos!
� salgada. Deus nos levaria � �gua...
mas n�o disse que tipo de �gua!
N�o podemos beber!
Prometeu que ter�amos �gua!
D�-nos �gua, n�o mentiras!
Sil�ncio!
Parem!
Disse que conhecia bem esse lugar!
Nem sempre se tem certeza.
Desviamos do caminho que conhe�o.
Ou�am, prometo...
Promessas! Sempre promessas!
Liberdade prometida, terra prometida, leite e mel!
Dispensamos o leite e mel!
Queremos �gua! A �gua do Egito!
Isso n�o pode continuar.
N�o pode.
Ele est� morrendo de sede. De sede.
Est� com sede.
Precisamos achar �gua.
N�o h� �gua.
Haver� �gua, logo.
Mas ele est� morrendo.
Diga-nos por qu�.
Por qu�?
� verdade. N�o podemos continuar.
Em uma semana metade deles morrer�.
Tenha f�.
S� mais um dia.
Mais um dia. E depois?
Por que seguimos esse caminho?
Ele n�o leva � terra que prometeu a n�s.
Fica para l�, no leste.
Assim como os eg�pcios e seus aliados.
� por isso, se me permite perguntar...
que nos leva ao monte de Sinai?
Como sabe que vamos para Sinai?
Eu sei ler as estrelas.
E meus pensamentos?
Elim.
Sim, Elim. Deus est� conosco.
Elim!
Elim!
Elim!
Elim!
Elim!
Venha.
Voc�, meu irm�o, n�o conhe�o, mas ela...
N�o � a mulher de Elias?
Seu marido j� � velho.
Jovens querem jovens e os prazeres da cama, eu sei.
Mas � pecado.
-N�o h� pecado no prazer. -Ou h� prazer no pecado?
Se seu marido descobrir, a mandar� embora...
e seus filhos sofrer�o.
Ele n�o sabe. Tomamos cuidado.
N�o o bastante. Eu descobri. E se eu sei, outros sabem.
Ou�am. Queremos construir uma na��o.
A fam�lia � o alicerce da na��o.
Se a fam�lia rachar, a na��o desmoronar�.
Somos uma ruptura pequena em um alicerce pequeno.
Voc� n�o � uma exce��o. S� Deus est� acima da lei.
-� um mau neg�cio. -O que far�?
Nada. Fiz tudo que pude.
-Ele tem mulher? -Quem sabe?
Ele � estranho.
Talvez esteja al�m da paix�o.
Venha!
-N�o. Ouvi as crian�as. -� imposs�vel.
Por que vamos partir? Por que n�o ficamos aqui?
Temos tudo aqui.
A Terra Prometida � em outro lugar.
Sempre diz isso. Viveremos para v�-la?
Voc� e eu? N�o sei. As crian�as a ver�o.
Ser�amos felizes aqui.
H� pastos, �gua. H� �gua em abund�ncia.
Sim, mas teremos mais do que s� um o�sis.
-Teremos? -Sim.
Chame de destino da nossa na��o.
� uma palavra grande.
Eliseba, ap�s essa vida n�o h� nada para nenhum de n�s.
Morremos sozinhos e vamos para a escurid�o sozinhos.
Mas todos juntos como uma na��o, � diferente.
Chama-nos de na��o?
Ainda n�o. Estamos construindo-a.
Ela tem que ser necess�ria.
Mas quando estiver pronta e respirando...
e tirar sua vida das leis que a sustenta...
ent�o ela ser� eterna.
Houve outras na��es. Elas morreram. O Egito morreu.
N�s n�o morreremos. As pessoas morrer�o...
mas Israel viver� para sempre.
Porque pela primeira vez, a na��o n�o ser� maior...
do que seu menor membro.
Ele lhe disse isso?
Uma parte. A outra, eu mesmo imaginei.
Sempre a mesma coisa! Descarregar e carregar.
Os jumentos levam carga, n�s levamos...
e a mais pesada � Mois�s!
Ele caminha a esmo. �s vezes tem sorte e outras, n�o.
S� temos certeza de areia, sede...
e Mois�s fingindo que h� um Deus mostrando o caminho.
N�o h� caminho e nem Deus. S� areia e Mois�s!
Vamos!
T�nhamos peixe, carne e p�o.
Cebolas, alho e bolo!
-Por que nos tirou do Egito? -Devia nos deixar em paz!
-�ramos felizes l�! -N�o pass�vamos fome!
Nunca parar�o de reclamar?
Gostam de p�o e de carne.
Bem, � noite ter�o carne para comer...
e de manh�, p�o a fartar.
� a promessa do Senhor. Agora v�o.
V�o!
Estou cheio de voc�s!
Mas voc�s s�o tudo que tenho.
-Codornizes! -Codornizes!
Codornizes!
Peguem as redes!
Peguem as redes!
Depressa! Vamos peg�-las!
As redes, r�pido!
Vamos!
Obrigado.
Leva o m�rito do milagre, mas n�o � um.
Nunca levo o m�rito de milagres.
Falou-me da migra��o das codornizes no Egito...
quando lavei voc�.
Elas dormem aqui. � f�cil peg�-las. N�o � um milagre.
Um milagre � acontecer algo que precisa quando precisa.
-Eles ter�o p�o? -P�o?
Voc� disse de manh�.
Sim, mas n�o que manh�.
-Ouviu falar do man�? -P�o do c�u?
P�o do c�u.
S�o flocos que caem da tamargueira.
Flocos finos, bem finos...
brancos como neve...
e tem o gosto de obreias com mel.
� um poema?
Uma can��o, que meu sogro Jetro cantava.
Ele me ensinou e cantei para Z�pora.
-Sobre o corpo dela. -Quando vou conhec�-la?
N�o t�o breve. Teremos mais dias de sofrimento...
alguns dias de j�bilo...
e haver� um tempo de matan�a.
O que �?
Tem gosto de p�o.
Cada um colher� o que pode comer.
N�o sobejar� ao que colher muito.
Nem faltar� ao que colher pouco.
Colham apenas o que podem comer.
No dia antes do s�bado...
colher�o em dobro.
Pois no s�timo dia...
n�o haver� p�o do Senhor.
O que est� fazendo?
Conhece a lei do s�bado.
Que lei? Que s�bado?
A lei foi explicada claramente.
O s�bado � de descanso.
N�o caminhamos nem trabalhamos.
N�o trabalhamos. Colhemos comida.
N�o h� diferen�a entre colher comida ou armar sua tenda.
-� tudo trabalho. -� tolice!
-Posso dizer algo? -Por favor.
Se Deus sentiu necessidade...
de descansar do trabalho no s�timo dia...
quem somos para nos acharmos melhores do que Ele?
O homem foi feito para trabalhar e para pensar.
Pensar requer lazer...
que deve ser regularmente.
E totalmente.
� a gan�ncia que o move.
-Passar� fome at� amanh�. -N�o muita.
O amanh� come�a ao anoitecer de hoje.
Havia certas tribos do deserto...
que viram os israelitas passarem pelo deserto...
com suas posses, gado, camelos e ovelhas.
Entre eles havia os amalequitas...
uma tribo guerreira que vivia no meio das rochas.
Moviam-se com velocidade...
e eram h�beis em dominar cavalos.
E com velocidade...
expulsaram os israelitas da sua terra...
e tomaram suas posses e seu gado.
Cuidado!
Mam�e!
Somos indefesos. N�o temos armas.
S� isto!
Eu disse que isso aconteceria.
A estrada deve ser mantida aberta.
Desculpem.
-Tenho uma sugest�o. -Qual � seu nome?
Cor�.
-� experiente em guerras? -N�o...
mas quero sugerir uma estrat�gia simples.
Agora!
N�s vencemos! N�s os vencemos!
E assim Mois�s continuou a jornada...
e liderou os israelitas atrav�s da terra do Sinai...
at� o monte Horebe, sagrado ao Senhor.
Protegidos por Josu� e seus guerreiros...
os filhos de Israel...
na sua jornada infinita pelo deserto...
chegaram ao monte Horebe, sagrado ao Senhor...
onde Mois�s ouvira pela primeira vez a palavra de Deus.
E l� estavam sua mulher Z�pora...
e seu filho G�rson.
Est� magro.
Ficou muito tempo sem meu cordeiro assado, o cozido...
e meu amor. Est� muito magro.
-E mais velho. -N�o disse isto.
Mois�s!
Mois�s!
Mois�s! Mois�s!
-R�ben e Jud�? Imposs�vel! -Por causa de uma mulher.
Uma mulher casada de Jud� e um homem solteiro de R�ben.
Desenvolvem o gosto pela guerra.
Guerra tribal. Irm�o contra irm�o.
A posse de armas levou-os a usar armas.
� assim. Temos que enfrentar outras na��es...
mas n�o devemos lutar entre n�s.
-Quantos mortos? -Apenas um.
Por acaso foi...
Sim, o homem solteiro de R�ben.
N�o amar� mais a mulher casada de Jud�.
Venham!
Isso n�o � guerra. � assassinato.
Guerra � contra um inimigo. Um estranho...
com fala estranha e m� inten��o.
N�s somos um s�, com fala, costumes e cren�a comuns.
Escolhidos juntos, como um povo e uma fam�lia...
pela gra�a especial do Senhor.
Isto n�o � um ato corajoso de guerra...
e sim um assassinato.
Que o acusado se apresente.
-O que tem para dizer? -Eu segui ordens.
Dev�amos atacar o inimigo.
Inimigo? N�o havia inimigo.
Matou um homem e isso � assassinato.
Qual a puni��o para assassinato?
Que falem os anci�os.
Qual a puni��o para assassinato?
Uma matan�a deve ser compensada.
O jovem ou seus pais...
devem compensar a perda do nosso homem.
Devem nos dar um guerreiro, um escravo...
-gado ou uma ovelha. -N�o, Efraim.
N�o podemos avaliar uma vida em termos de posses.
Ela � preciosa e insubstitu�vel.
N�o pode ser tratada como dinheiro.
Qual a puni��o para assassinato?
Se n�o podemos avaliar uma vida...
n�o podemos calcular a puni��o.
� verdade e n�o �. Podemos avaliar a vida.
Mas s� em seus termos.
Uma vida por uma vida.
Uma morte por uma morte.
Como o assassino...
-Como vamos faz�-lo? -Pensar nisso agora?
N�o falei de uma execu��o imediata.
Que os ju�zes da sua culpa sofram na sua confus�o.
Ele o matou ou n�o? As testemunhas s�o confi�veis?
Ou o morto morreu de medo...
quando viu a faca se aproximando?
Mal come�amos a compreender...
a preciosidade de uma vida.
-Prometi s� uma! -Houve um mal-entendido.
Voc� entendeu...
Espere! Espere!
T�o quieto e pac�fico.
Est� se desgastando. Eu entendo disso.
Organize, delegue.
A base de um bom governo s�o dez.
-O qu�? -Dez.
Bons oficiais jovens...
cada um encarregado de dez.
E oficiais mais velhos maiorais de 50.
Ent�o sobe a escada.
Homens muito bons maiorais de cem.
E, por fim, a nata.
Maiorais de mil.
Homens tementes a Deus, confi�veis...
homens de fam�lia, de prefer�ncia jovens.
Homens como Josu�. Ele carrega um fogo novo.
Mas antes devo cuidar dele e aquecer minhas m�os nele.
-Josu� � casado? -N�o.
Parece a organiza��o de um ex�rcito.
E �. Voc�s s�o um ex�rcito.
Um ex�rcito de almas humanas.
Lutar�o para chegar � terra de leite e mel.
Demorar� muito at� nascerem as vacas e cabras...
que dar�o esse leite.
E para o mel ter� que construir sua colm�ia.
Estou sendo chamado. Deus me ajude.
� uma prece que poder� dizer pessoalmente.
Assim falar�s aos filhos de Israel.
Se ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto...
v�s me sereis um povo santo.
E as palavras do concerto escrever�s em pedra imperec�vel...
para serem vistas pelos olhos dos homens.
Mas a escolha ser� deles.
Logo eu os deixarei.
E deixarei para voc�s os deveres...
de administrar, ordenar, julgar.
A tarefa que absorver� meu tempo, minha energia...
e minha pouca intelig�ncia...
ser� a de fazer a lei que administrar�o.
H� leis para todos os homens...
e leis que o mundo nunca vira.
Primeiro devemos lembrar que essas leis v�m de Deus.
Para o homem viver em liberdade...
sem opress�o...
� nessas leis que suas vidas devem ser baseadas.
Devem saber...
que essas leis s�o santificadas...
pelo pr�prio Deus.
Deus n�o � um dem�nio dos rios, do fogo ou do ar.
N�o � um �dolo de pedra.
� esp�rito.
E como esp�rito deve ser adorado.
N�o far�o �dolos...
de pedra, ferro, madeira ou prata.
O nome ser� sagrado...
e seu uso deve ser sagrado.
O dia do descanso, o dia de Deus, tamb�m ser� sagrado.
Ser� o dia da fam�lia...
e a fam�lia deve ser vista naquele dia como sagrada.
A fam�lia, a uni�o do matrim�nio...
as crian�as, os frutos desse matrim�nio...
todos devem ser envoltos em honra e amados.
O que o homem possuir ser� sagrado, pois vem de Deus.
Sejam suas posses ou sua vida, ambos s�o inviol�veis.
N�o matar�o, n�o furtar�o...
n�o cobi�ar�o as coisas do seu pr�ximo.
Pois todo pecado come�a com o desejo.
Acima de tudo, somos seres livres.
C�pias do Deus...
que � o principal e supremo ser livre.
Somos livres at� para escolher...
a fazer um concerto com Ele.
Com Ele que nos fez.
Agora lhes pergunto.
Aceitar�o esse concerto?
Aceitar�o esse concerto?
Sim.
N�s aceitamos.
-Aceitar�o o concerto? -Sim!
Preciso ir.
Devo estar totalmente s�. Acampe aqui.
Quanto tempo levar�?
O mundo levou seis dias.
As leis dos israelitas pode levar mais. Muito mais.
Mas lembre-se. Se eu n�o aguentar...
Aguentar�.
Lembre. Voc� � o pr�ximo escolhido.
Mas deve haver outros antes de mim.
Seu irm�o, os anci�os.
Devo olhar os jovens. Voc�. Agora...
Esteja l�, Josu�. Pois tamb�m � chamado.
-� uma noite fria. -� um lugar frio.
-Quando Mois�s voltar�? -Em breve.
Aar�o!
Novidades l� de cima?
Escolhe palavras estranhas.
Perdoe-me. S�o palavras sujas.
S� me perguntei quando ele voltar�.
Partiu h� muito tempo.
H� dois s�bados, e um esqueceu de guardar.
Esqueci! Disse que esqueci.
Tamb�m disse que achava tolice.
E foi acusado de blasf�mia.
O dia do Senhor n�o � tolice.
Cor�!
N�o somos homens livres com opini�es livres?
-Livres sob a lei. -E onde est� essa lei?
Ou�o falar muito dela, mas n�o a vejo.
Ver� tudo que quiser, Dat�, na hora certa.
Ser�?
Isso tamb�m � blasf�mia?
Perguntar-se se ele voltar�?
Pode ter recebido ordens novas.
V� para o outro lado.
H� mais escravos para serem libertados.
J� temos bastante escravos.
Alguns sempre ser�o escravos.
E diga que ningu�m deve trabalhar no s�bado.
O s�bado � meu dia!
Por que n�o nos d� esse dia...
e voc� fica com todos os outros dias...
para podermos deitar e descansar?
Porque eu disse. E diga-lhes...
que, se fizerem algo errado, eu vou puni-los!
O que vai fazer?
Eu descerei em um raio!
Ajoelhe-se ou vamos rachar sua cabe�a!
Parem!
Conhecem a lei. N�o devem idolatrar imagens.
E nem fingir idolatrarem imagens.
As crian�as n�o podem mais brincar?
N�o. H� perigo at� em brincadeiras.
-O que querem? -O tesouro.
Tesouro?
V�-lo. S� queremos v�-lo.
Ver se ainda est� aqui.
Venha, venha conosco.
Ande, levante.
-O que querem? -Ir embora.
O que far�o?
Os deuses nos abandonaram. Temos que partir.
Vamos morrer aqui. Esse lugar n�o � bom.
Queremos dividir o tesouro.
Agora! Queremos ver o tesouro.
N�o podem v�-lo.
-Por favor, venha. -Mas n�o podem.
Vamos, mostre-o.
Queremos ver o tesouro!
Calem-se!
O que � isso?
Sil�ncio!
Calem-se! Todos voc�s!
-Agora, o que � isso? -Pergunte a ele.
-Queremos ver o tesouro! -Sim, o tesouro!
-Mostre-nos o tesouro! -Sim!
Falo em nome de todos!
-Mostre-nos o tesouro! -Sim!
Dat� fala por todos n�s!
Ele � nosso l�der!
Queremos ver o tesouro!
Vamos. Para tr�s.
Mostre o tesouro.
-O tesouro do povo! -Para tr�s!
Queremos ver o tesouro! � nosso!
Pertence a n�s! � nosso!
S�o ovelhas sem pastor.
Algu�m precisa cuidar deles.
Aqui est�.
Satisfeito?
Bastante.
Meus cumprimentos. Muito bem guardado.
Voc� sabia disso, Dat�. Que jogo voc� joga?
Jogo? Jogar?
Estamos com medo. Os deuses do Egito nos reprovam.
Seu irm�o, nosso grande l�der, simplesmente sumiu.
Digam para eles. Falem por voc�s mesmos.
Dat� tem raz�o!
Queremos sair daqui!
Queremos um deus real!
Sil�ncio! Escutem!
Esqueceram o concerto que juraram ao Deus de Israel?
Lembrem de Suas palavras.
N�o ter�s outros deuses diante de mim.
Sil�ncio! Ou Deus os ferir� com Sua ira!
Mois�s est� morto!
Meu irm�o n�o est� morto.
N�o tenham medo.
Est� no monte, falando com nosso Deus.
Tire-nos daqui, Aar�o. Tire-nos daqui!
-Ajude-nos! -Ajude-nos.
Querem sair daqui, mas como?
N�o achar�o o caminho sozinhos.
Quem os guiar� pelo deserto?
Sim, morrer�amos.
Divida o tesouro!
Sim, o tesouro pertence a todos voc�s...
mas como dividi-lo em partes iguais? Vejam.
Este recipiente...
pode ser dividido igualmente...
sem uma fam�lia ter mais do que a outra?
Ou esta j�ia.
Que homem � capaz de dividi-la ao meio?
N�o, esse tesouro n�o pode ser dividido.
Pertence a toda a na��o.
Foi dado para n�s pelos eg�pcios...
para pagar anos e anos de sofrimento.
Representa a afli��o de gera��es.
Voc� v�, Aar�o?
Eles ouvem voc�. Eles amam voc�.
Tem a confian�a deles.
Voc�, guie-nos. Guie-nos, Aar�o.
Guie-nos! Mostre-nos o caminho. Temos que ir!
Deus entender�!
Dizem que ele n�o est� mais l�.
Que desapareceu.
At� os jovens dizem isso.
Esteja ele l� ou n�o, voc� est� aqui.
Voc� deve assumir a lideran�a.
Fa�o o que posso.
N�o pode mais dizer: N�o, esperem.
Eles lhe pediram deuses?
Deuses.
N�o algo invis�vel no monte.
Sim, eles pediram deuses.
-S�o tolos! -N�o, est�o com medo.
E voc� e seu irm�o...
falam de um deus invis�vel que nos tirou do Egito...
para outra servid�o. Eles n�o entendem.
� claro que n�o entendem! Eram escravos.
Ele os provou demais.
Vou tentar ajud�-los a entender.
Falar s� n�o basta. Tem que fazer algo.
Povo de Israel, cometeram um grande erro.
Resmungaram e exigiram deuses.
Mas erraram como crian�as que n�o entendem.
Voc�s ainda n�o entendem...
o grande feito que nos aconteceu.
N�s fomos escolhidos por Deus.
N�o por deuses...
e sim pelo �nico Deus que criou todos e tudo.
Tentem entender isso.
Agora, esta imagem n�o � Deus.
� uma id�ia absurda...
mas vai lembr�-los de Deus sempre que a ver�o.
Pois � uma imagem de for�a, for�a afetuosa.
Sua cabe�a representa o Sol e a Lua...
e seu corpo, os quatro cantos do universo.
Olhe! � o animal que vi no c�u!
Sim, � um bezerro...
feito do ouro que � de todos voc�s.
Ent�o o que v�em...
� a imagem da nossa uni�o como povo.
A uni�o de um povo escolhido por Deus.
O Deus dos deuses...
cuja prata � a Lua, cujo ouro � o Sol...
cujas j�ias, as eternas constela��es do c�u!
S�o como crian�as. Precisam se ocupar.
-Agora est�o felizes. -N�o durar� muito tempo.
Hoje vi anci�os tocando-o para dar sorte...
e uma jovem agradeceu.
-� bom agradecer. -Uma imagem?
Uma crian�a disse...
que o bezerro � m�gico.
N�o acham que � um deus.
Seja como for, ajuda a ganhar tempo.
Vinho!
Consegue mais?
Como pagaremos? Com aquela coisa de ouro?
Nunca sairia ileso.
Prefiro beber isso a essa fuma�a.
Isso?
Faz voc� ter vis�es da Terra Prometida...
e passar mal depois.
-Ele voltar� em breve. -Quem disse? S�o boatos.
-Dev�amos festejar agora. -Por qu�?
Ele n�o permitir� festas. H� uma lei contra festas.
Tudo bem esculpido.
Ent�o temos que festejar antes de ele voltar.
Festejar o qu�?
Pensaremos em algo.
A febre atingir� seu pico e depois esfriar� de novo.
Temos que esperar.
N�o lhe d� l�quido.
Esfrie a testa com �gua.
Ajude-me, Senhor!
Cure meu filho!
Ajude-nos e prometemos ador�-Lo, Senhor.
Mostre a Sua vontade!
Mostre-nos algo...
que podemos ver e tocar!
Tire-nos do deserto. Mostre-nos o caminho.
Ajude o povo de Israel!
Ou�a.
Mostre a Sua vontade!
Tudo perdido.
-Tudo perdido. -Falarei com eles.
Saiam!
Para tr�s, andem!
Escutem todos!
Amigos, filhos de Israel!
Voltem para suas tendas! Agora, ou morrer�o!
-N�o! N�o queremos! -Por que devemos?
N�o sabem o que fazem!
Temos que impedi-los!
N�o deve sujar suas m�os.
Aar�o come�ou. Ele que termine.
Voc�s v�o morrer!
A mulher de Aar�o, Eliseba!
Largue Aar�o! J� � velho!
Pegue-o! Mate-o!
Mate-o!
� outro tipo de escravid�o!
Parem! N�o v�em a verdade?
Somos o povo escolhido por Deus!
Parem! Deus vai puni-los! Voltem para as tendas!
Ou�am!
Temos desordem l� embaixo.
Vamos ver o que �.
N�s n�o nos envolvemos.
Seu povo, os levitas, n�o se envolveu.
N�o se envolveram? N�o impediram?
O que poder�amos fazer?
Re�na-os.
Eles n�o entendem.
Nunca basta. Trabalho desperdi�ado.
Todo trabalho desperdi�ado.
Ser�o punidos!
Deus os punir�!
Disseram que aceitariam o concerto...
mas n�o tiveram f�.
S�o um povo fraco e ignorante.
Agora as t�buas da lei...
t�o dolorosa e amorosamente escritas...
devem ser quebradas.
O que aceitaram em liberdade...
foi rejeitado em liberdade.
E por isso devem sofrer...
pois a liberdade sempre tem seu pre�o.
Sofrer�o de maneira que ver�o...
carregar�o, cheirar�o, saborear�o...
e sentir�o em cada nervo e medula.
Mas por ora realizaremos a quebra do concerto.
Assim seja.
Esse era seu Deus.
Devem obedecer o que idolatram.
O que aceitaram em esp�rito...
devem agora aceitar em carne e osso.
O que beijaram...
devem comer...
e beber!
Escolhi oficiais da minha tribo, os levitas...
para fazer aqueles que gritaram em �xtase obsceno...
gritarem agora de outro modo.
Come�aremos de novo.
Mais uma vez irei ao monte falar com o Senhor...
nosso Deus, mas antes...
juram n�o idolatrar nenhum outro Deus?
Sim!
Nem fazer imagens de coisas que est�o na Terra...
para blasf�mia e adora��o pecaminosa?
Sim!
Assim Mois�s subiu ao monte uma segunda vez.
E a tribo dos levitas, sua pr�pria tribo...
preparou uma tenda para o novo concerto.
E os filhos de Israel esperaram Mois�s voltar...
pois poderia trazer o perd�o do Senhor.
-M�e? -G�rson.
Quando meu pai voltar�? Quero v�-lo.
Ele est� muito ocupado. Tem que cuidar de Israel.
Sentiu falta do seu pai?
Ficar� conosco ou voltar� para Israel?
Eu ficarei.
A arca do concerto.
Sob sua guarda.
Aar�o, o sacerdote.
Aar�o, o sacerdote. Como devo entender isso?
� uma puni��o?
Um sacerdote � a voz de Deus.
H� algo mais supremo do que a voz de Deus?
Eu era a sua voz.
Bem, n�o tome como puni��o...
e sim como uma promo��o.
Ent�o...
ao meu primeiro of�cio.
V� com Deus.
Aqui est�o escritas as leis de Deus.
Cada palavra ser� sagrada.
Ouve, � Israel.
O Senhor � nosso Deus.
O Senhor � �nico.
Deus...
Tu que �s um Deus justo...
sejas tamb�m um Deus do perd�o.
Se pecamos uma vez...
n�o pecaremos de novo.
Se f�ssemos perfeitos...
n�o precisar�amos de Ti.
E Deus estava l�.
Pois se n�o estivessem cantando...
teriam ouvido o seu choro.
O rio, o junco, o ber�o flutuante.
'Voc�, quem �? Pode lev�-lo embora?'
E eu levei.
Tornei-o um eg�pcio.
Tantos deuses, mas n�o o verdadeiro Deus.
Tantos milhares de anos para chegarmos � luz...
e mesmo assim n�o enxergaremos.
Quando virem, dir�o: De que adianta?
Descanse, Miri�. Descanse.
Quando a cidade estiver pronta, ser� destru�da.
O templo ser� destru�do.
Eles continuar�o vagando.
N�o haver� cidade permanente.
S� a escurid�o.
Preciso falar com meu irm�o Mois�s.
Estou aqui.
Voc� n�o ver�.
Que a alma desta Tua serva...
suba para os c�us...
onde n�o h� mudan�a nem sofrimento...
onde o moinho do cora��o n�o m�i mais...
o p�o da afli��o.
Da tribo de R�ben, S�mua filho de Sacur.
Da tribo de Sime�o, Safate filho de Hori.
Da tribo de Jud�, Calebe filho de Jefon�.
Da tribo de Issacar, Jigeal filho de Jos�.
Da tribo de Efraim, Josu� filho de Num.
Ali, al�m das montanhas...
a terra de Cana�.
Sim, a Terra Prometida.
Uma terra t�o f�rtil que deve ser habitada...
por povos com corpo e ossos fortes.
Mas quem quer que a possua...
n�o a possui por promessa de Deus.
A terra � nossa, a terra de nossos pais.
Mas n�o ser� f�cil tom�-la.
Sua tarefa � espi�-la...
ver como ela �, ver o povo.
Se � fraco, forte...
pouco ou muito.
Agora, esforcem-se...
e nos tragam o fruto dessa terra.
Josu�?
Vamos!
Sempre a mesma coisa.
Come�amos algo e ent�o esperamos.
Durante meses.
� como p�r a mesa para uma refei��o sem ter comida.
Lembra do peixe que com�amos no Egito?
Dos pepinos, mel�es, cebolas e alhos?
Fiquei com sede e s� haver� �gua amanh�.
Fazem magias ou feiti�os para algo ser feito?
� contra a lei!
Venha conosco.
O que fizeram no s�bado?
Recolheram ramos para fazer uma fogueira.
Parece inofensivo...
mas sabendo que o concerto � r�gido nessa quest�o...
-e que voc�... -Sim?
d� grande valor � observ�ncia meticulosa...
do descanso no s�bado...
Eu, n�o. Deus.
A observ�ncia meticulosa, como disse t�o bem...
� a ess�ncia da lei.
N�o trabalhar para que o corpo descanse...
e para que o esp�rito seja um com Deus.
Um dia de sete.
N�o podemos ceder um dia para honrar nosso criador?
Eles foram repreendidos, mas n�o se arrependeram.
Um deles foi pego mais tarde juntando gravetos.
-A repreens�o foi em v�o. -E agora?
Agora pe�o instru��es para uma puni��o adequada.
� o dia do Senhor. O s�bado n�o deve ser desprezado.
-Apedrejem-nos at� a morte. -Perdoe-me!
-Mas eu n�o... -Apedrejem-nos at� a morte!
Com todo respeito...
n�o acho que meu povo aceitar�...
Sugere uma outra puni��o?
Mais repreens�o, tortura e pris�es?
Somos todos prisioneiros at� chegarmos � Terra Prometida.
Que seja feito. A lei � �nica e indivis�vel.
Matar algu�m merece a morte.
Matar a paz do s�bado do Senhor � um crime menor?
Apedrejem-nos at� a morte.
Barbarismo? Voc� fala de barbarismo?
Voc� que foi l�der do pior dos barbarismos...
na hist�ria das doze tribos?
Teve sorte, Dat�...
por n�o ter sido punido como um dos pecadores.
Aquela abomina��o ainda fede nas narinas de Deus.
Muito bem, Mois�s.
Eu pequei porque era ignorante.
-Que desculpa voc� tem? -Desculpa?
Precisamos de desculpas para manter a lei...
que sustenta a vida do homem?
Que modo estranho de servir a vida! Matando pessoas!
Matou o meu irm�o!
Tinha defeitos como todos.
Morreu por causa dessa tolice do s�bado.
Pois � tolice. O mundo todo sabe que �.
O mundo todo.
O mundo pequeno dos tolos...
que rejeitam a vis�o.
J� que falamos do seu irm�o lembre que minha irm�...
N�o falemos disso.
Agora ficou claro. N�o � a lei. � vingan�a.
N�o, Dat�.
Vingan�a cabe ao Senhor, em Seu tempo.
Sente.
Para mim � a lei...
e o cumprimento da lei, at� por assassinato como diz...
j� que toma execu��o justa como assassinato.
At� o homem deixar de ser ignorante...
e perceber que seu bem � o bem da comunidade.
E o bem da comunidade est� conservado na lei.
Voc� aprender�. Foi feito para aprender.
Talvez j� esteja aprendendo.
Voc� foi o mais dif�cil de todos os meus filhos.
Aprendi uma coisa.
Lembre-se. O s�bado � sagrado!
Por que eu fui escolhido para lider�-los?
Para uma terra justa que n�o merecem.
E para lhes trazer a lei...
que desprezam e rejeitam?
Senhor...
falo do fundo do cora��o, como nunca falei...
estou cansado do fardo de l�der.
O que faria se renunciasse agora?
Matar-me-ia como matou outros?
Talvez eu queira morrer.
Descansar em paz na terra.
Estou disposto a desafi�-Lo como outros o fizeram.
N�o sou livre para faz�-lo?
N�o sou igual a todos...
que vestem a roupa da liberdade de escolha?
Por�m...
tenho a humildade do servo diante do mestre.
E humildemente pe�o...
deixe Teu servo ir.
Mois�s.
Guiar-te-ei como um cavaleiro guia seu cavalo.
Apesar das tuas d�vidas...
carregar�s o fardo at� o fim da tua vida.
Levar�s teu povo para a Terra Prometida.
Pois assim desejo.
Mas tu nunca comer�s...
ou beber�s do fruto dessa promessa.
N�o te deixarei partir...
mas nunca te deixarei entrar.
Ningu�m da tua gera��o...
que duvida da promessa do Senhor...
entrar� naquela terra.
Assim eu falei.
Eles est�o vindo!
-Eles est�o vindo! -Eles est�o vindo!
Eles est�o vindo!
Entramos na terra, como ordenou.
E, de fato, ela emana leite e mel.
Vejam. Tiramos isto de um vale chamado Escol.
Escol. Cacho de uvas.
Est�o vendo?
Est�o vendo, crian�as tolas?
A terra � exatamente como o Senhor disse que seria.
Ela mana leite e mel...
e tem todo tipo de frutas.
E a terra � nossa.
A terra n�o � nossa!
Povos vivem l�, em cidades muradas.
Povos fortes, guerreiros.
Os filhos de Enaque.
Gigantes! N�s os vimos.
Os heteus, os jebuseus.
Os amorreus que vivem na montanha.
E ao p� do mar habitam os cananeus.
S�o muito fortes.
Somos poucos, sem armas.
Tolice!
Passamos pela terra como galgos.
Nunca nos viram.
Passamos por toda aquela terra.
Ela consome seus moradores.
Como sapos engolem moscas.
Os filhos de Enaque s�o gigantes.
Gigantes! Ouviram?
Comparado a eles, somos gafanhotos!
-Parece terr�vel. -N�o gosto disso.
Viemos at� aqui para morrer?
E minha mulher e filhos?
Ningu�m disse que haveria guerra.
Bela Terra Prometida! Prefiro o deserto.
Melhor o Egito!
-Voltemos ao Egito! -Mois�s.
Ou�a-me, Mois�s.
Sofremos muito e reclamamos pouco.
Voc� nos prometeu...
que entrar�amos nessa terra sem problemas.
E agora voc� nos traz a essa terra...
para cairmos � espada...
e ver nossas mulheres e crian�as serem mortas.
Eu lhe digo isso agora...
e digo em nome de todos.
Antes tiv�ssemos morrido na terra do Egito!
Escolhamos um novo capit�o...
que nos leve de volta ao Egito.
-Sim, um novo capit�o! -Sim!
Ou�am-me! Eu digo isso!
A terra pela qual passamos � nossa!
N�o � nossa!
N�o temam o povo dessa terra...
porquanto s�o eles nosso p�o!
Deus � conosco, n�o com eles!
-N�o acredito em voc�. -N�o temam. Lutem!
N�o lutamos por ningu�m!
Parem!
N�o lutaremos. N�o acreditamos em voc�.
O que digo, digo em nome de todos aqui...
-mas n�o o digo facilmente. -Diga o que �.
J� n�o suportamos mais a sua tirania.
Mois�s, eu digo a verdade e voc� sabe quando digo...
que nos lidera atrav�s de uma santidade especial.
Bem, somos todos santos.
Somos todos igualmente de Jeov�.
Por que est� acima de n�s?
Por que acha que � o favorito de Deus?
Uma pretens�o vazia e suja...
que s� poucos ousaram explorar.
Acabou, ou logo acabar�.
Temos o apoio de todas as tribos...
-inclusive dos levitas. -Estamos prontos!
O que precisamente...
prop�e essa nova lideran�a?
Levar as tribos de volta ao Egito.
Com os levitas nos liderando...
mas n�o para a servid�o...
e sim para fazer � for�a um pacto com Fara�.
Exigiremos que o Deus dos israelitas...
seja de igual posi��o com Hor�cio e Ra.
Cale-se! Blasf�mia!
� uma abomina��o.
Voc� fala de poder.
Meu irm�o era pr�ncipe do Egito.
Se quisesse poder...
trocaria seu reino pelo deserto?
Seu pal�cio por uma tenda?
Sacerdote! Outro pretendente ao poder.
Bem, tiraremos esse poder de voc�s.
O tabern�culo que usam para oprimir o povo.
Teremos nossos pr�prios sacerdotes!
Dat�, Dat�.
Confesso meu fracasso.
Como professor n�o lhes ensinei nada.
Mas Deus ensinar�.
Deus escolhe os homens e n�o os homens, Deus.
Deus mostra suas escolhas atrav�s de sinais.
-Onde est�o seus sinais? -Sinais! Quer dizer truques.
Onde est� seu sinal de autoridade?
Seu trapaceiro sanguin�rio!
Mostre seu truque final.
As barrigas do povo cheias de p�o.
A fartura da terra prometida h� tanto tempo.
Eu cuspo na sua autoridade!
Eu j� o avisei muitas vezes.
Juro que este ser� o �ltimo aviso.
N�o se coloque acima do Senhor!
Digo isso a todos voc�s. N�o tentem o Senhor!
Irm�o!
Saiam!
Aar�o!
Dat� nos levar� ao Egito!
-Para o Egito! -O Egito!
Oficiais dos levitas, preparem-se para partir!
Tribo de R�ben!
Tribo de R�ben!
Oficiais dos levitas, preparem-se para partir!
Tribo de R�ben!
-Tribo de R�ben! -Aqui!
Vamos!
Depressa!
Re�nam as crian�as!
O Senhor falou.
Assim disse o Senhor.
Todos os homens que viram a minha gl�ria e duvidaram...
n�o ver�o a terra de que a seus pais jurei.
Recusam a terra...
pela qual levantei minha m�o que vos faria habitar nela...
e n�o entrareis nela.
Voltareis para o deserto.
Vossos filhos ver�o a terra que desprezaram.
V�s, n�o.
Vossos filhos que nasceram quando deixamos o Egito...
pastorear�o no deserto quarenta anos...
e levar�o sobre si as vossas infidelidades...
at� que vossos cad�veres se consumam no deserto.
Ou�am o que digo. De uma vez por todas saber�o...
que Deus nos escolhe e n�o o homem.
Deus fala atrav�s daqueles que o povo escolheu.
O que o povo escolhe � s�bio.
N�s escolhemos voltar ao Egito...
para desfrutar da sua paz.
Nosso Deus nos impedir�?
� melhor assim.
Ao menos acreditemos nisso.
Sentirei a sua falta.
Aquela gera��o que ouvira a palavra de Deus...
e a desprezara, a gera��o dos velhos...
um por um caiu no deserto...
deixando seus ossos para o sol descorar.
Seus filhos carregaram o peso da sua falta de f�...
vagueando pelo deserto...
perdendo o caminho � Terra Prometida.
Logo havia poucos que duvidavam...
e esses poucos estavam morrendo.
N�o sinto dor.
Minha perna s� est� adormecida.
Mas a febre n�o adormeceu. Est� bem acordada.
Melhorarei quando chegarmos ao o�sis.
�rvores, �gua, frutas.
-Eleazar. -N�o fale. Durma.
-Eleazar. -Sim, pai?
Voc� sabe o que deve ser feito.
Devo assumir seu lugar.
Deve assumir meu cargo.
Eleazar, o sacerdote.
Sua m�e ficar� orgulhosa.
-Por favor, n�o me reprove. -N�o reprovo.
� uma tarefa de gl�ria...
que ele, seus filhos e os filhos deles...
devem executar at� o fim da nossa ra�a.
Uma tarefa e uma gl�ria.
N�o fale assim. Parece que...
Estaremos todos juntos em Cana�.
A jornada ainda n�o acabou, Eliseba.
Enfrentaremos mais inimigos amargos.
A terra prometida a n�s pelo Senhor...
n�o ser� concedida facilmente.
Tente dormir.
Primeiro falarei dele como meu irm�o.
Minha voz, meu outro cora��o.
Da casa de Israel, ningu�m foi mais corajoso e firme.
Atrav�s da sua boca falou o esp�rito do Senhor.
Agora juntou-se a seus pais.
Que o Senhor lhe d� paz.
Assim seja.
Senhor, quanto tempo aguentaremos?
Estamos morrendo. Os anci�os est�o morrendo.
Os jovens sobreviver�o? Carregar�o a tocha?
E os jovens carregaram a tocha...
o estilingue e a pedra...
e lan�aram um raio de pedras sobre seus inimigos.
Seus inimigos eram as tribos...
que estavam entre eles e Cana�, a Terra Prometida.
Horizontes de inimigos a serem derrotados.
E, por fim, nenhum inimigo. S� uma montanha e um rio.
E um tempo de paz, dividindo a terra.
-Tribo de Benjamim. -Aqui.
Tribo de Efraim.
-De Jeric� at� Betel. -Seu novo lar.
Mas � deserto. � injusto.
A divis�o foi feita na presen�a de Mois�s.
Mulheres! O que podem querer?
Deixe-nos entrar!
-� proibido. -Queremos falar com...
Mulheres devem cuidar da comida.
� proibido.
Muitas coisas s�o, sacerdote...
como isso sobre o que viemos falar, se permitirem.
Voc�s s�o as filhas de...
Perdoe-me, a mem�ria de um velho falha.
Eu sou Macla, e estas s�o minhas irm�s.
Venham.
Somos filhas de Selofade, que morreu.
Sim, Selofade. Era um bom homem.
Morreu na batalha.
Com seus filhos, nossos irm�os.
Ficamos sem homens, gra�as �s suas guerras santas.
-Cuidado, mulher. -Somos mulheres sem homens.
O nome do nosso pai desapareceu de seus registros.
O que ser� da sua parte da Terra Prometida?
Est� escrito que o filho herdar�.
-Sem filhos, sem heran�a. -� injusto!
� a lei.
Sempre a mesma resposta. � a lei! � a lei!
-E se a lei for injusta? -N�o questiona a lei de Deus.
-Mas eu a questiono! -Questiona com raz�o.
-Mas... -Por favor.
A minha resposta � essa.
Quando um homem morre sem deixar filhos...
a heran�a do pai passa para as filhas.
-Mas isso �... -Uma abomina��o ou heresia?
O Senhor n�o quis me matar e nem matar�.
Filhas de Israel, ter�o sua heran�a.
-Quem �? -Eu, Eleazar, seu sobrinho.
Por um momento confundi-o com seu pai, Aar�o.
Era um bom pai. Gostaria de ser como ele.
Voc� ser�.
Atrav�s dele far� gera��es de sacerdotes...
que continuar�o por milhares de anos.
-Eleazar. -Sim?
A Terra Prometida foi negada a mim e seu pai.
Deus disse: Por causa do teu pecado da d�vida...
Mas confesso...
que nunca entendi o significado dessas palavras.
Aar�o, qual foi nosso verdadeiro pecado?
Seu pecado foi...
voc� amou as pessoas demais. Todas as pessoas.
E o meu, n�o as amei o bastante?
Sempre amei a lei...
mais do que a humanidade a qual foi destinada.
� Senhor.
Queria tanto atravessar o rio...
e pisar na terra al�m do Jord�o.
Ouve, � Israel.
Ouve, � Israel.
O Senhor � o nosso Deus.
O Senhor � o nosso Deus.
O Senhor � �nico.
O Senhor � �nico.
� Israel, povo feliz.
Quem �s igual a ti...
povo salvo por Deus?
O escudo da tua ajuda...
e a espada da tua excel�ncia.
N�o h� Deus igual ao teu, que est� nos c�us.
O Deus eterno � teu ref�gio.
E na Terra est�o os bra�os eternos.
Agora, Mois�s...
mostrarei a heran�a deles.
Olha.
Toda a terra de Gileade at� D�.
Todo Naftali e a terra de Efraim e Manass�s.
Toda a terra de Jud� at� ao mar �ltimo.
E a campina do vale de Jeric�...
a cidade das palmeiras at� Zoar.
Esta � a terra de que jurei a Abra�o...
Isaque e Jac�, dizendo...
� tua semente a darei.
Mostro-a para v�-la com os teus olhos.
Por�m para l� n�o passar�s.
Voc� � um Deus severo...
e impiedoso.
Impiedoso?
Eu jurei e fiz meu pacto com os homens.
Nunca mais os destruirei pelos seus pecados.
Mas os atormentarei com insatisfa��o.
Pois s� em mim ficar�o satisfeitos.
E agora, Mois�s, a tua tarefa acabou.
O Senhor teu Deus � contigo...
para onde quer que v�s.
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