All language subtitles for Moses.the.Lawgiver.cd1.MrRh26

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian Download
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
da Danish
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian Download
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean Download
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian Download
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish Download
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish Download
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Este � Mois�s.

Um homem nascido com uma senten�a de morte.

Todo filho nascido deve ser jogado no rio.

Mas viveu e foi criado como pr�ncipe...

e viveu na magn�fica corte do mais poderoso dos imp�rios.

Ent�o ele viu o sofrimento do povo.

O povo faminto, espancado e escravo.

Ele decidiu renegar seu principado e se tornar um deles.

- Seu nome? - Sou israelita.

- Ele sofreu amargamente. - Cansei de voc�.

Diante de seu povo e dos inimigos de seu povo...

viu em Seus olhos a luz da vontade de Deus...

e ouviu em Sua voz o furor de Deus.

Ele teve que lutar contra a fraqueza dos homens...

e a maldade dos homens, para que se sentisse livre...

para mudar o curso da nossa Hist�ria.

Precisamos recome�ar.

Mas, acima de tudo, ele pregou que os homens eram livres.

Somos livres por escolha.

Este � Mois�s, um homem como n�s...

com nossas fraquezas e d�vidas.

Mas tamb�m com nossas esperan�as.

Eu gostaria de cruzar o rio.

Mois�s, que falou com Deus nas alturas.

A TERRA PROMETIDA: A VERDADEIRA HIST�RIA DE MOIS�S

Os israelitas viviam na terra de Cana�...

mas a fome invadiu a terra e eles foram para o Egito.

Eles prosperaram...

e o israelita Jos� era pr�ncipe da terra.

Eis os nomes dos filhos de Israel...

que entraram no Egito.

Cada um e sua casa vieram com Jac�:

R�ben, Sime�o, Levi e Jud�.

Issacar, Zebulom Benjamim.

D� e Naftali, Gade e Aser.

Todas as almas que vieram com Jac�...

foram setenta. Jos�, por�m, estava no Egito.

Mas Jos� havia falecido, e todos os seus irm�os...

e toda aquela gera��o.

Os filhos de Israel frutificaram...

e aumentaram muito, multiplicaram-se...

e foram fortalecidos grandemente.

E a terra se encheu deles.

- Este � Jos�? - Pode ser Jos�.

Ele � um deus?

Ele pode ser. Os eg�pcios t�m muitos deuses.

Levantou-se um novo rei sobre o Egito...

que n�o conhecera Jos�.

Ele disse ao seu povo...

Eis que o povo dos filhos de Israel � muito...

e mais poderoso do que n�s.

Seus homens carregam muitas sementes.

Suas mulheres est�o redondas como frutas.

Suas aldeias est�o cheias de crian�as.

Eles se multiplicam.

Eles se multiplicam.

Vossa Alteza pensa em um perigo imediato?

Guerra. Se houver guerra com povos estrangeiros...

eles podem se juntar a nossos inimigos.

Vamos nos defender antes de sermos atacados.

Quais as ordens imediatas de Vossa Majestade?

N�o especificarei nada.

Apenas digo: usem sabedoria para com eles.

Usem sabedoria urgente.

S�o a tribo de Levi?

Sim, somos.

Os filhos dos homens da areia.

O nome os diminui, mas eles n�o diminuem.

Continue.

Majestade, eles sa�ram da terra de Cana�...

devido � praga e fome.

Buscaram trigo e pastos no Egito e acharam ambos.

Engordaram, se multiplicaram...

e tornaram-se uma multid�o.

Para que, em caso de guerra...

n�o se juntem aos nossos inimigos...

Assim est� escrito.

Assim a nossa posteridade ler�.

Mas a senten�a n�o est� completa.

Que fale a sabedoria.

O atual meio de opress�o � ineficaz.

As tribos de Israel, misturadas como est�o...

negam o c�digo eg�pcio de lei e controle.

S�o reprimidos mas continuam vivendo soltos.

Adult�rio, lux�ria, incesto.

S� pensam em procriar.

� uma ra�a de escravos. Animalidade.

Copulam como os c�es do deserto.

E n�s...

glorificamos a estabilidade...

o poder imut�vel.

L� vem o deus da morte e diz...

Eis aqui, eu sou todas essas coisas.

Mas a senten�a est� incompleta.

Que a senten�a seja anunciada.

Todos os filhos que nascerem, Ian�ar�o no rio.

Mas todas as filhas...

guardar�o com vida.

Revistem todas as casas!

Saiam do caminho!

Perdoe-me, querida.

Algu�m pode ouvir.

N�o confio em ningu�m.

Meu amor, minha querida.

H� um est�bulo aqui perto. L� ningu�m saber�. Venha.

Venha! Venha!

Seja corajosa. Ele tem que viver.

Estamos seguros aqui.

E esconderam o menino...

da crueldade dos soldados de Fara�.

Mas n�o por muito tempo.

Quando sua m�e voltar�?

Ela ainda tem a febre. Ela mandou lembran�as...

mas pediu para n�o irem v�-la, a febre � contagiosa.

Miri�, a irm� do menino, tinha um plano...

que poderia salvar o beb� dos soldados de Fara�.

Consegue respirar?

Fara� tinha uma filha...

a princesa Bithmish, que era est�ril.

E no Nilo ela pediria aos deuses da fertilidade...

para tornar-se m�e e ser aben�oada.

Seja muito corajoso.

Voc� tem que viver. Tem muito para fazer.

Senhor do rio

E da lama vivificante

Onde formas

De coisas sagradas Recebem vida

Senhor, d� � sua serva

O seu presente De fertilidade

Para que ela N�o seja desprezada

Entre as filhas gloriosas Da terra

Eleve-a � posi��o

Das m�es

Voc� alimenta as plantas

Os animais e as �rvores

De voc� nascem Os crocodilos

Que se tornam fortes

Como carros de guerra

O que � isto?

Tragam para mim.

Depressa, antes que o rio leve de novo.

Quem � ele? De onde �?

� bem nutrido. Voc� viu as dobrinhas dele?

Por que est� aqui? Quem � sua m�e?

Seja como for, o Nilo � seu pai.

N�o chore.

Tem fome.

� um bom beb�. S� chora por fome.

Quem � voc�? Como entrou aqui?

- Chame os guardas! - Espere!

Venha aqui.

Conhece esta crian�a?

Sou hebr�ia, n�o conhe�o beb�s meninos.

Os eg�pcios os matam assim que nascem.

Como sabe que � um menino?

Conhece sua m�e?

Conhe�o muitas m�es que choram seus filhos...

com muito leite para amamentar.

Pode me achar uma ama entre as hebr�ias?

- Sim, uma que chora. - Traga-a...

para o meu filho.

Ele � meu filho...

e seu pai � o Nilo.

Seu nome ser� Mois�s, que significa 'meu filho'.

Na nossa l�ngua significa...

'Eu o fiz nascer'.

Pena que seu filho morreu.

Foi morto.

Para n�s...

m�es...

� dif�cil entender...

a pol�tica do Estado.

Somos doadoras de vida...

filhas do Sol.

Os homens d�o as costas para o Sol...

e constroem labirintos longe da luz.

Labirintos criam monstros estranhos...

que se tornam os deuses das trevas.

Os homens adoram seus deuses obscuros.

Volte em quatro horas.

� claro que ser� paga.

Cada vez que o amamentar, receber� uma destas.

Por que o filho dela � especial?

Devia ser um filho nosso.

Ela deu-o aos eg�pcios por dinheiro.

- Talvez... - O qu�?

o Deus de Abra�o acorde ap�s seu longo sono.

Quer dizer...

Talvez seu filho n�o tenha sido salvo pelos pais...

e sim por n�s.

Vadia!

Que nome deram a ele?

Mois�s.

Mois�s.

Quando acabar de amament�-lo...

ele ser� s� meu.

Voc� vai esquec�-lo.

Completamente.

Para sempre.

Mois�s foi criado na corte de Fara�...

e aprendeu as artes de um verdadeiro pr�ncipe do Egito.

Os seus l�bios...

eu abro...

em nome dos deuses...

para que possa falar e comer.

Eu abro os seus olhos em nome dos deuses...

para que a luz e a vis�o os aben�oe.

Voc� levantar� seus olhos para a luz eterna.

Abra sua boca em fala silenciosa...

pois � a fala da alma.

Voc� tornou-se minha m�e...

pela sua bondade.

Deixa-me �rf�o.

A m�e deixo aqui.

Adeus.

Quem �?

Mois�s...

- Meu senhor. - Chame-me de Alteza, primo.

Vossa Alteza.

Procurei-o o dia todo em todo lugar.

- Isso n�o est� certo. - Pe�o desculpas, Alteza.

Prometeu me levar para ca�ar crocodilos.

Sim, mas pensei melhor.

O que seria de mim se os crocodilos o devorassem?

O que seria do trono do Egito?

Ele seria seu. Estou bravo com voc�, primo.

N�o fique bravo. N�o agora.

Vim lhe trazer uma not�cia triste.

Sua Alteza n�o deve receber not�cias tristes. � a lei.

Minha m�e est� morta. A irm� do seu pai.

Morta? Como os 3 mil homens...

que constru�ram as cidades de tesouros?

Sim. S� h� uma maneira de estar morto.

Pr�ncipe Mernefta, esqueceu por que chamou seu primo.

Sim. Vigiar� os escravos, para que trabalhem direito.

Pedi para o meu pai. Como castigo.

Castigo?

N�o me levou para ca�ar crocodilos.

Vamos!

Andem!

Pode ser Mois�s?

Est� muito doente para trabalhar.

N�o, pois continua trabalhando.

O que � isto?

Pode-se dizer que � um meio de persuas�o...

- para aumentar o esfor�o. - Foi � escola?

Sim, quando ainda era permitido aos israelitas.

Vamos!

E Mois�s foi atra�do para esse povo.

Ele foi para Pitom...

para conhecer seu sofrimento.

N�o posso! Solte-me! Por favor!

N�o devia estar aqui, Dat�.

N�o, mas tenho certos direitos.

N�o tem direitos.

Nem o de me reportar aos meus superiores oficialmente?

N�o. Ir� se reportar quando mandarem.

At� l�, tem deveres para cumprir.

Deveres da minha virilidade.

S� homens livres falam em virilidade.

O que Dat�, n�o livre, quer?

N�o temos palha para fazer tijolos.

Use a sua, homem de palha.

Um exemplo. Precisamos de um exemplo.

Pare!

Pare!

- O que � isso? - Puni��o, senhor.

Por inefici�ncia, insol�ncia e desobedi�ncia.

Por n�o querer ser gado.

Eu mandei parar!

Voltem ao trabalho. Isso n�o lhes diz respeito.

Tenho coisas para lembrar, mas n�o algo sangrento.

Esperem!

N�o comentem isso. Entenderam?

Voc� o matou e ir� embora. Dir� que fui eu.

Todos dir�o.

Seu cora��o parou de bater...

mas a responsabilidade � minha.

- Ele entrou e eu... - H� um eg�pcio morto aqui.

Mas n�o temam.

Ele foi morto pela sua pr�pria brutalidade.

Relatarei isso. N�o temam.

Quem � voc� que fala de brutalidade eg�pcia?

- Meu nome � Mois�s. - Mois�s?

Mois�s!

Eu servi bem, meu senhor...

e desejo servir melhor ainda.

N�o diria a palavra suja 'pagamento', claro.

Receber� o que vale sua informa��o. Seja breve.

Pensei em uma pequena promo��o.

Seja breve.

Tenho testemunhas para a morte do nosso maioral.

- Uma morte sem sentido. - Continue.

Mois�s foi o assassino.

Ele tinha autoridade para exercer disciplina. Continue.

Mois�s n�o tem essa autoridade.

Ele � um israelita.

� filho de Anr�o e Joquebede da tribo de Levi.

- Onde ouviu isso? - Foi salvo pela sua irm�...

na �poca da execu��o necess�ria de meninos.

- Onde ouviu isso? Onde? - N�o estou mentindo.

Mois�s. Foi realizado.

V� cham�-lo.

Ele diz a verdade que esperamos.

Voc� chama de come�o. Eu digo que � nosso fim.

H� 20 anos mant�m seu nome vivo como...

uma promessa de salva��o.

O que � esse salvador?

S� um israelita que matou um eg�pcio.

N�o h� promessa de nada, exceto mais servid�o.

A voz � a de um profeta...

mas as palavras s�o de um escravo.

N�o sou como minha irm�. Vejo as coisas como s�o.

E quando ele entrar aqui?

N�o entrar�! Fugir� para salvar sua vida.

Quando entrar na casa de seus pais...

devo ter palavras.

Mas o que direi? Eu n�o sei.

Amava a crian�a que perdi.

Agora espero a dor de aprender...

a amar a crian�a que foi achada...

e que de novo ser� perdida.

O menino levou Mois�s at� sua irm�, Miri�.

Pois Mois�s n�o conhecia sua fam�lia nem seu povo...

e Miri� preencheria esse vazio.

Acredita?

Eu sei que fui tirado do rio.

Minha m�e, como eu a chamava, n�o escondeu nada.

Fui amamentado por outra.

Uma garota israelita...

achou-me uma ama.

Conhe�o o pal�cio.

Posso descrever a c�mara e o jardim.

E a inscri��o que diz que ele nasceria na casa do rei.

Quem? Quem?

Ele, que viria.

Chamavam-no de filho do Sol...

mas para mim ele seria mais.

Venha para casa.

Mois�s!

Eu encontrei... minha m�e?

Encontrou uma fam�lia.

Em nome do rei, Mois�s, o israelita...

antes conhecido como o amo Mois�s...

� acusado do assassinato de um servo do rei.

Um homem livre, filho do Egito.

Entreguem-no � autoridade.

Quem estiver escondendo-o ou ajudando-o...

ser� executado.

N�s nos veremos de novo, no dia da liberta��o.

Espero que sim...

se houver esse dia.

...quem estiver escondendo ou ajudando-o.

E Mois�s veio ao monte Horebe, na terra do Sinai.

Pegue-as!

Vamos, v�o embora! Procurem seus po�os!

Na sua terra! N�o temos culpa se n�o t�m po�os!

� nossa terra e nossa �gua!

V�o embora!

Parem!

Chega!

Eu era sacerdote na cidade de Midi�...

mas cansei de �dolos de pedra.

O homem deve venerar algo grande e simples.

Eu ainda procuro por algo assim.

Dizem que no monte Horebe...

pode-se ter vis�es da verdade.

N�o tive vis�o alguma. Talvez esteja muito velho.

Estou velho demais para escal�-lo.

Nossa hist�ria, pai.

Sim, � verdade. � muito f�cil cont�-la.

Todos ficaram contra mim quando rejeitei os �dolos.

Fomos banidos.

Minhas filhas devem pegar �gua no po�o...

antes de os pastores de Midi� se levantarem.

Sen�o n�o as deixam pegar �gua.

Mas eles v�m cada vez mais cedo.

Privar-nos de �gua tornou-se um esporte cruel.

Sou grato pelo o que fez.

- J� disse isso muitas vezes. - Gratid�o n�o � uma palavra.

� o desejo de repetir a palavra.

Minhas filhas s�o r�pidas na fala e na a��o.

Como um homem prevalece contra tantas mulheres?

Vai continuar viajando?

Por ora, minha hist�ria termina aqui.

Eu viajei para o ex�lio.

E o ex�lio � em todo lugar...

para os exilados.

Sabe fazer o trabalho de um pastor?

Aprendi que trabalho � para escravos.

O Egito me ensinou muitas coisas falsas.

Esque�a a palavra ex�lio.

Seu povo vive no ex�lio, n�o voc�.

Devo pensar neles como meu povo.

E durante os anos em que Mois�s viveu com Jetro...

o rei Rams�s do Egito faleceu.

Sua Majestade, rei Mernefta! Quinto rei de sua dinastia.

Primeiro entre eles pela gl�ria.

Fara� de todo o Egito!

Eu o conheci.

Lembro dele com ternura.

Um primo mais velho...

que prometia me levar para ca�ar crocodilos.

N�o gostava de ca�ar.

Ouvia morcegos e os gritos de arganazes.

Ningu�m mais os ouvia. S� ele.

N�o o vejo como um le�o furioso, matando algu�m.

- Mas houve uma morte. - Bem...

eu o mandei para Pitom e o fiz ser acusado.

Tamb�m o mandei para a morte, no deserto.

N�o h� certeza de sua morte.

Duas caravanas trouxeram not�cias.

Not�cias?

Sobre um her�i que saiu do Egito para Midi�.

Matou 20 homens. Casou com 7 ou 8 irm�s.

N�o sabemos o n�mero exato.

Preferia que ele voltasse.

Adoraria v�-lo sorrir com meu triunfo.

Quero t�-lo no Egito de novo.

N�o � nada. S�o os p�ssaros cantando.

H� algo mais.

Seu nome?

O nome � como chamam um homem.

Chamam-me de Mois�s, minha mulher de Z�pora...

meu filho de G�rson...

e o pai da minha mulher de Jetro.

Trago pap�is assinados pela m�o real...

e lacrados com o lacre real.

Permitem que volte livremente...

para exercer seu cargo e of�cio.

Est� vendo meu of�cio. Sou pastor.

Sou um israelita.

Voc� � Mois�s, primo de Fara�.

Seu lugar e dever dispensam explica��o...

se me permite dizer, com todo respeito.

Veio para me for�ar a voltar ao Egito?

N�o tenho essa autoridade.

Apenas transmito uma mensagem real.

Meus cumprimentos a Fara�. Tenho meu pr�prio reino.

N�o te chegues para c�.

Tira os teus sapatos de teus p�s...

porque o lugar em que tu est�s � terra santa.

Tira os teus sapatos.

Eu sou o Deus de teu pai.

O Deus de Abra�o, de Isaque, de Jac�...

e o Deus de Mois�s.

Tenho visto a afli��o do meu povo que est� no Egito.

Tenho ouvido o seu clamor e conheci as suas dores.

Eu desci para livr�-lo...

e para faz�-lo subir daquela terra a uma terra boa...

que emana leite e mel.

Vem agora, pois, e eu te enviarei ao Fara�...

para que tires o meu povo...

os filhos de Israel, do Egito.

Mas...

mas...

quem sou eu...

que v� a Fara�...

e tire do Egito os filhos de Israel?

Eu estarei contigo.

Mas se lhes disser...

O Deus de vossos pais me enviou a v�s...

e eles me disserem...

Qual � o seu nome?...

que lhes direi?

Dir�s aos filhos de Israel como ele � chamado.

E ele � chamado de...

Eu sou o que sou.

E dir�s mais isso...

O Deus de vossos pais me enviou a v�s.

Por�m o rei do Egito n�o vos deixar� ir...

nem ainda por uma m�o forte.

Mas eu estenderei a minha m�o...

e ferirei o Egito com minhas maravilhas.

N�o me crer�o. Dir�o...

O Senhor n�o te apareceu.

Que � isso em tua m�o?

Uma vara.

Lan�a-a na terra.

Estende a tua m�o e pega-lhe pela cauda.

Mete agora a tua m�o em teu peito.

Agora tira-a.

Torna a met�-la em teu peito e tira-a de novo.

Atrav�s desse poder eles crer�o.

Senhor, n�o sou homem eloquente.

Nem de ontem, nem de anteontem.

Eu sou...

pesado de boca e pesado de l�ngua.

Quem fez a boca do homem?

Quem fez o mudo, o surdo, o que v� ou o cego?

N�o sou eu, o Senhor?

Teu irm�o Aar�o falar� por ti...

e ele te ser� por boca...

e tu lhe ser�s por Deus.

N�o sou juiz de Israel.

Que seja algu�m s�bio, algu�m forte.

N�o ponha o fardo sobre mim. Eu recuso o fardo!

Deus!

O que quer que voc� seja...

tiraria sua vida?

� um sacrif�cio sangrento que quer?

Quer a vida do homem ou do filho-var�o?

Ter� seu sacrif�cio se lhe devolver a vida.

N�o uma vida, mas um s�mbolo da vida.

N�o um corpo, mas carne...

que n�o far� falta ao corpo.

Isso o satisfaz, novo Deus?

A b�n��o do Deus de Abra�o, de Isaque, de Jac�...

e o Deus que voc�, Jetro, procura h� tanto tempo...

e, se valer de algo, a b�n��o de Mois�s.

- Voc� ainda duvida. - O que h� para acreditar?

A servid�o no Egito � dura, mas ao menos � real.

� uma esperan�a vazia seguir um sonho no deserto.

Voc� tem nosso sangue, mas n�o nosso esp�rito.

N�o tenho d�vidas.

- Eles j� o esqueceram. - N�o, n�o esqueceram!

Lembram dele da forma errada.

Um her�i ou um gigante que domina cobras...

ou mata homens com um olhar.

Ele veio e talvez volte...

mas � um futuro t�o distante que j� � passado.

Passado, futuro... s�o s� palavras.

S� existem na mente. Eu vivo no presente.

Como um c�o, que espera o pr�ximo prato de comida.

Aar�o, o c�o.

- Eu sou um homem. - Ent�o seja um.

O futuro j� chegou. Nosso irm�o voltou.

V�.

Atravesse o rio e v� para o deserto. V� encontr�-lo.

� imposs�vel. Onde arranjarei dinheiro?

Onde arrumou...

Quando um eg�pcio perde a carteira, o que faz?

Cortesia. Voc� devolve.

Preciso subornar o maioral.

Eu fa�o isso. N�o se preocupe.

H� esperan�a para voc�.

Leve-me para o outro lado.

N�o. N�o quero encrenca com escravos.

Posso pagar.

Um sonho, voc� diz.

Vai procurar algu�m por causa de um sonho...

e paga com prata.

Antes se levava sonhos a s�rio no Egito.

Isso foi antigamente. S�o tempos modernos.

Ningu�m mais segue sonhos.

Eu preciso seguir esse sonho.

- Ent�o � louco. - E o resto do mundo � s�o?

Sou louco porque sonho com a salva��o...

e eles s�o s�os porque gostam da servid�o?

Palavras! Quem � esse que vai encontrar?

Meu irm�o, o mensageiro de Deus.

O mensageiro de Deus?

A quest�o de convencer todos.

Quem � ele? Quem � ele?

Nunca ouvi falar dele.

Mostre-nos um sinal. D�-nos um sinal.

O que pensar� de n�s, seu povo?

Como poder� nos compreender?

Sofridos pela servid�o, humilhados.

Voc� entende, irm�o?

Liberdade de decis�o, de a��o.

Que palavra terr�vel, liberdade.

Mas eu preciso faz�-lo...

compreender.

Eu o farei compreender.

Irm�o!

Irm�o!

Irm�o! Irm�o!

E eles?

O que exigir�o dele?

Um sinal? Algo do nada?

Mostre-nos um milagre.

Nada. Nada.

Mostre-me um sinal, irm�o.

Nenhuma palavra.

� o sinal.

Ent�o me mande �gua.

Antes que tudo seque.

E ent�o me lavarei

T�o sujo!

Como se estivesse viajando h� anos!

Sujo ou n�o, sabia que era eu.

Eu sabia.

Voc� n�o me conhece.

N�o passamos a inf�ncia juntos...

n�o nos alegramos com nossas fam�lias ou filhos.

Agora me alegro com seus filhos.

S� n�o sei quem � quem.

- Voc� � L�ia? - N�o, sou Raquel.

Esta � L�ia.

Mataram meu marido logo depois que Raquel nasceu.

Quando conhecerei sua mulher e filho?

Est�o esperando por n�s.

L� na terra. � uma longa viagem.

Demorar� muito at� sairmos daqui.

Primeiro Fara� tem que nos deixar partir.

Seremos maltratados...

e, finalmente, amea�ados.

Ser�o tempos dif�ceis.

� sempre dif�cil para os inocentes.

S�o sempre eles que sofrem primeiro.

Sacrificamos um carneiro, n�o um crocodilo.

Um dos grandes mist�rios.

Obrigado, L�ia.

Sou Raquel. J� lhe disse.

Desculpe.

Que Deus?

O Deus que falou da sar�a em chama no monte Horebe.

A sar�a queimou e queimou e n�o se consumia.

E uma voz disse...

Eu enviarei um que libertar� meu povo.

N�o consigo acreditar em um s� deus.

Qual � a sua posi��o em rela��o aos outros deuses?

De novo isso?

De novo, n�o!

Explique. � uma pergunta sensata.

N�o h� outros deuses.

Deus � Deus. Ele � o que �.

O Deus dos israelitas � o �nico Deus.

Mois�s.

Aquele que matou um eg�pcio e teve que fugir.

Acha que ningu�m lembra. Por isso voltou.

O que � isso?

Que hist�ria � essa que est� inventando?

� verdade. Ou�a, sempre fui um bom amigo do Egito.

E da�?

Tenho informa��es boas. E valiosas.

Mois�s est� tramando algo.

Aceito um pouco de generosidade eg�pcia.

Est� b�bado.

V� trabalhar! V�!

Ande, amigo do Egito!

V�! V�!

Nosso Deus n�o � um deus da escravid�o.

Se diz que s� h� um Deus...

ent�o foi ele que nos levou para a escravid�o.

Ou pode dizer que temos dois deuses.

Um nos escraviza e o outro nos liberta.

N�o! Deus pode ter permitido...

que os maus escravizassem os inocentes.

Essa servid�o pode ser um teste...

para provar nosso direito de sermos escolhidos.

H� outras armas al�m de arcos e bast�es!

H� tijolos, enxad�es e forcados!

Tolos! O Egito � o mundo.

S� quem criou a Terra, o Sol e as estrelas prevalecer�.

Deus � nosso caminho.

E nosso caminho para Deus � atrav�s dele.

N�o estou convencido.

Vamos ajud�-lo a mudar de id�ia.

- Quem? - Os jovens.

� voc�?

� mesmo voc�?

Sim.

Mas receio n�o poder provar minha identidade.

A voz basta. Todo o resto mudou, menos a voz.

Mois�s!

Primo Mois�s.

Sua apar�ncia � pobre, se me permite dizer.

Voc� me chamou de volta para o Egito.

- Por qu�? - N�o consegui esquec�-lo.

Outros eu esqueci.

Homens da corte, s�bios, bajuladores...

parentes, mas s� parentes pobres.

Um dia senti sua falta.

O primo que me ensinou a ca�ar fais�es.

O pr�ncipe enigm�tico da minha inf�ncia.

Devo ter sido um menino detest�vel.

Eu era muito jovem para us�-lo.

E agora... � adulto o bastante.

Sim, e tamb�m dono do mundo...

do sangue sagrado de Hor�cio.

Sangue que � consolidado nas estrelas.

Divino e sagrado. Sagradamente divino.

Ainda ouve as vozes dos morcegos ao anoitecer?

No deserto havia muitas vozes.

Vozes...

que nunca ouvi no Egito.

N�o ouviu minha voz chamando-o?

Ou outra voz que falou de mim?

Sim, eu ouvi.

- Uma voz humana? - Humana, n�o.

N�o uma voz humana.

As vozes do deserto...

que formam um mundo inconstante...

sussurrando tolices.

N�o h� solidez nem certeza no deserto.

A realidade est� aqui.

H� mil anos somos os donos da realidade.

Temos uma no��o exata, perfeita...

primorosa...

e quase dolorosa da natureza do poder.

Da sua aquisi��o, crescimento, conserva��o.

O poder est� aqui, para sempre.

Este � o mundo real e voc� pertence a ele.

Voc� que conhece a realidade...

andou tempo demais entre os sonhos do deserto.

Foi chamado de volta � realidade.

Chamado, n�o chamado de volta.

Meu filho. Meu primog�nito.

N�o � bonito?

Sim.

Meu filho. Reinar� depois de mim.

A inquebr�vel corrente do poder.

A for�a...

que torna o deserto insignificante.

E escolhe as vozes vazias da areia morta.

N�o entendo isso.

� simples, Majestade.

Descobri onde eu perten�o.

Pertence a n�s.

A mim. Ignora a verdade.

E a verdade � que � um eg�pcio do nosso sangue.

O sangue n�o � o que passa de m�e para filho.

Isso � para os animais.

� a alma que importa...

seja l� o que for a alma.

Sua verdadeira m�e f�sica foi a sombra.

A mulher que se tornou sua m�e foi a subst�ncia.

E permanece a subst�ncia at� na morte.

Voc� � do Egito...

e meu dever � confirmar essa verdade...

na sua pr�pria vida...

na vida maior que chamamos de hist�ria.

As vozes do deserto foram claras.

O inconstante, insubstancial...

est� no seu mundo.

Eu rejeito o Egito e abra�o o meu povo.

O seu povo � a pele das m�os e dos p�s do Egito.

Mas o corpo ele n�o merece.

A verdade, Majestade...

� que n�s somos diferentes.

Pressentimos o nosso destino.

Devemos ser livres para busc�-lo.

Nunca!

Nunca.

Eu sei que eu...

que voc� nunca ser� persuadido com palavras.

O Egito se fecha contra as vozes do deserto.

Devem ser sinais.

Sinais? De quem, de onde?

Do criador do mundo, o Deus do meu povo.

Sinais, truques...

os eg�pcios conhecem todos eles.

Est� sendo eg�pcio por pensar em sinais.

O que far�? Transformar� uma vara em cobra?

Meus magos fazem isso bocejando.

A sua cobra ficar� entre as deles?

Devemos esperar grande m�gica de Mois�s.

N�o �?

Ficarei espantado se meus magos vencerem voc�.

N�o haver� truques entre n�s, Fara�.

Mas deve acreditar...

que os sinais v�m de um verdadeiro israelita.

Voc� � um eg�pcio.

Sempre ser� um eg�pcio.

Os sinais o convencer�o do contr�rio.

Deixe a hist�ria verdadeira come�ar.

N�o estarei nela. N�o sou qualificado.

Sou pesado de boca.

Outra fal�cia sua.

Tr�s dias? Ficou louco?

Tr�s dias no deserto. � um pedido pequeno.

Recebemos ordens para fazer sacrif�cios ao nosso Deus.

Ordens? N�s damos as ordens.

Mas me diga. Por que no deserto?

Foi l� que meu irm�o ouviu a ordem.

De quem?

Daquele que ordenou o sacrif�cio.

- Voc� fala em rodeios. - Tr�s dias!

- Abram caminho! - Pedido negado.

Que pedido?

Diz que os escravos querem passar 3 dias no deserto.

- Quem inventou essa tolice? - N�o � tolice.

N�o consideramos tolice.

Temos que fazer sacrif�cios no deserto.

Tem seus deuses e n�s temos o nosso.

N�o respondeu a pergunta.

Meu irm�o ouviu a voz de Deus.

Por que ele n�o fez o pedido?

- Ele � pesado de boca. - E de compreens�o.

Quando perceber�o o que s�o?

Estamos come�ando a perceber, senhor.

D� a ele essa resposta...

e a transmita bem devagar!

- Onde est� a palha? - O qu�?

A palha para fazer tijolos.

N�o temos palha. N�o veio.

Precisa de palha?

Com todo respeito, � claro que precisamos.

Lama, palha, sol.

D�o-nos palha e fazemos tijolos, sempre foi assim.

Houve algumas mudan�as. Ningu�m mais trar� palha.

Ir� peg�-la ou ficar� sem. Entendeu?

Parem!

Com todo respeito, n�o temos palha.

- N�o est� certo! - Josu�!

Voc� e seus imundos...

Voc� deu varas a eles. Amanh� lhes dar� espadas.

Voc� e seu irm�o.

Espero que esse seu Deus atinja voc�s dois...

e os mate.

N�o quero mais isso.

Quer ficar livre...

de mim?

Livre de ter que falar em seu nome.

Acha que � tudo mentira. Uma alucina��o.

Que estou louco, confuso.

� o que as pessoas acham.

Est�o erradas. A voz disse a verdade.

N�o fez promessas falsas. Nada seria f�cil.

Mas Deus cometeu um erro.

O erro de escolher a mim.

� ele! N�o toquem nele!

Tudo deu errado desde que veio.

Filho do Sol.

Filho do Sol!

Viu o que fez, Senhor?

Desde a minha volta...

s� houve sofrimento.

A renova��o da maldade.

Seu povo afundou mais na escravid�o.

N�o quer libert�-lo.

Eles n�o t�m raz�o de perder toda a esperan�a?

Senhor, por que teve que escolher a mim?

- � minha! - Eu quero!

� minha!

O que devo fazer? O que devo dizer a eles?

Mois�s.

V� a Fara�.

Dize a ele tudo o que eu te mandar.

A tua voz ser� a voz do teu irm�o Aar�o.

Ele falar� por ti.

Ele falar� em teu nome.

Quanto a tu, tu falar�s em nome do Senhor Deus.

Do Senhor Deus.

Eliseba, estamos indo.

Vamos?

Quem desejar apresentar seu pedido...

� sua majestade divina, Fara� Mernefta...

o far� da seguinte forma.

Ele deve entrar na �gua sagrada...

para assim ser purificado.

Uma vez purificado, deve ir at� a margem real.

Liberte-me do meu fardo!

Eu pequei muitas vezes!

Fara�!

Humildemente pedimos...

que aceite nosso pedido...

de ficarmos tr�s dias no deserto...

para fazermos sacrif�cios.

Esse � o mandamento do nosso Senhor Deus.

Ou Ele mostrar� seu desagrado de muitas formas.

Pois o Senhor Deus dos israelitas...

Caso contr�rio, Ele far�...

Fara�, humildemente pedimos...

que aceite nosso pedido...

de ficarmos tr�s dias no deserto...

para fazermos sacrif�cios.

Sangue!

A �gua virou sangue!

Sangue!

H�bil, primo Mois�s.

Magia muito h�bil.

Mas essa magia os meus magos tamb�m sabem fazer.

Olhem!

Viram?

Deus nos mant�m a salvo enquanto os eg�pcios choram.

Como explica que os israelitas...

- s�o imunes �s pragas? - Pode ser geogr�fico.

Moram longe do Nilo.

Est�o protegidos dos efeitos da polui��o.

Que escurid�o!

Usem seus olhos!

Viram os sinais. Como ainda duvidam?

� dif�cil aceitar, eu sei. Somos um povo fraco.

Escravizados, indolentes e sem esperan�a.

Mas o Deus do universo nos escolheu.

Para qu�?

Para realizarmos seu prop�sito divino na Terra.

Temos que nos preparar para deixarmos nossa servid�o.

Mas a servid�o � tudo que temos.

Somos velhos. � dif�cil aceitar uma vida nova.

� um Deus dif�cil. Temos que nos ver como um povo.

Muitos de n�s morrer�o no caminho.

Exaustos, in�teis.

Come�amos essa jornada e talvez n�o a terminemos.

Mas somos um s�.

Os mortos e os ainda n�o nascidos...

compartilham esse objetivo comum.

N�o gosto dessa conversa. S�o palavras arrogantes.

Somos muito velhos para esse objetivo comum...

- e jornadas infinitas. - Como pode falar assim...

se o Senhor se mostrou em nosso nome?

N�o significa nada?

Significa que somos os escolhidos...

que devemos ir para o deserto e sonhar com a promessa.

Significa...

� blasf�mia querer ser deixado em paz?

O Senhor Deus n�o parou de ferir os eg�pcios...

com pragas e mis�ria.

Os gafanhotos devoraram o verde da terra...

e o gado sofreu pestil�ncia, at� a morte.

E as pessoas sofreram sarna, que arrebentou em �lceras.

E os magos de Fara� n�o puderam cur�-los.

Eu n�o entendo. Os deuses o abandonaram?

Fez mais pelos deuses do que podem esperar.

Contar os tijolos de uma s� pir�mide levaria anos.

O que deu errado?

E a terra tornou-se terra de ossos secos.

117.567.

Essa foi a �ltima contagem.

N�meros n�o me interessam.

N�o � carne, ossos e posses que perdemos.

� o cora��o do imp�rio.

- � a id�ia central. - Majestade.

N�o pode ignorar o sofrimento dos seus s�ditos.

Se me permite dizer. Nosso amigo est� perturbado.

Perdeu mulher e filha.

Ter� outra mulher em um dia...

e outra filha em um ano.

Acalmemos nossos cora��es.

Deixemos a raz�o falar.

Ou�am.

Somos o maior imp�rio do mundo.

Talvez nunca haja maior.

Nossas cidades t�m todo tipo de mercadoria.

Nossos navios velejam todos os mares...

e nossos ex�rcitos abalam a Terra.

N�s prosperamos.

N�s prosperamos.

No centro do nosso imp�rio est� a verdade.

Ou devo dizer, uma cren�a...

que h� muito � tida como verdade.

� a cren�a que o soberano do imp�rio...

fora apontado pelos pr�prios deuses.

Um fara� � um produto da sua carne.

Mas agora os deuses agem contra sua pr�pria carne.

Fome, doen�as, disc�rdia.

Desconfian�a da autoridade. Por qu�?

Por qu�?

Os deuses imut�veis mudaram?

Os eternamente fortes enfraqueceram?

Pode um novo deus surgir do nada...

e inverter as posi��es dos eternos?

Vossa Majestade tocou em um interessante...

e coercivo ponto teol�gico.

Os deuses s�o deuses eternos...

que resistem � arte do tempo.

N�o h� deuses novos, mas um deus antigo...

h� muito tirado do conceito eg�pcio, foi invocado.

Voc� sabe que deus e sabe por quem.

Voc� nos leva ao passado...

quando a cren�a falsa em um �nico deus...

possu�a muitos eg�pcios poderosos.

Refere-se a Mois�s.

Essa cren�a voltou e passou para uma ra�a de escravos.

� l�gico.

Os escravos abra�ar�o os deuses de seus mestres?

Essas quest�es j� n�o s�o do nosso interesse.

- O problema, agora... - � simples, majestade.

Esse Deus quer que fa�am sacrif�cios para ele.

Seria uma clem�ncia real permitir.

Ser for�ado a permitir?

Ser intimidado a permitir?

- S�o s� tr�s dias. - Com garantias de retorno.

Garantias?

Abram!

- Sei que h� algu�m a�. - Abra.

D�-me �gua.

Mais.

Tome.

Tome. V�o embora. Estamos todos morrendo.

V�o embora.

� algo novo para os israelitas serem temidos.

Sempre fomos temidos.

Se os eg�pcios tivessem nos destru�dos...

temeriam nossa mem�ria.

Muitas na��es mortas sa�ram das cinzas...

mas nos rebaixaram, nos desprezam.

E como se expressa o medo?

Nos subornam para partirmos.

Para fugirmos no escuro.

Eu adoraria cuidar desse lado da opera��o.

Precisamos de recursos.

N�o vamos esperar. Vamos tom�-los.

H� muitas aldeias abandonadas.

Sim, uma praga. Eu conhecia algumas v�timas.

Devido ao meu cargo, claro.

Est�o pagando agora. Deus os amaldi�oou.

Todos t�m sua arte. Todos.

At� uma can��o tem.

O Senhor tamb�m tem sua arte.

Pode ser chamado de dan�a de n�meros.

At� agora feriu o Egito sete vezes.

Rios de sangue, moscas, r�s...

mosquitos, a morte do gado...

a praga dos gafanhotos e agora a peste.

A cria��o do mundo foi uma dan�a de sete.

A destrui��o do Egito ser� uma dan�a de dez.

No cora��o de Fara� h� um tipo de dan�a.

O cora��o amolecer�, endurecer�...

amolecer�...

e endurecer� uma �ltima vez.

Ent�o como uma pedra rachar�, se despeda�ar�...

e o Egito se despeda�ar� com ele.

Estranho. Um deus dan�ante?

Um deus dos jovens?

O que impede nossa dan�a para fora do Egito?

Os eg�pcios est�o desmoralizados.

N�o poder�o nos impedir.

Sim! Por que a demora?

Precisamos dela. Devemos preparar nossa marcha.

Temos que levar tudo que temos.

Gado, carro�as e suprimentos de verdura e �gua.

E ainda h� os doentes e relutantes.

O pranto daqueles que querem ficar aqui.

Mulheres gr�vidas.

E temos que unificar os cl�s...

e criar posi��es de lideran�a.

E h� as armas, a defesa e o treino do ex�rcito.

Isso tamb�m, Josu�.

E tamb�m a tesouraria.

Deuses da justi�a, expulsem o deus injusto.

Tirem a maldi��o sobre n�s. Devolvam nossa sa�de.

Tenham piedade.

Deuses, tenham piedade.

Voltamos, rei Mernefta, para pedir...

N�o respeita nossa religi�o? Fazemos trabalho sagrado...

para afastar essas pragas inexplic�veis aos inocentes.

N�o inexplic�veis. N�o inocentes.

Muito bem.

A cerim�nia � interrompida pela presen�a do incr�dulo.

V�o.

Teremos uma resposta...

para darmos ao nosso povo?

Gosta do seu poder, primo?

Est� satisfeito em ter destru�do...

essa flor de ordem?

Quer que idolatre um deus que � inimigo do estado?

Sem o estado n�o somos nada.

Ordem, beleza, majestade.

A corrente inquebr�vel do poder.

Destruir o estado � nos entregar...

�s vozes no deserto.

Quer ver o Egito se tornar uma ru�na...

cheia de lagartos?

N�o pode manter a ordem com...

- Recobrou sua fala! - Com escravid�o.

Que escravid�o? Qualquer uma?

Ou a escravid�o do seu povo?

Voc� n�o ter� superiores...

e inferiores quando formar seu reino?

N�o construir� sua pir�mide?

Precisamos de uma resposta!

Cale-se, homem insignificante.

Falo com seu superior.

N�s construiremos...

sob um concerto.

A uni�o livremente abra�ada.

O pacto entre homem e homem.

Palavras arrogantes na terra da qual fez um cemit�rio.

N�o suporto mais seu cheiro.

� melhor partirem.

Chame um escriba.

D�-nos por escrito, com lacre real.

Tem a palavra de Fara�.

Podem ir para o deserto...

e fazer seu sacrif�cio.

Que os deuses me perdoem, eu me rendo.

N�o terminou, majestade.

O que deixei de dizer?

Sim!

Os homens far�o o sacrif�cio ao deus da destrui��o.

As mulheres e crian�as ficar�o aqui.

Como � uma guerra, vamos cham�-las...

de ref�ns?

O cora��o de Fara� est� endurecido.

N�o viu sinais suficientes.

N�o sofreu o bastante.

E o Senhor disse para Mois�s...

Toma o p� da terra...

e o espalha para o c�u.

Voc�s deixar�o o Egito e ir�o para o deserto...

para fazerem seu sacrif�cio.

E as mulheres e crian�as?

Elas ir�o com voc�s.

Espera algo mais.

N�o h� mais nada nas minhas instru��es.

Mesmo assim, esperaremos.

Olhe. Aqui est� claramente escrito.

Por que n�o podem ir?

Por que n�o podem?

Porque sabem que h� algo mais.

O que �?

Voc�, Aar�o, a voz dele. O que �?

Ficaremos 3 dias no deserto para fazermos sacrif�cios.

Esse m�s. Homens, mulheres, crian�as.

- Nosso gado e nossos bens. - N�o.

Comeram o p�o de Fara� e beberam seu vinho.

Nesses 3 dias n�o comer�o nem beber�o.

Far�o jejum e sacrif�cios.

Ent�o voltar�o...

e seu gado lhes dar� as boas-vindas.

Seus bens ficar�o aqui.

Eis o pacto. Seu Deus retira as pragas...

e voc�s se ausentar�o por 3 dias.

Isso n�o bastar�.

O concerto que fizemos h� muito foi quebrado.

N�o h� mais la�o entre n�s.

Quando partirmos, partiremos como homens livres.

Levaremos mulheres, filhos, gado e nossos bens.

Nenhuma unha ficar� no Egito.

Nenhum cabelo ou pele de animal.

Partir�o despidos e voltar�o despidos.

Continua endurecido com o Senhor e seus servos.

Haver� uma �ltima afli��o.

N�o sobre voc�. Voc� viver�...

para ver os israelitas deixando o Egito.

Mas ainda haver� uma �ltima afli��o.

Ser� a mais terr�vel do mundo contra voc�...

a menos que deixe nosso povo partir.

Mois�s!

Mois�s! Por que n�o o mato?

Por que eu mesmo n�o o mato?

O pacto � esse.

Agora v�.

Nunca mais quero ver seu rosto.

Assim ser�.

O anjo da morte que poder� ser ele ou ela.

Como um c�o dos ca�adores eg�pcios...

carregar� o faro em suas narinas.

Seguir� o faro...

at� o primog�nito.

Isso acontecer�?

� a �ltima coisa, a d�cima cifra da dan�a.

Daqui a quatro dias, na noite do 14o dia...

as narinas e os dentes do anjo da morte...

matar�o os primog�nitos.

Seja eg�pcio ou israelita, n�o haver� distin��o.

At� o primog�nito da cria da cadela...

de qualquer animal, ele seguir� seu faro.

Nossos primog�nitos? Nossos?

N�o tenham medo.

Temos um segredo. Vamos desvi�-lo do faro.

Os seus lombos cingidos, os seus sapatos nos p�s...

e o seu cajado na m�o.

Assim diz o Senhor pois o tempo est� conosco.

Comer�o a carne de um cordeiro, assado...

e apressadamente.

E o p�o que comer�o ser� p�o �zimo.

Deve ser p�o apressado, sem tempo para levedar.

E comer�o sua comida com ervas amargosas...

para que a amargura do ex�lio...

esteja em suas bocas ao amanhecer do �xodo.

Matem os cordeiros agora e orem...

pois matam em nome da p�scoa do Senhor.

Na verga da porta e nas ombreiras de suas casas...

colocar�o seu sangue, como um sinal.

- Mas por qu�? - Como um sinal, ele disse.

Sinal de qu�?

Apenas um sinal.

Ser� chamado de p�scoa.

Pois amanh� n�s passaremos...

da morte para a vida.

Essa estranha ceia hoje...

� uma cerim�nia...

para nos lembrar quem e o que somos.

Quanto sil�ncio.

� como um som novo.

Ele est� vindo.

Que Deus os ajude, ele est� vindo.

Para a seguran�a da casa e todos dentro dela.

Que o primeiro, que guarda as portas dos olhos...

esteja duplamente atento.

Que o segundo, que senta na entrada dos ouvidos...

ou�a o barulho do intruso.

V�-o sorrir?

Que o terceiro, que vive suspenso no ar das narinas...

Nenhum mal o amea�a.

sinta o cheiro do mal que se aproxima.

Ele est� feliz.

Meu amado.

Nenhum mal lhe acontecer�.

Porque � meu amado.

Sil�ncio!

O que foi isso?

Uma criada.

O primog�nito de uma criada.

Nada vai...

nada vai...

Mandem vigias com tochas.

Queimem incenso.

Diga suas ora��es!

Deuses dos sete mundos.

Que a vida desta crian�a seja doce.

Que nenhum mal lhe aconte�a.

Proteja-o de noite e de dia.

Fa�a os filhos do mal adormecerem...

com o cheiro da fuma�a...

e...

O que fa�o agora?

Acompanhe-o na sua passagem...

pelos t�neis da noite.

Lembre que ele � da sua carne divina...

e leve-o � luz...

onde ele �...

necessitado.

Eu j� os vejo como vazios, fracos, impotentes.

Uma vergonha.

Eu nasci cedo ou tarde demais?

O c�u se refez?

O dom�nio passou de novo para o �nico deus...

que n�o � nem Sol nem Lua...

e sim a luz de ambos?

Em seus olhos n�o h� nada.

Sua cabe�a � a de um p�ssaro.

Levante.

Afaste-se do meu povo.

Voc� e o povo de Israel, v�o embora.

Sirva o Senhor, como disse.

Pegue seu gado...

e aben�oe sua liberdade.

V�o embora!

E aben�oe a mim tamb�m.

A mim tamb�m.

Depressa! N�o demore. Pegou o beb�?

Depressa!

- No outro! - Esses jovens!

Esses jovens.

- Casa de Jud�! - Casa de Levi!

Para o leste!

Para o leste!

A Terra Prometida!

- � muita coisa. - Belo tesouro, n�o?

- Esta pulseira � linda. - Vamos.

- O que � isso? - O qu�?

O que est� fazendo?

- S� cuido do tesouro. - Est� roubando!

- N�o! Se quiser, eu paro. - Vi voc� roubando!

Chame seus homens e ajude as pessoas.

Casa de Benjamim, siga-me.

Casa de Jud�!

Est� quieto, n�o?

Como em todo lugar. Ele n�o devia ter deixado.

- Algu�m pode ouvir. - Mas � verdade!

Agora todos querem ir para o deserto...

para fazerem sacrif�cios para seus 'deuses'.

Ele nunca devia ter deixado.

� claro que as pragas podem ter sido uma coincid�ncia.

Moscas, gafanhotos, etc.

- N�o acredito no sangue. - Fala do rio?

- Mas era sangue. - Voc� cheirou...

- provou ou viu? - N�o, mas meu cunhado viu.

Disse que era vermelho como o sangue do matadouro.

Foi tudo contra a natureza, como se tivesse falhada.

E a� esses...

se aproveitaram disso. Eles n�o causaram...

mas fingiram que causaram.

Espertos.

Sua aus�ncia � contra a natureza.

Como assim?

� anormal n�o ter escravos. Como vai fazer o trabalho?

Tem que ter escravos!

Venha!

Abaixem-se! Abaixem!

- Abaixem! - Fiquem juntos! Todos!

V�em a coluna de nuvem � nossa frente?

Ele est� conosco. Deus age diferente.

Age atrav�s da chuva, do p� do deserto...

e da coluna de nuvem. S� temos que segui-Lo.

Seguir para onde?

Para a Terra Prometida, � claro.

Espero que saiba onde �.

O choque do povo naturalmente foi profundo.

Manifesta-se no lento mal da d�vida.

O conceito da monarquia corre perigo.

Para o povo parece...

que o poder divino se retirou.

Controlamos os tumultos. Houve matan�a, mas pouca.

E o grande mal j� virou um sonho.

Exceto para os de luto.

Feridas cicatrizam.

A ira n�o cicatriza. Nem o �dio.

O que deve ser feito?

Fara�, na sua clem�ncia divina...

permitiu que os escravos israelitas...

fizessem sacrif�cios para seu deus no deserto.

Por um per�odo de 3 dias.

H� quanto tempo est�o fora?

H� 5 dias, divina majestade.

Ent�o vamos traz�-los de volta.

Nada seria mais simples.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.